janeiro 11th, 2012

Conheça os principais tipos de fundos a disposição no mercado

O fundo de investimentos é uma modalidade de aplicação financeira muito procurada por investidores que escolhem confiar à gestão de sua carteira de ativos a terceiros. Ocorre que, quando o investidor opta por aplicar seus recursos através de fundo, é o gestor quem define para quais os ativos serão direcionados os recursos, sempre de acordo com o que determina a politica de investimentos do fundo descrita em seu regulamento.

Por este motivo, a CVM – Comissão de Valores Mobiliários criou uma classificação, de maneira a facilitar a comparação entre as diferentes classes de fundos, e definir as “regras do jogo”.

Definições Legais

Fundo de Investimento é uma comunhão de recursos, captados de pessoas físicas ou jurídicas, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e valores mobiliários. Ou seja, os recursos dos investidores são usados para comprar bens (títulos) que passam a ser de propriedade de todos os investidores, na proporção de seus investimentos.

A característica principal de um fundo de investimento é o da prestação de serviços em regime de melhores esforços. Tanto o administrador quanto os demais prestadores de serviços utilizarão todos os meios e métodos legais para alcançar os melhores resultados para o fundo.

É importante ressaltar que o investimento em fundos não é garantido pelo administrador, gestor, FGC ou qualquer mecanismo de proteção.

FI – Fundo de Investimento

São investimentos regulamentados pela CVM e são classificados como os referenciados DI, os de renda fixa, os de ações, entre outros, em um total de sete diferentes classes. Para compor sua carteira compram e vendem, diretamente, títulos e valores mobiliários ou qualquer outro ativo disponível no mercado.

São investimentos que possuem carteira própria de títulos, lastreando diretamente todas as aplicações de seus investidores. Podem vender cotas para Pessoas Físicas e Jurídicas e também para outros fundos (FIC’s).

FIC (FIQ) – Fundo de Investimentos em Cotas de FI

O FIC também é regulamentado pela CVM e sua carteira deve ter no mínimo 95% de cotas de outros fundos pertencentes a uma determinada classe de fundo de investimento. Isto proporciona maior flexibilidade ao gestor para a criação de estratégias de aplicação, resgates e comercialização.

Além da sigla FICFI, deve constar no nome do fundo a classe a que ele pertence, como por exemplo: FICFIA (Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Investimentos em Ações).

Fundos Referenciados

Os fundos referenciados têm por objetivo acompanhar a variação do índice de referência (benchmark) definido em seu regulamento e para isso devem aplicar, no mínimo, 95% de seus recursos em ativos que acompanhem este indicador.

Deste segmento, o fundo mais popular é o referenciado DI, que tem como objetivo acompanhar a variação diária das taxas de juros no mercado interbancário e seu benchmark é o CDI – Certificado de Depósito Interbancário.

Este fundo é indicado para um cenário de alta de taxa de juros, uma vez que com a elevação da taxa sua rentabilidade tende a ser melhor, o contrario é verdadeiro, pois quando a taxa está em queda o retorno tende a ser menor.

É vedada a cobrança de taxa de performance por este tipo de fundo. Entretanto, ser for destinado a investidor qualificado.

A utilização de derivativos na composição da carteira é permitida, desde que apenas com a finalidade exclusiva de proteção (hedge), vedado o uso de alavancagem.

Investidor Qualificado

Classe de investidor institucional, ou profissional, que já está familiarizado com as operações de investimento realizadas no mercado financeiro e de capitais. A CVM editou regulamentação estabelecendo os critérios de definição deste tipo de investidor, dentre os exemplos deste tipo de investidor podemos citar: fundações, seguradoras, administradores de recursos, etc.

Ainda de acordo com a Instrução CVM nº 409, de 18 de agosto de 2004, são considerados investidores qualificados as pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros no valor superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio.

Em outras palavras, o investidor precisa ter capital aplicado em quaisquer aplicações onde o montante total supere o valor de R$ 300 mil. Além disso, ele precisa assinar uma declaração atestando que possui conhecimento sobre o mercado de capitais suficiente, pois existe uma série de proteções legais que não se aplicam a esse tipo de investidor.

Fundos de Renda Fixa

É a classe de fundo mais popular no Brasil. Representa perto de 1/3 de todo o patrimônio líquido da indústria de fundos. Mas, será que a grande maioria dos investidores sabe como é constituída a carteira de um fundo desta modalidade e quais as suas principais características?

Aplicam uma parcela significativa de seu patrimônio (mínimo 80%) em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço). Além disso, usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge).

Nos fundos de Renda Fixa acontece o oposto dos fundos Referenciados DI, pois se beneficiam em um cenário de redução das taxas de juros.

Os fundos de Renda Fixa podem aplicar até 10% do seu patrimônio em ativos negociados no exterior.

A legislação  permite a utilização de derivativos tanto para proteção da carteira (hedge) quanto para alavancagem.

Nos fundos de Renda Fixa a rentabilidade pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados (emitidos por empresas).

Fundos Multimercado

São fundos que possuem políticas de investimento que envolvem vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros. Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições, ou para proteção de suas carteiras (hedge). São fundos com alta flexibilidade de gestão, por isso dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos (market timing), na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados (asset mix).

Os fundos Multimercado podem aplicar até 20% do seu patrimônio em ativos negociados no exterior.

Por conta das grandes diferenças entre os níveis de risco, é sempre importante conhecer bem o perfil de cada fundo, e ver se é adequado ao seu perfil, como investidor.

Fundos de Ações

Para quem gosta e precisa diversificar suas aplicações e está disposto a correr algum risco quando o assunto é investimento. Mas, não tem muito tempo e nem o conhecimento necessário para escolher os ativos e compor a sua própria carteira.

Para este tipo de investidor, os fundos de ações podem ser uma boa alternativa. Mas antes de optar por investir neste tipo de aplicação, é importante avaliar um pouco mais as suas características.

Este, também conhecidos com fundos de renda variável, devem investir no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações. Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento, descrito em seus regulamento, acompanhar ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o Ibovespa ou o IBX.

Seu principal fator de risco é o de mercado, ou seja, o da variação nos preços das ações que compõem a carteira do fundo, que pode ser tanto positiva quanto negativa. Logo, trata-se de uma modalidade de investimento indicado para objetivos de longo prazo e para investidores que suportem uma maior exposição a riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade maior.

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