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outubro, 2012

Mercado eleva estimativa de inflação de 2012 e reduz projeção para Selic em 2013

Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 29/10, pelo Banco Central, revela que os analistas das instituições financeiras elevaram mais uma vez a sua estimativa para a inflação oficial do governo medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para este ano. Relatório Focus é uma publicação online, divulgada semanalmente pelo Banco Central do Brasil desde janeiro de 2001, fruto de pesquisa junto a mais de 100 analistas de bancos na  semana anterior a divulgação da pesquisa.

De acordo com as informações divulgadas pela autoridade monetária,  a estimativa dos economistas dos bancos em relação ao IPCA de 2012 subiu de 5,44% para 5,45%. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação recuou de 5,42% para 5,40%.

Juros e cambio

Segundo as expectativas dos analistas das instituições financeiras, a taxa básica de juros deverá permanecer no patamar de 7,25% ao ano em 2012. Contudo, para 2013, os economistas dos bancos projetam ligeira alta na taxa básica de juros. Porém, na avaliação do mercado financeiro, esta elevação de taxa deverá ser menor que a projetada anteriormente, logo o mercado financeiro projeta que a Selic deva encerrar 2013 em 7,75% ao ano ante a estimativa de 8,00% ao ano na semana anterior.

Para a taxa de cambio oficial, os analistas dos bancos projetam estabilidade para 2012. Na avaliação do mercado financeiro o dólar deverá encerrar o ano em R$ 2,01 por unidade da moeda norte-americana. Para 2013, a estimativa continuou igualmente em R$ 2,01.

PIB

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2012 em 1,54%. Para 2013, a projeção do mercado financeiro ficou em 4,00%.

Em relação a produção industrial, a estimativa para o crescimento da indústria recuou tanto 2012 e como em 2013. Para 2012, a estimativa de queda passou de 2,06% para 2,10%. Para 2013, a projeção para o crescimento da indústria recuou de 4,20% para 4,15%.

Balanço de pagamentos e IED

A projeção do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 foi elevada de US$ 18,09 bilhões para US$ 18,45 bilhões. Para 2013, a projeção do mercado para o resultado positivo da balança comercial brasileira continuou em US$ 15 bilhões.

Para 2012, a estimativa de ingresso de recursos para investimentos diretos no Brasil permaneceu em US$ 59,6 bilhões. Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos  para o ingresso de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Fundos de pensão de funcionários de empresas estatais podem “virar pó″

Estima-se que pelo menos R$ 1 bilhão esteja comprometido com a quebra de sete bancos nos últimos dois anos

Donos da maior poupança do país, um patrimônio superior a R$ 620 bilhões, os fundos de pensão fechados de previdência complementar são motivo constante de cobiça. Mas parte importante dessa montanha de dinheiro corre o risco de virar pó, comprometendo a aposentadoria de milhares de aposentados e pensionistas, sobretudo os de empresas estatais. Atraídas por bancos pequenos e médios com a promessa de ganho fácil e rentabilidade superior à média do mercado, essas fundações têm contabilizado prejuízos recorrentes com o fechamento de uma série de instituições financeiras pelo Banco Central. Estima-se que pelo menos R$ 1 bilhão esteja comprometido com a quebra de sete bancos nos últimos dois anos: PanAmericano, Schahin, Morada, Cruzeiro do Sul, Prosper, Matone e BVA.

O que mais tem chamado a atenção dos fiscais do BC e de integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público (MP) é o fato de serem os fundos de estatais os maiores perdedores. “A coincidência é impressionante. Em quase todos os bancos fechados por fraudes, há fundos de pensão de empresas públicas com dinheiro preso. Parece um movimento combinado, muito suspeito”, diz um técnico do BC. Os indícios de irregularidades são grandes, acreditam os policiais envolvidos nas investigações abertas a pedido do MP. Uma das suspeitas é que gestores das fundações estariam recebendo comissões “por fora” dos banquinhos para fazerem aplicações de recursos com eles. “Os agrados feitos pelos bancos de menor porte incluiriam, além de comissões, viagens, carros e festas com muitas mulheres”, ressalta um policial.

Fonte; Jornal Valor Economico

Mercado eleva, pela 15ª semana, a projeção para a inflação de 2012

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 22/10, pelo Banco Central revela que mais uma vez os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a inflação de 2012. Por outro lado, manteve a projeção para o crescimento da economia brasileira.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram pela 15ª semana seguida, de 5,43% para 5,44%, a sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o índice de inflação oficial permaneceu em 5,42%.

Em relação à inflação de curto prazo, os economistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de outubro de 0,51% para 0,55%, já para a inflação de setembro a projeção foi reduzida de 0,53% para 0,52%.

Selic

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2012 em 7,25% ao ano. Para o próximo ano, por sua vez, projetam elevação da taxa Selic em 0,75 ponto percentual, neste caso esperam que a Selic encerre 2013 em 8,00% ao ano, mesma projeção da semana passada.

PIB e cambio

O mercado financeiro manteve a sua projeção para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2012 em 1,54%. A projeção do PIB para o ano que vem foi mantida em 4,00%.

Em relação à evolução da produção industrial, a estimativa dos economistas dos bancos, retrocedeu tanto em 2012 e quanto em 2013. Para este ano, a projeção de queda subiu de -2,03% para -2,06%. Para 2012, a estimativa de expansão da indústria caiu de 4,25% para 4,20%.

A projeção dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 foi elevada de R$ 2,00 para R$ 2,01 por unidade da moeda norte-americana. Para 2013, a estimativa também subiu de R$ 2,00 para R$ 2,01.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos economistas das intuições financeiras para o resultado da balança comercial brasileira em 2012 subiu de superávit de US$ 18 bilhões para US$ 18,09 bilhões. Para 2013, a projeção dos analistas dos bancos para o saldo da balança comercial brasileira passou de um superávit de US$ 14,48 bilhões para US$ 15 bilhões.

A projeção para o IED – Investimento Estrangeiro Direto no Brasil permaneceu em US$ 59,6 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas das instituições financeiras para a entrada de investimentos estrangeiros continuou estável em US$ 60 bilhões.

Mercado volta a reduzir a estimativa para o crescimento da economia em 2012

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 15/10, revela que os economistas das instituições financeiras elevaram pela 14ª semana seguida a sua estimativa em relação ao índice de inflação oficial de 2012. Por sua vez, reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira.

Inflação

De acordo com a autoridade monetária, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 subiu de 5,42% para 5,43%. Para o próximo ano, entretanto, a projeção do mercado financeiro para o índice de inflação do governo caiu de 5,44% para 5,42%.

Para a inflação de curto prazo, o mercado financeiro projeta elevação para o IPCA de outubro de 0,50% para 0,51%. Para novembro, por sua vez, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimetiva em 0,53%

Juros e cambio

Como a redução dos juros em 0,25 ponto percentual, na reunião do Copom – Comitê de Política Monetária realizada na semana passada, para 7,25% ao ano, os analistas dos bancos estimam que a taxa de juros, deverá encerrar 2012 neste nível. Para o próximo ano, contudo, o mercado financeiro projeta elevação nos juros básicos em torno de 0,75% ponto percentual, para 8,00% ao ano.

Para a taxa de câmbio, os analistas dos bancos projetam estabilidade, em R$ 2,00 por unidade da moeda norte-americana. Para 2013, a projeção permaneceu igualmente em R$ 2,00 por dólar.

Crescimento econômico

Os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2012. Na avaliação do mercado financeiro a economia brasileira, deve crescer 1,54% contra a estimativa de 1,57% da semana anterior. Para 2013, a projeção dos analistas dos bancos para a evolução do PIB continuou em 4,00%.

Caso se confirme, este será o pior resultado apresentado pela economia brasileira desde 2009, devido aos efeitos da crise financeira internacional. Nesta época, a economia registro crescimento negativo de 0,30%.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos analistas dos bancos em relação à evolução da balança comercial brasileira em 2012 continuou em US$ 18 bilhões, mesma projeção da semana anterior. Para o próximo ano, a expectativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial brasileira recuou de um superávit de US$ 14,57 bilhões para US$ 14,48 bilhões.

A projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil subiu de US$ 58,8 bilhões para US$ 59,6 bilhões. Para o próximo ano, a expectativa do mercado é para o ingresso de investimentos estrangeiros da ordem de US$ 60 bilhões, mesma estimativa da semana passada.

Juros menores são bons para o País, mas devem preocupar os participantes de fundos de pensão

Não vivo de rendas. Mas dependo delas para me aposentar. Por isso, algo tem atazanado a minha tranquilidade: a adaptação dos fundos de pensão aos juros baixos.Há dez anos participo de uma entidade de previdência complementar. Nesse período, pouco me preocupei em acompanhar o seu desempenho. Afinal, a sua meta anual de ganho real (descontada a inflação) de 6% podia ser facilmente alcançada através de aplicações em títulos públicos, que renderam frequentemente mais de 10% ao ano.

No futuro, porém, a rentabilidade real anual dos títulos públicos promete ser da ordem de 2%. Hoje, já é de 4,5% nos títulos de vencimento de longo prazo.

Meu colega Fabio Giambiagi foi o primeiro a me chamar a atenção para a brutal preocupação que isso representa, quando propôs fazer uma simples e eloquente conta.

Para cada R$ 1.000 que alguém deseja ter de aposentadoria, após trabalhar dos 20 anos aos 55 anos e vivendo em média até os 80 anos, a contribuição mensal durante o período ativo deve ser de R$ 114,72 se os juros anuais reais forem de 6%. Para juros reais de 4% ao ano, essa contribuição sobe para cerca de R$ 212. Para juros reais nulos, tal poupança precisa ser de R$ 714,29!

É possível (e desejável para a economia) aos fundos elevar suas aplicações em ações e no setor imobiliário, que tendem a ser mais rentáveis sob juros baixos, compensando parcialmente a perda com os títulos públicos. Porém, isso significa aceitar riscos maiores, o que tende a diminuir a rentabilidade média em comparação à segurança dos papéis do Tesouro Nacional.
Assim, não deve demorar a ser reduzido o teto legal para a meta atuarial dessas entidades, que hoje é de 6% ao ano. Há entidades, como a Funcef, da Caixa Econômica Federal, que já fixaram sua meta abaixo do limite e que cogitam reduzir ainda mais. Em alguns anos, é razoável supor um teto de 4% ao ano.

A consequência é que teremos que contribuir mais, por mais tempo e/ou reduzir as expectativas em relação ao valor da aposentadoria.
Além do valor das contribuições dos seus participantes, a taxa de ganho de um fundo de pensão, chamada de meta atuarial, é a principal variável a determinar o valor disponível para o pagamento das aposentadorias. Quanto mais reduzida ela for, menor será o rendimento obtido nas aplicações das contribuições ao fundo e, assim, menor o valor disponível para as aposentadorias dos participantes.

Mais que uma meta, a taxa de ganho atuarial é uma premissa das demonstrações financeiras de um fundo de pensão, que corrige seus ativos. Em muitos casos, superavits hoje existentes nos fundos virarão deficit se a meta atuarial for reduzida.

Não é surpreendente que empresas patrocinadoras e dirigentes de fundos de pensão tendam a postergar os ajustes necessários na combinação do valor de contribuição, com o tempo necessário para se aposentar e o benefício esperado, pois isso significa entrar em atrito com os participantes.

Claro, poucas coisas envolvem uma ponderação tão complexa entre esforços imediatos e benefícios longínquos como um fundo de pensão. Complexa porque envolve solidariedade entre pessoas em grandes grupos, submetidos a cálculos exponenciais. A vida apertada tende ainda a valorizar demasiadamente o presente. Se a prioridade dada ao presente for consciente, não há problema: ganha-se mais hoje e menos na aposentadoria.

Mas num fundo de pensão há o risco de os benefícios de uma geração serem pagos dilapidando a parcela do patrimônio acumulado que deveria prover as aposentadorias da geração posterior. O problema, então, é ganhar menos na aposentadoria porque o fundo pagou demais aos que vieram antes.

No Brasil, boa parte dos fundos de pensão é ligada a estatais, o que pode deixar a tentação de acreditar que eventuais problemas serão assumidos pelo patrocinador. Mas é altamente desaconselhável acreditar nessa hipótese. Felizmente, esse tipo de socialização de prejuízos não será mais possível no país.

O melhor é encarar a realidade. Os participantes devem tomar a dianteira e avaliar a razoabilidade das premissas atuariais de seus fundos, em especial num momento em que ajustes serão estrutural e generalizadamente necessários.

Juros baixos e crescimento da renda real são ótimos. Mas aqueles que têm a sorte de contar com um fundo de pensão para o futuro não devem deixar que o avanço do país vire um pesadelo. Como um rentista prevenido, quero morrer de velho.

* Fonte primária da informação MarceloMiterhof, economista do BNDES – Folha de S. Paulo

Mercado eleva projeção para IPCA neste ano e reduz estimativa de Selic em 2013

O Relatório de Mercado – Focus divulgado nesta segunda-feira, 01/10, revela que os analistas das instituições financeiras elevaram sua projeção para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA em 2012, entretanto reduziram a estimativa para o próximo ano.

Na avaliação do mercado financeiro o IPCA deve encerrar 2012 em 5,36%, na semana passada esta expectativa era de 5,35%. Com esta é a décima segunda semana seguida que os economistas dos bancos elevam a sua estimativa para o índice de inflação. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o IPCA caiu de 5,50% para 5,48%.

A reavaliação nas expectativas do mercado financeiro ocorre com base no relatório de inflação do Banco Central, divulgado na semana passada. O documento revela que o Banco Central elevou a sua estimativa para a inflação de 2012, assumindo que o atingimento do centro da meta de inflação que é de 4,50% está comprometido, por outro lado, ratificou sua projeção de convergência para a meta em 2013.

Em relação a inflação de curto prazo os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para o IPCA de setembro de 0,50% para 0,52%, para outubro a projeção foi mantida em 0,50%

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção de que o Copom – Comitê de Política Monetária deverá manter a taxa básica de juros no atual patamar em 2012, ou seja, a Selic deverá ficar em 7,50% ao ano até o fim deste ano. Entretanto, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa dos juros para o ano que vem.

A projeção apresentada pelo Relatório Focus na semana passada era que a taxa básica de juros da economia encerrasse 2013 em 8,25% ao ano. Contudo, os economistas dos bancos reavaliaram as suas projeções e reduziram a sua expectativa em relação aos juros para 8,00% ao ano em 2012, logo esperam uma alta da Selic de 0,5 ponto percentual no próximo ano.

PIB e cambio

Pela segunda semana seguida os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o PIB – Produto Interno Bruto deste ano em 1,57%. Igualmente para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro ficou em 4,00% de evolução do Produto Interno Bruto.

Caso se confirme esta expectativa, este será o pior resultado do PIB desde 2009, no auge dos efeitos da crise financeira internacional. Naquele ano, o PIB brasileiro caiu 0,30%.

Os economistas dos bancos mantiveram em R$ 2,00 por unidade da moeda norte-americana a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2012. Para o próximo ano, a projeção também não sofreu alteração permanecendo em R$ 2,00.

Balança comercial e IED

Na avaliação dos analistas do mercado financeiro a balança comercial em 2012, deve apresentar saldo positivo de US$ 18 bilhões, número inferior aos US$ 18,04 apresentado na semana passada. Para 2013, a estimativa do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial brasileira recuou de US$ 14,48 bilhões para US$ 14,20 bilhões.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil foi elevada pelos economistas dos bancos de US$ 56 bilhões para US$ 57 bilhões. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro  para a entrada de investimentos estrangeiros também subiu, saltando de US$ 59 bilhões para US$ 60 bilhões.