Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

janeiro, 2013

Mercado reduz projeção de crescimento e elevava estimativa para o IPCA de 2013

O Banco Central do Brasil divulgou hoje, 28/01, o Relatório de Mercado – Focus, que traz como destaque a redução para o crescimento da economia e da produção industrial brasileira. Por outro lado, os economistas dos bancos elevaram sua estimativa para o índice oficial de inflação.

PIB e produção industrial

Os analistas das instituições financeiras reduziram de 3,19% para 3,10%, a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto, bem como para a Produção Industrial que recuou de 3,24% para 3,10%.

Desta forma, o mercado sinaliza de que não compartilha da expectativa do Governo, de que a economia crescerá acima de 4,00% neste ano. Para 2014, a projeção para o crescimento econômico foi elevada de 3,60% para 3,65% e para a Produção Industrial caiu de 3,90% para 3,70%.

Inflação

A expectativa dos analistas das instituições financeiras em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2013 foi elevada de 5,65% para 5,67%. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo permaneceu inalterada em 5,50%.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo, os analistas do mercado financeiro elevaram pela terceira semana seguida a sua estimativa para o IPCA de janeiro, que passou de 0,81% para 0,85%, o que pressupõe uma meta atuarial maior em janeiro. Para fevereiro, o mercado financeiro reduziu a sua projeção para a inflação de 0,45% para 0,40%.

Taxa básica de juros e cambio

Com a divulgação da ata do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central na última quinta-feira, 25/01, a grande maioria dos analistas do mercado financeiro passaram a apostar que a taxa permanecerá em 7,24% até o fim de 2013. Para 2014, a estimativa do mercado para a taxa Selic ficou em 8,25% ao ano.

A projeção dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio em 2013 foi reduzida de R$ 2,08 para R$ 2,07 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa do mercado financeiro para a variação do dólar permaneceu em R$ 2,09.

Balanço de pagamentos e IED – Investimentos Estrangeiros Diretos

Os economistas do mercado financeiro projetam elevação de US$ 15,43 bilhões para US$ 16,75 bilhões para o saldo positivo da balança comercial brasileira, que tem grande impacto no balanço de pagamentos. Para o próximo ano, a estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira foi elevada de US$ 15 bilhões para US$ 16 bilhões.

A estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto no Brasil em 2013 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para a entrada de investimentos estrangeiros ficou em US$ 60 bilhões.

Juros sobem após ata do Copom ratificar Selic estável

Com a divulgação ontem da ata do COPOM – Comitê de Política Monetária, pelo Banco Central do Brasil, indicando que não haverá um novo ciclo de flexibilização da politica monetária, independentemente da evolução da atividade econômica, as taxas de juros dos contratos futuros negociados na BM&F – Bolsa de Mercadorias & Futuros subiram consideravelmente e com expressivo volume financeiro movimentado.

Esta alta expressiva na taxa dos contratos juros futuros deve-se ao fato de que parte do mercado trabalhava com a possibilidade de redução da taxa Selic como forma de favorecer a aceleração da atividade econômica, logo a marcação a mercado dos títulos púbicos nas carteiras dos fundos indexados a inflação eram beneficiados com este ganho adicional. Com a autoridade monetária ratificando a sua postura de manter a política monetária no atual patamar, os agentes do mercado financeiro reviram suas posições.

De fato o que ocorreu foi uma alta expressiva dos juros futuros e o recuo no retorno do IMA e seus subíndices, como mostra o quadro abaixo:

Em nossa avaliação, o Banco Central deve manter as diretrizes da politica monetária, mas as incertezas em relação à retomada da atividade econômica devem permanecer. Logo, a volatilidade será uma companheira inseparável dos títulos atrelados à taxa pré-fixada e ao IMA-B.

Mercado eleva projeção para inflação e reduz estimativa para o PIB 2013

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 21/01, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo para 2013. Por sua vez reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para este ano.

Inflação

O mercado financeiro elevou a sua estimativa para o IPCA-  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2013 de 5,53% para 5,65%. Com esta, é a terceira semana seguida que os economistas dos bancos elevam sua estimativa em relação ao índice oficial de inflação do governo.

Para o próximo ano, a projeção dos analistas do mercado financeiro em relação ao IPCA ficou em 5,50%.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo o mercado financeiro elevou a sua projeção para o mês de janeiro de 0,78% para 0,81%. Para fevereiro os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 0,45%.

Sistemas de metas inflacionárias

O regime de metas para a inflação é um regime monetário no qual o banco central se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente.

No Brasil, a meta para a inflação foi definida em termos da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. O IPCA, como o nome indica, é um índice de preços ao consumidor, diferentemente de outros índices, como os de preços no atacado e gerais. A escolha do índice de preços  ao consumidor é frequente na maioria dos regimes de metas para a inflação, pois é a medida mais adequada para avaliar a evolução do poder aquisitivo da população. Dentro do conjunto de índices de preços ao consumidor, o IPCA foi escolhido por ser, dentre os dois índices com cobertura nacional (o outro é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC), o que tem maior abrangência: enquanto o INPC mede a inflação para domicílios com renda entre 1 e 6 salários-mínimos (na época da escolha, entre 1 e 8 salários-mínimos), o IPCA inclui domicílios com renda entre 1 e 40 salários-mínimos.

Em linhas gerais, o sistema de metas em vigor no Brasil tem com característica a atuação do Banco Central calibrando os juros de maneira a atingir as metas pré-estabelecidas pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, que tem por parâmetro o IPCA. Para os anos de 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro esperam que a taxa básica de juros se mantenha em 7,25% ao ano em 2013. Esta é a décima semana seguida que o mercado mantem a projeção dos juros neste patamar.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa básica de juros foi mantida em 8,25% ao ano.

Produção Industrial

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a produção industrial brasileira, indicando crescimento de 3,24% para este ano. Para 2014, a projeção se manteve em 3,90%.

Crescimento da economia

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto caiu de 3,20% para 3,19% em 2013. Para 2014 na avaliação dos economistas dos bancos a economia brasileira deve apresentar crescimento de 3,60%, mesmo número da semana passada.

Cambio

A projeção dos economistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio em 2013 foi elevada de R$ 2,07 para R$ 2,08 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro subiu de R$ 2,05 para R$ 2,09.

Balanço de pagamentos e IED

O mercado financeiro manteve em US$ 15,43 bilhões a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial em 2013. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial brasileiro também permaneceu inalterado em US$ 15 bilhões.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para o próximo ano, a projeção dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros ficou também em US$ 60 bilhões.

Mercado eleva projeção para inflação e estima manutenção dos juros

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje 14/01, tem como destaque  a reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, que na avaliação dos analistas dos bancos deve, ao final do encontro, manter a taxa básica de juros básicos em 7,25% ao ano, A reunião do comitê do Banco Central está agendada para começar nesta terça, 15/01, e seu encerramento acontece em 16 de janeiro.

A autoridade monetária, em sua última reunião de 2012, manteve a Selic inalterada. Os analistas das instituições financeiras estimam ainda que a taxa básica de juros da economia brasileira deva permanecer nos atuais 7,25% ao ano, pelo menos, até o fim de 2013.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro, mais uma vez, elevaram a sua estimativa em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano de 5,49% para 5,53%. E para 2014, pela nona semana seguida, mantiveram a projeção para o índice oficial de inflação do governo em 5,50%.

Para a inflação de curto prazo os analistas das instituições financeiras, elevaram a sua estimativa para a inflação de janeiro que subiu de 0,75% para 0,78%. Para o mês de fevereiro os economistas dos bancos também elevaram a sua projeção para o índice de inflação, de 0,41% para 0,45%.

Crescimento da economia e cambio

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira, para este ano, recuou de 3,26% para 3,20%. Os agentes econômicos sinalizam que não estão tão otimistas quanto o governo que projeta crescimento para a economia em torno de 4,00% . Para 2014, os economistas dos bancos estimam recuo no crescimento de 3,75% para 3,60%.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2013 recuou de R$ 2,08 para R$ 2,07 por unidade da moeda norte americana. Para 2014, a projeção analistas das instituições financeiras permaneceu em R$ 2,05.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro elevaram nesta edição do Relatório Focus, a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2013 de US$ 15 bilhões para US$ 15,43 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para o de superávit da balança comercial permaneceu em US$ 15 bilhões.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto no Brasil ficou em US$ 60 bilhões, mesmo número divulgado na edição passada do Focus. Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos  para a entrada de investimentos estrangeiros ficou, igualmente em US$ 60 bilhões.

A renda fixa e a volatilidade

Com e entrada em vigor da Resolução CMN nº 3.922, em 25 de novembro de 2010, os gestores dos recursos garantidores dos Regimes Próprios de Previdência Social se depararam com algo pouco comum até então: a volatilidade em seus investimentos de renda fixa.

Até a entrada em vigor da Resolução, as aplicações financeiras dos RPPS, e por que não dizer também dos Fundos de Pensão, eram direcionadas, em grande parte, para ativos corrigidos pelas taxas de juros de um dia, como por exemplo, o CDI – Certificado de Depósitos Bancários.

Em seu Art. 7º Inciso I Alínea B, a 3922/10 estabeleceu que os RPPS possam aplicar até 100% de seus recursos em fundos que invistam em Títulos Públicos Federais, e que tenham como parâmetro de referencia o IMA ou um de seus subíndices. Como os fundos de investimentos são obrigados a fazer marcação a mercado, toda vez que a taxa de juros negociada no mercado futuro da BM&F oscila, as cotas dos fundos são reprecificadas[i], refletindo esta oscilação.

Para entendermos como funciona a marcação a mercado, e como ela contribui para a volatilidade em uma carteira de renda fixa, temos que, primeiramente, compreender como são formadas as taxa de juros.

Conceitualmente, a taxa de juro representa o custo de utilização do dinheiro no tempo. É, portanto, o preço pago por alguém pela utilização de dinheiro que lhe foi cedido por outro. Mas como é formada esta tal taxa de juros?

No Brasil a taxa de juros tem como parâmetro a taxa básica fixada pelo Copom[ii] – Comitê de Politica Monetária, a chamada taxa Selic[iii].

A Selic é chamada de taxa básica porque é a remuneração paga pelo Tesouro Nacional nos títulos pós fixados que compõe a dívida mobiliária federal. Igualmente, é usada nos empréstimos interbancários (entre os bancos).

Por este motivo, a taxa funciona como uma referência para a formação dos demais juros cobrados no mercado para financiamentos e empréstimos – que são influenciados também por outros fatores, como inflação, prazo, e pelo risco de que quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.

É a partir da Selic que as instituições financeiras determinam também quanto vão pagar de juros nas aplicações financeiras dos seus clientes.

Ou seja, é a partir da taxa básica que os bancos pagam para pegar dinheiro emprestado no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito maior.

Por isso os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.

Mas o que tem isso a ver com volatilidade e marcação a mercado?

Então vejamos: os fundos onde os RPPS’s aplicam seus recursos são compostos por títulos que pagam certa taxa de juros. Estes títulos têm um prazo de vencimento que pode ser de curto, médio ou longo prazo. Estes dois fatores, taxa de juros e prazo do titulo, influenciam de maneira decisiva na volatilidade dos títulos de renda fixa, e por consequência nas oscilações das cotas dos fundos de investimentos.

Vou tentar ilustrar de uma maneira bem simples: imagine que você tenha um carro com um valor de mercado de R$20.000,00, e que em um determinado momento resolva vender o veiculo. Uma vez colocado à venda, as propostas começam a aparecer. Mas sempre o comprador vai exigir um desconto para pagamento em dinheiro à vista. Para vender mais rápido você concede um desconto de 10%, neste caso o preço final do carro vai cair de R$20.000,00 para R$18.000,00. Ou seja, você perde 10% do seu patrimônio. Caso o desconto exigido seja maior que 10% você terá uma perda maior, e caso o desconto seja menor que 10% você terá uma perda menor. Logo, a taxa de juros reflete o quanto se ganha ou se perde caso apresente variação.

Entendido como a taxa de juros afeta o retorno dos fundos, precisamos entender o que provocou e vem provocando oscilação na rentabilidade da maioria dos fundos de renda fixa onde os regimes próprios investem seus recursos.

A relativa calmaria observada no mercado até meados de 2012 em nada lembra o que se observou um ano antes. O agitado mês de agosto de 2011, que iniciou com as bolsas derretendo motivado pela histórica redução do rating[iv] AAA da dívida soberana dos Estados Unidos, contou com emoções igualmente fortes no mercado de renda fixa brasileiro, com marcas que permanecem até hoje e, acreditam alguns, vieram para ficar.

Pouco mais de um ano e meio após o Copom – Comitê de Política Monetária surpreender o mercado com um corte na taxa básica de juros, a Selic, da dimensão de 0,5 ponto percentual, o que se observa é que a renda fixa passou a seguir um novo padrão, muito mais volátil.

Levantamento do economista Marcelo d’Agosto, autor do blog “O Consultor Financeiro” do site do Valor, com base em dados da Economatica, mostra que o pico de volatilidade do IMA-B no período de 12 meses anteriores a agosto de 2011 (quando deu-se início o ciclo de corte de juro) – que foi de 4,5% ao ano – praticamente virou piso nos 12 meses seguintes. Desde agosto de 2011, a menor volatilidade registrada foi de 3,4% e a maior, de 12,54% ao ano. O mesmo vale para o Índice de Renda Fixa de Mercado (IRF-M), composto por títulos prefixados, só que em magnitude menor.

Esta volatilidade foi refletida nos fundos, sobretudo aqueles atrelados ao IMA-B, que passaram a apresentar oscilação parecida com ativos de renda variável. Por outro lado, cabe ressaltar que o retorno oferecido também foi muito acima da média do segmento. No ano de 2012, a categoria renda fixa índices (IMA-B) apresentaram retornos da ordem de 21,71% %, muito acima do CDI, de 8,62 %, ficando acima dos fundos Ações Small Caps[v], que registram ganho de 20,56% %. Entretanto no ano de 2010 em que pese o fechamento positivo, os fundos de renda fixa atrelados ao IMA apresentaram forte variação negativa e chegaram a fechar o primeiro semestre do ano no vermelho.

A avaliação que se faz é que essa volatilidade, bem como os retornos extraordinários obtidos pelos fundos de renda fixa, acontece em função de um contexto bastante específico, iniciado quando em agosto de 2011 o Banco Central reduziu a taxa básica de juros acima do esperado pelo mercado. Esta ação motivou toda sorte de especulação. Deixou e está deixando o mercado sem referencias claras.

Resumidamente, a variação nas taxas de juros aliada aos movimentos da inflação contribuem para uma maior volatilidade e elevação nos riscos dos investimentos no segmento de renda fixa.

Ao investidor cabe compreender que a situação que vivíamos antes estava fora da realidade da maioria dos países e que, de agora em diante, sem riscos os ganhos minguaram.


[i] Precificar – atribuir valor a um bem econômico (por exemplo, ação de empresa, juros de crédito); o mesmo que valorizar (Aurélio, no sentido de “Dar valor ou valores a.”).

[ii] O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central. A função desse grupo é definir as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros do País. As reuniões do grupo são mensais, dividindo-se em dois dias, sendo a primeira sessão às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. O Copom é composto pelos oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central e é presidido pelo presidente da autoridade monetária Também integram o grupo de discussões os chefes de departamentos, consultores, o secretário-executivo da diretoria, o coordenador do grupo de comunicação institucional e o assessor de Imprensa.

[iii] É a remuneração que o detentor do dinheiro cobra para conceder um empréstimo. O governo determina uma taxa básica que norteia a economia brasileira e os negócios com títulos públicos registrados no Banco Central.

[iv] O “rating” é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um “default”, isto é, de suspensão de pagamentos.

[v] (Small Cap) expressão utilizada para designar as empresas com uma capitalização bolsista (market capitalisation or market cap) mais reduzida. Nos EUA, uma empresa é normalmente considerada uma small cap quando a sua capitalização em bolsa é inferior a $2bilões.

IPCA de dezembro fecha em 0,79%.

inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fechou o mês de dezembro em 0,79%. Esta foi a maior taxa para o mesmo período desde 2004, quando o índice oficial de inflação do governo registrou alta de 0,86%. A informação foi divulgada hoje, 10/01, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A meta atuarial dos RPPS lastreada nos principais índices de inflação ficaram como segue:

Índice

mês

ano

IPCA

1,26%

12,19%

INPC

1,21%

12,57%

IGP-M

1,14%

14,28%

Reforma da Previdência deixa de ser prioridade, diz ministro

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, acredita que a “janela” para o governo aprovar o fim o fator previdenciário e mudar as benevolentes regras para concessão de pensões por morte ficou apertada. Dificuldades econômicas e políticas devem adiar, portanto, uma reforma mais ampla na área.

“Fica difícil estabelecer um calendário. Há uma necessidade de se discutir tudo isso, mas ao mesmo tempo há uma preocupação de não atropelar a prioridade que o governo está dando a essa reforma no campo econômico, esses incentivos”, afirmou, em entrevista ao Valor PRO, serviço de tempo real do Valor.

Em meio a ações de estímulo à atividade econômica, adotadas com mais frequência no ano passado, “até a própria Previdência é levada a colaborar”, justificou, ao lembrar da medida de desoneração da folha de pagamento. Na avaliação de Garibaldi, mudanças na área previdenciária ocorrerão em um “clima de maior estabilidade econômica”, quando “houver avanços consideráveis ao longo deste ano e a indústria se recuperar.”

Além disso, novas regras na Previdência dependem de aprovação do Congresso Nacional. Ex-presidente do Senado, Garibaldi lembrou que alguns temas serão duramente debatidos pelos parlamentares nos próximos meses. O Legislativo enfrentará difíceis questões federativas, como unificação da alíquota do ICMS interestadual, o veto à partilha dos royalties do petróleo e ainda a definição de novas regras para rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), já em atraso.

Assim, debates que ganharam força em 2012, como o fim do fator previdenciário (dispositivo que calcula a aposentadoria conforme tempo de contribuição, idade do trabalhador e expectativa de vida) e regras mais rígidas para a concessão de pensões por morte, agora podem não ficar entre as prioridades do governo.

Sobre 2014, ano de eleições, as discussões de uma reforma para reduzir os gastos e aumentar as receitas da Previdência também ficam “complicadas”, admitiu o ministro: “O tempo para efetivação disso tudo [das mudanças] é um tempo econômico e ao mesmo tempo tem reflexos políticos.”

Apesar de contribuir para a melhoria das contas públicas, os dois principais itens da continuidade da reforma previdenciária, após a criação do Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), não têm impacto significativo no curto prazo, já que não são retroativas.

Hoje, quem contribuiu apenas uma vez à Previdência tem direito a deixar uma pensão por morte. Já o fator previdenciário acaba punindo o trabalhador de baixa renda. Garibaldi, então, quer um sistema previdenciário que valorize mais a idade mínima para se aposentar.

Na esteira desse ambiente pouco favorável a mudanças na Previdência está a criação de um Funpresp para os Estados, ideia antecipada pelo Valor. O projeto, denominado de Prev Federação pela pasta, prevê uma entidade única para gerenciar os planos de previdência complementar dos servidores públicos estaduais que aderirem, diminuindo assim o custo de administração dos recursos.

“Os Estados estão com problemas grandes nas despesas com pessoal e grande parte já passa dos limites prudenciais estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, lembrou o secretário de Previdência Social da pasta, Leonardo Rolim.

Se por um lado, a priorização de medidas de estímulo torna a expectativa de uma reforma previdenciária mais distante, por outro, a queda dos juros, adotada pelo governo, deve levar os fundos de pensão a diversificar suas aplicações, investindo mais em infraestrutura, em linha com um dos objetivos da política econômica da presidente Dilma Rousseff.

“O governo está interessado em fazer com que se procure um caminho novo para a previdência complementar tendo em vista a redução das taxas de juros”, disse Garibaldi. Investir em infraestrutura “é uma alternativa que os fundos de pensão têm para enfrentar essa conjuntura.”

Em período de juros altos, os fundos conseguiam um bom rendimento aplicando em títulos públicos – um investimento “tranquilo e sem risco”. Mas as mudanças “fazem com que eles [fundos] se afastem desses papéis que estejam perdendo rentabilidade”, afirmou Paulo César dos Santos, diretor da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar.

Segundo ele, atualmente as entidades de previdência fechada possuem cerca de R$ 600 bilhões em ativos. Quase 60% dos investimentos estão aplicados em renda variável – o limite é de 70%. Em infraestrutura, as aplicações não chegam a 10%, lembrou Santos, enquanto que os títulos públicos representam cerca de 15%, a maioria adquirida em 2009 e 2010 com alta remuneração e que ainda não venceram.

Fonte primária da informação: Jornal Valor Economico

Enviado por: Dra. Elayne Martins


Os melhores e os piores fundos de investimento em 2012

Dentre as classificações da Anbima, fundos de Renda Fixa – Índices foram os melhores do ano, na média; fundos de ações atrelados ao Ibovespa vêm na lanterna

Os fundos de renda fixa que tentam superar índices de renda fixa – em geral vinculados à inflação – foram os mais rentáveis em 2012, em média, de acordo com a Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em seguida, vieram os fundos que investem em ações de baixo valor de mercado, as Small Caps, e em terceiro lugar os fundos que aplicam em ações de empresas com alto nível de sustentabilidade e governança. Com o Ibovespa fechando com alta de 7,40% no ano, nenhuma das principais categorias de fundos teve desempenho médio negativo. Mas os fundos de ações que seguem o Ibovespa foram os menos rentáveis, ficando abaixo dos fundos DI.

Veja na tabela a rentabilidade média de cada categoria de fundo no ano passado, do mais para o menos rentável, com data de fechamento em 31 de dezembro de 2012:

Tipo de fundo Rentabilidade anual
Renda Fixa Índices 21,71%
Ações Small Caps 20,56%
Ações Sustentabilidade/Governança 19,45%
Ações Livre 19,29%
Multimercados Macro 18,14%
Ações Dividendos 15,96%
Multimercados Multiestratégia 14,46%
Ações IBrX Ativo 13,46%
Renda Fixa 12,16%
Ações IBrX Indexado 12,04%
Ações IBOVESPA Ativo 11,65%
Multimercados Juros e Moedas 11,45%
Renda Fixa Crédito Livre 9,39%
Referenciado DI 8,62%
Ações IBOVESPA Indexado 8,16%

Fonte: Anbima

Analistas do mercado financeiro elevam projeção para a inflação em 2012 e 2013

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 07/01, pelo Banco Central revela que os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para a inflação tanto em 2012 quanto em 2013.

Inflação

Em relação ao índice oficial de inflação do governo, medido pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o ano passado, os economistas das instituições financeiras elevaram sua estimativa de 5,71% para 5,73%. Para 2013, a projeção do mercado financeiro  para o IPCA foi elevado de 5,47% para 5,49%.

Em relação a inflação de curto prazo medida pelo IPCA os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o índice de dezembro de 0,68% para 0,69% para janeiro a estimativa foi mantida em 0,75%.

Juros

Os analistas dos bancos mantiveram em 7,25% ao ano a sua projeção para a taxa básica de juros, com isso é estimada uma estabilidade  para o juros ao longo do ano de 2013.

Produto Interno Bruto

Para 2012, a estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto permaneceu em 0,98%. Caso se confirme, será o prior resultado para a economia brasileira desde 2009, na época viviam-se as implicações da primeira fase da crise financeira internacional.

Para este ano, a estimativa para o crescimento do PIB recuou de 3,30% para 3,26%.

Câmbio

A projeção dos analistas dos bancos para a taxa de câmbio em 2013 recuou de R$ 2,09 para R$ 2,08 por unidade da moeda norte-americana.

Balanço de pagamento e IED

Para o superávit da balança comercial, os analistas de mercado estão apostando em um recuou de US$ 15,22 bilhões para US$ 15 bilhões em 2013.

Em relação ao ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, em 2012, a estimativa do mercado financeiro permaneceu em US$ 60 bilhões. Para este ano, a projeção dos economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros ficou em US$ 60 bilhões.

11 corretoras recomendam dividendos para janeiro

Carteiras de boas pagadoras de dividendos tiveram, em geral, desempenho inferior ao Ibovespa em dezembro, mês de otimismo na Bolsa

São Paulo – Em dezembro, o desempenho das carteiras recomendadas de ações que pagam bons dividendos não foi tão brilhante. A maioria das corretoras que divulgou a rentabilidade da carteira do mês teve desempenho inferior ao Ibovespa, que fechou com alta forte, de 6,05%. O maior otimismo na Bolsa costuma fazer com que o desempenho das ações defensivas não seja tão bom.

No ano, algumas carteiras de dividendos conseguiram superar com folga o Ibovespa de 7,40%, enquanto outras viram até desvalorização. Tanto as empresas com ampla participação de mercado como as empresas com demanda estável e com sólida tendência de crescimento costumam ser definidas como empresas boas pagadoras de dividendos, pois, devido a essas características, não têm grande necessidade de reinvestir seu capital e repassam mais lucros aos seus acionistas, pagando mais dividendos que outras empresas mais voláteis da Bolsa.

Por não sofrerem grandes alterações diante de oscilações do mercado, estas empresas costumam se sobressair em momentos de crise. No entanto, quando a Bolsa apresenta melhor desempenho, sua performance não costuma ser muito brilhante. Veja a seguir as recomendações das corretoras para o mês de janeiro:

Ágora Corretora / Bradesco

Em dezembro, a carteira de dividendos da Ágora/Bradesco teve alta de 4,0%. Em 2012, a valorização foi de 20,2%

Não houve alterações na carteira de dividendos para janeiro. Apenas foram revisados os preços-alvo e os yields estimados.

Apesar do aumento de impostos anunciado em 2012, o que pode prejudicar as vendas, os analistas da Ágora acreditam que a Ambev é sólida, que suas marcas são fortes e que o poder de barganha é suficiente para lidar com a questão e com a competitividade. A melhor perspectiva de crescimento econômico para 2013 e a queda dos juros podem beneficiar também a BM&FBovespa.

A Contax é líder no segmento de call center e continua se expandido, inclusive em outros países da América Latina. A Sabesp pode se beneficiar de sua revisão tarifária prevista para o início do ano, além de novas regras para o setor de saneamento. E a Telefônica, além de ser líder do mercado de telefonia móvel, inclusive em qualidade, tem baixa necessidade de investimentos, baixo endividamento e ainda pode se beneficiar de sinergias decorrentes da integração entre Vivo e Telesp.

Ação Código Preço-alvo (dez/2013) Yield estimado (dez/2013)
Ambev AMBV4 R$ 96,40 3,40%
BM&FBovespa BVMF3 R$ 16,00 3,90%
Contax CTAX4 R$ 32,00 6,30%
Sabesp SBSP3 R$ 104,00 3,30%
Telefônica Vivo VIVT4 R$ 55,50 8,50%

Ativa

A carteira defensiva rendeu 9,93% em dezembro e 18,39% em 2012.

A corretora não divulgou comentários sobre a carteira.

Ação Código Preço-alvo Yield estimado
Ambev AMBV4 ND 3,71%
CCR CCRO3 ND 3,90%
Cielo CIEL3 ND 4,86%
Equatorial EQTL3 ND 3,64%

Citi Corretora

A carteira Top Picks Dividendos apresentou alta de 2,1% em dezembro e de 2,9% em 2012.

Papéis incluídos: CPFL. Papéis retirados: Tractebel.

Tractebel foi excluída porque os analistas do Citi acreditam que a transferência da hidrelétrica de Jirau, a ser realizada em 2013, deve reduzir temporariamente a capacidade da companhia de distribuir proventos. Em seu lugar, foi incluída CPFL, que conta com performance operacional superior à média do setor e um dividend yield atrativo, diz o relatório.

Ação Código Preço-alvo (dez/2013) Yield estimado (dez/2013)
Ambev AMBV4 R$ 94,50 2,50%
CCR CCRO3 R$ 20,00 3,20%
CPFL CPFE3 R$ 21,70 6,30%
Ultrapar UGPA3 R$ 46,00 3,10%
Telefônica Vivo VIVT4 R$ 54,00 9,10%

Geral Investimentos

A carteira de dividendos da Geral Investimentos teve alta de 3,09% em dezembro e em 2012 acumula valorização de 25,38%.

Papéis incluídos: Cemig.

Nenhuma ação foi retirada da carteira da Geral para janeiro. Apenas foram acrescentadas as ações da Cemig, após alguns meses sem essa recomendação em função dos efeitos da MP579, que previa a revisão das concessões das empresas de energia. Para os analistas, a estratégia de longo prazo da companhia e sua recusa em renovar as concessões para os ativos de geração criou valor para o acionista. Além disso, os analistas da Geral gostam do dividendo pago recentemente pela Cemig, e esperam bons futuros pagamentos e resultados.

Ação Código Preço-alvo Dividend Yield (dez/2013)
Ambev AMBV4 ND 3,70%
Brasil Insurance BRIN3 ND 5,30%
CCR CCRO3 ND 4,00%
Cemig CMIG4 ND 6,80%
Helbor HBOR3 ND 4,10%
JHSF JHSF3 ND 1,60%
Mahle Metal Leve LEVE3 ND 6,30%
Taesa TAEE11 ND 8,50%
Telefônica Vivo VIVT4 ND 8,00%
Tractebel TBLE3 ND 4,70%

Omar Camargo

Em dezembro, a carteira de dividendos da Omar Camargo registrou valorização de 10,21%, mas fechou o ano com desvalorização de 3,65%.

Papéis incluídos: Oi. Papéis retirados: Coelce.

A Cemig anunciou a distribuição de proventos, e o dividend yield dos dividendos extraordinários e juros sobre capital próprio foi de 14,95%, diz o relatório da corretora. A AES Tietê também anunciou dividendos, com yield de 2,62%. A Coelce foi retirada da carteira após apresentar a maior valorização no mês de dezembro.

Ação Código Preço-alvo Yield estimado
AES Tietê GETI4 ND ND
Cemig CMIG4 ND ND
Comgás CGAS5 ND ND
Oi OIBR4 ND ND
Telefônica Vivo VIVT4 ND ND

Planner

A carteira de dividendos da Planner teve alta de 4,98% em dezembro, mas em 2012 acumulou queda de 0,75%.

Papéis incluídos: Taesa. Papéis retirados: Ambev.

Na elaboração da carteira, os analistas da Planner levaram em consideração empresas com forte e estável geração de caixa, baixo endividamento, baixa necessidade de investimentos, receita atrelada a índices inflacionários e alto volume de distribuição aos acionistas. Os destaques positivos em dezembro ficaram por conta das ações do Banco do Brasil e da Telefônica, mas Ambev teve leve queda. O papel foi substituído pelas ações da Taesa, que atua exclusivamente no setor de energia e tem a Cemig como um dos principais acionistas. Os analistas da Planner consideram sua geração de caixa previsível e estável, com boa margem operacional e forte distribuição de dividendos.

Ação Código Preço-alvo (dez/2013) Yield estimado (dez/2013)
AES Tietê GETI4 R$ 23,00 11,1%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 31,30 6,4%
Banrisul BRSR6 R$ 20,10 5,4%
Taesa TAEE11 R$ 24,30 7,4%
Telefônica Vivo VIVT4 R$ 55,00 4,9%

Rico/Octo Investimentos

Em dezembro, a Carteira Dividendos 8+ do Rico, home broker da Octo investimentos, apresentou alta de 10,73%. Em 2012, a carteira acumulou ganho de 32,29%.

Papéis incluídos: Santos Brasil. Papéis retirados: Coelce.

De acordo com o relatório do Rico, em dezembro as incertezas que pairam sobre o setor de energia elétrica continuaram. Entretanto, alguns ativos apresentaram desempenho acima do Ibovespa. Uma dessas ações, a Coelce, foi em janeiro substituída pela Santos Brasil, em decorrência da alta de quase 30% em dezembro. Os analistas continuam acreditando que as empresas com caráter mais defensivo e boas pagadoras de dividendos são uma ótima alternativa de investimento em Bolsa, dado o contínuo cenário externo conturbado, e que possuem boa tendência de alta no médio e no longo prazo.

Ação Código Preço-alvo Yield estimado
Banco do Brasil BBAS3 ND ND
Grendene GRND3 ND ND
Santos Brasil STBP11 ND ND
Taesa TAEE11 ND ND
Telefônica Vivo VIVT4 ND ND
Tractebel TBLE3 ND ND
Vale VALE5 ND ND
Valid VLID3 ND ND

Santander

A carteira de dividendos do Santander teve alta de 1,34% em dezembro, e em 2012 acumulou valorização de 11,61%.

Papéis incluídos: Natura, Bradesco, CCR, Telefônica Vivo. Papéis retirados: Multiplan.

A Natura foi incluída na carteira em função do fim das incertezas em relação ao processo de revisão tarifária, que deve abrir caminho para uma boa performance dos papéis. O Bradesco apresenta alta previsibilidade de geração de caixa e dividend yield atrativo. Já a CCR está em um forte momento operacional e apresenta proteção contra a alta da inflação, uma vez que seus contratos de concessão são indexados. A Telefônica tem alta previsibilidade de geração de caixa, além de forte dividend yield esperado para 2013. As ações da Multiplan foram retiradas da carteira em função do recente fluxo de notícias desapontadoras em relação às vendas do varejo no fim do ano.

Ação Código Preço-alvo (dez/2013) Yield estimado (dez/2013)
Bradesco BBDC4 R$ 40,50 3,21%
CCR CCRO3 Em revisão 3,95%
Multiplus MPLU3 R$ 53,00 3,71%
Natura NATU3 R$ 61,00 3,66%
Qualicorp QUAL3 R$ 24,50 1,88%
Sabesp SBSP3 R$ 102,70 3,16%
Telefônica Vivo VIVT4 R$ 58,00 10,0%
Ultrapar UGPA3 R$ 56,60 2,67%

Souza Barros

A corretora não divulgou a rentabilidade de sua carteira de dividendos em dezembro ou em 2012.

Papéis incluídos: Oi. Papéis retirados: Tractebel.

A escolha dos papéis da carteira de dividendos da Souza Barros é trimestral. Houve apenas uma mudança em relação à carteira de dezembro. Os critérios foram liquidez, dividend yield maior que 3,5% no ano e 7,0% nos últimos 24 meses, pagamento de dividendos constante nos últimos cinco anos e no máximo duas empresas por setor que se enquadrem nesses critérios.

Ação Código Preço-alvo Yield estimado
Banco do Brasil BBAS3 ND ND
Bradespar BRAP4 ND ND
Cielo CIEL3 ND ND
Contax CTAX4 ND ND
CSN CSNA3 ND ND
Eternit ETER3 ND ND
Grendene GRND3 ND ND
Oi OIBR4 ND ND
Taesa TAEE11 ND ND
Telefônica Vivo VIVT4 ND ND

Um Investimentos

A carteira de dividendos da Um Investimentos teve alta de 4,38% em dezembro.

Não houve alterações para a carteira de janeiro.

Os analistas da Um Investimentos entendem que o cenário não se alterou para as empresas cujas ações foram mantidas. Empresas como Grendene, CCR e Lojas Renner foram escolhidas por características como o caráter defensivo, a diversificação das fontes de receita e por melhores condições em relação a seus pares. Após o fechamento de capital da Redecard, a Cielo tornou-se a única forma de se expor ao segmento de pagamentos com cartão. Com a aquisição de uma empresa americana, há perspectiva de ganhos com sinergia. Já a Ambev mantém múltiplos próximos à média do mercado, baixo endividamento e expectativa de crescimento no Norte e no Nordeste.

Ação Código Preço-alvo (dez/2013) Yield estimado (dez/2013)
Ambev AMBV4 R$ 96,00 2,92%
CCR CCRO3 R$ 19,95 3,13%
Cielo CIEL3 R$ 60,95 3,84%
Grendene GRND3 R$ 21,00 5,55%
Lojas Renner LREN3 R$ 83,80 2,50%

XP Investimentos

A Carteira XP Dividendos encerrou o mês de dezembro com alta de 2,3%. Em 2012, a carteira acumulou alta de 15,4%.

Papéis incluídos: Banrisul. Papéis retirados: Comgás.

Taesa e Comgás anunciaram o pagamento de proventos em dezembro. O yield da primeira foi de 2,12%, e o da segunda foi de 3,37%, sempre considerando a cotação do início do mês. Para janeiro, as ações da Comgás foram retiradas da carteira, uma vez que os analistas creem que o ativo já tenha precificado boa parte de seus bons fundamentos e perspectivas positivas. O papel teve alta de mais de 30% desde que entrou na carteira em maio de 2012, mas agora seu setor sofre risco regulatório. Em seu lugar foram acrescentadas as ações do Banrisul, que é um banco médio com algumas características de banco grande que ainda não parecem estar precificadas em seu valor de mercado, dizem os analistas da XP. Para eles, seus múltiplos e sua performance estão inferiores aos dos grandes bancos.

Ação Código Preço-alvo Yield estimado
Banrisul BRSR6 ND ND
Cielo CIEL3 ND ND
Taesa TAEE11 ND ND
Telefônica Vivo VIVT4 ND ND
Tractebel TBLE3 ND ND

*Matéria atualizada às 17h20.

Fonte primária de informações: Portal Exame