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junho, 2011

Inflação medida pelo IPCA desacelera para 0,47% em maio

A inflação  oficial utilizada com parâmetro para a meta de inflação do governo, medida pelo IPCA -Índice de Preços ao Consumidor Amplo, foi de 0,47% em maio. Em relação ao mês de abril, a inflação ficou em 0,77%, o IPCA recuou 0,3 ponto percentual. O  índice de inflação foi divulgado nesta segunda, dia 07/06, pelo  IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A desaceleração do índice tem como reflexo a queda nos preços dos combustíveis. Em abril, houve aumento de 6,53%. No mês de maio, os preços dos combustíveis recuaram 0,35%. Com a queda, o grupo transportes foi o que mais influenciou na desaceleração da inflação. Os preços dos produtos e serviços que compõem o grupo de consumo caíram 0,24% em maio, contra uma alta de 1,57% em abril.

Grupo como, vestuário e saúde e cuidados pessoais, também que influenciaram para o recuo da inflação. No primeiro caso, a inflação passou de 1,42% para 1,19%, e no segundo caso os preços subiram 0,73% em maio frente uma elevação maior em abril, de 0,98%.

Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA  acumula alta de 6,55% e no acumulado do ano, de 3,71%.

Outros grupos

Na transição do mês de abril para maio, outros grupos apresentaram tendência de desaceleração, o grupo educação foi um deles. Em contrapartida em abril, os preços do conjunto de produtos e serviços subiram 0,09%. Em maio, a alta foi de 0,01%.

Entretanto, os demais grupos mostraram altas mais intensas dos preços no período: o grupo habitação subiu de 0,77% para 0,97%, artigos de residência alta de -0,62% para 0,09%, despesas pessoais subindo de 0,57% para 0,72% e por fim, o grupo comunicação subindo de 0% para 0,15%.

Outro grupo que contribuiu para que a inflação de maio não fosse menor foi o de alimentos e bebidas que registrou alta nos preços, subindo de 0,58% em abril para de 0,63% em maio. A aceleração dos preços dos produtos e serviços do grupo deve-se, principalmente, pelo aumento do tomate, de -18,69% para 9,41% e do leite pasteurizado ,de 2,66% para 3,15%.

Por região

Na avaliação por região, a maior índice observado foi em Belo Horizonte, 0,70%, motivado pelos reajustes na taxa de água e esgoto e nas tarifas da energia elétrica. O menor índice foi registrado em Brasília, 0,02%, onde os combustíveis registraram recuo de 3,35%.

Junho

Em junho, conforme IBGE, o IPCA deverá sofrer influência SOS seguintes reajustes: ônibus urbano no Rio de Janeiro  (4,17%), gás encanado em São Paulo  (5%), ônibus urbano em Belém, com elevação de 8,10%, táxi em Fortaleza, aumento de 11,7%, e ônibus urbano em Goiânia (11,11%)

INPC

O INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor ficou em 0,57% em maio, contra 0,72% em abril. No ano, o índice acumula alta de 3,48% e, nos últimos 12 meses, de 6,44%.

Autor: Manoel Júnior

Mercado espera redução da inflação em 2011

O relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado hoje 06/06, mostra que os analistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a estimativa para a inflação em 2011. O relatório Focus, destaca que a estimativa para variação do IPCA em 2011 recuou de 6,23% para 6,22%, em um patamar ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.

O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação em 2012 em 5,10%. Em relação à inflação de curto, os economistas do mercado mantiveram em 0,48% a previsão para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de maio de 2011. Para junho, a taxa de inflação esperada, também apresentou ligeiro recuo, passando de 0,11% para 0,10%.

PIB

De acordo com o Relatório Focus, os analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia medido pelo PIB- Produto Interno Bruto em 2011, em 4,00%. Para o 2012 a projeção para o crescimento da economia caiu de 4,20% para 4,10%. Já a estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 recuou de 3,73% para 3,50%. Para o próximo ano, o mercado espera um recuo da expansão da indústria de 4,60% para 4,55%.

Cambio e Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a Selic para 2011, em 12,50% ao ano. Hoje, a taxa está fixada em 12,00% ao ano. A estimativa para a Selic ao fim de 2012 permanece em 12,25% ao ano.

Em relação a taxa de cambio, os economistas do mercado,  esperaram que o dólar termine 2011 em R$ 1,61, a mesma expectativa mostrada na semana anterior. A estimativa para a taxa de câmbio média ao longo de 2011 permaneceu R$ 1,61. Para 2012, a projeção para o câmbio continuou em R$ 1,70.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro conservaram a estimativa o saldo nas contas externas em 2011. A projeção para um déficit em conta corrente em 2011 da ordem de US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos esperado é de US$ 70,00 bilhões.

O mercado financeiro manteve a  estimativa para o saldo da balança comercial para 2011 em US$ 20,00 bilhões de superávit. Já para 2012, a projeção o superávit da balança comercial cresceu de US$ 10,00 bilhões para US$ 10,10 bilhões. Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para o de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a estimativa permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Renda fixa, mais uma vez apresenta o melhor retorno no mês

Há exatamente um ano, mais precisamente em maio de 2010, a crise da divida soberana de países pertencentes à zona do Euro veio a tona. E coincidente, um ano depois, em maio deste ano foi mais uma vez o fato que influenciou na tomada de decisões dos investidores, tanto no mercado local, como externos, a medida que Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia e Itália tiveram que se sujeitar a uma taxa de juros maior para tomar dinheiro.

Um outro fator que contribuiu para a instabilidade dos mercados foram à redução do ritmo de crescimento da China e um conjunto de dados marcando que a economia norte americana evoluiu do modo de recuperação para um crescimento moderado.

Dentro dessa conjuntura, que trouxe a tona um sentimento mais evidente de aversão a risco, não se é de se admirar que as opções de investimento com perfil mais conservador tenham se mostrado como a melhor opção no mes.

Renda Fixa

No topo do ranking dos investimentos, as alternativas de renda fixa se destacaram. O CDI proporcionou retorno positivo de 0,99%, já CDB avançou 0,94%. Por sua vez, a caderneta de poupança apresentou rendimento 0,66%.

Logo a seguir na lista dos investimentos, o dólar comercial apresentou valorização de 0,45%, mesmo recuando 3% nos últimos quatro pregões de maio, fechando o mês em R$ 1,580.

Na última colocação do ranking ficou o euro. A moeda do mercado comum europeu mostrou desvalorização de 2,54%, mostrando o aumento da incerteza em relação à capacidade de alguns países da zona do euro, em honrar seus compromissos.

Renda Variável

No mercado de renda variável, a Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo fechou o mês no terreno negativo. Nem a recuperação apresentada na última semana do mês, foi suficiente para levar o índice a um rendimento positivo, entretanto serviu para reduzir uma maior desvalorização mensal, passando de 5%, para uma queda de 2,30%.

Do mesmo modo, quem buscou a segurança no ouro, amargou retorno negativo. A commodity encerrou o mês com queda de 0,88%.

Acumulado no ano

No acumulado do ano, o cenário não é muito distante do registrado em maio. A renda fixa figura no topo do ranking dos investimentos, com o CDI, registrando valorização de 4,53%, e o CDB, retorno de 4,60%. A caderneta de poupança, no mesmo período mostra ganho de 2,98%. Embora, com a forte queda em maio, o euro ainda apresenta valorização positiva de 2,03% em 2011.

A queda mais acentuada ainda é mostrada pelo índice da Bolsa de Valores, que recua 6,76% até 31 de maio de 2011. O dólar foi a grande surpresa  do mês, mas figura como a pior alternativa de investimentos em termos de rentabilidade em 2011, mostrando desvalorização de 5,16%. Finalmente, quem fez a opção por uma alternativa extremamente conservadora, o ouro, tem retorno negativo de 3,90% em 2011.

IMA

O desempenho, no mês de maio, da carteira das NTN-B acima de 5 anos marcadas a mercado mostrou uma melhora significativa da percepção de valorização desses ativos por parte dos agentes do mercado financeiro. O IMA-B 5+, que reflete a movimento desses títulos, proporcionou valorização de 2,092% no mês. No mesmo período, por sua vez, o IMA-B 5, que reflete a carteira das NTN-B até 5 anos, também apresentou uma valorização, porém em menor intensidade, 0,902 %.

Com esta valorização, é a primeira vez no ano que a rentabilidade mensal da carteira de longo prazo das NTN-B, medida pelo IMA-B 5+, supera  o desempenho do IMA-B 5 . Esse movimento ao longo do mês é resultado das mudanças, nas últimas semanas, das expectativas dos agentes em relação à trajetória da inflação futura.