Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

novembro, 2011

Monitorando o cenário econômico.

O mercado financeiro vem sofrendo diversas oscilações, dessa forma qualquer movimento podem contribuir para a realização de perdas significativas, reduzindo o alcance das metas e objetivos propostos no cenário econômico.

Desde 2010 o Banco Central observou que os índices de inflação estavam em ritmo acelerado causando a perda do poder aquisitivo da moeda brasileira, para que os impactos na economia do país não fossem maiores iniciou-se um processo de aumento da taxa SELIC, uma estratégia usada para controlar a inflação.

O aumento da taxa básica de juros causa impactos também nos índices de renda fixa como é o caso do IMA  (Índice de Mercado ANBIMA), índice de investimentos de um determinado grupo de ativos.

O IMA mede a rentabilidade de uma carteira teórica de títulos públicos federais, este é composto por um índice geral (IMA-Geral) que é calculado pela média ponderada de outros sub-índices (IMA-B, IMA-C, IRF-M e IMA-S), ele é uma parâmetro de comparação, para que o investidor verifique se tem investido bem o seu dinheiro ou não. Qualquer elevação na inflação enfraquece o desempenho do índice.

O IDKA (Índice de Duração Constante ANBIMA) um conjunto de índices que medem o comportamento de carteiras sintéticas de títulos públicos federais com prazo constante. Representa ganhos e perdas provenientes dos movimentos das curvas e oscilações de juros, é importante ressaltar que este também é considerado parâmetro de referência para os investidores.

O comportamento do mercado necessita ser monitorado para que se faça uma gestão consciente a fim de se posicionar de maneira mais eficaz aproveitando as oportunidades.

Por isso nossa equipe tem enviado tabelas com o desempenho dos índices para acompanhamento diário. Assim, você gestor, pode acompanhar mais de perto os movimentos de oscilações de mercado e compreender de forma mais clara as orientações de nossos consultores.

A tabela exibe o comportamento diário desses dois Índices, deixamos em destaque a coluna que mostra o retorno no dia e acumulado no mês.

Vamos entender melhor a estrutura do IMA e do IDKA com seus sub índices:

Em caso de dúvidas nossa equipe esta preparada para prestar todas as informações que se façam necessários.

Por fim, gostaríamos de agradecer sua confiança e reiterar nosso compromisso com a qualidade dos serviços prestados, e a busca permanente por inovações que venham a facilitar o trabalho de gestão de seu RPPS.

Crédito & Mercado Consultoria em Investimentos

Mercado aposta em novo corte de juros pelo COPOM.

Os analistas das instituições financeiras apostam que o Copom – Comitê de Politica Monetária do Banco Central deve reduzir a taxa básica de juros na última reunião do ano que acontece nos dias 29 e 30 deste mês.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 28/11 pelo BACEN, mostra que a estimativa dos economistas das instituições financeiras é de que o COPOM deverá promover um novo corte de 0,5 ponto percentual nos juros, para 11,00% ao ano. Para 2012, o mercado projeta que a taxa de juros encerre o ano em  10,00% ao ano – o que implicaria em novos cortes nos juros para o próximo ano.

Caso se confirme a expectativa do mercado esta será a terceira redução seguida dos juros promovida pela autoridade monetária. Após a elevação dos juros nas cinco reuniões no inicio do ano, para tentar conter a pressão inflacionária, o COPOM promoveu dois cortes nas reuniões de agosto e outubro, por conta dos efeitos da crise financeira internacional sobre os preços. O BACEN acredita que a crise tenha “efeito desinflacionário”.

Inflação

O mercado financeiro elevou  a sua projeção para inflação oficial para 2011, que avançou de 6,48% para 6,49%, pelo sistema de metas de inflação adotado como parâmetro para a politica monetária, a inflação tem teto máximo de, de 6,50%. A estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 foi elevado de 5,55% para 5,56%.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 0,50% a sua projeção para a inflação de novembro e elevaram de 0,50% para 0,51% a sua estimativa para a inflação de dezembro.

PIB

A os economistas das instituições financeiras reduziram mais uma vez a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2011. Na avaliação dos analistas a projeção caiu de 3,16% para 3,10%. Para 2012, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira caiu de em 3,50% para 3,46%.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2011 ficou em R$ 1,75 por dólar. Para 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro projetam superávit para a balança comercial, exportações menos importações, em 2011. Na avaliação dos analistas o saldo deve subir de US$ 28 bilhões para US$ 28,22 bilhões .

Para 2012, a estimativa dos economistas para o saldo da balança comercial recuou de superávit de US$ 18 bilhões para US$ 17 bilhões.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, os analistas do mercado estabilidade para a entrada de recursos em 2011. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil continuou em US$ 55 bilhões.

Mercado reduz projeção para inflação em 2012 e mantém estimativa para 2011.

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 21/11, mostra que na percepção dos analistas do mercado financeiro a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo, deve encerrar 2011 em 6,48%, dentro do sistema de metas de inflação do Banco Central, de 6,50%. A projeção o índice de inflação oficial do governo para de 2012, caiu de 5,56% para 5,55%.

Na avaliação dos analistas das instituições financeiras o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 permaneceu inalterado em 3,16%

Taxa de juros e PIB

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de redução na taxa básica de juros da economia brasileira de 11,50% ao ano para 11,00%, na próxima reunião do COPOM – Comite de Politica Monetária do Banco Central em novembro. Para o fim de 2012, a projeção do mercado continuou em 10% ao ano – a expectativa é de novos cortes ao longo do ano.

Em relação ao crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 permaneceu em 3,16%. Para 2012, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira ficou igualmente inalterada em 3,50%.

Taxa de Cambio

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no encerramento de 2011 ficou em R$ 1,75 por dólar. Para 2012, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 1,75 por dólar.

Balança comercial e IED

A expectativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 foi mantida em US$ 28 bilhões de superávit.

Para 2012, a projeção dos economistas para o saldo da balança comercial caiu de US$ 18,90 bilhões para US$ 18 bilhões de superávit.

Em relação à entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa dos analistas do mercado para o ingresso recursos em 2011 ficou em US$ 60 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 54 bilhões para US$ 55 bilhões.

Mercado reduz projeção e inflação neste e no próximo ano.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 14/11, pelo Banco Central mostra que os  economistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, medida pelo PIB – Produto Interno Bruto, pela sexta semana seguida. Da mesma forma baixaram a projeção para a inflação tanto em 2011 como em 2012.

Na avaliação dos economistas das instituições financeiras pesquisadas, o PIB – Produto Interno Bruto de 2011 deve crescer 3,16%, na semana passada a projeção era de 3,20%. Para 2012, a estimativa dos analistas do mercado financeiro o crescimento da economia brasileira deve ficar em 3,50%. As reduções nas projeções para o crescimento da economia brasileira foram iniciadas após o agravamento da crise financeira internacional, com o corte da nota da divida soberanas dos Estados Unidos pela Standard & Poors.

Inflação e taxa de juros

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o índice de inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, para 2011 recuou de 6,50% para 6,48%. A despeito da queda, o índice de inflação oficial ainda está próximo ao teto de 6,50% estabelecido pelo sistema de metas de inflação.  A estimativa para o IPCA de 2012, por sua vez, caiu de 5,57% para 5,56%.

Para a autoridade monetária, conforme divulgado através do relatório de inflação do terceiro trimestre de 2011, o IPCA deve encerrar o ano em 6,4%, com 45% de possibilidade de ficar acima do teto do sistema de metas, que é de 6,50%. Para 2012, o BACEN espera que a  inflação fique em torno de 5,00%.

Em relação à inflação de curto prazo o mercado os analistas do mercado estimam que tanto o índice de inflação de novembro como o de dezembro, medido pelo IPCA, fiquem em 0,50%.

Por mais uma semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de redução para a taxa básica de juros da economia brasileira, hoje em 11,50% ao ano. Para os analistas dos bancos o COPOM – Comitê de Politica Monetária do Banco central reduzirá a Taxa Selic na última reunião do ano que acontecerá em novembro, desta vez para 11% ao ano. Para 2012, a projeção do mercado é de queda para a taxa de juros, na visão dos analistas os juros devem recuar de 10,50% para 10% ao ano , logo novos cortes devem ocorrem ao longo do próximo ano.

Taxa de câmbio

A projeção dos economistas das instituições financeiras para a taxa de câmbio ao final de 2011 continuou em R$ 1,75 por dólar. Para 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos e IED

Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, a balança comercial (exportações menos importações), deve apresentar crescimento no superávit em 2011 subindo de US$ 27 bilhões para US$ 28 bilhões.

Para 2012, a projeção dos analistas do mercado para o superávit do saldo da balança comercial conservar-se em US$ 18,90 bilhões.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa do mercado financeiro para o ingresso de 2011 permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2012, a projeção de ingresso de investimentos no Brasil foi elevada de US$ 53 bilhões para US$ 54 bilhões.

Fundos imobiliários: proteção contra variação da inflação.

Em economia, inflação é definida como a queda do valor de mercado ou poder de compra da moeda. Entretanto, é popularmente empregada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Índices de preços dentro de uma faixa entre 2 a 4,5% ao ano é uma situação chamada de estabilidade de preços. Inflação “zero” não é o que se deseja, pois pode apontar a ocorrência de uma estagnação da economia, momento em que a renda e, consequentemente, a demanda, estão muito baixas, significando alto desemprego e crise.

Mas como se proteger dos efeitos da inflação? Existem no mercado modalidades de aplicações financeiras que objetivam proteger, o investidor da elevação dos preços de serviços e produtos.

Títulos públicos, como as NTN-B, que são corrigidos pela variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo são uma alternativa para os investidores que buscam proteção contra a variação dos índices de preços, porém, não são as únicas.

As aplicações  em imóveis também pode proporcionar proteção contra a variação dos preços. Esta modalidade de investimentos geralmente está atrelada a variação do IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado, pois os contratos de aluguel são corrigidos pela variação do índice calculado e divulgado pela FGV- Fundação Getúlio Vargas.

Desta forma, quem que aplica em fundos imobiliários igualmente tem o rendimento de sua aplicação atrelada neste índice. A maioria dos contratos de aluguéis dos imóveis que compõem a carteira dos fundos são corrigidos pelo IGP-M. Logo, se o índice sobe,  a possibilidade de retorno proporcionado pelo  fundo é maior.

Entretanto, é importante ressaltar que a relação da rentabilidade de fundos com o IGP-M é direta.  Porém se a taxa desocupação do imóvel for elevada o retorno pode não acompanhar a variação do IGP-M.

Modelo de contrato

É importante destacar que nem todos os contratos de aluguel são ajustados pelo IGP-M. Muito embora, a grande maioria tenha como base o reajuste por este índice, alguns são corrigidos com base em outros índices de inflação. Em alguns casos, o IPCA é utilizado.

Para conhecer o índice de correção dos aluguéis e que vai influir na sua rentabilidade, é necessário avaliar o modelo do regulamento, normalmente disponível apenas no lançamento do fundo. Caso contrário, é preciso entrar em contato com o administrador.

Benefícios

Compra ou alugar o imóvel ou aplicar através de fundos de investimento?

Uma das vantagens está na tributação. O investimento através de fundos imobiliários é isento de pagamento de imposto de renda, enquanto o recebimento de aluguel do imóvel físico é tributado.

Cabe destacar que a venda das cotas dos fundos no mercado secundário com valorização, há a cobrança de IR, entretanto o retorno mensal é isento.  Ao contrário no caso do imóvel alugado, o IR pode chegar a 27,5% sobre o valor da locação. Logo, há uma grande diferença.

Outras Proficuidades

O investimento através de cotas de fundos imobiliários traz inúmeras vantagens ao investidor imobiliário. As mais importantes são:

Acesso a empreendimentos de qualidade: Os fundos reúnem vários investidores que, somados, representam um volume de investimento importante, possibilitando adquirir participações ou mesmo imóveis inteiros antes inacessíveis a investidores individuais.

Acesso a inquilinos ou atividades de primeira linha: Os fundos imobiliários brasileiros são proprietários de grandes shoppings centers (ex.: Shopping Higienópolis, Dom Pedro, ABC Plaza, etc.), empreendimentos dentro os melhores do país no setor varejista, além de possuírem imóveis locados a inquilinos de excelente qualidade.

Acesso de investidores de qualquer porte: pelo valor baixo de suas cotas (os lançamentos mais acessíveis aceitaram investimentos iniciais a partir de R$ 1.000,00), desde pequenos poupadores até grandes fundos de pensão ou fundos internacionais têm acesso a este mercado.

Praticidade: para se vender um imóvel, por menor que seja, há necessidade de se obter uma série de certidões, anuência do cônjuge, além de custos caros de corretagem, cartório, ITBI, etc., num processo moroso e caro. As cotas dos Fundos Imobiliários que são alvo dos investidores pessoa física são negociadas na BOVESPA, cuja negociação é rápida (uma vez fechado negócio, o vendedor recebe seu dinheiro em D+3, ou seja, no 3º dia útil após o dia da venda) e sem qualquer burocracia, desde que as cotas estejam depositadas junto à corretora de valores que representa o vendedor.

Fracionamento: se um proprietário de um imóvel necessita de recursos para uma viagem, por exemplo, e só possui um imóvel, terá que vendê-lo, mesmo que o valor que necessite seja parte do valor que estava investido no imóvel. Com cotas de um fundo imobiliário basta vender somente o montante necessário. Por outro lado, se um investidor recebe a renda de um fundo imobiliário e não vai necessitar destes recursos, pode comprar mais cotas deste fundo ou de outro; com imóveis, da forma tradicional, isto não é possível.

Transparência: a negociação das cotas num mercado organizado e transparente como o da BOVESPA traz a segurança de que se está fazendo um negócio pelo melhor peço possível no momento, já que todo o mercado tem a informação do que está ocorrendo, bem como das ofertas de compra e venda.

Terceirização da administração: ter cotas de um fundo imobiliário é não ter que administrar diretamente o investimento imobiliário feito, missão que é desempenhada por profissionais do mercado, fiscalizados e sob a responsabilidade de uma instituição financeira administradora.

Mercado reduz estimativa da inflação para 2012

O Relatório de Mercado – Focus, divulgou pela quinta semana seguida os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB- Produto Interno Bruto em 2011, bem como a projeção para o crescimento da economia para 2012.

A estimativa para o crescimento da economia para 2011 recuou de 3,29% para 3,20%. Para 2012, a projeção dos analistas do mercado para a evolução do PIB continuou estável em 3,50%. As correções para o crescimento da economia brasileira foram iniciadas após a piora do cenário da crise financeira internacional, com o rebaixamento da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors.

Inflação e taxa de juros

Conforme os dados divulgados pelo Banco Central, a projeção dos analistas do mercado financeiro para a inflação deste ano ficou em 6,50%, logo, no teto de do sistema de metas de inflação.  A estimativa para o IPCA de 2012 caiu de 5,59% para 5,57%.

A estimativa para a projeção para a  taxa básica de juros da economia brasileira, hoje em 11,50% ao ano, deverá ser reduzida na reunião de novembro, conforme a expectativa dos analistas do mercado a Selic deve ser reduzida em 0,50 pontos base, caindo para 11,00% ao ano, encerrando 2011 neste patamar. Para 2012, a projeção dos analistas do mercado continuou em 10,50% ao ano, o que implica em uma nova redução ao longo do ano.

Taxa de câmbio

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio para 2011 seguiu em R$ 1,75 por dólar. Para  2012, a projeção do mercado para a taxa de câmbio ficou igualmente em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, exportações menos importações, para 2011 permaneceu estável em superávit de US$ 27 bilhões.

Para 2012, a projeção do mercado para o saldo da balança comercial foi elevado superávit de US$ 18,80 bilhões para US$ 18,90 bilhões.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa do mercado financeiro para o ingresso de 2011 ficou  em US$ 60 bilhões. Para 2012, a projeção de ingresso de investimentos no Brasil foi elevada de US$ 52 bilhões para US$ 53 bilhões.

Fundos imobiliários: o que se deve avaliar antes de investir?

Para os investidores que desejam investir em imóveis, mas não têm recursos suficientes para comprar o bem físico, os fundos imobiliários vêm despontando como uma boa opção de investimentos. Mas será que há uma maneira que permita a diversificação da carteira?

A resposta a esta pergunta é, há sim.  Como forma de gerenciar os riscos e elevar a probabilidade de ganhos, a fórmula para uma estratégia de sucesso é a divisão da carteira modalidades variadas, como por exemplo: 50% em fundos com participação em escritórios, 25% em fundos com investimentos em shopping centers e 25% em fundos que invistam em galpões industriais.

O IGMI-C – Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial, índice criado FGV – Fundação Getúlio Vargas, tem a mesma composição.

Assim, o investidor cria uma posição diversificada em vários segmentos do setor imobiliário, e em vários segmentos da economia. Esta divisão permite ao investidor alocar recursos em imóveis do setor de consumo, que apresenta um crescimento interessante, fundos com participação em shopping centers, no setor da indústria, setor voltado para o atacado; através de fundos com posições em galpões industriais, e ainda uma exposição interessante em escritórios comerciais, que são uma boa opção de investimento.

O que avaliar

Um dos principais fatores que precisam ser analisados pelo investidor antes de optar pela aplicação é a rentabilidade, mas não é o único.  É importante observar que a rentabilidade normalmente está associada a risco. Logo, o maior retorno de um investimento, pode significar igualmente um maior risco na busca pela rentabilidade.

Em um fundo imobiliário que aplica em apenas um imóvel pode proporcionar uma boa rentabilidade, se o valor de aluguel pago pelo locatário for elevado. Porém, caso o imóvel seja desocupado, o investidor corre o risco de permanecer um tempo considerável sem um retorno mensal.

Os fundos que aplicam imóveis de variados, a rentabilidade pode ser menor. Contudo, caso um dos imóveis fique vago, o impacto sobre a rentabilidade não será tão grande como no caso de um fundo que investe em apenas um imóvel e não tenha garantia do aluguel.

Os fundos que ainda estão na etapa de captação de recursos, ou seja, estão subscrevendo novas cotas no mercado para adquirir novos empreendimentos, correm o risco de oferecer uma rentabilidade atrativa.

O administrador do fundo precisa captar os recursos, prospectar imóveis, comprá-los para após loca-los, logo, só a partir de cumpridas estas etapas repassar a rentabilidade originada do aluguel. Nestes casos, pode levar algum tempo para que o investidor obtenha  algum retorno.

Nestes casos é aconselhável  que o investidor analise este aspecto antes de decidir aplicar seus recursos em cotas de fundos imobiliários. É necessário observar se o fundo já está maduro ou se ainda carece de mais aportes de recursos.

Particularidades

Cabe ressaltar, que os fundos imobiliários têm uma série de particularidades. Em alguns empreendimentos, o retorno é originado no aluguel só sendo pago ao investidor uma vez por ano. Isso significa que, nos demais meses do ano, o rendimento proporcionado pelo fundo pode ser menor, pois só vai receber o aluguel dos outros empreendimentos que fazem parte da sua carteira.

Porém, no mês em que a rentabilidade for paga – de uma única vez, equivalente aos 12 meses do ano-, o retorno será maior. Caso o investidor avaliei apenas este mês, pode ter uma visão distorcida de que a rentabilidade do fundo seja constante, ou seja, é a mesma  durante todos os meses do ano. Da mesma forma, se avaliar somente os outros meses, não perceberá que em determinado mês a rentabilidade será maior.

Outras Características

- É um fundo fechado, ou seja, não permite resgate das quotas. O retorno do capital investido se dá através da distribuição de resultados, da venda das quotas ou, quando for o caso, no encerramento do fundo com a venda dos seus ativos e distribuição proporcional do patrimônio aos quotistas;

- Esta modalidade de fundo não tem personalidade jurídica própria. A instituição financeira que o administra “empresta” sua personalidade jurídica ao fundo, tornando-se proprietária fiduciária dos bens integrantes do patrimônio, os quais não se comunicam com o patrimônio da instituição;

- O fundo pode manter parte de seu patrimônio em caixa, tendo em vista sua necessidade de liquidez. O saldo em caixa deve ser aplicado em ativos de renda fixa;

- Para os casos de fundos destinados a construir imóveis, as integralizações podem ser parceladas em séries. Os fundos podem, também, efetuar aumento de capital mediante a emissão de novas quotas.