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junho 2nd, 2011

Renda fixa, mais uma vez apresenta o melhor retorno no mês

Há exatamente um ano, mais precisamente em maio de 2010, a crise da divida soberana de países pertencentes à zona do Euro veio a tona. E coincidente, um ano depois, em maio deste ano foi mais uma vez o fato que influenciou na tomada de decisões dos investidores, tanto no mercado local, como externos, a medida que Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia e Itália tiveram que se sujeitar a uma taxa de juros maior para tomar dinheiro.

Um outro fator que contribuiu para a instabilidade dos mercados foram à redução do ritmo de crescimento da China e um conjunto de dados marcando que a economia norte americana evoluiu do modo de recuperação para um crescimento moderado.

Dentro dessa conjuntura, que trouxe a tona um sentimento mais evidente de aversão a risco, não se é de se admirar que as opções de investimento com perfil mais conservador tenham se mostrado como a melhor opção no mes.

Renda Fixa

No topo do ranking dos investimentos, as alternativas de renda fixa se destacaram. O CDI proporcionou retorno positivo de 0,99%, já CDB avançou 0,94%. Por sua vez, a caderneta de poupança apresentou rendimento 0,66%.

Logo a seguir na lista dos investimentos, o dólar comercial apresentou valorização de 0,45%, mesmo recuando 3% nos últimos quatro pregões de maio, fechando o mês em R$ 1,580.

Na última colocação do ranking ficou o euro. A moeda do mercado comum europeu mostrou desvalorização de 2,54%, mostrando o aumento da incerteza em relação à capacidade de alguns países da zona do euro, em honrar seus compromissos.

Renda Variável

No mercado de renda variável, a Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo fechou o mês no terreno negativo. Nem a recuperação apresentada na última semana do mês, foi suficiente para levar o índice a um rendimento positivo, entretanto serviu para reduzir uma maior desvalorização mensal, passando de 5%, para uma queda de 2,30%.

Do mesmo modo, quem buscou a segurança no ouro, amargou retorno negativo. A commodity encerrou o mês com queda de 0,88%.

Acumulado no ano

No acumulado do ano, o cenário não é muito distante do registrado em maio. A renda fixa figura no topo do ranking dos investimentos, com o CDI, registrando valorização de 4,53%, e o CDB, retorno de 4,60%. A caderneta de poupança, no mesmo período mostra ganho de 2,98%. Embora, com a forte queda em maio, o euro ainda apresenta valorização positiva de 2,03% em 2011.

A queda mais acentuada ainda é mostrada pelo índice da Bolsa de Valores, que recua 6,76% até 31 de maio de 2011. O dólar foi a grande surpresa  do mês, mas figura como a pior alternativa de investimentos em termos de rentabilidade em 2011, mostrando desvalorização de 5,16%. Finalmente, quem fez a opção por uma alternativa extremamente conservadora, o ouro, tem retorno negativo de 3,90% em 2011.

IMA

O desempenho, no mês de maio, da carteira das NTN-B acima de 5 anos marcadas a mercado mostrou uma melhora significativa da percepção de valorização desses ativos por parte dos agentes do mercado financeiro. O IMA-B 5+, que reflete a movimento desses títulos, proporcionou valorização de 2,092% no mês. No mesmo período, por sua vez, o IMA-B 5, que reflete a carteira das NTN-B até 5 anos, também apresentou uma valorização, porém em menor intensidade, 0,902 %.

Com esta valorização, é a primeira vez no ano que a rentabilidade mensal da carteira de longo prazo das NTN-B, medida pelo IMA-B 5+, supera  o desempenho do IMA-B 5 . Esse movimento ao longo do mês é resultado das mudanças, nas últimas semanas, das expectativas dos agentes em relação à trajetória da inflação futura.