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dezembro, 2010

Ouro sobe 32% e é melhor investimento do ano. Motivo, volatilidade e incerteza.

A forte volatilidade observada nos mercados no ano de 2010 e da pujança da economia brasileira – que trouxe consigo inflação e valorização do real – foram os fatores responsáveis por colocar o ouro isolado na posição de melhor investimento do ano, com rendimentos nominais de 32,26%. Na segunda posição de rentabilidade no ranking, ficou com os CDBs pré-fixados, com alta de 9,91% – logo, menos de um terço dos ganhos apresentados pela commodity.

O ouro apresentou as maiores rentabilidades em cinco meses de 2010, estimulado principalmente pelo sentimento de aversão ao risco gerada pela conjuntura da economia global e expectativas não tão positivas para uma recuperação mais sólida nos países desenvolvidos. Cabe ressaltar que desde 2002, as cotações do ouro apresentam valorização de mais ou menos 245%.

Cabe ressaltar, que para alguns analistas, o ouro pode prosseguir como uma boa opção para 2011. É o que acreditam os analistas dos bancos Goldman Sachs e o UBS. Para eles, as pressões inflacionárias e cambiais continuarão trazendo dificuldades para os emergentes em 2011 – o que, conjugado com uma rentabilidade não tão atrativo apresentada pelo mercado de renda fixa das principais economias, deve estimular a demanda pelo ouro e puxar suas cotações a novas máximas históricas.

Ibovespa

Em relação à renda variável, 2010 encerra com o Ibovespa aquém dos 70 mil pontos, bem abaixo das expectativas para o ano. Em que pese os ganhos de mais de 82% em 2009, as estimativas eram muito otimistas para a bolsa no final de 2010.

No entanto, a boa performance da economia brasileira não foi suficiente para assegurar uma alta sólida no Ibovespa, que até ensaiou se aproximar de sua máxima histórica, mas terminou o ano com uma tímida valorização de 1,04% – cabe destacar que desde 1995 o Ibovespa não encerrava um ano com uma variação, positiva ou negativa, de apenas um dígito. Neste ano, vale lembrar que, o índice rentabilidade negativa de desvalorização de 1,26%. Desde então, a valorização do índice é de 1.512%.

Colaborou para esse comportamento bem aquém das expectativas, a pressão exercida pelas ações da Petrobras, PETR3, PETR4. A maior capitalização da história derruiu o preço das ações da  estatal em vários períodos no ano, em meio a incertezas do processo, questionamentos sobre a governança devido à ingerência do governo nas deliberações, o período de subscrição e grandes movimentos de cortes de preço-alvo e recomendações após o encerramento da operação. Com isso, suas ações ON e PN – que juntos representam 12,22% do Ibovespa – encerraram o ano com queda acumulada de 24,33% e 22,97%, respectivamente. Além disso, no cenário corporativo, a recuperação não veio como esperada para o setor siderúrgico que também pressionou o Ibovespa.

Na esfera macroeconômica, a incerteza lá fora também não contribuiu com os ganhos do índice. Nos EUA, o cenário trouxe uma recuperação mais lenta do que a aguardava, refreada pelos mercados imobiliários e de trabalho, o presidente encontrando grande oposição para governar e ao invés da estratégia de saída que se idealizava um novo pacote de ajuda.

Na Zona do Euro, a crise fiscal que se iniciou na Grécia atualmente já contamina economias maiores, como Portugal e Espanha – um dilúvio de revisões negativas de ratings e cortes de orçamento conservaram a Europa no foco dos mercados no ano. Os pacotes de resgate negociados pelo FMI – Fundo Monetário Internacional e União Européia pouco contribuíram para acalmar os ânimos.

Na China as pressões inflacionárias deram início a ações do governo para desacelerar a economia, mostrando receios de que a economia que mais cresce no mundo perca o folego, ocasionando, por exemplo, uma queda na demanda por commodities.

Desta forma, o mercado fechou os olhos para o bom desempenho da economia doméstica, que deve encerrar o ano com crescimento de 8% do PIB – Produto Interno Bruto, segundo as últimas estimativas apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou 7,6%, de acordo com o mercado. As eleições presidenciais também não trouxeram maiores choques ou surpresas: Dilma Rousseff é a sucessora de Lula na presidencia do País, e Guido Mantega prossegue no comando do Ministério da Fazenda.

Apesar das incertezas em relaçãoa economia global, cabe ressaltar que os indicadores norte-americanos e europeus – salvo exceções – marcham para um encerramento bem mais positivo do que o anotado pelo Ibovespa, apontando o peso do mau desempenho de algumas companhias de commodities no índice.

Outros Indicadores

Observando o retorno real, ou seja, descontando o IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercados, que surpreendentemente registrou elevação de 11,32% no ano, apenas o ouro, dentre os principais investimento, apresentou retorno real positivo em 2010.

As aplicações em CDBs pré-fixados de 30 dias garantiu retorno nominal médio de 9,91% no ano, acima do CDI, 9,58%. A caderneta de poupança,  apresentou retorno nominal de 6,22% em 2010.

O dólar seguido pela variação da Ptax, por sua vez, registrou rentabilidade nominal negativa de 4,31% no período,  o pior retorno apresentado do ano. O dólar comercial, fechou o ano com desvalorização de 4,32%.

Mercado mantém expectativa de alta para a Selic

Os analistas do mercado financeiro mais uma vez elevaram a estimativa da inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, para o acumulado nos anos de  2010 e 2011, as informações constam do relatório de mercado Focus, divulgada hoje, 27/12,  pelo Banco Central A projeção para a inflação em 2010 foi elevada de  5,88% para 5,90%, em um nível ainda mais afastado do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A expectativa para a evolução do IPCA em 2011 subiu de 5,29% para 5,31%, da mesma forma, o centro da meta de inflação para o próximo ano também é de 4,50%. A inflação medida pelo IPCA pode variar de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Para o IPC-Fipe, a expectativa para 2010 foi elevada de 6,37% para 6,38%, assim como a projeção para 2011, que foi ampliada de 4,78% para 4,88%.

Em dezembro, o IPCA deve registrar 0,62% de avanço e o IGP-M, 0,80%. O IGP-DI deve marcar 0,65%, sem mudança. O IPC-Fipe deve subir 0,55%.

Crescimento econômico

A projeção para o crescimento do  PIB- Produto Interno Bruto em 2010, conforme o relatório de mercado Focus, se manteve inalterada em 7,61% e, para 2011, em 4,50%. A expectativa para o crescimento da produção industrial em 2010 estacionou em 10,66%. Para 2011, a projeção para a expansão da indústria caiu de 5,40% para 5,31%.

Juros e cambio

De acordo com o Focus, os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a Selic, taxa básica de juros da economia, para o fim de 2011 em 12,25% ao ano. Atualmente a taxa está em 10,75% ao ano.

Para o mercado de câmbio, o mercado financeiro estima que o dólar encerre 2010 em R$ 1,70. Para o fim de 2011, a projeção para a moeda americana continuar a ser de R$ 1,75. A estimativa do câmbio médio ao longo de 2010 permaneceu em R$ 1,76 e do câmbio médio em 2011 ficou em R$ 1,73.

Contas externas

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as projeções para o resultado nas contas externas em 2010 e 2011. A estimativa para o saldo  em conta corrente neste ano é de déficit de US$ 50 bilhões e para 2011 o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos é estimado em US$ 69,05 bilhões.

A projeção para o superávit comercial em 2010 foi elevado de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,63 bilhões. Para 2011, a expectativa para o saldo da balança comercial continuou em US$ 8 bilhões. Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2010, que subiu de US$ 32,00 bilhões para US$ 32,20 bilhões. Para 2011, a projeção recuou de US$ 38,50 bilhões para US$ 38,00 bilhões.

Mercado eleva projeção da inflação para 2010 e 2011

O relatório de mercado – Focus, divulgado hoje, 20/12, mostra que os analistas do mercado financeiro voltaram a subir, a projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2010 e, ao mesmo tempo, para 2011.

Para o IPCA de 2010, a estimativa do mercado foi elevada de 5,85% para 5,88%. Com esta,  foi a décima quarta semana consecutiva de aumento da projeção. Do mesmo modo, a estimativa dos economistas para o IPCA de 2011 ascendeu de 5,21% para 5,29%.

Taxa de juros
Com o objetivo de refrear as pressões inflacionárias, o mercado financeiro projetam que o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, após a manutenção os juros estáveis em 10,75% ao ano na última reunião de 2010, deverá elevar a taxa básica da economia em janeiro do próximo ano, na primeira reunião do próximo presidente da autoridade monetária,  Alexandre Tombini. A expectativa do mercado é de que os juros sejam elevados para 11,25% ao ano em janeiro e que encerrem 2011 em 12,25% ao ano.

PIB
Os economistas do mercado financeiro mantiveram,  a sua estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto de 2010 em 7,61%. Caso se confirme, será o maior crescimento da economia desde 1985, quando marcou 7,85%. Para 2011, a projeção do mercado é que o crescimento da economia brasileira seja de 4,5%.

Taxa de câmbio
Na edição do relatório de mercado Focus desta semana, a expectativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2010 continua a ser R$ 1,70 por dólar. Para o encerramento de 2011, a projeção dos economistas para a taxa de câmbio permaneceu estável em R$ 1,75 por dólar.

Balança comercial
A estimativa do mercado financeiro para o saldo da balança comercial, exportações menos importações, para 2010 subiu de superávit para US$ 16,4 bilhões contra US$ 16,1 bilhões na semana passada.

Para 2011, o relatório Focus mostrou nesta segunda-feira que a projeção dos analistas para o saldo da balança comercial permanece apontando superávit de US$ 8 bilhões.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a estimativa do mercado para o ingresso de recursos em 2010 subiu de US$ 30 bilhões para US$ 32 bilhões. Para 2011, a expectativa de entrada de investimentos no Brasil avançou de US$ 38 bilhões para US$ 38,5 bilhões.

Mercado mantém expectativa de aumento de juros para janeiro

A expectativa dos analistas do mercado financeiro é que o COPOM – Comitê de Política Monetária, após manter os juros estáveis em 10,75% ao ano na última reunião de 2010, ocorrida semana passada, deverá aumentar a taxa básica de juros da economia em janeiro de 2011, na primeira reunião sob o comando de Alexandre Tombini, próximo presidente do Banco Central.

Esta informação faz parte do relatório de mercado, Focus,  divulgado hoje, 13/12 pela autoridade monetária. O relatório de mercado, Focus, é resultado de pesquisa juntos a 100 instituições financeiras na semana anterior a sua divulgação. A expectativa do mercado financeiro é de que os juros sejam elevados em 0,50% já em janeiro, com isso a taxa básica passaria dos atuais 10,75% para 11,25% ao ano. A projeção é de que a taxa suba para 11,75% ao ano em março e, já em abril, para 12,25% ao ano – patamar que os analistas do mercado estimam para o fechamento da Selic em 2011.

IPCA
Mais uma vez o mercado financeiro elevou, a sua estimativa para o IPCA de 2010, que subiu de 5,78% para 5,85%. Com esta, é a décima terceira semana consecutiva de elevação da projeção. Os economistas consultados pelo Banco Central, também elevaram sua estimativa para o IPCA de 201, que foi de 5,20% para 5,21%. Portanto, ambas as projeções estão acima do centro da meta de 4,5%, porém dentro do intervalo de tolerância do sistema de metas que é de 2 pontos para cima ou para baixo.

Metas de inflação

A política monetária no Brasil é baseada no sistema de metas de inflação, onde o Banco Central tenta ajustar os juros para cumprir as metas pré-estabelecidas. Tanto para 2010 como 2011, o centro da meta de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Neste momento, o BC já está calibrando os juros pensando em 2011.

PIB

Os analistas do mercado voltaram a elevar, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento da economia, que é medida pelo PIB – Produto Interno Bruto. Para 2010 o mercado espera que a economia cresça 7,61% contra  7,54% na semana retrasada  Caso se concretize, este será o maior crescimento econômico desde 1985 quando o PIB brasileiro fechou em 7,85%. Para 2011, o mercado projeta crescimento da economia brasileira de 4,5%.

Cambio
O mercado financeiro reduziu a projeção  para a taxa de câmbio ao fim de 2010, que caiu de R$ 1,71 para R$ 1,70 por dólar. Para  2011, a estimativa dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu estável em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos

Os analistas do mercado financeiro esperam ligeiro recuo para o superávit da balança comercial, exportações menos importações em 2010, caindo de US$ 16,24 bilhões para US$ 16,1 bilhões.

Para 2011, os economistas do mercado projetam estabilidade para o saldo da balança comercial que deverá encerar o ano com US$ 8 bilhões de superávit.

Em relação do IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de recursos para 2010 manteve-se em US$ 30 bilhões. Para 2011, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 37,5 bilhões para US$ 38 bilhões.

Copom mantém os juros estáveis em 10,75% ao ano

Na última reunião COPOM – Comitê de Política Monetária do governo do presidente não houve surpresa e a taxa básica de juros foi mantida em 10,75% a.a. confirmando a expectativa do mercado financeiro.  Esta foi a terceira reunião do comitê do banco Central em que a Selic permanece estável. Desde julho deste ano a taxa básica de juros da economia está no mesmo patamar.

Com o anuncio, na última semana da elevação dos compulsórios e conseqüente retirada de R$ 61 bilhões da economia, o mercado já esperava pela manutenção dos juros no atual patamar.

Ao elevar o depósito compulsório, O depósito compulsório é uma das formas que o BC tem para controlar a quantidade de dinheiro na economia.  O compulsório obriga os bancos a depositar parte dos recursos captados dos clientes, via depósitos à vista, a prazo ou poupança, numa conta no Banco Central. Esta  medida colabora para pressionar para cima os juros bancários e refrear o crescimento do crédito – base do consumo e da inflação. Esta medida tem por objetivo, evitar a  um ajuste mais rápido nos juros básicos da economia.

Justificativa

Ao encerramento da última reunião do Copom sob a batuta de Henrique Meireles, nesta quarta feira, dia 8/12, o Banco Central  divulgou a seguinte nota: “Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés. Diante de um cenário prospectivo menos favorável do que o observado na última reunião, mas tendo em vista que, devido às condições de crédito e liquidez, o Banco Central introduziu recentemente medidas macro prudenciais, prevaleceu o entendimento entre os membros do Comitê de que será necessário tempo adicional para melhor aferir os efeitos dessas iniciativas sobre as condições monetárias. Nesse sentido, o Comitê entendeu não ser oportuno reavaliar a estratégia de política monetária nesta reunião e irá acompanhar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

Pressões inflacionárias

Em que pese a elevação do compulsório, a expectativa do mercado financeiro é de que os juros deverão de subir em 2011 para conter as pressões inflacionárias. Até o momento, os analistas do mercado financeiros julgam que a taxa Selic deverá ser elevada já na primeira reunião do Copom  em janeiro de 2011, já sob o comando de Alexandre Tombini a frente do Banco central, e que encerre 2011 em 12,25% ao ano.

O IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado como referência no sistema de metas de inflação do governo federal, encerrou o mês de novembro em alta de 0,83%, o maior variação mensal desde abril de 2005, e, nos onze primeiros meses de 2010, mostra alta de 5,25%. Para 2011, a projeção  do mercado para o IPCA é de 5,20%.

Juros reais

Com a decisão tomada nesta quarta-feira, 8/12,  pelo COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central, de manter a taxa básica de juros (a Selic) em 10,75% ao ano, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo.

Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses. Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 4,8% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,%. Em terceiro, está a Austrália, com 1,9%. A taxa média de 40 países pesquisados está negativa em 0,8% ao ano.

O mercado hoje

Na Ásia, a bolsa japonesa fechou em queda de 0,11% no pregão de hoje. Em Hong Kong, o mercado acionário local registrou queda de 0,36%, mas em Shangai a bolsa chinesa mostrou valorização de 0,52%.

Na Europa, o euro é cotado a US$ 1,3295/€, com desvalorização de 0,89%, enquanto o dólar index registra o fortalecimento da moeda americana ante as principais moedas (+0,43%),mostrando assim um  sinal de que hoje o investidor deverá estar menos propenso ao risco.

 Enquanto Londres e França registram quedas de 0,11% e 0,30%, respectivamente, na Alemanha, a bolsa local sobe 0,05%, neste momento.

Com os mercados internacionais à deriva e com uma agenda econômica esvaziada, os índices futuros do S&P e D&J operam em baixa neste momento: -0,38% e -0,22%, respectivamente. O petróleo WTI está cotado a US$ 89,23/barril, flutuando em torno da estabilidade.

Para os ativos brasileiros, dado a fraca agenda econômica doméstica, é muito provável que o Ibovespa siga acompanhando o humor do investidor externo. Os sinais de aversão ao risco esboçados nesta manhã nos mercados externos mostram um fraco dia para as ações brasileiras. Da mesma forma, o real deverá perder valor diante da tendência de valorização do dólar nos mercados internacionais.

Mercado espera manutenção dos juros na última reunião do COPOM no ano.

O Copom – Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, fórum composto pela diretoria e presidente do Banco Central instituição, se reúne nesta terça e quarta-feiras, dias 7 e 8/12, e a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros seja mantida no atual patamar de 10,75% ao ano.

A informação contas do relatório de mercado – Focus  divulgada nesta segunda-feira, dia 6 pelo Banco Central.  O mercado tem a expectativa de que os juros sejam elevados ao longo de 2011, encerrando o período em 12,25% ao ano, logo, espera-se um aumento de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros.

Mesmo após a divulgação das medidas pelo presidente do Banco Central brasileiro, que  anunciou na última sexta-feira, dia três que haverá o aumento do depósito compulsório sobre depósitos à vista e a prazo e outras mudanças que provocarão a retirada de R$ 61 bilhões da economia, os analistas do mercado financeiro, mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros.

A medida tem como objetivo controlar a inflação. O compulsório bancário é a quantia que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central. Ao elevar esta quantia obrigatória, o Banco Central quer reduzir a oferta de crédito para os clientes dos bancos para desta forma controlar a pressão inflacionária.

O governo também aumentou as exigências para as operações de crédito para pessoas físicas, com a elevação do Fator que obriga os bancos a terem mais dinheiro em caixa antes de fornecer crédito.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também estabeleceu uma redução gradual do volume de depósitos que os bancos podem emitir.

Metas de inflação

A política monetária adotada no Brasil, tem por objetivo o controle da inflação (regime de metas de inflação), sistema pelo qual o Banco Central busca calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para os anos de 2010, 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Deste modo, as projeções do mercado estão acima da meta central tanto para 2010, quanto para 2011, porém dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais. Neste momento, o BC já está calibrando os juros pensando em 2011.

IPCA
Na avaliação dos analistas do mercado financeiro, pesquisados na última semana, a estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano é de alta. A estimativa do mercado  subiu de 5,72% para 5,78%. Esta foi à décima segunda semana seguida de aumento da projeção. Do mesmo modo, a estimativa dos analistas do mercado para o IPCA de 2011 continuou em 5,20%. Desta maneira, as expectativas estão acima da meta central, de 4,5%, contudo dentro da margem do sistema de metas, entre 2,5% e 6,5%.

PIB

Pela segunda semana seguida os analistas do mercado financeiro reduzram, a sua estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto de 2010 de 7,55% para 7,54%. Se ratificada, mesmo assim ainda será o  maior crescimento do PIB desde 1985, que foi de 7,85%. Para 2011, o mercado projeta manutenção do crescimento da economia brasileira em 4,5%.

Taxa de câmbio
Esta semana o relatório Focus, traz elevação da estimativa do mercado financeiro para a taxa de câmbio ao final de 2010, que foi de R$ 1,70 para R$ 1,71 por dólar. Para o encerramento de 2011, a expectativa dos economistas para a taxa de câmbio continuou em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos
A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial ,exportações menos importações, em 2010 caiu de US$ 16,30 bilhões para US$ 16,24 bilhões na semana passada.

Para 2011, o Banco Central revelou que a projeção do mercado financeiro para o superávit da balança comercial recuou de US$ 8,5 bilhões para US$ 8 bilhões.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a projeção do mercado para o ingresso em 2010 se manteve em US$ 30 bilhões. Para 2011, a estimativa de entrada de investimentos no Brasil subiu de US$ 36 bilhões para US$ 37,5 bilhões.

O mercado hoje

Nesta manha os mercados operam em meio a um otimismo comedido. Na Europa, Londres opera com alta de 1,06%, acompanhado da França +0,80% e Alemanha +1,28%. O euro é cotado a US$ 1,3084/€, com valorização de 0,78%.

Na Ásia a bolsa de Tókio mostrou valorização de 0,51% no pregão de hoje, enquanto China e Hong Kong subiram 0,12% e 1,05%, respectivamente.

Nos Estados Unidos, os futuros dos índices S&P e D&J sinalizam altas de 0,74% e 0,72%, respectivamente, sinalizando um provável dia positivo para os mercados locais.

No Brasil, o mercado de ações poderá se beneficiar do bom humor que prevalece no exterior, muito embora no mercado de commodities, apenas as metálicas mostram algum ganho nesta manhã. Mas mesmo assim, o Ibovespa deve se recuperar das quedas recentes. No mercado de câmbio, a menor aversão ao risco, resultando em desvalorização do dólar frente às principais moedas (dólar index recua 0,47% neste momento), favorece alguma apreciação para o BRL. No mercado de juros, o IPC-S da FGV fechou novembro com inflação de 1,0%, superando as expectativas do mercado (0,90%) e o dado de outubro (0,59%).