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Consultoria em Investimentos

julho 22nd, 2013

MERCADO FINANCEIRO REDUZ ESTIMATIVA PARA IPCA DE 2013 E 2014

A autoridade monetária, através da divulgação do Relatório de Mercado – Focus revela que os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2013 e 2014. De positivo, veio à redução da estimativa para a inflação tanto em 2013 como também no próximo ano.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O relatório Focus divulgado nesta segunda, 22/07, revela que o mercado financeiro trabalha com uma estimativa de queda da inflação neste ano de 5,80% para 5,75%.

Para o próximo ano, a projeção aponta queda de 5,90% para 5,87%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas dos reduziram significativamente a sua projeção para a inflação de julho medida pelo IPCA. A nova projeção aponta queda de 0,23% para 0,01%. Para o IPCA de agosto, a estimativa também foi reduzida, só que em menor intensidade de 0,29% para 0,26%.

Em contrapartida os analistas do mercado financeiro, elevaram a sua estimativa para índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses de 5,67% para 5,78%.

PIB

Os economistas dos bancos, mais uma vez reduziram a sua estimativa para a evolução do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,34% para 2,28%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, também foi reduzida pelos analistas do mercado financeiro de 2,23% para 2,10%.

Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira foi reduzida de 2,80% para 2,60%. Já a estimativa para produção industrial brasileira para 2014foi mantida em 3,00%.

Juros

A percepção dos economistas das instituições financeiras, divulgada pelo Banco Central no relatório de mercado Focus, divulgado hoje, 22/07, revela que a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, assim, sem ajuste em relação à última semana. Contudo, os analistas do mercado financeiro reduziram de 9,50% ao ano para 9,38% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic de 2014. Desta forma, os analistas do mercado projetam alta dos juros em 2014.

Neste contexto a valorização do dólar e a consequente desvalorização das moedas dos mercados emergentes, entre as quais o Real, aconteceu no período em que, no Brasil, o processo de acomodação das perspectivas inflacionárias vinha sendo conduzido pelo Banco Central em uma conjuntura de incerteza quanto à direção do crescimento da economia. Aliado a isso, a onda de protestos iniciados em junho no país vem adicionar um forte componente político às decisões no campo da politica econômica, elevando as dúvidas dos agentes quanto às expectativas para o cenário macroeconômico no segundo semestre. A partir destes eventos, o realinhamento dos preços básicos da economia – juros e câmbio – deverá contemplar questões mais complexas que o binômio inflação-crescimento.

Mesmo com o cenário ainda nebuloso, acreditamos que este seja o momento propicio para direcionar os recursos novos e parte da carteira que migrou para o IMA Geral e IRF M  para o IMA B e IMA B 5+

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$ 2,20 R$2,24 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras para o dólar foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões para US$5,85 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial também foi mantida, só que em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foi mantida em 2,00%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro é de manutenção em 4,20%.