Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

fevereiro 2nd, 2012

Principais erros de investidores iniciantes

Errar é humano e todos nós estamos sujeitos a cometer equívocos. Entretanto, sempre existem alguns comportamentos que devem ser evitados ao máximo, pois suas consequências podem ser desastrosas.

Quem investe ou pretende começar a aplicar o seu dinheiro também precisa se atentar para alguns erros considerados “graves”, para evitar perdas financeiras. Por isso, listamos alguns erros mais comuns para quem pretende começar a investir seus recursos.

Erro 1 – “Contabilidade mental”

“Contabilidade mental” é o nome dado pelos estudiosos de finanças comportamentais ao comportamento de algumas pessoas que separam, mentalmente, o dinheiro em diferentes “compartimentos”.

Imagine um sujeito que está guardando dinheiro na poupança (remunerado a uma taxa baixa) para pagar uma viagem, e não mexe naquele dinheiro de jeito nenhum. Mas ao mesmo tempo ele está com dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial pagando taxas altíssimas.

Neste caso, o mais racional seria tirar o dinheiro da poupança e pagar as dívidas, mas muitas pessoas não conseguem fazer isso, pois mentalmente, elas consideram aquele dinheiro intocável.

Erro 2 – Não se informar

O segundo “pecado capital” do investidor é não procurar informação e não se educar financeiramente. A educação financeira é uma ferramenta de liberdade pessoal, mas poucas pessoas conseguem enxergar isso. Quem é bem educado financeiramente consegue tomar suas decisões de forma muito mais clara e racional.

Já aqueles que não investem neste tipo de educação correm um risco muito maior de tomar decisões erradas ou então, acabam tendo que recorrer a outras pessoas em busca de informações, que muitas vezes são tão ou mais despreparadas.

Erro 3 – Não diversificar

A diversificação de investimentos é uma das premissas básicas do gerenciamento de riscos. E a não-diversificação é, em grande parte, uma consequência do pecado anterior, pois a educação financeira deficiente faz com investidores amadores não consiga enxergar os riscos.

Erro 4 – Preconceito

O preconceito em relação aos investimentos é mais um dos erros comuns dos investidores. Um caso clássico é o daquele sujeito que tem muito dinheiro e coloca tudo numa caderneta de poupança, pois ele aprendeu que era o Investimento mais seguro que existe e simplesmente não quer nem ouvir falar de outras alternativas.

Às vezes ele até conhece outras alternativas tão seguras quanto e mais rentáveis, mas o medo fala mais alto e ele permanece ‘abraçado’ às suas crenças, sem perceber que pode não estar fazendo o melhor para si.

Erro 5 – Investir pontualmente

Investir não deve ser uma atitude isolada e pontual, e sim um hábito. O investidor disciplinado cria uma regra para si – por exemplo, investir todo mês 10% do salário e transforma isso em hábito, o que acaba levando a uma vida financeira cada vez mais sólida e saudável.

Já o investidor pouco eficiente, é aquele que investe algum dinheiro em determinado momento da vida e nunca mais se preocupa em fazê-lo de novo e geralmente tem como objetivo obter resultados exuberantes em pouco tempo.

Erro 6 – Expectativas irreais

Investir no mercado financeiro dificilmente é um caminho para o enriquecimento fácil e rápido, mas muita gente ainda acredita que vai dar a “grade tacada”.

Por conta disso, a pessoa acaba não diversificando sua carteira e se expõe a riscos elevados e pode perder (muito) dinheiro. É importante saber qual é o retorno médio dos investimentos mais conservadores do mercado e fazer os planos e projeções baseados neles.

Erro 7 – Se “casar” com os investimentos

Comprar ações de uma empresa, esperando uma grande valorização em um curto ou médio prazo, e ser surpreendido com um movimento contínuo de queda é uma situação comum no mercado acionário.

Neste caso, é preciso ter um pouco de coragem para cortar as perdas rapidamente e preservar o capital aplicado. Muitas pessoas têm dificuldade em assumir que tomaram uma decisão errada e por isso ficam ali, sofrendo e vendo o investimento “derreter”, na expectativa de que as coisas vão melhorar.

Fonte:  InfoMoney

Adaptação: Caio Pacheco