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setembro, 2011

BACEN eleva projeção de inflação para 2011.

A autoridade monetária revelou hoje, 29/09, através do Relatório Trimestral de Inflação que elevou a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, de 2011 para 6,4%,. A expectativa do BACEN em relação a evolução do índice oficial de inflação era de 5,8%. Nos 12 meses, anteriores ao terceiro trimestre de 2011, o BC estima que a inflação fique em torno de 7,2%.

Por outro lado, a estimativa para a inflação em 2012 recuou de 4,8%, no relatório anterior, para 4,7% nesta edição. O centro da meta de inflação tanto para 2011 como para 2012 é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, logo, o limite superior é 6,5% e o inferior, 2,5%. A autoridade monetária só projeta inflação no centro da meta, de 4,8%, no segundo trimestre de 2013.

Além das estimativas do cenário de referência, o relatório do BACEN apresenta projeções do cenário de mercado. Essas projeções são feitas baseadas nas expectativas dos economistas do mercado financeiro consultados pela autoridade monetária, tanto para a taxa Selic quanto para a taxa de câmbio.

PIB

O relatório revela que a estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto foi reduzida de 4%, projeção dos dois últimos Relatórios de Inflação, para 3,5%. Conforme o BACEN, a queda é o reflexo da inclusão dos resultados do segundo trimestre 2011 de dados preliminares referentes ao terceiro trimestre e da atualização do cenário macroeconômico para o último trimestre do ano.

Perspectivas

A autoridade monetária divulgou também o cenário alternativo, que leva em consideração que “a atual deterioração do cenário internacional cause impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do observado em 2008/2009 – crise financeira internacional”.

O cenário apresentado considera ainda que haverá desaceleração da atividade econômica do país, “e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional”.

Mercado eleva projeção para a inflação em 2011 e 2012.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 26/09, mostra que na expectativa dos analistas do mercado financeiro a inflação deve subir em 2011 e em 2012.  A estimativa para o índice de inflação oficial do governo para 2011 foi elevada de 6,46% para 6,52%, em um nível ainda longe do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%.

Para a inflação de 2012 o mercado financeiro projeta elevação de 5,50% para 5,52%. Para a inflação de curto prazo, os analistas de mercado também elevaram a sua estimativa. Para setembro o índice subiu de 0,45% para 0,49%. A projeção para o IPCA de outubro foi elevada de 0,47% para 0,48%.

PIB

A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2011 medido pelo PIB – Produto Interno Bruto foi reduzida levemente de 3,52% para 3,51%. Para 2012, a estimativa para o crescimento da economia ficou em 3,70%. A expectativa em relação ao crescimento da produção industrial em 2011 recuou de 2,52% para 2,51%. Para 2012, a projeção para o crescimento da indústria foi mantida em 4,30%.

Juros e cambior

Os economistas do mercado financeiro conservaram a sua projeção para a taxa Selic,  taxa básica de juros da economia,  para o encerramento de 2011 em 11,00% ao ano. Já a estimativa para a Selic ao fim de 2012 conservar-se em 10,75% ao ano.

Para o segmento de câmbio, o mercado projeta que o dólar termine 2011 em R$ 1,68, nivel acima do estimado na semana anterior, de R$ 1,65. A estimativa para o câmbio médio no decorrer de 2011 foi elevada de R$ 1,62 para R$ 1,63. Para 2012, o mercado espera uma elevação para a taxa de câmbio, Neste caso a estimativa subiu de R$ 1,65 para R$ 1,68.

Balanço de pagamentos e IED

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos passou de déficit de US$ 57,80 bilhões para US$ 56,35 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente caiu de US$ 68,90 bilhões para US$ 68,76 bilhões.

A estimativa de superávit comercial em 2011 foi elevada de US$ 24,00 bilhões para US$ 25,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial avançou de US$ 15,80 bilhões para US$ 16,40 bilhões. Os economistas do mercado financeiro  conservaram a projeção de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 50 bilhões.

Mercado eleva projeção da inflação para 2011 e 2012.

O Relatório de mercado – Focus mostra que mais uma vez os analistas do mercado financeiro elevaram a sua a expectativa em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, tanto para 2011 quanto para o próximo ano, da mesma forma reduziram a sua estimativa  o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto, que mede o desempenho da economia brasileira.

Inflação

O boletim Focus divulgado hoje,  19/09, pelo Banco Central, informa que a avaliação do mercado a estimativa para o índice de inflação de 2011 passou de 6,45% para 6,46% – encostando perigosamente no teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Para 2012, projeção para o IPCA, subiu de 5,40% para 5,50%.

Os analistas das instituições financeiras elevaram também a sua estimativa em relação à inflação de curto prazo, na semana anterior a expectativa era de que o IPCA fechasse o mês de setembro em 0,43%, nesta edição do Focus o mercado estima o índice em 0,45%. Para outubro a projeção se manteve em 0,47%.

Juros
Na avaliação dos economistas do mercado financeiro, o Copom – Comitê de Política Monetária deverá reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na reunião de outubro, neste caso a taxa passaria de 12,00% para 11,50% ao ano.  O mercado projeta ainda em nova redução dos em dezembro deste ano, para um patamar de 11,00% ao ano. Para 2012, a estimativa do mercado é também de redução dos juros básicos, neste caso a taxa encerraria 2012 em 10,75%, ao invés de 11,00% ao ano, conforme estimativa da semana anterior.

Na edição do relatório Focus de hoje, a estimativa dos  economistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fechamento de 2011 subiu de R$ 1,60 para R$ 1,65 por dólar. Para o final de 2012, a estimativa dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu inalterada em R$ 1,65 por dólar.

PIB

Os economistas do mercado financeiro mais uma reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2011 de 3,56% para 3,52%. Com esta, é a sétima semana seguida que a projeção para o crescimento da economia recua.

Os ajustes para baixo foram iniciados após a deterioração da economia internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a estimativa dos analistas do mercado para o crescimento da economia brasileira caiu de 3,80% para 3,70%.

Balanço de Pagamentos e IED

Na avaliação do mercado financeiro, o saldo da balança comercial brasileira, exportações menos importações, para 2011 deve apresentar elevação do superávit, subindo dos atuais US$ 23,8 bilhões para US$ 24 bilhões.

Para 2012,  a estimativa do mercado para o saldo da balança comercial subiu de US$ 15,3 bilhões para US$ 15,8 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, os analistas do mercado esperam estabilidade para o ingresso de 2011, permanecendo em US$ 55 bilhões. Para 2012, a expectativa de ingresso de recursos no Brasil ficou US$ 50 bilhões.

Mercado financeiro projeta novo corte dos juros em outubro.

O Relatório de mercado divulgado hoje, 12/09, pelo Banco Central, informa que os analistas do mercado financeiro acreditam em uma nova redução de 0,50% ponto percentual na taxa básica de juros pelo Copom – Comitê de Politica Monetária. Esta nova redução, na avaliação do mercado, tem por objetivo minimizar os efeitos da crise internacional.

Na avaliação dos analistas do mercado financeiro, os juros deverão ser reduzidos também na última reunião do Copom em dezembro, uma vez que, na visão do mercado, os juros encerrariam 2011 com uma taxa de 11% ao ano. O mercado projeta, ainda, queda dos juros para 10,75% ao ano em abril de 2012, porém nova elevação, para 11% ao ano, em setembro de 2012 – nível em que a taxa encerraria o ano de 2012.

As projeções dos analistas do mercado foram reavaliadas com base na análise da última ata do Copom, divulgada na quinta-feira da semana passada. O documento esclarece os motivos para o corte de 12,50% para 12% ao ano nos juros. Na ata, a autoridade monetária informou que “ajustes moderados” na taxa de juros “são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″ – dando sinais, que novos ajustes na taxa de juros podem ocorrer futuramente.

Índice de Inflação e taxa de cambio

A expectativa dos analistas do mercado financeiro em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, segundo o relatório Focus,  é de alta tanto para este ano, como para 2012. Para 2011, a estimativa subiu de 6,38% para 6,45% – próxima ao teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Para o IPCA de 2012, a projeção foi elevada de 5,32% para 5,40%.

Em relação à inflação de curto prazo o mercado também elevou sua projeção. Para setembro o mercado projeta que IPCA de 0,42%, para outubro a expectativa do mercado é que o índice de inflação apresente variação de 0,45%.

Para a taxa de câmbio, os economistas do mercado financeiro, projetam estabilidade para o cambio no fim de 2011, na avaliação do mercado a taxa permanecerá inalterada em R$ 1,60 por dólar. Para 2012, o mercado financeiro projeta, igualmente, estabilidade para a taxa de câmbio, ficando em R$ 1,65 por dólar.

PIB

O mercado financeiro também reduziu, a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011 de 3,67% para 3,56%. Com esta, é a sexta redução seguida da estimativa para o crescimento da economia.

Os ajustes na percepção do mercado começaram com o agravamento da crise financeira internacional, com a redução da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a expectativa dos analistas do mercado para o crescimento da economia brasileira caiu de 3,84% para 3,80%.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro projetam elevação para o saldo da balança comercial brasileira, que considera exportações menos importações. Na avaliação do mercado o superávit da balança comercial em 2011 deve subir de US$ 23 bilhões para US$ 23,8 bilhões.

Para 2012, os economistas projetam redução para o saldo da balança comercial de superávit de US$ 11,6 bilhões para US$ 15,3 bilhões.

Na estimativa do mercado para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2011 permaneceu em US$ 55 bilhões. Para 2012, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil também não mudou, ficando US$ 50 bilhões.

Os dez mandamentos do investidor, na visão de Lírio Parisotto.

Com quase 40 anos de atuação na Bolsa, empresário tem patrimônio em ações superior a R$ 2 bilhões

O empresário Lirio Parisotto Lirio Albino Parisotto, empresário nascido em Nova Bassano, interior do Rio Grande do Sul, já foi agricultor, seminarista, bancário, médico, comerciante. O hoje proprietário da Videolar, empresa líder no mercado brasileiro em DVDs e Blu-ray, é um dos maiores investidores pessoa física da Bovespa. O início de Parisotto no mercado de ações ocorreu em 1971, quando ele venceu um concurso de monografias organizado pelo Ministério do Exército. O prêmio, uma quantia em dinheiro equivalente ao valor de um Fusca, foi todo aplicado na Bolsa – e, em pouco tempo, o investimento foi todo perdido. (primeiro – e talvez o maior – ensinamento: o mercado pune severamente os aventureiros)

Sem formação em economia ou no mercado acionário, o empreendedor leu muito sobre como investir e, apesar do primeiro fracasso, não desistiu. Quinze anos depois entrou novamente no pico do mercado (achei o membro fundador da ABCT – Associação Brasileira de Compradores de Topo…) , investiu US$ 500 mil na bolsa – parte do capital da Videolar, empresa ainda em seu início – e perdeu 40% da aplicação. Mas não desanimou. No início dos anos 1990, com um investimento de US$ 2 milhões (em valores da época) e uma meta fixa para sair do mercado assim que o valor dobrasse, aplicou novamente em ações. Após um ano, conseguiu US$ 8 milhões de retorno. (depois de 20 anos de mercado, ainda não conseguia se ater à sua estratégia. Tinha meta de sair com 100% e não saiu. Deu sorte de o mercado ficar a seu favor, senão tinha quebrado de novo…) Com o investimento bem sucedido, o empresário recuperou os prejuízos anteriores e comprou a participação de seu sócio na Videolar. Depois de um período sem investir, Parisotto aplicou, em 1998, US$ 6 milhões e formou sua carteira de 11 empresas, sempre reinvestindo os dividendos e aplicando mais dinheiro para aumentar o portfólio acionário. (nova estratégia, que me parece ser a melhor para o longo prazo: carteira enxuta e reaplicação dos dividendos nas próprias empresas)

Na crise financeira de 2008, o investidor – que perdeu R$ 1 bilhão em cinco meses – conseguiu se recuperar rapidamente. Não vendeu suas ações e aproveitou o momento para comprar, aplicando R$ 300 milhões. (nada com ter 37 anos de experiência… quantos de nós não conhecemos pessoas que se apavoraram na crise e se desfizeram dos seus papéis no prejuízo? Só na minha família tem duas…) Seu patrimônio cresceu com a retomada da economia. Em sua carteira estão empresas dos setores de siderurgia, mineração, energia e bancário (excelentes escolhas para uma carteira de longo prazo: empresas de característica cíclica (que se aproveitam do crescimento econômico) e mescladas com boas pagadoras de dividendos).

Esse longo histórico de sucessos, mas também de fracassos, fez Parisotto elaborar seus dez mandamentos para quem investe em ações. E é um decálogo de respeito: o empresário é dono de um patrimônio superior a R$ 2 bilhões na Bolsa.

Dez mandamentos para o investidor

1. Não perca tempo com a Oferta Pública de Ações (IPOs, na sigla em inglês) “As empresas que abrem seu capital representam uma aventura para o investidor. Muito se gasta na contratação de bancos, impressão de materiais para a divulgação e anúncios em jornais, mas o lucro posterior nem sempre será representativo”, diz Parisotto sobre os IPOs, sigla em inglês para oferta pública inicial de ações. “Não vou dizer que todos são negócios ruins. Há exceções, mas são poucas”. (concordo. Via de regra está se apostando no escuro. Para o curto prazo, não existe histórico para fazer análise técnica. Para o longo prazo, como os balanços de cias fechadas nem sempre são publicados, não dá para fazer análise fundamentalista.)

2. Não diversifique sua carteira de ações

Segundo Parisotto, há pouca diferença de rentabilidade entre as empresas. “Somente duas ou três são expressivas”, afirma. Para escolher os melhores empreendimentos é importante analisar os balanços, a evolução dos produtos no mercado e conferir a atitude dos executivos. “Tenho 12 ações porque não tenho personalidade para ter duas. Quanto mais diversificada for sua carteira, maior será a prova de que não acredita naquilo que está comprando (GN)“, afirma. “Além disso, investir de modo mais direcionado permite que você acompanhe melhor cada uma”. (Na carteira da Geração Futuro, que administra os investimentos de Parisotto, estão presentes 14 papéis: Bicbanco, Bradespar, Banco do Brasil, Celesc, Cielo, Eletropaulo, Eternit, Grendene, Randon, Redecard, CSN, Tecnisa, Transmissão Paulista e Usiminas).(exato. Pensamento “Buffetiano” puro. Concordo plenamento. By the way, meus “bilhões” estão aplicados em somente duas ações. Sorry, periferia  )

3. Fuja de ações dos setores aéreo e varejista

“A maioria das empresas do setor aéreo – tanto no Brasil como exterior – não teve um bom desempenho e precisou de ajuda do governo. Outras faliram. E o comércio varejista não tem proteção, sofre muitas oscilações”, afirma o empresário. Já entre siderúrgicas e companhias elétricas, diz ele, é muito difícil encontrar alguma que quebrou.(concordo. Aéreas no longo prazo são uma incógnita. O varejo pode ser interessante em determinados momentos (como na saída de uma crise, por exemplo) quando os papéis estão muito descontados, mas realmente oscilam demais e podem tirar a tranquilidade do investidor. Particularmente não gosto.)

4. Fique longe de empresas que tenham sede em países exóticos

“É um absurdo que empreendimentos no Brasil tenham sede nas Bahamas, por exemplo”, afirma. “Imagine a dificuldade para analisar essa empresa criada em outro país, ou mesmo de uma que se transfira para o exterior para depois abrir capital aqui. É perigoso”.(ambev, oi?)

5. Não compre ações de empresas que deem prejuízo

Esse mandamento pode parecer óbvio, mas não é, segundo o megainvestidor. “Muitas pessoas investem nelas porque suas ações estão mais baratas, mas isso não é interessante. Empresa que dá lucro não quebra e não fica se explicando aos investidores pelo prejuízo dado”.(concordo em partes. Eu diria: não compre ações de empresas sem fundamento. O prejuízo de uma empresa deve ser analisado: é pontual ou estrutural? é decorrente de aquisições e investimentos ou de uma má gestão de uma boa empresa? Algumas empresas boas e com excelente fundamento podem dar prejuízo durante algum tempo, sem comprometer a geração de lucros futuros.)

6. Ter liquidez é fundamental

Quando você faz seus investimentos em empresas que ficam dias sem negociar, terá problemas, acredita ele. Mesmo quando quiser gastar não conseguirá comprar as ações. Imagine, então, a dificuldade na hora de vender os papéis, sugere.(clap,clap)

7. Procure ações boas e baratas

Ações com preço baixo são facilmente encontradas, mas qualidade é outro caso. Não adianta dizer que a empresa é boa se é preciso esperar 50 anos de lucro para chegar ao preço dela no mercado. “Fuja dessas”, recomenda.(tem um outro bilionário de Omaha que fez fortuna pensando assim…)

8. Faça as próprias avaliações

“Seguir loucamente boatos sobre o mercado é muito arriscado. No movimento de queda da bolsa, às vezes não há motivo para vender as ações, desde que sejam feitas análises e avaliações corretas dos números da companhia em longo prazo”, afirma ele. Se não quiser avaliar, contrate alguém que faça isso por você.(clap,clap2)

9. Tenha coragem na baixa do mercado e controle a ganância na alta

Quando o mercado cair e os preços das ações ficarem reduzidos, não venda suas aplicações desesperadamente, recomenda o veterano investidor. Controle o medo e coloque mais dinheiro (GN), esse é o momento de investir.(concordo para carteiras de longo prazo e empresas com bom fundamento. Quando se sabe o que está fazendo e tem confiança no futuro da empresa, momentos de pânico generalizado são excelentes para aumentar posições com pouco desembolso. Para o curto e médio prazo eu diria diferente: TENHA UM PLANO QUE TE DIGA O MOMENTO DE ENTRAR, O MOMENTO DE SAIR COM LUCRO E O MOMENTO DE SAIR COM PERDA)

10. Aposte num azarão

“Fazer investimentos também pode ser uma fonte de diversão”, diz. “Apostas diferentes do convencional proporcionam novos desafios e possibilidades”. (em partes. Se a aposta for “all in”, discordo totalmente. Aposta, como o nome diz, é uma grande incerteza. Para se divertir jogando, prifiro Las Vegas. Agora, se for para operar pequeno e testar estratégias fora da sua área de domínio, pode até ser)

Fonte: Portal IG

Na avaliação do Copom, inflação acumula sinais favoráveis.

O COPOM – Comitê de Política Monetária divulgou nesta quinta-feira (8), a ata de sua última reunião, quando reduziu a taxa básica de juros de 12,50% para 12% ao ano, pegando grande parte dos analistas do mercado financeiro de surpresa.  Na avaliação da autoridade monetária a redução se justifica pois, “tempestivamente” (oportunamente) atenuar as implicações de um ambiente global mais restritivo, em virtude da nova fase da crise financeira internacional, “ajustes moderados” na taxa de juros “são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″.

Metas de Inflação é uma política econômica onde principal objetivo dos países que adotam é diminuir e manter a inflação em níveis baixos. Para isto eles fazem um anúncio prévio de uma meta numérica para a inflação em prazo predeterminado e se comprometem explicitamente de que o Banco Central irá buscar o cumprimento desta meta fixada. Para alcançar a meta estabelecida, muitas vezes pelo Governo, o BC deve utilizar todos os instrumentos possíveis como a taxa de juros, o crescimento da base monetária ou a taxa de câmbio.

No Brasil, o BC tem de ajustar a taxa de juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Mudança de expectativa

Em decorrência da crise que se abateu sobre as principais economias do globo, o Banco Central alterou suas expectativas em relação ao cenário de 2012. Em julho, a autoridade monetária projetava que tanto no cenário de referência – que implica em câmbio e taxa de juros estáveis nos próximos meses – e no cenário de mercado – que considera a trajetória para câmbio e juros estimados pelo mercado financeiro – o índice de inflação, medido pelo IPCA, estava acima da meta central de inflação de 4,5% em 2012.

Entretanto, ao fim do mês de agosto, na última reunião do Copom, o Banco Central informou que suas projeções foram alteradas. “Para 2012, as projeções de inflação no cenário de referência e no de mercado recuaram, posicionando-se ao redor do valor central da meta nos dois casos. No que se refere ao primeiro semestre de 2013, a projeção de inflação recuou no cenário de referência e permaneceu estável no cenário de mercado, nos dois casos posicionando-se ao redor do valor central da meta”, na avaliação da autoridade monetária.

Um “cenário alternativo” revelado pelo Banco Central, reconhece que atual desgaste do cenário internacional provocaria um choque sobre a economia local “equivalente a um quarto” do impacto ocorrido no auge a crise internacional de 2008 e 2009. Além do mais, julga que a atual degradação do cenário internacional seja mais persistente do que a verificada em 2008, entretanto, menos aguda, sem observância de eventos extremos.

“Nesse cenário alternativo, a atividade econômica doméstica desacelera e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional”, advertiu o Banco Central.

Inflação mostra ’sinais favoráveis’

Na avaliação do Banco Central, o cenário para a inflação, a partir do mês de julho, mostra sinais favoráveis. “O Comitê avalia como relevantes, embora decrescentes, os riscos derivados da persistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda”.

O Banco Central sustentou a estimativa, já anunciada por seu presidente, Alexandre Tombini, de que a inflação deverá iniciar um ciclo de queda  nos últimos meses deste ano. “O Copom prevê que neste trimestre se encerra o ciclo de elevação da inflação acumulada em doze meses. A partir do quarto trimestre [outubro], o cenário central indica tendência declinante para a inflação acumulada em doze meses, ou seja, a mesma passa a se deslocar na direção da trajetória de metas”, notificou o BC.

Os 10 mandamentos para o investidor.

De uma hora para outra o gerente do seu banco começou a lhe enviar informações sobre o investimento ideal para você. Isso não quer dizer que voce deva sair correndo para aproveitar essa “oportunidade”, é sim o momento de procurar conhecer os novos produtos de investimentos com maior profundidade. É muito importante para o seu desenvolvimento e que tenha consciência de cada um dos 10 pontos a seguir:

1. Jamais menospreze os impactos da inflação tanto sobre os juros de seus investimentos quanto sobre o valor de suas aplicações periódicas.

2. Subjugue seus impulsos de consumo, não assuma compromissos fora de suas condições.

3. Inclua entre seus gastos com segurança o investimento mensal em um plano de saúde ou, se ainda for jovem, em um fundo dedicado exclusivamente a pagar seus gastos com saúde.

4. Mostre a seus filhos a importância do planejamento financeiro.

5. Procure sempre novas informações sobre seus investimentos e sobre novos investimentos (o mercado financeiro muda com muita velocidade).

6. Seja conservador em suas estimativas. Não conte com promoções, prêmios e heranças. Não confie na sorte. Caso isso ocorra e lhe traga um dinheiro inesperado, será então o momento ideal de rever seus planos antecipando a aposentadoria ou planejando um padrão de vida melhor na velhice.

7. Se você já perdeu dinheiro no passado, considere essa perda um investimento no aprendizado financeiro. E explore ao máximo essa lição para não perder de novo.

8. Pense como um banqueiro: não pague mais por algo que não lhe trará rendimento.

9. Ajuste seu padrão de vida para comportar seus investimentos, mas jamais deixe de destinar gastos para diversão e lazer. Sua mente estará bem se seu corpo também assim estiver. De nada adiantará fazer planos para atingir mais de 100 anos se você não tiver disposição para vivê-los.

10. BOM SENSO + BOA INFORMAÇÃO = BOA DECISÃO

Fonte: Portal IG

Mercado eleva projeção para a inflação em 2011 e 2012.

O relatório de mercado – Focus – divulgado hoje, 05/09,  pelo Banco Central mostra que na avaliação dos economistas do mercado financeiro a tendência da inflação para 2011 e 2012 é de alta. Ao contrario a estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto é de queda tanto para 2011 como para 2012.

Inflação

Os dados divulgado através boletim Focus, que é resultado de pesquisa realizada pela autoridade monetária junto a 100 instituições financeiras, mostra que o mercado financeiro espera que o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011 suba de 6,31% para 6,38%. A projeção para o IPCA de 2012, subiu de 5,20% para 5,32%.

Divergência

A avaliação dos analistas do mercado financeiro não está alinhada a do Banco Central. Na semana passada, o Copom – Comitê de Politica Monetária  reduziu  a taxa básica de juros da economia de 12,50% para 12,00% ao ano. No entender da autoridade monetária, o cenário internacional, com a nova fase da crise financeira, mostra “viés desinflacionário” no horizonte relevante.

Taxa de juros e cambio

Em relação à taxa de juros, os economistas do mercado financeiro começaram a ajustar para baixo suas projeções após ter estimado a manutenção dos juros na semana passada, quando o Copom baixou os juros.

Para 2011, na visão dos analistas do mercado financeiro a taxa básica caiu de 12,50% para 12,38% ao ano e, para 2012, recuou de 12,38% para 11,88% ao ano.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio em 2011 permaneceu estável em R$ 1,60 por dólar. Para  2012, a projeção dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou em R$ 1,65 por dólar.

PIB

Nesta edição do Focus os economistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento econômico medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011 de 3,79% para 3,67%. Com esta é a quinta semana seguida que a projeção para o crescimento da economia é reduzida.

As reduções na projeção co crescimento econômico foram iniciadas após a piora do cenário da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da classificação de risco dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira caiu de 3,90% para 3,84%.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro estimam elevação do superávit  para o saldo da balança comercial brasileira para 2011. O saldo da balança comercial é o saldo de exportações menos importações. Na avaliação do mercado o saldo da balança comercial deve subir de US$ 22,9 bilhões para US$ 23 bilhões.

Já para 2012, o relatório Focus divulgado hoje, mostra que a expectativa dos analistas do mercado para o saldo da balança comercial foi reduzida de superávit de US$ 12,10 bilhões para US$ 11,6 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção do mercado para a entrada de recursos em 2011 permaneceu estável em US$ 55 bilhões. Para 2012, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil ficou em US$ 50 bilhões.

Dividas em dólar, vantagens ou risco?

As empresas brasileiras estão identificando oportunidades em buscar financiamento no mercado internacional. As taxas de juros oferecidas no mercado externo tornam o endividamento atrativo, outro fator que incentiva esta modalidade de financiamento está relacionada com o câmbio. Mas será que este endividamento realmente é uma grande oportunidade?

Observando os Juros reais de algumas economias, logo nota-se que o endividamento externo é uma modalidade muito vantajosa. As empresas brasileiras estão buscando financiar-se em países da Europa, China e Estados Unidos, como é o caso da Vale do Rio Doce que captou US$ 3 bilhões em um consorcio de 27 bancos no exterior.

Entretanto, todo cuidado é pouco! Os juros, momentaneamente podem ser vantajosos, mas a avaliação destas operações devem ser criteriosas, pois embutem um risco muito grande. Risco este que está relacionado a oscilação cambial.  Taxa de câmbio relaciona-se diretamente com a oferta e demanda por investimentos financeiros e produtivos das economias, atualmente o Brasil possui grandes oportunidades de investimentos, assim investidores do mundo inteiro buscam aplicar seus recursos neste país, formando uma pressão nas moedas.

Um grande exemplo de investimento é na própria taxa de juros, investidores do mundo inteiro buscam investir nas taxas de juros do Brasil, pois é uma das taxas mais altas do mundo, logo, torna o país extremamente atrativo. Estes investidores compram títulos públicos, que são considerados como o menor risco de crédito da economia brasileira e, possuem boa remuneração. Mas ai vem uma questão fundamental, os juros da economia brasileira iniciaram uma tendência de baixa, o que acontecerá com o câmbio?

Bom, se a taxa de juros brasileira iniciar uma trajetória de baixa, o fator risco retorno pode fazer com que os investidores identifiquem outras oportunidades de investimentos, formando uma fuga de capital externo do Brasil. Isso impulsionará o processo de valorização das demais moedas em relação ao real, aumentando expressivamente a dívida das empresas que mantêm endividamento fora do país.

Logo, o cuidado nunca é demais, vale um alerta para as empresas! Fiquem de olho na oscilação do câmbio. Empresas como a Braskem, possui um terço de sua dívida de US$ 9,6 bilhões em bancos internacionais, a Petrobras possui cerca de 10 bilhões de dólares em dívidas com a China. O risco é eminente, vamos lembrar do “dinheiro fácil” considerado pela Sadia em 2008 em operações de swap e também da antiga VCP – Votorantim Papel e Celulose, estas obtiveram enormes prejuízos quando o dólar inverteu sua trajetória de queda.

Autor: Tiago Luz Boeira

Copom surpreende o mercado e baixa juros para 12% ao ano.

Os desdobramentos da crise financeira que afeta os países considerados desenvolvidos e as pressões políticas, levaram o Copom Comitê de Política Monetária do Banco Central, colegiado formado por seus diretores e presidente Alexandre Tombini, ousar e optar por baixar a Taxa Selic Meta de 12,50% para 12% ao ano.

Esta é a primeira redução efetiva desde julho de 2009. O colegiado do Banco Central iniciou o movimento de elevação dos juros básicos da economia em janeiro deste ano. Foram cinco reuniões consecutivas de elevação. Em dezembro de 2010, a taxa Selic era em 10,75% ao ano. Mesmo com o corte da taxa de juros anunciada no inicio da noite desta quarta-feira, 31/08, a alta acumulada neste ano é de 1,25 ponto percentual.

A decisão da autoridade monetária em baixar os juros pegou o mercado financeiro de surpresa, pois, a expectativa dos agentes do mercado divulgada expressa no relatório de mercado, Focus, pesquisa realizada semanalmente pelo Banco Central, era de que juros seriam mantidos nesta reunião e provavelmente reduzidos na próxima. Tomando por base a curva de juros futuros, que representa a expectativa das instituições financeiras, entretanto, parte dos analistas dos bancos já trabalhava com a possibilidade de juros nesta reunião.

Explicação
Ao término da reunião, o Copom divulgou nota com um longo esclarecimento para sua decisão.

“O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da

atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.  O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Sistema de metas para a inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 em 6,31%, informou o Banco Central. Para 2012, por sua vez, a previsão dos economistas dos bancos para o IPCA permaneceu estável em 5,20%. O BC já informou que busca a convergência da inflação para a meta central de 4,5% somente em 2012.

Juros reais

Mesmo com a taxa básica de juros em 12% ao ano,  a taxa real de juros no Brasil, deduzida a inflação do período, ficou em cerca de 6,3% ao ano. Para se ter uma ideia de como a taxa de juros é elevada, a taxa real do segundo do segundo colocado,  a Hungria é de 2,8% ao ano. Juros altos tendem a atrair capital estrangeiro ara a economia brasileira, já que a taxa média nos 40 países pesquisados está negativa em 0,8%. Com a entrada de capital em busca retorno a cotação do dólar é  pressionada para baixo.

Economia em desaceleração

A surpreendente decisão do Copom em reduzir a taxa de juros ocorre em meio a um cenário de desaceleração da economia, que tende a contribuir com a redução do índice de inflação. Na opinião presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, a crise internacional favorece o controle da inflação no Brasil, uma vez que avilia uma “pressão adicional” sobre os preços dos alimentos.

Em que pese o otimismo do presidente do Banco Central, alguns analistas do mercado financeiro ponderam que ainda é preciso “cautela” quanto à inflação. A inflação ainda é preocupante. Não dá nem para chamar de crise. É uma turbulência externa. Não provocou efeitos  na economia brasileira. A inflação esta acima do teto da meta, mais que 7% nos últimos doze meses. Apesar da desaceleração no setor industrial, o mercado de trabalho permanece forte. Há dados de que reajustes salariais e serviços continuam a pressionar a inflação.

Na avaliação do mercado havia uma sinalização de uma política fiscal mais rígida, ou seja, um controle maior das contas públicas, com aumento do superávit primário para os próximos anos. Entretanto, até o momento, não houve essa sinalização. E o país  está encarando ainda inflação muito forte. Ainda há pressão dos preços dos alimentos e o risco de algum choque de preço do álcool até o fim de 2011. Estes fatores em conjunto podem adiar os planos do Banco Central de reduzir os juros.

O governo precisa tomar medidas em relação ao superávit primário. Em comunicado, contudo, ponderou que o mercado financeiro demonstra “forte resistência” à probabilidade de corte nos juros, já que juros altos se contribuem em maiores lucros para os bancos. Há uma certa pressão em relação queda da inflação, ignorando completamente os efeitos venenosos de uma crise internacional que pode se agravar, e, que pode prejudicar vários setores da economia brasileira.

Superávit primário e pressões políticas

O corte nos juros vem após o governo anunciar um corte extra de R$ 10 bilhões nos gastos públicos em 2011, recursos que foram direcionados para o chamado “superávit primário”, economia feita para pagar juros da dívida pública, com a finalidade de permitir a redução dos juros.

O corte dos juros após a presidente Dilma Rousseff declarar publicamente que gostaria de ver, mesmo sem citar o momento, os juros em queda, bem como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, além de empresários e centrais sindicais.