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dezembro, 2012

Analistas do mercado reduzem estimativa do PIB abaixo de 1% em 2012

O ultimo Relatório de Mercado – Focus de 2012 divulgado hoje, 31/12 pelo Banco Central, revela que os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, abaixo de 1,00%. Por sua vez, elevaram a estimativa para o índice oficial de inflação para este ano.

A estimativa para a evolução da economia medida pelo PIB é de 0,98% para 2012, na semana passada a estimativa era de 1,00%. Para 2013 a projeção ficou em 3,30%.

Inflação

Os economistas dos bancos projetam que a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fechará 2012 em 5,71%, na semana passada a estimativa era de 5,69%. Para 2013 a expectativa para a inflação do próximo ano foi mantida em 5,47%.

Em comparação com a expectativa da autoridade monetária, a estimativa do mercado é bem mais conservadora, mas da mesma forma que o mercado o Banco Central também reduziu sua projeção para do PIB em 2012 de 1,60% para 1,00%. Por sua vez, elevou a estimativa para o índice de inflação oficial inflação para 5,70% e por sua vez reduziu a sua expectativa para 4,80% em 2013.

Juros e cambio

O mercado financeiro manteve a sua projeção para a taxa básica de juros em 2013 em 7,25%, na avaliação dos analistas dos bancos a Selic não deverá sofre alterações no próximo ano.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2013 foi elevada de R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana para R$ 2,09.

Balanço de pagamentos e IED

Na avaliação dos analistas das instituições financeiras o saldo positivo da balança comercial em 2012 foi elevada de US$ 19,25 bilhões para US$ 19,3 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas dos bancos para o saldo da balança comercial brasileira caiu de superávit  de US$ 15,25 para US$ 15,22 bilhões.

Para o próximo ano, a estimativa para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2013, a projeção dos analistas para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

MERCADO eleva forte a estimativa para inflação de curto prazo

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 24/12, mostra que os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para a inflação oficial medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo tanto em 2012 como para 2013.

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto permaneceu em 1,00%.

Para 2013, a estimativa para o crescimento do PIB recuou de 3,40% para 3,30%. O mercado está projetando crescimento para a economia brasileira abaixo das projeções do Governo Federal.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras estão projetando elevação para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 de 5,60% para 5,69%. Para o próximo ano a estimativa dos economistas dos bancos para o índice oficial de inflação também sofreu correção só que de 5,42% para 5,47%.

A politica econômica brasileira está centrada no controle da inflação, para tal utiliza o chamado sistema de metas de inflação, que consiste em calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, e o índice de inflação utilizado como base é o IPCA. O centro da meta de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para os anos de 2012, 2013 e 2014 é de 4,5%, podendo variar 2 pontos percentuais para mais ou para menos, assim, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro passaram a acreditar em uma elevação mais forte do índice de inflação para dezembro, neste caso o IPCA passaria de 0,57% para 0,67%. Para janeiro os analistas dos bancos também elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação, neste caso o IPCA de janeiro passaria de 0,69% para 0,73%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa de estabilidade para a taxa básica de juros para 2013, ou seja, não esperam que o Copom – Comitê de Politica Monetária altere a Selic no próximo ano.

Câmbio

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2012 continuou em R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção ficou também em R$ 2,08.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 19,5 bilhões para US$ 19,25 bilhões. Para 2013, a estimativa dos economistas dos bancos o superávit da balança comercial brasileira também foi reduzida, só que de US$ 15,60 bilhões para US$ 15,52 bilhões.

Para 2012, a projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para  o ingresso investimentos no setor produtivo  continuou em US$ 60 bilhões.

Fundos de pensão: Alguns private equity ajudam, outros atrapalham

Abaixo reproduzimos matéria divulgada no Jornal Valor Econômico sobre a experiencia de quase 10 anos dos fundos de pensão nas aplicações em Fundos de Investimentos em Participações. Esta experiencia deve servir como exemplo aos gestores dos RPPS’s.

Rerportagem

Quase dez anos depois dos primeiros aportes em private equity, os grandes fundos de pensão brasileiros começam a fazer um balanço da experiência que tiveram com esses portfólios. As percepções são díspares: há fundações decepcionadas e que não querem voltar a investir, e outras que têm boas expectativas para o futuro, tendo em vista que algumas companhias já começam a dar retorno.

Segundo dados da associação do setor, a Abrapp, os fundos de pensão brasileiros tinham R$ 13,439 bilhões investidos em Fundos de Investimento em Participações (FIP) em junho, alta de 42% na comparação com a posição dezembro de 2010. Apesar de o volume ser pequeno perto do patrimônio total das entidades, de R$ 596,4 bilhões, os FIPs têm contribuído para engordar a rentabilidade das fundações. Segundo dados de junho, os produtos estruturados – que além do private equity incluem multimercados – subiram 10,66% no período.

Mesmo assim, durante a última década houve fundos de pensão que tiveram experiências frustrantes. Foi o caso da Fundação Cesp que em 2007 iniciou aportes em dois portfólios, um private equity – que compra participações em empresas – e outro mezanino, modalidade que investe em títulos de dívida e pode também obter participação nos resultados das companhias.

“Não estamos felizes com os resultados do private equity. Uma das empresas entrou em recuperação judicial e perdemos com isso. Mas foi um aprendizado”, afirma Jorge Simino Júnior, diretor de investimentos da Fundação Cesp. O investimento no FIP foi de R$ 40 milhões, dos quais R$ 10 milhões evaporaram.

A entidade não divulga o nome dos gestores. No entanto, fontes do setor indicam que as aplicações estão no FIP Governança e Gestão (FIP GG I), da GG Investimentos, do ex-ministro do Planejamento Antonio Kandir. Uma das empresas investidas, o supermercado Gimenes, entrou em recuperação judicial em 2008 e provocou as perdas do fundo.

Procurada, a gestora confirmou que o FIP GG I deverá sofrer impacto, mas completou que ainda é cedo determinar valores, pois dependerá do desinvestimento das demais empresas, como a fabricante de não tecidos Cia Providência e a editora Ediouro.
“Agora esperamos que as demais empresas compensem”, disse Simino. Quanto ao mezanino da Darby Overseas, a Fundação Cesp tem visto bons resultados. “Estamos otimistas”, disse Simino, descartando, no entanto, novos investimentos em FIPs.

O fundo de pensão dos funcionários da Vale, o Valia, começou a aplicar em private equity quatro anos atrás e está concluindo agora o período de investimentos. Com cerca de R$ 1 bilhão em 14 fundos, Maurício Wanderley, diretor de investimentos da entidade, diz estar contente com o desempenho das carteiras. Ele cita o IPO da Abril Educação, no ano passado, empresa que estava no fundo BR Investimentos, como exemplo positivo. “O private equity tem essa complementaridade com as carteiras de renda variável.”

Recentemente, a entidade aportou R$ 88 milhões no fundo Carlyle que tem participação na varejista Tok & Stok. Este ano investiu em outros quatro fundos: Brasil Petróleo (Mantiq Investimentos), Portos (BRZ Investimentos), e outros dois das gestoras 2BCapital e Kinea. Para 2013, ainda não há previsão de novos aportes.

Desde 2005, ano de sua primeira incursão nos FIPs, a Real Grandeza tem profissionalizado sua experiência com private equity. Segundo Eduardo Garcia, diretor de investimentos, foram criadas políticas de “due dilligence” (investigação das contas) mais rígidas. “Sofisticamos o processo de escolha de gestores, que respondem questionários e passam por verificações de governança.” A entidade exige que o fundo supere o Ibovespa no longo prazo.
A entidade está satisfeita com o desempenho do Brasil Energia (BTG Pactual), um dos primeiros e principais fundos em que aplicou. Este ano, uma das empresas investidas, a geradora de energia eólica Bons Ventos, foi vendida para uma subsidiária da CPFL por R$ 1,09 bilhão. “O fundo atingiu, nesse projeto, a rentabilidade alvo, de 15%”, diz Garcia.

Em 2012, a fundação investiu em quatro novos fundos. Passou de R$ 80 milhões comprometidos para R$ 450 milhões com a categoria. “Há uma série de tendências da economia brasileira que não são refletidas na bolsa. Compramos hoje as empresas que vão abrir capital lá em 2020″, afirma Garcia.
Um dos primeiros a investir em private equity, em 2003, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa, o Funcef, tem R$ 3 bilhões alocados nesses portfólios, de um patrimônio de R$ 50 bilhões. Das carteiras em que investe, Humberto Lima, gerente de participações, destaca o Brasil Energia e o Logística Brasil (BRZ Investimentos), nos quais espera obter em alguns anos retorno de 12% mais inflação.

* Fonte primária da informação Valor

Fundo de Investimento em Participação é alternativa para juro baixo

Estes fundos podem ser constituído por ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis em ações

SÃO PAULO – O governo tem feito de tudo para estimular a economia brasileira. Uma das medidas mais comentadas durante o ano foram os cortes consecutivos da Selic (taxa básica de juros), que no momento se encontra em 7,25% ao ano, menor número da série histórica. Essa mudança foi muito sentida no mundo dos investimentos, com a redução da rentabilidade de diversas aplicações de renda fixa.

Esse novo cenário tem feito com que instituições financeiras busquem captação com custos cada vez menores para emprestá-los, o que pode implicar em um maior risco aos investidores, principalmente quando se trata de bancos de segunda linha que propõe rendimentos bem maiores do que os usuais.

“Uma das aplicações que podem gerar alto retorno é o investimento no mercado de ações, mas deve ser efetuado somente por quem dispõe de recursos para o longo prazo”, afirma o Coordenador de Ciências Contábeis da FASM, Reginaldo Gonçalves.

De acordo com o especialista, outro investimento que que tem uma rentabilidade melhor que outras aplicações e pode ser uma alternativa neste cenário  é o fundo de investimento em participações (FIP), que pode ser constituído por ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis em ações e que participam do processo decisório da companhia na qual investem.

“O grande problema desses investimentos é saber quem está gerindo a carteira e quais são os seus limites”, pontua o professor. Ele também lembra que os FIPs têm um prazo de resgate de, no mínimo, 5 anos, o que limita o investimento por parte de pessoas que não tem recursos para serem investidos em um longo prazo. Outra ressalva que Gonçalves faz é com base no fato de que esse fundo não é assegurado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até R$ 70 mil caso a instituição financeira quebre.

“Todo cuidado é pouco em uma situação em que a economia não apresenta aos investidores oportunidades de grandes ganhos. Qualquer opção diferente deve gerar desconfiança. Não há como as instituições assumirem pagamentos de rendimentos fora da realidade do mercado, buscando capitalizar-se. O risco de perda é grande para o poupador”, explica.

Mercado reduz pela 5ª semana estimativa para PIB

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 17/12, revela que os analistas das instituições financeiras reduziram pela 5ª semana seguida a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2012 e 2013. Por outro lado elevaram a projeção para o índice oficial de inflação do governo tanto para este ano como para o próximo.

A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto recuou de 1,03% para 1,00%. Caso se confirme esta estimativa, será o pior desempenho da economia brasileira desde 2009, na época o Brasil era afetado pelos efeitos da primeira fase da crise financeira internacional. Na ocasião, a economia recuou 0,30%.

Para o próximo ano, a estimativa para o crescimento do PIB recuou de 3,50% para 3,40%. Esta estimativa ratifica a descrença do mercado nas projeções do Ministério da Fazenda, que projeta crescimento da economia brasileira maior que 4,00% no próximo ano.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras estimam elevação para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 de 5,58% para 5,60%. Para o ano que vem a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação subiu de 5,40% para 5,42%.

A politica econômica brasileira está centrada no controle da inflação, para tal utiliza o chamado sistema de metas de inflação, que consiste em calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, e o índice de inflação utilizado como base é o IPCA. O centro da meta de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para os anos de 2012, 2013 e 2014 é de 4,5%, podendo variar 2 pontos percentuais para mais ou para menos, assim, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro passaram a acreditar em uma elevação no índice de inflação para dezembro, neste caso o IPCA passaria de 0,54% para 0,57%. Para janeiro os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para o índice oficial de inflação, neste caso o IPCA de janeiro passaria de 0,67% para 0,69%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros, em 7,25% ao ano.  Mantiveram também a sua projeção de estabilidade para a taxa básica de juros para 2013, ou seja, não esperam que o Copom – Comitê de Politica Monetária altere a Selic no próximo ano.

Câmbio

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2012 continuou em R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção ficou também em R$ 2,08.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 20 bilhões para US$ 19,5 bilhões. Para 2013, a estimativa dos economistas dos bancos o superávit da balança comercial brasileira continuou em US$ 15,60 bilhões.

Para 2012, a projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para  o ingresso investimentos no setor produtivo  continuou em US$ 60 bilhões.

Os 10 fundos imobiliários que mais valorizaram em 2012

Os fundos imobiliários apareceram como uma alternativa interessante para o investidor que procura retornos mais altos que o CDI

SÃO PAULOO ano que se encerra foi marcante para a indústria de fundos imobiliários. A criação do Ifix (índice de fundos imobiliários), regulamentação do market maker (formador de mercado, que garante mais liquidez para os fundos) e a oferta de novos fundos, como os que investem em agências do Banco do Brasil e da Caixa, trouxeram mais investidores para este mercado.

Diante de um cenário de investimentos pouco atrativo, com juros baixos e bolsa sem tendência definida, esses fundos apareceram como uma alternativa interessante para o investidor que procura retornos mais altos que o CDI (Certificado de Depósito Bancário). Em 2012, alguns trouxeram rentabilidades bem mais elevadas, conforme o ranking elaborado pela Uqbar, a pedido do InfoMoney. Confira os fundos mais rentáveis de 2012 (até 30 de novembro):

Fundo

Código

Rentabilidade Efetiva (TIR*)

Memorial Office

FMOF11

78%

Hotel Maxinvest

HTMX11B

57,1%

Hospital Nossa Senhora de Lourdes

NSLU11B

51,8%

Torre Almirante

ALMI11B

50,6%

Projeto Água Branca

FPAB11

44,4%

CSHG Brasil Shopping

HGBS11

44%

Shopping Pátio Higienópolis

SHPH11

43,4%

BTG Pactual Fundo de Fundos

BCFF11B

41%

CSHG JHSF Prime Offices

HGJH11

40,5%

Kinea Renda Imobiliária

KNRI11

39,6%

*Uqbar

*A rentabilidade efetiva é calculada usando-se a Taxa Interna de Retorno, levando-se em conta as amortizações e os rendimentos distribuídos pelos fundos e a variação de preço de cota dos mesmos, no respectivo período.

Expectativas para 2013

Na opinião de especialistas do mercado, os fundos de investimentos imobiliários devem continuar sendo uma opção interessante no próximo ano. Mas o investidor não deve esperar por rentabilidades tão elevadas. Isso porque os retornos de 2012 foram impulsionados, em grande parte, pela queda da Selic, que no próximo ano deve manter-se estável ou ter ligeira alta, segundo previsões do mercado.

“A expectativa ainda é otimista. Este é um mercado que tem se desenvolvido bastante, basta ver o volume das emissões nos últimos anos”, pontua o gerente da área de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Augusto Martins. Segundo dados da BM&FBovespa, no acumulado do ano, o número de investidores de fundos imobiliários aumentou 173%. Em dezembro de 2011, havia 35,2 mil investidores deste tipo de fundo, enquanto no final de novembro eram 96,2 mil.

O número de fundos negociados também deu um salto, de 66 para 87 até o final de novembro. No mesmo período, o Ifix, índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários mais líquidos da bolsa, avançou 28,5%.

Conheça mais sobre os fundos:

Memorial Office (FMOF11): Primeiro fundo imobiliário do Brasil, o Memorial Office foi constituído em dezembro de 1996 com o objetivo de incorporar um prédio de escritórios de mesmo nome, localizado na Barra Funda, região oeste da cidade de São Paulo. Desde sua inauguração, o principal inquilino era a empresa Atento, que lá mantinha um dos maiores call centers do país. A partir de maio de 2010, entretanto, a empresa começou a desocupar o prédio. Em abril deste ano, a Atento ainda permanecia ocupando 6 dos 23 andares do prédio. O administrador conseguiu realugar os 17 andares que ficaram vagos por valores superiores.

Hotel Maxinvest (HTMX11B): O Fundo foi criado em 2007 com o intuito de aproveitar a recuperação do mercado hoteleiro da cidade de São Paulo. Após fortes valorizações das quotas, o fundo já iniciou um ciclo de desinvestimento, com o objetivo de realizar o lucro com venda dos ativos, obtido em razão da valorização destas unidades hoteleiras, desde a compra das mesmas pelo Fundo. Essa estratégia será desenvolvida de maneira lenta e gradual, procurando maximizar o ganho final dos cotistas.

Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B): O Fundo é proprietário da totalidade do empreendimento imobiliário denominado Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo. Em fevereiro de 2012, o Grupo D´Or comprou o Grupo Nossa Senhora de Lourdes, o qual se encontrava em uma fase ruim, com alto endividamento. A transação cria expectativas quanto à melhora da administração dos empreendimentos que agora pertencem ao Grupo D´Or.

Torre Almirante (ALMI11B): O fundo tem como lastro 40% do imóvel comercial Edifício Torre Almirante, localizado na Avenida Almirante Barroso, na cidade do Rio de Janeiro. O prédio possui 36 andares e foi planejado e construído com a mais alta tecnologia, sendo todos os andares locados para a Petrobras, além de uma agência bancária da Caixa Econômica Federal.

Água Branca (FPAB11): Lançado em 1998, o FII Projeto Água Branca tinha o intuito de viabilizar recursos para construir duas torres na região da Água Branca, zona oeste de São Paulo, que receberam o nome de New York e Los Angeles. O objetivo do fundo é ganhar com o recebimento de aluguéis comerciais dessas duas torres.

CSHG Brasil Shopping FII (HGBS11): Administrado pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, o fundo imobiliário tem como objetivo comprar participações em vários shopping centers, como o Tivoli Shopping em Santa Bárbara do Oeste (29%), Shopping Center Penha (36,5%), Shopping Parque Dom Pedro (10,8%), Via Parque Shopping (16%), Mooca Plaza Shopping (20%). O fundo detém ainda 50 CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) do Shopping Goiabeiras e CRIs conversíveis em 30% do São Bernardo Plaza Shopping.

Shopping Pátio Higienópolis (SHPH11): O fundo foi lançado no final de 1999 e possui 25% do condomínio que é proprietário do Shopping Pátio Higienópolis, na cidade de São Paulo-SP. O empreendimento possui 311 lojas em seis pisos, 1.524 vagas de estacionamento, seis cinemas e um teatro. Este foi o primeiro Fundo com empreendimento destinado ao varejo.

BTG Fundo de Fundos de FII (BCFF11B): BC Fundo de Fundos de Investimentos Imobiliários tem por objetivo primordial a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos Fundos de Investimentos Imobiliários e imóveis comerciais prontos ou em construção. O Fundo distribui rendimentos mensalmente, provenientes da composição de sua carteira e do ganho de capital com a venda de ativos integrantes do portfólio.

CSHG JHSF Prime Offices FII (HGJH11): O fundo é proprietário de 100% dos edifícios Metropolitan e Platinum Offices localizados no bairro do Itaim, em São Paulo. O Metropolitan tem 10.200 m2 de área privativa distribuídos em 18 andares de escritórios, além de duas lojas locadas ao Restaurante Parigi e à Enoteca Fasano. O Platinum Offices, por sua vez, possui 11 pavimentos encerrando 2.450 m2 de área privativa. Entre os locatários estão a Votorantim, Lanx, RB Capital, Gávea e Pragma.

Kinea Renda Imobiliária FII (KNRI11): Foi o primeiro fundo do Grupo Itaú Unibanco. Iniciou com dois edifícios comerciais localizados no centro da cidade do Rio de Janeiro. Um deles está localizado na Rua do Lavradio e foi locado à Caixa Econômica Federal, tendo quase 16.000 m2 de área e 280 vagas de garagem. Já o outro está na Avenida Gomes Freire e foi alugado pelo Banco do Brasil, com área locável de 5.169 m2, sem vagas de garagem. Hoje, o fundo conta com mais cinco empreendimentos no estado de São Paulo. Dois estão localizados na capital paulistana, um no bairro Pinheiros e o segundo no Itaim. O terceiro imóvel está localizado na cidade de Sumaré e possui apenas a Bravo Logística como inquilino dos 13.600m². Além disso, o fundo ainda conta com um centro logístico na cidade de Jundiaí, locado para a Foxconn, e no final de julho foi concluída a aquisição do edifício Botafogo Trade Center, localizado no Rio de Janeiro

Fonte primária da informação: Infomoney

Fundos de pensão: Notas de agências de rating iludem

Agências de classificação de risco deram notas altas e consideraram “seguros” vários bancos brasileiros que quebraram recentemente. O Banco BVA, por exemplo, ganhava da classificadora LF Rating nota BBB (“moderada segurança”) quatro dias antes de sofrer intervenção do BC, em 19 de outubro. Da Austin Rating, o BVA ganhava nota BBB+ (“risco baixo”) menos de dois meses antes da intervenção. O mesmo ocorreu com bancos como o Cruzeiro do Sul, que foi liquidado em setembro com um rombo de R$ 3,1 bilhões, e o Panamericano, que sofreu intervenção em 9 de novembro de 2010.

Com a chancela das agências de rating, fundos de pensão como a Petros, segundo maior do Brasil, podiam investir em papéis mais arriscados, que levavam o carimbo de “seguros”. A Petros tinha R$ 80 milhões em três fundos ligados ao BVA e aplicava em papéis do banco.

Uma prática permitida no mercado agravava a insegurança das notas: o chamado “shopping de ratings”. As empresas que precisam de ratings bons pedem uma avaliação preliminar a uma agência. Se recebem uma nota baixa, tentam em outra, até conseguir uma nota satisfatória.
Como hoje não é obrigatório divulgar os ratings preliminares, o investidor nem desconfia que a empresa teve uma nota ruim.

Para impedir os efeitos prejudiciais dessa prática, a partir de 1º de janeiro passa a valer uma instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que torna obrigatório divulgar os ratings preliminares nos sites das agências.

* Fonte primária da informação Folha de S. Paulo

Mercado reduz pela 4ª semana seguida projeção para PIB em 2012 e 2013

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 10/12, revela que os economistas dos bancos reduziram pela 4ª semana seguida a sua projeção para o crescimento da economia brasileira. O Boletim Focus como é conhecido, nasce da pesquisa que o Banco Central faz junto aos economistas de 100 instituições financeiras na semana anterior ao da divulgação da pesquisa.

A projeção do mercado financeiro para o PIB – Produto Interno Bruto, de 2012 caiu de 1,27% para 1,03%. Para o próximo ano, a estimativa de crescimento também recuou pela 4ª semana seguida, passando de crescimento de 3,70% para 3,50%. Este é um sinal de que o mercado financeiro não crê nas projeções do Governo Federal, de que o PIB deverá crescer acima de 4% em 2013.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção após a divulgação do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de novembro, que avançou 0,60%, acima da expectativa do mercado.

Para o encerramento de 2012, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo foi elevada de 5,43% para 5,58%. Para o ano que vem a estimativa dos analistas dos bancos para o IPCA permaneceu em 5,40%.

A politica econômica brasileira está centrada no controle da inflação, para tal utiliza o chamado sistema de metas de inflação, que consiste em calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, e o índice de inflação utilizado como base é o IPCA. O centro da meta de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional para os anos de 2012, 2013 e 2014 é de 4,5%, podendo variar 2 pontos percentuais para mais ou para menos, assim, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Inflação de curto prazo

Em relação a inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro passaram a acreditar em uma elevação no índice de inflação para dezembro, neste caso o IPCA passaria de 0,52% para 0,54%. Para janeiro os analistas dos bancos trabalham com a expectativa de estabilidade para o índice oficial de inflação, neste caso o IPCA de janeiro ficaria em 0,67%.

Juros

Em que pese algumas instituições financeiras divulgarem durante a semana que acreditam em uma possível mexida nos juros por parte do COPOM – Comitê de Politica Monetária, em virtude dos números da produção industrial e do PIB, os analistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros, que foi mantida em 7,25% ao ano. Da mesma forma mantiveram a sua estimativa para a Selic igualmente em 7,25% ao ano para o próximo ano, desta forma o mercado financeiro trabalha com a estabilidade dos juros em 2013.

Câmbio

A estimativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 foi elevada de R$ 2,07 para R$ 2,08 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção foi elevada de R$ 2,06 para R$ 2,08.

Balanço de Pagamentos e IED

A projeção do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial brasileira neste ano continuou em US$ 20 bilhões, mesmo patamar da semana passada. Para 2013, a estimativa dos analistas dos bancos para o superávit da balança comercial foi elevada de US$ 15,52 bilhões para US$ 15,60 bilhões.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto na economia brasileira para 2012 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2013, a projeção para o aporte de recursos estrangeiros no setor produtivo subiu de US$ 59,5 bilhões para US$ 60 bilhões.

Mercado reduz mais uma vez a sua projeção para o PIB em 2012 e 2013

Os analistas do mercado financeiro reduziram pela terceira semana seguida a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto  em 2012. A informação foi divulgada hoje, 03/12, através do Relatório de Mercado – Focus do Banco Central do Brasil. O relatório Focus é uma pesquisa realizada junto a 100 analistas do mercado financeiro do País, a projeção dos analistas é que a economia brasileira apresente crescimento de 1,27% em 2012. No relatório divulgado a semana passada, a estimativa era de 1,50%. Para 2013 a estimativa também foi reduzida para 3,70%.

Na estimativa dos economistas dos bancos a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve fechar 2012 em 5,43%, mesma estimativa da semana passada. Para o próximo ano, o mercado estima de 5,40% para o índice oficial de inflação.

Selic estável em 2013

Com a Selic de 2012 já definida, os analistas do mercado financeiro projetam estabilidade para a Selic de 2013. A estimativa e que a taxa básica de juros encerre 2013 em 7,25% ao ano. Há pouco mais de um mês, os analistas do mercado estimavam que a taxa básica de juros brasileira encerrasse 2013 em 7,34% ao ano.

Em relação à produção industrial os analistas dos mercado mostraram piora em sua percepção da semana passada para esta semana. Hoje a estimativa é de recuo de 2,38% em 2012, na semana passada a estimativa era de -2,30%.

PIB

Após a divulgação por parte do IBGE – Instituto Nacional de Geografia e Estatística do PIB – Produto Interno Bruto do terceiro trimestre de 2012, que subiu apenas  0,60%, bem aquém da projeção dos economistas dos bancos e também do ministério da fazenda, os analistas das instituições já passaram a ajustar para baixo suas projeções para o PIB de 2012 e 2013.

Caso se confirme, o resultado do PIB – Produto Interno Bruto de 2012 deverá ser o pior desde 2009, no auge dos efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional. Naquela ocasião, o PIB registrou retração de 0,3%.

Para o próximo ano, os analistas dos bancos estimam que a economia brasileira deverá recuar de 3,94% para 3,70% de alta. Assim, o mercado mostra não crer nas projeções do Governo Federal, de que o PIB vá crescer mais de 4% em 2013.

Inflação

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada as suas projeções  em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, balizador do sistema de metas de inflação, que permaneceu em 5,43% para 2012 e em 5,40% para o próximo ano.

Câmbio

A estimativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio de 2012 foi elevada de R$ 2,03 para R$ 2,07 por unidade da moeda norte americana. Para 2013, a projeção foi elevada de R$ 2,02 para R$ 2,06 por dólar.

Balanço de pagamento e IED

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 19,60 bilhões para US$ 20 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas do mercado para o superávit da balança comercial ficou no mês patamar da semana anterior, US$ 15,52 bilhões.

A projeção de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto no Brasil em 2012 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para a entrada de investimentos estrangeiros foi elevada de US$ 59 bilhões para US$ 59,5 bilhões.