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junho, 2013

ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO VOLTAM A ELEVAR PROJEÇÃO PARA INFLAÇÃO EM 2013

Os economistas dos bancos elevaram pela segunda semana seguida a sua projeção para o índice de inflação oficial do governo medido pelo IPCA para 2013. Por outro lado, reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para este ano e para 2014.  Estas informações constam do Relatório de Mercado – FOCUS, publicado semanalmente pelo Banco Central do Brasil baseado em pesquisa junto aos economistas de 100 instituições financeiras do mercado.

PIB

Os analistas das instituições financeiras reduziram, a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,49% para 2,46%. A estimativa para a produção industrial brasileira de 2013, em contrapartida, foi elevada pelos analistas do mercado financeiro, de 2,50% para 2,56%.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,20% para 3,10%. Já a estimativa para a produção industrial para 2014 também recuou foi elevada de 3,20% para 3,10%.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro elevaram, mais uma vez, a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2013 de 5,83% para 5,86%. Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram, pela sexta semana seguida, a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas para a inflação do governo em 5,80%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, mantiveram em 0,36% a sua estimativa para o IPCA de junho. Para o índice de inflação de julho, os analistas do mercado financeiro que mais acertam a sua projeção, reduziram a sua projeção para o IPCA de 0,31% para 0,26%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos analistas do mercado financeiro recuou de 5,69% para 5,66%.

Juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a taxa básica de juros da economia em 9,00% ao ano para 2013 e 2014.

A realocação de recursos dos investidores estrangeiros, que abrangeu todos os mercados emergentes, acontece em um momento de reavaliação das expectativas de inflação no mercado brasileiro. No primeiro momento, o reflexo mais direto, além da desvalorização do real, foi o reforço da expectativa da alta da taxa Selic por parte dos investidores, manifestado numa significativa abertura (alta) das taxas dos ativos. A esperada acomodação sazonal dos índices inflacionários para meados do ano pode assegurar alguma flexibilidade à equipe econômica na condução da política de juros. Até lá, os ajustes no cenário externo e os demais indicadores econômicos devem continuar afetando o ritmo da volatilidade.

Câmbio

Os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,10 para R$2,13 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar foi elevada de R$2,15 para R$2,20 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira para 2013 de US$6,55 bilhões para US$6,50 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 9,00 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

MERCADO FINANCEiRO ELEVA A PROJEÇÃO PARA SELIC E INFLAÇÃO EM 2013 E 2014

Os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua projeção para a taxa Selic em 2013 e 2014. Em contrapartida, reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para este ano.  Estas informações constam do Relatório de Mercado – FOCUS, publicado semanalmente pelo Banco Central do Brasil baseado em pesquisa junto aos economistas de 100 instituições financeiras do mercado.

PIB

Por mais uma semana, a quinta, os economistas dos bancos reduziram, a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2013 de 2,53% para 2,49%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013 foi reduzida pelos analistas do mercado financeiro, de 2,53% para 2,50%.

Para 2014, a estimativa mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, permaneceu em 3,20%%. Já a estimativa para a produção industrial para 2014 foi elevada de 3,00% para 3,20%.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA de 2013 de 5,80% para 5,83%. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram, pela quinta semana seguida, a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas para a inflação do governo em 5,80%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, elevaram a sua estimativa para o IPCA em junho de 0,35% para 0,36%. Para o índice de inflação de julho, os economistas das instituições que mais acertam a sua projeção, também elevaram a sua estimativa para o IPCA de 0,29% para 0,31%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a estimativa dos analistas do mercado financeiro subiu 5,65% para 5,69%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia de 8,75% para 9,00% ao ano em 2013. Para o próximo ano, a projeção para a taxa Selic, também foi elevada de 8,75% ao ano para 9,00% ao ano, o que pressupõem manutenção dos juros em 2014.

A perspectiva de elevação da taxa Selic deve contribuir para a manutenção de um cenário de volatilidade no segmento de renda fixa, sobretudo nos fundos atrelados a inflação.

Câmbio

Os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio em 2013 em R$ 2,10 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar foi mantida em 2,15 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira para 2013 de US$7,35 bilhões para US$6,55 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 10,00 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

FOCUS: ANALISTAS DO MERCADO FINANCIERO VOLTAM A ELEVAR A PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2013

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia tanto para 2013 quanto para 2014. Em relação à inflação medida pelo IPCA a publicação semanal da autoridade monetária, mostra que os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para 2013 e 2014.  Estas informações constam do Relatório de Mercado – FOCUS, publicado semanalmente pelo Banco Central do Brasil baseado em pesquisa junto aos economistas de 100 instituições financeiras do mercado.

PIB

Pela quarta semana consecutiva os analistas do mercado financeiro reduziram, a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013 de 2,77% para 2,53%. A estimativa para a produção industrial de 2013 foi elevada pelo mercado financeiro, pela segunda semana seguida,  de 2,50% para 2,53%.

Para 2014, a estimativa dos economistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,40% para 3,20%%. Já a estimativa para a produção industrial para 2014 foi mantida em 3,00%.

Inflação

O mercado financeiro reduziu a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA de 2013 de 5,81% para 5,80%. Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas de inflação do governo em 5,80%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, elevaram a sua estimativa para o IPCA em junho de 0,32% para 0,35%. Para o índice de inflação de julho, os economistas das instituições que mais acertam a sua projeção, reduziram a sua estimativa para o IPCA de 0,35% para 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a estimativa dos analistas do mercado financeiro recuou de 5,67% para 5,65%.

Juros

Os economistas dos bancos elevaram, a sua projeção para a taxa básica de juros da economia de 8,50% para 8,75% ao ano em 2013. Para 2014, a estimativa para a taxa Selic, também foi elevada de 8,50% ao ano para 8,75% ao ano, o que pressupõem manutenção dos juros em 2014.

Neste sentido mantemos a nossa perspectiva e alertamos para manutenção dos períodos de volatilidade em virtude da elevação dos juros e principalmente o noticiário relacionado ao rebaixamento da classificação de risco do Brasil pela Standard & Poor’s e o baixo crescimento econômico apresentado pelo país. As expectativas de crescimento e inflação continuarão calibrando a precificação dos ativos para o ano de 2013.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,05 para R$2,10 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar também foi elevada de 2,07 para 2,10 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira para 2013 de US$8,30 bilhões para US$7,35 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial foi elevado de US$ 9,80 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Ata do Copom – Inflação preocupa e receberá o tratamento adequado

O Banco Central do Brasil divulgou a pouco a ata da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária realizada nos dias 28 e 29/05. O documento reitera que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter principalmente vigilante, de modo a minimizar riscos que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte da política monetária.  Na avaliação do Copom, no curto prazo, a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e o balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável.

A autoridade monetária, deu prosseguimento a sua politica de aperto monetário ajustando a taxa básica de juros.  A decisão pela elevação da Selic para 8,00% ao ano se deu de forma unanime, sem viés. O Copom avalia, ainda, que essa decisão colaborará para o declínio da inflação e poderá garantir que essa tendência se mantenha em 2014.

O documento reproduziu a avaliação trazida na ata da reunião de abril, admitindo que a inflação de serviços segue em níveis elevados. Os diretores do Banco Central alegam que, em 12 meses, esse conjunto de preços subiu em média 8,13% – em abril de 2012 era 8,00%.

Foi destaque ainda as pressões verificadas no segmento de alimentos e bebidas. “Em síntese, a inflação de serviços segue em níveis elevados, e observam-se pressões no segmento de alimentos e bebidas“, ratificou o documento.

A ata adverte que o IPCA foi de 0,55% em abril, 0,09 ponto percentual menor se comparado ao mesmo período do ano passado. Logo, conforme com o documento, a inflação acumulada em doze meses atingiu 6,49% em abril (5,10% se comparado a abril de 2012).

Os preços administrados, ou seja, os que dependem do governo para serem majorados registraram alta de 1,55% (3,73% se comparado a abril de 2012), já os preços livres, aqueles que variam ao sabor da oferta e da procura, variaram 8,09% em doze meses (5,63% se comparado a abril de 2012). Entre os preços livres, os dos bens comercializáveis aumentaram 6,57%, e os dos bens não comercializáveis, 9,44%.

O segmento de alimentos e bebidas, afetados fortemente por fatores climáticos, variaram 0,96% em abril e 14,00% em doze meses (6,23% se comparado a abril de 2012).

IMA

No curto e médio prazos os fundos atrelados ao IMA ainda devem sofrer com a volatilidade. Entretanto é preciso estar atento aos efeitos do ajuste da politica monetária sobre a inflação, que em caso positivo, deve favorecer uma melhora significativa desta modalidade de fundos.

Mas por enquanto o mais indicado é buscar se proteger a volatilidade que afeta os fundos indexados a inflação e a taxa prefixada, principalmente aqueles com carteiras indexadas a ponta mais longa da curva de juros.

Taxa de desocupação de condomínios logísticos mais que dobra em SP

A vacância passou de 4,5% no quarto trimestre de 2012 para 10,7% nos primeiros três meses do ano

SÃO PAULO – A taxa de vacância (desocupação) de condomínios logísticos aumentou nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro no primeiro trimestre de 2013. De acordo com dados da consultoria Cushman & Wakefield antecipados com exclusividade ao InfoMoney, a vacância passou de 4,5% no quarto trimestre de 2012 para 10,7% nos primeiros três meses do ano em São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro a alta foi de 2,7 pontos percentuais, para 9,7%.

Segundo a consultoria, em São Paulo, as maiores taxas de desocupação foram verificadas no interior: São José dos Campos (35%), seguido de Sorocaba (29%) e Campinas (14,4%). As altas taxas de vacância nas cidades de Sorocaba e Campinas são justificadas pelo novo estoque entregue no período, de acordo com a Cushman & Wakefield. Já em São José dos Campos, a taxa pode ser explicada pelo processo de estagnação do seu parque industrial. “Este indicador foi afetado pelo fato de algumas empresas deixarem a região, também observado por seu baixo crescimento real de 4.61% contra Sorocaba, por exemplo, que registrou uma alta real de 123% na arrecadação do ICMS”, diz o relatório.

Já as cidades de Ribeirão Preto e Jundiaí apontaram as menores taxas de vacância (2.4% e 1.8%, respectivamente).

Ainda no estado de São Paulo, o preço médio nos condomínios logísticos registrou aumento de 14.5% em relação ao último trimestre de 2012, ao passar de R$18.0/m² para R$ 20.6/m².

O preço médio mais alto para locação fica na Região Metropolitana Oeste (RM Oeste) com R$ 26.4/m² seguido da região RM Sul com R$ 25.0/m². As regiões RM Leste e RM Norte têm praticamente os mesmos valores: R$ 24.0/m². O menor valor foi apurado em São José dos Campos, com R$15.0/m².

No Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense registrou uma queda de 25 p.p na taxa da vacância considerando o último trimestre de 2012, após a absorção de 51 mil metros quadrados. Lá, o valor médio de locação considerando todas as regiões ficou em R$ 27.9/m², o que indica valorização 8% com relação ao último trimestre de 2012.

O utros estados

No Paraná, a taxa de vacância média chegou a 17% no primeiro trimestre de 2013, 4.4 p.p acima do último trimestre de 2012. Já em Pernambuco, a desocupação ficou em 8.02%. Com relação ao último trimestre de 2012 e registrou um aumento de 2.1 pontos percentuais. Na Bahia, a taxa de vacância média para os galpões em condomínios foi 2%.

Fonte primária da informação: Infomoney

Como vovó já dizia

Você é daqueles que escolhe seu fundo imobiliário apenas pela rentabilidade? Melhor ouvir a sabedoria popular. Oito provérbios para ajudar a escolher fundos imobiliários

Os fundos de investimento imobiliário (FII) são uma ótima ferramenta para quem deseja investir em negócios imobiliários sem ter de comprar um imóvel. Mas, como todo investimento, também demanda cuidados. Veja como a sabedoria popular de oito provérbios pode ajudar a avaliar escolhas antes de aplicar seu dinheiro em cotas de um FII.

Quem não sabe para onde v ai está sempre perdido

Antes de investir, certifique-se de que o objetivo de investimento do fundo está alinhado com o seu. Por exemplo, alguém que queira receber aluguéis mensais regulares não deve investir em um fundo que tenha por objetivo a construção e venda de imóveis residenciais. Procura por um fundo que gere renda de aluguel? Veja se os imóveis ficam em regiões onde você investiria quem são os locatários etc.

Não se faz negócio bom com pessoa ruim

Procure saber o máximo de informações sobre o administrador do fundo. O investimento por meio de FII é indireto, é o administrador quem decide quais imóveis comprar ou vender, em que locais, o preço a pagar ou receber pelos imóveis, para quem alugá-los, o valor do aluguel, as garantias do aluguel etc. Também decide a empresa que administrará um shopping, onde aplicar o dinheiro que está em caixa, quais recebíveis imobiliários comprar ou vender, quais cotas de FII comprar ou vender, enfim, o sucesso de um fundo depende principalmente da qualidade e honestidade do administrador.

Quem vê cara não v ê coração

O valor de face da cota do fundo não diz nada sobre o preço. Para saber se o preço de um fundo não está muito caro é preciso verifica o indicador P/VP (preço / valor patrimonial). Dividindo o preço da cota pelo valor patrimonial da cota, têm-se a real noção de quanto se está pagando pelo fundo face ao patrimônio. Quanto mais próximo de 1,00 for o resultado dessa divisão, melhor.

Por exemplo, um fundo tem valor patrimonial de R$ 1.000 e as cotas estão negociadas a R$ 1.200 na Bolsa.

P/VP = 1.200/1.000 = 1,20

Quem comprar as cotas por este preço sabe que está pagando 20% mais do que vale o patrimônio do fundo. Quem visa ganhar com a potencial valorização das cotas precisa estar atento a isso.

Não coloque todos os ovos numa única cesta

Uma das grandes vantagens do investimento por meio de FII é a possibilidade de diversificar. Por isso, para escolher onde alocar seu dinheiro, é importante conhecer o portfólio do fundo e verificar se ele é bem diversificado, tanto em imóveis, quanto em locatários. Quanto mais imóveis em endereços diferentes e quanto mais locatários diferentes, mais diversificado é o patrimônio do fundo. O mesmo vale para carteira de recebíveis imobiliários, fundos de fundos etc. A diversificação dilui os riscos. As chances de um fundo que possua um único imóvel e um único locatário dar prejuízos é muito maior do que a de um fundo que possua, por exemplo, dez imóveis locados para dez empresas diferentes.

Lucro é vitamina, liquidez é oxigênio

A liquidez é outra vantagem dos FII. É muito mais fácil vender cotas do que vender um imóvel. Além disso, feita a venda, o dinheiro é creditado em três dias. Mas nem todos os fundos têm boa liquidez. Por isso, verifique qual a média da negociação diária do fundo antes de se decidir pelo investimento. Quanto mais liquidez, mais segurança. Não subestime a importância de privilegiar a liquidez.

Quando a esmola é muita, o santo desconfia

Fundos imobiliários distribuem rendimentos em dinheiro, iguais para todos os cotistas. Rentabilidade, cada um tem a sua. Dividindo o rendimento recebido pelo valor líquido pago pelas cotas, cada investidor apura qual foi a sua rentabilidade. Por exemplo, um fundo distribuiu R$ 0,70 por cota. Todos os cotistas receberam exatamente o mesmo valor: R$ 0,70 por cota. O investidor A pagou R$ 100,00 pelas cotas e o investidor B pagou R$ 115,00. Cada um terá uma rentabilidade.

Investidor A

0,70/100 = 0,70%

Investidor B

0,70/115 = 0,61%

A rentabilidade do investidor A será de 0,70%, já a do investidor B será de 0,61%. Portanto, não é o fundo que dá rentabilidade boa ou ruim. O preço de compra das cotas do FII é que vai definir a rentabilidade de cada cotista.

Note que rentabilidade maior ou menor será consequência da percepção do mercado em relação aos fatores de risco. Se a rentabilidade de um fundo estiver muito acima da média do mercado, tenha certeza de que ele oferece mais riscos do que os outros e, portanto, os investidores só aceitam correr estes riscos em troca de lucros maiores. Se o fundo tiver problemas, a desvalorização das cotas pode ser muito maior do que os lucros iniciais com os rendimentos mais altos. Além disso, verifique qual a média dos rendimentos dos últimos 12 meses ao menos, para poder identificar se as distribuições são uniformes ou sazonais, se existem valores não recorrentes (rendas extras), se não está havendo pagamento de amortização de cotas etc.

Quem fica parado é poste

Alguns fundos fizeram uma única emissão de cotas e nunca mais aumentaram seu patrimônio. Não significa que não sejam bons fundos, mas é salutar que façam novas emissões periodicamente. Assim, o fundo arrecada dinheiro para mais investimentos e atrai mais cotistas. Aumentando o patrimônio do fundo, também melhora a diversificação e a liquidez das cotas em Bolsa.

A assombração sabe para quem aparece

Monte uma carteira diversificada, escolha ao menos três fundos diferentes. Dentre eles, claro que você pode alocar recursos em um fundo mais arriscado. Risco alto não é certeza de problemas, apenas maior probabilidade. Mas se sua carteira tiver apenas fundos mais arriscados, as chances de enfrentar problemas serão bem maiores.

Converse sempre com o seu assessor de investimentos, leia os relatórios dos fundos, informe-se sobre as perspectivas do mercado imobiliário e invista conscientemente.

Fonte primária da informação: Infomoney

Por Arthur Vieira de Moraes

Juros fecham perto da estabilidade com queda do dólar

À tarde, com a aceleração da queda da moeda dos Estados Unidos, o avanço dos juros perdeu

Depois de atingir na sexta-feira, 31, o maior patamar desde maio de 2009, o dólar à vista caiu 0,88% nesta sessão, em linha com o exterior, e finalizou cotado a R$ 2,1280

As taxas futuras de juros terminaram a segunda-feira, 3, muito perto dos ajustes, depois de oscilarem em alta na maior parte do dia. Além da reação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Selic em 0,50 ponto porcentual, para 8% ao ano, contribuíram para o avanço das taxas, ao longo do pregão, o patamar do dólar e declarações do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, de que “o repasse da alta do dólar para a economia brasileira é limitado e caiu ao longo do tempo”.

À tarde, com a aceleração da queda da moeda dos Estados Unidos, o avanço dos juros perdeu intensidade.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em outubro de 2013 (121.220 transações) marcava 8,16%, de 8,14% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (497.365 contratos) apontava 8,45%, ante 8,43% na sexta-feira, 31. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (465.455 contratos) indicava 9,00%, ante 8,94%. Entre os longos, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (247.940 contratos) marcava 9,75%, igual à sexta-feira, e o DI para janeiro de 2021 (13.850 contratos) estava em 10,39%, ante 10,40% no ajuste anterior.

Depois de atingir na sexta-feira, 31, o maior patamar desde maio de 2009, o dólar à vista caiu 0,88% nesta sessão, em linha com o exterior, e finalizou cotado a R$ 2,1280. Vale destacar que fontes consultadas pela reportagem apontaram que o repasse cambial (pass-through) representa em torno de 0,50 ponto porcentual sobre a inflação. Um repasse dessa intensidade seria suficiente para manter o IPCA (indicador oficial da inflação) na casa de 6,50%, perto do teto da meta do governo.

Pela manhã, as taxas longas chegaram a subir com mais intensidade, em movimento que esteve relacionado com declarações do presidente do Federal Reserve de São Francisco, John Williams, confirmando que está aberto à redução da política de compras de bônus do Fed nos próximos meses, desde que a economia continue mostrando um avanço significativo. Mas indicadores piores dos EUA tiraram um pouco do fôlego de alta dos juros dos treasuries e, por consequência, das taxas domésticas.

De volta ao âmbito doméstico, o boletim Focus trouxe alguns ajustes à recente decisão do Copom e ao fraco resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. Os analistas ouvidos na pesquisa elevaram a mediana das projeções para o juro básico no fim de 2013, de 8,25% para 8,50% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções seguiu em 8,50% anuais. A expectativa para o crescimento do PIB deste ano recuou para 2,77%, ante 2,93% no boletim Focus da semana anterior e, para 2014, caiu de 3,50% para 3,40%. Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa recuou de 5,81% para 5,80% em 2013 e permaneceu em 5,80% em 2014.

Ainda no que diz respeito à inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) confirmou expectativa de desaceleração ao subir 0,32% em maio, ante 0,52% em abril. A taxa do mês passado ficou ligeiramente abaixo da mediana das expectativas colhidas pelo AE Projeções, de 0,34%. As estimativas iam de alta de 0,30% a 0,41%.

Fonte primária da informação: Portal Exame

Mercado eleva projeção para Selic em 2013

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção para a taxa básica de juros da economia brasileira. Estas informações constam do Relatório de Mercado – FOCUS, publicado semanalmente pelo Banco Central do Brasil baseado em pesquisa junto aos economistas de 100 instituições financeiras do mercado.

PIB

Os economistas dos bancos reduziram, mais uma vez, a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013 de 2,93% para 2,77%. A estimativa para a produção industrial foi elevada pelo mercado financeiro de 2,43% para 2,50% para 2013.

Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para a evolução do PIB brasileiro, caiu de 3,50% para 3,40%%. Já a estimativa para a produção industrial para 2014 foi reduzida de 3,10% para 3,00%.

Inflação

O mercado financeiro reduziu a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA de 2013 de 5,81% para 5,80%. Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas de inflação do governo em 5,80%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, mantiveram a sua projeção para o IPCA de maio em 0,35%. Para o índice de inflação de junho, os economistas das instituições que mais acertam a sua projeção, igualmente, mantiveram a sua estimativa para o IPCA em 0,32%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a estimativa dos analistas do mercado financeiro foi elevada de 5,66% para 5,67%.

Juros

Os analistas das instituições financeiras elevaram, a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia de 8,25% para 8,50% ao ano em 2013. Para 2014, a projeção para a taxa Selic, foi mantida em 8,50% ao ano, o que pressupõem manutenção dos juros em 2014.

Em termos de perspectiva, a elevação dos juros e o eventual ciclo de alta da Selic até o final do ano não evitarão períodos de volatilidade para o segmento nos próximos meses. As expectativas de crescimento e inflação continuarão calibrando a precificação dos ativos para o ano de 2013.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,03 para R$2,05 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar também foi elevada de 2,05 para 2,07 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$8,30 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 10,40 bilhões para US$ 9,80 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, pela 25ª semana, ficou em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.