julho, 2013

ANALISTAS DOS BANCOS REDUZEM ESTIMATIVA PARA IPCA DE 2013

A edição do Relatório de Mercado – Focus, divulgada hoje, 15/07, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2013. Da mesma forma reduziram, mais uma vez a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira.

Inflação

Em relação ao IPCA  - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o relatório Focus mostra que na avaliação dos analistas dos bancos há a indicação de ligeira queda na estimativa para este ano, com redução de 5,81% para 5,80%.

Para 2014, a projeção foi mantida em 5,90%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos, mantiveram  a sua projeção para o IPCA de julho em 0,23%. Para o IPCA de agosto, os economistas das instituições financeiras, também mantiveram a sua estimativa em 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos economistas do mercado financeiro foi elevada de 5,65% para 5,67%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduziram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,40% para 2,34%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, da mesma forma, foi reduzida pelos economistas dos bancos de 2,49% para 2,34%.

Para 2014, a estimativa dos do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,00% para 2,80%. Por sua vez a estimativa para a produção industrial brasileira para o próximo ano também recuou, baixando de 3,20% para 3,00%.

Juros

Na publicação desta semana, o Banco Central divulgou que na percepção dos analistas dos bancos a taxa básica de juros da economia brasileira deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, portanto, sem ajuste em relação à semana anterior. Entretanto, os economistas do mercado financeiro elevaram de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano a sua projeção para a taxa Selic de 2014. Logo, o mercado espera elevação dos juros no ano quem vem.

Câmbio

O mercado financeiro manteve a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 em R$ 2,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras  para o dólar foi elevada de R$2,22 para R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial também foi mantida, só que em  US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados é mais uma vez de redução, nesta semana recuando de 2,23% para 2,00%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro é de manutenção em 4,20%.

Fundos de pensão fecham o semestre no vermelho

Se o ano continuar como está, 2013 será o pior para os fundos de pensão desde 2008. O desempenho ruim tanto das aplicações em renda variável quanto da renda fixa na primeira metade do ano fez com que a maior parte das fundações do país fechasse o período com rentabilidade negativa, segundo Maurício da Rocha Wanderley, membro da comissão de investimentos da Abrapp, associação que reúne o setor, e diretor de investimentos da Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale.

Fundações consultadas fecharam o semestre com rentabilidade negativa de até 2%. Mas, diferentemente dos fundos de investimentos, que têm que vender ativos para honrar saques em tempos de turbulência, as fundações têm passivos de longo prazo que podem garantir uma recuperação à frente. “A alocação no longo prazo vai gerar retorno capaz de cumprir com as obrigações”, diz Wanderley.

Nos últimos 10 anos, apenas em dois os fundos de pensão não atingiram a meta atuarial, que é a rentabilidade mínima que deve ser obtida na aplicação dos investimentos para garantir o pagamento dos benefícios ao longo do tempo (ver tabela). Até pouco tempo atrás, o teto dessa meta era de 6% mais um índice de preços. No fim de 2012, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) reduziu o percentual, que deve chegar gradativamente a 4,5% até 2018.

O primeiro semestre, em termos de rentabilidade, “foi muito difícil, particularmente os meses de maio e junho para a renda fixa”, confirma Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp, que tem R$ 22,9 bilhões sob gestão. No ano até maio, a fundação tinha rentabilidade negativa de 0,25%. A “perda”, porém, tem caráter contábil, uma vez que os ativos que sofreram desvalorização não foram vendidos e serão mantidos em carteira. “Na foto vai aparecer como perda, mas é algo momentâneo”, lembra Fernando Lovisotto, sócio da gestora de recursos Vinci Partners que atende fundos de pensão.

Com cerca de 60% do patrimônio de cerca de R$ 640 bilhões alocados em renda fixa, os fundos de pensão sofreram com a onda de desvalorização dos títulos públicos, principalmente os de maior prazo, no fim do primeiro semestre. A bolsa também não deixou por menos. O Ibovespa amargou perda de 22,14% de janeiro a junho, o pior resultado desde o segundo semestre de 2008.

A possibilidade de aperto monetário nos Estados Unidos nos próximos meses provocou a alta dos juros (e consequente queda do preço) dos títulos do Tesouro americano. Isso disparou uma onda de venda de ativos de renda fixa pelos investidores globais, inclusive no Brasil. Somaram-se ao cenário para os títulos de renda fixa as dúvidas sobre a capacidade de o governo brasileiro gerar crescimento econômico e conter a inflação.

O retorno do IMA-B5+, índice da Anbima que reflete a carteira de NTN-Bs (títulos públicos indexados ao IPCA) com vencimento acima de cinco anos, foi negativo em 11,68% no primeiro semestre. Somente em junho, a queda foi de 3,95%, após maio já ter registrado recuo de 6,27%. Segundo dados do Tesouro Nacional, os fundos de previdência abertos e fechados têm R$ 322,4 bilhões em títulos públicos, sendo cerca de 72% indexados a índices de preços, 20% prefixados e 7% indexados à Selic. A maior parte tem vencimento superior a cinco anos (54%).

A desvalorização dos títulos (e consequente alta das taxas), porém, abriu uma oportunidade para compras. “A única alternativa que os fundos tinham era comprar, e foi o que eles fizeram. A taxa da NTN-B longa chegou a bater 6%, uma boa janela de compra”, diz Marcelo Rabbat, também sócio da gestora Vinci Partners. “São momentos imperdíveis, que acontecem poucas vezes. Nós compramos e diversos outros fundos também compraram”, acrescenta Wanderley, diretor da Valia, que tem R$ 16,4 bilhões em patrimônio. O fundo apresentou retorno negativo de 1,1% no semestre.

No fim de junho, a Real Grandeza comprou R$ 150 milhões em títulos públicos atrelados a índices de preços quando as taxas subiram. “A meta dos nossos planos é de 5,75% [mais um índice de preços]. Quando a taxa chegou a 5,85% entramos comprando”, conta Eduardo Garcia, diretor de investimentos do fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. A fundação tem R$ 11,6 bilhões sob gestão e apresentou rentabilidade negativa de 1,8% no primeiro semestre.

As fundações avaliam que esse comportamento da renda fixa foi sido momentâneo e que não deve se repetir no segundo semestre. Por conta disso, dizem que não há necessidade de mudança na estratégia. “Esperamos uma melhora no segundo semestre para fechar pelo menos no zero a zero”, diz Garcia, da Real Grandeza.

Autor(es): Por Thais Folego | De São Paulo

Fonte primária da informação: Valor Econômico

Copom deve elevar Selic para 8,50% ao ano

Após a alta na taxa de juros nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) a expectativa do mercado é que uma nova elevação seja decidida na reunião que termina hoje.

Na última reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, realizada em maio deste ano, a taxa básica de juros da economia foi elevada para 8,00% ao ano, uma alta de 0,50 ponto percentual – maior que a anterior, de 0,25 ponto percentual. Grande parte do mercado trabalha com a expectativa de uma nova elevação de 0,50 ponto percentual.

Esperamos que o Banco Central mantenha sua afirmação de que vai “continuar o ajuste na taxa básica de juros”, desta forma, sinalizando que a elevação da taxa básica de juros da economia brasileira deve prosseguir nas próximas reuniões.

A desvalorização do real e o risco de inflação acima da meta indicação sugere que a alta da Selic poderia ser maior, cerca de 0,75 ponto percentual. Entretanto, outras variáveis levam a crer que a autoridade monetária seja mais conservadora e aumente os juros em 0,50 p.p. Uma parte do mercado entende que os dados recentes da economia apresentaram números bastante negativos em relação à atividade econômica e a inflação.

Por outro lado, outra corrente entende que o Banco Central não deve alterar o ritmo de alta da taxa de juros em função do elevado grau de incerteza em relação ao cenário externo e um possível impacto recessivo da recente agitação dos mercados financeiros sobre a atividade econômica brasileira.

O Relatório de Mercado – FOCUS, desta semana, revela que a maioria dos analistas das instituições financeiras trabalha com a hipótese de a Selic encerrar 2013 em 9,25% ao ano, mas existe outra corrente que já sinaliza com uma taxa em torno de 9,75% ao ano.  Entendemos que a autoridade monetária mantenha o atual ritmo na condução da politica monetária, logo esperamos que a Selic encere 2013 na casa de 9,25% ao ano. Portanto, dados as incertezas, a recomendação ainda é de cautela e proteção.

A ata do Copom da reunião iniciada em 09/07 e que será encerrada hoje será divulgada na semana que vem provavelmente no dia 18/07. A próxima reunião do comitê do Banco Central acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto.

Por dentro dos fundos imobiliários

O site Infomoney traz artigo que esclarece os principais pontos dos fundos imobiliários que investem em agencias bancárias.

A expansão da rede de agências bancárias também cria boas oportunidades para os FIIs Você é daqueles que nem pisa mais em agências de banco? Em 2012 39% das transações bancárias foram feitas via internet, celular ou tablet. Apesar disso as agências continuam abarrotadas de clientes e os bancos seguem expandindo a rede de atendimento, especialmente nas regiões norte e nordeste do país e, para tanto, demandam imóveis bens localizados para instalar as agências. Eis mais uma oportunidade de negócio para os FII.

Já existem 5 fundos que alugam ou vão alugar agências para os bancos Santander, Banrisul, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Alguns já estão funcionando plenamente enquanto outros ainda estão construindo ou reformando os imóveis que serão ocupados pelos bancos.

O que esperar de um FII que invista em agências bancárias.

Os fundos que estão construindo ou reformando agências ainda são pré-operacionais, os rendimentos são irregulares ou inexistentes e crescerão a medida que os imóveis sejam entregues aos locatários e passem a gerar renda.

Os fundos que estão com todos os imóveis prontos e locados distribuem rendimentos regulares e previsíveis, pois são celebrados contratos de locação de “construção ajustada”, com prazo de 10 anos, o valor do aluguel é reajustado anualmente por um índice de preços como IPCA ou IGP-M e não é permitida a revisão do valor do aluguel. Caso o locatário queira encerrar um contrato antes do fim terá que pagar multa equivalente a todos os aluguéis vincendos, ou seja, se no terceiro ano um banco quiser devolver uma agência ao fundo, terá que pagar à vista os alugueis dos sete anos que restariam até o término do contrato.

Riscos e vantagens

Os fundos operacionais oferecem menos risco, pois a possibilidade de um banco de grande porte atrasar o pagamento dos aluguéis é baixa e a multa contratual garante que os rendimentos continuem sendo pagos mesmo que os imóveis fiquem vagos.

Uma característica é ambígua: como não é permitida a revisão do valor principal do aluguel, com o passar dos anos, o preço pode ficar defasado face aos praticados no mercado, ou ainda, muito acima da média.

Quem investe nos fundos pré-operacionais está correndo todo o risco de execução das obras, que podem atrasar, custar mais caro do que o planejado ou até, em casos mais extremos, serem embargadas.

O que impacta preços

Como os rendimentos são estáveis, os movimentos da taxa Selic podem influenciar fortemente o preço das cotas. Em caso de alta da taxa Selic as cotas tendem a cair e vice-versa.

Mas o Banco Central aumenta a Selic principalmente quando a inflação está alta e os contratos de aluguel são reajustados pelos índices de inflação, portanto o impacto da Selic não deve ser inteiramente descontado no preço das cotas.

Fique de olho

Os contratos de aluguel costumam ter cláusulas bem específicas, leia sempre o prospecto do fundo para conhecer todos os detalhes. Acompanhe também os relatórios do administrador sobre o andamento das obras e previsão de início de geração de renda dos imóveis.

Titulo: Cansado das tarifas? Cobre aluguel

Fonte primária da informação: Portal Infomoney

Arquivos
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010