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junho 15th, 2011

NTN-B mais longas apresentam performance positiva em maio

A performance, em maio, da carteira das NTN-B acima de 5 anos marcadas a mercado indica uma melhora expressiva da percepção de valorização desses ativos por parte dos agentes do mercado. O IMA-B 5+, que reflete a trajetória desses títulos, apresentou alta de 2,69% no mês até o dia 19. No mesmo período, por sua vez, o IMA-B 5, que reflete a carteira das NTN-B até 5 anos, também apresentou uma valorização, porém em menor magnitude, na ordem de 0,64 %.

Se essa tendência se mantiver até o final de maio, será a primeira vez em 2011 que a rentabilidade mensal da carteira de longo prazo das NTN-B, medida pelo IMA-B 5+, superará a trajetória do IMA-B 5 (veja gráfico). Esse movimento ao longo do mês é resultado das mudanças, nas últimas semanas, das expectativas dos agentes no tocante à trajetória da inflação futura.

Até o mês de abril, a trajetória da inflação corrente, conjugada com possíveis mudanças na forma de condução da política monetária, causou uma deterioração nas expectativas de inflação dos agentes de mercado. Ainda que os juros nominais tenham também subido no mesmo período, a percepção de boa parte desses agentes era de que os juros reais estariam caindo, principalmente no curto e médio prazos.

Essa mesma dinâmica era observada na precificação dos papéis mais longos, as NTN-B acima de 5 anos, porém com menor intensidade. Isso porque havia a indicação do próprio governo de que o processo de convergência da inflação para o centro da meta ocorreria no longo prazo, sinalizando uma inflação mais alta, porém menor do que a esperada pelo mercado no curto prazo.

A redução das expectativas inflacionárias ao longo do mês de maio (veja gráfico) desencadeou um movimento de correção desses ativos e provavelmente devolveu eventuais aumentos do prêmio de incerteza que estariam concentrados nos títulos mais longos, elevando os preços desses títulos. A trajetória do IMA-B 5+ em maio reflete de forma clara todo esse movimento.

Fonte: Anbima

Fonte: Banco Central

Com relação aos índices de preços, vale destacar ainda a divulgação da segunda prévia do IGP-M de maio, que acusou variação de 0,66% no período. Desta forma, o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA revisou as projeções desse índice para maio, de 0,64% para 0,61%, e junho, de 0,45 % para 0,40 %.

Autor: Manoel Junior

Analistas veem sinais de problemas em títulos públicos brasileiros, diz ‘FT’

Um indicador de mercado atentamente acompanhado por analistas financeiros – a curva de rendimento de títulos públicos – poderia indicar problemas à vista na economia brasileira, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (15) pelo jornal britânico Financial Times.

O jornal observa que existe uma teoria amplamente aceita de que juros nos títulos de curto prazo mais altos do que nos de longo prazo são a indicação de que a economia do país ruma a uma forte desaceleração ou até mesmo uma recessão.

Segundo a reportagem, os países cuja curva de rendimento de títulos públicos apresentam as maiores diferenças entre os juros de curto e de longo prazo são Grécia, Portugal e Irlanda, os três países europeus que enfrentam graves problemas financeiros e tiveram que receber ajuda externa para honrar o pagamento de suas dívidas.

‘O que pode ser mais surpreendente, porém, é que os próximos da fila são os ‘queridinhos’ do mercado emergente Brasil e Índia’, observa o jornal.

Segundo a reportagem, nas últimas semanas a curva de rendimento em ambos os países se inverteu – no Brasil de forma mais acentuada – conforme os bancos centrais aumentaram as taxas básicas de juros para tentar controlar o aumento da inflação, levando alguns analistas a prever que uma desaceleração está a caminho.

Apesar disso, o texto observa que há outros analistas que argumentam que ‘as curvas de rendimento invertidas no Brasil e na Índia são mais uma afirmação sobre a direção das taxas de juros no curto prazo do que uma previsão sombria para a economia’.

‘No Brasil, as taxas de juros reais são altas por causa do histórico do país com inflação fora do controle. Mas a tendência de longo prazo hoje é que os juros reais caiam conforme governos sucessivos demonstrem um comprometimento em baixar a inflação – como refletido nas taxas de juros menores em títulos de longo prazo’, analisa a reportagem.

Segundo alguns analistas, a curva de rendimentos invertida no Brasil seria ‘mais um efeito técnico de curto prazo do que um indicador confiável de recessão’.

Apesar disso, o jornal afirma que ainda que não indiquem uma recessão, as curvas de rendimento invertidas de Brasil e Índia ’são um sinal de que o rápido crescimento econômico dos últimos anos pode estar desacelerando’.

Fonte: BBC

Autor: Manoel Junior