agosto, 2011

Copom deve frear ciclo de aperto monetário.

De acordo com as expectativas do mercado financeiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária deverá interromper o ciclo de alta na taxa básica de juros da economia. O anuncio acontece hoje, 31/08, ao final da reunião do colegiado.

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 29/08, revelou que os analistas das instituições financeiras pesquisas, acreditam que  os juros deverão permanecer no atual patamar que é de12,5% ao ano ao final de 2011. Desde o início deste ano, quando Alexandre Tombini assumiu o comando da autoridade monetária, o Copom já elevou a Selic em cinco oportunidades com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Ao final de 2010, a Selic era de 10,75% ao ano. Assim sendo, a elevação da taxa básica entre janeiro e o atual momento foi de 1,75 ponto percentual.

O mercado e a curva de juros

Na avaliação do mercado financeiro, o inicio da redução do aperto monetário com a consequente queda nas taxas de juros terão inicio apenas a partir de outubro de 2012, quando passariam de 12,50% para 12,38% ao ano,  expectativa dos agentes do mercado financeiro para o final do ano que vem, divulgada através do Boletim Focus. Em janeiro de 2013, ainda segundo o Banco Central, os juros deverão recuar para 12,13% ao ano e, em fevereiro, a taxa cairia para 12% ao ano.

Contudo, a curva de juros do mercado futuro, fruto dos contratos fechados pela tesouraria dos bancos, aponta que as instituições financeiras estão esperando uma redução na taxa básica de juros já para a reunião que acontece nos dias 18 e 19 de outubro deste ano. A curva de juros futuros sugere que os juros poderiam recuar  para 12,25% ao ano em outubro e encerrariam este ano em torno de 12% ao ano.

Crise e corte de gastos do governo

A queda na curva de juros futuros ganhou mais intensidade no inicio de agosto, após o rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors, que deu inicio a mais um ciclo da crise internacional.

A percepção do mercado de que a crise financeira possa levar as economias desenvolvidas a um processo de recessão e a proposta do governo brasileiro em cortar gastos, elevando o chamado “superávit primário” (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) em mais R$ 10 bilhões, para cerca de 3,3% do PIB em 2011, também contribuiu a baixar a curva de juros nos últimos dias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta segunda-feira, 29/08,  que a finalidade da medida seria exatamente o de proporcionar condições favoráveis  para uma redução futura da taxa básica de juros. Segundo o ministro, é prioridade do governo valer-se desse novo momento da economia internacional para reduzir os juros.

Mercado mantém taxa de juros para 2011 e reduz projeção para 2012.

O Banco Central do Brasil informou hoje, 29/08, através do Relatório de Mercado – Focus, que os analistas do mercado financeiro elevaram pela segunda semana seguida a sua estimativa para a inflação em 2011.

A edição do Focus desta semana mostra que a projeção dos analistas das instituições financeiras pesquisadas para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2011 foi elevado de 6,28% para 6,31%. A expectativa para o índice oficial de inflação de 2012 continuou em 5,20%.

Juros e Cambio

A estimativa do mercado financeiro em relação à taxa de juros para 2011 permaneceu estável em 12,50% ao ano. Desta forma, os economistas do mercado financeiro seguem confiando que a autoridade monetária mantenha a taxa de juros inalterada nas próximas reuniões do Copom – Comitê de Politica Monetária.

Hoje, o Banco Central está monitorando o cenário econômico para 2012 a fim de definir que rumo tomar em relação a taxa de juros. A próxima reunião do Copom, colegiado que determina a taxa básica de juros da economia, está marcada para os dias 30 e 31 de agosto.

Para 2012, a estimativa dos economistas do mercado financeiro para a taxa Selic recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Este fato nos leva a crer que os analistas do mercado financeiro passaram a trabalhar com uma redução dos juros ao longo de 2012.

Em relação à taxa de cambio, o mercado financeiro manteve inalterada sua expectativa para o fim de 2011, ou seja, em R$ 1,60 por dólar. Para 2012, a projeção do mercado para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,65 por dólar.

Crescimento Econômico e Balanço de Pagamentos

O relatório Focus divulgado esta semana, mostra que os analistas do mercado financeiro reduziram sua expectativa em relação ao crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011 de 3,84% para 3,79%. Com esta é a quarta semana seguida que a projeção para o crescimento da economia é reduzido.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, diferença entre exportações e importações para 2011 foi elevada de US$ 22,8 bilhões para US$ 22,9 bilhões.

A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial mostra superávit de US$ 12,10 bilhões para 2012.

IED – Investimentos Estrangeiros Diretos

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção dos economistas de mercado para a entrada de recursos em 2011 permaneceu em US$ 55 bilhões. Já a projeção para 2012 para o ingresso de investimentos estrangeiros ficou US$ 50 bilhões.

Globalização financeira.

Nunca se comentou tanto em globalização como nos últimos tempos. As notícias percorrem o mundo em tempo real. Em muitos casos, ficamos sabendo de catástrofes que estão ocorrendo do outro lado do mundo, antes mesmo das cidades vizinhas.

No mundo das finanças não é diferente. Os grandes traders (negociadores) do mercado estão atentos às notícias mundiais. Podemos até dizer que o mercado financeiro é movido pelo sentimento, afinal de contas, a emoção dos investidores influencia sua decisão de investimento e, consequentemente, afeta o valor de mercado dos títulos negociáveis.

Como explicar que em um único dia o Ibovespa (principal índice acionário brasileiro) recuou mais de 7% e na semana seguinte subiu mais de 14%? Simples, o presidente dos Estados Unidos não conseguiu aumentar o teto da dívida norte americana, por isso caiu mais de 7% em um único dia! Mas o que fez o índice subir? Mais simples ainda, os investidores “caíram em si” e chegaram à conclusão de que as empresas brasileiras estão sólidas, gerando lucros recordes, e com uma grande oportunidade, seu preço está muito abaixo de mercado. Logo, um “efeito manada” faz com que os investidores busquem estas ações e o preço das mesmas subam rapidamente.

A globalização financeira faz com que as notícias gerem impactos imediatos nos títulos negociáveis em qualquer mercado do mundo. A migração de investimentos se torna constante, pois os especuladores e até mesmo os investidores estão sempre buscando rentabilidade, segurança e liquidez. Este tripé nem sempre anda junto e, exige cada vez mais do senso crítico dos analistas em busca da melhor combinação em determinado período.

Em momentos de grande volatilidade precisamos ter tranquilidade, mesmo que esta seja difícil! Precisamos ter bom senso, avaliar corretamente os investimentos e deixar um pouco a emoção de lado! As oportunidades que são geradas em momentos como estes são imensas e devemos estar sempre de olho para não perder as “barganhas do mercado”.

Autor: Tiago Luz Boeira

Mercado volta a elevar estimativa para a inflação em 2011.

O Relatório de Mercado – Focus revelou hoje, 22/08, que os analistas do mercado financeiro, elevaram sua projeção para o índice oficial de inflação em 2011. Para 2012 o mercado estima redução do índice.

Inflação

A expectativa dos economistas do mercado, retratada pelo boletim Focus, é de elevação para a o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Os analistas estimam alta de 6,26% para 6,28%, ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.

Em relação ao índice de inflação para 2012, o mercado espera uma redução de 5,23% para 5,20%. Já estimativa de curto prazo para IPCA de agosto de 2011 subiu de 0,27% para 0,30%. A projeção para o índice de setembro foi elevada de 0,35% para 0,37%.

PIB e Produção Industrial

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2011. Segundo o Boletim Focus o Produto Interno Bruto em 2011 deve recuar de 3,93% para 3,84%. Para 2012, a estimativa de crescimento da economia se manteve em 4%. Para a produção industrial de 2011, o mercado financeiro projeta redução no índice de 3% para 2,96%. Para o próximo ano, a expectativa para o crescimento da indústria foi elevada de 4,30% para 4,34%.

Cambio e taxa de juros

Na visão dos economistas do mercado financeiro, a autoridade monetária deve manter a Selic ,a taxa básica de juros da economia, no atual patamar de 12,50% ao ano em 2011. Já a estimativa para a Selic em de 2012 foi mantida em 12,50% ao ano.

O mercado financeiro estima que o dólar termine o ano em R$ 1,60, A projeção do câmbio médio ao longo de 2011 ficou em R$ 1,60. Para 2012, a projeção para a taxa de câmbio ficou igualmente inalterada mantida em R$ 1,65.

Balanço de Pagamentos e IED

Os analistas do mercado estimam que o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos para este ano, apresente déficit de US$ 57,97 bilhões, mesmo patamar da semana anterior. Para 2012, o mercado estima aumento do déficit em conta corrente de US$ 68,90 bilhões. A estimativa anterior era de US$ 68,25 bilhões.

Em relação à balança comercial o mercado estima que em 2011 o superávit suba de US$ 22 bilhões para US$ 22,8 bilhões. Para 2012, a expectativa para o superávit da balança comercial foi elevada de US$ 10,85 bilhões para US$ 12,10 bilhões.

A estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011 permaneceu em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção foi mantida em US$ 50 bilhões.

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