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junho, 2011

Mercado projeta inflação menor para 2011 e 2012

O relatório de mercado – Focus divulgado hoje, 27/06, pelo Banco Central, mostra que os analistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2011 de 6,18% para 6,16. Com esta é a oitava redução seguida.

Para 2012, a projeção do mercado financeiro para o índice oficial de inflação também cedeu, caindo de 5,18% para 5,15%.

Juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de mais uma elevação para a taxa básica da economia em 2011, no inicio deste mês o Copom elevou os juros para 12,25% ao ano. O mercado projeta uma taxa de 12,50% ao ano. Desta forma o mercado financeiro acredita em mais uma elevação da taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual nos juros no mês de julho – a próxima reunião do COPOM – Comite de Política Monetária do Banco Central está agendada para os dias 19 e 20 de julho. O mercado financeiro elevou a projeção para a taxa de juros de 12,25% para 12,50% ao ano. Assim sendo, o mercado estima que a taxa deva permanecer estável no próximo ano.

PIB e câmbio

Em relação ao desempenho da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, os economistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia em 2011 de 3,96% para 3,95%. Para 2012, a expectativa do mercado para o desempenho da economia permaneceu estável em 4,10%.

Já em relação a taxa de cambio, a projeção do mercado financeiro para o fim de 2011 ficou em R$ 1,60 por dólar, mesma estimativa da semana passada. Para 2012, a projeção dos analsitas do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,70 por dólar.

IED e Balanço de Pagamentos

Os analistas do financeiro continuam apostando em um desempenho favorável para a balança comercial brasileira. Balança comercial é o nome da conta do Balanço de pagamentos onde se registram os valores das importações e exportações entre os países. Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superávit na balança, e quando as importações são maiores que as exportações registra-se um déficit. Quando o saldo da balança comercial apresenta negativo, o governo para equilibrá-la tem que recorrer as reservas cambiais de dólares que o Estado tem em caixa ou recorrer a empréstimos de banqueiros do exterior, este é um fato gerador da dívida externa. Segundo a expectativa dos economistas do mercado financeiro o superávit da balança comercial brasileira em 2011 subiu de US$ 20 bilhões para US$ 20,05 bilhões.

Para 2012, a projeção  dos economistas para o saldo da balança comercial foi elevado de superávit US$ 10,08 bilhões para US$ 10,10 bilhões.

Em relação a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa do mercado para o ingresso de recursos em 2011 cresceu de US$ 51,3 bilhões para US$ 51,85 bilhões. Para 2012, a expectativa de ingresso de investimentos estrangeiros no Brasil foi mantida em US$ 46 bilhões.

Autor: Manoel Junior

Recebi uma herança: como escolher um planejador financeiro?

Recebi uma herança. Busquei a indicação de três profissionais de planejamento financeiro. Conversei com pessoas próximas que me informaram que este ainda é um mercado em desenvolvimento e sem parâmetros estabelecidos. Como saber se um trabalho de planejamento está sendo bem feito? O que esperar de um planejamento financeiro com excelência? (A.F.)

Por: Alexandre Canalini, CFP (Certified Financial Planner):

A oscilação do mercado de capitais, a integração e a rapidez com que os ativos passaram a incorporar novas informações e casos de recebimento de heranças tornaram a demanda por profissionais do setor ainda maior.

Um indivíduo que busque orientação financeira tem um grande desafio pela frente. Como avaliar um bom trabalho num segmento recente e sem padrões estabelecidos no Brasil?

Um planejamento financeiro inicia com um trabalho investigativo. Com a coleta das informações e o diagnóstico do cliente, é iniciada a fase de estruturação e posterior orientação. Durante todo processo de coleta de informações, estruturação e orientação, algumas diretrizes precisam ser adotadas para o desenvolvimento imparcial da atividade.

A orientação financeira, com frequência coloca o planejador em situações em que há conflito de interesse entre a melhor solução para o cliente e a recomendação mais rentável ao planejador. Em boa parte dos casos esse conflito surge nos preços dos produtos financeiros usados. Diante dessa situação, um bom planejador financeiro deve atuar com o compromisso de colocar o interesse do cliente em primeiro lugar não obtendo qualquer vantagem ou ganho pessoal com as indicações de produtos.

No momento em que é identificada a necessidade de uso de um produto financeiro, o planejador, ao fazer a indicação, deve agir com probidade, revelando qualquer conflito atual ou potencial que possa ocorrer entre a indicação feita e o seu interesse.

A relação construída entre um planejador financeiro e um cliente é fundamentada na confiança, tanto na prestação das informações relevantes, as quais o planejador deve confidencialidade, quanto na indicação de soluções financeiras. A transparência, a honestidade e a isenção tanto do planejador quanto do cliente são fatores cruciais para um bom planejamento financeiro. Agir com integridade é uma postura obrigatória do profissional.

Um planejador financeiro possui habilidades e conhecimentos de diversos temas. A competência desenvolvida ao longo de sua formação deve ser somada a postura profissional e a conduta diante de todos “stakeholders”. A conduta digna e o respeito entre as partes relacionadas somam na construção do profissional e nas suas orientações.

A sofisticação do mercado de capitais, especialmente na estruturação de operações e na criação de instrumentos derivativos, muitas vezes de difícil entendimento até mesmo para os profissionais do mercado financeiro, passou a exigir mais rigor e zelo por parte dos planejadores. O compromisso assumido por um planejador em um projeto o obriga a agir de forma diligente e com grande dedicação.

O planejador deve atender as necessidades de um cliente de forma direta, clara e transparente. É comum um profissional ser procurado numa situação que o cliente precisa somente de uma alocação de ativos ou uma reestruturação de portfólio. Nesses casos é importante atender ao escopo que a situação impõe e tratar de forma objetiva o trabalho desenvolvido.

Os institutos que promovem certificações aos profissionais do setor exigem mais do que a assinatura e concordância com um código de ética e conduta. Possuem procedimentos dinâmicos com constantes modificações, avaliações, estudos, apurações e punições de profissionais que violem as diretrizes éticas estabelecidas pelos certificadores.

Um trabalho de excelência em planejamento financeiro passa em primeiro lugar pela ética do profissional, antes de qualquer outro atributo ou desempenho que possa ser atribuído.

Fonte: Valor-Online

Sugestão: Denise Estrella

Entenda o Mercado de Derivativos

Derivativo é um contrato firmado entre duas partes no qual se determinam pagamentos futuros com base no comportamento dos preços de um ativo de mercado à vista. O segmento de derivativos compreende um grande número de operações que podem ser negociadas nos mercados a termo, de futuros, de opções ou de swap.

Em qualquer destes mercados, o investidor poderá negociar commodities ou ativos financeiros, como taxas de juro, índices de mercado etc. É normal encontrar investidores em busca de operações com derivativos com o objetivo de  especular ou simplesmente em busca proteção.  O investidor que busca proteção por intermédio de contratos de derivativos é conhecido no mercado por hedger.

Hedgers

Para esta categoria de investidor, o mercado de derivativos proporciona proteção e baixo risco. Tem como característica buscar proteção contra as oscilações de preços no mercado à vista é muito semelhante a uma apólice de seguro, onde o comprador paga um prêmio para limitar suas perdas. Caso o investidor não necessite usar sua “apólice” de seguro, terá perdido somente o valor do prêmio pago na contração do “serviço”. No caso de fortes oscilações no mercado, estará ele protegido.

Na prática, o contrato de derivativo é uma forma de limitar as perdas, que significa fixar um preço para o ativo, ou seja, travar um preço. Deste modo, seja qual for a direção que os preços dos ativos tomarem no mercado à vista, o investidor tem garantido um determinando preço para esse mesmo ativo em certa data futura que é fixada no contrato.

Em um cenário de queda dos preços do ativo no mercado à vista e o investidor tiver garantido um bom preço de venda, ganha dinheiro. Na alta ganha se garantiu um baixo preço de compra, ele compra e vende. Se nada disso acontecer, suas opções “viram pó” e ele perde a oportunidade. No Brasil, a negociação com contratos de derivativos no mercado de futuros é realizada na BM&FBOVESPA.

Derivativo – Termos mais usados

O contato com o mercado de derivativos em um primeiro momento pode parecer estranho. Para entender melhor o mercado é preciso conhecer a linguagem utilizada por seus participantes.

Opção: é um direito de comprar ou vender um montante de um determinado ativo a um preço pré-estabelecido dentro de um certo intervalo de tempo. Pode ser comparado a um seguro, pelo qual o agente paga um prêmio e tem o direito, e não a obrigação, de exercê-lo. Leia mais;

Put: termo em inglês que equivale a uma opção de venda. Ou seja, quem compra uma put tem o direito de vender um certo ativo por um preço pré-determinado;

Call: expressão análoga à put, porém que corresponde à uma opção de compra;

Opções americanas: diferentemente do que se pode imaginar em um primeiro momento, o termo não tem qualquer referência à geografia, mas refere-se às opções que podem ser exercidas em qualquer momento, ou seja, desde sua data de aquisição até sua data de vencimento. Leia mais;

Opções européias: contrastam-se às opções americanas, podendo ser exercidas somente na data do vencimento;

Prêmio da opção: valor a ser pago pelo investidor para adquirir uma opção. As variáveis que influenciam a determinação do prêmio são: preço e volatilidade do ativo objeto, tempo até o vencimento, taxa de juros e preço de exercício. Leia mais;

Black & Scholes: modelo matemático, desenvolvido pelos economistas Fisher Black e Myron Scholes, mais difundido para a determinação do valor justo do prêmio de uma opção. O modelo funciona para opções de compra ou venda do tipo europeu. No caso de opções do tipo americanas, somente para aquelas sobre ações sem dividendos;

Ativo objeto: designa o ativo primário dos derivativos. As opções, por exemplo, podem ser referenciadas em: ações, índices, moedas, contratos futuros, entre outros;

Preço de Exercício: valor pelo qual a opção pode ser exercida. Ou seja, o titular de uma opção poderá comprar ou vender ativo base por um determinado preço de exercício;

Virar pó: quando uma opção não é exercida, o investidor perde o valor total pago como prêmio. Diz-se, então, que a opção “virou pó″;

Opção at the money: é uma opção que apresenta preço de exercício igual ao preço do ativo objeto no mercado à vista;

Opção in the money: supondo uma opção de compra, é aquela em que o preço do ativo base no mercado à vista é superior ao preço de exercício, ou seja, caso exercida, o investidor apresentará lucro. Se for uma opção de venda, é aquela cujo preço de exercício está acima do preço do ativo objeto no mercado à vista;

Opção out of the money: contrapõe-se à opção in the money. Em caso de ser uma opção de compra, o preço de exercício acima do preço do ativo no mercado à vista. Sendo uma opção de venda, o preço do ativo no mercado à vista é superior ao preço de exercício;

Valor intrínseco: diferença entre o valor do ativo no mercado à vista e o preço de exercício;

Combinação de opções: operação em que um mesmo investidor compra ou vende duas ou mais opções sobre o mesmo ativo objeto, mas com preços de exercício e/ou datas de vencimento distintas. São exemplos as travas – em que se aposta na alta ou na baixa do mercado – e o butterfly spread – em que o agente ganha se o preço do ativo objeto não apresentar grande volatilidade.

Cap: esta expressão de língua inglesa representa a fixação por parte do investidor de um patamar máximo para a flutuação de suas aplicações;

Floor: estratégia equivalente ao cap, porém o agente estabelece um nível mínimo para a rentabilidade de seus papéis;

Collar: representa a construção simultânea de um cap e de um floor. O intervalo entre eles é o collar.

Swaps: são operações de troca de fluxo de caixa. Um investidor é remunerado por uma determinada aplicação e oferece outro ativo como forma de rentabilidade. Leia mais;

Hedge: termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina administração do risco. Por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado (futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em uma alteração de preços adversa. Leia mais;

Contratos futuros: trata-se de um compromisso de comprar ou vender determinado ativo numa data específica do futuro, por um preço previamente estabelecido. Leia mais.

Derivativos e a alavancagem

Alavancar significa colocar em risco mais do que 100% do patrimônio líquido do fundo. Esta estratégia só é possível através da utilização de contratos de derivativos. São negociados contratos futuros e operações sem que sejam desembolsadas grandes somas de dinheiro, “apostando” em um movimento certeiro nas datas de vencimento.

Esta estratégia é de alto risco. No caso de as operações de um fundo muito alavancado derem errado, as perdas podem ser devastadoras, até mesmo superior o patrimônio do fundo, e neste caso o investidor deve aportar recursos na proporção de sua quantidade de cotas. É de suma importancia ler regulamento e o prospecto do fundo, são estes os documentos que passam ao investidor as informações necessárias a tomada de decisão sobre investir ou não no fundo. Apresenta inclusive os principais risco a que o investidor está sujeito, principalmente o risco da utilização de derivativos.

Autor: Manoel Junior

Mercado reduz projeção para a inflação deste ano e matem estimativa para Selic

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 20/06, pelo Banco Central, mostra que os analistas do mercado financeiro, reduziram pela sétima semana seguida sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011 de 6,19% para 6,18%.

Entretanto, para 2012, a projeção para o IPCA subiu de 5,13% para 5,18%. Com esta, é a segunda semana de elevação da expectativa de inflação para o próximo ano.

FOCUS

O Relatório de Mercado – Focus (também conhecido por pesquisa Focus) é a forma com que os agentes financeiros – bancos, corretoras e outras instituições cadastradas no sistema do BC – ‘conversam’ com o Banco Central. Essa pesquisa é feita semanalmente pelo BC para saber o que os agentes esperam dos principais indicadores da economia, principalmente os de inflação.

Taxa de juros

Após a elevação da taxa de juros na última reunião do Copom para 12,25% ao ano, os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa Selic encerrará 2011 em 12,50% ao ano. Isso significa que os analistas os analistas do mercado acreditam em mais uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros básica da economia na reunião de julho do Copom – Comitê de Política Monetária. Para 2012, o mercado financeiro manteve a projeção da taxa de juros em 12,25% ao ano. Na avaliação dos analistas do mercado deve haver  um corte de 0,25 ponto percentual ao longo de 2012.

PIB e câmbio

Os analistas do mercado financeiro mantiveram, a sua expectativa para o desempenho do PIB – Produto Interno Bruto em 2011. A avaliação do mercado o PIB deve crescer 3,96%. Para 2012, a estimativa para o de crescimento da economia brasileira permaneceu estável em 4,10%.

Os analistas do mercado financeiro, projetam que a taxa de câmbio o final de 2011 ficou em R$ 1,60 por dólar, mesma projeção da semana anterior. Para 2012, a estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou em R$ 1,70 por dólar.

Balança comercial e IED

Em relação ao desempenho da balança comercial, exportações menos importações, os economistas do mercado financeiro projetam para 2011 superávit de US$ 20 bilhões. Mesma estimativa apresentada na semana passada.

Para 2012, a expectativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial caiu de superávit de US$ 10,10 bilhões para US$ 10,08 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa dos agentes do mercado para a entrada de recursos em 2011 subiu de US$ 50 bilhões para US$ 51,3 bilhões. Para 2012, a expectativa de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 45 bilhões para US$ 46 bilhões.

Fonte: Infomoney

Sugestão: Manuel Junior

NTN-B mais longas apresentam performance positiva em maio

A performance, em maio, da carteira das NTN-B acima de 5 anos marcadas a mercado indica uma melhora expressiva da percepção de valorização desses ativos por parte dos agentes do mercado. O IMA-B 5+, que reflete a trajetória desses títulos, apresentou alta de 2,69% no mês até o dia 19. No mesmo período, por sua vez, o IMA-B 5, que reflete a carteira das NTN-B até 5 anos, também apresentou uma valorização, porém em menor magnitude, na ordem de 0,64 %.

Se essa tendência se mantiver até o final de maio, será a primeira vez em 2011 que a rentabilidade mensal da carteira de longo prazo das NTN-B, medida pelo IMA-B 5+, superará a trajetória do IMA-B 5 (veja gráfico). Esse movimento ao longo do mês é resultado das mudanças, nas últimas semanas, das expectativas dos agentes no tocante à trajetória da inflação futura.

Até o mês de abril, a trajetória da inflação corrente, conjugada com possíveis mudanças na forma de condução da política monetária, causou uma deterioração nas expectativas de inflação dos agentes de mercado. Ainda que os juros nominais tenham também subido no mesmo período, a percepção de boa parte desses agentes era de que os juros reais estariam caindo, principalmente no curto e médio prazos.

Essa mesma dinâmica era observada na precificação dos papéis mais longos, as NTN-B acima de 5 anos, porém com menor intensidade. Isso porque havia a indicação do próprio governo de que o processo de convergência da inflação para o centro da meta ocorreria no longo prazo, sinalizando uma inflação mais alta, porém menor do que a esperada pelo mercado no curto prazo.

A redução das expectativas inflacionárias ao longo do mês de maio (veja gráfico) desencadeou um movimento de correção desses ativos e provavelmente devolveu eventuais aumentos do prêmio de incerteza que estariam concentrados nos títulos mais longos, elevando os preços desses títulos. A trajetória do IMA-B 5+ em maio reflete de forma clara todo esse movimento.

Fonte: Anbima

Fonte: Banco Central

Com relação aos índices de preços, vale destacar ainda a divulgação da segunda prévia do IGP-M de maio, que acusou variação de 0,66% no período. Desta forma, o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA revisou as projeções desse índice para maio, de 0,64% para 0,61%, e junho, de 0,45 % para 0,40 %.

Autor: Manoel Junior

Analistas veem sinais de problemas em títulos públicos brasileiros, diz ‘FT’

Um indicador de mercado atentamente acompanhado por analistas financeiros – a curva de rendimento de títulos públicos – poderia indicar problemas à vista na economia brasileira, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (15) pelo jornal britânico Financial Times.

O jornal observa que existe uma teoria amplamente aceita de que juros nos títulos de curto prazo mais altos do que nos de longo prazo são a indicação de que a economia do país ruma a uma forte desaceleração ou até mesmo uma recessão.

Segundo a reportagem, os países cuja curva de rendimento de títulos públicos apresentam as maiores diferenças entre os juros de curto e de longo prazo são Grécia, Portugal e Irlanda, os três países europeus que enfrentam graves problemas financeiros e tiveram que receber ajuda externa para honrar o pagamento de suas dívidas.

‘O que pode ser mais surpreendente, porém, é que os próximos da fila são os ‘queridinhos’ do mercado emergente Brasil e Índia’, observa o jornal.

Segundo a reportagem, nas últimas semanas a curva de rendimento em ambos os países se inverteu – no Brasil de forma mais acentuada – conforme os bancos centrais aumentaram as taxas básicas de juros para tentar controlar o aumento da inflação, levando alguns analistas a prever que uma desaceleração está a caminho.

Apesar disso, o texto observa que há outros analistas que argumentam que ‘as curvas de rendimento invertidas no Brasil e na Índia são mais uma afirmação sobre a direção das taxas de juros no curto prazo do que uma previsão sombria para a economia’.

‘No Brasil, as taxas de juros reais são altas por causa do histórico do país com inflação fora do controle. Mas a tendência de longo prazo hoje é que os juros reais caiam conforme governos sucessivos demonstrem um comprometimento em baixar a inflação – como refletido nas taxas de juros menores em títulos de longo prazo’, analisa a reportagem.

Segundo alguns analistas, a curva de rendimentos invertida no Brasil seria ‘mais um efeito técnico de curto prazo do que um indicador confiável de recessão’.

Apesar disso, o jornal afirma que ainda que não indiquem uma recessão, as curvas de rendimento invertidas de Brasil e Índia ’são um sinal de que o rápido crescimento econômico dos últimos anos pode estar desacelerando’.

Fonte: BBC

Autor: Manoel Junior

Provisões provocam prejuízos para carteiras

Dois fundos de crédito privado sofreram ajustes na semana passada por conta de provisões para perdas com ativos em carteira. No último dia 8, as cotas do Roma Fundo de Investimentos de Renda Fixa Crédito Privado Previdenciário, sob gestão da Lhynqz, abriram com prejuízo de 12,13%, aponta comunicado da BNY Mellon Serviços Financeiros, administradora do fundo. Com o ajuste, o patrimônio líquido recuou de R$ 54 milhões para R$ 48 milhões.

Fonte: Valor Economico

Sugestão: Manoel Junior

http://www.valoronline.com.br/impresso/investimentos/119/440607/provisoes-provocam-prejuizos-para-carteiras

Maiores riscos ao bull case brasileiro são políticos ou externos

14 de junho de 2011

Por: Julia Ramos M. Leite

SÃO PAULO – Após a crise financeira, o Brasil emergiu como uma das principais oportunidades de investimento. A resiliência do consumo doméstico segurou o País enquanto a economia mundial recuava e fez com que a recuperação chegasse por aqui, enquanto os principais mercados desenvolvidos ainda patinam.

Mas esse bull case começou a ser questionado recentemente, especialmente com a aceleração da inflação. Mas o otimismo com o cenário brasileiro ainda se sustenta? Segundo Matheus Cavallari, sócio da Claritas Investimentos, sim.

Perspectiva otimista

Em palestra no 4º Congresso de Value Investing Brasil, realizado nesta terça-feira (14) em São Paulo, Cavallari traçou uma perspectiva otimista para o País. Segundo ele, a estrutura demográfica deve sustentar uma perspectiva favorável de crescimento pelos próximos 20 anos.

Mas é preciso aumentar os investimentos e melhorar a produtividade do País, porque além do mercado de trabalho, o consumo também deve seguir em alta. E apesar da classe C ser a bola da vez, Cavallari lembra que as classes A e B têm mantido sua taxa de expansão.

Riscos que vêm de fora

O otimismo, contudo, não significa que não há riscos. Para o sócio da Claritas, os principais problemas do Brasil não estão aqui, mas sim no cenário externo. O primeiro deles é o que tem mais evidência no cenário macro em 2011: a crise fiscal da Zona do Euro.

“É uma decisão política de curto prazo, e deve trazer custos para a Zona do Euro, mas deve ser resolvido”, disse Cavallari. Para ele, a extensão dos empréstimos deve ser voluntária e não deve ser um trigger para os CDSs (Credit Default Swaps), o que diminui o risco de contágio.

Outro ponto são os EUA, em especial a retirada de estímulos que vem sustentando a economia. “Se os juros subirem nos EUA, é ruim para o Brasil”, explicou Cavallari, lembrando que o diferencial de juro passará a não ser tão favorável assim para o País, assim como para os demais emergentes. Entretanto, segundo ele, esse risco diminuiu no curto prazo, com a recuperação lenta da maior economia do mundo na primeira metade do ano.

Política

Já André Gordon, sócio da GTI Administração de Recursos, focou sua apresentação nos problemas nacionais na questão política – apesar de manter uma visão relativamente otimista para o País.

Segundo Gordon, no Brasil há uma “a ditadura democrática”. “Não é porque sabemos o resultado da eleição duas horas após o fim da votação que somos uma democracia consolidada”, afirmou.

A última eleição evidenciou questões como acesso limitado às informações, uso do populismo e da máquina pública em campanha. A falta de uma oposição clara, de acordo com Gordon, também é problemática – a base governista detém hoje mais de 63% de participação no Senado, Câmara dos Deputados e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Gordon também criticou o aparelhamento do Estado através do BNDES, dos fundos de pensão de estatais e das próprias estatais, e o esvaziamento e politização das agências regulatórias.

Acelerar ou frear?

Além disso, tanto Gordon quanto Cavallari criticaram a desconexão entre a política fiscal e a política monetária, com a “Fazenda e BNDES com pé no acelerador, e o BC com pé no freio”.

Em outras palavras, o governo acelera a demanda com a política fiscal, políticas assistencialistas, superávit primário abaixo da meta, salário mínimo indexado à inflação, e o Banco Central tenta segurar a atividade com ações macroprudenciais e altas taxas de juro.

Entretanto, o sócio da Claritas se disse um pouco mais otimista com o ministro Guido Mantega. Segundo ele, o governo parece ter entendido que é preciso pelo menos não atrapalhar o BC com uma política fiscal menos expansionista. “Não quero elogiar muito, porque o ministro é o mesmo, mas acho que há uma consciência de que, pelo menos, se deve atrapalhar menos o BC”, afirmou.

Mas Bull case deve prevalecer

Apesar dos riscos políticos e externos, que se juntam também a questões já mais “tradicionais” – como a autonomia do BC, a desindustrialização, a necessidade de maiores investimentos, os gargalos de infraestrutura, ambos têm uma visão otimista para o cenário brasileiro.

“É preciso pensar no longo prazo e deixar de lado os ruídos de curto prazo. Uma coisa é você ficar discutindo quanto o Copom deveria ter elevado a Selic – mas isso no longo e médio prazo é irrelevante, porque isso se ajusta depois”, disse Cavallari

Já Gordon lembrou que os riscos podem existir por aqui, mas lá fora o cenário não é muito melhor – e, com isso, o País fica comparativamente atrativos. “Os concorrentes não estão melhores que nós, mas há riscos sim”, concluiu o sócio da GTI.

Fonte: Infomoney

Sugestão: Manoel Junior

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2133482-maiores+riscos+bull+case+brasileiro+sao+politicos+externos

Mercado reduz pela sexta semana projeção para a inflação de 2011

O Relatório de mercado – FOCUS, divulgado hoje, 13/06, pelo banco Central, mostra que pela sexta semana seguida os analistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011 de 6,22% para 6,19%.

Entretanto, para 2012, a projeção dos economistas das instituições financeiras ouvidos pela autoridade monetária elevaram sua estimativa  para o IPCA que subiu de 5,10% para 5,13%.

O regime de metas para a inflação é um regime monetário no qual o Banco Central se compromete a atuar de forma a garantir que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida, anunciada publicamente. A meta de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros

Posteriormente a alta da taxa básica de  juros para 12,25% ao ano na reunião do Copom encerrada na última quarta-feira, 8/06, os analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para taxa Selic inalterada em 12,50% ao ano, ao final de 2011. Isso significa que o mercado financeiro espera mais um aumenta elevação de 0,25 ponto percentual nos juros ainda em 2011. A expectativa é de que o aumento ocorra em julho.

PIB e câmbio

Os economistas do mercado financeiro reduziram, a a projeção para o crescimento da economia mediado pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2011 de 4% para 3,96%. Para 2012, o mercado espera que o crescimento da economia brasileira fique em 4,10%.

Em relação à taxa de cambio, mercado financeiro projeta recuou na taxa de câmbio no fim de 2011, de R$ 1,61 para R$ 1,60. Para  2012, a expectativa dos analistas mercado para a taxa de câmbio ficou em R$ 1,70 por dólar.

Balanço de Pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro, nesta edição do Focus, projetam estabilidade para a balança comercial, que deve apresentar superávit de US$ 20 bilhões em 2011, mesma projeção apresentada na semana passada.

Da mesma forma, para 2012, o mercado manteve inalterada sua projeção em para o superávit da balança comercial em US$ 10,10 bilhões.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção do mercado para o entrada de recursos em 2011 continuou firme em US$ 50 bilhões. Para 2012, a estimativa para a entrada de investimentos no Brasil continua a ser de US$ 45 bilhões.

Autor: Manoel Junior

Em linha com a expectativa do mercado Copom eleva juros para 12,25% ao ano

Em linha com a expectativa da maioria dos agentes do mercado financeiro, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, em decisão unânime,  no último dia de reunião do colegiado,  nesta quarta-feira, 8/06,  resolveu elevar a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Assim sendo, os juros continuam no patamar mais alto desde janeiro de 2009.

Com este, é o quarto aumento sucessivo da taxa de juros, que desde o início deste ano vem subindo objetivando debelar as pressões inflacionárias. Para impedir uma alta maior dos preços, o Banco Central age para reduzir o consumo. Em 2011, a taxa básica de juros da economia brasileira subiu 1,5 ponto percentual, o ano iniciou com a taxa em 10,75% ao ano.

Justificativa

No encerramento da reunião, o Banco Central divulgou a seguinte frase: “Dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″.

Expectativa do mercado e juros reais

A decisão sobre a taxa de juros veio em linha com o que esperava a maior parte dos agentes do mercado financeiro. O próprio Banco Central já havia da indícios de mudanças na política de juros ao sinalizar que reduziria o ritmo de elevação. Nas duas primeiras reuniões deste ano, os juros foram elevados em 0,5 ponto percentual. Na reunião do Copom em abril, porém, a autoridade monetária diminuiu o ritmo de elevação dos juros para 0,25 ponto percentual.

Com a alta da taxa básica de juros da economia para 12,25% ao ano, o Brasil manteve a liderança isolada no ranking mundial de juros reais, que são calculados após deduzida a inflação projetada para os próximos doze meses. Juros elevados tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar o dólar ainda mais para baixo.

Sistema de metas para a inflação

Pelo sistema de metas de inflação definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional,  o Banco Central tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na última semana, de acordo com o Relatório de Mercado – Focus,  os analistas do mercado financeiro reduziram sua projeção para o IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011 de 6,23% para 6,22%. Para 2012, por sua vez, a estimativa dos economistas das instituições pesquisadas pelo Banco Central para o IPCA continuou  em 5,1%.

O Banco Central também já deu indícios que não buscaria, por meio dos juros e do compulsório (instrumentos de política monetária), o centro da meta de inflação em 2011. O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, considerou que seria “aceitável” um IPCA acima do centro da meta neste ano por conta da redução da oferta de alimentos – que pressionou para cima os preços no início de 2011.

Autor: Manoel Junior