Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

julho 8th, 2013

comunicado Credito & Mercado ao clientes

Santos, 05 de Julho de 2013.

Prezado cliente,

Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Este é um dos jargões mais utilizados no mercado financeiro, e leitura obrigatória contida nos regulamentos e prospectos dos Fundos de Investimentos de acordo com a ANBIMA.

O índice que gerou uma grande rentabilidade em 2012, deixando muitos gestores de Regimes Próprios de Previdência confiantes de sua gestão, por atingirem a meta atuarial na metade do ano, é o mesmo que tem feito muitos entrarem em pânico, com receio do que virá pela frente e sofrendo grandes pressões dos conselheiros e do próprio comitê de investimentos. A volatilidade é o risco que está embutido, em maior ou menor escala, em todos os investimentos existentes, passando dos mais conservadores aos mais arrojados.

Esta tal volatilidade é um dos fatores que geram a rentabilidade tão esperada dos grandes investidores, mas ao mesmo tempo, pode suscitar também momentos de instabilidade, períodos de rentabilidade insatisfatória. O gestor deve saber passar por esses momentos com serenidade, cautela e sensatez.

Desde meados de 2012, a Crédito & Mercado vem comunicando seus clientes, alertando-os sobre o início de um possível ciclo de alta volatilidade do IMA e seus subíndices, devido à condução da política monetária que vinha sendo adotada pelo Banco Central. Logo essa volatilidade se concretizou, e os investimentos foram empurrados para baixo.

A recomendação era para que reduzissem a exposição para 30 a 40%, no máximo, em investimentos atrelado ao IMA-B, e migrando a maior parte dos recursos para o IMA-Geral. Entretanto, muitos gestores olharam para o passado e optaram por não se desfazer de suas posições que vinham apresentando rentabilidade muito acima da média.

Atônitos com a queda de seus patrimônios, alguns gestores optaram por resgatar seus investimentos. Com cautela e serenidade, os gestores que souberam esperar têm visto os investimentos aos poucos retornarem. Seguindo nossas orientações, muitos reduziram sua exposição em IMA B e estão passando sem grandes problemas pela turbulência.

O momento atual é semelhante, entretanto mais prolongado. O IMA-B possui a característica de acompanhar a inflação, e por este motivo, sempre que o Banco Central decide combatê-la, o preço do título se desvaloriza. O gestor não deve esquecer que a grande vantagem é que o cupom de juros aumenta em função do próprio aumento da taxa de juros (SELIC), fazendo com que o Instituto obtenha ganhos reais mais importantes do que a variação da inflação.

Mesmo o preço do título se desvalorizando, é preciso lembrar que o compromisso do Instituto é de longo prazo. É muito importante que o gestor mantenha a calma, não tome decisões precipitadas, para não jogar fora todo um trabalho planejado. Neste momento, o auxílio do comitê de investimento e dos consultores é de fundamental importância para que o Instituto tome suas decisões com prudência, sem se deixar levar pelo imediatismo.

A preocupação com a meta atuarial deve estar sempre no foco, mas lembre-se que ela é um termo de referência, um objetivo a ser alcançado, e não uma obrigação a ser atingida a todo o momento. Devemos nos esforçar para superá-la, mas principalmente observar o resultado no longo prazo, pois uma venda errada no meio do caminho, com receio de uma queda, pode gerar a realização de prejuízo, em alguns cenários, irreversíveis mesmo no longo prazo.

Para os institutos que vêm acompanhando as orientações da Crédito & Mercado, não têm muito com que se preocupar, pois estão com 30 a 40% atrelado em IMA-B, deste modo, a maior parte da carteira está protegida.

Se o seu instituto possui mais que 40% em IMA-B, a volatilidade foi mais acentuada. Mesmo assim, não há motivos para pânico. Pelo contrário, é motivo para muita cautela e evitar resgates destes títulos para impedir a realização de prejuízo. Mais cedo ou mais tarde, os preços retornarão ao nível anterior, e o ganho real acima da inflação estará garantido.

Atenciosamente,

Equipe Credito & Mercado

MERCADO FINANCEIRO REDUZ A SUA PROJEÇÃO PARA PIB EM 2013 E 2014

Na edição do Relatório de Mercado – Focus, publicado hoje, 08/07, os economistas dos bancos reduziram pela oitava semana seguida a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013.  Da mesma forma, reduziram a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deste ano.

Inflação

Os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA  para 2013 de 5,87% para 5,81%. Em contrapartida, elevaram a projeção para o IPCA para 2014 de 5,88% para 5,90%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, reduziram, pela terceira semana seguida,  a sua estimativa para o IPCA de julho de 0,24% para 0,23%. Para o índice de inflação de agosto, os analistas dos bancos, elevaram a sua projeção para o IPCA de 0,28% para 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos economistas do mercado financeiro foi elevada de 5,65% para 5,67%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduziram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,40% para 2,34%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, da mesma forma, foi reduzida pelos economistas dos bancos de 2,49% para 2,34%.

Para 2014, a estimativa dos do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,00% para 2,80%. Por sua vez a estimativa para a produção industrial brasileira para o próximo ano também recuou, baixando de 3,20% para 3,00%.

Juros

Na publicação desta semana, o Banco Central divulgou que na percepção dos analistas dos bancos a taxa básica de juros da economia brasileira deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, portanto, sem ajuste em relação à semana anterior. Da mesma forma, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,25% ao ano, para 2014.

Os reflexos da trajetória do câmbio no mercado de renda fixa foram imediatos. A maior incerteza quanto à inflação e, por consequência, quanto aos juros  necessários para a convergência à meta, afetou os preços dos títulos prefixados e indexados ao IPCA, principalmente aqueles de maior duration (prazo médio).

A trajetória de queda dos retornos do IMA-B5+, que reflete a carteira das NTNB’s acima de 5 anos, se intensificou à medida que as taxas dos títulos do Tesouro Americano de 10 anos se elevaram, a partir de 22/5, e sugere que a elevação dos juros internacionais combinada com a incerteza inflacionária no cenário doméstico tenham reforçado a expectativa de alta dos juros e estimulado a saída dos investidores na parte longa da curva de juros, inclusive não residentes, refletido no movimento de venda das NTN-Bs mais longas no mercado.

A palavra de ordem continua sendo a cautela, uma vez que as incertezas permanecem.

No segmento de renda fixa, a retomada da rentabilidade positiva reside numa baixa consistente dos juros dos títulos americanos, acompanhada por um forte declínio do dólar. Sem grandes pressões sobre a inflação decorrentes da depreciação do real, o que dispensaria o Banco Central de realizar um aperto monetário mais intenso, as NTN-B’s se valorizariam.

Mas, para isso, os juros futuros teriam de parar de subir. O contrato atualmente mais líquido na BM&F, com vencimento em janeiro de 2015, saltou de 8,92% no final de maio para 9,87% na sexta-feira, último dia útil de junho.

E os economistas das cem instituições pesquisadas pelo Focus aumentaram de 9,00% para 9,25% a sua projeção de Selic em dezembro. Como a taxa está hoje em 8,00%, a nova projeção embute elevações sucessivas nas três próximas reuniões do Copom – Comitê de Política Monetária: duas de 0,50 ponto e uma terceira de 0,25 ponto encerrando o ciclo de aperto monetário iniciado em março, quando a Selic estava em 7,25%.

A prudência recomenda permanecer com uma carteira menos exposta a títulos de longo prazo. E ficar de olho nos indicadores econômicos a serem divulgados, para que se possa ter uma maior convicção sobre o melhor momento de retornar aos ativos mais longos.

Em relação ao mercado acionário, não há fatos que justifiquem um aumento nas posições. Somente uma retomada mais forte do investidor estrangeiro pode reverter de forma acelerada o mau humor do mercado.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,15 para R$2,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o dólar foi elevada de R$2,20 para R$2,22 por dólar.

O reflexo da alta do dólar já foi sentido nas projeções de IGP-DI e do IGP-M, que foram elevadas nesta edição do Focus.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial foi elevada de US$ 7,35 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados é de redução de 2,50% para 2,23%. Para 2014 a estimativa dos analistas dos bancos é também de queda de 4,35% para 4,20%.