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Consultoria em Investimentos

setembro, 2011

PANORAMA – AGOSTO / 2011

Ouro tem melhor retorno no mês e bolsa mais uma vez fica na lanterna dos investimentos

As turbulências de agosto nos mercados financeiros provocaram um efeito que os investidores chamam de “fuga para qualidade” o que provoca saída de recursos das Bolsas de Valores em direção de ativos considerados menos arriscados como o ouro. Na BM&F, as cotações da commodity valorizaram 7,9% no mês, constituindo-se com folga como o investimento que mais valorizou no período.

IMA

Na segunda colocação no ranking dos investimentos aparece o IMA – Índice de Mercado ANBIMA e seus subíndices, que apresentaram expressiva valorização no mês de agosto.

A explicação é simples, no inicio de agosto o mercado financeiro passou a projetar índice de inflação e taxa de juros menores, isso abriu espaço para a forte valorização do IMA, uma vez que o índice vinha pressionado desde o inicio do ano por conta da expectativa de inflação fora do centro da meta e consequente elevação dos juros pela autoridade monetária.

No mês o IRF-M subiu 3,22%, o IMA-B 5,43%, o IMA-S 1,07% e finalmente o IMA –Geral subiu 2,99%.

Bolsa

Mesmo apesar do quarto pregão seguido de alta, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo terminou o mês de agosto em baixa de 3,96%.

Agosto foi o mês de maior volatilidade desde a crise que se abateu sobre o mercado em 2008. No período mais critico do mês, dias após o rebaixamento da classificação de risco da dívida dos Estados Unidos, o Ibovespa chegou a cair dos 49 mil pontos. No ano, índice da bolsa paulista acumula queda de 18,48%.

Para o mês de setembro, o mercado permanece cauteloso, mas investidores acreditam que o mercado apresente menor volatilidade, o que favoreceria uma recuperação das ações.

A expectativa para esses últimos quatro meses do ano são um pouco melhores. Os dados factuais e os dados de expectativa, como sentimento econômico e sentimento do consumidor, no meu modo de ver, já chegaram ao fundo do poço.

Entretanto, o foco de atenção do mercado vai estar voltado para os dados econômicos nos Estados Unidos, sobre indústria e emprego, para confirmar ou não a expectativa de uma recessão na maior economia global.

Em uma esfera menos restrita, os investidores ainda conseguem encontrar opções menos voláteis no segmento de renda fixa. A rentabilidade média dos CDBs foi de 1,07% em agosto, superando a inflação de 0,44% medida pelo IGP-M no período.

Até mesmo a poupança, com um retorno de 0,71%, proporcionou alguma tranquilidade para os aplicadores neste mês.

Os preços do dólar mostrando valorização de 2,5% em agosto, fato raro neste ano.

O cenário externo preocupa, mas também há alguns indícios positivos nos EUA e na Europa. O banco central americano sinalizou novas medidas para ajudar a recuperação da economia –o que ainda precisa se confirmar– e na Europa, há esboços de uma solução conjunta para a crise das dívidas soberanas — o que também precisa virar realidade.