abril, 2013

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO DE IPCA E MATÉM ESTIMATIVA PARA PIB DE 2013

O Banco Central do Brasil divulgou hoje, 29/04, o Relatório de Mercado – FOCUS onde os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2013, mantendo a expectativa de inflação para o próximo ano.  Em relação ao crescimento da economia brasileira o mercado financeiro manteve a sua estimativa tanto para 2013 como para 2014.

PIB

Os economistas dos bancos mantiveram, pela terceira semana, a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 3,00% para 2013. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para a evolução do PIB brasileiro, permaneceu igualmente no mesmo patamar da semana anterior.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram, pela segunda semana seguida, a sua estimativa para o IPCA de 5,70% para 5,71%. Para 2014 a projeção dos analistas das instituições financeiras foi mantida em 5,71%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para o IPCA de abril de 0,44% para 0,45%. Para o índice de inflação de maio, os economistas dos bancos também elevaram a sua projeção, de 0,31% para 0,32%.

Juros

Após a divulgação da Ata do Copom, na última quinta-feira, os economistas dos das instituições financeiras mantiveram, a sua projeção para a taxa básica de juros da economia em 8,25% ao ano em 2013. Para 2014, a estimativa para a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 8,50% ao ano para os atuais 8,25% ao ano.

ATA do COPOM

De acordo com o documento oficial da reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, o nível elevado de inflação e a dispersão do aumento de preços favorece para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária.

O documento mostra que o Copom ponderou, porém, que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com “cautela”.

A ata explicou ainda que o julgamento de todos os membros do Copom é convergente no que se refere à necessidade de uma ação de política monetária destinada a neutralizar riscos que se apresentam no cenário prospectivo para a inflação, notadamente para o próximo ano.

Câmbio

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2013 permaneceu em R$ 2,00 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa do mercado financeiro para o dólar foi mantida em 2,04 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram de US$ 10,60 bilhões para US$ 10,25 bilhões a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2013. Para o próximo ano, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 11,30 bilhões para US$ 11,05 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos ficou em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Os perigos da renda garantida nos fundos imobiliários

Em alguns casos, a renda garantida “maquia” o retorno real do fundo e, quando acaba, o cotista ganha muito menos

Alguns fundos imobiliários recém-lançados oferecem a chamada renda mínima garantida, que consiste em pagar ao investidor um rendimento mensal, por um período predeterminado.

Essa renda existe porque, dependendo do fundo, pode demorar algum tempo até que o imóvel comece a gerar rendimentos por meio do aluguel e esta “garantia” faz com que os investidores tenham mais interesse em aplicar durante a fase pré-operacional do fundo.

Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa

O problema é que, em alguns casos, a renda garantida “maquia” o retorno real e quando ela acaba a rentabilidade mensal pode despencar. Foi isso que aconteceu no ano passado com o fundo do Shopping West Plaza (WPLZ11B). Com a renda garantida, os cotistas recebiam mensalmente R$ 0,83 por cota. Quando ela terminou, os investidores passaram a receber em torno de R$ 0,33 por cota, referente às receitas de aluguel do shopping. “É importante que as pessoas saibam como funciona e entendam que essa receita é artificial, podendo ou não ser atingida pela renda operacional (real) no futuro”, aponta o advogado e especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes.

Outro fundo que possui renda garantida e que deve distribuir menos rendimentos para os cotistas depois do seu término é o Floripa Shopping (FLRP11B). A renda de R$ 8,80 por cota será distribuída até o mês de outubro. Depois disso, o fundo passará a distribuir apenas a renda das receitas, que, em dezembro de 2012, foi de R$ 2,50 por cota. Nos meses de outubro e novembro de 2012, as receitas líquidas foram de R$ 4 e R$ 3,90 por cota, respectivamente.

Mas não é sempre que os fundos imobiliários com renda garantida pagam menos para o investidor depois do final do seu período de vigência. Fundos como o Shopping Pátio Higienópolis e o CSHG JHSF Prime Offices (HGJH11) utilizaram este recurso no início e depois continuaram oferecendo bons retornos para os cotistas. Outro fundo que conta com a renda garantida, mas cujas receitas já são suficientes para pagar rentabilidade maior é o Shopping Dom Pedro (PQDP11). A renda garantida deste fundo é de R$ 0,83 por cota, mas a distribuição de rendimentos já é maior por conta das receitas.

A renda é garantida mesmo?

É importante lembrar que nenhum fundo pode prometer rentabilidade para os cotistas. Por isso, a renda garantida é oferecida por um terceiro, normalmente pela construtora ou pela administradora do imóvel e, mesmo que não seja comum, pode haver problemas no seu pagamento.

Isso já aconteceu com dois fundos imobiliários: o FII Projeto Água Branca (FPAB11) e o FII Memorial Office. Na emissão inicial, a construtora Ricci ofereceu a renda garantida aos fundos, que não foi paga. No caso do fundo Projeto Água Branca, 6 investidores institucionais que participaram da emissão inicial foram afetados e no Memorial Office (FMOF11) o calote da construtora impactou 11 investidores, também institucionais, que compraram as cotas na primeira emissão.

Fernando Silva Telles, diretor da Coinvalores, gestora responsável pelos dois fundos, explica que isso não afetou os investidores que compraram as cotas no mercado secundário. “O investidor atual, que adquiriu as cotas na bolsa, não sofreu nenhum tipo de perda”, diz.

No último relatório de administração dos dois fundos, a Coin mostra que as cobranças contra a construtora Ricci estão em andamento na justiça. Em caso de ressarcimento, os valores serão devolvidos aos investidores institucionais que entraram na emissão inicial de cotas e levaram prejuízo – os cotistas atuais não sofreram perdas e também não têm direito a este pagamento.

Como em qualquer mercado, Telles lembra que existe risco nos fundos imobiliários, mesmo aqueles que oferecem a renda garantida. “Onde quer que você pretenda investir, deve sempre estudar o mercado e saber o que está comprando. Precisa saber de quem é o empreendimento, se o imóvel está pronto, os inquilinos. Tudo deve ser muito bem analisado”, ressalta.

Dinheiro do investidor

Para Arthur Vieira de Moraes, a renda garantida é uma alternativa para os fundos conseguirem investidores que apoiem projetos de longo prazo. “O investidor brasileiro ainda não tem cultura de longo prazo, assim, convence-lo a participar de um projeto sabendo que ele precisará esperar um ou dois anos para começar a ter retorno é algo difícil, e a renda garantida por um lado atende a essa demanda de curto prazo e, por outro, permite que os FII financiem grandes empreendimentos imobiliários”, afirma Moraes, ressaltando que esta renda não deve ser utilizada como argumento de venda do fundo.

O advogado lembra que os recursos utilizados para pagar esta renda garantida são do próprio investidor e isso deve ficar claro para quem aplica. Funciona de seguinte maneira: Se um fundo precisasse construir um imóvel e, para isso, o valor de cada cota devesse custar R$ 88, o gestor pode emitir as cotas a um preço mais caro – R$ 100, por exemplo. Desta forma, com estes R$ 12 de diferença, ele pode distribuir R$ 1 por mês, durante um ano, como rentabilidade garantida ao cotista.

Fonte primária da informação: Infomoney

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO DE IPCA PARA 2013 E 2014

O Relatório de Mercado – FOCUS divulgado hoje, 22/04, pela autoridade monetária revela que os economistas dos bancos voltaram a elevar a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo tanto de 2013 como do próximo ano. Em contrapartida reduziram a projeção para o crescimento da produção industrial brasileira.

PIB

Os analistas do mercado financeiro mantiveram, pela segunda semana seguida, a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira  em 3,00% para este ano. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para a evolução do PIB brasileiro, também permaneceu no mesmo patamar da semana anterior, 3,50%.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA de 5,68% para 5,70%. O mercado financeiro elevou de 5,70% para 5,71% a sua projeção para o IPCA de 2014.

Inflação de curto prazo

Da mesma maneira que aposta em inflação maior para o fim do período, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para o IPCA de abril de 0,42% para 0,44%. Para o índice de inflação de maio, os economistas dos bancos também elevaram a sua projeção, só que de 0,29% para 0,31%.

Juros

Após a elevação dos juros pelo COPOM – Comitê de Politica Monetária, os economistas dos das instituições financeiras reduziram, a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia de 8,50% ao ano para 8,25% ao ano em 2013. Para 2014, a estimativa para a taxa básica de juros da economia foi mantida em 8,50%.

Top 5

Tops 5, assim são conhecidos os bancos que mais acertam as suas projeções para o Boletim de Mercado – Focus. Mensalmente o BACEN, divulga a lista das 5 instituições que mais acertam suas projeções em relação ao desempenho dos principais indicadores econômicos da economia brasileira.

Nesta edição do FOCUS, os analistas dos Top 5, também reduziram a sua estimativa para a taxa Selic em 2013 de 8,50% ao ano para 8,25% ao ano. Igualmente passaram a trabalhar com a possiblidade de taxa de juros de 8,25% ao ano também em 2014, logo reduziram sua estimativa para os juros no próximo ano.

COPOM

Nesta semana o Banco Central do Brasil elevou a taxa básica de juros da economia em 0,25% que passou para 7,5% ao ano. A mensagem do Banco Central foi de cautela até mesmo na hora de subir os juros.

O Banco Central está preocupado com uma inflação resistente.

Os analistas do mercado financeiro esperam que esse seja o inicio de um ciclo de alta na taxa básica de juros, mas pelo tom da nota divulgada apos a reunião, acreditam  que a autoridade monetária será  moderado.

No comunicado, o Copom admite que a inflação está alta e é resistente, mas diz que as “incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela”.

O que de certo ficou foi que o tamanho da alta dos juros foi menor do que o esperado pelo mercado o que provocou uma melhor na rentabilidade dos ativos atrelados ao IMA e seus subindices.

Câmbio

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2013 permaneceu em R$ 2,00 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa do mercado financeiro para o dólar foi elevada de R$ 2,03 para 2,04 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram de US$ 10,64 bilhões para US$ 10,60 bilhões a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2013. Para o próximo ano, a projeção de superávit comercial recuou de US$ 12,00 bilhões para US$ 11,30 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos ficou em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

O primeiro trimestre de 2013 – volatilidade e risco

No segmento de renda fixa, o primeiro trimestre de 2013 foi marcado pela dificuldade em se estabelecer um cenário que pudesse projetar com maior segurança as estratégias dos investidores no médio e longo prazo. A expectativa do desfecho da reunião do Copom em abril, fez com que não houvesse consenso em relação à direção da taxa básica de juros e com diferentes interpretações em relação aos indicadores econômicos, principalmente inflação e nível de atividade econômica. Aliado a isso o mercado divergiu em relação aos comunicados emitidos pelo governo, e tal fato reforçou o cenário de insegurança.

A possibilidade de que essa dinâmica possa continuar pautando o mercado por um período mais longo – a próxima reunião do Copom está prevista para o final de maio – tem provocado uma elevação da volatilidade dos índices de renda fixa das carteiras de longo prazo, que atingiu no início de abril o maior patamar no ano.

Ao longo do primeiro trimestre, com o cenário bem mais volátil, grande parte dos investidores passou a diminuir sua exposição à taxa de juros prefixados de longo prazo em seu portfólio de renda fixa, afetando desta forma a formação da taxa desses ativos e a percepção de valorização dos respectivos índices no período.

O primeiro trimestre de 2013 foi um período marcado pela volatilidade das principais aplicações financeiras, independentemente do nível de risco, em relação à inflação.

Essa pode ser considerada o motivo pelo qual os investidores passaram a migrar de investimentos mais arriscados para outros menos voláteis de retorno pós-fixados, atrelados ao CDI, como indicam os dados mais atualizados do desempenho do mercado financeiro no trimestre.

No segmento de renda variável, os números indicam uma maior procura por ativos e produtos de gestão ativa, ao invés de produtos e fundos de ações que buscam acompanhar o desempenho dos principais índices da Bolsa de Valores, Ibovespa e IBrX.

Fundos DI

Os números relativos ao primeiro trimestre revelam que mais de R$ 3,3 bilhões foram sacados dos Fundos DI, enquanto um montante de R$ 27 bilhões (aplicações e resgates) girou nos fundos de Renda Fixa, em contraste com o cenário observado no início do ano passado.

Os fundos DI ganham quando a taxa básica de juros aumenta, enquanto os fundos de Renda Fixa, atrelados à taxa pré-fixada, têm desempenho mais vantajoso quando o cenário é de queda dos juros.

Contudo, os números apresentados em março chamam a atenção: somente considerando os fundos DI, as aplicações excedem as retiradas em R$ 2,1 bilhões. Por sua vez, os fundos de Renda Fixa apresentaram resgates superiores ao volume aplicado com uma diferença de R$ 4,8 bilhões.

Ainda é prematuro afirmar que os dados do trimestre se configuram como uma tendência. Entretanto, essa provável modificação no comportamento dos investidores faz sentido. Até dezembro de 2012, a maior parte dos analistas e economistas de mercado estimava uma redução da taxa básica de juros, com base no baixo ritmo de crescimento econômico. Mas 2013 traz uma percepção quase geral de que a taxa Selic deverá subir novamente.

O Relatório de Mercado – FOCUS, que traz as projeções dos economistas de cem instituições financeiras, assinala a Selic em 8,5% ao ano em dezembro deste ano. Mesmo patamar esperado para o próximo ano, ante uma taxa de 7,25% observada atualmente.

A taxa de juros é um dos principais instrumentos de politica monetária do governo para controlar a liquidez (quantidade de dinheiro em circulação) da economia porque, entre outros motivos, afeta diretamente o custo do dinheiro para os consumidores e empresas. Quando a politica econômica está voltada para o baixo crescimento, a taxa de juros tende a ser reduzida. Quando a preocupação com a inflação é a maior, a tendência é de elevação dos juros.

IMA – Índice de Mercado Anbima

O resultado consolidado dos retornos das carteiras dos títulos públicos no primeiro trimestre sugeriu um movimento favorável aos índices com ativos de menor prazo médio. O IRF-M 1 e o IMA-B 5 – com carteiras prefixada e indexada ao IPCA de até um e cinco anos, proporcionaram, respectivamente, variações no trimestre de 0,19% e 0,38%, em contrapartida as carteiras compostas por títulos mais longos (IRF-M 1+ e IMA-B5+) apresentaram retornos negativos acumulados no primeiro trimestre de 2013, de -0,38% e -3,83%.

Observamos que no acumulado do primeiro trimestre, o desempenho dos títulos de prazo mais curto foi mais favorável, ainda que esse resultado não reflita a diversidade de movimentos de valorização dessas carteiras observada no mercado ao longo de 2013.

Bolsa de Valores

A falta de interesse do investidor pessoa física pela Bolsa de Valores é aparente: a participação deste grupo de investidores no movimento da Bolsa desabou de 25% para 15% em 2012, uma tendência que se observa também o primeiro trimestre deste ano.

A fraca performance do Índice Bovespa nos três últimos anos são os fatores que podem explicar o desinteresse do investidor. É provável que o investidor não perceba que as quedas recentes possam se configurar em oportunidade para alocações pontuais em momentos de baixa, ou que tenha cansado de esperar a recuperação do mercado.

Este sentimento de aversão ao risco que observamos neste momento, pode ocorrer, via de regra, por falta de maiores informações. As possibilidades de ganhos existem, pois diversas empresas consideradas sólidas têm apresentado bons lucros, porém estas oportunidades, não estão atreladas as ações componentes do Índice Bovespa, ou outro indicador de desempenho de ações de primeira linha.

Por sua vez os investidores institucionais (fundos de pensão, seguradoras, etc.) apostam suas fichas em fundos que buscam retorno superior ao Ibovespa e outros indicadores de liquidez bolsa. Estes investidores apostam em fundos small caps, dividendos, consumo e infraestrutura como forma de rentabilizarem seus investimentos.

Perspectiva

De concreto, o que se vê é um cenário complicado, onde a cautela se faz necessária, buscando proteção contra a volatilidade, sobretudo à observada no segmento de renda fixa, especificamente em títulos de longo prazo de taxa pré-fixada e atrelados ao IPCA.

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