dezembro 6th, 2010

O mercado hoje

Na Ásia, a bolsa japonesa fechou em queda de 0,11% no pregão de hoje. Em Hong Kong, o mercado acionário local registrou queda de 0,36%, mas em Shangai a bolsa chinesa mostrou valorização de 0,52%.

Na Europa, o euro é cotado a US$ 1,3295/€, com desvalorização de 0,89%, enquanto o dólar index registra o fortalecimento da moeda americana ante as principais moedas (+0,43%),mostrando assim um  sinal de que hoje o investidor deverá estar menos propenso ao risco.

 Enquanto Londres e França registram quedas de 0,11% e 0,30%, respectivamente, na Alemanha, a bolsa local sobe 0,05%, neste momento.

Com os mercados internacionais à deriva e com uma agenda econômica esvaziada, os índices futuros do S&P e D&J operam em baixa neste momento: -0,38% e -0,22%, respectivamente. O petróleo WTI está cotado a US$ 89,23/barril, flutuando em torno da estabilidade.

Para os ativos brasileiros, dado a fraca agenda econômica doméstica, é muito provável que o Ibovespa siga acompanhando o humor do investidor externo. Os sinais de aversão ao risco esboçados nesta manhã nos mercados externos mostram um fraco dia para as ações brasileiras. Da mesma forma, o real deverá perder valor diante da tendência de valorização do dólar nos mercados internacionais.

Mercado espera manutenção dos juros na última reunião do COPOM no ano.

O Copom – Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, fórum composto pela diretoria e presidente do Banco Central instituição, se reúne nesta terça e quarta-feiras, dias 7 e 8/12, e a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros seja mantida no atual patamar de 10,75% ao ano.

A informação contas do relatório de mercado – Focus  divulgada nesta segunda-feira, dia 6 pelo Banco Central.  O mercado tem a expectativa de que os juros sejam elevados ao longo de 2011, encerrando o período em 12,25% ao ano, logo, espera-se um aumento de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros.

Mesmo após a divulgação das medidas pelo presidente do Banco Central brasileiro, que  anunciou na última sexta-feira, dia três que haverá o aumento do depósito compulsório sobre depósitos à vista e a prazo e outras mudanças que provocarão a retirada de R$ 61 bilhões da economia, os analistas do mercado financeiro, mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros.

A medida tem como objetivo controlar a inflação. O compulsório bancário é a quantia que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central. Ao elevar esta quantia obrigatória, o Banco Central quer reduzir a oferta de crédito para os clientes dos bancos para desta forma controlar a pressão inflacionária.

O governo também aumentou as exigências para as operações de crédito para pessoas físicas, com a elevação do Fator que obriga os bancos a terem mais dinheiro em caixa antes de fornecer crédito.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também estabeleceu uma redução gradual do volume de depósitos que os bancos podem emitir.

Metas de inflação

A política monetária adotada no Brasil, tem por objetivo o controle da inflação (regime de metas de inflação), sistema pelo qual o Banco Central busca calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para os anos de 2010, 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Deste modo, as projeções do mercado estão acima da meta central tanto para 2010, quanto para 2011, porém dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais. Neste momento, o BC já está calibrando os juros pensando em 2011.

IPCA
Na avaliação dos analistas do mercado financeiro, pesquisados na última semana, a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano é de alta. A estimativa do mercado  subiu de 5,72% para 5,78%. Esta foi à décima segunda semana seguida de aumento da projeção. Do mesmo modo, a estimativa dos analistas do mercado para o IPCA de 2011 continuou em 5,20%. Desta maneira, as expectativas estão acima da meta central, de 4,5%, contudo dentro da margem do sistema de metas, entre 2,5% e 6,5%.

PIB

Pela segunda semana seguida os analistas do mercado financeiro reduzram, a sua estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto de 2010 de 7,55% para 7,54%. Se ratificada, mesmo assim ainda será o  maior crescimento do PIB desde 1985, que foi de 7,85%. Para 2011, o mercado projeta manutenção do crescimento da economia brasileira em 4,5%.

Taxa de câmbio
Esta semana o relatório Focus, traz elevação da estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2010, que foi de R$ 1,70 para R$ 1,71 por dólar. Para o encerramento de 2011, a expectativa dos economistas para a taxa de câmbio continuou em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos
A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial ,exportações menos importações, em 2010 caiu de US$ 16,30 bilhões para US$ 16,24 bilhões na semana passada.

Para 2011, o Banco Central revelou que a projeção do mercado financeiro para o superávit da balança comercial recuou de US$ 8,5 bilhões para US$ 8 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção do mercado para o ingresso em 2010 se manteve em US$ 30 bilhões. Para 2011, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 36 bilhões para US$ 37,5 bilhões.

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