Ao encerramento da reunião ontem, 29/05, o COPOM – Comitê de Política Monetária anunciou a elevação da taxa básica de juros da economia brasileira em 0,50 ponto percentual, para 8,00% ao ano. A maioria dos analistas do mercado financeiro trabalhava com a hipótese de a taxa ser elevada em apenas 0,25 ponto percentual, contudo a curva de juros futuros projetava uma alta de 0,50 ponto percentual. A decisão, ao contrário da última reunião, foi unânime e sem viés.
Após a reunião a autoridade monetária soltou o seguinte comunicado onde afirma que ” essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”. Na próxima semana será divulgada a ata da reunião, onde se poderá colher maiores informações a cerca das expectativas dos participantes da reunião.
Inflação
A inflação é o centro da preocupação, do mercado bem como do governo, tanto que na semana passada o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, assegurou que o Banco Central faria o que fosse preciso, “com a devida tempestividade” para fazer com que a inflação recue para os níveis desejados no segundo semestre deste ano. O IPCA, utilizado como base para o sistema de metas de inflação do governo, ficou em 0,55% em abril, bem acima do índice registrado no mês de março. O IPCA apresentou variação muito superior ao que o mercado esperava, contudo, recuou abaixo do teto da meta do governo no acumulado dos últimos 12 meses. Nos últimos 12 meses, o índice oficial de inflação do governo registrou 6,49%, contra 6,59 % de março – o teto da meta de inflação é de 6,50%.
Crescimento econômico
O IBGE divulgou o PIB do primeiro trimestre de 2013 na manhã do dia 29/05. O crescimento de 0,6% no período, na comparação com o quarto trimestre de 2012, veio abaixo da expectativa do mercado, contudo ainda foi o maior dos últimos tempos.
Expectativa
Com esta decisão do Copom, alguns segmentos do mercado acreditam em uma possível alta da bolsa de valores, pois avaliam que a autoridade monetária tem como foco a execução da politica monetária, ou seja, o controle da inflação, Desta forma o mercado começa a precificar a curva de juros para baixo, fato notado no dia em que o Copom anunciou a sua decisão, o que é muito positivo para ações e para os fundos atrelados, principalmente, a índice de inflação como o IMA. É importante entender que a atual curva de juros está muito inclinada. A inclinação da curva de juros de mercado mais vertical indica taxa básica baixa (expansionista). Quanto menos vertical a curva (juros longos caindo), tendendo para plana, indica que a taxa básica está próxima do correto. A taxa de juro de mercado de longo prazo é a base para a tomada de decisão na fixação da taxa básica. A taxa de longo prazo é maior em países com déficit nominal e má qualidade na gestão dos gastos públicos (poupança e investimentos públicos pequenos em relação ao PIB). A credibilidade e confiança passadas pela autoridade monetária (e governo) também influencia a curva de juros. Uma oposição política forte e com propostas demagógicas influencia negativamente a curva de juros de mercado.
O momento atual é complicado pelo baixo crescimento, junto com inflação alta, dois dos pilares de uma situação típica de recessão, ou seja, diminuição das atividades econômicas e aumento dos índices de desemprego, além da inflação, além da falta de instrumentos institucionais que regulem a economia, também conhecido “estagflação”.
A decisão de elevação da Selic em 0,50% p.p. foi avaliada como um sinal de que o Banco Central vai privilegiar a manutenção dos pilares da politica monetária e isso é benéfico para o mercado como um todo.
Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a sua estimativa em relação ao crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB, bem como para o crescimento da indústria neste ano. Estas informações fazem parte do Relatório de Mercado – FOCUS, que é publicado semanalmente pelo Banco Central do Brasil com base nas informações colhidas entre os economistas de 100 instituições financeiras do mercado.
PIB
Pela segunda semana seguida, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2013 de 2,98% para 2,93%. Em relação a produção industrial os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para este ano. Para 2014, a estimativa do mercado financeiro para a evolução do PIB brasileiro, permaneceu em 3,50% pela décima semana seguida. Já a estimativa para a produção industrial para 2014 foi reduzida de 3,50% para 3,10%.
Inflação
O mercado financeiro elevou a sua projeção para o IPCA de 2013 de 5,80% para 5,81%. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas de inflação do governo em 5,80%.
Inflação de curto prazo
As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, elevaram a sua estimativa para o IPCA de maio de 0,32% para 0,35%. Para o índice de inflação de junho, os economistas das instituições que mais acertam a sua projeção, também elevaram a sua estimativa para o IPCA de 0,30% para 0,32%.
Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a estimativa dos analistas do mercado financeiro foi elevada de 5,64% para 5,66%.
O fato de as estimativas em relação aos índices de inflação não apresentar tendência de acomodação ou redução vem incomodando o mercado e provocando fortes oscilações nas taxas de juros futuros que por sua vez traz volatilidade para os fundos, principalmente aos atrelados a índice de inflação. A volatilidade ainda deve dar a tônica ao mercado.
Juros
Os economistas dos bancos mantiveram mais uma vez, a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia em 8,25% ao ano em 2013. Para 2014, a projeção para a taxa Selic, entretanto, foi elevada de 8,25% ao ano para 8,50% ao ano, o que pressupõem elevação dos juros em 2014.
Câmbio
Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,02 para R$2,03 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar foi elevada de 2,04 para 2,05 por dólar.
Balanço de pagamentos e IED
Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$ 9,05 para US$8,30. Para 2014, a projeção de superávit comercial foi eleva de US$ 10,00 bilhões para US$ 10,40 bilhões.
A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos ficou em US$ 60 bilhões.
Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.
Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa
O objetivo da autarquia é mostrar que, apesar de ser uma alternativa interessante para a diversificação do portfólio, o investimento em fundos imobiliários tem o risco da indústria imobiliária. Ou seja, os fundos têm características da renda fixa, já que pagam rendimentos mensais aos investidores, misturadas com as de renda variável – o valor da cota oscila na bolsa de acordo com o mercado.
Alguns fundos falham na hora de explicitar aos investidores o risco do investimento, como os atrasos em construções, a vacância em hotéis, shopping centers e escritórios, e os problemas de engenharia em construções. Por isso, a ideia da CVM, que ainda está em estudo, é exatamente de explicitar ao pequeno investidor esses riscos, para que a aplicação se torne mais transparente.
Os fundos negociados na Bovespa renderam 35% no ano passado, de acordo com o Ifix, índice que mede o desempenho desses fundos na bolsa, contra uma alta de 7,4% do Ibovespa. No entanto, neste ano o índice está com uma queda de 2%, contra uma baixa de 9,6% do Ibovespa.
De acordo com informações do site da Bovespa, o número de cotistas registrado subiu 5,7% desde o fim do ano passado, somando 102,7 mil.
Contatada pelo InfoMoney, a CVM afirmou que as medidas serão realizadas em breve, mas que ainda não existe um prazo e que detalhes sobre os possíveis aperfeiçoamentos não podem ser divulgados pelo fato de estarem em fase de estudos.
Fonte primária da informação: Infomoney
Os analistas das instituições financeiras reduziram nesta publicação do Relatório de Mercado – FOCUS, que é realizada semanalmente pelo Banco Central do Brasil a sua projeção para o crescimento da economia em 2013. Por sua vez mantiveram a estimativa para a variação do índice oficial de inflação do governo que é medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2013 e 2014.
PIB
Após ser mantida por cinco semanas seguidas, os analistas das instituições financeiras reduziram, a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2013 de 3,00% para 2,98%. Para 2014, a estimativa do mercado financeiro para a evolução do PIB brasileiro, permaneceu em 3,50% pela décima semana seguida.
Inflação
Em relação ao índice oficial de inflação do governo, os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção para este ano em 5,80%. Para 2014, os economistas dos bancos, igualmente, mantiveram a sua projeção para o índice oficial que baliza as metas de inflação do governo em 5,80%.
Inflação de curto prazo
As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, elevaram a sua estimativa para o IPCA de maio de 0,30% para 0,32%. Para o índice de inflação de junho, os economistas das instituições que mais acertam a sua projeção, mantiveram o IPCA em 0,30%.
Para a inflação acumulada nos próximos 12 meses a estimativa dos analistas do mercado financeiro foi elevada de 5,57% para 5,64%.
Juros
Os economistas dos bancos mantiveram pela quarta semana consecutiva, a sua projeção para a taxa básica de juros da economia em 8,25% ao ano em 2013. Para 2014, a estimativa para a taxa Selic também foi mantida em 8,25% ao ano, o que pressupõem estabilidade dos juros em 2014.
Câmbio
Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,00 para R$2,01 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o dólar foi mantida em 2,04 por dólar.
Balanço de pagamentos e IED
Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$ 9,05. Para 2014, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 10,20 bilhões para US$ 10,00 bilhões.
A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos ficou em US$ 60 bilhões.
Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.