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janeiro, 2011

Mercado eleva projeção para inflação e juros neste ano

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 31/01 mostra que os analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2011, que subiu de 5,53% para 5,64.

Com esta é a oitava semana consecutiva de elevação da expectativa de inflação para este ano. Os analistas do mercado estimam elevação para o IPCA também em 2012, que passou de 4,54% para 4,70%.

Juros
Como medida de combate  as pressões inflacionárias, o Banco Central iniciou um ciclo de aberto monetário com a alta da taxa básica de juros, Selic, no início deste ano, quando os juros subiram de 10,75% para 11,25% ao ano. Os analistas do mercado financeiro estimam que haverá maiores elevações no decorrer de 2011. O mercado financeiro alteram sua estimativa para taxa Selic para  12,50% ao ano  ao final de 2011, projeção maior que anterior que era de 12,25% ao ano. Para o fim de 2012, a expectativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia se mateve em 11% ao ano.

PIB e Cambio
A expectativa do mercado financeiro para o PIB – Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 foi elevada de 4,5% para 4,6%. A projeção do mercado para 2012 ficou inalterada em 4,5%.

A expectativa do mercado financeiro em relação a taxa de câmbio para o final de 2011 continuou foi mantida em R$ 1,75 por dólar. Para o encerramento de 2012, a estimativa do mercado financeiro é também de estabilidade para o fechamento da moeda norte-americana. O mercado projeta fechamento  em R$ 1,80 por dólar.

Balanço de Pagamentos
O mercado financeiro para o saldo da balança comercial – exportações menos importações- superávit em 201, com elevação de US$ 9,27 bilhões para US$ 9,52 bilhões na semana anterior.

Para 2012, a expectativa dos analistas do mercado para o saldo da balança comercial caiu de US$ 5,2 bilhões para US$ 5 bilhões de superávit.

Em relação aos IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a estimativa do mercado para o ingresso recursos em 2011 permaneceu inalterada em US$ 40 bilhões. Para 2012, a expectativa para a entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 41 bilhõess para US$ 42,2 bilhões.

Quedas de juros maiores no longo prazo

Em meio è tendência de queda dos contratos de juros futuros no dia 28/01, destacamos o trecho mais longo da curva, que registra as maiores quedas nas taxas de vencimento após fecharem na véspera em alta.

A maior queda desta sessão do mercado é registrada pelo contrato com vencimento para   julho de 2013, com taxa de 12,87%, ante fechamento anterior de 12,93%.

Destacamos este fato para chamar a atenção para o acompanhamento do comportamento dos juros futuros, pois as oscilações nos juros de prazo mais longos afetam significativamente a rentabilidade dos fundos atrelados aos índices IMA. Taxa em alta retorno menor, taxa em queda retorno maior.

O mercado hoje

Na Ásia, as principais bolsas da região fecharam no vermelho, com destaque para Tókio -1,18% e Hong Kong -0,72%. Exceção foi à China, onde a bolsa de Shangai registrou valorização de 1,38% no pregão de hoje.

Na Europa, as bolsas também registram perdas nesta manhã: Londres -0,67%; França -0,77% e Alemanha -0,59%. O euro ganha frente ao dólar, se beneficiando da fraqueza da moeda americana frente às principais moedas que prevalece neste início de dia (dólar index registra queda de 0,11%). A moeda européia é cotada a US$ 1,3640/€, com valorização de 0,21%. O iene japonês está cotado a ¥ 82,19/$, oscilando em relação à estabilidade.

As commodities permanecem em alta, com o CRB Metal subindo 1,48% e o CRB Food com valorização de 0,64%.

Nesta manhã de maior aversão ao risco, o Ibovespa deverá acompanhar os demais mercados, podendo registrar novas perdas. Para o câmbio, a tendência predominante para o dia de hoje deverá ser a depreciação do real ante a moeda americana. No mercado de juros, a divulgação de nova pesquisa do boletim Focus do Banco Central poderá trazer novo aumento na deterioração das expectativas inflacionárias, o que deverá resultar em pressões sobre os vértices mais longos da curva de juros.

Ata do Copom: Banco Central adverte para deterioração do cenário inflacionário

O Banco Central divulgou  nesta quinta-feira, 27/01, através  ata da última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, após elevar os juros  de 10,75% para 11,25% ao ano, que foram identificados “riscos crescentes” à  tarefa do Banco Central em conservar a inflação dentro das metas estabelecidas pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, e acrescentou que as perspectivas para os índices de preços “evoluiu desfavoravelmente” nas últimas semanas.

“O Copom reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza acima do usual, e identifica riscos crescentes à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta (…). Embora as incertezas que cercam o cenário global e, em menor escala, o doméstico, não permitam identificar com clareza o grau de perenidade de pressões recentes, o Comitê avalia que o cenário prospectivo para a inflação evoluiu desfavoravelmente”, informou o Banco Central, por intermédio da ata do Copom.

Metas de inflação

O mercado financeiro  projeta um IPCA de 5,53% para 2011. Ao elevar a taxa básica de  juros na semana passada, o Banco Central avisou que este seria o princípio da ação de adequação, para cima, da taxa de juros, sugerindo novas altas pela frente. O mercado financeiro tem a expectativa de que os juros serão elevados para até 12,25% ao ano em 2011.

“Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas neste e nos próximos anos, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação à trajetória”, informou o Banco Central, na ata do Copom.

Fatores climáticos

O Banco Central considerou ainda que há “riscos elevados” de insistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda, o que pode pressionar os índices de inflação para cima, e mencionou que “fatores climáticos”, como as chuvas, também podem colaborar para a elevação de preços.

“O cenário central também contempla o potencial impacto negativo decorrente das condições climáticas extremamente adversas verificadas neste início de ano em algumas regiões do Brasil, a despeito de atribuir probabilidade significativa à hipótese de que, ao menos em parte, esse processo seja revertido no decorrer do ano”, avisou o Banco Central.

‘Medidas macroprudenciais’
O Copom considerou ainda que a demanda doméstica permanece “robusta” por conta, em grande parte, do crescimento da renda e da expansão do crédito. No entanto, afirma que o cenário central de trabalho do Banco Central considera “moderação” na velocidade de ampliação do crédito por conta das “medidas macroprudenciais” já adotadas – como a elevação do compulsório, que retirou R$ 61 bilhões da economia e colaborou para pressionar para cima os juros bancários. Em 2010, o crédito bancário avançou 20,5% e, para 2011, a expectativa do Banco Central é de um crescimento menor: de 15%.

“O Copom destaca que seu cenário central também contempla moderação na expansão do crédito, para a qual contribuem as ações macroprudenciais recentemente adotadas. O Comitê pondera que, em parte, tais alterações regulatórias devem se manifestar como elemento de contenção da demanda agregada por intermédio do canal de crédito, bem como por meio da redução de incentivos à adoção de estratégias como o simples alargamento dos prazos de contratos, entre outras”, divulgou a autoridade monetária através da ata do Copom.

Salários e contenção de gastos

O Copom afirmou que os “desenvolvimentos no âmbito fiscal” (contas públicas) são “parte importante” da conjuntura no qual decisões futuras de política monetária, definição da taxa básica de juros, serão adotadas. Isso significa que o Banco Central está vigilante ao corte que será feito no orçamento federal deste ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é quem decidirá a dimensão do corte. Os economistas do mercado financeiro projetam um corte entre R$ 35 bilhões e R$ 60 bilhões. Se o corte for maior, poderá haver uma necessidade menor de elevar os juros.

O Banco Central analisou como “relevantes” os riscos provenientes da insistência do descompasso entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda e identificou uma “estreita margem de ociosidade dos fatores de produção”, principalmente, de mão de obra. “Em tais circunstâncias, um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos nominais de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade”, conclui.

Atenção

Com base no que foi exposto, há a necessidade de um maior acompanhamento das expectativas do mercado em relação aos fatores macroeconômicos, pois caso as medidas de aperto monetário não surtam os efeitos desejados pode haver queda de rentabilidade nos fundos lastreados em títulos com taxa de longo prazo, os fundos IMA, por exemplo.

O mercado hoje

Na Ásia, a bolsa de Shangai registrou valorização de 1,17% no pregão de hoje, enquanto Hong Kong apurou alta de 0,23%. Em Tókio, movimento de realização de lucros levou a queda do índice Nikkei de 0,60% no dia de hoje. 

Na Europa o euro valoriza 0,21% nesta manhã, cotado a US$ 1,3711/€, seguindo o bom desempenho das bolsas locais: Londres +0,94%; França +0,86% e Alemanha +1,18%.Os índices futuros das bolsas americanas, S&P e D&J  registram valorizações de 0,40% e 0,31%, respectivamente. 

Para hoje, esboça-se um dia de menor aversão ao risco, dado que o dólar index recua 0,18%, neste momento. Desta forma, são favorecidos ativos de maior risco como bolsas e commodities. No mercado de petróleo, o tipo WTI é cotado a US$ 86,80/b, com valorização de 0,71%. As commodities estão em alta, com destaque para o CRB Metal (+1,06%) e CRB Food (+0,33%). 

Para o mercado de ações brasileiro, expectativas são positivas. Impulsionado pelo maior apetite ao risco e pela alta das principais commodities, espera-se por valorização do Ibovespa no dia de hoje. No mercado de câmbio a tendência de apreciação prevalece, mas intervenções do banco central poderão impedir uma maior valorização do real.

O mercado hoje

No Japão, a bolsa de valores local fechou em alta de 0,7% no pregão de hoje. Na Europa as bolsas da região tem favorecimento bem como o euro, que mostra ligeira apreciação frente ao dólar americano, cotado a US$ 1,3572/€, nesta manhã.

Perspectivas positivas para a bolsa brasileira, que deverá acompanhar o humor ditado pelos mercados internacionais, em um dia que deverá prevalecer baixa liquidez em função do feriado de amanhã em São Paulo. No mercado de câmbio deve se manter volátil, com tendência a depreciação do real. Sem eventos relevantes na agenda doméstica, o mercado futuro de juros deve mostrar pouca flutuação, à espera da ata da reunião do Copom que será divulgada na próxima quinta-feira.

Mercado eleva, pela sétima vez, projeção para inflação de 2011

Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente, a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano, cuja estimativa subiu de 5,42% para 5,53%. Esta informação consta do Relatório de Mercado- Focus, divulgada nesta segunda-feira, 24/01 pelo Banco Central.

Com esta é sétima semana consecutiva que o mercado eleva sua estimativa para a inflação deste ano. Para 2012, o mercado projeta elevação de 4,5% para 4,54% para o IPCA.

A política monetária adotada no Brasil é baseada no sistema de metas, onde o Banco Central  atua fixando a taxa básica de juros afim de controlar a liquidez da economia, desta forma mantendo a inflação sobre controle. Para os anos de 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim sendo, o IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo pode variar entre um intervalo de 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Logo, a inflação projetada pelo mercado financeiro para 2011está  do centro meta estabelecida pelo CMN, porém ainda se encontra dentro do intervalo de tolerância.

Taxa de Juros

Com o objetivo de conter as pressões inflacionárias, o Banco Central, iniciou um ciclo de aperto monetário, elevando a taxa básica de juros na semana passada, de 10,75% para 11,25% ao ano. E na avaliação dos analistas do mercado financeiro, a tendência é de novas altas da taxa de juros ao longo do ano. Os analistas do mercado permanecem acreditando em uma Selic ao final de 2011 em 12,25% ao ano, ou seja, um ponto percentual acima do patamar atual. Para 2012, a expectativa dos economistas para a taxa Selic foi mantida em 11% ao ano.

PIB

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto (PIB) para 2011 em 4,5%. Também para 2012, a estimativa do mercado de crescimento da economia brasileira ficou inalterada igualmente em 4,5%.

O relatório de mercado, Focus, desta semana mantém a expectativa do mercado financeiro em relação a taxa de câmbio para fim de 2011 inalterada em R$ 1,75 por dólar. Para o encerramento de 2012, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 1,80 por dólar.

Balanço de Pagamentos

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, que registra a diferença entre exportações menos importações, para 2011 foi elevada de US$ 9 bilhões para US$ 9,27 bilhões.

Para 2012, a expectativa dos analistas para o superávit da balança comercial cresceu de US$ 5,1 bilhões para US$ 5,2 bilhões.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a estimativa do mercado para o ingresso em 2011 continuou em US$ 40 bilhões. Para 2012, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil permaneceu inalterada em US$ 41 bilhões.

Balanço de pagamentos é um instrumento da contabilidade social referente à descrição das relações comerciais de um país com o resto do mundo. Ele registra o total de dinheiro que entra e sai de um país, na forma de importações e exportações de produtos, serviços, capital financeiro, bem como transferências comerciais.

Existem duas contas nas quais se resume as transações econômicas de um país:

  • a conta corrente, que registra as entradas e saídas devidas ao comércio de bens e serviços, bem como pagamentos de transferência; e
  • a conta de capital, que registra as transações de fundos, empréstimos e transferências.

O mercado hoje

A bolsa de Shangai a registrou queda de 2,92% no pregão de hoje. Em Hong Kong a queda foi de 1,70%. No Japão, o índice Nikkei mostrou queda de 1,13%.

Na Europa, o quadro não é dos mais promissores para hoje. 

Em Londres, a bolsa local opera com queda de 0,80% nesta manhã, ao mesmo tempo em que a França registra perda de 0,13% e a bolsa de valores da Alemanha opera com queda de 0,20%. O euro registra ligeira valorização frente à moeda americana, sendo cotado a US$ 1,3498/€ (+0,19%), ao passo que o iene se desvaloriza 0,18% (¥ 82,15/US$). 

No mercado de ações dos Estados Unidos, os índices futuros do S&P e D&J operam sem definição de tendência: S&P +0,02% e D&J -0,05%.

O petróleo é cotado a US$ 90,56/barril, com queda de 0,33% nesta manhã. 

Expectativas não são muito promissoras para o mercado de ações brasileiro. O Ibovespa poderá refletir os efeitos negativos que os novos dados da China tiveram sobre o mercado de commodities, devendo registrar perdas ao longo do dia. 

Para o mercado de câmbio, o quadro permanece indefinido, com ligeira tendência a depreciação do real, em função do clima de maior aversão ao risco que se esboça nesta manhã. No mercado de juros, a decisão do Copom em subir a Selic para 11,25% era amplamente esperada pelo mercado.

Em linha com o mercado Copom eleva os juros para 11,25% a.a.

O COPOM – Comitê de Política Monetária, objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros, elevou a taxa básica de juros, Selic, de 10,75% para 11,25% ao ano na primeira reunião sob o comando de Alexandre Tombini, realizada nesta terça e quarta-feiras ,18 e 19/01.

A taxa Selic permaneceu estável em 10,75% ao ano desde julho de 2010. Com a elevação dos juros para 11,25% ao ano, o Copom levou a taxa básica da economia brasileira ao mesmo nível de março de 2009, patamar mais elevado nos últimos dois anos.

A próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 1 e 2 de março. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que os juros sofram nova elevação, agora para 11,75% ao ano e que subam para 12,25% ao ano em abril – patamar projetado pelo mercado para o encerramento de 2011.

Justificativa

O  Banco Central divulgou nota ao final da reunião com o seguinte teor: “O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,25% ao ano, sem viés, dando início a um processo de ajuste da taxa básica de juros, cujos efeitos, somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas”.

Confirmação das expectativas

A decisão do Copom em elevar os juros manteve a tradição de elevar os juros na primeira reunião de um novo presidente a  frente da autoridade monetária.  Alexandre Tombini, tomou posse da presidência  do Banco Central  no começo deste ano.  A última vez em que esta tradição foi quebrada, foi em 1997, na gestão de Gustavo Franco. Tanto Armínio Fraga e  como Henrique Meirelles, que assumiram o cargo em 1999 e 2003, respectivamente, elevaram os juros em sua première a frente do Copom.

A decisão do Copom também ratificou as expectativas da maior parte dos economistas e analistas do mercado financeiro. O mercado financeiro passou a trabalhar com a hipótese de elevação da taxa básica de juros já na reunião de janeiro, após o Banco Central  informar, no fim do ano passado, que o aumento de sua previsão de inflação para este ano sugeriria um ajuste (para cima) na taxa de juros no curto prazo como forma de “ancorar as expectativas” do mercado.

Politica Monetária

O Brasil  adota como parâmetro para a sua política monetária o regime de metas para a inflação, pelo qual o Banco Central deve ajustar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação, medida pelo IPCA é de 4,5%, com um margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Logo, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Os analistas do mercado financeiro esperam que o IPCA deverá encerrar 2011 em 5,42%, ou seja, bem acima do centro da meta estabelecida pelo CMN –  Conselho Monetário Nacional. O novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, contudo, já indicou que está o Bacen vai buscar o centro da meta de inflação de 2011. Para tentar refrear as pressões inflacionárias, o Bacen age sobre a demanda da economia, ou seja, elevando ou reduzindo o ritmo de consumo de acordo com o cenário.

Pressões

A reunião do Copom deste mês ocorreu em meio a distintas pressões sobre a inflação, umas para cima e outras para baixo. Ao final de 2010, o próprio Banco Central divulgou a elevação da alíquota do recolhimento compulsório, o que retirou R$ 61 bilhões da economia.

A medida, que tem por objetivo elevar os juros bancários e equivale, segundo os economistas, a uma alta de juros, o que contribui para o controle da a inflação, ainda não surtiu efeito total sobre a economia. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ponderou que a elevação das taxas de financiamento crédito seria oportuna.

A elevação do compulsório contribui para reprimir a demanda, porque auxilia a reduzir o crédito. Porém não substitui as medidas clássicas de política monetária, que é a elevação da taxa de juros. A atividade econômica está muito forte. A inflação vem subindo sistematicamente, e não é só a alimentação. As expectativas estão elevadas.

Neste sentido, também o governo central tem divulgado que deseja fazer um corte maior de gastos públicos neste ano, em linha com as diretrizes da presidente Dilma Rousseff. A expectativa é que o corte deva ficar entre R$ 35 bilhões e R$ 60 bilhões. A redução de gasto, exerce uma pressão menor sobre os preços. Contudo, como a medida, e seu valor, ainda não foram divulgados oficialmente, o Copom ainda não deve ter levado seu impacto em consideração.

Ao mesmo tempo, porém, o Banco Central anunciou, no início deste ano, o aumento do IOF -Imposto Sobre Operações Financeiras sobre posições vendidas dos bancos no mercado de câmbio, com vigência a partir de meados de 2011. A medida tem por finalidade impedir a queda do dólar e, com isso, pode gerar mais inflação.

O dólar baixo contribui para o controle da inflação.  Se por um lado, não podemos contar com o câmbio para reduzir a inflação, por outro, isso provoca em uma taxa de  juros mais elevada, mas a medida é gradual, e o governo tem continuado com as compras diárias de dólar. O câmbio pode deixar de ajudar, mas também não vai atrapalhar. Deve permanecer mais ou menos nesse nível,  o relatório de mercado – Focus, divulgado nesta segunda, 17/01, mostra que a expectativa do mercado financeiro para o cambio é de R$ 1,75 para o fim 2011.

Juros reais

A elevação da taxa básica de juros para 11,25% ao ano, o Brasil segue isolado na liderança do ranking mundial de juros reais,  que são calculados após deduzida a inflação estimada para os próximos doze meses. Juros mais altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar o dólar ainda mais para baixo.

A taxa real de juros do Brasil subiu para 5,5% ao ano, mais do que o dobro do segundo colocado, Austrália, com 1,9% ao ano.

O mercado hoje

Em Shangai, a bolsa local registrou queda de 3,03%. Em Tókio, o índice Nikkei abriu em forte alta, mas cedeu frente à pressão vendedora e encerrou o dia perto da estabilidade (+0,04%).

Na Europa,o euro recua 0,91% nesta manhã, sendo cotado a US$ 1,3267/€, ao mesmo tempo em que o dólar index registra valorização de 0,57%, em linha com a maior aversão ao risco que prevalece nesta manhã. No mercado acionário, a bolsa de Londres mostra recuo de 0,21%, enquanto a França e Alemanha perdem 0,33% e 0,26%, respectivamente. 

Os índices futuros das bolsas americanas operam em baixa, acompanhando o mercado europeu (S&P: -0,40% e D&J: -0,20%). No mercado de commodities, o petróleo recua 0,61%, cotado a US$ 90,98/barril, enquanto o índice CRB de commodities apresenta-se estável, neste momento.

Neste dia em que prevalece maior aversão ao risco, o Ibovespa poderá acompanhar as bolsas internacionais, operando em baixa e com reduzida liquidez. No mercado de câmbio, o dia está propício à depreciação do real, acompanhando a valorização do dólar frente as principais moedas.

Mercado financeiro espera aumento de juros para esta semana

A edição do relatório de mercado – Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira, 17/01 mostra que a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que o Banco Central elevará a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, hoje em 10,75% ao ano, para 11,25% ao ano na próxima quarta-feira, 19/01, ao encerramento do segundo dia da primeira reunião do Copom – Comitê de Política Monetária de 2011.

Desde o inicio de novembro o mercado já tinha a expectativa de que o Copom iniciaria o ciclo de aperto monetário já a partir de janeiro deste ano, na primeira reunião do Copom comandada por Alexandre Tombini,  porém com a divulgação do relatório de inflação do quarto trimestre de 2010, esta expectativa se consolidou.

Na época, Carlos Hamilton Araujo, diretor de Política Econômica, declarou que o aumento da pressão inflacionária esperada pelo Banco Central implicaria na “necessidade de implementação no curto prazo de ajustes  na taxa básica de juros”

Mais aumentos em 2011

Os analistas do mercado financeiro esperam que o aumento de juros que certamente ocorrerá na primeira reunião do Copom deste ano será apenas o primeiro de uma série, com o objetivo de refrear o aumento do índice de inflação. Na visão dos economistas do mercado consultados, os juros deverão subir 11,75% ao ano em março e para 12,25% ao ano em abril – limite esperado para o fechamento de 2011. Logo, 1,5 pontos percentuais acima da taxa de fechamento de 2010, 10,75% ao ano.

Inflação
O mercado financeiro aumentou novamente, na semana passada, a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2011, que subiu de 5,34% para 5,42%. Com esta foi a sexta semana consecutiva de elevação da projeção da inflação para 2011. Para 2012, o mercado projeta que i IPCA se manterá estável em 4,5%.

PIB e taxa de câmbio

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2011 em 4,5%. Para 2012, a estimativa do mercado para o crescimento da economia brasileira ficou inalterada igualmente em 4,5%.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2011 se manteve em R$ 1,75 por dólar. Para o encerramento de 2012, a expectativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio continuou em R$ 1,80 por dólar.

Balança de pagamentos

A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, exportações menos importações, para 2011 foi elevada de US$ 8,75 bilhões para US$ 9 bilhões na semana passada.

Para 2012, a expectativa dos analistas do mercado para o saldo da balança comercial subiu de US$ 5 bilhões para US$ 5,1 bilhões.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, o mercado projeta estabilidade, em US$ 40 bilhões,  para o ingresso recursos em 2011. Para 2012, a expectativa de ingresso de investimentos no Brasil caiu de US$ 42 bilhões para US$ 41 bilhões.