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Consultoria em Investimentos

agosto 30th, 2010

Mercado reduz projeção para inflação e PIB em 2010

Após três altas consecutivas na taxa básica de juros, Selic, o mercado financeiro acredita que o COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reunirá nesta terça e quarta-feiras, deverá votar pela manutenção da SELIC em 10,75% ao ano. A expectativa é baseada em pesquisa feita com os ecomistas de 100 instituições financeiras pela autoridade monetária, e foi divulgada nesta segunda-feira, dia 30 através do Boletim Focus, também conhecido como Focus – Relatório de Mercado.

Conforme o relatório de mercado, a taxa de juros deverá ficar nos atuais 10,75% ao ano até o fim de 2010. Os analistas esperam que o próximo aumento de juros aconteça somente em janeiro de 2011, quando a taxa subiria para 11% ao ano. A expectativa é de que a taxa encerre 2011em 11,50% ao ano.

Inflação

A política econômica do governo é baseada no sistema de metas de inflação, pelo qual o Banco Central deve ajustar os juros com o objetivo de atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desta maneira, a inflação pode variar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

A expectativa do mercado financeiro para o IPCA de 2010  caiu na semana passada e ficou em 5,07%. Para 2011, entretanto, a expectativa é de avanço no índice que deve passar de 4,86% para 4,87%. Resumidamente, as estimativas estão acima da meta central de 4,5%, porém dentro do intervalo de tolerância estabelecidos pelo governo.

Crescimento econômico

O mercado financeiro reduziu, a sua estimativa em relação ao crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010, com queda de 7,10% para 7,09%. Se ratificada, o crescimento aguardado pelo mercado para 2010 será o maior desde 1986, quando a economia do país avançou 7,49%, segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disponibilizado pelo BC. Para 2011, a expectativa de crescimento econômico do mercado financeiro continuou estável em 4,5%.

Câmbio

O Boletim Focus desta semana, aponta que a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio para o fim de 2010 permaneceu inalterada em R$ 1,80 por dólar. Para o encerramento de 2011, a estimativa para a taxa de câmbio permaneceu estável em R$ 1,85 por dólar.

Balança comercial

Para 2010 a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de superávit da balança comercial, exportações menos importações, em 2010 continuou em US$ 15 bilhões na semana passada.

Para 2011, o BC divulgou nesta segunda-feira que a estimativa do mercado para o saldo da balança comercial caiu de US$ 9 bilhões para US$ 8,18 bilhões de superávit.

Em relação aos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de divisas em 2010 caiu de US$ 31 bilhões para US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção de entrada de recursos de investimentos no Brasil recuou de US$ 38,2 bilhões para US$ 38 bilhões.

Expectativa é de que Ibovespa prossiga em trajetória de recuperação

A prévia do PIB – Produto Interno Bruto indicou, na sexta-feira dia 27, que os Estados Unidos apresentaram crescimento de 1,6% entre abril e junho, indicador realinhado para baixo em relação ao dado preliminar, que marcava crescimento anualizado de 2,4% na transição  do primeiro para o segundo trimestre.

Entretanto, após uma série de números ruins no transcorrer  da semana, como o número ficou acima do esperado, que era de 1,4%, os mercados reagiram positivamente. No cenário doméstico, o Ibovespa encerrou o pregão em alta pela primeira vez em sete dias, com alta de 2,69%, – maior alta percentual diária desde 27 de maio deste ano.

Para o inicio desta semana, dia 30, são esperados nos Estados Unidos números sobre gastos e renda pessoais. Ainda que apresentem menor relevância, estes números podem colaborar para determinar a visão em relação à realidade econômica do país: se pende para o lado do PIB, impressão positiva, ou para o lado do mercado imobiliário, que apresentou na semana passada dados bastante negativos.

Dadas estas perspectivas, indicadores referentes à confiança do consumidor na Zona do Euro e no Reino Unido podem até dar força na abertura, mas não roubam o cenário esperado à agenda norte-americana. E, apesar do sentimento negativo que dominou os investidores na maior parte da última semana, a expectativa é de que o momento não seja tão ruim para a bolsa, apontado que o investidor pode seguir a observar recuperação do Índice Bovespa.

Capitalização da Petrobras

É importante ressaltar ainda na agenda, o cenário doméstico, em que a capitalização da Petrobras entra em foco. Posteriormente a diversos boatos, nos quais considera-se que o  preço do barril de petróleo utilizado na cessão onerosa fique em US$ 8, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, afirmou que, se houver condições técnicas suficientes, os valores podem ser divulgados na segunda. Por enquanto, qualquer valor que se fale agora é mera especulação.

Redução dos índices de inflação e decisão do Copom influenciam movimento do IMA

Dos os indicadores do mercado de renda fixa, o que apresentou o melhor retorno no mês de julho foi o IMA-Geral, com uma variação positiva de 1,29%. Resultado acima do CDI que ficou em 0,86%. Avaliando os sub-índices que compõem o IMA, o IRF-M registrou variação de 1,63% no mês, com destaque para o IRF-M1+, cuja carteira é composta por títulos com prazo superior a um ano, que teve rentabilidade de 1,91% em julho.

O bom resultado obtido pelos indicadores de renda fixa se deve, em grande parte, a dois fatores: a redução no ritmo de aumento da meta para a taxa Selic, e ao arrefecimento dos índices de inflação em julho, que alteraram as expectativas dos agentes do mercado, no curto e médio prazos. Assim, os papéis indexados a taxas prefixadas e que, deste modo, tem uma maior exposição a risco de oscilação nas taxas de juros, mostraram valorização expressiva na segunda metade de julho, notadamente aqueles de prazo mais longo, como pode ser observado nos números apresentados por IRF-M1+ e IMA-B5+.

O IMA-B, cuja carteira é composta por títulos indexados ao IPCA, teve resultado positivo de 1,58% em julho, merecendo atenção a variação do IMAB5+, que incorpora papéis com prazo de vencimento maior do que cinco anos, com alta de 1,90%. Este sub-índice já alcança no ano a rentabilidade de 9,49%, e em doze meses tem o melhor resultado (14,85%) dentre os índices que compõem o IMA, à exceção daqueles que são compostos por títulos indexados ao IGP-M (NTN-C), que tradicionalmente têm as maiores valorizações.