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julho, 2010

Juro cai com perspectiva de cenário mais tranquilo para inflação

Ao término da negociação normal da BM&F, o vencimento de depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 caía de 10,75% no ajuste de ontem para 10,725%

Dando continuidade ao movimento observado ontem, os juros no mercado futuro continuam em trajetória de baixa, amoldando-se ao momento que aponta para uma queda consistente nos índices de inflação e consequente redução da série de elevação da taxa básica de juros, Selic , iniciado em abril deste ano. O mercado avalia a decisão do Copom – Comitê de Política Monetária, como o marco que inicia a queda no ritmo de elevação da Selic.

 No encerramento da cessão normal da BM&F de 27 de julho, o vencimento do DI, depósito interfinanceiro, de outubro de 2010, com 153.610 contratos negociados, recuava de 10,75% no ajuste 26/07 para 10,725%; o DI de janeiro de 2011, 560.635 contratos negociados, recuava a 10,84%, de 10,89%, no dia  26; o DI janeiro de 2012, 266.025 contratos negociados, recuava de 11,61% para 11,54%; e o DI de janeiro de 2014, 13.680 contratos negociados, projetava 11,92%, contra 11,95% no dia 26.

 O mercado aposta que a ata do Copom que será divulgada nesta quinta-feira, 29, deve mostrar um cenário prospectivo mais ameno para os índices de inflação. Esta percepção tem sido reforçada pelos resultados da coleta diária da FGV, que reproduz a metodologia utilizada no cálculo do IPCA. Na percepção do mercado, o levantamento teria apontado um ritmo maior de deflação no chamado “IPCA ponta”. O mercado tem sustentado, ainda, a probabilidade de que o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica do Banco Central, que é um indicador que antecede ao PIB, dê novos sinais de acomodação em junho e em julho. Em maio, o índice ficou em 139,55, número que revela estabilidade em comparação com o mês de abril, quando ficou em 139,58, considerando os dados dessazonalizados.

 A queda nos juros futuros e a perspectiva de redução nos índices de inflação beneficia as aplicações dos Regimes Próprios de Previdencia atrelados ao IMA, uma vez que a queda nas taxas de juros, eleva a rentabilidade da carteira dos fundos atrelados ao IMA e a queda dos índices de inflação reduzem a meta atuarial dos RPPS.

Até 26 de julho o IMA Geral havia variado 0,98%, O IMA-B apresentava variação positiva de 1,06% e o IRFM subia 1,30%, contra um IPCA projetado de 0,03%.

As perspectivas de rentabilidades para o mês de julho são muito promissoras para as carteiras dos Regimes Próprios atreladas ao IMA.

Mercado reduz previsão de inflação e juros em 2010

O Boletim Focus desta semana, divulgado nesta segunda-feira, 26, aponta que o mercado reduziu sua expectativa em relação à alta do IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e para evolução da taxa básica de juros, Selic.

A pesquisa que o Banco Central realiza semanalmente aponta que o mercado espera que a inflação medida pelo IPCA fique em 5,35%, contra 5,42% da projeção anterior, Previsão para a expansão do PIB em 2010 ficou em 7,2%. O mercado conservou em 4,80% a projeção do IPCA para 2011.

Na primeira edição, após a redução do ritmo de elevação dos juros no Brasil, o Boletim Focus apontou ainda que a expectativa em relação à taxa Selic para o final de 2010 recuou para 11,75%, na semana anterior o mercado esperava uma taxa de 12% para dezembro de 2010.

Juros

Os analistas reduziram a previsão para a taxa básica da economia, Selic, para 2010. A expectativa caiu de 12% para 11,75% ao ano. Já a taxa projetada para o final de 2011 foi mantida em 11,75%.

O sentimento do mercado em relação ao desempenho da economia brasileira para 2010 permaneceu inalterado. A projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto em 2010 manteve-se em 7,20%. E expectativa em relação ao crescimento do PIB para 2011, da mesma forma foi mantida em 4,50%. A estimativa para a produção industrial em 2010 caiu de 12,12% para 12,10%. Para 2011, a projeção para o crescimento industrial ficou em 5,00%.

Câmbio

O mercado manteve a estimativa para a variação da moeda norte-americana para o final de 2010. Segundo o levantamento, o dólar deve encerrar 2010 cotado a R$ 1,80. Já para o fim de 2011, o sentimento também é de manutenção do dólar em um patamar de R$ 1,85.

O déficit nas contas externas para 2010, sofreu alteração por parte dos analistas do mercado. A projeção para o resultado em conta corrente é de défict.  Para 2010 houve elevação da expectativa, subindo de US$ 47,46 bilhões para US$ 48,00 bilhões. Para 2011, a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos caiu de US$ 60 bilhões para US$ 57,93 bilhões.

Para 2010 o mercado projeta  um superávit comercial  15,41 bilhões, ante US$ 16,00 bilhões da semana anterior. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 7,81 bilhões para US$ 8,00 bilhões. O mercado financeiro reduziu a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 34,30 bilhões para US$ 33,65 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.

Alta da Selic deixa mais atrativos os títulos pós-fixados

A elevação da taxa Selic em 0,50% pontos-base, para 10,75% ao ano, divulgada nesta quarta-feira, dia 21, pelo COPOM – Comitê de Política Monetária, já é suficiente para alterar o quadro dos investimentos no mercado interno. Algumas modalidades de investimentos passam a ser mais atrativas, entretanto, outros perdem com esta elevação. Neste cenário, títulos atrelados a taxa pós-fixada, como o CDI, são os mais favorecidos. Os fundos que tenham na carteira papéis pré-fixados perdem a atratividade na avaliação do investidor.

O cenário muda, principalmente porque esta é a terceira alta consecutiva de um período de elevação que deve durar até o fim desse ano. O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, dia 19, projeta a Selic em 12% no final do ano. Em face da redução no ritmo de alta da taxa básica, até dezembro, a projeção foi reduzida por parte do mercadeo, devendo a Selic chegar a 11,5% ao ano.

O investidor tem que considerar na montagem da carteira as oscilações nas taxas de juros, já que sempre acontecerão períodos em que a taxa poderá ser elevada ou reduzida. Não é produtivo alterar a composição da carteira a cada mudança no juro. É preciso definir  uma estratégia e operar conforme ela.

Pós-fixados: Neste segmento estão principalmente os título atrelados a variação do CDI, como os CDBs pós-fixados, Fundos Referenciados DI e títulos como a LFT – Letra Financeira do Tesouro emitidos pelo tesouro nacional. Em cenário de alta nas taxas de juros, Selic, os títulos pós-fixados são a melhor alternativa.

Prefixados: Títulos corrigidos por taxa pré-fixada, como os CDBs prefixados e títulos públicos como as LTN -  Letras do Tesouro Nacional e NTN- F,  não são uma boa indicação em circunstâncias de alta da Selic.

A rentabilidade deste tipo de aplicação neste momento é incerta.  Com a probabilidade de alta do juros, não há a menor  perspectiva deste investimento proporcionar um retorno satisfatório.

Um outro fator que pesa no desempenho dos papéis atrelados a taxa pré-fixada é o inicio da corrida eleitoral, evento que instiga a desconfiança sobre o futuro da política monetária.

Títulos atrelados à inflação: Títulos atrelados a variação de índices de inflação, como a NTN-B, paga IPCA + 6%a.a., e a NTN-C, IGP-M + 6% a.a., também sofrem alteração com a alta da Selic. Os fundos que investem nestes títulos, obrigatoriamente precisam, por imposição da regulamentação, marcar suas carteiras a mercado, com a alta da taxa de juros, o PU destes títulos tendem a cair provocando variação negativa nas cotas dos fundos.  Entretanto, se a idéia é carregar os papéis até o vencimento o impacto é pouco perceptível

Poupança: A rentabilidade da caderneta não é alterada com a variação nos juros. No entanto, a rentabilidade, quando comparada à dos fundos de referenciados DI, por exemplo, fica bem abaixo.

Ações: A volatilidade é inerente aos títulos de renda variável. Apresentar bons rendimentos ou não, no entanto, não depende apenas dos movimentos na taxa básica de juros, mas de outros fatores que vão desde os resultados da empresa em que se investe até o desempenho da economia mundial.

Copom surpreende mercado e reduz ritmo ao elevar Selic em “apenas” 0,50 pontos percentuais, para 10,75% ao ano

O Copom – Comitê de Política Monetária resolveu aumentar a Selic em 0,50 pontos percentuais, para 10,75% ao ano, após reunião de dois dias, iniciada na terça-feira, 20. A decisão foi tomada por unanimidade de votos e sem viés.

 

Ainda que aventado por alguns analistas, o consenso era para uma elevação de 75 pontos, pois, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 19, apontava para a manutenção do compasso de alta iniciado no mês de abril com aumento de 75 pontos-base.

 

A decisão desta quarta-feira surpreendeu a maior parte dos analistas do mercado. A grande maioria esperava a elevação da Selic para 11%; e uma pequena corrente projetava uma elevação de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 10,75% ao ano.

 

Taxa mais alta, com inflação mais baixa, significa juro real mais alto e, portanto, maior ganho para a renda fixa.

 

A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo Banco Central na próxima quinta-feira, dia 28.

 

Comunicado do Copom:

 

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% a.a., sem viés.

Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo”.

Boletim Focus: mercado conserva expectativa para Selic em semana de reunião do Copom

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10/07, mostra uma leve elevação da expectativa média para o superávit da balança comercial no ano de 2010. A estimativa do saldo da balança comercial subiu de US$ 15,71 bilhões para US$ 16 bilhões. Para 2011, a projeção de superávit mostra queda de US$ 7,83 bilhões para US$ 7,81 bilhões.

Já a projeção para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto para 2010, aponta expectativa de crescimento de 7,20%, projeção mantida pela segunda semana seguida. Para 2011, a expectativa média ficou inalterada pela 32º semana, 4,5%.

A projeção para a entrada de investimentos estrangeiros em 2010 aponta ligeira redução, de US$ 34,65 bilhões para US$ 34,3 bilhões. A estimativa para 2011 foi mantida em US$ 40 bilhões.

O mercado financeiro alterou as projeções para o déficit nas contas externas em 2010. A estimativa para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 47,23 bilhões para US$ 47,46 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 58 bilhões para US$ 60 bilhões.

Para a produção industrial, a dos expectativas dos analistas aponta crescimento de 12,12% neste ano. Em 2011, a estimativa é de alta de 5%.

Juros

No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro manteve inalterada a estimativa para a taxa Selic,a taxa básica de juros da economia brasileira, para o fim de 2010 em 12,00% ao ano. Para 2011, a projeção ficou em 11,75% ao ano. Os analistas também sustentou a projeção de que, na reunião desta semana, o COPOM – Comitê de Política Monetária do BC eleve em 0,75 ponto porcentual a Selic

Câmbio

Para o mercado de cambio foi mantida a expectativa para o dólar no fim do ano. O preço da moeda norte-americana no fim de 2010 permaneceu em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a perspectiva ficou inalterada em R$ 1,85. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 seguiu em R$ 1,80.

Os dados referem-se à mediana das expectativas de analistas de cerca de cem instituições financeiras consultados semanalmente pelo Banco Central em seu Boletim Focus.

Bolsas encerram a semana em baixa.

A semana que passou marcada pelo mau humor tanto no mercado nacional quanto internacional. O Ibovespa, índice da BM&FBOVESPA  – Bolsa de Valores de São Paulo ficou abaixo dos 63 mil pontos e o dólar marcou o terceiro dia seguido de alta, fechando em R$ 1,782. O destaque positivo da semana ficou por conta do mercado de juros futuros que assinalou mais um dia de forte ajuste de baixa, ratificando que o ajuste na taxa básica Selic poderá ser menor do que o projetado.

O mercado norte-americano, que apresentava uma continua sequência de alta, foi a locomotiva que conduziu as perdas ao longo da sexta-feira. Dados econômicos ruins, como a queda na confiança do consumidor, e balanços corporativos pouco animadores trouxeram os vendedores de volta ao mercado.

O dia terminou  com o Índice  Dow Jones com 10.097 pontos, em  queda de 2,52%, em  queda de 2,52%.  O  S&P 500 em baixa de 2,88%, a 1.064 ponto. E o Nasdaq encerrando aos 2.179 pontos, com baixa de 3,11%. Devido baixa generalizada na sexta-feira, a semana igualmente acabou de forma negativa. O Dow Jones com perda de 1%, o Nasdaq 0,8%, e o S&P queda de 1,2%.

A Bolsa brasileira acompanhou o sentimento externo, entretanto, a baixa por aqui foi um pouco menor.  O Ibovespa encerrou o dia aos 62.339 pontos, em baixa de 1,81%. A movimentação financeira foi de R$ 4,24 bilhões. Na semana, a queda acumulada do Ibovespa foi de 1,79%, mesmo assim no mês o índice mostra variação positiva de 2,30%.

O que pode ter contribuído para a performance do mercado é o vencimento de opções na Bovespa, que ocorre nesta segunda-feira, que teve grande influencia em parte os papéis, entretanto cabe ressaltar que o volume projetado seja baixo.

O mercado de câmbio do mesmo modo não ficou imune ao mau humor do mercado na sexta-feira. Com bolsas e commodities em baixa, os compradores perceberam um ambiente propicio para atuar, mas, ainda assim, parece haver um limite de alta para a cotação moeda.

O dólar comercial encerrou o dia apresentando valorização de 0,56%, para R$ 1,782 na venda, maior preço desde o dia 6 de julho. Na semana, a moeda norte-americana valorizou 1,19%, contudo, ainda apresenta baixa de 1,22% no mês.

Uma observação mais atenta do cenário externo, quem se beneficia com a fragilidade dos indicadores americanos é o euro. A moeda fez máxima intra-day de US$ 1,30, maior preço em dois meses.

A sexta-feira encerrou com outro dado importante para o mercado, pois, a queda forte dos juros futuros indica que há uma probabilidade, não desprezível, de o Banco Central frear o aperto monetário com a redução do ritmo de alta na taxa Selic já na reunião do COPOM que acontece esta semana, nos dias 20 e 21.

Entretanto, apesar da expectativa, é importante ressaltar que, o que aponta a curva de juros ou mesmo o sentimento dos analistas e pode não ser necessariamente o que pensa o Banco Central. Vamos esperar para ver.

O principal fator de influencia para a curva nesta semana, a movimentação de um grande banco em um movimento de fortes vendas no mercado de juros, fato  que acabou por instigar uma movimentação de outras instituições de grande porte.

A expectativa dos analistas é pela manutenção, pelo BACEN, do ritmo de alta da SELIC na reunião desta semana. O mercado projeta que a alta de 0,75 ponto deve ser confirmada na quarta-feira. Caso esta expectativa se confirme, seria um sinal redução no ritmo de alta na taxa básica, de fato, na reunião de setembro.

O movimento de baixa nos contratos futuros é balizado pela inflação corrente, que prossegue em torno de zero e também nos indicadores de atividade local.

Um outro fator que pesa para a baixa dos juros futuros vem do mercado externo. Mas não da Europa, e sim os Estados Unidos que concentram as atenções.

A ata do FED – Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, aliado aos fracos indicadores econômicos, sinalizam para um o possível período de deflação nos EUA. Com esta probabilidade, a oportunidade de uma elevação na taxa básica de juros americana fica cada vez mais remota.

O choque disso no mercado brasileiro é deflacionário, ou seja, o BC ganha um aliado externo na contenção dos preços.

Cabe ressaltar que,  o cenário externo não está totalmente configurado, assim como a redução da inflação no mercado interno pode não ser duradoura, neste caso o BC deve optar por uma  postura mais prudente e elevar a taxa Selic em 0,75 ponto. Então só após uma avaliação cuidadosa do  cenário, é que ele reduziria o ritmo de ajuste.

Boletim Focus: Mercado espera que ciclo de aumento dos juros seja interrompido após outubro

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, dia 12, pelo Banco Central assinala que momentaneamente o mercado há consenso em relação ao ritmo da definição da taxa de juros na última reunião do ano do COPOM – Comitê de Política Monetária, que acontece em dezembro. Conforme apontado na pesquisa da semana passada, a mediana das projeções para o nível da taxa de juros no final de 2010 recuou de 12,13% para 12,00%. Este detalhe, demonstra que a a partir de agora prevalece a perspectiva de que o ciclo de avanço do juro básico sofrerá uma desaceleração após outubro. Entretanto, no curto prazo, as expectativas foram mantidas, sendo esperada um aumento da Selic para 11% a.a. em julho.

O mercado projeta uma alta  do juro básico em 0,75 ponto porcentual nas reuniões de julho  e de setembro,  11,75%). Devendo o ciclo ser encerrado em outubro com a elevação de 0,25 ponto, o que projeta a Selic para 12,00%. Em dezembro, a aposta é pela estabilidade do juro.

Finalmente para  2011, a projeção se mantém  em 11,75%, o cenário que se repete já a quatro semanas. Para a Selic média em 2010, analistas reduziram a expectativa de 10,52% para 10,47%, ante 10,44% de quatro semanas atrás. Para 2011, a expectativa do juro médio recuou de 12,10% para 12,06%. Há cerca de um mês, o mercado projetava o juro médio em 12,00%.

Inflação

A inflação medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, também teve sua projeção reduzida pelo mercado para 2010.  A estimativa para a alta do IPCA acumulada no ano caiu de 5,55% para 5,45%, ainda acima do centro da meta de inflação para 2010, que é de 4,50%. Para, a expectativa para o IPCA continuou em 4,80%.

Para julho, o mercado reduziu a projeção do IPCA de 0,25% para 0,23%. O índice será publicado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no dia 6 de agosto. Para agosto, a estimativa para a inflação caiu ligeiramente de  0,35% para 0,34%.

Para os índices gerais de preços, os IGP’s, o mercado mais uma vez projeta queda. Estimativa para o IGP-DI em 2010 caiu de 9,03% para 8,68%,pela quarta vez seguida. Já o IGP-M, a projeta recuou de 9,00% para 8,89%, sendo que há um mês, o número estavam uma inflação na casa dos 9,00%.

Não se alterou a expectativa em relação ao IGP-DI para 2011, que segue em 5% pela décima semana. Para o IGP-M, o mercado projeta uma leve oscilação, de 5% para 5,01%.

Produto Interno Bruto

As projeções para o desempenho da economia brasileira em 2010 mantiveram-se inalteradas, após 10 semanas seguidas. A estimativa para o crescimento do PIB Produto Interno Bruto, para este ano ficou em 7,20%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. Já a expectativa para a produção industrial para 2010 seguiu em alta de 11,91%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria permaneceu em avanço de 5,00%.

Câmbio

O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 se manteve no mesmo patamar da pesquisa anterior, R$ 1,80. Para o fim de 2011, o mercado projeta queda de R$ 1,90 para R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 caiu de R$ 1,81 para R$ 1,80.

A projeção para o déficit em conta corrente para o ano de 2010 subiu de US$ 47 bilhões para US$ 47,23 bilhões. Em 2011, o mercado estima uma elevação do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos de US$ 57 bilhões para US$ 58 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2010 caiu de US$ 15,72 bilhões para US$ 15,71 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial seguiu em US$ 7,83 bilhões.

Analistas reduziram ainda a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 35,00 bilhões para US$ 34,65 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.

Incertezas e juros altos, investidores se voltam para a renda fixa

Taxas de juros em alta e bolsa em baixa formam a combinação perfeita para a migração de recursos para o segmento de renda fixa.

Da captação liquida de R$ 39 bilhões, que representa a diferença entre resgates e aplicações, em todas as categorias de fundos de investimento no primeiro semestre de 2010, R$ 27,4 bilhões foram destinados aos fundos de renda fixa, conforme levantamento da Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). No segundo posto seguem os fundos de previdencia, com captação líquida R$ 7,3 bilhões.

A grande preocupação dos investidores é em relação ao rumo das taxas de juros. Neste cenário, o investidor para garantir a rentabilidade está migrando para a renda fixa.

Outros fatores pesam na decisão, como por exemplo, a volatilidade do mercado acionário e a incerteza sobre os desdobramentos da crise fiscal na Zona do Euro, são fatores incentivadores do sentimento de aversão a investimentos mais arriscados.

Na média os fundos de renda fixa apresentaram rentabilidade em torno de 0,9% no mês de junho. Outro pronto que deve estar sendo considerado pelo investidor é que o mercado hoje favorece a montagem de uma carteira composta por títulos públicos com rendimento, em média, de 12,5% ao ano. È uma rentabilidade bastante atrativa, entretanto é preciso estar atento, pois, a alta da taxa básica de juros pode trazer oscilação também para uma carteira de títulos pré fixados.

Estratégia

A forte entrada de recursos que migraram para os fundos de renda fixa neste primeiro semestre demonstra um alinhamento de estratégia, tanto dos investidores conservadores quanto dos agressivos. Com juro real no patamar atual, só renda fixa trás o retorno desejado.

A mudança de estratégia por parte dos investidores com perfil mais agressivo, tem por objetivo aproveitar o bom momento do segmento de renda fixa, para em um segundo momento, voltar a suas atenções para o mercado acionário e aproveitar as oportunidades que com certeza surgirãor.

É assim que a roda gira.

Cuidado ao escolher o fundo

A rentabilidade é um dos fatores que devem ser analisados ao escolher um fundo de investimentos, entretanto, só a rentabilidade não deve pesar na escolha, preciso pesquisar antes de optar por este ou aquele fundo.

Observar  patrimônio líquido do fundo é a primeira ação. Patrimônio líquido alto não é bom, caso seja necessário uma mudança de estratégia da carteira, é mais complexo caso o volume investido seja expressivo.

A taxa de administração cobrada é um outro ponto de atenção, pois, quanto  maior a taxa de administração menor tende ser a rentabilidade, analogamente quanto maior for a aplicação mínima exigida, menor será a taxa de administração .

Existem no mercado várias modalidades de fundo em cada uma das instituições. Para encontrar boas possibilidades de investimento é preciso pesquisar.

Meta atuarial para o mês de junho/2010

Meta atuarial, no contexto brasileiro, é a rentabilidade mínimo necessário dos investimentos de um plano de previdência, para garantir o cumprimento dos seus compromissos futuros. A meta atuarial é fixada, geralmente, como sendo a taxa juros adotada na avaliação atuarial conjugada com um índice de inflação.

A meta atuarial para o mês de junho medida pela variação do IPCA + 6% a..a. ficou em 0,49%, já a medida pelo  INPC + 6% a.a. apresentou variação de 0,38 %.

Após onda de pessimismo, mercado deve observar período de recuperação

A agenda de indicadores econômicos sem grandes “novidades” tranquiliza o investidor, as bolsas ao redor do mundo seguem em ritmo de alta. O pregão de ontem, 7/07 confirma esta tendência, o Ibovespa acompanhou o ritmo das bolsas norte-americanas e fechou em alta de 1,93%, rompendo os 63 mil pontos.

O ritmo ascendente deve prosseguir no pregão de hoje, 8/07, puxado por empresas expostas ao mercado interno, como por exemplo, as construtoras e os bancos, protagonistas das maiores altas no pregão de ontem.  O pessimismo excessivo observado na semana que passou tende a se dissipar nos próximos dias, o que poderia fazer com que o Índice Bovespa alcance os 66 mil pontos em um espaço muito curto de tempo.

O pessimismo que tomou conta dos investidores era exagerado, falando-se em dupla recessão, terceira depressão.  O fato real é que os indicadores vieram somente um pouco abaixo do que era aguardado, e não tão ruins quanto a leitura do mercado poderia sugerir.  Na verdade o período é apenas de ligeira desaceleração do crescimento, e após a seqüência de quedas é natural uma onda de recuperação.