dezembro, 2012

Analistas do mercado reduzem estimativa do PIB abaixo de 1% em 2012

O ultimo Relatório de Mercado – Focus de 2012 divulgado hoje, 31/12 pelo Banco Central, revela que os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, abaixo de 1,00%. Por sua vez, elevaram a estimativa para o índice oficial de inflação para este ano.

A estimativa para a evolução da economia medida pelo PIB é de 0,98% para 2012, na semana passada a estimativa era de 1,00%. Para 2013 a projeção ficou em 3,30%.

Inflação

Os economistas dos bancos projetam que a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fechará 2012 em 5,71%, na semana passada a estimativa era de 5,69%. Para 2013 a expectativa para a inflação do próximo ano foi mantida em 5,47%.

Em comparação com a expectativa da autoridade monetária, a estimativa do mercado é bem mais conservadora, mas da mesma forma que o mercado o Banco Central também reduziu sua projeção para do PIB em 2012 de 1,60% para 1,00%. Por sua vez, elevou a estimativa para o índice de inflação oficial inflação para 5,70% e por sua vez reduziu a sua expectativa para 4,80% em 2013.

Juros e cambio

O mercado financeiro manteve a sua projeção para a taxa básica de juros em 2013 em 7,25%, na avaliação dos analistas dos bancos a Selic não deverá sofre alterações no próximo ano.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2013 foi elevada de R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana para R$ 2,09.

Balanço de pagamentos e IED

Na avaliação dos analistas das instituições financeiras o saldo positivo da balança comercial em 2012 foi elevada de US$ 19,25 bilhões para US$ 19,3 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas dos bancos para o saldo da balança comercial brasileira caiu de superávit  de US$ 15,25 para US$ 15,22 bilhões.

Para o próximo ano, a estimativa para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2013, a projeção dos analistas para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

MERCADO eleva forte a estimativa para inflação de curto prazo

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 24/12, mostra que os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para a inflação oficial medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo tanto em 2012 como para 2013.

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto permaneceu em 1,00%.

Para 2013, a estimativa para o crescimento do PIB recuou de 3,40% para 3,30%. O mercado está projetando crescimento para a economia brasileira abaixo das projeções do Governo Federal.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras estão projetando elevação para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 de 5,60% para 5,69%. Para o próximo ano a estimativa dos economistas dos bancos para o índice oficial de inflação também sofreu correção só que de 5,42% para 5,47%.

A politica econômica brasileira está centrada no controle da inflação, para tal utiliza o chamado sistema de metas de inflação, que consiste em calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, e o índice de inflação utilizado como base é o IPCA. O centro da meta de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para os anos de 2012, 2013 e 2014 é de 4,5%, podendo variar 2 pontos percentuais para mais ou para menos, assim, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro passaram a acreditar em uma elevação mais forte do índice de inflação para dezembro, neste caso o IPCA passaria de 0,57% para 0,67%. Para janeiro os analistas dos bancos também elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação, neste caso o IPCA de janeiro passaria de 0,69% para 0,73%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa de estabilidade para a taxa básica de juros para 2013, ou seja, não esperam que o Copom – Comitê de Politica Monetária altere a Selic no próximo ano.

Câmbio

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2012 continuou em R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção ficou também em R$ 2,08.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 19,5 bilhões para US$ 19,25 bilhões. Para 2013, a estimativa dos economistas dos bancos o superávit da balança comercial brasileira também foi reduzida, só que de US$ 15,60 bilhões para US$ 15,52 bilhões.

Para 2012, a projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para  o ingresso investimentos no setor produtivo  continuou em US$ 60 bilhões.

Fundos de pensão: Alguns private equity ajudam, outros atrapalham

Abaixo reproduzimos matéria divulgada no Jornal Valor Econômico sobre a experiencia de quase 10 anos dos fundos de pensão nas aplicações em Fundos de Investimentos em Participações. Esta experiencia deve servir como exemplo aos gestores dos RPPS’s.

Rerportagem

Quase dez anos depois dos primeiros aportes em private equity, os grandes fundos de pensão brasileiros começam a fazer um balanço da experiência que tiveram com esses portfólios. As percepções são díspares: há fundações decepcionadas e que não querem voltar a investir, e outras que têm boas expectativas para o futuro, tendo em vista que algumas companhias já começam a dar retorno.

Segundo dados da associação do setor, a Abrapp, os fundos de pensão brasileiros tinham R$ 13,439 bilhões investidos em Fundos de Investimento em Participações (FIP) em junho, alta de 42% na comparação com a posição dezembro de 2010. Apesar de o volume ser pequeno perto do patrimônio total das entidades, de R$ 596,4 bilhões, os FIPs têm contribuído para engordar a rentabilidade das fundações. Segundo dados de junho, os produtos estruturados – que além do private equity incluem multimercados – subiram 10,66% no período.

Mesmo assim, durante a última década houve fundos de pensão que tiveram experiências frustrantes. Foi o caso da Fundação Cesp que em 2007 iniciou aportes em dois portfólios, um private equity – que compra participações em empresas – e outro mezanino, modalidade que investe em títulos de dívida e pode também obter participação nos resultados das companhias.

“Não estamos felizes com os resultados do private equity. Uma das empresas entrou em recuperação judicial e perdemos com isso. Mas foi um aprendizado”, afirma Jorge Simino Júnior, diretor de investimentos da Fundação Cesp. O investimento no FIP foi de R$ 40 milhões, dos quais R$ 10 milhões evaporaram.

A entidade não divulga o nome dos gestores. No entanto, fontes do setor indicam que as aplicações estão no FIP Governança e Gestão (FIP GG I), da GG Investimentos, do ex-ministro do Planejamento Antonio Kandir. Uma das empresas investidas, o supermercado Gimenes, entrou em recuperação judicial em 2008 e provocou as perdas do fundo.

Procurada, a gestora confirmou que o FIP GG I deverá sofrer impacto, mas completou que ainda é cedo determinar valores, pois dependerá do desinvestimento das demais empresas, como a fabricante de não tecidos Cia Providência e a editora Ediouro.
“Agora esperamos que as demais empresas compensem”, disse Simino. Quanto ao mezanino da Darby Overseas, a Fundação Cesp tem visto bons resultados. “Estamos otimistas”, disse Simino, descartando, no entanto, novos investimentos em FIPs.

O fundo de pensão dos funcionários da Vale, o Valia, começou a aplicar em private equity quatro anos atrás e está concluindo agora o período de investimentos. Com cerca de R$ 1 bilhão em 14 fundos, Maurício Wanderley, diretor de investimentos da entidade, diz estar contente com o desempenho das carteiras. Ele cita o IPO da Abril Educação, no ano passado, empresa que estava no fundo BR Investimentos, como exemplo positivo. “O private equity tem essa complementaridade com as carteiras de renda variável.”

Recentemente, a entidade aportou R$ 88 milhões no fundo Carlyle que tem participação na varejista Tok & Stok. Este ano investiu em outros quatro fundos: Brasil Petróleo (Mantiq Investimentos), Portos (BRZ Investimentos), e outros dois das gestoras 2BCapital e Kinea. Para 2013, ainda não há previsão de novos aportes.

Desde 2005, ano de sua primeira incursão nos FIPs, a Real Grandeza tem profissionalizado sua experiência com private equity. Segundo Eduardo Garcia, diretor de investimentos, foram criadas políticas de “due dilligence” (investigação das contas) mais rígidas. “Sofisticamos o processo de escolha de gestores, que respondem questionários e passam por verificações de governança.” A entidade exige que o fundo supere o Ibovespa no longo prazo.
A entidade está satisfeita com o desempenho do Brasil Energia (BTG Pactual), um dos primeiros e principais fundos em que aplicou. Este ano, uma das empresas investidas, a geradora de energia eólica Bons Ventos, foi vendida para uma subsidiária da CPFL por R$ 1,09 bilhão. “O fundo atingiu, nesse projeto, a rentabilidade alvo, de 15%”, diz Garcia.

Em 2012, a fundação investiu em quatro novos fundos. Passou de R$ 80 milhões comprometidos para R$ 450 milhões com a categoria. “Há uma série de tendências da economia brasileira que não são refletidas na bolsa. Compramos hoje as empresas que vão abrir capital lá em 2020″, afirma Garcia.
Um dos primeiros a investir em private equity, em 2003, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa, o Funcef, tem R$ 3 bilhões alocados nesses portfólios, de um patrimônio de R$ 50 bilhões. Das carteiras em que investe, Humberto Lima, gerente de participações, destaca o Brasil Energia e o Logística Brasil (BRZ Investimentos), nos quais espera obter em alguns anos retorno de 12% mais inflação.

* Fonte primária da informação Valor

Fundo de Investimento em Participação é alternativa para juro baixo

Estes fundos podem ser constituído por ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis em ações

SÃO PAULO – O governo tem feito de tudo para estimular a economia brasileira. Uma das medidas mais comentadas durante o ano foram os cortes consecutivos da Selic (taxa básica de juros), que no momento se encontra em 7,25% ao ano, menor número da série histórica. Essa mudança foi muito sentida no mundo dos investimentos, com a redução da rentabilidade de diversas aplicações de renda fixa.

Esse novo cenário tem feito com que instituições financeiras busquem captação com custos cada vez menores para emprestá-los, o que pode implicar em um maior risco aos investidores, principalmente quando se trata de bancos de segunda linha que propõe rendimentos bem maiores do que os usuais.

“Uma das aplicações que podem gerar alto retorno é o investimento no mercado de ações, mas deve ser efetuado somente por quem dispõe de recursos para o longo prazo”, afirma o Coordenador de Ciências Contábeis da FASM, Reginaldo Gonçalves.

De acordo com o especialista, outro investimento que que tem uma rentabilidade melhor que outras aplicações e pode ser uma alternativa neste cenário  é o fundo de investimento em participações (FIP), que pode ser constituído por ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis em ações e que participam do processo decisório da companhia na qual investem.

“O grande problema desses investimentos é saber quem está gerindo a carteira e quais são os seus limites”, pontua o professor. Ele também lembra que os FIPs têm um prazo de resgate de, no mínimo, 5 anos, o que limita o investimento por parte de pessoas que não tem recursos para serem investidos em um longo prazo. Outra ressalva que Gonçalves faz é com base no fato de que esse fundo não é assegurado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até R$ 70 mil caso a instituição financeira quebre.

“Todo cuidado é pouco em uma situação em que a economia não apresenta aos investidores oportunidades de grandes ganhos. Qualquer opção diferente deve gerar desconfiança. Não há como as instituições assumirem pagamentos de rendimentos fora da realidade do mercado, buscando capitalizar-se. O risco de perda é grande para o poupador”, explica.

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