Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

maio, 2011

Pela terceira semana o mercado reduz projeção para a inflação em 2011

Conforme o relatório de mercado, Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, pela terceira semana seguida os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação em 2011. Segundo os dados da pesquisa, a estimativa para o índice da inflação oficial para 2011 recuou de 6,27% para 6,23%, entretanto em nível ainda afastado do centro da meta para a inflação, que é de 4,50%. O indicador da inflação oficial pode oscilar dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Na visão dos analistas do mercado financeiro a inflação em 2012 deve ficar em 5,10%. Em relação a inflação de curto prazo, o mercado conservou em 0,48% a estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de maio de 2011. Para o índice de  inflação de junho, a taxa projetada recuou de 0,13% para 0,11%.

Crescimento economico

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB -Produto Interno Bruto para 2011, em 4,00%. Para 2012 a expectativa para a evolução da economia subiu de 4,10% para 4,20%. A projeção para o avanço da produção industrial em 2011 permaneceu em 3,73%. Para 2012, a estimativa para o crescimento industrial avançou de 4,55% para 4,60%.

Juros e cambio

O mercado financeiro mais uma vez mantiveram a estimativa a taxa básica de juros da economia, Selic para, em 12,50% ao ano. A taxa básica hoje está fixada em 12,00% ao ano. A projeção para a Selic em 2012 foi mantida em 12,25% ao ano.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para o dólar 2011 de R$ 1,62, para de R$ 1,61. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2011 recuou de R$ 1,62 para R$ 1,61. Para 2012, a expectativa para o dólar permaneceu em R$ 1,70.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas mantiveram a estimativa para o saldo nas contas externas em 2011. O mercado projeta um déficit para o saldo em conta corrente neste ano da ordem de US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 70,00 bilhões.

Em relação à balança comercial, os analistas projetam superávit comercial em 2011 de US$ 20,00 bilhões. Para 2012, a expectativa para o saldo da balança comercial seguiu em US$ 10,00 bilhões. Os economistas do mercado financeiro mantiveram mais uma vez a estimativa para o ingresso de IRD – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a projeção permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Antes de investir…

Para que sua estratégia de investimento seja bem sucedida, ela deve pensada bem antes de se decidir investir.  Só será iniciada no instante em que o potencial investidor se familiarizar com algumas considerações fundamentais do planejamento financeiro. O candidato a investidor só estará preparado para investir, quando estiver habituado com esses conceitos e assumir o domínio de sua condição financeira.

Pensar em investimentos, uma vez que ainda tem dívidas em curso, não faz sentido. Pois, o rendimento obtido em uma aplicação financeira seguramente será menor que o custo de sua divida. Deste modo, para quem ainda está no vermelho, deve-se dar preferência por quitar o mais rápido possível a sua dívida e não em investir.

Sendo assim, que este objetivo for alcançado é momento de reavaliar seus hábitos financeiros e preparar um planejamento financeiro de maneira a conseguir poupar regularmente. Se o candidato a investidor conseguir ir além desta etapa, aí sim estará preparado para investir.

Pela terceira semana seguida mercado reduz a estimativa de inflação para 2011

De informações divulgadas hoje, 23/05 pelo Banco Central através de Relatório de Mercado – Focus, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para o índice de inflação oficial em 2011. A expectativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo recuou de 6,31% para 6,27%, em um nível bem acima do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Os economistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa para o índice de inflação de 2012 de 5,00% para 5,10%. Em relação a inflação de curto prazo, o mercado subiu de 0,46% para 0,48% a expectativa para o índice de inflação oficial em maio de 2011. Para o indicador de inflação de junho, a taxa esperada caiu de 0,20% para 0,13%.

Crescimento econômico e produção industrial

De acordo com as expectativas dos analistas do mercado financeiro o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto (PIB) para 2011 deve ficar estável em 4,00%. Para 2012, a estimativa para o crescimento econômico caiu de 4,20% para 4,10%. A projeção para o crescimento da produção industrial em 2011 permaneceu em 3,73%. Para o ano que vem, a estimativa para o crescimento  da indústria caiu ligeiramente de 4,60% para 4,55%.

Taxa de juros e cambio

Os analistas do mercado ouvidos pelo relatório Focus, conservaram a projeção para a taxa básica de juros da economia, Selic, para 2011, em 12,50% ao ano. Hoje, a taxa está fixada em 12,00% ao ano. A estimativa para a Selic no fim de 2012 permaneceu em 12,25% ao ano.

Os analistas do mercado financeiro projetam que o dólar termine 2011 em R$ 1,62, valor igual ao projetado na semana anterior. A estimativa para a taxa de câmbio médio ao longo de 2011 permaneceu em R$ 1,62. Para 2012, a expectativa para a taxa de câmbio seguiu em R$ 1,70.

Balanço de pagamento e IED

Os economistas mercado financeiro mantiveram a projeção para o saldo em conta corrente em 2011. A estimativa aponta para um déficit em conta corrente em 2011 da ordem de US$ 60,00 bilhões. Para 2012, a projeção para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 70,00 bilhões.

Para a balança comercial de 2011 o mercado financeiro elevou de US$ 19,50 bilhões para US$ 20,00 bilhões de superávit. Para 2012, a projeção para o saldo da balança comercial seguiu em US$ 10,00 bilhões. O mercado financeiro manteve a projeção para o ingresso de IED- Ingresso de Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a estimativa permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Fundos de dividendos – Uma alternativa a se considerar

Os fundos de dividendos compõem suas carteiras com ações de empresas com histórico e expectativa de bons pagamentos de dividendos. A escolha das ações por parte dos gestores ocorre principalmente pela avaliação de dois indicadores, índice de distribuição e “dividend yield”, este último representa o valor do dividendo pago em relação ao preço da ação.

Esta modalidade de fundo de ações é relativamente nova no mercado brasileiro. Os dividendos ganharam importância aos olhos do investidor com a estabilidade econômica e o controle da inflação. Anteriormente, como não havia correção monetária sobre esse direito, a alta inflação corroia com o valor pago a título de dividendo.

Com a estabilidade da economia, as ações de empresas boas pagadoras de dividendos ganharam importância e sistematicamente passaram a fazer parte das carteiras do investidor.

No do mercado de ações, os fundos de dividendos são normalmente recomendados para aqueles investidores com perfil conservador. Isto se explica pelas características envolvidas nesta modalidade de investimento.

As ações de empresas que pagam bons dividendos são, geralmente, consolidadas com crescimento de mercado estabilizado. Geralmente, figuram na lista de boas pagadoras de dividendos as empresas que possuem posições de mercado mais consolidadas e que, deste modo, não necessitam investir muito para ganhar espaço, geralmente distribuem uma maior parte de seus lucros para seus acionistas. Entre as preferidas pelos gestores estão as ações da Eletropaulo, Coelce, Eternit, AES Tiete, Telesp, Transmissão Paulista, CSN, Telemar, CPFL Energia, Souza Cruz, Cielo, Cemig , Tractbel e CCR, dentre outras.

Por serem empresas estáveis, suas ações não figuram dentre aquelas com maior nível de liquidez. Como em cenários de incerteza do mercado, os investidores normalmente vendem primeiro as ações com maior índice de liquidez, os fundos de dividendos são menos vulneráveis que as outras modalidades de fundos de ações. Em um cenário de alta da bolsa, o investidor, além de lucrar com a valorização das ações, engorda seu lucro com o pagamento de dividendos. Em um ambiente de instabilidade e bolsa em queda, o pagamento dos dividendos atenua as ocasionais perdas.

Nos últimos anos, o crescimento da economia mundial, aliada às expectativas de crescimento da economia brasileira, tendência de queda nas taxas de juros, projetam um cenário promissor para as empresas brasileiras. Este panorama propicia um resultado positivo para as empresas, o que por sua vez motiva uma maior distribuição de dividendos.

A seleção das ações para compor a carteira dos fundos de dividendos, no entanto, não é uma tarefa simples para os gestores, falta de liquidez pode ser um empecilho, pois nem todas as “boas pagadoras” têm negociações frequentes. Pode levar dias até que surja um comprador para determinados papéis.

Riscos dos Fundos de Dividendos

Como qualquer outro fundo de investimento, os fundos de dividendos estão expostos a vários fatores de riscos, que podem ocasionar prejuízo ao patrimônio dos fundos, depreciação dos bens da carteira ou eventuais prejuízos em caso de liquidação do fundo ou resgate de cotas. Os principais fatores de risco serão apresentados a baixo:

Risco de Mercado

O valor dos ativos que compõem a carteira pode aumentar ou diminuir, de acordo com a volatilidade do mercado, sendo que, em caso de queda o patrimônio líquido do fundo pode ser afetado negativamente.

Risco de Liquidez

Existe a possibilidade de baixo volume de negociação dos títulos componentes da carteira, causando dificuldades para o gestor da carteira liquidar uma posição ou negociar os títulos pelo preço justo e horizonte de tempo desejado.

Risco da Utilização de Derivativos

Os fundos podem aplicar seus recursos em cotas de fundos que utilizam estratégias de derivativos em sua política de investimentos. Isso pode resultar em perdas patrimoniais para seus quotistas.

Risco de Concentração

O fundo pode concentrar seus investimentos em determinadas empresas ou setores, aumentando sua exposição a riscos.

Rentabilidades dos Fundos de Dividendos

Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Ainda assim, a título de informação, abaixo será apresentado o historio de rentabilidade comparativo de alguns fundos, entre janeiro de 2009 e abril de 2011. Os valores demonstram a excelente rentabilidade dos fundos de dividendos frente ao rendimento do Índice da Bolsa de Valores e do CDI – Certificado de Depósito Interbancário.

Outro bom indicador do bom desempenho dos fundos de dividendos no longo prazo é a presença de vários desses fundos entre os mais rentáveis nos últimos 12 meses, conforme se verifica na tabela abaixo.

Nesse mesmo período, o índice Bovespa, rendeu 4,49 % (em reais), muito abaixo dos melhores fundos de dividendos no mesmo período.

Conclusão

Os fundos de investimento do segmento de renda variável, especialmente os fundos de ações que apresentam como estratégia de aplicação o investimento em empresas boas pagadoras de dividendos, mostram-se como alternativa importante para investimento de longo prazo. Entendidos a fundamentação e seus riscos, sugerimos ao investidor interessado, uma pesquisa junto aos principais fundos disponíveis no mercado, comparando-os com outros investimentos em um período igual ou superior a 12 meses. Cremos que os resultados encontrados irão mostrar uma excelente alternativa de investimento, podendo assim,  passar a integrar o leque de opções de grande parte dos investidores brasileiros.

Gerentes “empurram” investimentos aos clientes em busca de metas

SÃO PAULO – Quem nunca passou pela situação certamente já ouviu falar de alguém que recebeu a ligação do banco em que tem conta oferecendo produtos de investimento. Poupança, CDB, fundos de investimento, previdência privada, ações. Não importa qual a modalidade, sempre há alguém tentando vendê-la. O problema é que nem sempre o produto é indicado para o perfil do cliente, o que coloca em dúvida se é possível confiar neste tipo de serviço.

O advogado Paulo Henrique Tavares trabalhou durante seis anos em um banco na posição de gerente. Largou o emprego em busca de qualidade de vida: “Se for contabilizar, hoje, trabalho duas vezes mais, mas trabalho mais feliz. A condição a qual o banco submete seus trabalhadores é humilhante, é difícil trabalhar no ambiente financeiro”, afirmou.

A crítica que ele faz é referente às metas que são impostas aos profissionais, arrojadas demais, mesmo quando o cenário não está favorável. “Por isso, a pressão maior nesta área, o desgaste emocional, as doenças psicossomáticas. Antes da criação dos setores de Wealth Management, os bancos com certeza direcionavam seus investimentos, lembrando inclusive que em muitos deles os papéis são do próprio banco”, contou.

Problemas éticos
Diante das metas arrojadas, surgem os problemas éticos dos gerentes bancários: cumprir as metas e se manter empregado ou oferecer os produtos de acordo com o perfil do cliente. “O gerente fica em uma situação muito complicada, acaba se transformando em um ‘vendedor de luxo’ da área financeira, mas tem de manter seu emprego, tem contas a pagar”.

O gerente Renê Almeida Sampaio, que ainda atua no setor, concorda: “O problema é que a gente que trabalha em banco tem uma linha tênue de ética”. Ele explica que o banco tem de captar dinheiro com determinados produtos para emprestar para terceiros, por isso, a agressividade na hora de oferecer algumas modalidades, para poder garantir a outra ponta do negócio.

No ano passado, ele conta que a instituição em que trabalha estava atuando fortemente no segmento de previdência privada, modalidade que considera muito positiva aos clientes, desde que mantenham o dinheiro por um bom tempo, para ter benefício fiscal. “Mas tem de estar claro que o benefício chega no longo prazo. Às vezes, o gerente não deixa claro isso para o cliente”, afirmou Sampaio.

Oferecimento de produtos
A oferta de investimentos aos clientes muda de acordo com as classes de clientes. De acordo com Tavares, existem aqueles que são “acostumados” a aplicar, para os quais há uma área de wealth management disponível, com um portfólio muito bom de fundos e taxas diferenciadas de CDB (Certificados de Depósitos Bancários), por exemplo.

Sampaio explica que nunca trabalhou nesta área private de uma instituição financeira, mas que, “pela importância do cliente e o volume movimentado, ele tem uma assessoria mais assertiva. O erro é menor, mas pode acontecer”.

Já os aplicadores “esporádicos” – aqueles que ganharam uma grande quantia de uma vez e resolveram aplicar, como com a venda de um imóvel ou o recebimento de uma herança – lidam diretamente com o gerente de banco, que, antes da exigência de uma certificação, às vezes davam orientações sem conhecimento de causa.

“E temos os clientes menos “instruídos”, que ficam com os gerentes, que trabalham com a visão de bater a meta”, afirmou o advogado.

Sampaio disse que sente que isso acontece não por culpa do banco. “A diretoria não quer que o funcionário faça isso, quer que ele venda para o cliente certo, mas no dia a dia, pela pressão, acaba acontecendo. Trabalhei para duas instituições diferentes e sei que o que atrapalha é o imediatismo. O banco tem de divulgar resultados trimestrais, ele tem de ter uma estratégia rápida”, contou.

Regulamentação
O Banco Central fiscaliza as instituições financeiras, que devem fiscalizar seus funcionários. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais) exige que os profissionais que lidam com investimentos sejam certificados, para poder dar orientação sobre o tema.

De acordo com Tavares, depois da exigência da certificação, o direcionamento dos gerentes mudou muito, mas com certeza ainda acontece de eles “empurrarem” produtos aos clientes. “Até uma regulamentação da atividade não seria eficaz, e sim os bancos pararem com essas metas tão agressivas e arrojadas, mas essa cultura não muda porque é o lucro do banco que teria de mudar. Mudar isso seria falar que teria de arrancar alguns milhões do bolso do banco”, disse o advogado.

A Anbima disse acreditar que “profissionais bem preparados estão mais aptos a atender as necessidades dos clientes”. Por isso, elaborou o Programa de Certificação Continuada, que tem por finalidade promover o aumento da capacitação dos profissionais do mercado de capitais que têm contato, presencial ou a distância, com os investidores na comercialização de produtos.

“Acredita-se que o esforço adicional de modernização do mercado de capitais, através da maior disponibilidade de informações de melhor qualidade sobre os produtos de investimento – em especial sobre os principais fatores de risco – e a decorrente melhoria do atendimento ao investidor resultam em estímulos complementares à concorrência leal, à padronização de procedimentos e à adoção das melhores práticas operacionais, que aproximarão o mercado de capitais nacional dos mercados das economias mais avançadas”, diz a associação em nota.

Segundo a Anbima, os programas de certificação de profissionais das séries 10 e 20 (CPA-10 e CPA-20), desenvolvidos em 2002, já provaram serem importantes para elevar o nível de conhecimento dos profissionais. Desde o início do processo, 230 mil pessoas foram certificadas.

Como se prevenir?
Sampaio diz que o cliente pode confiar na instituição em que tem conta, se for um banco de primeira linha, já que o problema é do profissional. “Ele tem de confiar no gerente dele. Vim de outro banco e trouxe uma carteira de clientes comigo. Muitos vieram porque confiam em mim, mesmo dizendo que as taxas eram maiores”, contou.

Questionado se agora do outro lado, como cliente bancário, Tavares contrataria uma modalidade de investimento baseado na dica do gerente, ele disse que essa com certeza não seria sua única fonte de informação para tomada de decisão. “O gerente não pode ser sempre o único a determinar isso, você tem hoje todos os canais possíveis e imaginários para fazer consulta”.

Ele completou: “O investidor deve tomar todas as cautelas necessárias no momento de investir seu dinheiro e seu patrimônio, deve ter duas – se possível três – opiniões de diferentes especialistas. Claro que o gerente é uma boa referência, mas não deve ser a única”.

Fonte: Infomoney

http://www.infomoney.com.br/investimentos/noticia/2113322-gerentes+empurram+investimentos+aos+clientes+busca+metas

Pela segunda semana seguida o mercado corta projeção para a inflação em 2011

Os analistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a projeção para a inflação em 2011. A estimativa foi divulgada hoje, 16/04, pelo relatório de mercado-Focus. Os dados apresentados pela pesquisa mostra que  a expectativa para a inflação oficial em 2011 apresentou ligeiro recuo, saindo de 6,33% para 6,31%,  entretanto, ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50% para este ano. A meta de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a inflação em 2012 em 5,00%. Em relação a inflação de curto prazo, os economistas das instituições pesquisadas pelo Bacen elevou de 0,45% para 0,46% a estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de maio de 2011. A expectativa para a inflação de junho passou de 0,24% para 0,20%.

Crescimento econômico

Os analistas do  mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto em 2011, em 4,00%, de acordo com o boletim Focus. Para 2012, a estimativa para o crescimento da economia recuou ligeiramente de 4,21% para 4,20%. A projeção para a evolução da produção industrial em 2011 subiu de 3,78% para 3,73%. Para 2012, a expectativa para a expansão da indústria caiu de 4,68% para 4,60%.

Taxa de juros e cambio

O relatório de mercado – Focus divulgado nesta segunda  mostra que  os analistas mantiveram ainda a estimativa para a a taxa básica de juros da economia, Selic, para dezembro de 2011, em 12,50% ao ano. Hoje, a taxa está em 12,00% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 permaneceu em 12,25% ao ano.

Para o mercado de câmbio, os economistas do mercado financeiro projetam que o dólar termine 2011 em R$ 1,62, mesma estimativa apontada na semana anterior. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2011 subiu de R$ 1,61 para R$ 1,62. Para o fim de 2012, a estimativa para o câmbio continuou em R$ 1,70.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o saldo nas contas externas  em 2011. A estimativa para o déficit em conta corrente neste ano ficou em US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos aponta projeção de défict de US$ 70,00 bilhões.

Já a estimativa para o superávit comercial em 2011 subiu de US$ 18,00 bilhões para US$ 19,50 bilhões. Para 2012, a projeção para o saldo da balança comercial permaneceu em US$ 10,00 bilhões. Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a expectativa permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Fundo de investimento – Como escolher

Analisar adequadamente o fundo de investimento  é essencial para que o retorno das suas aplicações financeiras fique, no mínimo, perto do esperado. Por isso, antes de optar por este ou aquele fundo, é aconselhável que o investidor observe alguns pontos relevantes e compare com outros produtos a disposição no mercado.

Antes de se decidir por qualquer modalidade de investimento, seja ela fundo ou não, o investidor deve avaliar três pontos importantes: o valor que irá investir, o horizonte de tempo (prazo) para o investimento e o objetivo de investimento.

Esta avaliação é fundamental antes de se optar por qualquer modalidade de aplicação financeira, especialmente em se tratando de fundos de investimento.

Após enfatizar estes três pontos, é aconselhável que o investidor examine detalhadamente um os fundos e leia atentamente o regulamento e se for o caso o prospecto verificar se os produtos  disponíveis se adéquam aos seus objetivos.

É importante destacar que não é aconselhável pedir orientação para o gerente sem ter qualquer informação sobre os fundos. Pode acontecer de ele indicar um fundo em que tenha alguma meta e ofereça por este motivo.

Fundos aderentes aos seus objetivos de investimentos
Primeiramente, o investidor deve procurar o tipo de fundo que adequado aos seus objetivos e perfil de aversão a riscos.

Após escolher qual o tipo ideal de fundo, o investidor deve ficar atendo a alguns pontos importantes antes optar por determinado fundo, entre eles o histórico de rentabilidade.

Mesmo sabendo que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, é importante lembrar que é importante conferir o histórico de retorno do fundo.

Uma vez verificado o histórico de rentabilidade, é importante considerar relação risco/retorno, em outras palavras, qual o retorno em relação ao seu benchmark – parâmetro de referência, com o qual comparamos a rentabilidade do fundo (o CDI, por exemplo), e o risco corrido para se conseguir o retorno ( índice Sharpe).

Taxa de administração
Outra variável a ser avaliada antes da seleção de qualquer fundo de investimento é o valor da taxa de administração.

Nos fundos de Renda Fixa e nos fundos de renda variável de gestão passivos, ou seja, que buscam retornos aderentes ao seu indicador de desempenho, o valor máximo de taxa de administração deve ser de no máximo 1% sobre o valor do patrimônio liquido.

Em relação aos fundos ativos, que buscam rentabilidade superior ao seu benchmark, uma taxa máxima de 3% é admissível. É importante destacar que mesmo nos casos de fundos de gestão ativa,a taxa de administração não deve ser muito elevada. Isso porque, nestes casos, pode haver a cobrança da taxa de performance.

No caso de o investidor ter duas opções de fundos, um com taxa de administração mais alta e sem taxa de performance e outro que cobra a taxa de performance, com taxa de administração mais baixa, ele deve dar preferência ao fundo que cobra a taxa de performance.

Analise do administrador

Antes de optar por um fundo de investimento, o investidor também deve avaliar a instituição que faz a administração e gestão do fundo e buscar informações sobre a empresa.

Os fundos de gestores independentes habitualmente apresentam uma boa perfomance, já que o alinhamento de interesses é maior. Normalmente, o gestor é o sócio da empresa, ele tem o recurso dele investido no fundo, então talvez ele esteja mais alinhado com o cotista do que um grande banco, por exemplo.

No entanto, nestas situações é importante compreender a estrutura do fundo.  O investidor precisa conhecer previamente quem é o administrador, o gestor, o custodiante e o auditor independente. Por ser uma instituição autônoma, é fundamental que o fundo tenha um administrador, gestor e um custodiante conhecidos pelo mercado.

Regulamento e prospecto

O regulamento é um documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização de um fundo de investimento, segundo legislação vigente. O regulamento dos fundos é único e deve obrigatoriamente ser registrado em cartório.

Já o prospecto é um documento que contém as informações relevantes para o investidor relativas à política de investimento do fundo e os riscos envolvidos.

Ler o regulamento e prospecto do fundo, também é importante. Esta ação poucos praticam, entretanto a leitura destes documentos é essencial porque no regulamento são apresentadas as regras de funcionamento do fundo, bem como deveres e direitos do cotista bem como da instituição administradora. Se ele é de renda fixa, variável, se é ativo ou passivo ou se utiliza derivativos para hedge ou para alavancagem, por exemplo.

Ler o regulamento é importante, mas é fundamental buscar compreender os parâmetros de risco da gestão do fundo, como por exemplo, os tipos de ativos autorizados na política de investimentos do fundo e que podem ser adquiridos pelo gestor.

Pré-fixados de longo prazo tem melhor rentabilidade em Abril

A ata da reunião do Copom que decidiu pelo aumento de 0,25 ponto percentual  na taxa básica de juros , Selic , foi decisiva para nortear algumas expectativas dos agentes na condução do sistema de metas para o restante do ano.

A indicação é que, ao optar por um aumento gradual dos juros, o governo esteja aguardando sinais mais claros dos efeitos das medidas de caráter macroprudencial na economia, para, se for o caso, voltar a implementar uma política monetária mais restritiva.

O IRF-M1+ registrou uma variação de 1,24% no período, a melhor dentre os subíndices do IMA. Ao contrário do mês passado, os papéis prefixados mais curtos (IRF-M1) tiveram desempenho inferior ao IRF-M1+, o que demonstra, de certa forma, uma mudança na percepção dos agentes quanto à trajetória e o ritmo da taxa de juros nos últimos dois meses.

O movimento nesses índices de renda fixa pode ser explicado pela trajetória da curva de juros prefixada que, na comparação com o final de março, mostra uma redução das taxas, provocando uma elevação no preço dos ativos. Entretanto, os resultados efetivos da inflação nos últimos meses e a sinalização do próprio BC de que o processo de redução da inflação se dará em um prazo mais longo, não permitiram a redução das taxas dos títulos prefixados de curto e médio prazos na mesma magnitude.

Conheça mais sobre os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios

A securitização de recebíveis é uma operação cada vez mais popular no Brasil, e os investidores também ganham com isso. Afinal, produtos financeiros como os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) podem combinar uma boa avaliação do risco com elevada rentabilidade quando comparados a ativos de risco equivalente.

Além dos benefícios aos investidores, também as empresas saem ganhando. A negociação de recebíveis democratizou o acesso ao mercado de capitais, já que está disponível também para as companhias de capital fechado e sociedades limitadas, que não tem acesso a instrumentos tradicionais de captação de recursos no mercado de capitais, como debêntures e notas promissórias.

O que é secutitização

As operações com securitização de recebíveis permitem que ativos financeiros “monetizáveis”, mas ilíquidos e sem mercado secundário, sejam convertidos em valores mobiliários negociáveis em forma de títulos.

Em geral, são fluxos de pagamento que podem ser transformados em títulos. Quando existe uma relativa estabilidade nestes fluxos e eles ocorrem em volumes elevados, a securitização pode ser uma boa alternativa. Um dos primeiros exemplos de securitização foi a transformação de pagamentos de faturas de cartão de créditos em títulos, ou seja, este fluxo de pagamentos lastreava os novos títulos.

Principais características do fundo

O FIDC é um fundo de investimentos que destina uma parcela mínima de 50% de seu capital liquido para a aplicação em direitos creditórios. O montante mínimo para aplicações, permitidas somente a investidores qualificados, é de R$ 25 mil.

Os fundos não podem permanecer por mais de três meses consecutivos com patrimônio líquido inferior a R$ 500 mil. Caso isso ocorra, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) poderá determinar a liquidação do fundo, ou ainda exigir sua incorporação a outro FIDC.

Como funciona o resgate das cotas

Quanto à sua estrutura, os FIDCs podem ser abertos ou fechados. Em um fundo aberto, os cotistas podem efetuar resgates a qualquer momento, enquanto nos fundos fechados as cotas somente são resgatáveis no término do prazo do fundo, ou na ocorrência de liquidação antecipada.

As cotas do fundo podem ter dois níveis de classe – sênior ou subordinada – para efeito de prioridade na amortização e no resgate. As cotas de classe sênior não se subordinam às demais para fins de amortizações e resgates, enquanto as cotas de classe subordinadas não podem ser resgatadas ou amortizadas antes do resgate das cotas seniores. Em geral, somente as cotas de classe sênior são oferecidas à maioria dos investidores.

Riscos versus  rentabilidade

A cota de classe subordinada, pouco oferecida a investidores de varejo, tem o papel de “lastrear” a garantia de recebimento e de rentabilidade para as cotas de classe sênior, assumindo os riscos da operação. Contudo, seus maiores riscos são compensados por maior rentabilidade frente às cotas de classes seniores.

Cada classe ou série de cotas destinada à colocação pública deverá ser classificada por uma agência classificadora de risco em funcionamento no Brasil, garantindo segurança aos investidores quanto à classificação dos riscos da operação.

Como FIDCs são negociados?

As empresas “originadoras” desta operação vendem seus produtos e/ou serviços a prazo para seus clientes. Os “recebíveis” da empresa – sejam estes duplicatas, cheques, cartões de crédito, contratos de compra e venda e de aluguel de imóveis, crédito, entre outros – são negociados com os fundos sob a forma de direitos creditórios.

Estas empresas cedem seus direitos creditórios ao FIDC, que solicita à CVM a autorização para negociar os direitos. A CVM avalia o atendimento dos critérios de elegibilidade e, dada a autorização para a negociação do título, o FIDC emite cotas e as negocia com investidores.

O fundo paga às empresas originadoras os respectivos honorários pela cessão do crédito e, no vencimento dos recebíveis, os clientes que adquiriram produtos e/ou serviços junto às empresas originadoras pagam suas dívidas ao FIDC. Por fim, o fundo paga pelos direitos dos recebíveis às empresas originadoras, além da amortização e/ou resgate de cotas seniores aos investidores.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/fundos/noticia/593335-conheca+mais+sobre+fundos+investimento+direitos+creditorios

Após oito semanas de alta, mercado reduz expectativa para inflação em 2011

Após oito semanas de alta o mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação oficial em 2011, conforme o Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, dia 9/05, pelo Banco Central. A perspectiva para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deste ano é de incremento de 6,33%, contra os 6,37% observado no relatório da semana passada. Para 2012, o índice de inflação oficial permaneceu em 5%.

A estimativa para o IGP-DI neste ano também foi revisada para baixo, caindo de 7,01% para 7%. EM 2012, a PROJEÇÃO foi mantida em 5%. Já para o IGP-M, a expectativa do mercado subiu de 6,90% para 6,92% em 2011 e foi mantida em 5% em 2012. O IPC-Fipe deve registrar evolução de 5,82% em 2011 e 4,78% para 2012.

Taxa de Juros

Os analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para a Selic, taxa básica de juros da economia, para o fim de 2012, de 12,00% para 12,25% ao ano. Para 2011, as estimativas permanecem abalizando taxa de 12,50% ao ano. Hoje, a Selic está em 12,00% ao ano.

Embora o mercado tenha elevado a expectativa para o patamar da Selic no fim de 2012, os analistas mantiveram em 5% a previsão para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo em 2012. É importante destacar que a expectativa de inflação ainda está em um patamar ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50% para 2011. A meta para inflação pode flutuar em dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. No caso da inflação de curto prazo, o mercado majorou de 0,43% para 0,45% a estimativa para o IPCA de maio de 2011.

PIB e cambio

Os economistas do mercado financeiro conservaram a projeção de crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2011, em 4,00%. Para 2012, a estimativa para o crescimento da economia brasileira recuou de 4,25% para 4,21%. A expectativa para o crescimento da produção industrial em 2011 caiu de 4,04% para 3,78%. Para 2012, a estimativa para o crescimento da indústria foi elevado de 4,58% para 4,68%.

Para o mercado de câmbio, os economistas do mercado projetam que a moeda norte-americana termine 2011 em R$ 1,62, valor parecido ao divulgado na edição do Focus na semana anterior. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2011 permaneceu em R$ 1,61. Para 2012, a estimativa para o câmbio ficou em R$ 1,70.

Contas externas

O do mercado financeiro conservou a projeção para o saldo das contas externas em 2011. A expectativa para o saldo em conta corrente em 2011 permaneceu em US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de um déficit de US$ 69,50 bilhões para US$ 70,00 bilhões.

Por outro lado estimativa de superávit comercial em 2011 recuou de US$ 18,05 bilhões para US$ 18,00 bilhões. Para 2012, o saldo projetado para a balança comercial continuou em US$ 10,00 bilhões. Os economistas do mercado elevaram a projeção de entrada IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, de US$ 46,00 bilhões para US$ 50,00 bilhões. Para 2012, a projeção permaneceu em US$ 45,00 bilhões.