julho, 2011

Ata do Copom – Piora do cenário na zona do Euro e menos risco de alta da inflação.

No entendimento do Copom – Comitê de Política Monetária, as pressões inflacionárias relativamente sob controle.  A ata da reunião ocorrida nos dias 19 e 20/07, publicada nesta quinta-feira, 28/07, assinala ainda uma percepção pior em relação ao cenário internacional, sobretudo relacionado a crise em países da zona do Euro. O documento ainda faz considerações sobre a probabilidade de a oferta de bens crescer em ritmo inferior ao da demanda, o que tenderia elevar os preços.

Na última reunião do comitê, a Selic -taxa básica de juros – foi elevada em 0,25 ponto percentual, a quinta alta consecutiva – todas ocorridas no ano de 2011. Em oposição à da reunião anterior, o discurso em relação ao índice de inflação é mais ameno e sugere uma avaliação mais favorável do cenário. “O Copom entende que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, mostra sinais mais favoráveis”, sustenta o documento.

Os membros do Copom insistem que a inflação mais alta no último trimestre de 2010 e no primeiro de 2011 tenha sido provocada por “choques de oferta domésticos e externos”. Economistas assinalam que a principal responsável pela pressão foi à inflacionária internacional de commodities (matérias-primas minerais e agrícolas, como alimentos). Os preços administrados por contrato – como de concessões de telefonia, energia elétrica etc. – também são assinalados os principais vilões pela Ata do Copom nos três meses iniciais de 2011.

O documento traz ainda a percepção dos economistas ligados ao mercado financeiro de que a “concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade” pode ter “repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação”. Resumidamente, o Copom pondera que o aumento de salários discutido por entidades sindicais pode provocar alta de preços. Ainda assim, a ata aponta que as “taxas de desemprego historicamente baixas” e o “substancial crescimento dos salários” são responsáveis por manter a economia aquecida.

Lançada a nota fiscal de serviços eletrônica.

A cidade de Santos passa a contar com a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).

O decreto que institui o novo serviço foi assinado em 26/05/2011 pelo prefeito João Paulo Tavares Papa, em cerimônia no salão nobre da prefeitura, com a presença de empresários de vários segmentos. O serviço vai agilizar o sistema de arrecadação tributária, além de eliminar o uso de arquivos de papel e preservar o meio ambiente.

A NFS-e consiste em documento obrigatório, armazenado eletronicamente, quando houver uma prestação de serviço. Seu uso será exclusivo para empresas instaladas em Santos. Depois da emissão da nota fiscal eletrônica, o usuário do serviço receberá uma via do documento por e-mail. A autenticidade poderá ser atestada no site http://santos.ginfes.com.br.

Para empresas prestadoras de serviços, a escrituração fiscal será feita eletronicamente no sistema ‘Giss on Line’, eliminando erros na escrituração dos documentos e reduzindo tempo e custos da operação. A Sefin (Secretaria de Finanças) distribuirá material informativo e fará palestras sobre o novo serviço a entidades de classes, como contabilistas. A rede hoteleira será o primeiro setor obrigado a emitir a NFS-e, com prazo de 90 dias para adequar-se ao sistema.

Segundo Papa, a adoção da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica é um avanço para a administração pública. “Essa tecnologia dará mais eficiência ao setor tributário, colaborando para o aumento da arrecadação de impostos sobre serviços, base da economia santista. Tudo isso implicará em mais recursos para investimentos em serviços essenciais ao cidadão, como saúde, educação, infraestrutura e habitação”, disse o prefeito.  “É um instrumento novo que vai trazer modernidade e benefícios ao contribuinte e ao município”, completou a secretária de Finanças, Mirian Cajazeira.

Na primeira fase de implantação da nota eletrônica, a adoção será opcional para outros ramos de atividades. A obrigatoriedade será estendida depois, mediante cronograma a ser divulgado pela Sefin. Aos prestadores de serviço, o programa para emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica será disponibilizado gratuitamente pela prefeitura, por meio do site http://www.santos.sp.gov.br/nsantos/index.php

O acesso e o pedido serão feitos com utilização da mesma senha do ‘Giss on Line’. Uma vez liberado o uso da NFS-e pela prefeitura, fica vedado o uso das notas fiscais convencionais. Para solicitar a autorização da emissão de NFS-e, deve-se acessar o site http://portal.gissonline.com.br , com identificação e senha.

No menu do prestador, em opções de atendimento, é preciso clicar em ‘AIDF/NFE’, opção ‘Eletrônica’. Quando a solicitação de emissão de NFS-e for aprovada pela prefeitura, deve-se acessar o site da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (http://www.ginfes.com.br/).

A Crédito & Mercado Consultoria em Investimentos aderiu a esse novo serviço, e a partir de segunda feira (01/08/2011) todos os clientes receberão a nota fiscal de serviços eletrônica.

Fonte: www.santos.sp.gov.br – Diário Oficial – 27/05/2011

Adaptação: Camila Delfino

Mercado projeta estabilidade em inflação em 2011 e eleva estimativa de inflação e juros para 2012.

De acordo com o Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 25/07, os  economistas do  mercado financeiro mantiveram a estimativa para o índice de  inflação em 2011, porem elevou para 2012.  A expectativa dos analistas das instituições financeiras para o IPCA – Índice de Preços aso Consumidor Amplo para este ano ficou em 6,31%, em um nível acima do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.

A estimativa para a inflação em 2012 foi elevada de 5,20% para 5,28%. Em relação ao índice de inflação de curto prazo, os economistas do mercado mantiveram em 0,20% a projeção para o índice oficial de inflação do Governo de julho de 2011. A estimativa para a  inflação de agosto, recuou de 0,29% para 0,28%.

Taxa de Juros e cambio

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa básica de juros da economia, Selic, para  2011 em 12,75% ao ano. Hoje, a taxa está em 12,50% ao ano. Entretanto, a projeção para a Selic de 2012 foi elevada de 12,63% ao ano para 12,75% ao ano.

Em relação ao mercado de mercado de câmbio, os economistas do mercado financeiro projetam que o dólar em 2011 fique R$ 1,60, mesma projeção da semana anterior. Para  2012, a estimativa para a taxa de câmbio recuou de R$ 1,69 para R$ 1,65.

PIB e Produção Industrial

Os economistas do  mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto neste ano em 3,94%. Para 2012, a expectativa em relação ao crescimento da economia foi mantida em 4%. Em relação a produção industrial em 2011, o mercado financeiro projeta recuou no crescimento de 3,25% para 3,24%. Para 2012, a estimativa para a evolução da indústria caiu de 4,40% para 4,34%.

Balanço de pagamentos e IED

O mercado financeiro projeta para 2011, déficit em conta corrente de US$ 59,45 bilhões, mesma estimativa da semana anterior. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos recuou de US$ 70 bilhões para US$ 69,61 bilhões.

A estimativa do mercado financeiro para o superávit comercial em 2011 recuou de US$ 21 bilhões para US$ 20,90 bilhões. Em 2012, os analistas estimam o saldo de US$10,07 bilhões para o saldo  balança comercial.

Foi mantida pelos economistas do mercado financeiro a projeção para a entrada de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011 em US$ 55 bilhões. Para 2012, a estimativa foi elevada de US$ 49,40 bilhões para US$ 50 bilhões.




Mercado volta a elevar projeção de inflação para 211 e 2012

Conforme dados divulgados hoje, 11/07, através do relatório de mercado do Banco Central. Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, tanto para 2011 quanto para 2012.

Relatório de Mercado – FOCUS

O Boletim Focus é uma documentos onde  são coletadas informações relativa as expectativas dos agentes do mercado financeiro quanto a preços (diferentes índices), juros, nível de atividade, taxa de câmbio, dívida pública e setor externo. A idéia implícita – e um outro pré-requisito – é que a condução da política monetária deve ser o mais transparente possível: a autoridade monetária deve construir um arcabouço de informações visando melhorar a sua própria comunicação com o mercado.

Inflação

Para 2011, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo (IPCA), que serve como balizador para o sistema de metas de inflação estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, subiu de 6,15% para 6,31%. Desta forma, cessou a série de quedas consecutivas observadas nas semanas anteriores. Para o próximo ano, a expectativa dos analistas do mercado financeiro também foi elevada, passando de 5,10% para 5,20%. Nas duas semanas anteriores, a estimativa do mercado era de queda para este indicador.

A elevação da expectativa de inflação pelo mercado financeiro ocorreu após a divulgação da inflação medida pelo IPCA para o mês de junho, que registrou alta de 0,15% e no acumulado do ano o IPCA marca alta de 3,87%. Ainda que, tenha apresentado redução frente ao índice de maio, o IPCA registrou alta de 0,47%, o indicador de junho ficou acima da expectativa do mercado financeiro. No relatório Focus, divulgado na semana passada, a projeção média do mercado financeiro era de que do IPCA de junho apresentasse alta de apenas 0,05%. Para o IPCA de julho, a projeção do mercado subiu de 0,16% para 0,20%.

Sistema de metas de inflação

Dentro do Regime de Metas de Inflação, implantado no Brasil desde 1999, o objetivo principal da autoridade monetária – o Banco Central – é fazer convergir as expectativas de inflação a uma meta pré-definida. Neste modelo entende-se que as expectativas de preços dos agentes econômicos são o principal canal de transmissão da política monetária. Em outros termos, quando o Banco Central aumenta ou diminiu a taxa de juros ele espera balizar as próprias expectativas do mercado quanto ao futuro, conduzindo a própria variável econômica a um resultado previamente definido.

Assim, por exemplo, no atual momento que estamos vivendo, o Banco Central está aumentando os juros, com o intuito de sinalizar para o mercado que pretende alcançar a meta de inflação de 4,5% ao ano – ou, claro, chegar o mais próximo possível dela. Nesse sentido ele propõe que os agentes modifiquem para baixo suas expectativas quanto à inflação, fazendo com que a própria taxa de inflação se modifique no futuro para baixo. Afinal, se você espera que uma coisa vá acontecer, todo o mercado acha a mesma coisa, ela acaba acontecendo – as expectativas se auto-realizam.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro reviram para cima a sua expectativa em relação a elevação dos juros para este  ano. Após a elevação da taxa, pelo Copom, para 12,25% ao ano em junho, a estimativa dos economistas das instituições financeiras para taxa básica da economia, foi revista para cima, passando de 12,50% para 12,75%.

Desta forma, os analistas das instituições financeiras participantes da pesquisa que dá origem ao relatório Focus, acreditam em mais um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros nos dias 19 e 20 de julho – quando acontece a próxima reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, e ainda, mais um aumento em setembro, para 12,75% ao ano.

A elevação dos juros em setembro, até o momento, não estava embutida na expectativa dos analistas do mercado financeiro. Para 2012, a estimativa permaneceu inalterada em 12,50% ao ano. Desta forma, o mercado sinaliza uma queda de 0,25 ponto percentual ao longo do ano que vem.

PIB e câmbio

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto de 2011, que aponta crescimento da ordem de 3,94%. Para o próximo ano, o mercado projeta estabilidade, 4,10%,  para crescimento da economia brasileira.

A estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 continuou em R$ 1,60 por dólar. Para 2012, a expectativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio caiu de R$ 1,69 para R$ 1,68 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial brasileira, que englobam exportações menos importações, para 2011 aponta elevação do superávit de US$ 20 bilhões para US$ 20,06 bilhões.

Para 2012, conforme o relatório Focus, a projeção dos economistas para o resultado da balança comercial recuou de um superávit US$ 10,10 bilhões para US$ 10 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção do mercado financeiro para o ingresso de recursos em 2011 subiu de US$ 52 bilhões para US$ 52,20 bilhões. Para 2012, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 45,00 bilhões para US$ 47,50 bilhões.

Autor: Manoel Junior

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