agosto, 2013

A elevação da Selic e o IMA B

O Banco Central divulgou em 28/08, que o Copom – Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros Selic em 50 bp, de 8,50% para 9,00% ao ano. Com esta é a quarta alta consecutiva: em julho, a elevação também havia sido de 0,50 ponto percentual. A decisão foi unânime e sem viés.

A elevação da Selic em 0,50% nos juros, já estava no “preço”, pois já era esperada pelo mercado, além de aparecer nos últimos relatórios das principais instituições financeiras.

Na próxima quinta-feira, 05/09, será divulgada a ata do Copom detalhando o que foi discutido durante os dois dias de reunião. A próxima reunião já está agendada para os dias 08 e 09 de outubro.

Juros em alta IMA-B em baixa

Dentre as opções em títulos públicos federias, neste momento a melhor opção de investimentos já que é que não sofre com a alta dos juros é a LFT – Letra Financeira do Tesouro.

Do outro lado, a perspectiva de alta de juros vem prejudicando a rentabilidade dos títulos do Governo que são favorecidos com queda dos juros. O aumento da pressão inflacionária, inflada pela alta da moeda norte americana, fez com que a autoridade monetária interrompesse o ciclo de cortes nos juros iniciado em meados de 2011.

Como o mercado projeta novas altas para a taxa de juros, é provável que os títulos públicos federais continuem apanhando. O Boletim Focus divulgado na última segunda-feira, 26/08, pelo Banco Central, mostra que os economistas do mercado financeiro projetam uma Selic de 9,50% para o fim de 2013.

A grande maioria dos títulos prefixados, como a LTN’s e NTN-F’s , além dos títulos que tem parte do seu rendimento corrigido por um índice de inflação e parte por uma remuneração prefixada, tais como as NTN-B’s amargam quedas significativas em 2013. A NTN-B Principal com vencimento em 2035, por exemplo, recuou 21,66% no ano. Por sua vez, a NTN-F com vencimento em 2023 acumula desvalorização de 7,73%. Em 2012, enquanto o Bacen manteve a politica de flexibilização da economia, a NTN-B com vencimento em 2050 chegou a valorizar 50%.

Contudo, isso não quer dizer que quem comprou esses títulos vai perder dinheiro. A perda só ocorre no caso de o investidor vender o título antes do vencimento em momentos como o atual em que a taxa de juros está em alta. Caso carregue a posição (título) até o seu vencimento, o investidor vai receber exatamente a taxa de juros negociada no momento da compra.

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO De SELIC E INFLAÇÃO EM 2013

Banco Central do Brasil, através do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 26/08, mostra o mercado financeiro trabalha com uma expectativa maior em relação à taxa básica de juros para o final de 2013. Da mesma forma, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção em relação à inflação tanto para 2013 como para 2014, além de reduzir a estimativa para o crescimento da economia brasileira para 2013 e também 2014.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção de 5,75% para 5,80% para o índice de inflação oficial no Brasil, medido pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Igualmente elevaram relação ao IPCA de 2014 de 5,80% para 5,84%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções, reduziram a sua estimativa para o IPCA de agosto de 0,29% para 0,27%. Em contrapartida elevaram a sua projeção para o  IPCA de setembro de 0,44% para 0,45%.

Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em inflação maior para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de 5,97% para 6,08%.

PIB

O Boletim Focus desta semana revela que o mercado financeiro voltou a acreditar em um ritmo menor de crescimento da economia, tanto que nesta semana reduziram a sua estimativa para a evolução do PIB de 2013 de 2,21% para 2,20%. Na contramão, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08% para 2,11%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro  igualmente reduziram  a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,40%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 recuou de 3,00% para 2,90%.

Juros

Os economistas dos bancos elevaram nesta semana a sua projeção  para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano em 20132013. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro voltou a projetar estabilidade  dos juros para o próximo ano.

O dólar é o responsável por ditar o ritmo das taxas futuras de juros. Diante da valorização da moeda norte americana frente ao Real , os juros também sofre com esta volatilidade e clima de incerteza. Outro fator que determina rumo dos juros são as apostas do mercado para o encontro desta semana do Copom – Comitê de Política Monetária acontece que o mercado espera um aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic. A percepção geral é que, após o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, ter citado os “excessos de prêmios” na curva de juros, não há espaço para uma decisão diferente da precificada pelo mercado.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Mais uma vez os economistas do mercado financeiro elevaram, a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,30 para R$2,32 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,35 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de con8iança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$4,35 bilhões para US$3,40 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,00 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi elevada de 1,75% para 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

Quando fundos podem configurar a melhor estrutura para seus investimentos

Apesar de existirem investidores que preferem sempre o investimento individual ao de fundos, existem casos em que investir em um condomínio pode ser a melhor solução.

Conheço alguns investidores que possuem aversão aguda à fundos de investimentos e que preferem colocar seu dinheiro na poupança a colocar em alguma estrutura mais complexa. O argumento mais utilizado por esses investidores é de que os fundos além de introduzirem um custo adicional (de taxas de administração e performance), terceirizam a gestão de seus investimentos, de forma que o investidor se torna “refém” de uma atuação do gestor mesmo que este cometa eventuais falhas no futuro.

Esses investidores não deixam de ter razão em ambos os argumentos, mas será que essa é uma regra de ouro que vale para todos? Será que qualquer pessoa que decidir investir por conta própria terá um desempenho líquido melhor que o de todos os fundos de investimentos? Indo mais além, será que por investir sozinho a chance de o próprio investidor cometer um equívoco é menor que a de um gestor de fundo que trabalha exclusivamente com isso? Ou será maior? Bem, o leitor pode estar me acusando nesse exato momento de induzir a uma resposta óbvia para todas as perguntas: que apesar de verdadeiros os argumentos “anti-fundos”, esses não servem para quaisquer investidores.

O ponto a que quero chegar é que nem todos (para não dizer a imensa maioria) possuem tempo hábil suficiente para fazer uma boa análise de sua carteira de investimentos e consequentemente uma escolha eficiente de seus ativos. Além disso, apesar de serem custosos ao longo do tempo por suas taxas, provavelmente a estrutura de fundos de investimentos se configura como a mais justa e transparente dentre as opções do mercado financeiro.

Escrevi mais profundamente sobre as taxas cobradas pelos fundos em meu site Melhores Fundos que você pode conferir aqui, mas gostaria de trazer essas informações também para o leitor da Infomoney, ainda que mais resumidamente. Vejamos a seguir alguns prós e contras de se investir em fundos e quando essa opção vale a pena.

Prós de se investir em fundos

Transparência

Em relação à transparência, é impossível não dar destaque à rentabilidade histórica obtida pelos fundos. Isso é importantíssimo, dado que não há como o gestor “mentir” sobre o retorno obtido no passado por o valor das cotas serem calculados diariamente pelo administrador e repassado no mesmo período para a CVM. Além disso, no histórico de rentabilidade do fundo divulgado pelas gestoras já estão descontados todos os custos do fundo, como os de taxa de administração e performance, com exceção dos impostos que variam de acordo com o tempo aplicado.

Além disso, o próprio valor dessas taxas é muito fácil de se encontrar, uma vez que estes são esclarecidos em qualquer lâmina, prospecto ou regulamento do fundo.

Custos (menores)

Não se assuste se você observar esse tópico praticamente repetido como desvantagem logo abaixo. Isso acontece, pois essa variável depende muito de que tipo de investidor você é. Por exemplo, se você possui um perfil mais agressivo e gosta de fazer day trades, provavelmente seu custos são relativamente altos.

Por outro lado, existem fundos chamados de quantitativos que realizam operações de alta frequência na bolsa com uma estrutura de primeira linha, inclusive máquinas instaladas na própria Bovespa para garantir maior agilidade nas operações. Por seu elevado volume financeiro e de negócios, esses fundos conseguem tarifas mais atrativas na instituição financeira em que operam, além de conseguir realizar operações em dezenas de estratégias simultaneamente.

Outro ponto importante em relação aos custos dos fundos é que em geral estes são muito mais justos que os custos de corretagem, por exemplo. Digo isso pois a taxa de administração incide ao longo do tempo, e um investidor insatisfeito pode simplesmente retirar o seu dinheiro da aplicação deixando em alguns casos mais custos do que ganhos para a gestora.

Por outro lado, um investidor satisfeito que permaneça a longo prazo com a gestora certamente está satisfeito, e então o retorno obtido pela instituição é muito mais interessante.

E em relação à performance essa justiça é ainda maior, dado que o gestor só ganhará se o investidor também ganhar! Que forma de remuneração poderia ser mais justa que a performance, não?

Diversificação

Essa sem dúvida é uma das principais vantagens de se investir em fundos e dispensa longas apresentações. De forma objetiva, mesmo que você possua um bom capital financeiro quantas ações de diferentes empresas você conseguiria comprar hoje de maneira consciente (isto é, analisando e fazendo boas escolhas) sozinho? E até quantas dessas empresas você conseguiria acompanhar depois da compra sozinho nessa sua carteira?

Você conseguiria ainda analisar e operar individualmente moedas, juros e commodities para aumentar a diversificação de sua carteira?

Bom, não digo que não haja alguém que consiga, mas sem dúvidas são raríssimos casos que o fazem com eficiência. Porém alguns fundos conseguem fazer isso através de uma equipe de vários analistas, sendo cada um especializado em sua área, o que nos leva ao tópico a seguir.

Gestão especializada

Poder contar com uma equipe pessoal de analistas como Gordon Gekko, personagem fictício e megainvestidor do filme Wall Street (1987), é muito bom, mas certamente inviável para a maioria dos investidores. A oportunidade de “rachar os custos” dessa equipe com outros investidores é também um dos principais atrativos dos fundos de investimentos, que torna possível muitas vezes que pequenos e médios investidores tenham acesso à gestão (ou ao menos a participação) de grandes nomes do mercado financeiro como Luis Stuhlberger, Gustavo Franco, Pérsio Arida, entre outros.

Contras de se investir em fundos

Come-cotas (apenas em alguns casos)

Com exceção dos fundos de previdência, de ações e alguns outros casos mais específicos, a maioria dos fundos recebe a incidência do come-cotas em seus rendimentos. O come-cotas nada mais é que a antecipação do recebimento de impostos pela receita, ou seja, semestralmente a receita “morde” de 15 a 20% de imposto de renda sobre a rentabilidade de seus investimentos nesses fundos (a cobrança varia caso o fundo seja de curto ou longo  prazo).

Escrevi com muitos detalhes sobre o come-cotas também no Melhores Fundos. Quem quiser saber mais sobre essa taxação recomendo a leitura aqui.

Baixa liquidez (apenas em alguns casos)

Apesar de haver fundos com a mesma liquidez de um CDB, em alguns casos o investidor pode ter problemas ao resgatar o seu dinheiro. Mais comum em fundos de ações, algumas aplicações chegam a solicitar 90 dias corridos ou mais para a cotização dos investimentos, prejudicando altamente o investidor que precisar do dinheiro com urgência.

Por isso é importante sempre se atentar aos objetivos e até mesmo aos riscos que se pretende assumir ao escolher a liquidez aceitável de seu fundo. Já imaginou o desespero do investidor que possuía dinheiro no início da crise de 2008 em algum fundo de ações com resgate em D+90 ou mais?

Custos (maiores)

Como havia prometido acima, os custos nem sempre podem ser uma vantagem no caso dos fundos de investimento. Investidores de longo prazo, com posições em ações baseadas na análise fundamentalista podem incorrer de um custo muito menor ao tomarem suas decisões sozinhos, pois nesse caso geralmente os investidores já possuem alguma experiência e conhecimento para a escolha de sua carteira de ativos. Além disso, como suas escolhas são baseadas em objetivos de longuíssimo prazo, não é necessário um acompanhamento e trocas tão frequentes em seus ativos, tornando possível que mesmo o investidor com menos tempo disponível consiga fazer uma boa gestão de sua carteira.

Falta controle absoluto sobre os ativos escolhidos pelo fundo

Uma última desvantagem, mas não menos importante, trata justamente da falta de controle que o cotista tem sobre onde seu dinheiro é aplicado. Em outras palavras, se você quer investir em ações, basta investir em um bom fundo de ações, mas nada impedirá que o gestor aplique o seu capital em uma empresa que você jamais investiria por razões técnicas (como uma empresa que você não enxerga futuro) ou mesmo morais (como empresas do setor de fumos e bebidas).

Assim, o cotista acaba ficando submisso à regras previamente estabelecidas pelo fundo e a mercê da vontade do gestor ou (em casos mais extremos) da maioria dos cotistas, como aconteceu mais recentemente com a substituição dos métodos de pagamento pelo fundo imobiliário Maxi Renda, que foi realizada por desejo da maioria dos cotistas e não do gestor, administrador e nem mesmo unanimidade entre os próprios cotistas.

Fonte primária da informação: Infomoney

ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM PROJEÇÃO DA SELIC PARA 2014

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 19/08, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa em relação à taxa Selic para 2014. Para o crescimento da economia brasileira, media pelo PIB – Produto Interno Bruto a estimativa é de manutenção para 2013 e elevação para o próximo ano. Já para o IPCA, a expectativa dos economistas dos bancos é de manutenção para 2013 e redução para 2014.

Inflação

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção, em 5,74%, para o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Em contrapartida reduziram de 5,85% para 5,80% a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo para 2014.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções estimam que a inflação medida pelo IPCA deva encerrar o mês de agosto em 0,29%. Para o IPCA de setembro, a estimativa foi mantida em 0,44%.

Os analistas das instituições financeiras continuam acreditando em uma inflação maior para os próximos 12 meses, tanto que elevaram pela 7ª semana seguida a sua estimativa para o IPCA, de 5,95% para 5,97%.

PIB

O dado positivo trazido nesta semana pelo Boletim Focus é a manutenção da expectativa do crescimento da economia brasileira para 2013, em 2,21%. Da mesma forma, os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08%.

Para 2014, os analistas dos bancos igualmente mantiveram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, em 2,50%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada de 2,90% para 3,00%.

Juros

Pela sétima semana consecutiva, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic em 9,25% ao ano para 2013. Entretanto, para 2014, os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro passou a projetar elevação dos juros para o próximo ano.

O mercado de juros futuros passou a operar com uma expectativa de uma Selic de, pelo menos, 10% ao final deste ano. O responsável por esta mudança nas expectativas é resultado da forte valorização do Dólar frente o Real, que beirou R$ 2,40 no pregão da última sexta-feira, 16/08, apesar das intervenções do Banco Central.

Outro fator que vem contribuindo para a elevação das expectativas em relação à Selic é a alta nos juros dos Treasuries (títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos) que apresentaram alta expressiva, o que favorece o acúmulo de prêmios na ponta longa da curva de juros por lá. O comportamento do mercado pode ser classificado como “exagerado”, mas pode permanecer, caso o dólar mantenha a força atual.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela segunda semana, a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,28 para R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,30 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de confiança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,00 bilhões para US$4,35 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados reduzida de 1,78% para 1,75%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

Arquivos
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010