maio, 2011

Pela terceira semana o mercado reduz projeção para a inflação em 2011

Conforme o relatório de mercado, Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, pela terceira semana seguida os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação em 2011. Segundo os dados da pesquisa, a estimativa para o índice da inflação oficial para 2011 recuou de 6,27% para 6,23%, entretanto em nível ainda afastado do centro da meta para a inflação, que é de 4,50%. O indicador da inflação oficial pode oscilar dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Na visão dos analistas do mercado financeiro a inflação em 2012 deve ficar em 5,10%. Em relação a inflação de curto prazo, o mercado conservou em 0,48% a estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo de maio de 2011. Para o índice de  inflação de junho, a taxa projetada recuou de 0,13% para 0,11%.

Crescimento economico

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento do PIB -Produto Interno Bruto para 2011, em 4,00%. Para 2012 a expectativa para a evolução da economia subiu de 4,10% para 4,20%. A projeção para o avanço da produção industrial em 2011 permaneceu em 3,73%. Para 2012, a estimativa para o crescimento industrial avançou de 4,55% para 4,60%.

Juros e cambio

O mercado financeiro mais uma vez mantiveram a estimativa a taxa básica de juros da economia, Selic para, em 12,50% ao ano. A taxa básica hoje está fixada em 12,00% ao ano. A projeção para a Selic em 2012 foi mantida em 12,25% ao ano.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para o dólar 2011 de R$ 1,62, para de R$ 1,61. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2011 recuou de R$ 1,62 para R$ 1,61. Para 2012, a expectativa para o dólar permaneceu em R$ 1,70.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas mantiveram a estimativa para o saldo nas contas externas em 2011. O mercado projeta um déficit para o saldo em conta corrente neste ano da ordem de US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 70,00 bilhões.

Em relação à balança comercial, os analistas projetam superávit comercial em 2011 de US$ 20,00 bilhões. Para 2012, a expectativa para o saldo da balança comercial seguiu em US$ 10,00 bilhões. Os economistas do mercado financeiro mantiveram mais uma vez a estimativa para o ingresso de IRD – Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a projeção permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Antes de investir…

Para que sua estratégia de investimento seja bem sucedida, ela deve pensada bem antes de se decidir investir.  Só será iniciada no instante em que o potencial investidor se familiarizar com algumas considerações fundamentais do planejamento financeiro. O candidato a investidor só estará preparado para investir, quando estiver habituado com esses conceitos e assumir o domínio de sua condição financeira.

Pensar em investimentos, uma vez que ainda tem dívidas em curso, não faz sentido. Pois, o rendimento obtido em uma aplicação financeira seguramente será menor que o custo de sua divida. Deste modo, para quem ainda está no vermelho, deve-se dar preferência por quitar o mais rápido possível a sua dívida e não em investir.

Sendo assim, que este objetivo for alcançado é momento de reavaliar seus hábitos financeiros e preparar um planejamento financeiro de maneira a conseguir poupar regularmente. Se o candidato a investidor conseguir ir além desta etapa, aí sim estará preparado para investir.

Pela terceira semana seguida mercado reduz a estimativa de inflação para 2011

De informações divulgadas hoje, 23/05 pelo Banco Central através de Relatório de Mercado – Focus, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para o índice de inflação oficial em 2011. A expectativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo recuou de 6,31% para 6,27%, em um nível bem acima do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Os economistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa para o índice de inflação de 2012 de 5,00% para 5,10%. Em relação a inflação de curto prazo, o mercado subiu de 0,46% para 0,48% a expectativa para o índice de inflação oficial em maio de 2011. Para o indicador de inflação de junho, a taxa esperada caiu de 0,20% para 0,13%.

Crescimento econômico e produção industrial

De acordo com as expectativas dos analistas do mercado financeiro o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto (PIB) para 2011 deve ficar estável em 4,00%. Para 2012, a estimativa para o crescimento econômico caiu de 4,20% para 4,10%. A projeção para o crescimento da produção industrial em 2011 permaneceu em 3,73%. Para o ano que vem, a estimativa para o crescimento  da indústria caiu ligeiramente de 4,60% para 4,55%.

Taxa de juros e cambio

Os analistas do mercado ouvidos pelo relatório Focus, conservaram a projeção para a taxa básica de juros da economia, Selic, para 2011, em 12,50% ao ano. Hoje, a taxa está fixada em 12,00% ao ano. A estimativa para a Selic no fim de 2012 permaneceu em 12,25% ao ano.

Os analistas do mercado financeiro projetam que o dólar termine 2011 em R$ 1,62, valor igual ao projetado na semana anterior. A estimativa para a taxa de câmbio médio ao longo de 2011 permaneceu em R$ 1,62. Para 2012, a expectativa para a taxa de câmbio seguiu em R$ 1,70.

Balanço de pagamento e IED

Os economistas mercado financeiro mantiveram a projeção para o saldo em conta corrente em 2011. A estimativa aponta para um déficit em conta corrente em 2011 da ordem de US$ 60,00 bilhões. Para 2012, a projeção para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 70,00 bilhões.

Para a balança comercial de 2011 o mercado financeiro elevou de US$ 19,50 bilhões para US$ 20,00 bilhões de superávit. Para 2012, a projeção para o saldo da balança comercial seguiu em US$ 10,00 bilhões. O mercado financeiro manteve a projeção para o ingresso de IED- Ingresso de Investimento Estrangeiro Direto em 2011, em US$ 50 bilhões. Para 2012, a estimativa permaneceu em US$ 45,00 bilhões.

Fundos de dividendos – Uma alternativa a se considerar

Os fundos de dividendos compõem suas carteiras com ações de empresas com histórico e expectativa de bons pagamentos de dividendos. A escolha das ações por parte dos gestores ocorre principalmente pela avaliação de dois indicadores, índice de distribuição e “dividend yield”, este último representa o valor do dividendo pago em relação ao preço da ação.

Esta modalidade de fundo de ações é relativamente nova no mercado brasileiro. Os dividendos ganharam importância aos olhos do investidor com a estabilidade econômica e o controle da inflação. Anteriormente, como não havia correção monetária sobre esse direito, a alta inflação corroia com o valor pago a título de dividendo.

Com a estabilidade da economia, as ações de empresas boas pagadoras de dividendos ganharam importância e sistematicamente passaram a fazer parte das carteiras do investidor.

No do mercado de ações, os fundos de dividendos são normalmente recomendados para aqueles investidores com perfil conservador. Isto se explica pelas características envolvidas nesta modalidade de investimento.

As ações de empresas que pagam bons dividendos são, geralmente, consolidadas com crescimento de mercado estabilizado. Geralmente, figuram na lista de boas pagadoras de dividendos as empresas que possuem posições de mercado mais consolidadas e que, deste modo, não necessitam investir muito para ganhar espaço, geralmente distribuem uma maior parte de seus lucros para seus acionistas. Entre as preferidas pelos gestores estão as ações da Eletropaulo, Coelce, Eternit, AES Tiete, Telesp, Transmissão Paulista, CSN, Telemar, CPFL Energia, Souza Cruz, Cielo, Cemig , Tractbel e CCR, dentre outras.

Por serem empresas estáveis, suas ações não figuram dentre aquelas com maior nível de liquidez. Como em cenários de incerteza do mercado, os investidores normalmente vendem primeiro as ações com maior índice de liquidez, os fundos de dividendos são menos vulneráveis que as outras modalidades de fundos de ações. Em um cenário de alta da bolsa, o investidor, além de lucrar com a valorização das ações, engorda seu lucro com o pagamento de dividendos. Em um ambiente de instabilidade e bolsa em queda, o pagamento dos dividendos atenua as ocasionais perdas.

Nos últimos anos, o crescimento da economia mundial, aliada às expectativas de crescimento da economia brasileira, tendência de queda nas taxas de juros, projetam um cenário promissor para as empresas brasileiras. Este panorama propicia um resultado positivo para as empresas, o que por sua vez motiva uma maior distribuição de dividendos.

A seleção das ações para compor a carteira dos fundos de dividendos, no entanto, não é uma tarefa simples para os gestores, falta de liquidez pode ser um empecilho, pois nem todas as “boas pagadoras” têm negociações frequentes. Pode levar dias até que surja um comprador para determinados papéis.

Riscos dos Fundos de Dividendos

Como qualquer outro fundo de investimento, os fundos de dividendos estão expostos a vários fatores de riscos, que podem ocasionar prejuízo ao patrimônio dos fundos, depreciação dos bens da carteira ou eventuais prejuízos em caso de liquidação do fundo ou resgate de cotas. Os principais fatores de risco serão apresentados a baixo:

Risco de Mercado

O valor dos ativos que compõem a carteira pode aumentar ou diminuir, de acordo com a volatilidade do mercado, sendo que, em caso de queda o patrimônio líquido do fundo pode ser afetado negativamente.

Risco de Liquidez

Existe a possibilidade de baixo volume de negociação dos títulos componentes da carteira, causando dificuldades para o gestor da carteira liquidar uma posição ou negociar os títulos pelo preço justo e horizonte de tempo desejado.

Risco da Utilização de Derivativos

Os fundos podem aplicar seus recursos em cotas de fundos que utilizam estratégias de derivativos em sua política de investimentos. Isso pode resultar em perdas patrimoniais para seus quotistas.

Risco de Concentração

O fundo pode concentrar seus investimentos em determinadas empresas ou setores, aumentando sua exposição a riscos.

Rentabilidades dos Fundos de Dividendos

Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Ainda assim, a título de informação, abaixo será apresentado o historio de rentabilidade comparativo de alguns fundos, entre janeiro de 2009 e abril de 2011. Os valores demonstram a excelente rentabilidade dos fundos de dividendos frente ao rendimento do Índice da Bolsa de Valores e do CDI – Certificado de Depósito Interbancário.

Outro bom indicador do bom desempenho dos fundos de dividendos no longo prazo é a presença de vários desses fundos entre os mais rentáveis nos últimos 12 meses, conforme se verifica na tabela abaixo.

Nesse mesmo período, o índice Bovespa, rendeu 4,49 % (em reais), muito abaixo dos melhores fundos de dividendos no mesmo período.

Conclusão

Os fundos de investimento do segmento de renda variável, especialmente os fundos de ações que apresentam como estratégia de aplicação o investimento em empresas boas pagadoras de dividendos, mostram-se como alternativa importante para investimento de longo prazo. Entendidos a fundamentação e seus riscos, sugerimos ao investidor interessado, uma pesquisa junto aos principais fundos disponíveis no mercado, comparando-os com outros investimentos em um período igual ou superior a 12 meses. Cremos que os resultados encontrados irão mostrar uma excelente alternativa de investimento, podendo assim,  passar a integrar o leque de opções de grande parte dos investidores brasileiros.

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