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agosto, 2013

A elevação da Selic e o IMA B

O Banco Central divulgou em 28/08, que o Copom – Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros Selic em 50 bp, de 8,50% para 9,00% ao ano. Com esta é a quarta alta consecutiva: em julho, a elevação também havia sido de 0,50 ponto percentual. A decisão foi unânime e sem viés.

A elevação da Selic em 0,50% nos juros, já estava no “preço”, pois já era esperada pelo mercado, além de aparecer nos últimos relatórios das principais instituições financeiras.

Na próxima quinta-feira, 05/09, será divulgada a ata do Copom detalhando o que foi discutido durante os dois dias de reunião. A próxima reunião já está agendada para os dias 08 e 09 de outubro.

Juros em alta IMA-B em baixa

Dentre as opções em títulos públicos federias, neste momento a melhor opção de investimentos já que é que não sofre com a alta dos juros é a LFT – Letra Financeira do Tesouro.

Do outro lado, a perspectiva de alta de juros vem prejudicando a rentabilidade dos títulos do Governo que são favorecidos com queda dos juros. O aumento da pressão inflacionária, inflada pela alta da moeda norte americana, fez com que a autoridade monetária interrompesse o ciclo de cortes nos juros iniciado em meados de 2011.

Como o mercado projeta novas altas para a taxa de juros, é provável que os títulos públicos federais continuem apanhando. O Boletim Focus divulgado na última segunda-feira, 26/08, pelo Banco Central, mostra que os economistas do mercado financeiro projetam uma Selic de 9,50% para o fim de 2013.

A grande maioria dos títulos prefixados, como a LTN’s e NTN-F’s , além dos títulos que tem parte do seu rendimento corrigido por um índice de inflação e parte por uma remuneração prefixada, tais como as NTN-B’s amargam quedas significativas em 2013. A NTN-B Principal com vencimento em 2035, por exemplo, recuou 21,66% no ano. Por sua vez, a NTN-F com vencimento em 2023 acumula desvalorização de 7,73%. Em 2012, enquanto o Bacen manteve a politica de flexibilização da economia, a NTN-B com vencimento em 2050 chegou a valorizar 50%.

Contudo, isso não quer dizer que quem comprou esses títulos vai perder dinheiro. A perda só ocorre no caso de o investidor vender o título antes do vencimento em momentos como o atual em que a taxa de juros está em alta. Caso carregue a posição (título) até o seu vencimento, o investidor vai receber exatamente a taxa de juros negociada no momento da compra.

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO De SELIC E INFLAÇÃO EM 2013

Banco Central do Brasil, através do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 26/08, mostra o mercado financeiro trabalha com uma expectativa maior em relação à taxa básica de juros para o final de 2013. Da mesma forma, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção em relação à inflação tanto para 2013 como para 2014, além de reduzir a estimativa para o crescimento da economia brasileira para 2013 e também 2014.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção de 5,75% para 5,80% para o índice de inflação oficial no Brasil, medido pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Igualmente elevaram relação ao IPCA de 2014 de 5,80% para 5,84%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções, reduziram a sua estimativa para o IPCA de agosto de 0,29% para 0,27%. Em contrapartida elevaram a sua projeção para o  IPCA de setembro de 0,44% para 0,45%.

Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em inflação maior para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de 5,97% para 6,08%.

PIB

O Boletim Focus desta semana revela que o mercado financeiro voltou a acreditar em um ritmo menor de crescimento da economia, tanto que nesta semana reduziram a sua estimativa para a evolução do PIB de 2013 de 2,21% para 2,20%. Na contramão, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08% para 2,11%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro  igualmente reduziram  a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,40%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 recuou de 3,00% para 2,90%.

Juros

Os economistas dos bancos elevaram nesta semana a sua projeção  para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano em 20132013. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro voltou a projetar estabilidade  dos juros para o próximo ano.

O dólar é o responsável por ditar o ritmo das taxas futuras de juros. Diante da valorização da moeda norte americana frente ao Real , os juros também sofre com esta volatilidade e clima de incerteza. Outro fator que determina rumo dos juros são as apostas do mercado para o encontro desta semana do Copom – Comitê de Política Monetária acontece que o mercado espera um aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic. A percepção geral é que, após o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, ter citado os “excessos de prêmios” na curva de juros, não há espaço para uma decisão diferente da precificada pelo mercado.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Mais uma vez os economistas do mercado financeiro elevaram, a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,30 para R$2,32 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,35 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de con8iança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$4,35 bilhões para US$3,40 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,00 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi elevada de 1,75% para 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

Quando fundos podem configurar a melhor estrutura para seus investimentos

Apesar de existirem investidores que preferem sempre o investimento individual ao de fundos, existem casos em que investir em um condomínio pode ser a melhor solução.

Conheço alguns investidores que possuem aversão aguda à fundos de investimentos e que preferem colocar seu dinheiro na poupança a colocar em alguma estrutura mais complexa. O argumento mais utilizado por esses investidores é de que os fundos além de introduzirem um custo adicional (de taxas de administração e performance), terceirizam a gestão de seus investimentos, de forma que o investidor se torna “refém” de uma atuação do gestor mesmo que este cometa eventuais falhas no futuro.

Esses investidores não deixam de ter razão em ambos os argumentos, mas será que essa é uma regra de ouro que vale para todos? Será que qualquer pessoa que decidir investir por conta própria terá um desempenho líquido melhor que o de todos os fundos de investimentos? Indo mais além, será que por investir sozinho a chance de o próprio investidor cometer um equívoco é menor que a de um gestor de fundo que trabalha exclusivamente com isso? Ou será maior? Bem, o leitor pode estar me acusando nesse exato momento de induzir a uma resposta óbvia para todas as perguntas: que apesar de verdadeiros os argumentos “anti-fundos”, esses não servem para quaisquer investidores.

O ponto a que quero chegar é que nem todos (para não dizer a imensa maioria) possuem tempo hábil suficiente para fazer uma boa análise de sua carteira de investimentos e consequentemente uma escolha eficiente de seus ativos. Além disso, apesar de serem custosos ao longo do tempo por suas taxas, provavelmente a estrutura de fundos de investimentos se configura como a mais justa e transparente dentre as opções do mercado financeiro.

Escrevi mais profundamente sobre as taxas cobradas pelos fundos em meu site Melhores Fundos que você pode conferir aqui, mas gostaria de trazer essas informações também para o leitor da Infomoney, ainda que mais resumidamente. Vejamos a seguir alguns prós e contras de se investir em fundos e quando essa opção vale a pena.

Prós de se investir em fundos

Transparência

Em relação à transparência, é impossível não dar destaque à rentabilidade histórica obtida pelos fundos. Isso é importantíssimo, dado que não há como o gestor “mentir” sobre o retorno obtido no passado por o valor das cotas serem calculados diariamente pelo administrador e repassado no mesmo período para a CVM. Além disso, no histórico de rentabilidade do fundo divulgado pelas gestoras já estão descontados todos os custos do fundo, como os de taxa de administração e performance, com exceção dos impostos que variam de acordo com o tempo aplicado.

Além disso, o próprio valor dessas taxas é muito fácil de se encontrar, uma vez que estes são esclarecidos em qualquer lâmina, prospecto ou regulamento do fundo.

Custos (menores)

Não se assuste se você observar esse tópico praticamente repetido como desvantagem logo abaixo. Isso acontece, pois essa variável depende muito de que tipo de investidor você é. Por exemplo, se você possui um perfil mais agressivo e gosta de fazer day trades, provavelmente seu custos são relativamente altos.

Por outro lado, existem fundos chamados de quantitativos que realizam operações de alta frequência na bolsa com uma estrutura de primeira linha, inclusive máquinas instaladas na própria Bovespa para garantir maior agilidade nas operações. Por seu elevado volume financeiro e de negócios, esses fundos conseguem tarifas mais atrativas na instituição financeira em que operam, além de conseguir realizar operações em dezenas de estratégias simultaneamente.

Outro ponto importante em relação aos custos dos fundos é que em geral estes são muito mais justos que os custos de corretagem, por exemplo. Digo isso pois a taxa de administração incide ao longo do tempo, e um investidor insatisfeito pode simplesmente retirar o seu dinheiro da aplicação deixando em alguns casos mais custos do que ganhos para a gestora.

Por outro lado, um investidor satisfeito que permaneça a longo prazo com a gestora certamente está satisfeito, e então o retorno obtido pela instituição é muito mais interessante.

E em relação à performance essa justiça é ainda maior, dado que o gestor só ganhará se o investidor também ganhar! Que forma de remuneração poderia ser mais justa que a performance, não?

Diversificação

Essa sem dúvida é uma das principais vantagens de se investir em fundos e dispensa longas apresentações. De forma objetiva, mesmo que você possua um bom capital financeiro quantas ações de diferentes empresas você conseguiria comprar hoje de maneira consciente (isto é, analisando e fazendo boas escolhas) sozinho? E até quantas dessas empresas você conseguiria acompanhar depois da compra sozinho nessa sua carteira?

Você conseguiria ainda analisar e operar individualmente moedas, juros e commodities para aumentar a diversificação de sua carteira?

Bom, não digo que não haja alguém que consiga, mas sem dúvidas são raríssimos casos que o fazem com eficiência. Porém alguns fundos conseguem fazer isso através de uma equipe de vários analistas, sendo cada um especializado em sua área, o que nos leva ao tópico a seguir.

Gestão especializada

Poder contar com uma equipe pessoal de analistas como Gordon Gekko, personagem fictício e megainvestidor do filme Wall Street (1987), é muito bom, mas certamente inviável para a maioria dos investidores. A oportunidade de “rachar os custos” dessa equipe com outros investidores é também um dos principais atrativos dos fundos de investimentos, que torna possível muitas vezes que pequenos e médios investidores tenham acesso à gestão (ou ao menos a participação) de grandes nomes do mercado financeiro como Luis Stuhlberger, Gustavo Franco, Pérsio Arida, entre outros.

Contras de se investir em fundos

Come-cotas (apenas em alguns casos)

Com exceção dos fundos de previdência, de ações e alguns outros casos mais específicos, a maioria dos fundos recebe a incidência do come-cotas em seus rendimentos. O come-cotas nada mais é que a antecipação do recebimento de impostos pela receita, ou seja, semestralmente a receita “morde” de 15 a 20% de imposto de renda sobre a rentabilidade de seus investimentos nesses fundos (a cobrança varia caso o fundo seja de curto ou longo  prazo).

Escrevi com muitos detalhes sobre o come-cotas também no Melhores Fundos. Quem quiser saber mais sobre essa taxação recomendo a leitura aqui.

Baixa liquidez (apenas em alguns casos)

Apesar de haver fundos com a mesma liquidez de um CDB, em alguns casos o investidor pode ter problemas ao resgatar o seu dinheiro. Mais comum em fundos de ações, algumas aplicações chegam a solicitar 90 dias corridos ou mais para a cotização dos investimentos, prejudicando altamente o investidor que precisar do dinheiro com urgência.

Por isso é importante sempre se atentar aos objetivos e até mesmo aos riscos que se pretende assumir ao escolher a liquidez aceitável de seu fundo. Já imaginou o desespero do investidor que possuía dinheiro no início da crise de 2008 em algum fundo de ações com resgate em D+90 ou mais?

Custos (maiores)

Como havia prometido acima, os custos nem sempre podem ser uma vantagem no caso dos fundos de investimento. Investidores de longo prazo, com posições em ações baseadas na análise fundamentalista podem incorrer de um custo muito menor ao tomarem suas decisões sozinhos, pois nesse caso geralmente os investidores já possuem alguma experiência e conhecimento para a escolha de sua carteira de ativos. Além disso, como suas escolhas são baseadas em objetivos de longuíssimo prazo, não é necessário um acompanhamento e trocas tão frequentes em seus ativos, tornando possível que mesmo o investidor com menos tempo disponível consiga fazer uma boa gestão de sua carteira.

Falta controle absoluto sobre os ativos escolhidos pelo fundo

Uma última desvantagem, mas não menos importante, trata justamente da falta de controle que o cotista tem sobre onde seu dinheiro é aplicado. Em outras palavras, se você quer investir em ações, basta investir em um bom fundo de ações, mas nada impedirá que o gestor aplique o seu capital em uma empresa que você jamais investiria por razões técnicas (como uma empresa que você não enxerga futuro) ou mesmo morais (como empresas do setor de fumos e bebidas).

Assim, o cotista acaba ficando submisso à regras previamente estabelecidas pelo fundo e a mercê da vontade do gestor ou (em casos mais extremos) da maioria dos cotistas, como aconteceu mais recentemente com a substituição dos métodos de pagamento pelo fundo imobiliário Maxi Renda, que foi realizada por desejo da maioria dos cotistas e não do gestor, administrador e nem mesmo unanimidade entre os próprios cotistas.

Fonte primária da informação: Infomoney

ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM PROJEÇÃO DA SELIC PARA 2014

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 19/08, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa em relação à taxa Selic para 2014. Para o crescimento da economia brasileira, media pelo PIB – Produto Interno Bruto a estimativa é de manutenção para 2013 e elevação para o próximo ano. Já para o IPCA, a expectativa dos economistas dos bancos é de manutenção para 2013 e redução para 2014.

Inflação

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção, em 5,74%, para o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Em contrapartida reduziram de 5,85% para 5,80% a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo para 2014.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções estimam que a inflação medida pelo IPCA deva encerrar o mês de agosto em 0,29%. Para o IPCA de setembro, a estimativa foi mantida em 0,44%.

Os analistas das instituições financeiras continuam acreditando em uma inflação maior para os próximos 12 meses, tanto que elevaram pela 7ª semana seguida a sua estimativa para o IPCA, de 5,95% para 5,97%.

PIB

O dado positivo trazido nesta semana pelo Boletim Focus é a manutenção da expectativa do crescimento da economia brasileira para 2013, em 2,21%. Da mesma forma, os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08%.

Para 2014, os analistas dos bancos igualmente mantiveram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, em 2,50%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada de 2,90% para 3,00%.

Juros

Pela sétima semana consecutiva, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic em 9,25% ao ano para 2013. Entretanto, para 2014, os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro passou a projetar elevação dos juros para o próximo ano.

O mercado de juros futuros passou a operar com uma expectativa de uma Selic de, pelo menos, 10% ao final deste ano. O responsável por esta mudança nas expectativas é resultado da forte valorização do Dólar frente o Real, que beirou R$ 2,40 no pregão da última sexta-feira, 16/08, apesar das intervenções do Banco Central.

Outro fator que vem contribuindo para a elevação das expectativas em relação à Selic é a alta nos juros dos Treasuries (títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos) que apresentaram alta expressiva, o que favorece o acúmulo de prêmios na ponta longa da curva de juros por lá. O comportamento do mercado pode ser classificado como “exagerado”, mas pode permanecer, caso o dólar mantenha a força atual.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela segunda semana, a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,28 para R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,30 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de confiança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,00 bilhões para US$4,35 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados reduzida de 1,78% para 1,75%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

Juros futuros sobem com Banco Central e dólar

Os juros futuros iniciaram a terça-feira, 13, em alta, conforme o esperado, sustentados por declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, e pelo dólar. Com o avanço, as taxas de curto prazo passaram a embutir chance maior de elevação de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom). Para a reunião deste mês, as apostas seguem consolidadas em 0,50 ponto porcentual.

“Há uma chance maior de 0,50 ponto porcentual em outubro, apesar de predominarem as apostas de 0,25 ponto porcentual”, disse o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, acrescentando que esse aumento ocorreu após discurso feito na segunda-feira, 12, pelo diretor do BC no Pará. Segundo Serrano, o dólar valorizado ante o real contribui para o avanço das taxas futuras, sobretudo as de médio e longo prazos.

Na tarde de segunda-feira, 12, durante apresentação do Boletim Trimestral Regional do BC, Hamilton disse que a inflação mensal tende a ser maior a partir de agora. À noite, em palestra da Universidade da Amazônia, o diretor de Política Econômica frisou que o instrumento mais apropriado para lidar com a inflação é a taxa de juros.

Às 10h20, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 apontava 8,94%, de 8,90% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 9,82%, ante 9,72% no ajuste da véspera e o DI para janeiro de 2017 indicava 11,07% (10,95% no ajuste anterior). O dólar à vista no balcão valia R$ 2,300 (+0,57%).

Os juros futuros chegaram a acelerar a alta, pouco antes desse horário, em linha com o dólar e juros dos títulos do Tesouro dos EUA com a divulgação do resultado das vendas no varejo norte-americano em julho. Segundo o Departamento do Comércio, as vendas cresceram 0,2% no mês passado, após alta de 0,6% em junho e menos do que o previsto (0,3%).

Nota C&M: A volatilidade observada no mercado de juros futuros da BM&F, afeta a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA, pois as altas dos juros afeta negativamente o retorno destes fundos.

Fonte primária da informação: Portal Exame

MERCADO CONTINUA PROJETANDO PIB EM BAIXA EM 2013 2 2014

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 12/08, mostra que os analistas das instituições financeiras continuam acreditando em queda do crescimento da economia brasileira, media pelo PIB – Produto Interno Bruto tanto para 2013 como para 2014. Em relação à inflação medica pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro é de redução para 2013 e 2014. Em relação a taxa Selic, o mercado financeiro projeta manutenção em 9,25% ao ano, tanto para 2013 como para 2014.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 5,75% para 5,74%. Para 2014, os analistas dos bancos, também reduziram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo de 5,87% para 5,85%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas elevaram a sua estimativa para a inflação do mês de agosto, medida pelo IPCA. Na avaliação dos analistas do mercado financeiro o IPCA de agosto deve encerrar o mês em 0,29%, ante estimativa de 0,26% na semana anterior. Para o IPCA de setembro, igualmente a estimativa foi elevada de 0,43% para 0,44%.

Em relação à inflação de para os próximos 12 meses, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para índice de inflação acumulada de 5,93% para 5,95%.

PIB

Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, em 2013 de 2,24% para 2,21% em 2013. Em contrapartida, os economistas do mercado financeiro elevaram sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, de 2,00% para 2,08%.

Para 2014, o mercado financeiro reduziu a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,60% para 2,50%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 também foi reduzida de 3,00% para 2,90%.

Juros

O mercado financeiro manteve a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic em 9,25% ao ano em 2013. Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram em 9,25% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic. Desta forma, os analistas do mercado voltaram a projetar estabilidade para os juros em 2014.

Em nossa visão, a curva de juros pode mostrar maior volatilidade mais para o fim de agosto, especialmente nos dias que antecederem a reunião do Copom que acontece nos 27 e 28,  mas entendemos que a elevação de 0,50 ponto porcentual já está no preço. A dúvida é o que acontecerá nas reuniões seguintes. Entre hoje e a véspera da reunião do Copom o que vai determinar a variação dos juros e consequentemente o desempenho dos fundos atrelados ao IMA é o comportamento do dólar.

Para o mercado financeiro, de uma forma geral, o primeiro semestre de 2013 foi bastante desafiador. A deterioração dos fundamentos domésticos foi muito intensa, puxada pela alta da inflação, fraco desempenho da economia, desvalorização do real, elevada intervenção governamental, fragilidade fiscal e conturbado ambiente político. Todos esses fatores levaram a Bovespa a se destacar negativamente entre as principais bolsas do mundo, com uma queda de 22% no semestre.

Neste contexto, mantemos nossa expectativa de um viés mais cauteloso para o mercado no segundo semestre de 2013, pois a visibilidade permanece muito baixa tanto no cenário global, quanto principalmente no local.

Câmbio

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,25 para R$2,28 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,09 bilhões para US$5,00 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados reduzida de 1,80% para 1,78%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, ao contrário, é de alta, só que de 4,15% para 4,50%.

Juros futuros têm viés de baixa após fala de Tombini

Os juros futuros, que aguardavam o discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para definir uma direção, oscilavam nesta sexta-feira, 9, ao redor da estabilidade, com ligeiro viés de baixa.

A fala de Tombini não trouxe sinais sobre os próximos passos da instituição na condução da política monetária e o viés era trazido pelo dólar, em queda ante o real.

Na avaliação do estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, chamou atenção apenas à declaração sobre as condições monetárias dos Estados Unidos.

“Vejo nas palavras um reconhecimento por parte do Banco Central de que o câmbio se moveu para um novo patamar e de que esse movimento não é temporário”, disse Rostagno, referindo-se à afirmação de Tombini de que “já há claros sinais de que a normalização das condições monetárias nos EUA começou”.

O estrategista-chefe do Banco Mizuho ponderou que o Federal Reserve ainda não deu início à redução do programa de compra de ativos. Neste sentido, “há um grande desafio” para a autoridade monetária brasileira no que diz respeito ao câmbio, opiniou Rostagno.

Às 10h46, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 tinha taxa de 8,86%, de 8,87% no ajuste de quinta-feira, 8. O DI para janeiro de 2015 indicava 9,62%, de 9,63% no ajuste anterior e o DI para janeiro de 2017 apontava 10,85%, de 10,83% na quinta-feira, 8.

O dólar à vista no balcão caía 0,35%, a R$ 2,276, depois de o Banco Central realizar nesta manhã mais um leilão de swap cambial. Na operação, que equivale à venda de dólares no mercado futuro, o BC vendeu o equivalente a US$ 993,9 milhões.

A presidente Dilma Rousseff reafirmou, em entrevistas a rádios do Rio Grande do Sul, que não houve uma queda, “mas um mergulho da cesta básica em 18 capitais”. Disse ainda que “a inflação no Brasil está sob controle, tivemos problema e dificuldades, mas conseguimos superar”.

Fonte primária da informação: Portal Exame

Nota C&M: A queda dos juros futuros afetam diretamente o comportamento dos fundos atrelados ao IMA. Quedas nas taxas de juros contribuem para a melhora do retorno destes fundos, já a alta dos juros afetam negativamente o retorno dos fundos indexados IMA e seus subindices.

Meta atuarial indexada ao INPC e IPCA recua forte em julho

A meta atuarial indexada tanto em INPC quanto em IPCA recuou no mês de julho para 0,40% e 0,56%, respectivamente.

O motivo para a meta atuarial vir bem abaixo dos meses anteriores, foi que  a inflação oficial do governo, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, anunciado hoje pelo IBGE, mostrou variação de 0,03% em julho. Por sua vez o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor apresentou deflação de -0,13% no mês, bem abaixo do resultado do mês anterior que foi de 0,28%.

Um dos principais motivos para a desaceleração da inflação deveu-se ao grupo Alimentação e Bebidas sustentou um processo de desaceleração e, após a taxa de 0,04% em junho, proporcionou queda de -0,33% em julho, com impacto de 0,08 ponto percentual negativo. Desde julho de 2011 não ocorria deflação nos alimentos.

Outro  grupo, o dos Transportes veio com uma deflação ainda maior que a dos alimentos, -0,66%. O impacto do segmento na inflação medida pelo IPCA foi de -0,13 ponto percentual. A taxa de -0,66% foi a queda mais forte nos Transportes desde junho de 2012. No grupo, as tarifas dos ônibus urbanos permaneceram 3,32% mais baratas e comandaram a relação dos impactos para baixo, com –0,09 ponto percentual.

ANALISTAS REDUZEM PROJEÇÃO PARA IPCA EM 2014 E MANTEM SELIC INALTERADA

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 05/08, traz a informação que os analistas dos bancos reduziram a sua projeção para o índice oficial de inflação para 2014. Para 2013, a estimativa para a inflação medica pelo IPCA é de manutenção. Para a meta da taxa Selic, o mercado financeiro estima manutenção em 9,25% ao ano, tanto para 2013 como para 2014.

Inflação

O mercado financeiro manteve inalterada, em 5,75%, a sua projeção em relação ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2013. Para 2014, entretanto, os economistas dos bancos reduziram de 5,88% para 5,87%, a sua estimativa para o índice de inflação oficial para 2014.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas mantiveram a sua estimativa para a inflação do mês de julho medida pelo IPCA. Na avaliação dos analistas do mercado financeiro o IPCA de julho deve encerrar o mês em 0,01%. Para o IPCA de agosto, igualmente a estimativa foi mantida em 0,26%.

Em relação à inflação de para os próximos 12 meses, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para índice de inflação acumulada de 5,83% para 5,83%.

PIB

Os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno, em 2013 de 2,28%%. Da mesma forma, os economistas dos bancos reduziram sua estimativa para produção industrial brasileira de 2013, de 2,10% para 2,00%.

Para 2014, os analistas das instituições mantiveram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2,60%. Já a estimativa para produção industrial brasileira de 2014 também foi mantida, em 3,00%.

Juros

Os economistas dos bancos, pela quinta semana seguida, mantiveram para 2013 a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, em 9,25% ao ano. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram em 9,25% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic. Desta forma, os analistas do mercado voltaram a projetar estabilidade para os juros em 2014.

A curva de juros futuros, seguindo os mesmos passos do cambio, entrou em rota negativa, embora o mercado sustente que os embasamentos econômicos domésticos não modificaram e que a tendência para os juros futuros continua sendo de alta. Logo a volatilidade ainda deve dar o tom no segmento de renda fixa.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, em R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro dos bancos reduziram por mais uma semana a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,70 bilhões para US$5,09 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial recuou de US$ 8,92 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados reduzida de 1,93% para 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, ao contrário, é de alta, só que de 4,00% para 4,15%.