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outubro, 2010

Em cenário de instabilidade do mercado, ouro sobe e é melhor investimento de outubro

Com valorização de 8,70%, o ouro, mais uma vez ficou em primeiro lugar no ranking dos investimentos mês de outubro. O cenário de incertezas a respeito dos rumos da economia global e provável reedição de pacotes de estímulo provocaram instabilidade nos principais mercados. O mercado de cambial, do mesmo modo, esteve em foco no mês tanto por aqui quanto lá fora, em uma queda de braços entre economias emergentes e os EUA.

 Por aqui, os resultados corporativos de peso e os efeitos da conclusão da capitalização da Petrobras também ecoaram no Ibovespa. Em outubro, o índice Bovespa apresentou valorização de 1,79%, ficando em segundo lugar no ranking investimentos no mês.

Cabe ressaltar que, desde junho, o ouro e o Ibovespa se alternam na liderança do ranking de rentabilidade – em junho e agosto, o ouro predominou. Já o Ibovespa liderou em julho e setembro.

Na sequencia, após grande oscilação no mês, vieram os índices da família IMA. O IMA-B registrou alta de 1,62%, seguido pelo IMA-C que rendeu 1,20%, o IRF-M valorizou 0,84% e por fim o IMA-S que rendeu 0,81%. Ainda no seguimento de renda fixa, as aplicações em CDBs pré-fixados de 30 dias apresentou retorno de 0,85% em outubro, acima do benchmark CDI, que subiu 0,77%. A caderneta de poupança, por sua vez, proporcionou retorno nominal de 0,55% em outubro.

O dólar seguido pela variação da Ptax registrou rentabilidade nominal de 0,42% no mês – que, embora positiva, apresentou o pior retorno do mês entre as principais métricas de investimento.

Finalmente, o dólar comercial terminou o mês de outubro com valorização de 0,65%.

Panorama global

Nos EUA, há uma grande repercussão sobre um novo pacote de flexibilização quantitativa – já batizado de QE2 – as apostas agora deixaram de ser sobre sua existência ou não deste pacote e sim sobre seu tamanho, a expectativa gira em torno de US$ 1 trilhão inicial. A divulgação do pacote é aguardada para o encerramento da próxima reunião do FED, na próxima quarta-feira dia 3/11.

No entanto, os indicadores no final do mês apresentaram certa evolução, mostrando preocupação de que o número final do pacote pode ser menor do que o precificado pelo mercado. O PIB – Produto Interno Bruto americano do terceiro trimestre, que mostrou crescimento dentro das estimativas, alimentou esta percepção.

No cenário internacional, deste modo como no mês setembro, as discussões a respeito de uma “guerra cambial” permaneceram no centro das atenções. A troca de acusações entre China e EUA se propagou pelos demais mercados emergentes e às principais economias do mundo, que debateram a questão na mais recente reunião de ministros do G-20.

Cabe ressaltar que, além da questão cambial, o aumento das taxas de referência para depósitos e empréstimos, a inflação e o PIB sustentaram a China em foco dos mercados. A autoridade monetária japonesa resolveu implantar nova política de flexibilização monetária.

Na Europa, a Irlanda mais uma vez está no centro das preocupações ao ter seu rating cortado pela Fitch. A Moody’s por sua vez colocou o rating da Irlanda em revisão para possível rebaixamento. A Moody’s também rebaixou o rating espanhol. A política monetária européia permaneceu inalterada, com Bank of England e Banco Central Europeu optaram por manter as taxas básicas de juro.

Foi destaque também no noticiário internacional, as novas projeções do FMI – Fundo Monetário Internacional, que diminuiu as estimativas de crescimento para os EUA e aumentou as do Brasil para 2010.

Dólar

No cenário domestico, além da eleição presidencial, o câmbio também ganhou as manchetes do noticiário, deixando em segundo plano a decisão do Copom – Comitê de Política Monetária de conservar a Selic em 10,75% ao ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente Lula e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles têm se preocupado em garantir que o governo está monitorando de perto o fluxo cambial no País e a possível formação de “bolhas”.

Portanto, o mês de outubro se caracterizou por medidas da autoridade monetária para tentar refrear a queda do dólar – que, no caso de o FED – Federal Reserve resolva colocar no sistema US$ 1 trilhão para estimular a economia norte-americana, só tende a piorar. A primeira medida foi a elevação do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras sobre capital estrangeiro no mercado de renda fixa brasileiro, para 4% – uma semana após esta elevação foi novamente majorado, agora para 6%. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega ainda divulgou a elevação, de 0,38% para 6%, do IOF cobrado sobre a margem de garantia, apenas para investimentos estrangeiros no mercado de futuros.

O CMN – Conselho Monetário Nacional noticiou que, fora as operações com derivativos, investidores estrangeiros que transferirem seus recursos das operações financeiras de aplicações com renda variável, tanto na bolsa de Valores quanto na de Mercadorias e Futuros, serão submetidos a uma regra de câmbio simultâneo. O CMN, proibiu ainda as instituições financeiras autorizadas pelo Bacen a realizarem aluguel, troca ou empréstimo de títulos, valores mobiliários e ouro como ativo financeiro a investidores estrangeiros que desejem usar os recursos obtidos com operações nos mercados de derivativos.

O Banco Central proibiu a utilização de cartas de fiança como garantias aceitas pelas câmaras de compensação da BM&F Bovespa como garantia colateral de operações realizadas por investidores estrangeiros.

Tudo para tentar conter o avanço da moeda brasileira.

Ata do Copom vê inflação sob controle, mas não descata risco

O Copom – Comitê de Política Monetária – divulgou na manhã desta quinta-feira -28/10 a ata de sua última reunião, realizada em 19 e 20 de outubro. Os membros do comitê decidiram por unanimidade e sem viés, pela manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano.

Na Ata da reunião do Copom divulgada na manhã do dia 28, o Banco Central admite uma deterioração no ritmo inflacionário de curto prazo, principalmente com a elevação no preço dos alimentos, e a perspectiva de novas injeções de recursos na economia global – possivelmente uma alusão à expectativa de uma segunda rodada de flexibilização quantitativa nos Estados Unidos.

“Nos mercados internacionais, a volatilidade e a aversão ao risco mantiveram-se elevadas desde a última reunião do Comitê e aumentaram as perspectivas de aumento da liquidez global”, frisou o Copom em sua ata. Por outro lado, a autoridade monetária afirmou que a probabilidade de desaceleração “e até mesmo de reversão” do processo de recuperação das economias do G-3 permanece elevada, trazendo um viés desinflacionário para o comportamento da inflação doméstica.

Inflação

A diferença entre a implementação da política monetária e seus efeitos sobre a atividade e a inflação, é observada na ata do Copom. Contudo, a Ata divulgada cita algumas mudanças em relação aos comentários do documento divulgado anteriormente, enfatizando o efeito negativo da dinâmica dos preços de alimentos.

“O fato de que a contribuição de alimentos para a inflação plena tem sido elevada, comparativamente ao padrão histórico, sugere estar em curso a materialização de riscos de curto prazo que haviam sido identificados e levados em conta no balanço dos riscos avaliado na última reunião do Copom”, destaca a ata.

Contudo, o Copom acredita na tendência da inflação convergir para o centro da meta traçada pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Caso isso não aconteça, o Copom foi ainda mais enfático na ratificação de seu empenho em agir: ao contrário da expressão anterior “deve atuar”, a autoridade monetária confirmou que “atuará a fim de redirecionar a dinâmica dos preços”.

O Copom novamente, sublinhou os desafios à análise do cenário prospectivo em meio às incertezas econômicas, mostrando que parte dos economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central estima um cenário inflacionário brando, enquanto outros defendem a elevação da Selic. “Por sua vez, o Comitê reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza acima do usual, no qual os riscos restantes para a consolidação de um cenário inflacionário benigno se circunscrevem ao âmbito interno”.

Desaceleração da economia

Desta maneira, o Copom confirmou que igualmente no Brasil a perspectiva é de desaceleração. Ainda que a expectativa conserve-se adequada, o Comitê adicionou na ata da reunião a observação de que a acomodação vista nos dois últimos trimestres apresentou-se mais intensa do que o esperado no começo de 2010, “como revelam, entre outros, dados sobre estoques e produção industrial”. Para a autoridade monetária, a ampliação da oferta de crédito ampara a expectativa positiva, mas deve continuar em ritmo mais moderado.

Voltando a percepção de que as incertezas à concretização do cenário benigno incidem sobre a economia nacional, o comitê informou que “nesse contexto, é plausível afirmar que os fatores de sustentação desses riscos domésticos mostram desaceleração”.

Taxa de juro

Finalmente, o Comitê de Política Econômica do Banco Central conservou suas referências à taxa de juro neutra no Brasil, mas alterou a forma como isso foi citado.

 “Apesar da substancial incerteza que envolve o dimensionamento de variáveis não observáveis, importa destacar que essa percepção é respaldada por estimativas geradas pelos modelos macroeconométricos utilizados pelo Copom. Além disso, note-se que, na avaliação de metade dos analistas que responderam à consulta feita pelo Banco Central, a taxa neutra no Brasil estaria em níveis iguais ou inferiores a 6,50%”.

A próxima reunião do Copom acontecerá em 7 e 8 de dezembro.

O mercado hoje

O índice Nikkei apresenta o menor nível das últimas sete semanas. A bolsa japonesa caiu 1,75% no pregão de hoje, tendência seguida pela bolsa de Shangai (-0,46%) e Hong Kong (-0,49%).No mercado de moedas, o dólar index sobe 0,49%,enquanto o euro, cotado a US$ 1,3811/€, se desvaloriza 0,86%.

A bolsa de Londres recua 0,41% nesta manhã, enquanto França e Alemanha perdem 0,56% e 0,26%, respectivamente.Nos Estados Unidos, os futuros dos índices S&P e D&J recuam 0,53% e 0,42% .

Para o real, a expectativa é de alguma depreciação, decorrente do movimento de valorização do dólar frente às principais moedas.O ambiente que prevalece nos principais mercados internacionais nesta manhã não permite identificar  um dia favorável para os ativos brasileiros. o Ibovespa não deverá ter muito espaço para uma valorização no dia de hoje.

Esse cenário exibe os mercados operando com muita cautela nesta manhã , prevalece a aversão ao risco dos investidores.

O mercado hoje

Mercado de ações em alta: Londres +1,07%; França +0,87% e Alemanha +0,84%. O euro se valoriza 0,48%, cotado a US$ 1,3836/€.O índice Nikkei registrou perda de 0,22% no pregão de hoje. Na China, a bolsa local recuou 0,15%, enquanto Hong Kong subiu 0,20%.

No Japão, os balanços divulgados não foram capazes de impulsionar o mercado de ações. Na Europa, bons resultados corporativos . Nos Estados Unidos o S&P e D&J registram  altas de 0,28% e 0,22%, respectivamente. O dólar index recua 0,55. Petróleo (WTI) sobe 0,16%, cotado a US$ 82,06/barril.

Para os mercados brasileiros, o Ibovespa deve obter alguma alta. Após três dias de depreciação , no mercado de câmbio, o real pode voltar a se valorizar, seguindo a tendência de desvalorização do dólar esboçada no dia de hoje. No mercado de juros, a divulgação da ata da reunião do Copom da semana passada poderá ser importante para a definição da tendência dos juros de longo prazo.

O cenário mostra um dia  em que deve prevalecer um maior apetite ao risco

O mercado hoje

O índice Nikkei fechou o pregão de hoje contabilizando alta de 0,10%. A bolsa de Shangai amargou perda de 1,46%, o mesmo ocorrendo com Hong Kong (-1,85%).Na Europa, os mercados de ações operam em direções distintas: Londres -0,43%, enquanto França e Alemanha encontram-se em alta (+0,16% e +0,05%, respectivamente).

O dólar index sobe 0,07% neste momento enquanto o petróleo recua 0,94%, cotado a US$ 81,77/b. O euro recua 0,21% ante ao dólar, com a cotação oscilando em torno de US$ 1,3831/€, enquanto o iene é cotado a ¥ 81,66/US$ com queda de 0,27%.

No Brasil o mercado de ações deve seguir a tendência ditada pelas bolsas externas.Prevalecendo maior aversão ao risco, o real deve seguir se depreciando no dia de hoje.No mercado de juros  espera-se por certa estabilidade na curva de juros.Os mercados de ações e boa parte das commodities encontram-se em queda e o dólar americano se valoriza frente às principais moedas .

Esse cenário mostra um dia em que a aversão ao risco deve comandar as decisões dos investidores.

O mercado hoje

No Brasil, o mercado acionário, ficará atento à divulgação de balanços de importantes empresas. Os bons resultados esperados poderão propiciar valorização para o Ibovespa. No mercado de câmbio, o fortalecimento do dólar no exterior prognostica movimento de depreciação para o real. O mercado de juros deve se manter com baixas oscilações.

Na Ásia, a bolsa de Tókio oscilou entre temores decorrentes dos efeitos negativos do iene valorizado. O índice Nikkei fechou com queda de 0,25%. Também foi registrada tendência de baixa pelas bolsas chinesa (-0,32%) e pela de Hong Kong (-0,11%).O mercado acionário inglês mostra perda de 0,84% nesta manhã, sendo acompanhado pela França (-0,74%) e Alemanha (-0,31%).

Nos Estados Unidos, os índices futuros S&P e D&J  registram quedas de 0,18% e 0,13%, respectivamente. Na mesma direção, dado o cenário de maior aversão ao risco, a moeda norte-americana se valoriza frente às demais moedas (+0,20%), enquanto o euro, cotado a US$ 1,3944/€, recua 0,15% neste momento. O preço do petróleo para entrega futura WTI encontra-se em US$ 82,22/barril nesta manhã, registrando perda de 0,35%, ao mesmo tempo em que as cotações das principais commodities registram alta de 1,04%.

Esse cenário  sugere um dia de queda, onde deve prevalecer a aversão ao risco.

O mercado hoje

Nesta manha o dólar americano perde valor frente as principais moedas. O dólar index recua 0,80%, o euro cotado a US$ 1,4054/€, se valoriza 0,73%, enquanto o iene sobe 0,99% cotado a ¥ 80,58/US$.

O índice Nikkei registra queda de 0,27% no mercado acionário. O índice de Shangai mostrou valorização de 2,57%, enquanto Hong Kong registrou valorização de 0,47%.

Na Europa, os mercados exibem tendência de alta. A bolsa de Londres sobe 0,59%, França +0,43% e Alemanha +0,64%. Os índices futuros do S&P e D&J registram altas de 0,61% e 0,49%, respectivamente, sinalizando provável alta por quatro pregões seguidos.

Os preços das commodities, refletidos no índice CRB, se valorizam 0,57% nesta manhã, enquanto o petróleo WTI é cotado a US$ 82,77/barril, com valorização de 1,32%.

No mercado de juros, espera-se por pequenas variações na curva futura, com os investidores cautelosos preferindo aguardar pela ata da reunião do Copom da semana passada. No mercado de câmbio, tendência aponta para apreciação do real.

O mercado acionário brasileiro começa o dia com expectativas positivas. Chances favoráveis para um dia de valorização do Ibovespa, resultado esperado diante da valorização das commodities e menor aversão ao risco.

Mercado projeta mais inflação para 2010 e estabilidade para a taxa de juros

Na edição do Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje pelo Banco Central, traz a expectativa de elevação para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2010, que subiu de 5,20% para 5,27%. Pela sexta semana seguida os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de alta para o IPCA.  Entretanto, a expectativa – na visão do mercado – para o IPCA em 2011 caiu de 4,99% para 4,98%.

Taxa de Juros

Com a manutenção dos juros em 10,75% ao ano na reunião da última semana, o COPOM – Comitê de Política Monetária, o mercado acredita que a taxa permaneça inalterada na última reunião do ano que ocorrerá em dezembro. Logo, os juros poderão encerrar o ano de 2010 no atual patamar. Contudo, o mercado financeiro estima, que a taxa Selic deverá ser elevada para 11,75% a.a., encerrando 2011 neste nivel.

PIB

O mercado financeiro manteve sua estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010 em 7,55%. Caso se confirme, será a maior expansão desde 1985 (7,85%). Já a expectativa de crescimento do PIB para 2011, foi mantida em 4,5%.

Taxa de câmbio

A expectativa dos analistas do mercado financeiro e de estabilidade para a taxa de cambio. A estimativa dos analistas é que o dólar encerre o ano de 2010 em R$ 1,70 por dólar. Já para o encerramento de 2011, as projeções dos analistas para a taxa de câmbio mostram um ligeiro recuou de R$ 1,80 para R$ 1,79 por dólar.

Contas Externas

Os analistas do mercado financeiro projetam um ligeiro aumento para o superávit da balança comercial, exportações menos importações. A expectativa para 2010 subiu de US$ 15,85 bilhões para US$ 16 bilhões.

Para 2011, o mercado financeiro projeta superávit para a balança comercial de US$ 9 bilhões. Mesma expectativa da edição anterior do Focus.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de recursos em 2010 foi mantida em US$ 30 bilhões. Para 2011, a expectativa de entrada de investimentos no Brasil recuou de US$ 38 bilhões para US$ 36 bilhões.

Mercado mantém projeção para juros e crescimento da economia

Nesta terça e quarta-feiras, 19 e 20/10, o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne para a penúltima reunião do ano e opinião dos analistas do mercado financeiro deve manter a taxa básica de juros da economia brasileira estável em 10,75% ao ano. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 18/10 pelo Banco Central através do relatório de mercado – Focus.

Caso seja ratificada esta expectativa, a taxa básica será mantida pela segunda reunião consecutiva. A política econômica do governo é baseada no sistema de metas para a inflação, pelo qual o Banco Central utiliza a taxa de juros para manter a inflação dentro do patamar definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Para os anos de 2010 e 2011, a meta de inflação é de 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim sendo, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Os analistas do mercado financeiro esperam que os juros básicos se mantenham no atual patamar de 10,75% ao ano, pelo menos até abril de 2011, quando poderão ser aumentados, a expectativa dos analistas é que os juros encerrem 2011 em 11,75% ao ano. Com alta para 11,25% em abril, 11,75% em junho e 12,00% em outubro. Porém, o mercado espera que os juros recuem novamente para 11,75% ao ano em dezembro.

Inflação

A estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo deste ano, que subiu de 5,15% para 5,20%, segundo a expectativa dos analistas do mercado financeiro. Da mesma forma, a projeção para o IPCA de 2011 foi elevada de 4,98% para 4,99%. Com isso, as estimativas do mercado estão acima da meta central para os dois anos, porém, dentro da margem de tolerância de dois pontos percentuais.

PIB

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto de 2010 foi mantida nesta edição do Focus em 7,55%. Se confirmada, será o maior crescimento desde 1985 (7,85%). A expectativa do mercado de crescimento da economia brasileira para 2011 foi mantida em 4,5%.

Câmbio

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa de câmbio para 2010 recuou de R$ 1,75 para R$ 1,70 por unidade da moeda norte-americana. Para o encerramento de 2011, a projeção dos analistas para a taxa de câmbio se manteve em R$ 1,80 por dólar.

Balança comercial

Para o resultado da balança comercial (exportações menos importações) em 2010 foi mantida expectativa de estabilidade com superávit de US$ 15,85 bilhões, idêntica a expectativa apontada na edição anterior do Focus.

Para 2011, a projeção do mercado financeiro para o saldo da balança comercial recuou de um superávit de US$ 9,5 bilhões para US$ 9 bilhões.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a estimativa do mercado para a entrada recursos em 2010 foi mantida em US$ 30 bilhões. Para 2011, a expectativa de ingresso de investimentos no Brasil cresceu de US$ 37 bilhões para US$ 38 bilhões.

Mercado eleva projeção para inflação em 2010 e 2011

O Focus – Relatório de Mercado desta semana destaca a expectativa de elevação da inflação para este ano e para 2011. Os analistas do mercado financeiro também mantiveram a projeção para o crescimento do da economia brasileira. A estimativa para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010 continuou em 7,55%. Já para o ano de 2011, a expectativa para o PIB foi igualmente conservada em 4,50%.

Inflação

A mediana das expectativas do mercado financeiro para a inflação oficial, medida pelo IPCA, mais uma vez foi elevada. Boletim Focus publicado nesta segunda-feira, dia 11/10 pelo Banco Central mostra uma expectativa de alta do IPCA deste ano para 5,15%, contra uma taxa de 5,07% como o observado na edição do Focus da semana passada.

A projeção para o IPCA em 2011 também subiu, de 4,92% para 4,98%.

Em relação a inflação de curto prazo, os analistas do mercado elevaram de 0,47% para 0,50% a projeção para o IPCA de outubro. Já para o índice de inflação de novembro, a taxa esperada se manteve em 0,48%

Juros

O Relatório Focus desta semana manteve a expectativa do mercado em relação a manutenção da Selic no patamar atual de 10,75% ao ano e de 11,75% para o encerramento de  2011.

Cambio

A expectativa dos analistas é pela manutenção do dólar no atual patamar fim de 2010. A taxa de câmbio projetada para o fim de dezembro permaneceu em R$ 1,75. Para o fechamento de 2011, a estimativa para a moeda norte-americana permaneceu em R$ 1,80. A projeção para a média da taxa de câmbio ao longo de 2010 estacionou em R$ 1,77 e do câmbio médio em 2011, em R$ 1,78 por dólar.

Contas externas

O mercado financeiro conservou inalteradas as expectativas para o resultado nas contas externas em 2010. A estimativa para o resultado em conta corrente neste ano é de déficit da ordem e US$ 50 bilhões. Para 2011, a projeção para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos caiu de US$ 62 bilhões para US$ 61,48 bilhões.

Em relação à projeção do saldo da balança comercial, o mercado estima um ligeiro recuou do superávit comercial em 2010 de US$ 16 bilhões para US$ 15,85 bilhões. Para 2011, a projeção para o saldo da balança comercial recuou de US$ 10 bilhões para US$ 9,5 bilhões. Os economistas das instituições pesquisadas não alteraram a estimativa para a entrada de Investimento Estrangeiro Direto – IED em 2010, de US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção foi reduzida de US$ 38 bilhões para US$ 37 bilhões.