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junho, 2010

Mercado eleva projeção para o PIB em 2010

O Boletim Focus, publicado pelo Banco Central do Brasil na manhã desta segunda-feira (28), sinalizando a manutenção de um tom mais otimista por parte do mercado.

O mercado financeiro reduziu mais uma vez as projeções para a inflação oficial do Brasil. Em contrapartida elevou suas expectativas para o crescimento da economia do País para o ano de 2010.

Agora, era esperado pela maioria dos analistas, que o PIB (Produto Interno Bruto) apresente um crescimento de cerca de 7,13% e não mais 7,06% como o esperado na semana anterior. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice que mede a inflação oficial do país, por sua vez, poderá encerrar 2010 apontando uma variação positiva da ordem de 5,55% dos preços. Na última avaliação a expectativa era de inflação de 5,61% ao final deste ano.

A projeção para a taxa básica de juros (Selic) para o final de 2010 foi mantida em 12,00% ao ano. A projeção para a taxa no fim de 2011 permaneceu em 11,75% ao ano.

Cambio e Balanço de Pagamentos

O mercado manteve a previsão para o dólar no fim de 2010. O preço da moeda norte-americana ao fim de 2010 permaneceu em R$ 1,80. Para 2011, a expectativa para a moeda americana foi elevada de R$ 1,89 para R$ 1,90. A expectativa de câmbio médio ao longo de 2010 ficou em R$ 1,81.

Os analistas alteraram as projeções para o déficit nas contas externas para o ano 2010. A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano evoluiu de US$ 47,57 bilhões para US$ 47,78 bilhões. Para 2011, ao mercado espera que o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos suba de US$ 57,99 bilhões para US$ 58 bilhões.

A estimativa de superávit comercial em 2010 creceu de US$ 15,10 bilhões para US$ 15,36 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 6 bilhões para US$ 7 bilhões.

Os analistas conservaram a expectativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 35,00 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.

Produção Industrial

Depois sucessivas elevações, as estimativas para a produção industrial brasileira foram conservadas na semana passada, mas voltaram a subir no Boletim Focus divulgado na edição de 28 de junho. A perspectiva é de alta de 11,94% em 2010 e ante 11,32% esperado anteriormente. Para 2011, a expectativa é mantida em 5%. 

O gerenciamento de risco e a diversificação

A diversificação, no universo das aplicações no mercado financeiro, é a maneira como o investidor raciona sua poupança nos diferentes ativos financeiros e reais, como por exemplo: alocar 65% dos seus recursos em fundos de renda fixa, 15% em FIDC, 15% em fundos de ações, 5% em fundos multimercado.

A diversificação contribui para a redução dos riscos de rentabilidade insatisfatória ou mesmo de perdas. É o bom e velho ditado: “não coloque todos os ovos numa única cesta”. Desta maneira, quando a rentabilidade de uma modalidade de investimento não estiver apresentando rentabilidade satisfatória, os outros podem compensar, de forma que na média não tenha perdas mais expressivas.

Vamos imaginar que um determinado investidor coloque todo seu recurso em fundos de renda fixa e que deste total 90% em apenas um fundo! Caso este fundo apresente rentabilidade negativa este investidor poderá amargar uma perda substancial caso necessite resgatar todo ou parte deste investimento. O mais sensato então seria repartir o bolo em vários pedaços, investimentos. A forma como o investidor diversifica seus investimentos depende de seu perfil como investidor, principalmente do nível de risco que aceita, do prazo, horizonte de tempo, que espera obter o resultado, de suas metas e objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir.

Um investidor com poucos recursos tem uma menor capacidade de diversificação que outro investidor com mais recursos. Quem tem mil reais não tem condições de direcionar parte de suas aplicações para o segmento de imóveis, por exemplo. O que já é admissível para quem tem em caixa um milhão de reais. Além disso, é necessário ressaltar que existem valores mínimos exigidos para cada modalidade aplicação. Deste modo, se um fundo de ações estabelece um mínimo de dez mil reais, um investidor com menos recursos do que este patamar não tem capacidade para diversificar suas aplicações com a inclusão este fundo.

É imprescindível nas estratégias de diversificação a inclusão de fundos mais ou menos líquidos, com maior ou menor nível de risco e rentabilidade, de vários segmentos do mercado, de forma a diminuir o risco geral da carteira de perdas geradas por uma rentabilidade baixa ou negativa de um único fundo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o mais indicado é diversificar a carteira em vários papéis (também de diferentes setores da economia), novamente com o objetivo de reduzir os riscos.

Caro gestor, já que definimos o que é diversificação, cabe uma pergunta.

A carteira de investimentos que você administra está satisfatoriamente diversificada?