Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

setembro, 2010

Mau humor nos mercados internacionais

Os investidores internacionais ficaram nervosos agora pela manhã com as notícias vindas da Europa. A agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating da Espanha em um nível, levando o país a ter uma nota de crédito de Aa1. O rating ainda é alto, mas a Moody’s afirma que levará anos para o país europeu recuperar o vigor econômico e controlar suas despesas. Os bancos Irlandeses voltaram a ser assunto, após o governo da Irlanda anunciar que o custo para resgatar as instituições financeiras no país será maior que o esperado, girando em torno de US$ 68 bilhões. O banco Allied Irish Bank provavelmente terá seu controle assumido pelo governo. O ministro das finanças irlandês afirmou que o governo irá percorrer um caminho seguro na solução de seus problemas.

Mercado projeta maior inflação, e crescimento de 7,53% para PIB brasileiro em 2010

Os analistas do mercado financeiro mantiveram pela quinta semana seguida a expectativa de que a taxa básica de juros , Selic, encerre 2010 em 10,75%. Da mesma forma manteve a expectativa, pela segunda semana seguida, de que a Selic fique em 11,75% ao final de 2011.

Inflação

Em relação à inflação medida pelo IPCA os analistas apontam uma leve correção. No Focus, divulgado hoje 27/09, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central estimam que o IPCA encerre 2010 em 5,05%, na semana anterior apontava que o índice de inflação oficial terminaria o ano em 5,01%. Para o IPCA em 2011, o mercado mostra um ligeiro ajuste para baixo em suas expectativas, de 4,95% para 4,94%.

Os analistas do mercado ouvidos pelo Banco Central aguardam um IGP-DI de 9,35% em 2010 e IGP-M de 9,20%. Anteriormente, essas estimativas giravam em torno de 9,08% e 9,05%, respectivamente.

Para setembro, o mercado espera que o IPCA fique em 0,41%, ante 0,39% projetado anteriormente. Para IGP-DI é de alta de 0,93%, e não mais de 0,71% como o esperado anteriormente. A projeção par o IGP-M subiu de 0,95% para 1,05%.

PIB e Investimentos Estrangeiros Diretos

Os analistas do mercado projetam maior crescimento da economia brasileira para este ano. Estimam um crescimento do PIB de 7,53% em 2010, pouco melhor do que os 7,47% esperados anteriormente. Para 2011, entretanto, o PIB – Produto Interno Bruto deve apresentar crescimento menos pujante, ficando em 4,5.

Para 2010 e 2011, permaneceram inalteradas as projeções relativas ao déficit na conta corrente, de US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões, respectivamente, quanto a entrada de investimento estrangeiro direto (IED), de US$ 30 bilhões e US$ 38 bilhões, em relação ao crescimento da produção industrial, permaneceu em 11,37% e 5%, na ordem.

Em relação à balança comercial, os analistas de mantiveram a estimativa de superávit de US$ 15 bilhões em 2010, porém elevaram a estimativa para o ano seguinte, de US$ 9,90 bilhões para US$ 9,95 bilhões.

Juros e dólar

Os analistas do mercado financeiro conservaram o nível esperado pelo dólar ao final de 2010. A taxa de câmbio esperada para o final do ano em R$ 1,75 por dólar. Para 2011, a expectativa para a moeda norte americana permaneceu em R$ 1,80. A estimativa para o câmbio médio ao longo de 2010 ficou em R$ 1,78 e a taxa de câmbio médio em 2011 subiu de R$ 1,79 para R$ 1,80.

Elevação das taxas impacta títulos de prazo mais longo

A elevação das taxas observada na última semana teve impactos nos indicadores de renda fixa, em especial aqueles que medem a rentabilidade da carteira de títulos de prazo mais longo. Esse movimento parece decorrer de expectativas dos agentes quanto a um eventual aumento das taxas de juros nos próximos meses, ainda que a ata da última reunião do Copom indique que o ciclo de elevações na meta para a taxa Selic tenha se encerrado.

O IRF-M manteve-se praticamente estável, com variação de 0,0081%, influenciado principalmente pelo desempenho do IRF-M1+, que apresentou queda de 0,1210% no período. Já o IMA-B declinou 0,4% na semana, também sob influência do sub-índice que verifica a carteira de prazos mais longos, o IMA-B5+, que recuou 0,7624%. No mês, o IMA registra variação de 0,2519%, com o IRF-M elevando-se 0,1697%, e o IMA-B apresentando retração de 0,3277%. Na semana, foram realizados leilões de títulos prefixados que tiveram colocação integral, ainda que a quantidade ofertada venha sendo reduzida gradativamente em relação àquela observada em leilões anteriores.

 

 

Fonte: Anbima

 

Relatório Focus traz expectativa de elevação para PIB e inflação em 2010

Os analistas de mercado elevaram a projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010, conforme divulgado hoje pelo Focus – Relatório de Mercado, pesquisa semanal divulgada hoje, 20/09 pelo Banco Central do Brasil. A expectativa do mercado para o  crescimento da economia brasileira em 2010 avançou  de 7,42% para 7,47%. Para 2011, a estimativa para o crescimento do PIB manteve-se em 4,50%.

A projeção para a alta do índice de inflação acumulada pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para o ano de 2010 subiu de 4,97% para 5,01%, em um nível superior ao centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. O Boletim  Focus divulgado hoje, projeta também, uma elevação do IPCA para 2011, de 4,90% para 4,95%.

Produção Industrial

Para a produção industrial em 2010, o mercado projeta crescimento de 11,34% para alta de 11,37%. Para 2011, a estimativa para o crescimento da indústria manteve-se em 5%.

Juros e dólar

A expectativa dos analistas de mercado em relação a Selic, taxa básica de juros da economia, para o final de 2010 permanece inalterada em 10,75% ao ano. Já a perspectiva para a Selic ao final de 2011 permanece em 11,75% ao ano. Hoje, a Selic está em 10,75% ao ano.

O mercado ajustou o patamar do dólar no fim do ano. A taxa de câmbio estimada para o fim de 2010 apresentou ligeiro recuou passando de R$ 1,77 para R$ 1,75 por dólar. Para o fim de 2011, a projeção para a taxa de cambio passou de R$ 1,81 para R$ 1,80.

Balanço de Pagamentos

O Relatório Focus desta semana manteve as estimativas dos analistas para o déficit nas contas externas em 2010. A projeção para o déficit em conta corrente neste ano é de US$ 50 bilhões. Já para o ano de 2011, a expectativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos cresceu de US$ 59,9 bilhões para US$ 60 bilhões.

Para o saldo da balança comercial o mercado projeta  superávit  em 2010. A expectativa permaneceu em US$ 15 bilhões. Para 2011, é estimativa elevação para o saldo da balança comercial  de US$ 9,56 bilhões para US$ 9,90 bilhões. A estimativa para Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 permaneceu em US$ 30 bilhões. Para 2011, a estimativa regrediu de US$ 38,2 bilhões para US$ 38,0 bilhões.

Inflação de Curto Prazo

Para o mês de setembro, a expectativa é de que o IPCA registre variação de 0,39%, frente à projeção de alta de 0,37% vista na semana anterior. Este é o segundo aumento consecutivo nas estimativas para o indicador de inflação, mesmo com os últimos resultados ficando próximos da estabilidade. Para outubro, o mercado projeta leve alta do IPCA de 0,44% para 0,45%, conforme o Relatório Focus.

Mercado projeta PIB em alta de quase 7,5% em 2010

O FOCUS – Relatório de Mercado divulgado hoje, 13, mostra que os analistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010. Os números divulgados apontam uma expectativa de alta de 7,34% para 7,42%. Caso venha s se confirmar, este poderá ser o maior crescimento da economia desde 1986, que registrou alta 7,49%. A estimativa para o crescimento da economia em 2011 foi mantida em 4,5%.

Após o anuncio pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do PIB do segundo trimestre, crescimento de 1,2. O mercado financeiro elevou sua expectativa em relação à evolução da economia para o ao de 2010. No primeiro semestre a economia o crescimento acumulado dói de 8,9%, o maior número apresentado em 14 anos.

Inflação Oficial

Na visão dos analistas de mercado o IPCA para 2010 apresenta tendência de queda. Na semana passada a projeção para o índice de inflação oficial do governo aponta recuo de 5,07% para 4,97%. Entretanto, para 2011 a expectativa e de elevação do índice de 4,85% para 4,90%

É importante destacar que no Brasil o principal foco da política monetária é a manutenção da inflação em torno do centro da meta estabelecida pelo CMN- Conselho Monetário Nacional. Para 2010 e 2011, a meta para a inflação é de 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Logo, a inflação pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

A estimativa do mercado aponta para um índice inflacionário acima da meta central de 4,5%, porém dentro do intervalo de tolerância estipulado pelo governo.

Taxa de Juros

O mercado acredita na manutenção da taxa básica de juros no atual nível de 10,75% ao ano para o final de 2010. Entretanto, como apresentado acima, a expectativa é de inflação em alta para 2011,  deste modo, os analistas do mercado financeiro projetam uma subida maior da taxa básica de juros para tentar conter a alta dos preços.

O mercado estima que a taxa básica de juros encerre em11,75% ao ano. Na edição do Focus divulgada pelo Bacen na semana anterior era elevação da Selic para 11,50% no fim de 2011. Desta maneira, a expectativa do mercado é de que a taxa sofra uma alta de um ponto percentual ao longo do ano que vem.

Taxa de câmbio

O mercado financeiro estima uma queda na evolução na taxa de cambio medida pela Ptax, de R$1,79 para R$1,77, por unidade da moeda norte americana. 2011 projeta igualmente um recuo para a taxa de cambio de R$1,83 para R$1,81.

Balança comercial

Para da balança comercial, exportações menos importações, em 2010, o mercado manteve sua expectativa de superávit em US$ 15 bilhões. Para 2011, o saldo da balança comercial mostra uma elevação de expectativa de superávit de US$ 8,68 bilhões para US$ 9,56 bilhões.

O mercado financeiro manteve sua projeção de US$ 30 bilhões em relação aos investimentos estrangeiros diretos. A projeção para 2011 subiu de US$ 38 bilhões para US$ 38,2 bilhões.

Fonte: Banco Central

Investidor também pode perder dinheiro com aplicações na renda fixa

Achei este artigo interessante, por este motivo estou reproduzindo dando os créditos ao autor.

Em tempos voláteis nos mercados de renda variável, é comum que os investidores elevem sua exposição à renda fixa. A explicação para isso é simples: os investimentos em renda variável são aqueles mais sucetíveis às turbulências nos mercados financeiros. Com tantos eventos recentes, é possível comprovar essa regra no desempenho do Ibovespa neste ano, que apresenta queda de 2,86%, de acordo com o último fechamento.

Dados divulgados pelo Banco Central na última quarta-feira mostram que, em agosto, o fluxo cambial financeiro ficou positivo em US$ 1,203 bilhão. Contudo, números da BM&F Bovespa mostram saldo negativo do investidor estrangeiro negativo em R$ 604,114 milhões em agosto, o que sugere que parte deste fluxo de dólares caminha para outras alternativas de investimento fora as ações.

Não só o investidor estrangeiro aproveita os ainda elevados juros no Brasil para colocar parte de suas aplicações na renda fixa brasileira. Basta lembrar que em julho o Tesouro Direto bateu novo recorde de compras de títulos da dívida pública pela internet.

Em tempos em que o investidor passa a olhar com mais carinho para a renda fixa, é importante se questionar até que ponto esta categoria de investimentos é uma boa pedida. Indo além, será que as aplicações na renda fixa garantem lucro certo ao investidor?

Sempre interessante

“A opção de ir para uma renda fixa sempre é interessante”, comenta a economista-chefe da Link Investimentos, Marianna Costa. “É super válido aplicar nesse tipo de investimento”, completa. Mariana explica que na renda fixa você tem uma opção de retorno já previsto, enquanto que na renda variável você fica passivo do comportamento do mercado. “Sabe aquela história de ser melhor ter um pássaro na mão do que dois voando?”, brinca a economista, que se declara uma autêntica “amante da renda fixa”.

É bem verdade que alguns dos investimentos em renda fixa, como a caderneta de poupança, trazem riscos bastante limitados ao investidor. Mas é preciso ficar atento, pois essa lógica não se aplica a todas as aplicações neste tipo de investimento.

O clássico default

A meneira mais clássica de se perder dinheiro na renda fixa é o default. Imagine que você compra um título de uma empresa privada e em poucos dias a mesma declara falência. “No caso de emissores privados, como nota promissória, letra de câmbio, CDB ou CCB, se o investidor está comprando para levar ao resgate, para permanecer com o papel até o vencimento, pode acontecer de o emissor por algum motivo ou outro não pagar. Não acontece com frequência, mas acontece”, explica o economista da Prosper Corretora, José Carlos de Souza Santos.

Nesses casos, segundo o economista, o investidor ainda pode recorrer a alguns recursos para recuperar ao menos parte do que lhe é devido. “Mesmo no caso de default, é comum que os credores e emissores se reúnam e entram em um acordo, a fim de limitar as perdas daqueles que possuem, ou possuíam, as notas. Muitas vezes o tempo para vencimento é prolongado”, avalia Santos.

De acordo com o economista, também existe risco de perda de dinheiro em situações intermediárias, que antecipam um possível default. “No meio do caminho, acontecem muitas vezes casos em que aos poucos a situação financeira de um emissor vai piorando e o mercado vai percebendo isso, aumentando o risco de crédito do emissor e diminuindo o valor dos títulos”, nesse contexto o investidor acaba vendendo seus papéis a um preço menor do que aquele que foi pago ou estava previsto para ser retornado lá na frente.

Pré-fixados: atenção ao preço!

O economista revela ainda que no caso dos títulos públicos emitidos pelo Tesouro, o investidor pode vir a perder dinheiro no caso dos pré-fixados. Em suma, os títulos pré-fixados são investimentos nos quais a rentabilidade já é conhecida antecipadamente.

Em um exemplo prático, imagine a compra de um papel pré-fixado de um ano, com juro anual de 10%. Se o investidor comprar o papel a 100% de seu valor de face e mantiver o título até o vencimento, ele irá receber no vencimento o valor aplicado acrescido de juros. Ou seja, o retorno é garantido em 10%, considerando, é claro, que o emissor do título cumprirá suas obrigações.

Esta situação, porém, pode mudar se o investidor vender o título antes do vencimento, já que existe uma relação inversa entre o preço do título e a taxa de juro. Além disso, na hipótese de um cenário onde as taxas de juros subam, o preço do título irá cair, de forma que o investidor poderá não obter, na venda, valor equivalente ao que receberia no vencimento.

“Você comprou um papel a uma taxa de 11%. Acontece alguma mudança na economia e a taxa de juros vai para 13%. O que vai acontecer com o preço desse título? Ele vai afundar. Por que alguém vai comprar de você um papel para ganhar 11% se ele pode comprar um papel para ganhar 13%? Então, para você vender seu papel, você vai ter que pedir um preço menor”, explica Santos.

Nos pós-fixados você não perde, mas pode deixar de ganhar!

No caso dos títulos públicos pós-fixados, ou seja, aqueles em que o retorno é determinado no momento do resgate da aplicação, o economista argumenta que é preciso ficar de olho no chamado indexador, que pode ser representado pela inflação (IPCA e IGP-M), CDI, câmbio, etc. “O indexador é uma referência. O investidor não compra o papel para ganhar o mesmo que o IPCA ou o IGP-M, ele compra o papel para ganhar a variação do índice mais uma taxa de 5%, 6%, 7%, por exemplo”, explica Santos.

Imagine que você adquire um título de renda fixa pós-fixado, com rendimento anual de 18%. Caso os juros subam entre quando você investiu e a data em que pretende resgatar, você acaba ganhando. Isso acontece porque, como o retorno é definido no resgate, essa alta nos juros acaba te favorecendo. Por outro lado, se os juros caírem neste período, na hora do resgate não haverá ajuste no preço e sim no retorno. Ou seja, ao resgatar o título você receberá um retorno menor do que os 18% que estavam sendo pagos na hora em que você realizou a aplicação. Isso significa que você vai deixar de ganhar, mas não vai chegar a perder dinheiro.

Indexadores

“Quanto maior o prazo do papel, seja pré, pós, privado ou não, mais as oscilações de taxa afetam o valor do preço do papel”, lembra Santos.

“Outra coisa que pode acontecer: imagine que você tivesse comprado um papel que pagasse a  variação do dólar mais 5,5%. O título pós-fixado vai determinar que no resgate você vai ganhar essa variação do dólar mais uma taxa de 5,5%. O investidor aplicou em reais um certo montante em dólares e resgatou lá na frente em reais o mesmo montante em dólares mais 5,5%. Ele ganhou em dólar. Mas, se o dólar foi de R$ 3,80 para R$ 1,50, o que vai acontecer é que em reais ele perdeu dinheiro. Então, você pode perder dinheiro em um papel de renda fixa indexado? Pode, desde que a variação do indexador fique negativa”, completou o economista.

Por: Anderson Figo
10/09/10 – 21h00

Fonte: Infomoney

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1943174&path=/investimentos/

Com variação de apenas 0,04% em agosto, a inflação oficial estabiliza próximo de zero

A inflação oficial medida pelo IPCA mais uma vez ficou próxima de zero, em agosto o índice foi de 0,04%. O IPCA está estacionado a praticamente três meses e a taxa acumulada no ano é de 3,25% e em 12 meses, de 4,49%, pela primeira vez no ano foi inferior ao centro da meta estabelecida pelo Banco Central que é de 4,5%. O comportamento ratifica um alívio inflacionário, depois da alta que, em abril deste ano, atingiu 5,26% no acumulado em 12 meses.

O índice, divulgado, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ontem, dia 09, ficou muito próximo do resultado de junho, variação zero e julho, 0,01%. Nos últimos três meses a inflação apresentou variação de apenas 0,05%. Em 12 meses é também a menor desde dezembro do ano passado, de 4,31%.

Caso a taxa fosse divulgada com uma só casa decimal, o resultado de agosto seria equivalente a zero. Os alimentos, foram os principais responsáveis pela alta da inflação a um nível acima de 5% no segundo trimestre, também foram decisivos na redução da taxa para abaixo do centro da meta.

Nos últimos três meses, os alimentos recuaram 1,89%, com quedas de 0,90% em junho, 0,76% em julho e 0,24% em agosto.

Os dados do IPCA de agosto foram bem recebidos pelo mercado. A variação apresentada no mês  ficou próxima as estimativas dos analistas do mercado.

No entanto, é importante destacar que as pressões dos preços agrícolas devem se refletir em nova alta dos alimentos, que podem voltar a pressionar o IPCA a partir de setembro.

É importante destacar também, que a crescente oferta e demanda por crédito e os incentivos fiscais e monetários podem ainda, elevar a atividade durante os próximos meses, o que favorece certa pressão sobre o IPCA.

Tesouro aumenta oferta de prefixado em setembro

Títulos Públicos

A divulgação do cronograma de leilões de títulos públicos para setembro indica uma maior oferta de papéis prefixados para o período, o que vem ao encontro das expectativas dos agentes em relação a uma possível interrupção do processo de elevação da meta da Taxa Selic para o restante do ano. Essa percepção, reforçada a partir da reunião do Copom de 22/7, quando a meta da Taxa Selic elevou-se menos que o esperado pelo mercado, abriu uma janela de oportunidade atraente para a aquisição desses ativos. O resultado da reunião do Copom da semana passada (02/9) ratificou ainda mais esta expectativa.

Nesse sentido, o Tesouro ampliou a quantidade de vértices de NTN-F nos leilões tradicionais, de dois para três vencimentos, incluindo ali uma nova maturidade (jan/2015). Logo, no primeiro leilão do mês, dia 3/9, o Tesouro vendeu integralmente as LTN out/11 e jan/13, com lotes de 500 mil e 4 milhões de títulos respectivamente.  No caso das NTN-F, o papel jan/2015 foi colocado integralmente, enquanto os vencimentos jan/17 e jan/21 tiveram seus lotes aceitos parcialmente, com 45% e 98% das quantidades vendidas.

Na análise do rebalanceamento do IMA e dos seus componentes, ocorrido no dia 01/9, pode se perceber o aumento da participação dos prefixados no índice geral, que subiu de 35,45% para 37,76%. Esse movimento foi resultado da maior demanda por esses papéis conjugada com o vencimento de LFT no dia 07/9 (montante previsto de R$ 30,5 bilhões), o que provocou a redução da participação do IMA-S  de 34,68% para 32,63%.

Uma análise específica dos títulos indexados marcados a mercado (NTN-B) mostra que vem ocorrendo um processo de recomposição do IMA-B face ao expressivo vencimento ocorrido ao longo do mês de agosto, da ordem de R$ 34 bilhões (15/8). Após esse resgate, as operações de NTN-B registraram um aumento de cerca de R$ 4,0 bilhões no resultado líquido financeiro dessa carteira (posição em 2/9) face às operações de compra, venda e troca do Tesouro com o mercado. Desse montante, R$ 2,2 bilhões correspondem às recompras, que impactam negativamente no estoque de títulos em mercado, enquanto que R$ 6,2 bilhões são referentes à entrada líquida de papéis colocados nesse período, basicamente os vencimentos 2015, 2020 e 2030, que corresponderam a cerca de 84% desse montante.

Fonte: Anbima

Mercado eleva previsão de crescimento do PIB, aponta Focus

Os economistas do mercado financeiro, consultados pelo Banco Central, elevaram a expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano para 7,34%. Na semana anterior, o mercado projetava uma expansão de 7,09%. Para o próximo ano, a alta estimada foi mantida em 4,5%. Os dados constam do Focus – Relatório de Mercado divulgado hoje, dia 6.

O IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou na sexta-feira (3), o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto , soma das riquezas produzidas no país, no segundo trimestre. O crescimento da economia foi de 1,2% em relação ao trimestre anterior.

O ministro da Fazenda Guido Mantega, por ocasião da divulgação do resultado do segundo trimestre, afirmou que, neste ano, o PIB deverá fechar em alta de pelo menos 7%.

Inflação Oficial

Os analistas do mercado financeiro, não alteraram a expectativa média para a inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para o ano. Em 2010, o índice oficial de inflação deve permanecer em 5,07%, os dados constam do Boletim Focus. Para 2011, o mercado projeta variação do IPCA em 4,85%, contra estimativa de 4,87% na semana anterior.

A meta central de inflação é de 4,5%, para 2010 e 2011, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Taxa de Juros

Em relação a taxa básica de juros, a mediana das expectativas continua a assinalar a taxa Selic em 10,75% ao ano ao final de 2010, e taxa média de 10,03% no ano. Para 2011, a expectativa se sustentou em 11,50%. 

Câmbio

O mercado manteve as projeções para a taxa de câmbio, mesmo com o andamento do processo de capitalização da Petrobras, que poderia atrair mais recursos externos para o país.

O mercado projeta o dólar a R$ 1,79 ao final 2010, contra R$1,80 da projeção anterior.

Conta corrente

O mercado estima em US$ 50 bilhões o déficit em conta corrente do país, ante US$ 49,96 bilhões na semana anterior. A projeção para 2011 ficou sendo de saldo negativo de US$ 58 bilhões.

Cenário de incerteza marca desempenho dos investimentos em agosto.

Dúvidas a respeito do ritmo de crescimento da economia norte americana e debates acerca da possibilidade de uma nova imersão em um ciclo recessivo da economia mundial, assim foi marcado o mês de agosto, o otimismo visto em julho voltou a dar lugar ao sentimento de aversão a risco, derrubando os mercados de renda variável mais uma vez em agosto. Logo, não é surpresa que as melhores alternativas de rendimento tenham sido aquelas de perfil mais conservador.

Com valorização de 3,58% no acumulado do mês, o ouro voltou ao topo do ranking mensal de investimentos. Cabe ressaltar que no mês de julho, que foi marcado pela retomada do sentimento de confiança do investidor, o ouro recuou 3,91%, ficando na lanterna dos investimentos.

O mesmo cenário foi verificado no mercado externo. O metal precioso negociado na Bolsa Mercantil de Nova York proporcionou retorno de 5,6% em agosto, após queda de 5% no mês de julho.

No cenário doméstico, as opções de investimentos que aparecem na segunda colocação no ranking são os títulos de renda fixa. O IMA-B apresentou variação positiva de 2,00%, o IMA-C avançou 1,59%, o IMA Geral e o IRF-M ficaram empatados em 1,39%, seguidos pelo CDI que apresentou variação positiva de 0,89%, já o CDB pré-fixado de 30 dias garantiu retorno nominal médio de 0,85%. A caderneta de poupança, por sua vez, apresentou retorno nominal de 0,59% em julho.

A lista de investimentos com retorno positivo é fechada pelo dólar. Entretanto, com uma valorização pouco expressiva, o dólar comercial subiu 0,06%, para R$ 1,757, ou seja, fechou R$ 0,001 mais caro do que em julho.

Na lanterna do ranking no mês de agosto ficou o Ibovespa. Trazendo a tona não só às incertezas relacionadas ao cenário externo, mas também as desconfianças a respeito do processo de capitalização da Petrobras, o Ibovespa encerrou agosto em queda de 3,51%, pior desempenho mensal desde maio deste ano, -8,27%. Cabe ressaltar que, em julho, a bolsa ficou com o título de investimento com a melhor rentabilidade, alta de 10,80%.

Também se frustrou quem apostou na continuidade de valorização do euro. Após alta de 4,08% em julho, a moeda do mercado comum europeu apresentou retorno negativo de 2,97% em agosto.

No acumulado do ano, o ouro lidera com certa folga o ranking de melhor opção de rendimento. O metal tem valorização de 18,95%, subindo em seis dos oito primeiros meses do ano.

Logo atrás, segue o IMA e seus subindices. O IMA-C, mostrou valorização de 13,39%, seguido pelo IMA-B com retorno de 10,53%, IRF-M, valorizando, 8,84% e IMA Geral, com retorno positivo de 8,56%. Na sequência, porém com apenas um terço do ganho proporcionado pelo ouro estão, o CDB ganho de 6,12%, e o CDI também com alta de 6,12%. Já a caderneta de poupança tem retorno de 4,48%. Ainda entre os investimentos com retorno positivo está o dólar, com variação positiva de 0,80% entre janeiro e agosto.