setembro 2nd, 2013

MERCADO PROJETA PIB E INFLAÇÃO MAIORES EM 2013

O Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 02/09, revela que os analistas do mercado financeiro esperam que a taxa básica de juros da economia a Selic, seja elevada para 9,75% ao final de 2014.

Na avaliação do mercado financeiro a economia brasileira deve apresentar desempenho melhor ao final de 2013, assim como o comportamento do segmento industrial que, na avaliação analistas das instituições financeiras deve encerrar 2014 em acima da projeção da semana passada.

Inflação

O mercado financeiro voltou a elevar a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo em 2013, de 5,80% para 5,83%. Para 2014, os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção em relação ao IPCA na casa de 5,84%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. As instituições Top 5 mantiveram a sua projeção para o IPCA de agosto em 0,27%. Da mesma forma mantiveram a sua estimativa para o IPCA de setembro em 0,45%. Desta forma, a meta atuarial medida pelo IPCA para agosto deve ficar em 0,78%, assim como a meta atuarial para setembro deve fechar em 0,94% se as condições se mantiverem inalteradas.

Os economistas dos bancos continuam apostando em inflação maior para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de 6,08% para 6,12%.

PIB

A expectativa dos economistas dos bancos em relação ao crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto melhorou nesta semana, pois foi elevada de 2,20% para 2,32% ao final de 2013.  O mercado financeiro voltou a acreditar em uma melhora no ritmo de crescimento da economia brasileira. Para a evolução do crescimento industrial, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para 2013, em 2,11%.

Para 2014, o mercado financeiro reduziu  a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,40% para 2,30%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014, por sua vez, foi reavaliada para cima, subindo de 2,90% para 3,00%.

Juros

O mercado financeiro, após elevar a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, na última semana, passou a trabalhar com a estimativa de manutenção dos juros em 9,50% ao ano para o encerramento de 2013. Para 2014, os economistas dos bancos, entretanto, elevaram a sua projeção para a Selic de 9,50% para 9,75% ao ano. Assim, o mercado financeiro voltou a projetar elevação dos juros para o próximo ano.

Câmbio

Os analistas dos bancos elevaram, mais uma vez, a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,32 para R$2,36 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o dólar também foi elevada, mas de R$2,35 para R$2,40 por dólar.

Próxima do teto estabelecido pelo governo, à inflação tem sido pressionada pela subida do dólar. Uma estimativa recente aponta que para cada R$ 0,20 de alta no valor da moeda norte-americana, a inflação suba um ponto percentual ao longo do ano. Desde o início deste ano, o dólar já subiu mais de R$ 0,30, reforçando a ameaça de que, ao final do ano, a inflação no Brasil ultrapasse o teto da meta, medida pelo IPCA, que é de 6,50% para o IPCA – em 12 meses encerrados em julho, a alta foi de 6,27%.

A alta do dólar está associada a pressões dentro e fora do Brasil. No país, pesa a insatisfação de investidores com a política econômica do governo, considerada pouco afeita a negociações. Também há incerteza se o país conseguirá cumprir a meta da inflação e manter as contas sob controle. Tais inseguranças levam muitos investidores a migrar seus dólares para mercados mais seguros. Até o dia 23 de agosto, a saída de dólares do Brasil superava a entrada em US$ 2,7 bilhões no mês.

O principal motivo, no entanto, está no Exterior: a retomada da economia dos Estados Unidos torna mais próximo o momento da retirada de parte dos US$ 85 bilhões em incentivos que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) injeta na economia mensalmente. Se isso ocorrer, o governo americano terá de subir o juro para atrair o dinheiro para financiar sua dívida, e dólares que estão investidos hoje em mercados emergentes (inclusive o Brasil) deverão migrar para os EUA.

Perspectiva

A palavra de ordem continua sendo, cautela.

A semana vem carregada de eventos importantes e que devem influenciar o comportamento da curva de juros no mercado futuro. Amanhã, 03/09, serão divulgados os dados sobre a produção industrial de julho, o primeiro indicador referente ao terceiro trimestre, desta formar o mercado pode ter pistas sobre o desempenho da atividade econômica após ser surpreendido com o PIB do terceiro trimestre, que subiu 1,5%, em relação ao período anterior.

Somo a isto, na sexta-feira, serão divulgados os números relativos à inflação medida pelo IGP-DI e pelo IPCA de agosto. Nesta segunda-feira, foi divulgado, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) que ficou em 0,20% em agosto contra (0,17%) de julho, os dados foram divulgados pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. Em que pese o número estar no piso do intervalo das estimativas de mercado, 0,20% a 0,26%, o grupo do segmento Alimentação voltou a apresentar variação positiva de 0,17% e puxou a alta no encerramento de agosto.

Outro aspecto que permanece a deteriorar as expectativas inflacionárias é a alta do dólar frente ao real. Como informamos acima, os analistas do mercado financeiro, elevou a estimativa para o IPCA de 2013, de 5,80% para 5,83%.

Por sua vez, o resultado de alta do PIB brasileiro surpreendeu o mercado, levando a revisão das projeções para a economia.

O mercado aguarda com grande expectativa a ata da última reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária, que acontece na próxima quinta-feira, 05/09. O mercado espera por maiores detalhes da motivação do comitê do Banco Central em manter o ritmo de elevação da taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, além de possíveis informações sobre os próximos movimentos do BACEN na condução da politica monetária.

No sábado, 31/08, durante o discurso de encerramento de evento na BM&F Bovespa, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçou a estratégia de atuação no câmbio, ao falar em ofertar de proteção, mas não deixou claro se a autoridade monetária lançará mão de leilões de dólar à vista. Ele destacou que há uma estratégia clara do BACEN no mercado de cambio, com os leilões semanais de swap cambial e de venda de dólares com compromisso de recompra.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$3,40 bilhões para US$3,00 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial recuou de US$ 9,00 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi mantida em 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, também foi mantida, só que em 4,50%.

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