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dezembro 10th, 2012

Os 10 fundos imobiliários que mais valorizaram em 2012

Os fundos imobiliários apareceram como uma alternativa interessante para o investidor que procura retornos mais altos que o CDI

SÃO PAULOO ano que se encerra foi marcante para a indústria de fundos imobiliários. A criação do Ifix (índice de fundos imobiliários), regulamentação do market maker (formador de mercado, que garante mais liquidez para os fundos) e a oferta de novos fundos, como os que investem em agências do Banco do Brasil e da Caixa, trouxeram mais investidores para este mercado.

Diante de um cenário de investimentos pouco atrativo, com juros baixos e bolsa sem tendência definida, esses fundos apareceram como uma alternativa interessante para o investidor que procura retornos mais altos que o CDI (Certificado de Depósito Bancário). Em 2012, alguns trouxeram rentabilidades bem mais elevadas, conforme o ranking elaborado pela Uqbar, a pedido do InfoMoney. Confira os fundos mais rentáveis de 2012 (até 30 de novembro):

Fundo

Código

Rentabilidade Efetiva (TIR*)

Memorial Office

FMOF11

78%

Hotel Maxinvest

HTMX11B

57,1%

Hospital Nossa Senhora de Lourdes

NSLU11B

51,8%

Torre Almirante

ALMI11B

50,6%

Projeto Água Branca

FPAB11

44,4%

CSHG Brasil Shopping

HGBS11

44%

Shopping Pátio Higienópolis

SHPH11

43,4%

BTG Pactual Fundo de Fundos

BCFF11B

41%

CSHG JHSF Prime Offices

HGJH11

40,5%

Kinea Renda Imobiliária

KNRI11

39,6%

*Uqbar

*A rentabilidade efetiva é calculada usando-se a Taxa Interna de Retorno, levando-se em conta as amortizações e os rendimentos distribuídos pelos fundos e a variação de preço de cota dos mesmos, no respectivo período.

Expectativas para 2013

Na opinião de especialistas do mercado, os fundos de investimentos imobiliários devem continuar sendo uma opção interessante no próximo ano. Mas o investidor não deve esperar por rentabilidades tão elevadas. Isso porque os retornos de 2012 foram impulsionados, em grande parte, pela queda da Selic, que no próximo ano deve manter-se estável ou ter ligeira alta, segundo previsões do mercado.

“A expectativa ainda é otimista. Este é um mercado que tem se desenvolvido bastante, basta ver o volume das emissões nos últimos anos”, pontua o gerente da área de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Augusto Martins. Segundo dados da BM&FBovespa, no acumulado do ano, o número de investidores de fundos imobiliários aumentou 173%. Em dezembro de 2011, havia 35,2 mil investidores deste tipo de fundo, enquanto no final de novembro eram 96,2 mil.

O número de fundos negociados também deu um salto, de 66 para 87 até o final de novembro. No mesmo período, o Ifix, índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários mais líquidos da bolsa, avançou 28,5%.

Conheça mais sobre os fundos:

Memorial Office (FMOF11): Primeiro fundo imobiliário do Brasil, o Memorial Office foi constituído em dezembro de 1996 com o objetivo de incorporar um prédio de escritórios de mesmo nome, localizado na Barra Funda, região oeste da cidade de São Paulo. Desde sua inauguração, o principal inquilino era a empresa Atento, que lá mantinha um dos maiores call centers do país. A partir de maio de 2010, entretanto, a empresa começou a desocupar o prédio. Em abril deste ano, a Atento ainda permanecia ocupando 6 dos 23 andares do prédio. O administrador conseguiu realugar os 17 andares que ficaram vagos por valores superiores.

Hotel Maxinvest (HTMX11B): O Fundo foi criado em 2007 com o intuito de aproveitar a recuperação do mercado hoteleiro da cidade de São Paulo. Após fortes valorizações das quotas, o fundo já iniciou um ciclo de desinvestimento, com o objetivo de realizar o lucro com venda dos ativos, obtido em razão da valorização destas unidades hoteleiras, desde a compra das mesmas pelo Fundo. Essa estratégia será desenvolvida de maneira lenta e gradual, procurando maximizar o ganho final dos cotistas.

Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B): O Fundo é proprietário da totalidade do empreendimento imobiliário denominado Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo. Em fevereiro de 2012, o Grupo D´Or comprou o Grupo Nossa Senhora de Lourdes, o qual se encontrava em uma fase ruim, com alto endividamento. A transação cria expectativas quanto à melhora da administração dos empreendimentos que agora pertencem ao Grupo D´Or.

Torre Almirante (ALMI11B): O fundo tem como lastro 40% do imóvel comercial Edifício Torre Almirante, localizado na Avenida Almirante Barroso, na cidade do Rio de Janeiro. O prédio possui 36 andares e foi planejado e construído com a mais alta tecnologia, sendo todos os andares locados para a Petrobras, além de uma agência bancária da Caixa Econômica Federal.

Água Branca (FPAB11): Lançado em 1998, o FII Projeto Água Branca tinha o intuito de viabilizar recursos para construir duas torres na região da Água Branca, zona oeste de São Paulo, que receberam o nome de New York e Los Angeles. O objetivo do fundo é ganhar com o recebimento de aluguéis comerciais dessas duas torres.

CSHG Brasil Shopping FII (HGBS11): Administrado pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, o fundo imobiliário tem como objetivo comprar participações em vários shopping centers, como o Tivoli Shopping em Santa Bárbara do Oeste (29%), Shopping Center Penha (36,5%), Shopping Parque Dom Pedro (10,8%), Via Parque Shopping (16%), Mooca Plaza Shopping (20%). O fundo detém ainda 50 CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) do Shopping Goiabeiras e CRIs conversíveis em 30% do São Bernardo Plaza Shopping.

Shopping Pátio Higienópolis (SHPH11): O fundo foi lançado no final de 1999 e possui 25% do condomínio que é proprietário do Shopping Pátio Higienópolis, na cidade de São Paulo-SP. O empreendimento possui 311 lojas em seis pisos, 1.524 vagas de estacionamento, seis cinemas e um teatro. Este foi o primeiro Fundo com empreendimento destinado ao varejo.

BTG Fundo de Fundos de FII (BCFF11B): BC Fundo de Fundos de Investimentos Imobiliários tem por objetivo primordial a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos Fundos de Investimentos Imobiliários e imóveis comerciais prontos ou em construção. O Fundo distribui rendimentos mensalmente, provenientes da composição de sua carteira e do ganho de capital com a venda de ativos integrantes do portfólio.

CSHG JHSF Prime Offices FII (HGJH11): O fundo é proprietário de 100% dos edifícios Metropolitan e Platinum Offices localizados no bairro do Itaim, em São Paulo. O Metropolitan tem 10.200 m2 de área privativa distribuídos em 18 andares de escritórios, além de duas lojas locadas ao Restaurante Parigi e à Enoteca Fasano. O Platinum Offices, por sua vez, possui 11 pavimentos encerrando 2.450 m2 de área privativa. Entre os locatários estão a Votorantim, Lanx, RB Capital, Gávea e Pragma.

Kinea Renda Imobiliária FII (KNRI11): Foi o primeiro fundo do Grupo Itaú Unibanco. Iniciou com dois edifícios comerciais localizados no centro da cidade do Rio de Janeiro. Um deles está localizado na Rua do Lavradio e foi locado à Caixa Econômica Federal, tendo quase 16.000 m2 de área e 280 vagas de garagem. Já o outro está na Avenida Gomes Freire e foi alugado pelo Banco do Brasil, com área locável de 5.169 m2, sem vagas de garagem. Hoje, o fundo conta com mais cinco empreendimentos no estado de São Paulo. Dois estão localizados na capital paulistana, um no bairro Pinheiros e o segundo no Itaim. O terceiro imóvel está localizado na cidade de Sumaré e possui apenas a Bravo Logística como inquilino dos 13.600m². Além disso, o fundo ainda conta com um centro logístico na cidade de Jundiaí, locado para a Foxconn, e no final de julho foi concluída a aquisição do edifício Botafogo Trade Center, localizado no Rio de Janeiro

Fonte primária da informação: Infomoney

Fundos de pensão: Notas de agências de rating iludem

Agências de classificação de risco deram notas altas e consideraram “seguros” vários bancos brasileiros que quebraram recentemente. O Banco BVA, por exemplo, ganhava da classificadora LF Rating nota BBB (“moderada segurança”) quatro dias antes de sofrer intervenção do BC, em 19 de outubro. Da Austin Rating, o BVA ganhava nota BBB+ (“risco baixo”) menos de dois meses antes da intervenção. O mesmo ocorreu com bancos como o Cruzeiro do Sul, que foi liquidado em setembro com um rombo de R$ 3,1 bilhões, e o Panamericano, que sofreu intervenção em 9 de novembro de 2010.

Com a chancela das agências de rating, fundos de pensão como a Petros, segundo maior do Brasil, podiam investir em papéis mais arriscados, que levavam o carimbo de “seguros”. A Petros tinha R$ 80 milhões em três fundos ligados ao BVA e aplicava em papéis do banco.

Uma prática permitida no mercado agravava a insegurança das notas: o chamado “shopping de ratings”. As empresas que precisam de ratings bons pedem uma avaliação preliminar a uma agência. Se recebem uma nota baixa, tentam em outra, até conseguir uma nota satisfatória.
Como hoje não é obrigatório divulgar os ratings preliminares, o investidor nem desconfia que a empresa teve uma nota ruim.

Para impedir os efeitos prejudiciais dessa prática, a partir de 1º de janeiro passa a valer uma instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que torna obrigatório divulgar os ratings preliminares nos sites das agências.

* Fonte primária da informação Folha de S. Paulo

Mercado reduz pela 4ª semana seguida projeção para PIB em 2012 e 2013

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 10/12, revela que os economistas dos bancos reduziram pela 4ª semana seguida a sua projeção para o crescimento da economia brasileira. O Boletim Focus como é conhecido, nasce da pesquisa que o Banco Central faz junto aos economistas de 100 instituições financeiras na semana anterior ao da divulgação da pesquisa.

A projeção do mercado financeiro para o PIB – Produto Interno Bruto, de 2012 caiu de 1,27% para 1,03%. Para o próximo ano, a estimativa de crescimento também recuou pela 4ª semana seguida, passando de crescimento de 3,70% para 3,50%. Este é um sinal de que o mercado financeiro não crê nas projeções do Governo Federal, de que o PIB deverá crescer acima de 4% em 2013.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção após a divulgação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de novembro, que avançou 0,60%, acima da expectativa do mercado.

Para o encerramento de 2012, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo foi elevada de 5,43% para 5,58%. Para o ano que vem a estimativa dos analistas dos bancos para o IPCA permaneceu em 5,40%.

A politica econômica brasileira está centrada no controle da inflação, para tal utiliza o chamado sistema de metas de inflação, que consiste em calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, e o índice de inflação utilizado como base é o IPCA. O centro da meta de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para os anos de 2012, 2013 e 2014 é de 4,5%, podendo variar 2 pontos percentuais para mais ou para menos, assim, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Inflação de curto prazo

Em relação a inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro passaram a acreditar em uma elevação no índice de inflação para dezembro, neste caso o IPCA passaria de 0,52% para 0,54%. Para janeiro os analistas dos bancos trabalham com a expectativa de estabilidade para o índice oficial de inflação, neste caso o IPCA de janeiro ficaria em 0,67%.

Juros

Em que pese algumas instituições financeiras divulgarem durante a semana que acreditam em uma possível mexida nos juros por parte do COPOM – Comitê de Politica Monetária, em virtude dos números da produção industrial e do PIB, os analistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros, que foi mantida em 7,25% ao ano. Da mesma forma mantiveram a sua estimativa para a Selic igualmente em 7,25% ao ano para o próximo ano, desta forma o mercado financeiro trabalha com a estabilidade dos juros em 2013.

Câmbio

A estimativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 foi elevada de R$ 2,07 para R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção foi elevada de R$ 2,06 para R$ 2,08.

Balanço de Pagamentos e IED

A projeção do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial brasileira neste ano continuou em US$ 20 bilhões, mesmo patamar da semana passada. Para 2013, a estimativa dos analistas dos bancos para o superávit da balança comercial foi elevada de US$ 15,52 bilhões para US$ 15,60 bilhões.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto na economia brasileira para 2012 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2013, a projeção para o aporte de recursos estrangeiros no setor produtivo subiu de US$ 59,5 bilhões para US$ 60 bilhões.