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outubro, 2011

Mercado reduz estimativa de crescimento da economia para 2011 e 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 31/10 pelo Banco Central do Brasil, mostra que os analistas do mercado financeiro reduziram sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto, que mede o crescimento da economia brasileira, tanto para 2011 quanto para 2012. Da mesma forma baixaram a sua estimativa para o índice oficial de inflação de 2012.

Focus

O Relatório de Mercado – Focus é divulgado semanalmente, as segundas feiras. Nela, constam as projeções dos economistas de 100 instituições financeiras do mercado para Produto Interno Bruto (PIB), dos indicadores de preços como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para a taxa básica de juros (Selic), para a taxa de câmbio, e previsões para setor externo brasileiro.

PIB e cambio

Nesta edição do Focus, os economistas das instituições financeiras estimam redução para o crescimento da economia medido pelo PIB. Na avaliação do mercado o crescimento da economia em 2011 recuou  de 3,30% para 3,29%. Para 2012, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu de 3,51% para 3,50%. As reduções na estimativa do PIB começaram a foram iniciadas após a piora do cenário do mercado com a crise financeira internacional, o fato gerador  do inicio do ciclo de redução para a evolução do PIB foi da revisão  para baixo da nota de rating dos Estados Unidos pela Standard & Poors.

Os analistas do mercado financeiro estimam estabilidade para a taxa de cambio para o fim de 2011. A moeda norte-americana deve encerrar 2011, cotada a R$ 1,75 por dólar. Para 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu igualmente em R$ 1,75 por dólar.

Inflação

A estimativa de inflação dos analistas do mercado financeiro para 2011 ficou em 6,50%, ou seja, no limite do teto do sistema de metas de inflação.  A projeção para o IPCA de 2012, foi reduzida de 5,60% para 5,59%.

A autoridade monetária informou recentemente através do relatório de inflação do terceiro trimestre de 2011, que projeta que o IPCA encerre o ano em 6,4%, com 45% de possibilidade de ficar acima do teto do sistema de metas que é de 6,50%. Para 2012 a estimativa de inflação é de cerca de 5%.

Para a inflação de curto prazo os analistas do mercado financeiro projetam estabilidade para o índice de inflação. Para outubro a projeção permaneceu em 0,48%, igualmente  para novembro o mercado financeiro manteve a estimativa em 0,52%.

Sistema de metas de inflação

Metas de Inflação é uma política econômica onde principal objetivo dos países que adotam é diminuir e manter a inflação em níveis baixos. Para isto eles fazem um anúncio prévio de uma meta numérica para a inflação em prazo predeterminado e se comprometem explicitamente de que o Banco Central irá buscar o cumprimento desta meta fixada. Para alcançar a meta estabelecida, muitas vezes pelo Governo, o Banco Central deve utilizar todos os instrumentos possíveis como à taxa de juros, o crescimento da base monetária ou a taxa de câmbio.

Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.

Taxa de juros

Com a decisão do COPOM – Comitê de Politica Monetária em reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, na reunião de outubro, em 0,5 ponto percentual para 11,50% ao ano, os analistas das instituições financeiras, continuam acreditando em mais um corte na Selic na última reunião do ano do Comitê do Banco Central. Na avaliação do mercado financeiro a taxa básica de juros deverá encerrar 2011 em 10,50, ou seja, mais um corte de 0,50 ponto percentual.

Balanço de pagamento e IED

Na estimativa dos economistas do mercado financeiro para a balança comercial -exportações menos importações-  em 2011 deverá apresentar superávit de US$ 27 bilhões, mesmo número projetado na semana passada.

Para 2012, a autoridade monetária informou através do Focus que a estimativa dos analistas para o saldo da balança comercial recuou de um superávit de US$ 18,90 bilhões para US$ 18,80.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção dos economistas do mercado para o ingresso de recursos em 2011 ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2012, a estimativa de ingressode investimentos no Brasil subiu de US$ 51,8 bilhões para US$ 52 bilhões.

Mercado reduz projeção para a inflação em 2011 e 2012.

No primeiro Relatório Focus, após a reunião do Copom – Comitê de Politica Monetária, os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para inflação deste ano, que na semana anterior estava em 6,52%, para 6,50%, dentro do teto do sistema de metas de inflação.  Para 2012,  a estimativa para o IPCA, recuou de 5,61% para 5,60%.

Além da redução da estimativa para o índice de inflação oficial do Governo, reduziram também a projeção para o crescimento da economia brasileira, tanto em 2011 como 3m 2012.

Sistema de metas de inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano.

Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.

PIB e câmbio

Os economistas do mercado financeiro baixaram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 de 3,42% para 3,30%.

As reduções na estimativa do PIB foram iniciadas após a deterioração do cenário econômico internacional, com a piora da crise financeira, com a revisão para baixo da nota de classificação de risco da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a expectativa do mercado para o crescimento da economia brasileira caiu de 3,60% para 3,51%.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2011 ficou estável em R$ 1,75 por dólar. Para 2012, a estimativa do mercado o para a taxa de câmbio também não sofreu alteração, permanecendo  em R$ 1,75 por dólar.

Taxa de juros

Com a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia, de 12,00% para 11,50% ao ano na semana passada, o mercado financeiro manteve inalterada  a sua estimativa de uma nova redução da Selic na última reunião do Copom no fim de novembro para 11,00% ao ano – nível em que deverá  encerrar  2011. Para 2012, a projeção dos analistas do mercado continuou em 10,50% ao ano, projetando uma nova redução dos juros básicos ao longo do próximo ano.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro  elevaram a sua projeção para o saldo da balança comercial, exportações menos importações, em 2011. Na avaliação do mercado o superávit deve subir de US$ 26,4 bilhões para US$ 27 bilhões.

Para 2012, a autoridade monetária informou, através do Relatório de Mercado – Focus, que a estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial subiu de um superávit de US$ 18,45 bilhões para US$ 18,90 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de capital estrangeiro produtivo em 2011 continuou em US$ 60 bilhões. Para 2012, a estimativa para a entrada de investimentos no Brasil foi elevada de US$ 50 bilhões para US$ 51,8 bilhões.

Copom reduz juros em 0,50 pp para 11,5% ao ano.

Ao término do segundo dia, nesta quarta-feira, de reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária, que é formado pelas diretorias e presidente do Banco Central do Brasil, foi anunciado que o colegiado informou  a decisão de reduzir  a taxa de juros básica da economia, de 12,00% para 11,50% ao ano.

Com esta é a segunda redução seguida dos juros, que para surpresa do mercado financeiro foram reduzidos no fim do mês de agosto. A redução dos juros anunciada hoje pelo COPOM, leva a taxa de juros próxima ao de janeiro de 2011, quando a taxa estava em 11,25% ao ano.

Crise internacional

A decisão do afrouxamento da politica monetária por parte do Banco Central foi tomada foi justificada com o argumento do agravamento da crise financeira internacional, que teve inicio no mês de setembro de 2009, mas que ganhou força  com o rebaixamento da dívida soberana  dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors.

Para a autoridade monetária, a transferência do cenário de crise por que passam as economias da Zona do Euro e Estados Unidos para a economia brasileira pode ocorrer motivado pela queda no volume de comércio e do menor entrada de investimentos direto no país, agregado a este fato estão às restrições ao crédito e da “piora” da percepção de consumidores e empresários. A crise também deve provocar, ainda, redução nos preços dos alimentos colaborando para conter as pressões inflacionárias.

Sinais do BC e previsões do mercado

A autoridade monetária já vinha sinalizando para o mercado que promoveria um novo corte na taxa básica de juros da economia brasileira. Anteriormente já havia comunicado amplamente que “ajustes moderados” nos juros seriam compatíveis com a inflação no centro da meta de 4,5% já em 2012. Desta forma, a decisão já era esperada pelo mercado financeiro, que embutia em suas projeções uma redução de 0,5 ponto percentual  ao término da reunião do Copom, para 11,50% ao ano.

Nas últimas semanas divulgação de indicadores econômicos divulgados, bem como as indicações da autoridade monetária, ratificaram o cenário de desaceleração da economia nacional. A prévia do PIB, divulgada pelo Banco Central, apresentou redução de 0,53% em agosto, assim como a desaceleração da produção industrial, e as vendas do varejo no mesmo período, também sugeriram desaceleração da economia. Dados dos empregos formais, assim como a arrecadação, também sinalizam o redução do nível de atividade.

Explicação da decisão

Ao término da reunião do Copom desta quarta-feira, 19/10,  foi divulgado o seguinte comunicado: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11,50% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″.

Volatilidade

Um termo muito conhecido e usado no mercado financeiro. Usado em momentos de incerteza, indecisão, medo, euforia, expectativas positivas ou não, um termo que corresponde às oscilações de taxas, índices e até mesmo ao preço dos ativos no mercado financeiro.

Mas afinal, o que é esta tal volatilidade? Bom, falando em “economeis”, língua praticada pelos profissionais da área financeira, volatilidade é uma medida de dispersão dos retornos de um título ou índice de mercado.

Vamos entender melhor o que é: O mundo vive um momento de extrema volatilidade nos mercados financeiros, o risco eminente de um calote da Grécia não faz a menor diferença para o mundo, mas então, por que tanto medo? Simples, os principais bancos do mundo são credores desta tal economia prestes a falir, logo, se ocorre um calote as principais instituições financeiras vão perder seus recursos financeiros aplicados neste país.

Voltando a volatilidade, note que no texto supracitado sito a palavra MEDO, diretamente relacionada a volatilidade, o tal medo gera a especulação, fruto de ganhos e prejuízos no mercado financeiro e também o principal objeto que gera a liquidez dos ativos. Bom, o medo é um dos fatores preponderantes no aumento das taxas de juros de qualquer ativo ligado à dívida. Logo, quanto maior a probabilidade de inadimplência maior será o juros cobrado nos empréstimos das pessoas, instituições ou países que tomam estes recursos. O inverso também é verdadeiro, quanto menor a probabilidade de calote, menor será o juros cobrado as pessoas, instituições ou países. Conseguem relacionar por que o Brasil possui uma das taxas de juros mais altas do mundo?

Bom, entendendo isso, precisamos saber também que o medo de inadimplência (quando falamos de juros) fica oscilando o tempo todo. Um mega analista fala “muito risco” o outro concorda, os juros sobem. Logo, um outro mega analista afirma “não, os juros estão altos de mais para o risco baixo de calote, vamos baixar” e assim o mercado vai se movendo, juros altos, juros baixos. Esta oscilação de juros altos e juros baixos é chamada de volatilidade.

Agora você me questiona, “um texto deste tamanho para entender que volatilidade nada mais é do que a alta e a queda nos juros ou em índices ou mesmo no preço dos papéis negociados?” Sim, mas isto é fundamental para os analistas do mercado financeiro. Através volatilidade estima-se inúmeros fatores e avaliações de riscos.

É uma variável que mostra a intensidade e a freqüência das oscilações nas cotações de um ativo financeiro, logo, quanto maior o índice de volatilidade, medido, em seu método mais simples pelo histórico de um desvio padrão, maior o risco da operação no ativo analisado. Então, começamos a observar a importância dos profissionais da área financeira, que ficam horas e horas calculando medidas para mensurar e diminuir os riscos nas operações as quais os investidores pretendem obter lucros.

Autor: Tiago Luz Boeira

Mercado financeiro mantém expectativa de redução de taxa de juros.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado ontem, 17/10, pelo Banco Central do Brasil, revela que a expectativa dos analistas do mercado financeiro para o índice de inflação oficial do governo para 2011 foi mantida em 6,52% ao ano.

Entretanto, para o próximo ano os economistas do mercado elevaram o IPCA de 5,59% para 5,61%, ainda em um nível acima do centro da meta de inflação para 2012, que é de 4,50%. Cabe destacar que a meta tem uma margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Em relação à inflação de curto prazo, o mercado reduziu sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de outubro de 0,46% para 0,45%. A projeção para o IPCA de novembro permaneceu em 0,50%.

Cambio

Os analistas do mercado financeiro estimam que o dólar termine 2011 em R$ 1,75, mesmo nível projetado na semana anterior. A expectativa para a taxa de câmbio média ao longo de 2011 caiu de R$ 1,67 para R$ 1,66. Para o encerramento de 2012, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 1,75. A média prevista para o dólar para 2012 subiu de R$ 1,72 para R$ 1,74.

Juros

Os economistas do mercado financeiro, de acordo com o Relatório de Mercado – Focus, não alteraram a sua estimativa a Selic, taxa básica de juros da economia, para 2011 em 11,00% ao ano. Para 2012 a projeção para a Selic continuou em 10,50% ao ano.

Com isso o mercado projeta redução da Selic nas duas próximas reuniões do Copom e também em 2012.

PIB e Produção Industrial

Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011, de 3,50% para 3,42%, dados divulgados hoje pelo boletim Focus. Para 2012, a expectativa para o crescimento da economia foi reduzida de 3,70% para 3,60%. A expectativa do mercado para o crescimento da produção industrial em 2011 caiu de 2,26% para 2,04%. Para o ano que vem, a estimativa para o crescimento da indústria recuou de 4,30% para 4,15%.

Balanço de Pagamentos

O mercado financeiro projeta que resultado do balanço de pagamentos para 2011 apresente um ligeiro declínio no déficit em conta corrente passando de US$ 55,75 bilhões para US$ 55,30 bilhões. Para 2012, o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos igualmente apresenta declínio no déficit, caindo de US$ 68,20 bilhões para US$ 68,00 bilhões.

A projeção para superávit do saldo da balança comercial em 2011 subiu de US$ 26,00 bilhões para US$ 26,40 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial foi elevada de US$ 18,00 bilhões para US$ 18,45 bilhões.

Em relação ao ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, o mercado estima elevação da entrada de recursos de US$ 59 bilhões para US$ 60,00 bilhões. Para 2012, a projeção continuou em US$ 50 bilhões.

Inflação em alta; o que fazer?

Com o índice de inflação acima da expectativa do mercado financeiro em setembro, o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, marcou 0,53% no mês, enquanto as projeções abalizavam uma alta de 0,50%.

Com a elevação dos preços, as modalidades de investimentos disponíveis no mercado acabam apresentando um ganho real -rentabilidade descontada a inflação- menor. Assim sendo, na conjuntura econômica atual, quais seriam as melhores alternativas de investimentos?

O investidor precisa atentar para o retorno real do investimento, ou seja, o quanto se obtém de rendimento acima da inflação. O investidor nem sempre está atento a este ponto, o que é muito importante.

O investimento em títulos indexados a índices de inflação é uma das formas de se proteger da elevação dos preços. A explicação é simples, os títulos atrelados ao IPCA, por exemplo, tem parte de sua rentabilidade com base na inflação mais o chamado “cupom de juros”, uma taxa prefixada. Logo, se a inflação subir, o retorno real está garantido. Porém, é importante saber que mesmo com a inflação elevada, podem haver outras modalidades de investimentos que tem potencial para oferecer bom rendimento.

Ponto de atenção

É importante destacar que as decisões de investimentos não devem ser baseadas somente na inflação de setembro para a tomada de decisão de investimentos em títulos atrelados ao índice de preços. Para os próximos meses, a perspectiva é que a escalada de preços seja reduzida e encerre o ano próximo ao teto da meta, que é de 6,5%.

Nos últimos tempos, a autoridade monetária tem dado indícios do comportamento das taxas de juros. Além da redução da Selic em 0,5 ponto percentual na reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária- em agosto, o Banco Central sinalizou, através da Ata, que a taxa básica de juros da economia deve sofrer novas reduções nas próximas reuniões.

Este fato torna os investimentos em títulos prefixados mais atraentes, pois neste caso o investidor se beneficia da taxa de juros neste patamar elevado.

Entretanto, é preciso estar atento às curvas de juros futuros na BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros, já estão precificando mais duas quedas de 0,5 ponto percentual nas duas próximas reuniões do COPOM, que acontecem nos dias 18 e 19 de outubro e 29 e 30 de novembro. A expectativa dos analistas do mercado financeiro, divulgada através do Relatório de Mercado – Focus, aponta para uma redução de 1,00 ponto percentual na Selic até o término de 2011.

Portanto, a compra de títulos prefixados de curto prazo neste momento pode não ser uma boa opção. No curto prazo, os títulos prefixados podem não ser uma boa opção, uma vez que a taxa já reflete esta redução.

No médio e longo prazo, entretanto, os títulos prefixados podem ser uma alternativa atrativa. Se o Banco Central mantiver esta política de redução dos juros básicos da economia em 2012, títulos prefixados podem apresentar um bom retorno.

Porém, é preciso compreender que esta é uma estratégia que embute um nível maior de risco. Uma vez que não há como se precisar se a taxa de juros vai manter a trajetória de queda no próximo ano, logo o investidor que optar por títulos atrelados a taxa prefixada de longo prazo deve saber que vai correr um pouco mais risco em busca de melhor retorno.

Por outro lado, para aqueles que optarem por uma postura mais conservadora, uma boa alternativa, é apostar em títulos pós-fixados, atrelados à taxa de juros ou à própria inflação. Caso a inflação fique dentro da meta, o investidor não perde. Contudo, se governo errar na medida, e a inflação ficar acima do previsto, correrá menor risco. A opção por estes títulos, portanto, possibilita menor chance de perder e mais a ganhar.

Na avaliação da autoridade monetária, a inflação deve convergir para o centro da meta já em 2012, entretanto o mercado acredita que a inflação não volte ao centro da meta antes de 2013. Neste caso  os títulos atrelados à inflação podem se configurar como a melhor opção neste momento.

Renda Variável

Em um mercado equilibrado a redução dos juros, faz com que o investimento em ações se apresente como uma boa alternativa. Porém, no cenário atual, o investidor precisa ficar atento ao mercado de renda variável. Do jeito que o mercado está investir em ações é risco puro.

Uma alternativa para os investidores seria adotar uma estratégia de investir em ações que pagam bons dividendos, que por suas características defensivas, tendem a proteger a carteira contra a volatilidade do mercado.

Por outro lado, é importante ressaltar que a economia brasileira permanece com bons fundamentos e a expectativa para as ações no longo prazo permanece favorável. Logo, a estratégia é investir em ações de companhias de grande porte que proporcionem alta percepção de qualidade, liquidez e lucros.

Mercado mantém projeção de alta para a inflação de 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 10/10, pelo Banco central, mostra que na expectativa dos analistas do mercado financeiro, o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deve subir em 2012.

Para 2011, os analistas do mercado financeiro, estimam que de inflação permaneça estável em 6,52%. Entretanto, a projeção para o índice de inflação oficial para o próximo ano, foi elevada de 5,53% para 5,59%. Com esta, é a sexta alta seguida do IPCA. O relatório de inflação do terceiro trimestre, divulgado na semana retrasada pela autoridade monetária, projeta variação do IPCA de 6,4% para 2011, com 45% de chance de extrapolar o teto de 6,50% do sistema de metas. Para o próximo ano a estimativa gira em torno de 5%.

Juros e câmbio

Os analistas do mercado financeiro seguem acreditando que o COPOM – Comitê de Política Monetária deverá reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,5 ponto percentual na reunião que acontece em 18 e 19 de outubro, para 11,50% ao ano. Hoje, a taxa está fixada em 12% ao ano. Da mesma forma, mantiveram inalterada a projeção de que os juros voltarão a recuar na reunião de novembro deste ano, quando encerrariam o ano em 11% ao ano. Para 2012, a estimativa dos economistas do mercado continuou em 10,50% ao ano, o que implica novos em novos cortes nas taxas de juros no transcorrer do próximo ano.

No entender dos analistas do mercado financeiro, a taxa de câmbio no fim de 2011 deve apresentar ligeira alta, saltando de R$ 1,73 para R$ 1,75 por dólar. Para o encerramento de 2012, a projeção do mercado para a taxa de câmbio subiu de R$ 1,70 para R$ 1,75 por dólar.

PIB

Mais uma vez os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011, de 3,51% para 3,50%.

Apesar de manter a projeção estável na semana passada, o mercado iniciou os ajustes para baixo na estimativa do PIB após o agravamento da crise financeira internacional, especialmente após a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a expectativa do mercado para o crescimento da economia brasileira continuou em 3,70%.

Balanço de Pagamentos e IED

A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial brasileira em 2011 é de superávit, devendo subir de US$ 25 bilhões para US$ 26 bilhões.

Para 2012, a autoridade monetária informou nesta segunda-feira que a projeção dos analistas do mercado financeiro para o superávit saldo da balança comercial subiu de US$ 16,55 bilhões para US$ 18 bilhões.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa do mercado para o ingresso de recursos em 2011 foi elevada de US$ 55 bilhões para US$ 59 bilhões. Para 2012, a expectativa de entrada de recursos no Brasil conservar-se em US$ 50 bilhões.

Será o fim do Capitalismo?

Em 2008 estoura a bolha do mercado imobiliário dos Estados Unidos. Uma crise que contaminou o mundo com títulos de dívida agrupados em fundos de investimentos de qualidade questionável, os chamados empréstimos subprime.

Mas este é o problema da crise que as principais economias do mundo ainda vivem? Absolutamente não. A crise de 2008 foi apenas um pequeno fator que afetou diretamente as grandes instituições financeiras, estas quebraram, outras foram salvas pelo governo (foram estatizadas), algumas foram compradas por outras, houve fusões e aquisições, enfim, tudo voltou a caminhar bem.

Então qual o problema da crise financeira atual? No desenvolvimento de um mundo capitalista o Governo se transforma no provedor de recursos escassos, recursos estes como saneamento básico, educação, saúde, entre outros. As economias consideradas desenvolvidas possuem grandes estruturas de apoio à infraestrutura, promovida pelo Estado. Sendo assim, podemos iniciar um debate, nos questionando onde está o erro das economias quando desenvolvem a estrutura necessária para o desenvolvimento do próprio Estado? O erro em si não estar em prover os recursos escassos, e sim em persistir em continuar mantendo os recursos que poderiam ser terceirizados e mantidos por empresas focadas e especializadas neste segmento.

O Estado deve ser o provedor, logo, o incentivador da criação de novas empresas para gerarem benefícios e construírem os recursos para a sociedade. Este incentivo provocaria a concorrência, gerando cada vez mais qualidade para os consumidores e melhorando a oferta de preços. Quando o Estado passa a ser o mantenedor dos recursos, ele perde o foco de legislar e direcionar os rumos da economia, passando então a se endividar freqüentemente para suprir as necessidades econômicas da população.

As principais economias desenvolvidas que, atualmente passam por problemas de crédito, geraram grandes benefícios para a população e, ainda querem continuar gerando benefícios com tal qualidade. Entretanto o “dinheiro acabou”, a economia precisa caminhar com suas próprias pernas, sem a mão do Estado. Mas para que aja esta reestruturação, muita turbulência acontecerá! A população se revoltará, veremos manifestações e muitos protestos, quem sabe mortes e sofrimentos.

Não acredito que chegamos ao fim do capitalismo. Mas acredito seriamente em uma reestruturação deste modelo econômico em que o Estado mantém os menos favorecidos. Acredito em um modelo econômico onde as empresas passarão a pagar menos impostos e reverter (sem desvio de verbas) estes recursos para seus próprios funcionários, com educação, saneamento, hospitais e também pensando em questões ambientais!

Muitas empresas, atualmente, já se preocupam com questões como estas, pois funcionário contente é funcionário que tem produção, funcionário que não precisa se preocupa com a educação ou saúde do seu filho é um funcionário motivado. As empresas começaram a enxergar que seus proprietários são meros passageiros pela vida eterna da mesma, logo, iniciaram uma pequena cultura de cuidar das questões ambientais, pois no futuro, elas precisarão dos recursos naturais.

Este é o início de uma mudança no modelo capitalista em que vivemos. As empresas assumindo o poder do Estado, e este último provendo somente os bens escassos e incentivando o nascimento de novas empresas para suprir esta escassez. O Estado também deve ter um grande papel de fiscalizador, fazendo com que as empresas cumpram com suas obrigações acordadas para o desenvolvimento contínuo da nação.

Autor: Tiago Luz Boeira

Mercado reafirma expectativa de redução dos juros em outubro.

O Relatório de mercado – Focus divulgado hoje pela autoridade monetária que mais os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua a projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2011 e elevaram a estimativa para o índice de inflação para o próximo ano, da mesma forma mantiveram a sua estimativa o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto, que mede o desempenho da economia brasileira.

Inflação

O boletim Focus divulgado hoje, 03/10, pelo Banco Central, informa que na avaliação dos analistas do mercado financeira a estimativa para o índice de inflação de 2011 permaneceu inalterado, ficando em 6,52 – portanto acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Para 2012, projeção para o IPCA, subiu de 5,52% para 5,53%.

Os analistas das instituições financeiras elevaram também a sua estimativa em relação à inflação de curto prazo, na semana anterior a expectativa era de que o IPCA fechasse o mês de setembro em 0,49%, nesta edição do Focus o mercado estima o índice em 0,51%. Para outubro a projeção foi elevada para 0,47%.

Juros
Nesta edição do Relatório de Mercado – Focus, os economistas do mercado financeiro reafirmam a sua expectativa de que o Copom – Comitê de Política Monetária deverá reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na reunião de outubro, neste caso a taxa passaria de 12,00% para 11,50% ao ano.  O mercado projeta ainda em nova redução dos em dezembro deste ano, para um patamar de 11,00% ao ano. Para 2012, os analistas do mercado reafirma a estimativa do mercado na redução dos juros básicos da economia, neste caso a taxa encerraria 2012 em 10,50%, ao invés de 10,75% ao ano, conforme estimativa da semana anterior.

Na edição do relatório Focus de hoje, a estimativa dos economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fechamento de 2011 subiu de R$ 1,68 para R$ 1,73 por dólar. Para o final de 2012, a estimativa dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio também foi elevada passando de R$ 1,68 para R$1,70, por dólar.

PIB

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 permanecendo em 3,51%. A manutenção da estimativa para o crescimento da economia quebra uma sequencia de sete quedas seguidas para a projeção para o crescimento da economia recua.

Para 2012, a estimativa dos analistas do mercado para o crescimento da economia brasileira também permaneceu inalterada em 3,70%.

Balanço de Pagamentos e IED

Na avaliação do mercado financeiro, o saldo da balança comercial brasileira, exportações menos importações, para 2011 deve apresentar elevação do superávit de US$ 25 bilhões.

Para 2012, a estimaiva do mercado para o saldo da balança comercial subiu de US$ 16,4 bilhões para US$ 16,55 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, os analistas do mercado esperam estabilidade para o ingresso de 2011, permanecendo em US$ 55 bilhões. Para 2012, a expectativa de ingresso de recursos no Brasil ficou US$ 50 bilhões.