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março, 2012

Relatório de inflação projeta inflação maior para 2013.

A divulgação do Relatório Trimestral de Inflação por parte do Banco Central nesta quinta-feira, 29/03, repercutiu no mercado de juros futuros que encerraram o dia em rumos opostos. A parte mais curta da curva de juros apresentando queda e ligeira alta nos vencimentos mais longos.

A informação divulgada pela autoridade monetária, projeta 4,4% para o índice oficial de inflação em 2012 e 4,9% já no o primeiro trimestre de 2013, subindo para 5,0% e 5,2% nos próximos trimestres.

A projeção para o crescimento da economia brasileira projetada pelo Banco Central informada no relatório de inflação para este ano é de 3,5% e a meta para a taxa Selic para o primeiro trimestre ficou em 9,75% ao ano. Entretanto, a estimativa para a taxa básica de juros para o encerramento do ano recuou de 9,50% ao ano para 9,00% ao ano, para 2013 a projeção recuou de 10,35% para 10,00% ao ano, em linha com a projeção dos analistas do mercado financeiro divulgada através do Relatório de Mercado – Focus, divulgado nesta segunda-feira, 26/03.

A elevação das projeções para o índice de inflação de 2013 evidencia a possibilidade da utilização de medidas macroprudenciais a partir do segundo semestre deste ano e, bem como no decorrer do próximo ano. Observamos que a possibilidade da utilização de tais medidas é grande e devem ser acompanhadas pela elevação da Selic, porém a intenção de manter os juros reais em um patamar baixo limita a utilização desta medida.

Hoje, a FGV – Fundação Getulio Vargas divulgou o IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, que ficou em 0,43% em março contra uma deflação no mês anterior. Assim o índice de inflação do mercado marcou uma alta de 0,49 ponto percentual em relação a fevereiro.

Mercado projeta redução do PIB e manutenção dos juros para 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira, 26/03, sinaliza que os economistas das instituições financeiras acreditam que a taxa básica de juros, Selic, será reduzida para 9,00% ao ano já na reunião do Copom em abril.  Por sua vez, a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 foi elevada.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano foi elevada de 5,27% para 5,28%. Para 2013, a estimativa do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo permaneceu em 5,50%.

Inflação de curto prazo

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a inflação do mês de março, medida pelo IPCA, em 0,45% e para abril a projeção foi mantida em 0,50, logo o mercado projeta elevação do índice oficial de inflação.

Taxa de juros e PIB

Na visão dos analistas do mercado financeiro não houve alteração de expectativa em relação a evolução da taxa básica de juros. Os analistas permanecem projetando redução de 0,75 ponto percentual na taxa, neste caso a Selic passaria de 9,75% para 9% ao ano, na próxima reunião do Copom – Comitê de Política Monetária que acontece em abril e encerrar o ano neste patamar. Para o próximo ano, a estimativa foi mantida e 10% ao ano – o que implica em uma elevação da taxa básica de juros para o próximo ano.

Para o crescimento da economia brasileira, medida pela variação do PIB – Produto Interno Bruto, a projeção dos analistas para 2012 recuou de em 3,30% para 3,23% e, já para o próximo ano, a estimativa de crescimento da economia, foi elevada de 4,20% para 4,29%.

Câmbio

O assunto da moda é hoje a taxa de cambio, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim deste ano foi elevada de R$ 1,75 para R$ 1,76 por dólar. Para 2013, a projeção ficou em R$ 1,80 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial para 2012 recuou um superávit de US$ 19,1 bilhões para US$ 19 bilhões.

Para 2013, a projeção dos economistas das instituições financeiras para o superávit da balança comercial brasileira permaneceu US$ 15 bilhões.

A estimativa do mercado financeiro para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil ficou estável em US$ 55 bilhões, em 2012. Para o ano que vem a projeção dos analistas para a entrada de investimentos estrangeiros diretos recuou de US$ 58,3 bilhões para US$ 55 bilhões.

Mercado financeiro mantém projeção para IPCA em 2012 e 2013.

Acompanhando a indicação da ata do Copom – Comitê de Politica Monetária divulgada na última quinta-feira (15/03), os analistas das instituições financeiras reduziram sua estimativa para a taxa básica de juros no encontro de abril do comitê. O mercado espera que a taxa recue do atual patamar de 9,75% para 9,00% ao ano, encerrando 2012 neste patamar. A informação consta do Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 19/03.

O que reforça a percepção do mercado financeiro é o fato de a autoridade monetária recuar no envio da medida provisória que altera a remuneração da poupança para o próximo ano.

Inflação

Com  a divulgação da ata do Copom, os economistas do mercado financeiro mantiveram  a sua estimativa o IPCA –  Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo de 2012 em 5,27%. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o  índice oficial de inflação do governo também se manteve inalterado em 5,50%.

A autoridade monetária mantém a sua percepção de que o IPCA deverá  ficar “ao redor” da meta de 4,50% tanto em 2012 quanto no próximo ano.

Inflação de curto prazo

Da mesma forma os economistas dos bancos mantiveram em 0,45% a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA no mês de março. Da mesma forma, mantiveram em 0,50% a projeção para a inflação de abril.

Cambio

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio em 2012 permaneceu em R$ 1,75 por dólar. Contudo, para 2013, a projeção foi elevada de R$ 1,75 para R$1,80 por dólar.

PIB

A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2012 foi mantida em de 3,30%. Para 2013, a projeção de crescimento da econômica também ficou inalterada em 4,20%.

Balança comercial

Na avaliação do mercado financeiro, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) para 2012 foi elevada de um superávit de US$ 19 para US$19,10 bilhões.

Para 2013, a projeção dos analistas dos bancos para o saldo da balança comercial brasileira permaneceu em US$ 15 bilhões.

Para 2012, a estimativa de ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil ficou em US$ 55 bilhões. Para 2013, a projeção dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros diretos permaneceu em US$ 58,35 bilhões.

Para Copom Selic deve encerrar o ano em 9,00%

A Ata da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária divulgada nesta quinta-feira, 15/03, revela que o que motivo o comitê da autoridade monetária a acelerar o ritmo da redução dos juros foram “eventos recentes que indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia”.

No dia 18/03, último dia de reunião do Copom, a taxa básica de juros foi reduzida de 10,5% para 9,75% ao ano, a redução foi da ordem de 0,75 ponto percentual.

A ata informa ainda que, “Esses e outros elementos, portanto, compõem um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual. Para o Comitê, o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis. O Comitê nota também que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta”.

Na avaliação do Copom, o cenário central mostrou evolução. A autoridade monetária afirma ainda que, “Dessa forma, não detecta mudanças substantivas nas estimativas para o ajuste total das condições monetárias subjacente a esse cenário”.

A decisão de acelerar o ritmo de redução dos juros não foi tomada por maioria, dois membros do comitê achavam oportuna a manutenção no ritmo redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual de corte, neste caso a taxa ficaria em 10% ao ano. Porém, a maioria dos integrantes do Copom pontuou que o crescimento da economia brasileira e da crise externa (principalmente na Zona do Euro) indica, neste período, para “redistribuição temporal do ajuste total das condições monetárias como a estratégia mais apropriada”.

O Banco Central reafirmou que  a difusão dos “desenvolvimentos externos” (crise financeira, que gera desaceleração da economia global) para a economia brasileira se concretiza por meio de múltiplos canais, dentre os quais, a redução da corrente de comércio, redução do fluxo de investimentos e crédito mais restritivas.

A ata informa ainda que, “O Comitê entende que os efeitos da complexidade que cerca o ambiente internacional se somam aos da moderação da atividade doméstica, que se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira neste e no próximo ano. Dito de outra forma, o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira já no primeiro semestre do ano passado foi potencializado pela fragilidade da economia global”.

Na avaliação do Banco Central, o cenário de referência (que implica em câmbio estável em R$ 1,70 por dólar e taxa de juros em 10,5% ao ano, cenário proposto até a última semana), sua estimativa para o índice de inflação oficial para 2012 estava abaixo da meta central de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional que é de 4,5%. Todavia, para o próximo ano, a projeção, neste cenário, ainda está acima da meta. No cenário de mercado, expresso no Boletim Focus, avalia que as expectativas para a taxa básica de juros e câmbio dos analistas das instituições financeiras para os próximos meses, a estimativa para a inflação da autoridade monetária para 2012 está em torno da meta e, para o ano que vem, igualmente acima da meta.

Em nossa avaliação o cenário favorece a alocação de recursos em fundos atrelados ao IMA, entretanto reafirmamos a necessidade de um acompanhamento mais atento do mercado e agilidade na tomada de decisão caso seja necessária alteração na condução da politica de investimentos.

Mercado reduz projeção para juros, mas eleva para inflação.

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 12/03, pelo Banco Central mostra que com a decisão do Copom – Comitê de Política Monetária em sua última reunião, de aumentar o ritmo de flexibilização da politica monetária, quando reduziu os juros de 10,50% para 9,75% ao ano, os analistas dos bancos reduziram a sua projeção para a taxa básica de juros em 2012 e também para o próximo ano.

A percepção dos analistas das instituições financeiras foi alterada após a decisão do Copom em acelerar o ritmo da redução dos juros. Com isso o Boletim Focus divulgado hoje, revela que o mercado financeiro reduziu a sua projeção para a taxa de juros básica da economia, Selic, para 2012 de 9,50% para 9% ao ano. Para 2013, a estimativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros da economia recuou de 10,50% para 10% ao ano. Logo, os analistas do mercado projetam corte maior dos juros 2012 e uma redução no ritmo de elevação no próximo ano.

Inflação

A partir da redução dos juros pelos Copom, os economistas do mercado financeiro elevou a sua estimativa o IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 de 5,24% para 5,27%. Para o próximo ano, a projeção do mercado financeiro para o  índice oficial de inflação do governo subiu  pela quarta semana seguida, passando de 5,20% para 5,50%.

Na avaliação da autoridade monetária, expressa por seu presidente, Alexandre Tombini, o IPCA deve ficar “ao redor” da meta de 4,50% tanto em 2012 quanto no próximo ano.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro mantiveram em 0,45% a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA no mês de março. Entretanto elevaram de 0,49% para 0,50% a expectativa em relação a inflação de abril, reflexo da flexibilização da politica monetária do governo.

Cambio

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio em 2012 permaneceu em R$ 1,75 por dólar. Para 2013, a projeção ficou em R$ 1,75 por dólar.

PIB

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2012 permaneceu em 3,30%. Já para 2013, a projeção de crescimento da econômica subiu de 4,15% para 4,20%.

Balança comercial

Na avaliação do mercado financeiro, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) para 2012 deve permanecer inalterado, ou seja, superávit de US$ 19 bilhões.

Para 2013, a projeção dos analistas dos bancos para o saldo da balança comercial brasileira ficou igualmente inalterada em US$ 15 bilhões.

Para 2012, a estimativa de ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil ficou em US$ 55 bilhões. Para 2013, a projeção dos analista economistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros diretos foi elevada de US$ 57,7 bilhões para US$ 58,3 bilhões.

De olho no cambio e pressionado pelo PIB, Copom pode acelerar redução da Selic.

Ao termino do segundo dia de reunião que acontece hoje, quarta-feira dia 07/03, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central deve reduzir, pela quinta vez, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado pela autoridade monetária esta semana, revela que a projeção de grande parte dos analistas das instituições financeiras, espera uma da taxa de 0,5 ponto percentual, ou seja, um recuo dos juros de 10,5% para 10% ao ano, no mesmo ritmo das dos cortes anteriores. O comitê da autoridade monetária iniciou o processo de flexibilização da economia em agosto de 2011.

Entretanto, há segmentos do mercado que creem em uma elevação da intensidade no processo de corte nos juros básicos da economia. Esta ala crê em uma redução maior, de 0,75 ponto percentual, com isso os juros básicos cairiam para 9,75% ao ano, há ainda quem aposte em um corte mais agressivo, de 01 ponto percentual, reduzindo a Selic para 9,50% ao ano. Caso esta expectativa venha sem confirmar, seria a maior redução da taxa básica de juros desde junho de 2009 e na casa de um dígito, fato que não acontece desde junho de 2010, momento em que a Selic subiu de 9,50% para 10,25% ao ano.

O que justifica uma redução de 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira é o comportamento do mercado futuro, pois as taxas negociadas projetam queda de aproximadamente de 0,7 ponto percentual nesta semana. Da mesma forma, o mesmo mercado futuro trabalha com a possibilidade de juros na casa de 9,00% ao ano até julho de 2012. Hoje, o Relatório de Mercado – Focus revela que da maior parte dos analistas dos bancos espera que a Selic encerre 2012 em 9,50% ao ano.

Crise financeira

A avaliação dos analistas do mercado financeiro está em linha com o do Ministro da fazenda, Guido Mantega. Tanto o mercado quanto o governo acreditam que a crise financeira internacional reduz o nível de atividade econômica tanto no Brasil como no mundo. A queda no preço das commodities (matéria-prima, com baixo grau de industrialização), tende a causar menor pressão sobre os índices de inflação no Brasil. Com isso, há a possibilidade da manutenção no processo de corte nos juros e até a aceleração do ritmo por parte do Copom. O Banco Central já deu sinais existe uma “elevada probabilidade” de juros abaixo de um digito, ou seja, abaixo de 10,00% ao ano, porem deu indícios do prazo que isso poderia ocorrer.

Cambio

Na avaliação do ministro da fazenda, há uma “guerra cambial” em curso, pois afim de dar liquidez ao mercado os Bancos Centrais norte-americano e europeu, injetaram perto de R$ 9 trilhões nos mercados financeiros nos últimos três anos. Este com certeza é mais uma razão que pode pressionar o Copom a reduzir a taxa de juros.

Para ser ter ideia, última semana, o Banco Central Europeu injetou no mercado algo em torno de US$ 712 bilhões em empréstimos de longo prazo. Em dezembro de 2011, foram US$ 658 bilhões para dar liquidez ao mercado. O que justifica a expectativa é que parte destes recursos seria direcionada para as economias emergentes, como o Brasil, com uma das taxas de juros reais mais elevadas do, proporcionando com isso um retorno financeiro maior para os investidores, e com uma possibilidade de crescimento econômico mais elevado. Hoje, a taxa de juros reais praticados no Brasil (taxa nominal com base na Selic média, 9,81%, menos a inflação esperada para os próximos 12 meses) está ao redor de 4,34% ao ano, são considerados os mais elevados do mundo.

Com juros mais baixos, poderia haver uma entrada menor de recursos no mercado financeiro brasileiro, logo, isso aliviaria a pressão e reduziria a valorização do Real frente ao dólar. Isto, por si só encareceria as importações e torna as vendas externas brasileiras mais atraentes, elevando, com isso, a competitividade da produção nacional.

Em nossa avaliação uma redução de 0,75% poderá ser considerada normal, mas a possibilidade de uma redução maior em torno de 1% não será assim tão surpreendente, contudo o mercado acredita que hoje a autoridade monetária deverá reduzir a taxa Selic a 1 digito, ou seja, abaixo de 10% ao ano.

PIB 2011

Outro fator pressiona negativamente a autoridade monetária é o crescimento do PIB em 2011. Ainda que o IPCA tenha ficado em 6,50% no ano passado, no teto da meta de inflação, o crescimento da economia, medido pelo PIB – Produto Interno Bruto ficou em 2,7%. Se deixarmos de lado o ano de 2009, quando o PIB caiu 0,6% em virtude da crise do subprime, foi o menor crescimento econômico desde o ano de 2003.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ponderou que a redução da taxa básica de juros da economia é um dos fatores que vai ajudar a estimular a economia em 2012. O ministro afirmou que, “há uma série de estímulos monetários que estão sendo implantados, como redução da taxa de juros e estímulos aos investimentos”.

Uma redução acima de 0,75 ponto percentual, na taxa básica de juros deve influenciar positivamente o retorno dos fundos atrelados ao IMA- Índice de Mercado Anbima.

Cabe acompanhar os movimentos do mercado para aproveitar as oportunidades.

Mercado aposta em novo corte de juros na reunião do Copom nesta semana.

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 05/03, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo para 2012 e de redução da taxa básica de juros pelo Copom – Comitê de Política Monetária. O Comitê da autoridade monetária se reúne nesta semana, terça e quartas-feiras, e na avaliação do mercado a taxa de juros deve ser reduzida de 10,50% para 10,00% ao ano.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras é que a taxa de juros encerre 2012 em 9,5% ao ano, logo os analistas mantiveram a sua estimativa de nova redução da taxa Selic na reunião do Copom em abril. Para 2013, a estimativa continuou em 10,50% ao ano. Assim, os economistas do mercado financeiro projetam elevação de juros no ano que vem.

Inflação e taxa de cambio

Os economistas do mercado financeiro projetam estabilidade para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2012, ou seja, mantiveram a sua projeção em 5,24% para o índice oficial de inflação. Para 2013, no entanto, a estimativa para o IPCA foi elevada pela terceira semana seguida, indo de 5,11% para 5,20%.

Para presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, o IPCA deve ficar “ao redor” da meta de 4,50% tanto em 2012 como em 2013.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio para 2012 permaneceu em R$ 1,75 por dólar. Para 2013, a estimativa também ficou em R$ 1,75 por dólar.

Inflação de curto prazo

Em relação a inflação de curto prazo, os analistas de mercado projetam redução para o IPCA de fevereiro, na semana passada os analistas do mercado financeiro projetavam que o índice oficial de inflação do governo ficasse em 0,47%, hoje esta estimativa está em 0,46%.Para março a projeção dos analistas permaneceu em 0,45%.

PIB e taxa de câmbio

Para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2012, os analistas das instituições financeiras projetam que permaneça no mesmo patamar da semana anterior, ou seja 3,30%. Para 2013, a projeção de crescimento da economia subiu de 4,10% para 4,15%.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro projetam  redução do superávit para o saldo da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 19,1 bilhões para US$ 19.

Para 2013, a estimativa do mercado financeiro para o superávit do saldo da balança comercial brasileira permaneceu em US$ 15 bilhões.

A projeção para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos no Brasil ficou em US$ 55 bilhões, mesma estimativa da semana passada. Para 2013, os analistas do mercado projetam elevação na entrada de investimentos estrangeiros diretos de US$ 55 bilhões para US$ 57,7 bilhões.