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abril, 2012

Mercado eleva projeção para inflação e PIB em 2012 e 2013

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje pelo Banco Central mostra que os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a inflação tanto de 2012 quanto do próximo ano. Os analistas elevaram ainda, a projeção para o crescimento da economia para 2012 e 2013.

Inflação

O mercado financeiro elevou de 5,08 para 5,12% a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012. Para o próximo ano, a projeção dos economistas dos bancos para o índice oficial de inflação subiu de 5,50% para 5,53%. A revisão das expectativas em relação ao IPCA é motivada principalmente em virtude de a autoridade monetária promover a baixa nos juros para 9% ao ano, próximo menor taxa já praticada no Brasil.

Os analistas do mercado financeiro elevaram ainda a projeção para o IGP-M de 5,05% para 5,11% para este ano e mantiveram inalterado índice para 2013. Na mesma linha, na visão dos economistas das instituições financeiras, o IPC- Fipe deve sofre elevação de 4,34% para 4,46% em 2012 e elevação de 4,85% para 4,89% no próximo ano.

Inflação de curto prazo

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o IPCA de abril foi elevada de 0,53% para 0,57%, igualmente elevaram a estimativa para o índice oficial de inflação de maio de 0,46% para 0,50%.

Taxa de juros e PIB

A grande maioria dos analistas das instituições financeiras ainda apostam em uma taxa de juros de 9% ao ano para 2012. Para o próximo ano, os economistas do mercado financeiro igualmente mantiveram a projeção de elevação da taxa de juros, para 2013 em 10% ao ano.

Mas, há uma ala do mercado que acredita que a autoridade monetária possa surpreender e reduzir ainda mais a Selic.

Em relação ao crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2012, o mercado financeiro elevou sua projeção de 3,21% para 3,22%. Para o ano que vem a estimativa de crescimento econômico, passou de 4,25% para 4,30%.

PIB e câmbio

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio de 2012 permaneceu em R$ 1,80 por dólar. Para 2013, a projeção continuou em R$ 1,80 por dólar.

Balança de pagamentos

A expectativa do mercado financeiro para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2012 ficou em US$ 19,2 bilhões. Para 2013, a projeção dos analistas do mercado para o superávit da balança comercial brasileira caiu de US$ 14,7 bilhões para US$ 14,5 bilhões.

A projeção de ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil recuou de US$ 57 bilhões para US$ 56,4 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para o aporte de investimentos estrangeiros diretos recuou de US$ 56,4 bilhões para US$ 55,7 bilhões.

Mercado mantém projeção para os juros apesar de comunicado do Copom.

Com a redução dos juros, por parte do Copom – Comitê de politica Monetária, dentro das expectativas dos agentes econômicos, grande parte dos analistas das instituições financeiras mantiveram  a sua estimativa na manutenção da taxa básica de juros em 9,00% ao ano para 2012.

Com a divulgação do comunicado, do Copom ao termino da reunião no último dia 18/04, uma ala do mercado financeiro passou a apostar em uma redução mais significativa da taxa básica de juros ainda este ano.

Para o índice oficial de inflação do governo de 2012, o mercado financeiro manteve a sua projeção 5,08%.

Para o próximo, os economistas das instituições financeiras, igualmente, mantiveram a  sua projeção de elevação da taxa básica de juros em 10% ao ano. A avaliação do mercado a taxa básica de juros deverá iniciar sua trajetória de alta já a partir inicio do segundo trimestre de 2013, para encerrar o ano 10% ao ano.

Inflação e câmbio

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 continuou em 5,08%. Para o próximo ano, a estimativa do mercado financeiro para o índice de inflação oficial foi mantido em 5,50%.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2012 permaneceu em R$ 1,80 por dólar. Para o encerramento de 2013, a projeção ficou, igualmente, em R$ 1,80 por dólar.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a variação do IPCA em 0,53% para abril e 0,47% para maio. É importante destacar que em março, apesar da estimativa de inflação na casa de 0,50%, índice surpreendeu o mercado e marcou variação de 0,21%.

Crescimento econômico

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto subiu de 3,20% para 3,21%. Para 2013, a projeção de crescimento da economia recuou de 4,30% para 4,25%.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o superávit da balança comercial de 2012 de US$ 19 bilhões para US$ 19,2 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para o da balança comercial brasileira permaneceu em US$ 14,7 bilhões.

A projeção dos economistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil subiu de US$ 56,4 bilhões para US$ 57 bilhões. Para 2013, a projeção do mercado financeiro para a entrada de recursos  permaneceu  em US$ 56,4 bilhões.

Copom deve manter Selic em 9% ao ano.

A reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, iniciada ontem (17) e encerrada hoje (18/04), após o fechamento dos mercados deve ratificar a expectativa dos agentes econômicos, que esperam uma redução da taxa de juros básicos da economia de 0,75% ponto percentuais para 9% ao ano e devendo encerrar assim 2012.

Em nossa avaliação a decisão do comitê da autoridade monetária deve ser pautar na queda da inflação acumulada nos últimos doze meses medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, da queda na atividade econômica e a atual quadro do cenário externo. O cenário externo é impactado principalmente pela desaceleração mais forte do que o esperado da economia chinesa no primeiro trimestre e a elevação do risco de degradação da economia espanhola.

A tentativa do governo brasileiro em limitar a valorização da moeda norte americana frente ao Real é outro fator que deve limitar uma queda maior da taxa básica de juros, devido a diferença dos juros reais entre o Brasil e os demais países do mundo e ainda a indexação da economia, ou seja, a rentabilidade da TR.

Os analistas do mercado financeiro, estimam que a economia global deva continuar crescendo em ritmo moderado e descontinuado, entretanto o risco de uma recessão global ainda é uma possibilidade, em caso de agravamento da crise financeira, porém parecem ser menores. Assim, por tudo o que foi colocado anteriormente as possibilidades de um corte abaixo do nível de 9% ao ano são pequenas.

Por aqui, a inflação mostra menor força, em linha com a atividade econômica. Porém, não demonstra continua convergência para uma consistente redução. As perspectivas em relação à economia internacional e doméstica não demonstra tendência de alteração da percepção do Banco Central, logo o ritmo de redução deve ser mantido.

Em nossa avaliação os efeitos da política monetária expansionista do governo devem ser sentidos de forma mais expressiva a partir do segundo semestre deste ano, reafirmando a eficácia dos estímulos implementados pelo governo. Assim sendo, o mercado financeiro de uma maneira geral espera que a taxa básica de juros a economia seja elevada para 10% ao ano, considerando uma tendência de expansão da atividade entre os anos de 2012 e 2013, com a elevação do crédito e o pujança do mercado de trabalho.

MERCADO MANTEM PROJEÇÃO PARA O CRESCIMENTO DA ECONOMIA EM 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 16/04, mostra que os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a economia brasileira em 3,20% em 2012. Em relação ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de, os economistas dos bancos elevaram a estimativa para índice oficial de inflação do governo de 5,06% para 5,08% neste ano.

Para 2013, o mercado financeiro manteve pela quita semana seguida à projeção para o IPCA, em 5,50%.

A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses acompanhou o movimento observado para 2012 e a mediana caiu de 5,41% para 5,40%. Mesmo com o recuo, o número previsto na pesquisa divulgada hoje está acima do estimado há um mês, quando o mercado esperava alta de 5,31%.

Inflação de curto prazo

Pela segunda semana seguida o mercado financeiro elevou a estimativa para à inflação de curto prazo, a inflação medida pelo IPCA em abril subiu de 0,51% para 0,53%. Para maio, analistas das instituições financeiras mantiveram, pela terceira semana seguida, a estimativa, em 0,47%%, para o indicador oficial de inflação que baliza o sistema de metas de inflação.

Juros

Os economistas do mercado financeiro não alteraram a sua projeção para a evolução da taxa básica de juros nesta edição do Focus. Na avaliação dos analistas o Copom deve manter o ciclo de flexibilização da politica monetária na próxima reunião, em 17 e 18 de abril. A expectativa do mercado é de que a taxa Selic seja reduzida para 9,00% ao ano, nível em que a Selic deve encerrar 2012.

Para 2013, o mercado manteve a projeção de que a taxa de juros deva sofrer uma elevação de 1,00 ponto base, subindo então para 10,00% ao fim do próximo ano.

Com isso o mercado espera que o juro médio para este ano fique em 9,28%. Para 2013, foi reduzida a previsão de Selic média de 10% para 9,88%.

Crescimento da economia

Esta última edição do Relatório de Mercado – Focus revela uma deterioração nas projeções para o crescimento da economia brasileira. A estimativa dos analistas dos bancos para a evolução da economia brasileira em 2012 permaneceu em 3,20%, pela segunda semana seguida. Para 2013, a projeção subiu de 4,20% para 4,30%. Há mês, as projeções eram de crescimento do PIB 3,30% para 2012 e de 4,20% no próximo ano.

Produção Industrial

A expectativa dos economistas do mercado financeiro para a evolução da produção industrial para 2012 permaneceu em 2,00%, pela segunda semana seguida. Para o próximo ano, a estimativa de evolução da indústria brasileira permaneceu em 4,00%.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras mais uma vez elevaram a projeção para o dólar ao final deste ano. A estimativa para o preço da moeda norte americana no fim de 2012 foi elevada de R$ 1,78 para R$ 1,80. Para 2013, a estimativa foi mantida em R$ 1,80 por dólar.

Balanço de pagamentos

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para o déficit em transações correntes do Brasil neste ano. A expectativa para o saldo negativo na conta corrente neste ano caiu de US$ 69 para 68,63 bilhões. Para 2013, a estimativa de déficit nas contas externas foi elevada de US$ 71 bilhões para US$ 72 bilhões.

Em relação ao saldo da balança comercial, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit comercial brasileiro em US$ 19 bilhões em 2012 e redução de US$ 15 bilhões para US$ 14,7 bilhões em 2013.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2012 foi elevada de US$ 55 bilhões para US$ 56,40 bilhões. Para 2013, a expectativa de ingresso de IED seguiu em US$ 56,40 bilhões, diante dos US$ 58,35 bilhões esperados um mês antes.

CVM avança em regra contra lavagem

As regras para o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo que estão sendo elaboradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão mais próximas de ficarem prontas. Terminou nesta semana o período de audiência pública, em que a autarquia recebeu somente três comentários para adaptação do texto, feitos por Banco do Brasil, BM&FBovespa Supervisão de Mercados (BSM) e Plural Capital. A expectativa é que as mudanças na Instrução nº 301, que trata do assunto, não alterem muito as regras já colocadas em prática atualmente no mercado.

O gerente-executivo da diretoria de gestão da segurança do Banco do Brasil, José Eduardo Bergo, acredita que, com a proximidade de realização de eventos internacionais de grande porte no Brasil como Copa do Mundo e Olimpíada, fica reforçada a necessidade de garantir o cumprimento das recomendações internacionais relacionadas ao terrorismo. “Mais do que nunca a gente tem que correr para ter o arcabouço jurídico necessário voltado para o combate ao terrorismo”, disse.

Ele é a favor da criminalização do financiamento ao terrorismo, o que não acontece hoje no país. O gerente-executivo defende também a rápida aprovação do projeto de que tramita na Câmara e já passou pelo Senado que modifica a Lei 9613, principal norma do país para o combate à lavagem de dinheiro. Deverá ser excluída, por exemplo, a lista de crimes precedentes à lavagem, com a possibilidade de que qualquer tipo de crime, como a sonegação fiscal, por exemplo, seja considerado precedente, o que não acontece atualmente.

No entanto, o projeto de lei é bem mais amplo do que as propostas realizadas pela CVM. O intuito da autarquia, por enquanto, é fazer com que as regras brasileiras fiquem mais próximas às internacionais, adequando o país às recomendações feitas pelo grupo internacional, formado por governos de 36 países, chamado Gafi/FATF – sigla em inglês para grupo de ação financeira contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. As propostas do BB em relação à minuta foram mais redacionais, explicou Bergo.

Durante a audiência pública, a BSM propôs à CVM algumas alterações. A principal delas é a inclusão de pontos já contidos na instrução que trata das corretoras. A bolsa quer que as instituições passem a monitorar as operações dos clientes que estiverem sob suspeita de participarem de operações de lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo. De acordo com a redação atual, segundo as observações realizadas pela BSM, as instituições têm apenas que identificar essas operações suspeitas, e não monitorá-las. Além disso, a bolsa pediu que ficasse explícito que as corretoras têm que mostrar as alterações de controles internos para acompanhar as movimentações financeiras, em vez de somente estabelecerem um manual interno de procedimentos.

A regra da Comissão de Valores Mobiliários pode ficar mais rigorosa em relação a pessoas politicamente expostas [i], cuja origem de recursos deverá passar a ser informada à instituição.

Fonte: Associação dos Advogados de São Paulo – AASP

http://www.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/cli_noticia.asp?idnot=11815


[i] A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) do Governo brasileiro, criada em 2003 pelo Ministério da Justiça estabeleceu como meta em 2006 a definição e regulamentação das obrigações do sistema financeiro em relação às ‘Pessoas Politicamente Expostas.

As Pessoas Politicamente Expostas foram então definidas pelo Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização – Coremec por meio da Deliberação no. 02, de 01 de dezembro de 2006, como:

“Art. 3 (…) consideram-se pessoas politicamente expostas os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos cinco anos anteriores, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo, conforme definido pela ENCLA.

Parágrafo único. São considerados familiares os parentes, na linha direta, até o primeiro grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada.”

e

“Art. 5º No caso de clientes brasileiros, recomenda-se que as instituições supervisionadas considerem como pessoas politicamente expostas:

I – os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União;

II – os ocupantes de cargo no Poder Executivo da União:

a) de ministro de Estado ou equiparado;

b) de natureza especial ou equivalente;

c) de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista; e

d) do Grupo Direção e Assessoramento Superiores – DAS, nível 6, e equivalentes;

III – os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores;

IV – os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, o Vice-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar, os Subprocuradores-Gerais da República e os Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal;

V – os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União;

VI – os governadores de Estado e do Distrito Federal, os presidentes de Tribunal de Justiça, de Assembléia Legislativa ou da Câmara Distrital, e os presidentes de Tribunal ou Conselho de Contas de Estado, de Municípios e do Distrito Federal; e

VII – os prefeitos e os presidentes de Câmara Municipal das capitais de Estado.

A distinção de Pessoas Politicamente Expostas e o estabelecimento de rotinas de monitoramento de sua movimentação financeira visa a prevenção da corrupção da corrosão dos valores morais e éticos da sociedade e da articulação de crimes de lavagem de dinheiro como:

trafico ilícito de substancias entorpecentes ou drogas afins;

terrorismo e seu financiamento;

contrabando ou trafico de armas, munição e material destinado a sua produção;

extorsão mediante seqüestro;

contra a administração publica, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a pratica ou omissão de atos administrativos;

contra o sistema financeiro;

praticado por organização criminosa;

praticado por particular contra a administração publica estrangeira.

Mercado Financeiro reduz projeção para a inflação deste ano

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 09/04, pelo Banco Central revela que os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 de 5,27% para 5,06 Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo permaneceu em 5,50%.

A redução da projeção para a estimativa do IPCA deste ano pelos analistas do mercado financeiro ocorreu após a divulgação do índice para mês de março. Na avaliação do IBGE-  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o indicador de março ficou em 0,21% – o menor patamar desde julho de 2011, na época o IPCA ficou em 0,16%. O índice de inflação oficial marcou primeiro trimestre de 2012, alta de 1,22%.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para o IPCA de abril de 0,50% para 0,51%. Igualmente elevou as estimativas para o IGP-M e IGP-DI de 0,44% para 0,45%.

Taxa de juros e cambio

As estimativas do mercado financeiro para a taxa básica de juros permaneceu inalterada, ou seja, redução de 0,75 ponto percentual, de 9,75% para 9% ao ano na reunião do Copom que acontece nos dias 17 3 18 de abril, encerrando neste patamar o ano. Para 2013, permaneceu  em 10,00% ao ano, logo os analistas do mercado projetam uma elevação de 1 ponto percentual para o próximo ano.

Em relação ao mercado de cambio, a estimativa dos economistas dos bancos a taxa de câmbio o encerramento de 2012 foi elevada de R$ 1,77 para R$ 1,78 por dólar. Para 2013, a projeção ficou em R$ 1,80 por unidade da moeda norte americana.

Crescimento econômico

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira de 2012, medida pelo PIB – Produto Interno Bruto permaneceu em 3,20% e, para 2013, a estimativa de crescimento da economia, permaneceu em 4,20%.

Transações correntes

Os economistas do mercado financeiro projetam estabilidade para o superávit para o saldo da balança comercial brasileira em 2012. O mercado estima que o saldo deva fechar em US$ 19 bilhões. Para 2013, a estimativa do mercado para o superávit do saldo da balança comercial brasileira ficou em US$ 15 bilhões.

Em relação a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos  no Brasil, os analistas projetam queda de US$ 55,37 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para a entrada de IED subiu de US$ 55 bilhões para US$ 56.40 bilhões.

Mercado reduz a projeção de alta para o IPCA em 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 02/04, revela que os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para  2012 de 5,28% para 5,27%.

Para o próximo ano, os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para o IPCA, em 5,50%.

A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses acompanhou o movimento observado para 2012 e a mediana caiu de 5,41% para 5,40%. Mesmo com o recuo, o número previsto na pesquisa divulgada hoje está acima do estimado há um mês, quando o mercado esperava alta de 5,31%.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação de curto prazo, houve recuou para o IPCA em março de 0,45% para 0,43%. O índice deve ser divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira, dia 5 véspera de feriado, o IPCA no mês passado. Para abril, analistas das instituições financeiras mantiveram a estimativa de elevação de 0,50% para o indicador oficial de inflação que baliza o sistema de metas de inflação. Anteriormente, a projeção dos analistas era de 0,45% em março e de 0,49% para abril.

Juros

Os economistas do mercado financeiro não alteraram a sua projeção para a evolução da taxa básica de juros nesta edição do Focus. Na avaliação dos analistas o Copom deve manter  o ciclo de flexibilização da politica monetária na próxima reunião, em 17 e 18 de abril. A expectativa do mercado é de que a taxa Selic seja reduzida para 9,00% ao ano, nível em que a Selic deve encerrar 2012.

Para 2013, o mercado manteve a projeção de que a taxa de juros deva sofrer uma elevação de 1,00 ponto base, subindo então para 10,00% ao fim do próximo ano.

Com isso o mercado espera que o juro médio para este ano fique em 9,28%. Para 2013, foi reduzida a previsão de Selic média de 10% para 9,90%.

Crescimento da economia

Esta última edição do Relatório de Mercado – Focus revela uma deterioração nas projeções para o crescimento da economia brasileira. A estimativa dos analistas dos bancos para a evolução da economia brasileira em 2012 caiu de 3,23% para 3,20%, segunda queda seguida. Para 2013, a projeção recuou de 4,29% para 4,20%. Há mês, as projeções eram de crescimento do PIB 3,30% para 2012 e de 4,15% no próximo ano.

Produção Industrial

A expectativa dos economistas do mercado financeiro para a evolução da produção industrial para 2012 caiu 2,03% de 2,00%. Para o próximo ano, a estimativa de evolução da indústria brasileira permaneceu em 4,00%.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras mais uma vez elevaram a projeção para o dólar ao final deste ano. A estimativa para o preço da moeda norte americana no fim de 2012 foi elevada de R$ 1,76 para R$ 1,77, segunda semana seguida de alta. Para 2013, a estimativa foi mantida em R$ 1,80 por dólar.

Balanço de pagamentos

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para o déficit em transações correntes do Brasil neste ano. A expectativa para o saldo negativo na conta corrente neste ano permaneceu em US$ 69 bilhões. Para 2013, a estimativa de déficit nas contas externas foi elevada de US$ 70 bilhões para US$ 70,50 bilhões.

Em relação ao saldo da balança comercial, os analistas dos bancos conservaram a sua estimativa para o superávit comercial brasileiro em US$ 19 bilhões em 2012 e em US$ 15 bilhões em 2013.

A estimativa para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2012 foi elevada  de US$ 55 bilhões para US$ 55,37 bilhões. Para 2013, a expectativa de ingresso de IED seguiu em US$ 55 bilhões, diante dos US$ 57,71 bilhões esperados um mês antes.