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novembro, 2010

Mercado eleva projeção para inflação e para juros em 2011

Os analistas do  mercado financeiro elevaram mais uma vez a sua projeção para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para 2010, que subiu de 5,58% para 5,72%,  conforme divulgado hoje, 29/11 o Banco Central, por intermédio do FOCUS relatório de mercado.

Pela décima primeira semana consecutiva o mercado eleva sua expectativa. Igualmente, os analistas do mercado elevaram a estimativa para o IPCA de 2011 subiu de 5,15% para 5,20% na terceira alta seguida da projeção.

A política econômica adotada pelo Governo Federal é a do sistema de metas de inflação, pelo qual o Banco Central altera a taxa de juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para os anos de 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Taxa de juros
Após a manutenção da taxa de  juros estáveis em 10,75% ao ano na reunião de outubro, o COPOM – Comitê de Política Monetária, o mercado espera que  também não deve haver alteração na taxa básica na última reunião do ano que acontece nos dias 7 e 8 de dezembro. Cabe ressaltar que esta será a  última reunião comandada por Henrique Meirelles, que  já anunciou que não continuará a frente do comando do Banco Central e será substituído por Alexandre Tombini, que atualmente  ocupa o cargo de diretor de normas da autoridade monetária.

Caso a expectativa do mercado se confirme, em sua última reunião a frente do comando da autoridade monetária, Henrique Meirelles não precisará elevar os juros, entretanto, com a expectativa de elevação da pressão inflacionária, o mercado acredita que o próximo presidente BC, Alexandre Tombini,  necessitará elevar mais a taxa básica de juros, em relação ao que era esperado anteriormente.

O mercado elevou para 12,25% ao ano no fim de 2011, a expectativa para a taxa básica de juros, Selic. Isto representa um aumento de 1,5 ponto percentual em relação a taxa que vigora atualmente. No relatório divulgado na semana passada, os analistas de mercado esperavam que os juros encerrassem 2011 em 12,00% ao ano. A expectativa é de que os aumentos sejam iniciados em abril de 2011.

PIB
Os analistas do mercado financeiro reduziram, na semana passada, a sua projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto de 2010 de 7,60% para 7,55%. Caso se confirme, mesmo com esta redução ainda será o maior crescimento desde 1985 (7,85%). Para 2011, a expectativa do mercado é de crescimento da economia brasileira permanece em 4,5%.

Taxa de câmbio

O mercado manteve inalterada, em R$ 1,70 por dólar, sua estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2010. Para o encerramento de 2011, os analistas projetam a taxa de câmbio em R$ 1,75 por dólar.

Balanço de Pagamentos

O mercado financeiro projeta para o resultado da balança comercial (exportações menos importações) em 2010, superávit de  US$ 16,3 bilhões contra US$ 16,0 bilhões esperado na semana passada.

Para 2011, o Banco Central, mostra através do relatório Focus, que o mercado projeta crescimento para o saldo da balança comercial de US$ 8 bilhões para US$ 8,5 bilhões de superávit.

Em relação ao IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de recursos em 2010 foi conservada em US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu em US$ 35 bilhões.

O mercado hoje

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,86%, impulsionado pela desvalorização do iene. Na China, expectativas de novas medidas de contenção monetária resultaram em perdas de 0,19% para o mercado de ações local.

Na Europa, mercados operam registrando bons ganhos nesta manhã: Londres +0,56%; França +0,46, enquanto a Alemanha reverteu a alta do início do pregão, operando agora com queda de 0,05%.

O euro registra desvalorização ante a moeda americana (-0,11%), cotado a US$ 1,3230/€, enquanto o dólar index perde 0,04%.

Os mercado futuros das bolsas americanas, S&P e D&J, registram, neste momento, valorizações de 0,46% e 0,41%.

Neste dia de maior apetite ao risco, o mercado de commodities registra alta, sendo que o CRB Food sobe 1,52%, enquanto o CRB Metal se valoriza 0,63%. O petróleo para entrega futura WTI é cotado a US$ 84,43/b, com alta de 0,76%, neste momento.

Para o Ibovespa, o dia poderá ser positivo, acompanhando o otimismo que prevalece nos demais mercados. O real poderá mostrar alguma apreciação no dia de hoje, caso se sustente o movimento de enfraquecimento da moeda americana observado neste início do dia. Mercado de juros deverá registrar pequenas oscilações, aguardando os dados de atividade industrial.

Nova Resolução 3922

A Crédito & Mercado comunica que , após sessão do Conselho Monetário Nacional ,  a partir de 25 de Novembro de 2010 fica revogada a Resolução nº 3.790, de 24 de setembro de 2009  , entrando em vigor a Resolução 3922 , em .

 Nossa equipe esta preparada, e à disposição para prestar os esclarecimentos que se façam necessários.

 RESOLUÇÃO 3.922

Dispõe sobre as aplicações dos recursos dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

 O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 25 de novembro de 2010,com base no parágrafo único do art. 1º e no inciso IV do art. 6º da Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998,

 R E S O L V E U:

 Art. 1º Fica estabelecido que os recursos dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos da Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998, devem ser aplicados conforme as disposições desta Resolução, tendo presentes as condições de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez e transparência.

                                             SEÇÃO I

DA ALOCAÇÃO DOS RECURSOS E DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

                                            Subseção

                              I Da Alocação dos Recursos

 Art. 2º Observadas as limitações e condições estabelecidas nesta Resolução, os recursos dos regimes próprios de previdência social devem ser alocados nos seguintes segmentos de aplicação:

 I – renda fixa;

 II – renda variável; e

 III – imóveis.

Art. 3º Para efeito desta Resolução, são considerados recursos:

 I – as disponibilidades oriundas das receitas correntes e de capital;

II – os demais ingressos financeiros auferidos pelo regime próprio de previdência social;

III – as aplicações financeiras;

IV – os títulos e os valores mobiliários;

V – os ativos vinculados por lei ao regime próprio de previdência social; e

 VI – demais bens, direitos e ativos com finalidade previdenciária do regime próprio de previdência social.

                                                            Subseção

                                         II Da Política de Investimentos

Art. 4º Os responsáveis pela gestão do regime próprio de previdência social, antes do exercício a que se referir, deverão definir a política anual de aplicação dos recursos de forma a contemplar, no mínimo:

 I – o modelo de gestão a ser adotado e, se for o caso, os critérios para a contratação de pessoas jurídicas autorizadas nos termos da legislação em vigor para o exercício profissional de administração de carteiras;

 II – a estratégia de alocação dos recursos entre os diversos segmentos de aplicação e as respectivas carteiras de investimentos;

 III – os parâmetros de rentabilidade perseguidos, que deverão buscar compatibilidade com o perfil de suas obrigações, tendo em vista a necessidade de busca e manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial e os limites de diversificação e concentração previstos nesta Resolução; e

IV – os limites utilizados para investimentos em títulos e valores mobiliários de emissão ou coobrigação de uma mesma pessoa jurídica.

 § 1º Justificadamente, a política anual de investimentos poderá ser revista no curso de sua execução, com vistas à adequação ao mercado ou à nova legislação.

§ 2º As pessoas naturais contratadas pelas pessoas jurídicas previstas no inciso I deste artigo e que desempenham atividade de avaliação de investimento em valores mobiliários, em caráter profissional, com a finalidade de produzir recomendações, relatórios de acompanhamento e estudos, que auxiliem no processo de tomada de decisão de investimento deverão estar registradas na Comissão de Valores Mobiliários.

Art. 5º A política anual de investimentos dos recursos do regime próprio de previdência social e suas revisões deverão ser aprovadas pelo órgão superior competente, antes de sua implementação.

                                                                   SEÇÃO

                               II DOS SEGMENTOS DE APLICAÇÃO E DOS LIMITES

Art. 6º Para fins de cômputo dos limites definidos nesta Resolução, não são consideradas as aplicações no segmento de imóveis.

                                                                Subseção

                                                I Segmento de Renda Fixa

Art. 7º No segmento de renda fixa, as aplicações dos recursos dos regimes próprios de previdência social subordinam-se aos seguintes limites:

I – até 100% (cem por cento) em:

 a) títulos de emissão do Tesouro Nacional, registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC);

b) cotas de fundos de investimento, constituídos sob a forma de condomínio aberto, cujos regulamentos prevejam que suas respectivas carteiras sejam representadas exclusivamente pelos títulos definidos na alínea “a” deste inciso e cuja política de investimento assuma o compromisso de buscar o retorno de um dos subíndices do Índice de Mercado Anbima (IMA) ou do Índice de Duração Constante Anbima (IDkA), com exceção de qualquer subíndice atrelado à taxa de juros de um dia;

II – até 15% (quinze por cento) em operações compromissadas, lastreadas exclusivamente pelos títulos definidos na alínea “a” do inciso I;

III – até 80% (oitenta por cento) em cotas de fundos de investimento classificados como renda fixa ou como referenciados em indicadores de desempenho de renda fixa, constituídos sob a forma de condomínio aberto e cuja política de investimento assuma o compromisso de buscar o retorno de um dos subíndices do Índice de Mercado Anbima (IMA) ou do Índice de Duração Constante Anbima (IDkA), com exceção de qualquer subíndice atrelado à taxa de juros de um dia;

IV – até 30% (trinta por cento) em cotas de fundos de investimento classificados como renda fixa ou como referenciados em indicadores de desempenho de renda fixa, constituídos sob a forma de condomínio aberto;

V – até 20% (vinte por cento) em depósitos de poupança em instituição financeira considerada como de baixo risco de crédito pelos responsáveis pela gestão de recursos do regime próprio de previdência social, com base, dentre outros critérios, em classificação efetuada por agência classificadora de risco em funcionamento no País;

VI – até 15% (quinze por cento) em cotas de fundos de investimento em direitos creditórios, constituídos sob a forma de condomínio aberto;

VII – até 5% (cinco por cento) em:

a) cotas de fundos de investimento em direitos creditórios, constituídos sob a forma de condomínio fechado; ou

b) cotas de fundos de investimento classificados como renda fixa ou como referenciados em indicadores de desempenho de renda fixa que contenham em sua denominação a expressão “crédito privado”.

§ 1º As operações que envolvam os ativos previstos na alínea “a” do inciso I deste artigo deverão ser realizadas por meio de plataformas eletrônicas administradas por sistemas autorizados a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nas suas respectivas áreas de competência, admitindo-se, ainda, aquisições em ofertas públicas do Tesouro Nacional por intermédio das instituições regularmente habilitadas, desde que possam ser devidamente comprovadas.

§ 2º As aplicações previstas nos incisos III e IV deste artigo subordinam-se a que a respectiva denominação não contenha a expressão “crédito privado”.

§ 3º As aplicações previstas nos incisos III e IV e na alínea “b” do inciso VII subordinam-se a que o regulamento do fundo determine:

I – que os direitos, títulos e valores mobiliários que compõem suas carteiras ou os respectivos emissores sejam considerados de baixo risco de crédito, com base, dentre outros critérios, em classificação efetuada por agência classificadora de risco em funcionamento no País; e

II – que o limite máximo de concentração em uma mesma pessoa jurídica, de sua controladora, de entidade por ela direta ou indiretamente controlada e de coligada ou quaisquer outras sociedades sob controle comum seja de 20% (vinte por cento).

§ 4º As aplicações previstas no inciso VI e alínea “a” do inciso VII deste artigo subordinam-se a:

I – que a série ou classe de cotas do fundo seja considerada de baixo risco de crédito, com base, dentre outros critérios, em classificação efetuada por agência classificadora de risco em funcionamento no País;

II – que o regulamento do fundo determine que o limite máximo de concentração em uma mesma pessoa jurídica, de sua controladora, de entidade por ela direta ou indiretamente controlada e de coligada ou quaisquer outras sociedades sob controle comum seja de 20% (vinte por cento).

§ 5º A totalidade das aplicações previstas nos incisos VI e VII não deverá exceder o limite de 15% (quinze por cento).

                                                                      Subseção

                                                 II Segmento de Renda Variável

Art. 8º No segmento de renda variável, as aplicações dos recursos dos regimes próprios de previdência social subordinam-se aos seguintes limites:

I – até 30% (trinta por cento) em cotas de fundos de investimento constituídos sob a forma de condomínio aberto e classificados como referenciados que identifiquem em sua denominação e em sua política de investimento indicador de desempenho vinculado ao índice Ibovespa, IBrX ou IBrX-50;

II – até 20% (vinte por cento) em cotas de fundos de índices referenciados em ações, negociadas em bolsa de valores, admitindo-se exclusivamente os índices Ibovespa, IBrX e IBrX-50;

III – até 15% (quinze por cento) em cotas de fundos de investimento em ações, constituídos sob a forma de condomínio aberto, cujos regulamentos dos fundos determinem que as cotas de fundos de índices referenciados em ações que compõem suas carteiras estejam no âmbito dos índices previstos no inciso II deste artigo;

IV – até 5% (cinco por cento) em cotas de fundos de investimento classificados como multimercado, constituídos sob a forma de condomínio aberto, cujos regulamentos determinem tratar-se de fundos sem alavancagem;

V – até 5% (cinco por cento) em cotas de fundo de investimento em participações, constituídos sob a forma de condomínio fechado;

VI – até 5% (cinco por cento) em cotas de fundos de investimento imobiliário, com cotas negociadas em bolsa de valores.

Parágrafo único. As aplicações previstas neste artigo, cumulativamente, limitar-se-ão a 30% (trinta por cento) da totalidade das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social e aos limites de concentração por emissor conforme regulamentação editada pela Comissão de Valores Mobiliários.

                                                               Subseção

                                                III Segmento de Imóveis

Art. 9º As aplicações no segmento de imóveis serão efetuadas exclusivamente com os imóveis vinculados por lei ao regime próprio de previdência social.

Parágrafo único. Os imóveis de que trata o caput poderão ser utilizados para a aquisição de cotas de fundos de investimento imobiliário, cujas cotas sejam negociadas em ambiente de bolsa de valores.

                                                              SEÇÃO

                                    III DOS LIMITES GERAIS E DA GESTÃO

                                                             Subseção

                                                    I Dos Limites Gerais

Art. 10. Para cumprimento integral dos limites e requisitos estabelecidos nesta Resolução, equiparam-se às aplicações dos recursos realizadas diretamente pelos regimes próprios aquelas efetuadas por meio de fundos de investimento ou de carteiras administradas.

Parágrafo único. As cotas de fundos de investimento dos segmentos de renda fixa e renda variável podem ser consideradas ativos finais desde que os prospectos dos respectivos fundos contemplem previsão de envio das informações das respectivas carteiras de aplicações para o Ministério da Previdência Social na forma e periodicidade por ele estabelecidas.

Art. 11. As aplicações dos recursos referidas no art. 7º, inciso V, ficam igualmente condicionadas a que a instituição financeira não tenha o respectivo controle societário detido, direta ou indiretamente, por Estado.

Art. 12. As aplicações dos regimes próprios de previdência social em fundos de investimento em cotas de fundos de investimento serão admitidas desde que seja possível identificar e demonstrar que os respectivos fundos mantenham as composições, limites e garantias exigidas para os fundos de investimento de que trata esta Resolução.

Art. 13. As aplicações em cotas de um mesmo fundo de investimento ou fundo de investimento em cotas de fundos de investimento a que se referem o art. 7º, incisos III e IV, e art. 8º, inciso I, não podem exceder a 20% (vinte por cento) das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social.

Art. 14. O total das aplicações dos recursos do regime próprio de previdência social em um mesmo fundo de investimento deverá representar, no máximo, 25% (vinte e cinco por cento) do patrimônio líquido do fundo.

Parágrafo único. A observância do limite de que trata o caput é facultativa nos 120 (cento e vinte) dias subseqüentes à data de início das atividades do fundo.

                                                                   Subseção

                                                                II Da Gestão

Art. 15. A gestão das aplicações dos recursos dos regimes próprios de previdência social poderá ser própria, por entidade autorizada e credenciada ou mista.

§ 1º Para fins desta Resolução, considera-se:

I – gestão própria, quando as aplicações são realizadas diretamente pelo órgão ou entidade gestora do regime próprio de previdência social;

II – gestão por entidade autorizada e credenciada, quando as aplicações são realizadas por intermédio de instituição financeira ou de outra instituição autorizada nos termos da legislação em vigor para o exercício profissional de administração de carteiras; e

III – gestão mista, quando as aplicações são realizadas, parte por gestão própria e parte por gestão por entidade autorizada e credenciada, observados os critérios definidos no inciso II.

§ 2º Os regimes próprios de previdência social somente poderão aplicar recursos em carteira administrada ou em cotas de fundo de investimento geridos por instituição financeira, demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou pessoas jurídicas autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários para o exercício profissional de administração de carteira considerada, pelos responsáveis pela gestão de recursos do regime próprio de previdência social, com base, dentre outros critérios, em classificação efetuada por agência classificadora de risco em funcionamento no País, como:

I – de baixo risco de crédito; ou

II – de boa qualidade de gestão e de ambiente de controle de investimento.

Art. 16. Na aplicação dos recursos do regime próprio de previdência social em títulos e valores mobiliários, conforme disposto nos incisos I e III do § 1º do art. 15, o responsável pela gestão, além da consulta à instituição financeira, à instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou às pessoas jurídicas autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários para o exercício profissional de administração de carteira, deverá observar as informações divulgadas, diariamente, por entidades reconhecidamente idôneas pela sua transparência e elevado padrão técnico na difusão de preços e taxas dos títulos, para fins de utilização como referência em negociações no mercado financeiro, antes do efetivo fechamento da operação.

                                                                     SEÇÃO IV

                                                      DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

                                                                    Subseção

                                                       I Do Agente Custodiante

Art. 17. Salvo para as aplicações realizadas por meio de fundos de investimento, a atividade de agente custodiante e responsável pelos fluxos de pagamentos e recebimentos relativos às operações realizadas no âmbito dos segmentos de renda fixa e de renda variável deve ser exercida por pessoas jurídicas registradas na Comissão de Valores Mobiliários.

                                                               Subseção

                                               II Das Outras Contratações

Art. 18. Na hipótese de contratação objetivando a prestação de serviços de consultoria com vistas ao cumprimento desta Resolução, esta deverá recair sobre pessoas jurídicas registradas na CVM ou credenciadas por entidade autorizada para tanto pela CVM.

                                                          Subseção III

                                    Do Registro dos Títulos e Valores Mobiliários

Art. 19. Os títulos e valores mobiliários integrantes dos diversos segmentos de aplicação dos recursos dos regimes próprios de previdência social devem ser registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), em sistemas de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados pelo Banco Central do Brasil ou mantidos em conta de depósito individualizada em instituição ou entidade autorizada à prestação desse serviço pela Comissão de Valores Mobiliários.

Parágrafo único. Os registros devem permitir a identificação do comitente final, com a conseqüente segregação do patrimônio do regime próprio de previdência social, do patrimônio do agente custodiante e liquidante.

                                                                   Subseção IV

                                        Do Controle das Disponibilidades Financeiras

Art. 20. Os recursos dos regimes próprios de previdência social, representados por disponibilidades financeiras, devem ser depositados em contas próprias, em instituições financeiras bancárias devidamente autorizadas a funcionar no País pelo Banco Central do Brasil, controlados e contabilizados de forma segregada dos recursos do ente federativo.

                                                                 Subseção V

                                                          Dos Enquadramentos

Art. 21. Os regimes próprios de previdência social que possuírem, na data da entrada em vigor desta Resolução, aplicações em desacordo com o estabelecido, poderão mantê-las em carteira até o correspondente vencimento ou, na inexistência deste, por até 180 (cento e oitenta) dias.

Parágrafo único. Até o respectivo enquadramento nos limites e condições estabelecidos nesta Resolução, ficam os regimes próprios de previdência social impedidos de efetuar novas aplicações que onerem os excessos porventura verificados, relativamente aos limites ora estabelecidos.

Art. 22. Não serão considerados como infringência dos limites de aplicações estabelecidos nesta Resolução os eventuais desenquadramentos decorrentes de valorização ou desvalorização de ativos financeiros, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data da ocorrência.

                                                            Subseção

                                                      VI Das Vedações

Art. 23. É vedado aos regimes próprios de previdência social:

I – aplicar recursos na aquisição de cotas de fundo de investimento cuja atuação em mercados de derivativos gere exposição superior a uma vez o respectivo patrimônio líquido;

II – aplicar recursos na aquisição de cotas de fundo de investimento cujas carteiras contenham títulos que ente federativo figure como devedor ou preste fiança, aval, aceite ou coobrigação sob qualquer outra forma;

III – aplicar recursos na aquisição de cotas de fundo de investimento em direitos creditórios não padronizados;

 IV – praticar as operações denominadas day-trade, assim consideradas aquelas iniciadas e encerradas no mesmo dia, independentemente de o regime próprio possuir estoque ou posição anterior do mesmo ativo, quando se tratar de negociações de títulos públicos federais realizadas diretamente pelo regime próprio de previdência social; e

 V – atuar em modalidades operacionais ou negociar com duplicatas, títulos de crédito ou outros ativos que não os previstos nesta Resolução.

 Art. 24. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

 Art. 25. Fica revogada a Resolução nº 3.790, de 24 de setembro de 2009.

São Paulo, 25 de novembro de 2010.

Henrique de Campos Meirelles Presidente

Mercado eleva mais uma vez projeção para inflação em 2010 e 2011

A edição do Relatório de Mercado Focus desta semana, mostra que os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a alta de preços pesquisada  pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo tanto em 2010 como em 2011. Segundo o relatório Focus, divulgada hoje, 22/11 pelo Banco Central do Brasil. A projeção para a inflação no ano de 2010 foi elevada de 5,48% para 5,58%, em um nível ainda mais afastado do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. A estimativa para o IPCA em 2011 também foi elevada de 5,05% para 5,15%.

Em relação a inflação de curto prazo, os economista do mercado elevaram de 0,55% para 0,65% a projeção para o IPCA de novembro. Para os números do índice de inflação de dezembro, a taxa esperada manteve-se em 0,50%.

A expectativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010, de acordo com os dados colhidos juntos aos analista do mercado financeiro , e apresentada pela pesquisa Focus, não foi alterada. A estimativa para o crescimento da economia em 2010 permanece em 7,60%.

Para 2011, a estimativa para o crescimento da economia foi conservada em 4,50%. A expectativa para a produção industrial em 2010 caiu de 11,07% para 11,00%. Para 2011, a projeção para a expansão da indústria subiu de 5,25% para 5,40%.

Taxa Juros e Cambio

O Focus desta semana, mantém a expectativa dos analistas para a Selic (a taxa básica de juros da economia) tanto para o fim de 2010 e 2011. A projeção para a Selic no fim de 2010 ficou em 10,75%. Para o fim de 2011, em 12,00%.

O mercado financeiro  manteve o patamar aguardado para a moeda norte americana no fim de 2010. A taxa de câmbio esperada para o fim de dezembro permaneceu em R$ 1,70. Para o fim de 2011, a perspectiva para o dólar continuou em R$ 1,75. A projeção do câmbio médio ao longo de 2010 manteve-se em R$ 1,76 e para o câmbio médio em 2011 continuou em R$ 1,74.

Balanço de Pagamentos

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as projeções para o déficit nas contas externas em 2010. A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano é de US$ 50 bilhões. Para o ano de 2011, a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 68,00 bilhões para US$ 68,06 bilhões.

A projeção de superávit comercial em 2010 continuou em US$ 16,00 bilhões. Para o ano de 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial permaneceu em US$ 8 bilhões. O mercado financeiro  não alterou a estimativa de ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto para 2010, de US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção recuou de US$ 37,0 bilhões para US$ 36,0 bilhões.

O mercado hoje

Mercado financeiro reage negativamente, nesta manhã, o investidor busca refúgio no dólar e no ouro, fugindo dos ativos de maior risco.

Na Europa as bolsas da região registram pesadas perdas: Londres -0,52%; França: -0,68% e Alemanha: –0,19%. Na Ásia, a bolsa chinesa registrou queda de 1,94%, enquanto Hong Kong recuou 2,67%. No Japão, o índice Nikkei mostrou valorização de 0,93%.O euro se desvaloriza 0,28%, sendo cotado a US$ 1,3588/€.

Nos Estados Unidos, os futuros dos índices S&P e D&J registram quedas de 0,71% e 0,54%.

No mercado de commodities, o ouro sobe 0,50%, enquanto as cotações das demais commodities, principalmente as metálicas, encontram-se em queda. O barril de petróleo  está cotado a US$ 81,46, com queda de 0,29%.

Nos mercados brasileiros, a atenção continuará focada no mercado de juros. Incertezas quanto ao eventual substituto de Henrique Meirelles no comando do banco central e preocupações com a inflação devem manter pressionada a curva de juros futuros. Será divulgado o IPCA-15 de novembro, que segundo o consenso do mercado deverá registrar inflação de 0,72% no período. Para o Ibovespa, o mau humor que predomina no exterior deve impedir um bom desempenho para o mercado acionário brasileiro, ao mesmo tempo em que a maior aversão ao risco, favorecendo a moeda americana, pode determinar nova depreciação para o real.

O mercado hoje

Nesta manhã, as bolsas internacionais operam em baixa. Na Ásia, o índice Nikkei fechou praticamente estável (+0,09%) no pregão de hoje, enquanto na China o mercado de ações apresentou valorização de 0,81%. Nos Estados Unidos, os futuros dos índices S&P e D&J operam em baixa, registrando quedas de 0,18% e 0,21%, respectivamente. Na Europa, as bolsas oscilam entre a estabilidade e tendência de baixa: Londres -0,66%; França -0,11% e Alemanha -0,01%. O euro é cotado a US$ 1,3701/€, com valorização de 0,43%, enquanto o dólar index recua 0,36% neste momento.

Mercado de commodities permanece em alta, com o índice CRB registrando aumento de 2,40% neste momento, enquanto o petróleo valoriza 0,77%, cotado a US$ 82,5/barril.

A bolsa brasileira poderá ter um dia favorável, permitindo o prognósticos de alta para o Ibovespa no dia de hoje. No mercado de câmbio, a queda do dólar frente às principais moedas favorece a continuidade da apreciação do real observada no dia de ontem. No mercado doméstico de juros futuros, na fraca agenda de indicadores econômicos ressalta-se a alta da 2ª prévia do IGP-M de novembro, que registrou inflação de 1,20%, superando as estimativas do mercado (1,0%).

O cenário mostra  um dia de indefinição nos mercados internacionais e uma melhora observada ao apetite ao risco

O mercado hoje

Em Londres,o dia começa com pequena queda de 0,05%, enquanto a bolsa francesa registra valorização de 0,31%, acompanhada de alta de 0,36% pela bolsa da Alemanha. O euro está sendo cotado a US$ 1,3522/€, com valorização de 0,25%.

Em Shangai a bolsa local registrou perda de 1,92% no pregão de hoje, enquanto Hong Kong recuou 2,02%.

No mercado de commodities, predominam as perdas: o índice CRB recua 3,20%. O petróleo está cotado a US$ 81,85%, com queda de 0,61%, nesta manhã.

Para o mercado de ações no Brasil, é provável que o Ibovespa recupere parte de suas perdas recentes, aproveitando a sinalização positiva dada pelas principais bolsas internacionais.

No câmbio, o dólar recua frente as principais moedas (dólar index recua 0,18%), podendo favorecer alguma valorização do real. Para o mercado de juros, os indicadores de inflação divulgados nesta manhã (IPC-Fipe 2ª quadri de nov: +0,87% e IGP-10 de novembro: +1,16%) reforçam a percepção de deterioração progressiva do ambiente inflacionário.

RENDA FIXA

RENDA FIXA – FIDC

RENDA VARIÁVEL – AÇÕES