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agosto, 2011

Copom deve frear ciclo de aperto monetário.

De acordo com as expectativas do mercado financeiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária deverá interromper o ciclo de alta na taxa básica de juros da economia. O anuncio acontece hoje, 31/08, ao final da reunião do colegiado.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 29/08, revelou que os analistas das instituições financeiras pesquisas, acreditam que  os juros deverão permanecer no atual patamar que é de12,5% ao ano ao final de 2011. Desde o início deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando da autoridade monetária, o Copom já elevou a Selic em cinco oportunidades com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Ao final de 2010, a Selic era de 10,75% ao ano. Assim sendo, a elevação da taxa básica entre janeiro e o atual momento foi de 1,75 ponto percentual.

O mercado e a curva de juros

Na avaliação do mercado financeiro, o inicio da redução do aperto monetário com a consequente queda nas taxas de juros terão inicio apenas a partir de outubro de 2012, quando passariam de 12,50% para 12,38% ao ano,  expectativa dos agentes do mercado financeiro para o final do ano que vem, divulgada através do Boletim Focus. Em janeiro de 2013, ainda segundo o Banco Central, os juros deverão recuar para 12,13% ao ano e, em fevereiro, a taxa cairia para 12% ao ano.

Contudo, a curva de juros do mercado futuro, fruto dos contratos fechados pela tesouraria dos bancos, aponta que as instituições financeiras estão esperando uma redução na taxa básica de juros já para a reunião que acontece nos dias 18 e 19 de outubro deste ano. A curva de juros futuros sugere que os juros poderiam recuar  para 12,25% ao ano em outubro e encerrariam este ano em torno de 12% ao ano.

Crise e corte de gastos do governo

A queda na curva de juros futuros ganhou mais intensidade no inicio de agosto, após o rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que deu inicio a mais um ciclo da crise internacional.

A percepção do mercado de que a crise financeira possa levar as economias desenvolvidas a um processo de recessão e a proposta do governo brasileiro em cortar gastos, elevando o chamado “superávit primário” (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também contribuiu a baixar a curva de juros nos últimos dias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta segunda-feira, 29/08,  que a finalidade da medida seria exatamente o de proporcionar condições favoráveis  para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo o ministro, é prioridade do governo valer-se desse novo momento da economia internacional para reduzir os juros.

Mercado mantém taxa de juros para 2011 e reduz projeção para 2012.

O Banco Central do Brasil informou hoje, 29/08, através do Relatório de Mercado – Focus, que os analistas do mercado financeiro elevaram pela segunda semana seguida a sua estimativa para a inflação em 2011.

A edição do Focus desta semana mostra que a projeção dos analistas das instituições financeiras pesquisadas para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2011 foi elevado de 6,28% para 6,31%. A expectativa para o índice oficial de inflação de 2012 continuou em 5,20%.

Juros e Cambio

A estimativa do mercado financeiro em relação à taxa de juros para 2011 permaneceu estável em 12,50% ao ano. Desta forma, os economistas do mercado financeiro seguem confiando que a autoridade monetária mantenha a taxa de juros inalterada nas próximas reuniões do Copom – Comitê de Politica Monetária.

Hoje, o Banco Central está monitorando o cenário econômico para 2012 a fim de definir que rumo tomar em relação a taxa de juros. A próxima reunião do Copom, colegiado que determina a taxa básica de juros da economia, está marcada para os dias 30 e 31 de agosto.

Para 2012, a estimativa dos economistas do mercado financeiro para a taxa Selic recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Este fato nos leva a crer que os analistas do mercado financeiro passaram a trabalhar com uma redução dos juros ao longo de 2012.

Em relação à taxa de cambio, o mercado financeiro manteve inalterada sua expectativa para o fim de 2011, ou seja, em R$ 1,60 por dólar. Para 2012, a projeção do mercado para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,65 por dólar.

Crescimento Econômico e Balanço de Pagamentos

O relatório Focus divulgado esta semana, mostra que os analistas do mercado financeiro reduziram sua expectativa em relação ao crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011 de 3,84% para 3,79%. Com esta é a quarta semana seguida que a projeção para o crescimento da economia é reduzido.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, diferença entre exportações e importações para 2011 foi elevada de US$ 22,8 bilhões para US$ 22,9 bilhões.

A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial mostra superávit de US$ 12,10 bilhões para 2012.

IED – Investimentos Estrangeiros Diretos

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção dos economistas de mercado para a entrada de recursos em 2011 permaneceu em US$ 55 bilhões. Já a projeção para 2012 para o ingresso de investimentos estrangeiros ficou US$ 50 bilhões.

Globalização financeira.

Nunca se comentou tanto em globalização como nos últimos tempos. As notícias percorrem o mundo em tempo real. Em muitos casos, ficamos sabendo de catástrofes que estão ocorrendo do outro lado do mundo, antes mesmo das cidades vizinhas.

No mundo das finanças não é diferente. Os grandes traders (negociadores) do mercado estão atentos às notícias mundiais. Podemos até dizer que o mercado financeiro é movido pelo sentimento, afinal de contas, a emoção dos investidores influencia sua decisão de investimento e, consequentemente, afeta o valor de mercado dos títulos negociáveis.

Como explicar que em um único dia o Ibovespa (principal índice acionário brasileiro) recuou mais de 7% e na semana seguinte subiu mais de 14%? Simples, o presidente dos Estados Unidos não conseguiu aumentar o teto da dívida norte americana, por isso caiu mais de 7% em um único dia! Mas o que fez o índice subir? Mais simples ainda, os investidores “caíram em si” e chegaram à conclusão de que as empresas brasileiras estão sólidas, gerando lucros recordes, e com uma grande oportunidade, seu preço está muito abaixo de mercado. Logo, um “efeito manada” faz com que os investidores busquem estas ações e o preço das mesmas subam rapidamente.

A globalização financeira faz com que as notícias gerem impactos imediatos nos títulos negociáveis em qualquer mercado do mundo. A migração de investimentos se torna constante, pois os especuladores e até mesmo os investidores estão sempre buscando rentabilidade, segurança e liquidez. Este tripé nem sempre anda junto e, exige cada vez mais do senso crítico dos analistas em busca da melhor combinação em determinado período.

Em momentos de grande volatilidade precisamos ter tranquilidade, mesmo que esta seja difícil! Precisamos ter bom senso, avaliar corretamente os investimentos e deixar um pouco a emoção de lado! As oportunidades que são geradas em momentos como estes são imensas e devemos estar sempre de olho para não perder as “barganhas do mercado”.

Autor: Tiago Luz Boeira

Mercado volta a elevar estimativa para a inflação em 2011.

O Relatório de Mercado – Focus revelou hoje, 22/08, que os analistas do mercado financeiro, elevaram sua projeção para o índice oficial de inflação em 2011. Para 2012 o mercado estima redução do índice.

Inflação

A expectativa dos economistas do mercado, retratada pelo boletim Focus, é de elevação para a o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Os analistas estimam alta de 6,26% para 6,28%, ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.

Em relação ao índice de inflação para 2012, o mercado espera uma redução de 5,23% para 5,20%. Já estimativa de curto prazo para IPCA de agosto de 2011 subiu de 0,27% para 0,30%. A projeção para o índice de setembro foi elevada de 0,35% para 0,37%.

PIB e Produção Industrial

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2011. Segundo o Boletim Focus o Produto Interno Bruto em 2011 deve recuar de 3,93% para 3,84%. Para 2012, a estimativa de crescimento da economia se manteve em 4%. Para a produção industrial de 2011, o mercado financeiro projeta redução no índice de 3% para 2,96%. Para o próximo ano, a expectativa para o crescimento da indústria foi elevada de 4,30% para 4,34%.

Cambio e taxa de juros

Na visão dos economistas do mercado financeiro, a autoridade monetária deve manter a Selic ,a taxa básica de juros da economia, no atual patamar de 12,50% ao ano em 2011. Já a estimativa para a Selic em de 2012 foi mantida em 12,50% ao ano.

O mercado financeiro estima que o dólar termine o ano em R$ 1,60, A projeção do câmbio médio ao longo de 2011 ficou em R$ 1,60. Para 2012, a projeção para a taxa de câmbio ficou igualmente inalterada mantida em R$ 1,65.

Balanço de Pagamentos e IED

Os analistas do mercado estimam que o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos para este ano, apresente déficit de US$ 57,97 bilhões, mesmo patamar da semana anterior. Para 2012, o mercado estima aumento do déficit em conta corrente de US$ 68,90 bilhões. A estimativa anterior era de US$ 68,25 bilhões.

Em relação à balança comercial o mercado estima que em 2011 o superávit suba de US$ 22 bilhões para US$ 22,8 bilhões. Para 2012, a expectativa para o superávit da balança comercial foi elevada de US$ 10,85 bilhões para US$ 12,10 bilhões.

A estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011 permaneceu em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção foi mantida em US$ 50 bilhões.

Momento de crise, o que fazer ?

Se eu tivesse certeza do que fazer, em um piscar de olhos ficaria rico! Entretanto, a graça das “coisas” e, consequentemente da vida, é a incerteza. Se soubéssemos o futuro, a vida não seria dinâmica, seria estática, viveríamos de passado, já saberíamos o “roteiro” de nossa vida. E se por algum motivo você soubesse que seria um fracassado, por mais que tentasse, seu destino estaria traçado, sua vida, com certeza, acabaria ali, naquele momento. Mas e se soubesse que seria um vitorioso no futuro? Você acabaria esperando este futuro chegar! Mas de braços cruzados, como alcançaria o sucesso?

Como não podemos prever o futuro, devemos agir e buscar soluções, não deixar a vida parar!

A economia é dinâmica, assim como nossa vida. Em momentos de incertezas não podemos parar, a crise nos trás oportunidades. Existe um ditado que diz “em momentos de crise, ah quem chore e quem venda lenços”. Seja o vendedor de lenços, crie oportunidades em momentos de incertezas, em momentos difíceis.

O atual cenário econômico não está nada fácil, em um dia a bolsa cai mais de 7%, na semana seguinte, ela recupera os prejuízos e chega a gerar lucro. Enquanto alguns países sofrem com a falta de crescimento e enfrentam recessão, o Brasil aumenta a taxa de juros para conter a inflação, diminuindo o consumo e o crescimento das empresas. Será contraditório? O mundo entrou em colapso? Os lideres mundiais ficaram loucos? Nada disso, a economia não é uma ciência exata, e sim uma ciência complexa, que exige analise e avaliações econômicas centradas, focadas em um único setor, em uma economia e também nas demais economias, no desenvolvimento do conjunto econômico mundial.

O Brasil vive em um momento muito favorável, o país está crescendo, e o melhor, precisando de mais investimentos. Precisamos de infraestrutura, estradas, escolas, saneamento, aeroportos… Que venha a crise! Temos “bala na agulha” para enfrentá-la. Se esta bater a nossa porta, vamos incentivar o crescimento do país! Vamos investir onde realmente precisamos!

Vivemos o chamado bônus demográfico, precisamos aproveitar isso. Este tal bônus demográfico nada mais é do que quando a maior parte da população está em idade produtiva e a menor parte é formada por idosos e crianças. Assim, possuímos pessoas arrecadando impostos, contribuindo para a aposentadoria, formando patrimônio.

Alerta aos Institutos de Previdência! É hora de aproveitar esta massa de pessoas contribuindo, fazer este dinheiro render, buscar as grandes oportunidades de investimentos disponíveis, pois isso tende a mudar. Em breve veremos este bônus demográfico acabar, ai sim precisará ter dinheiro para aguentar a maior parte da população aposentada e, a menor parte contribuindo.

É hora de correr atrás de seus consultores, solicitar ajuda pedir explicações sobre o cenário econômico mundial. Buscar as oportunidades do mercado e fazer o dinheiro trabalhar para obter a rentabilidade necessária para o futuro!

Autor: Tiago Luz Boeira

O sistema previdenciário brasileiro é sustentável?

O Brasil vem crescendo em ritmo acelerado, estamos com níveis altos de emprego, renda e constante produção. Devemos isso às políticas econômicas traçadas em nossa história, entretanto, precisamos observar também um fator crucial para este desenvolvimento, o chamado bônus demográfico.

Este bônus demográfico nos mostra que para cada 100 pessoas com idade para trabalhar temos, em média, 47 pessoas dependentes, sejam crianças ou aposentados. Estes números, em um passado não muito distante (1950-1980) eram de aproximadamente 82 pessoas dependentes para cada 100 pessoas com idade produtiva. O impacto gerado na época foi de total desaquecimento econômico, endividamento do setor previdenciário e desequilíbrio no orçamento público para a geração de escolas, saneamento básico, saúde, entre outros.

O sistema previdenciário não conseguiu acumular “riqueza” suficiente para as aposentadorias atuais, ou seja, atualmente as pessoas que estão contribuindo, teoricamente para sua aposentadoria, estão viabilizando recursos para os que já estão aposentados. Mas, ai vem a pergunta! Se o dinheiro que estou contribuindo hoje, para minha aposentadoria, está sendo direcionada para alguém que já está aposentado, quem pagará a minha aposentadoria?

Esta é uma pergunta que eu não gostaria de responder! Mas infelizmente, dados mostram que a partir de 2025 a taxa de dependência voltará a se elevar no Brasil, isso fará com que uma maior quantidade de pessoas precisarão de recursos financeiros de uma pequena parcela da população! Isso te lembra alguma coisa? Grécia, quem sabe? Se o sistema previdenciário brasileiro não começar a pensar no futuro, enfrentaremos um grande problema, quem sabe até, um caos econômico!

Por isso, é a hora de aproveitar o “dinheiro” dos Institutos de Previdência, fazer boas aplicações, buscar os melhores investimentos, visando o, curto, médio e longo prazo. Fazer este dinheiro render montantes suficientes para agüentar os desafios econômicos que virão pela frente. É a hora de estar alinhado com os profissionais no mercado financeiro e buscar sempre as melhores rentabilidades, é claro que aliadas a segurança e a liquidez dos ativos.

Autor: Tiago Luz Boeira

Mercado projeta inflação menor em 2011 e estabilidade para a Selic.

Pela segunda semana seguida os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para a inflação em 2011. As informações constam do Relatório de Mercado – Focus, divulgado nesta segunda pelo Banco Central. A expectativa em relação à inflação em 2012, igualmente foi reduzida.

Os dados divulgados hoje pela autoridade monetária mostram que a expectativa para a inflação oficial em 2011 recuou de 6,28% para 6,26%, ainda afastado do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.
A estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2012 caiu de 5,27% para 5,23%. A projeção para o índice oficial de inflação do governo deste mês recuou de 0,28% para 0,27%. Igualmente a projeção para o IPCA de setembro também foi reduzida, saindo de 0,36% para 0,35%.

PIB e produção industrial:
Os analistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2011 medido pelo PIB – Produto Interno Bruto. O mercado projeta recuo de 3,94% para 3,93%. Para 2011 a estimativa para o desempenho da economia ficou em 4,00%. Já em relação à produção industrial em 2011, os economistas reduziram sua estimativa de 3,01% para 3,00%. Para 2012, a expectativa para o crescimento da indústria não sofreu alteração, foi mantida em 4,30%.

Cambio e taxa de juros:
Os economistas do mercado financeiro, pela segunda semana consecutiva, mantiveram a estimativa para a Taxa Selic em 2011 na casa dos 12,50% ao ano. Hoje, a taxa básica da economia é de 12,50% ao ano. Para 2012 a projeção para a Selic também permaneceu em 12,50% ao ano. Desta forma o mercado projeta que a autoridade monetária o fim do ciclo de aperto monetário. Em relação à taxa de câmbio, o mercado financeiro projeta o dólar termine 2011 em R$ 1,60, mesmo nível da semana passada. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2011 foi elevada de R$ 1,59 para R$ 1,60. Para 2012, a expectativa para a taxa de câmbio foi conservada em R$ 1,65.

Balanço de pagamentos e IED:
Os analistas do mercado financeiro projetam uma redução para o saldo em conta corrente em 2011. Segundo o Relatório Focus divulgado hoje, o mercado estima redução do déficit de US$ 59 bilhões para US$ 57,97 bilhões. Para 2012, o mercado espera queda no déficit do saldo em conta corrente do balanço de pagamentos de US$ 68,90 bilhões para US$ 68,25 bilhões. Já a estimativa para o resultado da balança comercial em 2011 permaneceu positivo em US$ 22 bilhões. A estimativa para o saldo da balança comercial em 2012 subiu de US$ 10,65 bilhões para US$ 10,85 bilhões.

Em relação ao ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, o mercado financeiro manteve a projeção em US$ 55 bilhões. Para 2012, a estimativa permaneceu em US$ 50 bilhões.

Ibovespa – Noticiário pode contribuir para nova pressão compradora.

A forte volatilidade que assolou os mercados foi o destaque da semana que passou. O noticiário trazendo a tona os problemas da economia nos Estados Unidos e Europa, fez com que os investidores procurassem mercados menos voláteis. A semana iniciou sob grande pressão, devido ao anúncio de que a Standard & Poor’s rebaixou o rating de crédito dos Estados Unidos, que saiu de AAA para AA+, refletindo o nervosismo com o forte crescimento do déficit fiscal norte americano.

As bolsas ao redor do mundo iniciaram a semana sob forte pressão refletindo o noticiário, com o receio de uma recessão global com os sinais de que a economia norte americana está fragilizada. As noticias fizeram com que as bolsas recuassem fortemente, para se ter ideia do sentimento de aversão a risco, na segunda-feira dia 8, Wall Street fechou em baixa de mais de 5%. Este cenário fez com que a bolsa brasileira recuasse 9,74% no intraday, beirando o limite máximo para ativação do “Circuit Breaker”. Nesta seção, o Ibovespa fechou o pregão em queda de 8,08%, menor pontuação desde abril de 2009.

No pregão seguinte, a bolsa brasileira ajustou parte das perdas dos últimos dias e encerrou a seção com valorização de 5,09% – sua maior alta diária desde 29 de outubro de 2009. Nos dias seguintes, o Ibovespa registrou grandes oscilações, em alguns períodos operando descolado das bolsas internacionais, segundo analistas, aos baixos preços dos papéis, por aqui, estão bastante atrativos devido às sequentes desvalorizações nas últimas semanas.

Ao longo da semana, o desempenho do mercado passou a ser ditado pelo noticiário vindo da Europa. A proibição pelo ESMA – European Securities and Markets Authority da venda de ações a descoberto, tanto na França como na Itália, proporcionou algum alívio para o mercado, refletindo em alta dos índices norte-americanos. Ainda, na sexta-feira dia12, após o fechamento do mercado, o governo italiano divulgou a aprovação de medidas de austeridade fiscal, a medida prevê o aumento de impostos e redução dos gastos públicos, com a finalidade de atingir a sua meta de equilíbrio no orçamento até 2013.

Ante o noticiário e devido ao momento por que passa a economia mundial, a próxima semana ainda pode trazer grande pressão sobre índice. No atual cenário do mercado, há um forte sentimento de aversão a risco, o que pode acarretar ainda muito nervosismo e isso pode provocar um novo movimento de venda na próxima semana, causando nova pressão nos índices de bolsa, evento que pode ser verificado se observarmos tanto o cenário econômico, como diante de análises técnicas.

Agenda da semana:

A semana reserva a divulgação de alguns indicadores relevantes. São esperados os números sobre produção industrial, Initial Claims e vendas de imóveis usados, nos Estados Unidos. Na Europa são aguardados indicadores sobre balança comercial e preliminar do PIB – Produto Interno Bruto, terça-feira, dia 16. No ambiente doméstico, o destaque é a divulgação do Boletim Focus, nesta segunda-feira, dia15, bem como dos indicadores semanais sobre inflação no Brasil.

A despeito da importância desses indicadores, a exemplo do indicador sobre pedido de auxílio desemprego, nos Estados Unidos, que exerceu influencia no desempenho do mercado devido à resultados melhores que o esperado , a agenda econômica não deverá exercer grande influencia no comportamento do mercado. São importantes indicadores sobre o comportamento da economia. Entretanto, em um cenário macroeconômico conturbado, esses números podem permanecer em segundo plano.

Em contrapartida, os balanços corporativos continuarão em foco, mas também não serão essenciais para a performance do mercado. Os investidores estão mais preocupados com o que vai acontecer à frente. O mercado está um pouco menos interessado no lucro passado e, mais que isso, a preocupação é quanto ao lucro no futuro. Os investidores estão temerosos de que a crise por que passa o mercado externo afete negativamente os lucros das empresas nos próximos meses.

A crise e o movimento do mercado.

O rebaixamento da classificação de risco dos EUA pela Standart & Poor’s, na última sexta-feira, 05/08, caiu como uma verdadeira bomba sobre os mercados. E os índices das principais bolsas mundiais caíram fortemente, nesta segunda-feira, 08/08.

Como de costume, o maior reflexo foi sentido pelo índice da bolsa brasileira, o Ibovespa.  Em momentos como este, onde a incerteza impera, os investidores costumam se desfazer de ativos de maior risco, como o por exemplo os investimentos em ações, e sair a busca de alternativas menos voláteis, mais seguras.  O mercado chama este movimento de fuga para a qualidade.

Especialmente entre os grandes investidores, há uma maior procura para ativos menos voláteis e avaliados como mais seguros, um bom exemplo são o ouro e a prata. Em um cenário como este, o ouro é o ativo mais procurado em momentos de incerteza, seguido pela prata.

O que corrobora esta afirmação é a expressiva valorização do ouro nos últimos dias. Hoje, a onça troy (unidade de medida do ouro, equivalente a 31,104 gramas) está cotada a US$ 1.700. É o maior preço de toda a história.

O pequeno investidor não está habituado a comprar ouro como investimento.  Como estratégia de diversificação é importante para o investidor ter uma parcela de seus investimentos em ouro. É uma garantia de segurança, um modo para proporcionar proteção ao patrimônio.

Os investidores mais experientes, ainda, partem em busca de títulos públicos, até mesmo dos títulos do tesouro norte-americano, que tiveram seu rating rebaixado. Mesmo após o downgrade (termo utilizado para designar o método oposto ao Upgrade), estes títulos ainda seguem como os ativos mais procurados. Nos últimos 30 dias, os leilões de títulos públicos norte-americanos não foram impactados por estes problemas.

Imóveis

Os imóveis também costumam ser uma opção para muitos investidores em momentos de grande turbulência.

Contudo, não deve haver uma grande migração para imóveis neste momento, já que o valor deste bem está em um patamar considerado alto. Ao contrario do ocorrido em 2008.

Pessoas físicas

A corrida dos investimentos em bolsa para ativos mais palpáveis normalmente ocorre entre os investidores com maior volume de recursos. Os pequenos investidores, geralmente procuram investimentos em renda fixa, que proporcionem menos volatilidade e maior liquidez.  Em momentos como este, para os pequenos investidores, os títulos do Tesouro Direto são a opção mais interessante.

A lógica deste movimento é possibilitar uma maior tranquilidade para analisar a melhor. Em dois, três meses, o investidor pode avaliar com mais calma o horizonte e identificar as melhores alternativas de investimentos.

Os investimentos em ações podem, até, ser uma boa opção. Quando esta turbulência passar, será iniciado um processo de redirecionamento para mercados com preço mais atrasados. Ou seja, o investidor pode ter boas chances de encontrar ações de empresas de primeira linha, que sejam boas opções de investimento no longo prazo, e a um preço baixo.

Qual a relação entre a crise em outros países e o mercado brasileiro?

A violenta queda do Índice Bovespa hoje, 08/08 e na última quinta-feira, 04/08, revelou aos investidores como o nosso mercado é afetado pela conjuntura econômica internacional. Em que pese às distâncias continentais, a desconfiança em relação à retomada da economia norte americana e a crise fiscal em países da Zona do Euro influenciam cada vez mais os mercados ao redor do mundo e o mercado brasileiro tem sofrido os impactos do risco de recessão mundial.

O desempenho da principal bolsa brasileira em 2011 corrobora com este raciocínio. De janeiro para cá, o Ibovespa já acumula queda de 24,32% – até o fechamento do mercado na sexta-feira, 05/08.

Com a eficiência dos meios de comunicação e as informações chegam rapidamente em todas as partes do globo. Desta forma, o cenário externo exerce influencia direta sobre o nosso mercado.

O mundo vive hoje um forte sentimento de aversão a risco e expectativa muito negativa e o Brasil pode, neste momento, estar mais exposto a crise do que em 2008. O Governo vem se esforçando, desde a eclosão da crise dos subprimes para que a economia não perca o fôlego.

De olho no noticiário

O investidor, principalmente quem participa do mercado de renda variável, deve ficar atento ao noticiário e seguir os principais fatos ligados a economia dos países que estão no centro da crise, entretanto, não é recomendável tomar suas decisões no calor do momento, sejam elas baseadas em notícias negativas ou positivas.

Basear-se apenas no noticiário ao investir é complicado. Pensar uma estratégia e fundamental, alguns pontos devem ser definidos antes de direcionar os recursos para um determinado investimento.

A maior dificuldade em se basear em notícias ao realizar investimentos é que, na maioria das vezes, o investidor chega atrasado e no final do movimento e muitas vezes acaba perdendo dinheiro.

A grande maioria dos brasileiros tem o hábito de aguardar por boas notícias para iniciar o movimento de compra e por notícias ruins para vender.  Os grandes investidores do mercado fazem justamente o oposto. Quando o mercado está em meio a um noticiário ruim, ele inicia o movimento de compra, e quando o cenário e as notícias melhoram, é o momento de vender. Deste modo, o investidor experiente compra sempre na baixa e vende na alta.

Por outro lado é preciso entender que o mercado é composto por investidores que operam no curto e no longo prazo. Desta forma, o investidor que atua no curto prazo precisa ter maior atenção aos movimentos e informações sobre a economia mundial, para buscar ganhar com a volatilidade do mercado.

Para os investidores que tem estratégia de longo prazo, estas informações são igualmente importantes, mas não terminantes para o investimento. Os investidores que operam no mercado com o objetivo de preservar e acumular recursos para a aposentadoria, por exemplo, devem comprar sempre e aos poucos. Assim sendo, ele monta uma carteira com preço médio menor e sua chance de lucro é bem maior.

Investidores estrangeiros

Um dos motivos que colaboram para a volatilidade da bolsa brasileira é a influencia exercida pelos problemas externos.  O grande número de investidores estrangeiros que operam em nosso mercado reage negativamente ao sentimento de aversão a risco, realizando lucros.  O mercado brasileiro ainda atrai um grande número de estrangeiros, e eles determinam os rumos do mercado. A saída destes investidores contribui para a queda da bolsa, a entrada pelo contrario, pela alta.

É importante frisar que a bolsa de valores invariavelmente reflete a expectativa futura do investidor. Logo, se há uma probabilidade de recessão nos Estados Unidos ou risco de default em países da Zona do Euro, que por sua vez pode vai afetar negativamente a economia brasileira, os preços começam a ser ajustados para baixo.