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novembro 12th, 2010

Deloitte afirma ser “prematuro” falar sobre rombo no Panamericano

Firma de auditoria diz estar à disposição para esclarecer caso; Banco Central afirma que problemas ocorriam havia quatro anos

A Deloitte, firma de auditoria responsável por avaliar os balanços do Banco Panamericano, que recebeu uma injeção de R$ 2,5 bilhões para evitar sua quebra, divulgou comunicado ao mercado considerando “prematuro” se manifestar sobre o caso do banco do empresário Silvio Santos.

A auditoria vem sendo responsabilizada por não ter identificado evidências de irregularidades no balanço do Banco Panamericano. Nos demonstrativos do segundo trimestre deste ano, a firma não apresentou ressalvas em seu relatório.

O Banco Central identificou o problema nas contas no banco faz seis semanas, mas afirmou que as “inconsistências contáveis” ocorriam há três ou quatro anos. A Deloitte fazia auditoria dos balanços havia pelo menos três anos, peças assinadas por Osmar Aurélio Lujan.

Segundo o Banco Central, a diretoria executiva do Panamericano vendeu carteiras de crédito para terceiros, mas elas continuaram figurando no balanço da instituição, o que inflava o patrimônio do banco e, consequentemente, seus lucros.

O comunicado da Deloitte afirma que ela é “uma empresa presente no Brasil desde 1911, que atende a 5 mil clientes e com 4 mil profissionais pautados pela mais estrita ética, transparência e profissionalismo”.

Diz ainda estar à disposição e colaborando com as autoridades constituídas para a devida apuração e esclarecimento dos fatos. “Com relação ao noticiado até o momento e dada a relevância das alegações e suas implicações, consideramos prematuro e inconsequente nos manifestar antes que se possa chegar a conclusões que sejam baseadas em fatos”, diz o texto.

Para finalizar, o comunicado afirma: “Cientes de nosso papel perante a sociedade, e respeitando os limites impostos pela ética profissional, voltaremos a nos manifestar assim que alcançarmos nossas conclusões”.

http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/deloitte+afirma+ser+prematuro+falar+sobre+rombo+no+panamericano/n1237825197386.html

CEF deve assumir Banco Panamericano

A Caixa Econômica Federal deve se tornar a controladora do banco Panamericano, depois de descoberta a fraude de R$ 2,5 bilhões na instituição.

A Caixa já detém 49% do capital votante e 20,69% das ações preferenciais, mas não tinha ingerência na gestão do banco.

Com a descoberta da fraude, toda a diretoria do Panamericano foi afastada e novos diretores foram nomeados hoje  mesmo.

Toda a nova diretoria já foi indicada pela Caixa. O novo diretor superintendente, Celso Antunes da Costa, era diretor da Nossa Caixa.

Panamericano é líquido, tem R$ 3,8 bi em caixa, diz FGC

Segundo instituição que garante depósitos de correntistas, banco de Silvio Santos teve problemas de patrimônio não de caixa

“O banco está líquido. Eles têm R$ 1,3 bilhão em caixa e agora mais R$ 2,5 bilhões do FGC”, afirma Gabriel Jorge Ferreira, presidente do conselho de administração do Fundo Garantidor de Créditos, referindo-se ao Panamericano. “O banco não precisava vender carteira (de crédito), por que isso serve para aumentar a liquidez. Agora eles têm R$ 3,8 bilhões em caixa. O Panamericano é doador de dinheiro no mercado”, complementa Antonio Carlos Bueno de Camargo, diretor-executivo da instituição.
O Banco Panamericano recebeu R$ 2,5 bilhões de recursos do FGC, após negociações entre seu controlador, o empresário Silvio Santos, o Banco Central e o FGC. Segundo Ferreira, os recursos entram na contabilidade do banco por meio da conta “Depósito de Acionista”, que é uma conta do patrimônio.
“Daqui a alguns dias, o depósito tem o objetivo de zerar as perdas patrimoniais detectadas pelo BC”, explica Ferreira. “Não compramos carteiras porque o banco estava desenquadrado, tinha um patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão e corria o risco de ficar com o patrimônio líquido negativo. Aí está a virtude da operação que montamos.” Essa conta “Depósito de Acionista” é zerada para a cobertura dos prejuízos. “Ela se consome pela absorção das perdas.”
Na operação, a SS Holding, que concentra as 44 empresas de Silvio Santos, incluindo o SBT, o Baú da Felicidade e a fábrica de cosméticos Jequiti, deu todos os seus ativos em garantia de uma emissão de debêntures no valor de R$ 2,5 bilhões, não conversíveis em ações, com prazo de dez anos e remuneração pelo IGP-M, sem juros, com carência de três anos.
Relatórios
Segundo os executivos do FGC, a instituição não terá qualquer ingerência sobre a administração das empresas de Silvio Santos. “Temos o direito de pedir relatórios e acompanhar o desempenho delas”, explica Bueno de Camargo, sobre o papel do fundo. A Caixa Econômica Federal, sócia do Panamericano, com 49% do capital votante, indicou cinco executivos e os controladores, outros três. Esses oito substituem a diretoria antiga do banco, que foi afastada ontem.
Ferreira explica que há uma cláusula na operação com a SS Holding que estabelece que o controlador deve fazer um esforço contínuo de venda dos ativos dados em garantia das debêntures. “Porém, há casos, como o SBT, que tem regras próprias, ele terá mais tempo” para vender, diz. Segundo Bueno de Camargo, esse prazo é de até oito anos no caso da rede de TV. “O fundo não tem pressa. A empresa vai ter conforto para realizar a garantia”, afirma.
Para Ferreira, o ativo de maior liquidez entre todos dados por Silvio Santos em garantia da operação é o próprio Panamericano. “Sem dúvida, minha avaliação pessoal é de que o banco deve ser vendido em primeiro lugar.”

Nelson Rocco, iG São Paulo

http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/panamericano+e+liquido+tem+r+38+bi+em+caixa+diz+fgc/n1237824073322.html

O mercado hoje

As bolsas asiáticas operam em baixa nesta manhã. Em Shangai, a bolsa local recuou 1,39%, enquanto Hong Kong caiu 1,93%.O índice Nikkei sofreu queda de 1,39%.

A bolsa de Londres recua 0,97%; Paris -1,90% e Alemanha –0,84%. O euro volta a se desvalorizar, com queda de 0,28% nesta manhã, cotado a US$ 1,3627/€.

No mercado americano, os índices futuros do S&P e D&J registram quedas de 1,06% e 0,85%, respectivamente. O dólar index acusa ligeira alta (+0,22%), enquanto no mercado de commodities, o índice CRB cai 0,71% e o petróleo recua 2,44%, cotado a US$ 85,92/ barril.

O Ibovespa deverá registrar novas perdas. Motivo também para enfraquecimento adicional do real, não só pela tendência de valorização do dólar americano, mas com a ameaça cada vez mais concreta de intervenções governamentais no mercado de câmbio. 

O cenário exibe um dia típico de aversão ao risco na atuação dos principais mercados.

Panamericano não utilizará recurso público, afirma presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, assegurou que a solução encontrada para o Banco Panamericano foi positiva, porque não houve o uso de “nenhum centavo do dinheiro público”. A declaração foi feita em rápida entrevista coletiva concedida por Meirelles após reunião com o presidente do Senado, senador José Sarney.

O presidente do Bacen ressaltou que a saída para o problema do Panamericano foi apresentada pelo sócio controlador e pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito. “Foi preservado o patrimônio dos acionistas, da Caixa Econômica Federal e dos depositantes”, assegurou. “Foi uma saída que reconstituiu a saúde financeira da instituição’, disse Meirelles, ao anotar que o FGC exerceu sua incumbência de resguardar os depósitos e o bom funcionamento do sistema financeiro.

Meirelles afirmou ainda que a autoridade monetária agiu ‘a tempo e a hora’ no caso do Banco Panamericano. Segundo ele, o Bacen detectou o problema a tempo de que fosse solucionado por meio de aporte de recursos do controlador – no caso o Grupo Silvio Santos -, sem causar prejuízos aos depositantes ou aos cofres públicos e evitando o risco sistêmico.

O presidente do Bacen enfatizou que a solução encontrada foi ‘privada’. Indagado se o banco teria de devolver, no longo prazo, os recursos aportados pelo controlador, Meirelles rebateu que não, que foi um aporte de capital para cobrir os prejuízos e que apenas o Grupo Silvio Santos terá que pagar a dívida com o FGC – Fundo Garantidor de Crédito.