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Consultoria em Investimentos

agosto 2nd, 2010

Após ata do Copom mercado reduz projeta inflação e juros menores em 2010

Pela quarta semana consecutiva, os analistas ouvidos pela pesquisa Focus do Banco Central reduziram suas expectativas para a alta do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2010, para 5,27. Na projeção da semana passada, a alta prevista era de 5,35%. A expectativa de alta para IPCA em 2011manteve-se em 4,80%.

A expectativa do mercado em relação à Selic , a taxa básica de juros da economia,  para o final de 2010 ficou em 11,50%, contra 11,75% na semana anterior, de acordo com o Boletim Focus divulgado hoje, dia 2.

Os analistas mantiveram a estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010. A projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto neste ano permaneceu em 7,20%.  Já para 2011, as estimativas para o PIB foram mantidas, o mercado espera um crescimento de 4,50%. O Focus aponta ainda que a projeção para a produção industrial em 2010 caiu de 12,10% para 11,98%. Em 2011, a projeção para o crescimento industrial cresceu de 5,00% para 5,05%.

Câmbio

O mercado não alterou a projeção para o dólar no fim do ano. A moeda norte-americana deve encerrar 2010 em R$ 1,80. Já o nível do dólar para o final de 2011, foi mantido em R$ 1,85.

Contas externas

Os analistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram suas projeções para o déficit nas contas externas brasileiras para 2010. A expectativa para o déficit em conta corrente ao final de 2010 continua a ser de US$ 48,00 bilhões. Em 2011, a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos recuou para US$ 57,93 bilhões contra US$ 57,87 bilhões da semana anterior.

O superávit comercial projetado para 2010 recuou de US$ 15,41 bilhões para US$ 15,10 bilhões. A estimativa para 2011 aponta para uma alta no saldo da balança comercial de US$ 8,50 bilhões, contra US$ 8,00 bilhões estimados anteriormente. O mercado reduziu ainda a projeção de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 33,65 bilhões para US$ 32,00 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED caiu de US$ 40 bilhões para US$ 39,25 bilhões.

Ibovespa é melhor investimento do mês e apresenta maior alta mensal desde 2009

A abertura do segundo semestre apontou uma virada de tendência entre os investimentos. O Ibovespa, que amargava a lanterna dos investimentos há três meses consecutivos, terminou o mês de julho na liderança das aplicações, apresentando alta de 10,80%, fechando aos 67.515 pontos. A alta é a maior desde o mês de maio de 2009, quando o Ibovespa havia subido 12,5%. O ouro, por sua vez, perdeu a liderança dos meses anteriores caindo ao último lugar. Em julho, recuou 3,10%.

Embora de ainda ronde os mercados, a volatilidade deu uma folga em julho, permitindo uma melhor performance dos ativos menos conservadores. Assim, depois de três meses em terreno negativo, o Ibovespa apresentou seu melhor mês desde maio de 2009.

Apresentando um cenário mais otimista , estimulado, sobretudo pela temporada de resultados do segundo trimestre, que de uma maneira geral tem animado aos mercados, as alternativas mais seguras, como a renda fixa e ouro, terminaram por perder espaço. À medida que o movimento de aversão ao risco perde força, os investidores acabam por abandonar estas alternativas por outras menos conservadoras e com expectativa de retorno maior.

Deste modo, o ouro, que em junho apresentou o melhor retorno entre as principais métricas, e nos últimos meses tem apresentado um desempenho positivo no mercado mundial, se apresentando como uma das principais alternativas em períodos de forte aversão a risco encerrou o mês de julho em queda de 4,43% – representando a pior rentabilidade dentre os investimento do mês.

De maneira semelhante, as aplicações em CDBs pré-fixados de 30 dias proporcionaram rentabilidade nominal média de 0,85% em julho, ficando pouco acima do CDI, que rendeu 0,82%. A caderneta de poupança, por sua vez, proporcionou rentabilidade nominal de 0,62% no mês.

Seguido pela variação da Ptax, o dólar, terminou o mês de julho, apresentando retorno nominal negativo de 2,46%. Já, o dólar comercial terminou o mês em baixa de 2,66%.

Cabe ressaltar que, a rentabilidade real – ou seja, deduzindo-se a variação da inflação medida pelo IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercados, que apontou alta de 0,15% em julho – a maioria dos investimentos apresentou rentabilidade real positiva no mês – com o Ibovespa de longe o melhor retorno. Com exceções como o dólar e o ouro, que assinalaram, respectivamente, -4,57% e -2,61%.

Temporada de resultados em evidencia e indicadores divergentes

Depois de superar os EUA como maior consumidor de matrizes energéticas, a China, voltou a gerar nervosismo no mercado, mostrando indicadores aquém das projeções, como o seu PIB, que subiu 10,3% no segundo trimestre em comparação anual. Já o PIB norte-americano cresceu 2,4% no mesmo período, ficando pouco abaixo das projeções de 2,5%. Nos EUA, a ata da última reunião do Fed mostrou que a recuperação está ocorrendo mais devagar do que as expectativas. O destaque foi aprovação da reforma do sistema financeiro norte-americano.

No Brasil, ficou em evidencia a reunião do Copom – Comitê de Política Monetária, que surpreendeu ao reduzir o ritmo de elevação da taxa Selic, que foi elevada em 0,50 pontos percentuais na última reunião, para 10,75% ao ano. A ata do COPOM mostrou que considera “decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno”. Além disso, o governo aumentou a projeção de crescimento da economia para 6,5% em 2010, diante de 5,5% da expectativa anterior, assim como a do FMI, que subiu de 5,5% para 7,1%.

Na Zona do Euro, os ratings foram o destaque: a Moody’s rebaixou os títulos da dívida irlandesa e os ratings de Portugal, e colocou em revisão para possível rebaixamento, a nota de crédito de Espanha e Hungria. O que também apresentou grande repercussão foi a publicação do resultado dos testes de estresse com os bancos europeus, dos 91 bancos avaliados apenas sete falharam, entretanto os critérios foram criticados por serem brandos demais.

No cenário corporativo, destaque ficou por conta da divulgação dos balanços trimestrais de diversas empresas de peso – tanto aqui quanto lá fora – que animaram os mercados.

IMA

Os índices IMA que representam a variação dos principais títulos públicos federais negociados no mercado financeiro apresentaram desempenho positivo no mês de julho.

O  IMA-Geral, que reflete da estratégia do Tesouro na gestão da dívida pública, apresentou variação positiva no mês de 1,2899%. O IMA-B que reflete a média das NTN-Bs, apresentou variação positiva 1,5814, enquanto que o IRF-M apresentou resultado positivo de 1,6313.

Diante dos números apresentados, as rentabilidades dos diversos fundos de investimentos referenciados em índice IMA, que compõem a carteira de investimentos dos Regimes Próprios de Previdencia, no mês de julho, apresentarão rentabilidade expressiva, acima da meta atuarial.