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julho, 2013

MERCADO FINANCEIRO REDUZ PELA SEGUNDA SEMANA SEGUIDA ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2014

O Banco Central, através do Relatório de Mercado – Focus publicado hoje, 29/07, revela que os economistas dos bancos reduziram pela segunda semana seguida a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014. Para 2013, a taxa Selic foi mantida em 9,25% ao ano.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O relatório Focus divulgado hoje revela que os analistas do mercado financeiro trabalham com a expectativa de que a inflação encerre 2013 em 5,75%.

Entretanto, para o próximo ano, a projeção aponta elevação do IPCA de 5,87% para 5,88%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas mantiveram a sua estimativa para a inflação do mês de julho medida pelo IPCA. A nova projeção aponta que o IPCA de julho deve ficar em 0,01%. Para o IPCA de agosto, igualmente a estimativa foi mantida em 0,26%.

Em relação a inflação de para os próximos 12 meses, os analistas dos bancos continuam  elevando a sua estimativa para índice de inflação acumulada de 5,78% para 5,83%.

PIB

O mercado financeiro, nesta semana, manteve a sua projeção para a evolução do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013, em 2,28%. Da mesma forma, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para produção industrial brasileira de 2013, em 2,10%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro também mantiveram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2,60%. Já a estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi mantida, pela  terceira semana seguida, em 3,00%.

Juros

Os analistas do mercado financeiros, por mais uma semana, mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, em 9,25% ao ano, para 2013. Porém, os economistas dos bancos voltaram a reduzir de 9,38% ao ano para 9,25% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic de 2014. Desta forma, os analistas do mercado voltaram a projetar estabilidade para os  juros em 2014.

Marcado por alternâncias constantes de sinais, os juros futuros voltaram a subir encerrando e encerraram a semana em alta na BM&F. Uma vez mais, o ambiente externo deu o tom dos negócios. Com fortalecimento da moeda americana em relação às divisas dos países emergentes, os investidores se desfizeram de operações prefixadas e empurraram as taxas dos principais contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) para cima. Mesmo com o cenário ainda nebuloso, acreditamos que este seja o momento propicio para direcionar os recursos novos e parte da carteira que migrou para o IMA Geral e IRF M para o IMA B e IMA B 5+.

Câmbio

Os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$ 2,24 R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro dos bancos voltaram a reduzir a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$5,85 bilhões para US$5,70 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,00 bilhões para US$ 8,92 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados reduzida de 2,00% para 1,93%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro também é de redução, só que de 4,20% para 4,20%.

INVESTIMENTOS: DESAFIOS SE RESPONDE COM SEGURANÇA

Os fundos de pensão são investidores de longo prazo e como tal deve o retorno de seus investimentos ser avaliado. É à luz desse conceito tão antigo quanto verdadeiro que, afirmam os especialistas, devem ser vistas duas informações agora tornadas públicas. Uma vem no relatório anual da Previc, divulgado dias atrás, e que mostra que títulos públicos adquiridos antes dos juros começarem a baixar ainda estarão por um longo tempo presentes nas carteiras, assegurando assim ganhos efetivos até o resgate em seu vencimento. A outra notícia deixa claro o tamanho do impacto da desarumação do mercado no primeiro semestre do ano. Pesquisa da Mercer, elaborada junto a  70 de suas clientes, um universo onde preponderam entidades com patrimônio entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão, trouxe como resultado uma rentabilidade negativa no período.

Títulos públicos federais, vistos pelo mercado como ativos livres de risco e, por conta disso, instrumentos até mesmo de hedge, estão fortemente representados nas carteiras dos fundos de pensão. A esse respeito, é suficiente dizer que esses instrumentos financeiros de longo prazo (acima de 10 anos) emitidos pelo governo  representam aproximadamente 23,4% de todos os investimentos das entidades e com elas deverão permanecer ainda por um longo tempo, uma vez que o seu vencimento encontra-se  ainda distante.

Dos títulos públicos em poder dos fundos de pensão, incluindo os da carteira própria e os que estão distribuídos pelos fundos de investimentos,  20,2% vencem em até três anos; 25,5% têm vencimento entre três  e dez anos; e 54,3% têm prazo  superior a dez anos. O número destes últimos até cresceu, levando em conta que em 2011 o seu percentual ainda era de 45,0%.

Nota o relatório anual da Previc que “esses números  demonstram que os fundos de pensão estão mitigando risco de reinvestimento quando aplicam valores elevados em ativos de longo prazo, concentrados principalmente em títulos públicos indexados a índices de inflação (NTN-B e NTN-C)”.

Nenhum desses números, claro, evitou os magros resultados que foram para o registro do primeiro semestre. E nem poderiam.

“Nesse semestre tivemos as duas principais classes de ativos, as rendas fixa e variável, em queda e isso não é comum acontecer”, resume Jorge Simino, Diretor de Investimentos da Fundação Cesp, como a sugerir que combinação igual de fatores tão negativos provavelmente vai demorar a suceder outra vez. Ele não tem dúvida em afirmar que “esse momento é uma realidade muito peculiar”, mesmo porque “é difícil encontrar um período com títulos longos de renda fixa abrindo tanto a taxa”.

Enfim, para Simino, a primeira metade do ano “pode até não ter sido um ponto fora da curva, mas ficou perto”.

Maurício Wanderley, Diretor de Investimentos da Valia, um pouco na mesma linha lembra que “a volatilidade alcançou todas as classes de ativos”. O semestre configurou um período que a seu ver mostrou ainda mais claramente o quanto é necessário se investir em educação previdenciária, no intuito de fazer o participante conviver melhor com fases de maior instabilidade.

Para Maurício, entretanto, sobra um claro consolo: “o período pode ser visto também como uma oportunidade para comprar”.

François Racicot, da Mercer, reconhece que no semestre “faltou o porto seguro da renda fixa, cujo desempenho negativo reforçou o impacto da Bolsa em queda”. Especialmente porque as entidades estavam mais investidas em papéis atrelados à inflação, justo os que em passado recente propiciaram algumas das melhores performances.

Resultado disso tudo, as 70 entidades monitoradas pela Mercer, em sua grande maioria de pequeno e médio porte, encerraram o primeiro semestre com uma rentabilidade média negativa de 2,34% (mediana de -  2,11%).

O monitoramento da Mercer mostrou um resultado negativo de 0,68% na renda fixa e de 11,03% na variável.

Fonte: Diário da ABRAPP

MERCADO FINANCEIRO REDUZ ESTIMATIVA PARA IPCA DE 2013 E 2014

A autoridade monetária, através da divulgação do Relatório de Mercado – Focus revela que os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2013 e 2014. De positivo, veio à redução da estimativa para a inflação tanto em 2013 como também no próximo ano.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O relatório Focus divulgado nesta segunda, 22/07, revela que o mercado financeiro trabalha com uma estimativa de queda da inflação neste ano de 5,80% para 5,75%.

Para o próximo ano, a projeção aponta queda de 5,90% para 5,87%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas dos reduziram significativamente a sua projeção para a inflação de julho medida pelo IPCA. A nova projeção aponta queda de 0,23% para 0,01%. Para o IPCA de agosto, a estimativa também foi reduzida, só que em menor intensidade de 0,29% para 0,26%.

Em contrapartida os analistas do mercado financeiro, elevaram a sua estimativa para índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses de 5,67% para 5,78%.

PIB

Os economistas dos bancos, mais uma vez reduziram a sua estimativa para a evolução do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,34% para 2,28%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, também foi reduzida pelos analistas do mercado financeiro de 2,23% para 2,10%.

Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira foi reduzida de 2,80% para 2,60%. Já a estimativa para produção industrial brasileira para 2014foi mantida em 3,00%.

Juros

A percepção dos economistas das instituições financeiras, divulgada pelo Banco Central no relatório de mercado Focus, divulgado hoje, 22/07, revela que a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, assim, sem ajuste em relação à última semana. Contudo, os analistas do mercado financeiro reduziram de 9,50% ao ano para 9,38% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic de 2014. Desta forma, os analistas do mercado projetam alta dos juros em 2014.

Neste contexto a valorização do dólar e a consequente desvalorização das moedas dos mercados emergentes, entre as quais o Real, aconteceu no período em que, no Brasil, o processo de acomodação das perspectivas inflacionárias vinha sendo conduzido pelo Banco Central em uma conjuntura de incerteza quanto à direção do crescimento da economia. Aliado a isso, a onda de protestos iniciados em junho no país vem adicionar um forte componente político às decisões no campo da politica econômica, elevando as dúvidas dos agentes quanto às expectativas para o cenário macroeconômico no segundo semestre. A partir destes eventos, o realinhamento dos preços básicos da economia – juros e câmbio – deverá contemplar questões mais complexas que o binômio inflação-crescimento.

Mesmo com o cenário ainda nebuloso, acreditamos que este seja o momento propicio para direcionar os recursos novos e parte da carteira que migrou para o IMA Geral e IRF M  para o IMA B e IMA B 5+

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$ 2,20 R$2,24 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras para o dólar foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões para US$5,85 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial também foi mantida, só que em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados foi mantida em 2,00%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro é de manutenção em 4,20%.

CVM multa asset que causa prejuízo a fundo de pensão

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, nesta terça-feira, 16, um grupo formado por dois sócios e um operador da BI Capital Gestão de Recursos a pagar um total de R$ 6,4 milhões em multas. O processo apurava operações irregulares em prejuízo de fundos de investimento da Prece, fundo de pensão dos funcionários da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), a empresa estadual de saneamento e distribuição de água do governo fluminense.

A CVM condenou o grupo por realizar a chamada prática não equitativa, que se configura quando há tratamento desleal de clientes por uma corretora, em benefício próprio ou de outros clientes.

O inquérito constatou que negócios feitos em nome da esposa de Marcos Germano Matrowitz, agente autônomo e sócio indireto da BI Capital, eram favorecidos em prejuízo dos fundos Flushing Meadow e Lisboa, ambos da Prece, atendidos pela gestora. As operações foram fechadas nos mercados futuros de Ibovespa, de juros DI de um dia e de taxa de câmbio de reais por dólar comercial na BM&F, no período de junho a dezembro de 2006. O processo para apurar o caso foi aberto em 2010.

O esquema consistia na emissão de ordens de compra e venda sem a especificação do comitente, o que só era feito após o encerramento do pregão. As transações eram direcionadas para garantir lucros por meio de day trade (feitas em um só dia) à carteira da esposa de Germano e também sócia de Reinaldo Zakalski, sócio responsável pela administração de carteiras da BI Capital.

Na prática, a “cliente” conseguiu comprar mais barato e vender mais caro que os fundos da Prece.

O relatório da CVM apontou que no período em que os fundos da Prece estiveram sob gestão da BI Capital, Germano obteve um ganho de R$ 1,277 milhão com operações day trade realizadas em nome de sua esposa. A rentabilidade acumulada da carteira da investidora foi de 434,09% de junho a dezembro de 2006

Fontes primárias da informação: A Tarde (Salvador) + Agência Estado

ANALISTAS DOS BANCOS REDUZEM ESTIMATIVA PARA IPCA DE 2013

A edição do Relatório de Mercado – Focus, divulgada hoje, 15/07, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2013. Da mesma forma reduziram, mais uma vez a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira.

Inflação

Em relação ao IPCA  - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o relatório Focus mostra que na avaliação dos analistas dos bancos há a indicação de ligeira queda na estimativa para este ano, com redução de 5,81% para 5,80%.

Para 2014, a projeção foi mantida em 5,90%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos, mantiveram  a sua projeção para o IPCA de julho em 0,23%. Para o IPCA de agosto, os economistas das instituições financeiras, também mantiveram a sua estimativa em 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos economistas do mercado financeiro foi elevada de 5,65% para 5,67%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduziram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,40% para 2,34%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, da mesma forma, foi reduzida pelos economistas dos bancos de 2,49% para 2,34%.

Para 2014, a estimativa dos do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,00% para 2,80%. Por sua vez a estimativa para a produção industrial brasileira para o próximo ano também recuou, baixando de 3,20% para 3,00%.

Juros

Na publicação desta semana, o Banco Central divulgou que na percepção dos analistas dos bancos a taxa básica de juros da economia brasileira deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, portanto, sem ajuste em relação à semana anterior. Entretanto, os economistas do mercado financeiro elevaram de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano a sua projeção para a taxa Selic de 2014. Logo, o mercado espera elevação dos juros no ano quem vem.

Câmbio

O mercado financeiro manteve a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 em R$ 2,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras  para o dólar foi elevada de R$2,22 para R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial também foi mantida, só que em  US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas das instituições financeiras para os preços administrados é mais uma vez de redução, nesta semana recuando de 2,23% para 2,00%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro é de manutenção em 4,20%.

Fundos de pensão fecham o semestre no vermelho

Se o ano continuar como está, 2013 será o pior para os fundos de pensão desde 2008. O desempenho ruim tanto das aplicações em renda variável quanto da renda fixa na primeira metade do ano fez com que a maior parte das fundações do país fechasse o período com rentabilidade negativa, segundo Maurício da Rocha Wanderley, membro da comissão de investimentos da Abrapp, associação que reúne o setor, e diretor de investimentos da Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale.

Fundações consultadas fecharam o semestre com rentabilidade negativa de até 2%. Mas, diferentemente dos fundos de investimentos, que têm que vender ativos para honrar saques em tempos de turbulência, as fundações têm passivos de longo prazo que podem garantir uma recuperação à frente. “A alocação no longo prazo vai gerar retorno capaz de cumprir com as obrigações”, diz Wanderley.

Nos últimos 10 anos, apenas em dois os fundos de pensão não atingiram a meta atuarial, que é a rentabilidade mínima que deve ser obtida na aplicação dos investimentos para garantir o pagamento dos benefícios ao longo do tempo (ver tabela). Até pouco tempo atrás, o teto dessa meta era de 6% mais um índice de preços. No fim de 2012, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) reduziu o percentual, que deve chegar gradativamente a 4,5% até 2018.

O primeiro semestre, em termos de rentabilidade, “foi muito difícil, particularmente os meses de maio e junho para a renda fixa”, confirma Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp, que tem R$ 22,9 bilhões sob gestão. No ano até maio, a fundação tinha rentabilidade negativa de 0,25%. A “perda”, porém, tem caráter contábil, uma vez que os ativos que sofreram desvalorização não foram vendidos e serão mantidos em carteira. “Na foto vai aparecer como perda, mas é algo momentâneo”, lembra Fernando Lovisotto, sócio da gestora de recursos Vinci Partners que atende fundos de pensão.

Com cerca de 60% do patrimônio de cerca de R$ 640 bilhões alocados em renda fixa, os fundos de pensão sofreram com a onda de desvalorização dos títulos públicos, principalmente os de maior prazo, no fim do primeiro semestre. A bolsa também não deixou por menos. O Ibovespa amargou perda de 22,14% de janeiro a junho, o pior resultado desde o segundo semestre de 2008.

A possibilidade de aperto monetário nos Estados Unidos nos próximos meses provocou a alta dos juros (e consequente queda do preço) dos títulos do Tesouro americano. Isso disparou uma onda de venda de ativos de renda fixa pelos investidores globais, inclusive no Brasil. Somaram-se ao cenário para os títulos de renda fixa as dúvidas sobre a capacidade de o governo brasileiro gerar crescimento econômico e conter a inflação.

O retorno do IMA-B5+, índice da Anbima que reflete a carteira de NTN-Bs (títulos públicos indexados ao IPCA) com vencimento acima de cinco anos, foi negativo em 11,68% no primeiro semestre. Somente em junho, a queda foi de 3,95%, após maio já ter registrado recuo de 6,27%. Segundo dados do Tesouro Nacional, os fundos de previdência abertos e fechados têm R$ 322,4 bilhões em títulos públicos, sendo cerca de 72% indexados a índices de preços, 20% prefixados e 7% indexados à Selic. A maior parte tem vencimento superior a cinco anos (54%).

A desvalorização dos títulos (e consequente alta das taxas), porém, abriu uma oportunidade para compras. “A única alternativa que os fundos tinham era comprar, e foi o que eles fizeram. A taxa da NTN-B longa chegou a bater 6%, uma boa janela de compra”, diz Marcelo Rabbat, também sócio da gestora Vinci Partners. “São momentos imperdíveis, que acontecem poucas vezes. Nós compramos e diversos outros fundos também compraram”, acrescenta Wanderley, diretor da Valia, que tem R$ 16,4 bilhões em patrimônio. O fundo apresentou retorno negativo de 1,1% no semestre.

No fim de junho, a Real Grandeza comprou R$ 150 milhões em títulos públicos atrelados a índices de preços quando as taxas subiram. “A meta dos nossos planos é de 5,75% [mais um índice de preços]. Quando a taxa chegou a 5,85% entramos comprando”, conta Eduardo Garcia, diretor de investimentos do fundo de pensão dos funcionários de Furnas e Eletronuclear. A fundação tem R$ 11,6 bilhões sob gestão e apresentou rentabilidade negativa de 1,8% no primeiro semestre.

As fundações avaliam que esse comportamento da renda fixa foi sido momentâneo e que não deve se repetir no segundo semestre. Por conta disso, dizem que não há necessidade de mudança na estratégia. “Esperamos uma melhora no segundo semestre para fechar pelo menos no zero a zero”, diz Garcia, da Real Grandeza.

Autor(es): Por Thais Folego | De São Paulo

Fonte primária da informação: Valor Econômico

Copom deve elevar Selic para 8,50% ao ano

Após a alta na taxa de juros nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) a expectativa do mercado é que uma nova elevação seja decidida na reunião que termina hoje.

Na última reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, realizada em maio deste ano, a taxa básica de juros da economia foi elevada para 8,00% ao ano, uma alta de 0,50 ponto percentual – maior que a anterior, de 0,25 ponto percentual. Grande parte do mercado trabalha com a expectativa de uma nova elevação de 0,50 ponto percentual.

Esperamos que o Banco Central mantenha sua afirmação de que vai “continuar o ajuste na taxa básica de juros”, desta forma, sinalizando que a elevação da taxa básica de juros da economia brasileira deve prosseguir nas próximas reuniões.

A desvalorização do real e o risco de inflação acima da meta indicação sugere que a alta da Selic poderia ser maior, cerca de 0,75 ponto percentual. Entretanto, outras variáveis levam a crer que a autoridade monetária seja mais conservadora e aumente os juros em 0,50 p.p. Uma parte do mercado entende que os dados recentes da economia apresentaram números bastante negativos em relação à atividade econômica e a inflação.

Por outro lado, outra corrente entende que o Banco Central não deve alterar o ritmo de alta da taxa de juros em função do elevado grau de incerteza em relação ao cenário externo e um possível impacto recessivo da recente agitação dos mercados financeiros sobre a atividade econômica brasileira.

O Relatório de Mercado – FOCUS, desta semana, revela que a maioria dos analistas das instituições financeiras trabalha com a hipótese de a Selic encerrar 2013 em 9,25% ao ano, mas existe outra corrente que já sinaliza com uma taxa em torno de 9,75% ao ano.  Entendemos que a autoridade monetária mantenha o atual ritmo na condução da politica monetária, logo esperamos que a Selic encere 2013 na casa de 9,25% ao ano. Portanto, dados as incertezas, a recomendação ainda é de cautela e proteção.

A ata do Copom da reunião iniciada em 09/07 e que será encerrada hoje será divulgada na semana que vem provavelmente no dia 18/07. A próxima reunião do comitê do Banco Central acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto.

Por dentro dos fundos imobiliários

O site Infomoney traz artigo que esclarece os principais pontos dos fundos imobiliários que investem em agencias bancárias.

A expansão da rede de agências bancárias também cria boas oportunidades para os FIIs Você é daqueles que nem pisa mais em agências de banco? Em 2012 39% das transações bancárias foram feitas via internet, celular ou tablet. Apesar disso as agências continuam abarrotadas de clientes e os bancos seguem expandindo a rede de atendimento, especialmente nas regiões norte e nordeste do país e, para tanto, demandam imóveis bens localizados para instalar as agências. Eis mais uma oportunidade de negócio para os FII.

Já existem 5 fundos que alugam ou vão alugar agências para os bancos Santander, Banrisul, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Alguns já estão funcionando plenamente enquanto outros ainda estão construindo ou reformando os imóveis que serão ocupados pelos bancos.

O que esperar de um FII que invista em agências bancárias.

Os fundos que estão construindo ou reformando agências ainda são pré-operacionais, os rendimentos são irregulares ou inexistentes e crescerão a medida que os imóveis sejam entregues aos locatários e passem a gerar renda.

Os fundos que estão com todos os imóveis prontos e locados distribuem rendimentos regulares e previsíveis, pois são celebrados contratos de locação de “construção ajustada”, com prazo de 10 anos, o valor do aluguel é reajustado anualmente por um índice de preços como IPCA ou IGP-M e não é permitida a revisão do valor do aluguel. Caso o locatário queira encerrar um contrato antes do fim terá que pagar multa equivalente a todos os aluguéis vincendos, ou seja, se no terceiro ano um banco quiser devolver uma agência ao fundo, terá que pagar à vista os alugueis dos sete anos que restariam até o término do contrato.

Riscos e vantagens

Os fundos operacionais oferecem menos risco, pois a possibilidade de um banco de grande porte atrasar o pagamento dos aluguéis é baixa e a multa contratual garante que os rendimentos continuem sendo pagos mesmo que os imóveis fiquem vagos.

Uma característica é ambígua: como não é permitida a revisão do valor principal do aluguel, com o passar dos anos, o preço pode ficar defasado face aos praticados no mercado, ou ainda, muito acima da média.

Quem investe nos fundos pré-operacionais está correndo todo o risco de execução das obras, que podem atrasar, custar mais caro do que o planejado ou até, em casos mais extremos, serem embargadas.

O que impacta preços

Como os rendimentos são estáveis, os movimentos da taxa Selic podem influenciar fortemente o preço das cotas. Em caso de alta da taxa Selic as cotas tendem a cair e vice-versa.

Mas o Banco Central aumenta a Selic principalmente quando a inflação está alta e os contratos de aluguel são reajustados pelos índices de inflação, portanto o impacto da Selic não deve ser inteiramente descontado no preço das cotas.

Fique de olho

Os contratos de aluguel costumam ter cláusulas bem específicas, leia sempre o prospecto do fundo para conhecer todos os detalhes. Acompanhe também os relatórios do administrador sobre o andamento das obras e previsão de início de geração de renda dos imóveis.

Titulo: Cansado das tarifas? Cobre aluguel

Fonte primária da informação: Portal Infomoney

comunicado Credito & Mercado ao clientes

Santos, 05 de Julho de 2013.

Prezado cliente,

Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Este é um dos jargões mais utilizados no mercado financeiro, e leitura obrigatória contida nos regulamentos e prospectos dos Fundos de Investimentos de acordo com a ANBIMA.

O índice que gerou uma grande rentabilidade em 2012, deixando muitos gestores de Regimes Próprios de Previdência confiantes de sua gestão, por atingirem a meta atuarial na metade do ano, é o mesmo que tem feito muitos entrarem em pânico, com receio do que virá pela frente e sofrendo grandes pressões dos conselheiros e do próprio comitê de investimentos. A volatilidade é o risco que está embutido, em maior ou menor escala, em todos os investimentos existentes, passando dos mais conservadores aos mais arrojados.

Esta tal volatilidade é um dos fatores que geram a rentabilidade tão esperada dos grandes investidores, mas ao mesmo tempo, pode suscitar também momentos de instabilidade, períodos de rentabilidade insatisfatória. O gestor deve saber passar por esses momentos com serenidade, cautela e sensatez.

Desde meados de 2012, a Crédito & Mercado vem comunicando seus clientes, alertando-os sobre o início de um possível ciclo de alta volatilidade do IMA e seus subíndices, devido à condução da política monetária que vinha sendo adotada pelo Banco Central. Logo essa volatilidade se concretizou, e os investimentos foram empurrados para baixo.

A recomendação era para que reduzissem a exposição para 30 a 40%, no máximo, em investimentos atrelado ao IMA-B, e migrando a maior parte dos recursos para o IMA-Geral. Entretanto, muitos gestores olharam para o passado e optaram por não se desfazer de suas posições que vinham apresentando rentabilidade muito acima da média.

Atônitos com a queda de seus patrimônios, alguns gestores optaram por resgatar seus investimentos. Com cautela e serenidade, os gestores que souberam esperar têm visto os investimentos aos poucos retornarem. Seguindo nossas orientações, muitos reduziram sua exposição em IMA B e estão passando sem grandes problemas pela turbulência.

O momento atual é semelhante, entretanto mais prolongado. O IMA-B possui a característica de acompanhar a inflação, e por este motivo, sempre que o Banco Central decide combatê-la, o preço do título se desvaloriza. O gestor não deve esquecer que a grande vantagem é que o cupom de juros aumenta em função do próprio aumento da taxa de juros (SELIC), fazendo com que o Instituto obtenha ganhos reais mais importantes do que a variação da inflação.

Mesmo o preço do título se desvalorizando, é preciso lembrar que o compromisso do Instituto é de longo prazo. É muito importante que o gestor mantenha a calma, não tome decisões precipitadas, para não jogar fora todo um trabalho planejado. Neste momento, o auxílio do comitê de investimento e dos consultores é de fundamental importância para que o Instituto tome suas decisões com prudência, sem se deixar levar pelo imediatismo.

A preocupação com a meta atuarial deve estar sempre no foco, mas lembre-se que ela é um termo de referência, um objetivo a ser alcançado, e não uma obrigação a ser atingida a todo o momento. Devemos nos esforçar para superá-la, mas principalmente observar o resultado no longo prazo, pois uma venda errada no meio do caminho, com receio de uma queda, pode gerar a realização de prejuízo, em alguns cenários, irreversíveis mesmo no longo prazo.

Para os institutos que vêm acompanhando as orientações da Crédito & Mercado, não têm muito com que se preocupar, pois estão com 30 a 40% atrelado em IMA-B, deste modo, a maior parte da carteira está protegida.

Se o seu instituto possui mais que 40% em IMA-B, a volatilidade foi mais acentuada. Mesmo assim, não há motivos para pânico. Pelo contrário, é motivo para muita cautela e evitar resgates destes títulos para impedir a realização de prejuízo. Mais cedo ou mais tarde, os preços retornarão ao nível anterior, e o ganho real acima da inflação estará garantido.

Atenciosamente,

Equipe Credito & Mercado

MERCADO FINANCEIRO REDUZ A SUA PROJEÇÃO PARA PIB EM 2013 E 2014

Na edição do Relatório de Mercado – Focus, publicado hoje, 08/07, os economistas dos bancos reduziram pela oitava semana seguida a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013.  Da mesma forma, reduziram a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deste ano.

Inflação

Os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA  para 2013 de 5,87% para 5,81%. Em contrapartida, elevaram a projeção para o IPCA para 2014 de 5,88% para 5,90%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, reduziram, pela terceira semana seguida,  a sua estimativa para o IPCA de julho de 0,24% para 0,23%. Para o índice de inflação de agosto, os analistas dos bancos, elevaram a sua projeção para o IPCA de 0,28% para 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos economistas do mercado financeiro foi elevada de 5,65% para 5,67%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduziram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,40% para 2,34%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, da mesma forma, foi reduzida pelos economistas dos bancos de 2,49% para 2,34%.

Para 2014, a estimativa dos do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,00% para 2,80%. Por sua vez a estimativa para a produção industrial brasileira para o próximo ano também recuou, baixando de 3,20% para 3,00%.

Juros

Na publicação desta semana, o Banco Central divulgou que na percepção dos analistas dos bancos a taxa básica de juros da economia brasileira deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, portanto, sem ajuste em relação à semana anterior. Da mesma forma, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,25% ao ano, para 2014.

Os reflexos da trajetória do câmbio no mercado de renda fixa foram imediatos. A maior incerteza quanto à inflação e, por consequência, quanto aos juros  necessários para a convergência à meta, afetou os preços dos títulos prefixados e indexados ao IPCA, principalmente aqueles de maior duration (prazo médio).

A trajetória de queda dos retornos do IMA-B5+, que reflete a carteira das NTNB’s acima de 5 anos, se intensificou à medida que as taxas dos títulos do Tesouro Americano de 10 anos se elevaram, a partir de 22/5, e sugere que a elevação dos juros internacionais combinada com a incerteza inflacionária no cenário doméstico tenham reforçado a expectativa de alta dos juros e estimulado a saída dos investidores na parte longa da curva de juros, inclusive não residentes, refletido no movimento de venda das NTN-Bs mais longas no mercado.

A palavra de ordem continua sendo a cautela, uma vez que as incertezas permanecem.

No segmento de renda fixa, a retomada da rentabilidade positiva reside numa baixa consistente dos juros dos títulos americanos, acompanhada por um forte declínio do dólar. Sem grandes pressões sobre a inflação decorrentes da depreciação do real, o que dispensaria o Banco Central de realizar um aperto monetário mais intenso, as NTN-B’s se valorizariam.

Mas, para isso, os juros futuros teriam de parar de subir. O contrato atualmente mais líquido na BM&F, com vencimento em janeiro de 2015, saltou de 8,92% no final de maio para 9,87% na sexta-feira, último dia útil de junho.

E os economistas das cem instituições pesquisadas pelo Focus aumentaram de 9,00% para 9,25% a sua projeção de Selic em dezembro. Como a taxa está hoje em 8,00%, a nova projeção embute elevações sucessivas nas três próximas reuniões do Copom – Comitê de Política Monetária: duas de 0,50 ponto e uma terceira de 0,25 ponto encerrando o ciclo de aperto monetário iniciado em março, quando a Selic estava em 7,25%.

A prudência recomenda permanecer com uma carteira menos exposta a títulos de longo prazo. E ficar de olho nos indicadores econômicos a serem divulgados, para que se possa ter uma maior convicção sobre o melhor momento de retornar aos ativos mais longos.

Em relação ao mercado acionário, não há fatos que justifiquem um aumento nas posições. Somente uma retomada mais forte do investidor estrangeiro pode reverter de forma acelerada o mau humor do mercado.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,15 para R$2,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o dólar foi elevada de R$2,20 para R$2,22 por dólar.

O reflexo da alta do dólar já foi sentido nas projeções de IGP-DI e do IGP-M, que foram elevadas nesta edição do Focus.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial foi elevada de US$ 7,35 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados é de redução de 2,50% para 2,23%. Para 2014 a estimativa dos analistas dos bancos é também de queda de 4,35% para 4,20%.