dezembro, 2011

Como investir em 2012?

A elevação nas taxas de juros, aliada às incertezas externas e à intensa volatilidade da bolsa de valores, fez de 2011 um ano favorável para a renda fixa. Desta forma, quem optou por investir em ações enfrentou fortes oscilações e a grande maioria observou retorno negativo, até o dia 26/12, o principal índice da bolsa brasileira (Ibovespa) acumulava no ano uma desvalorização expressiva de 16,19%.

Frente a um cenário tão adverso, a maioria dos investidores fica em dúvidas sobre o comportamento do mercado em 2012. Os analistas do mercado financeiro são unanimes em apontar a crise financeira internacional como o principal fato que contribuiu para o sentimento de forte aversão ao risco neste ano, e na avaliação do mercado deve ainda provocar volatilidade. Nos Estados Unidos, segundo o Departamento do Tesouro, o governo deverá alcançar o teto da dívida autorizada pelo Congresso na primeira semana de janeiro e o desemprego ainda permanece alto. Para piorar o quadro, a dívida dos países da zona do euro ainda deverá ficar sem solução no curto prazo. Nós deveremos ter um cenário muito parecido ao observado em 2011.

A falta de uma solução negociada e concreta de curto prazo para o problema da dívida europeia, os países mais ameaçados com o déficit público devem ser o centro das atenções no próximo ano. A situação de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, ainda é bastante complicada e não deve ser resolvida em 2012.

Este cenário conturbado e cercado de incertezas é sempre prejudicial para a bolsa de valores. Assim, os investimentos em renda variável devem continuar a ser penalizado.  O crescimento da economia na zona do euro deverá ficar muito próximo a zero ou mesmo negativo.

Onde investir?

As dúvidas em relação ao desempenho das principais economias internacionais devem levar os investidores a adotar uma postura bastante cautelosa em relação às locações de recursos em renda variável. Para os investidores com perfil conservador, a renda fixa continua ainda é a melhor opção. Já aqueles com perfil moderado podem direcionar até 10% dos recursos em ações, por outro lado os mais arrojados, podem direcionar até 20%.

É importante destacar que mesmo os investimentos no segmento de renda fixa, estão sujeitos a mudanças. O motivo: a queda na taxa básica de juros, iniciada pela autoridade monetária Banco Central em agosto de 2011 e que deve continuar no próximo ano.

Outra consequência da redução nos juros pode ser o aumento de inflação. Por outro lado, O Copom trabalha com um conjunto de hipóteses sobre o comportamento das principais variáveis macroeconômicas. Esse conjunto de pressupostos, bem como os riscos a eles associados, compõem o cenário principal com base no qual o Comitê toma decisões. Em linhas gerais, do lado externo, o cenário prospectivo contempla baixo crescimento da atividade global, por um período de tempo prolongado, em casos específicos com possibilidade elevada de que ocorra recessão, em especial nas economias maduras, e uma dinâmica relativamente benigna dos  preços das commodities. Ou seja, para o Banco Central “fatores externos” devem contribuir para o controle da inflação. Na dúvida, para quem quer a segurança da renda fixa, uma opção razoável seriam os títulos públicos atrelados ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Por isso, manter uma posição protegida de inflação talvez seja prudente.

Para os pequenos investidores os títulos públicos são uma boa alternativa no segmento de renda fixa, porém o CDB – Certificado de Depósito Bancário pode ser uma alternativa para aqueles com um pouco mais de recursos. Para valores acima de R$ 100 mil, o investidor pode conseguir taxas superiores aos Títulos Públicos negociados via Tesouro Direto.

Além disso, os fundos de investimento são apontados como alternativas para 2012. Em relação aos fundos, a taxa de administração é um ponto a ser observado. Para fundos de renda fixa, ela não pode ser maior do que 1%.

Para os investidores institucionais que necessitam atrelar o retorno da carteira a uma meta atuarial e com um fluxo de passivo de longo prazo, a aplicação em Títulos Públicos não devem se apresentar como uma boa alternativa, pois, os títulos atrelados à variação do IPCA com vencimento em 15/05/2045, apresentam retorno médio de 5,5628% em 27/12/2011.

Melhora no curto prazo

Uma solução imediata para os problemas nas principais economias na zona do euro seria o aporte de recursos por parte do Banco Central Europeu para as economias mais combalidas da Europa. Neste caso, esta medida poderia trazer um grande alívio para a bolsa no curto prazo.  Mas é importante destacar que seria uma medida paliativa, pois, no médio e no longo prazo o cenário ainda seria nebuloso.

Caso se configure este cenário, o Ibovespa pode apresentar valorização significativa no próximo ano, com retorno entre 22% e 27%.

Fundamentos

Apesar do sentimento de aversão ao risco gerado pela crise financeira internacional, os fundamentos tanto da economia brasileira quanto das grandes empresas brasileiras permanecem bons e apresentando bons  resultados trimestrais.

A rentabilidade ruim do segmento de renda variável não tem como motivo a situação econômica ou fundamentos negativos das empresas. O retorno é insatisfatório porque o cenário externo é ruim.

Neste momento, quem quer aproveitar as oportunidades deve focar o investimento em companhias sólidas, com boas perspectivas de valorização, especialmente no longo prazo.

Saber investir significa escolher a melhor opção de aplicação para alcançar seus objetivos. Para isso, o investidor precisa estar ciente de quais opções para alocação de seus recursos existem no mercado e quais delas se adequam melhor ao seu perfil de aversão a risco. Logo, o acesso à informação é fundamental.

Em um mercado complexo e dinâmico como o atual, ter acesso e saber interpretar as informações disponíveis pode ser o principal diferencial de um bom investidor. Conhecer bem as alternativas de investimento é um passo muito importante na hora de determinar uma estratégia vencedora.

Mercado eleva projeção para a inflação e reduz estimativa do PIB em 2011

Na última edição do Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 26/12, pelo Banco Central, os economistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011.

De acordo com as informações divulgadas, pelo documento que é fruto de pesquisa junto a 100 instituições do mercado financeiro, os analistas do mercado subiram de 6,52% para 6,54% sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo neste ano.

O mercado financeiro já havia projetado o IPCA de 2011 acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Por duas vezes neste ano, em 23 de setembro e 19 de outubro de 2011, os economistas das instituições financeiras estimaram  o índice de inflação acima do teto . Contudo, após estas datas, retrocedeu e ficou ligeiramente abaixo dos 6,5%.

Os índices de inflação passaram a apresentar tendência de alta no inicio de 2011 em virtude do aumento dos preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro e alimentos). Para 2012, o mercado financeiro voltaram a reduzir de 5,39% para 5,33% a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA.

Taxa de juros e cambio

A estimativa do mercado financeiro, para a taxa básica de juros ficou no mesmo patamar da semana anterior, ou seja,  em 9,5% ao ano para o fim de 2012. A trajetória de juros prevista pelo mercado é de que a taxa recue para 10,50% ao ano em janeiro do ano que vem, passando para 10% ao ano em março e para 9,5% ao ano em abril de 2012 – fechando o ano neste patamar.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao fim de 2011 foi elevada de R$ 1,80 para R$ 1,81. Para o fechamento de 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu inalterada em R$ 1,75.

PIB

A estimativa dos economistas dos bancos para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 recuou de 2,92% para 2,90%. Com esta é a quinta queda seguida. Para 2012, a projeção dos analistas do mercado para o crescimento da economia brasileira permaneceu em 3,40%.

Os ajustes para baixo na previsão do PIB começaram a acontecer após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. A redução da estimativa, para abaixo de 3% em 2011, foi feita após o anúncio de que o PIB teve crescimento zero no terceiro trimestre deste ano.

Balança comercial

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial em 2011 permaneceu estável em US$ 29 bilhões de superávit.

Para 2012, a projeção dos economistas para o saldo da balança comercial avançou de um superávit  US$ 17,95 bilhões para US$ 18,28 bilhões. Com esta é a terceira vez seguida que o mercado eleva estimativa para o saldo da balança comercial em 2012.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de investimentos estrangeiros em 2011 permaneceu no patamar de US$ 60,2 bilhões. Para 2012, a projeção de ingresso de investimentos no Brasil subiu de US$ 54,5 bilhões para US$ 55 bilhões.

Mercado projeta inflação acima do teto de 6,5% em 2011.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 19/12 mostra que os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2011. Nesta nova estimativa o índice oficial de inflação do governo, na estimativa do mercado,  voltou a ficar acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação.

Inflação

Em outras oportunidades, os analistas do mercado já haviam estimado o IPCA para 2011 acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. A projeção dos economistas chegou a superar o teto da meta entre 23 de setembro e 19 de outubro deste ano. Contudo, após isso, recuou e ficando no limite de 6,5% até a última semana – quando voltou a superar o teto do sistema de metas.

Os índices de inflação iniciaram a trajetória de alta no começo do ano em virtude da elevação  dos preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro e alimentos). Para 2012, o mercado financeiro reduziu a sua estimativa de 5,42% para 5,39% para a inflação medida pelo IPCA.

Taxa de juros e cambio

Em relação a taxa de juros,  os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção em 9,5% ao ano para o fim de 2012. O mercado financeiro projeta que a taxa seja reduzida  para 10,50% ao ano em janeiro do ano que vem, recuando para 10% ao ano em março e para 9,50% ao ano até abril de 2012 – encerrando o ano neste patamar.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 continuou em R$ 1,80 por dólar. Para o fechamento de 2012, a estimativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,75 por dólar.

PIB

Para o crescimento da economia em 2011, medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, os economistas do mercado financeiro, projetam queda  do crescimento de 2,97% para 2,92%. Com esta é quarta redução consecutiva da estimativa. Para 2012, a projeção do mercado para o crescimento da economia brasileira continuou em 3,40%.

Balanço de pagamentos e IED

Em relação ao saldo da balança comercial brasileira, os economistas do mercado financeiro projetam elevação do superávit em 2011 subiu US$ 28,77 bilhões para US$ 29 bilhões.

Para 2012, a estimativa dos economistas para o saldo da balança comercial subiu de superávit de US$ 17,45 bilhões para US$ 17,95 bilhões.

O IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, na expectativa do mercado para 2011, deve subir de US$ 60,1 bilhões para US$ 60,2 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil avançou de US$ 54 bilhões para US$ 54,5 bilhões.

Mercado mantém projeção para inflação em 2011 e redução para 2012.

Os analistas das instituições financeiras estimam que redução para o crescimento da economia brasileira, tanto em 2011 como em 2012. O mercado financeiro estima ainda queda na inflação oficial medida pelo IPCA – Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 e bem como para a taxa básica de juros do próximo ano.

A pesquisa Focus feita junto as 100 principais instituições do mercado financeiro mostra que na avaliação dos economistas do mercado financeiro a inflação oficial do governo deverá terminar 2011 no patamar de 6,50%. Porém, para 2012 reduziram a projeção do IPCA de 5,49% para 5,42%.

Taxa de juros

A estimativa dos analistas do mercado financeiro é de queda para a taxa básica de juros em 2012. O mercado projeta que a Selic caia para 10,50% ao ano já na reunião do Copom em janeiro, recuando para 10% ao ano em março e para 9,50% ao ano em abril, encerrando o ano neste patamar. No Relatório Focus, divulgado semana passada a projeção do mercado era de que os juros cairiam para 9,75% ao ano até abril, e seria mantido neste nível até dezembro de 2012.

Para o mercado de cambio os economistas do mercado projetam elevação para a taxa de câmbio ao final de 2011, subindo de R$ 1,79 para R$ 1,80 por dólar. Para 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,75 por dólar.

PIB

Para o crescimento da economia medido pelo PIB- Produto Interno Bruto , os analistas do mercado financeiro continuam projetando queda, desta vez a estimativa recuou de 3,09% para 2,97%. Com esta é terceira queda seguida e primeira vez que a projeção fica abaixo de 3%. Para 2012, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira recuou de 3,48% para 3,40%.

Balanço de pagamentos e IED

Em relação ao saldo da balança comercial, os economistas do mercado financeiro projetam elevação do superávit da balança comercial em 2011. Na visão do mercado o saldo da balança comercial deve subir de US$ 28,7 bilhões para US$ 28,77 bilhões.

Para 2012, a estimativa dos economistas para o superávit  do saldo da balança comercial subiu de US$ 17 bilhões para US$ 17,45 bilhões.

Os IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, na  projeção dos economista do mercado devem subir de US$ 60 bilhões para US$ 60,1 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil continuou  em US$ 54 bilhões.

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