Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

‘Notícia’

Nossa Visão – 12/06/2017

Retrospectiva

Antes da sexta-feira terminar, o fato da semana mais aguardado já tinha um desfecho. Por quatro votos a três o Tribunal Superior Eleitoral – TSE decidiu absolver a chapa Dilma-Temer no processo em que era acusada do crime de abuso do poder político e econômico, por meio de financiamento ilegal da campanha presidencial de 2014. Dessa forma, o presidente Michel Temer continua no cargo. Independentemente do mérito da decisão, a permanência da equipe econômica em seus postos representa, por enquanto, um alívio para o mercado financeiro.

Não podemos esquecer que por um lado, continua o inquérito no qual o presidente é investigado pela Polícia Federal por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. E por outro lado, o presidente se mobiliza pelo apoio político, frente a possibilidade do PSDB abandonar o governo neste momento delicado de desgaste com a delação da JBS.

Buscando se preparar para o que pode vir nos relatos do ex-ministro Antonio Palocci, o governo editou medida provisória que aumenta os poderes do Banco Central ao elevar o teto das multas que podem ser aplicadas a instituições financeiras de R$ 250 mil para R$ 2 bilhões e da os da CVM, cujo teto das multas passou de R$ 500 mil para R$ 500 milhões. Adicionalmente criou acordo de leniência para instituições financeiras e ainda permite que o BC possa firmar negociações como o Termo de Ajuste de Conduta, que já é usado pelo Tribunal de Contas da União.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os mercados precificam a continuidade da evolução econômica do Brasil e que as reformas continuam em andamento no Congresso, à margem das questões políticas.

Na última terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o relatório favorável ao projeto de lei vindo da Câmara dos Deputados, que modifica mais de cem artigos da CLT e que em seguida será analisado na Comissão de Assuntos Sociais e de Constituição e Justiça. Segundo o líder do governo no Senado, dado um acordo com a oposição, a matéria ficará pronta para ser votada em plenário no próximo dia 28.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foram divulgadas na semana passada as vendas no varejo em abril, que apresentaram crescimento de 0,1% em relação a março, quando o esperado era de 0,2%.

Em relação ao PIB da região, a última estimativa apontou um crescimento anual de 1,9%, quando a anterior era de 1,7%. Mesmo assim, o BCE manteve inalteradas as taxas de juros na sua reunião na semana passada, além do programa de estímulos quantitativos de 60 bilhões de euros mensais.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis tiveram queda de 0,5% em abril, quando a expectativa era de queda de 0,2% e as encomendas à indústria como um todo recuaram 0,2%, como esperado.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu 0,06%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,27%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,30% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,81%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe caiu 0,10% na primeira quadrissemana de junho, frente a -0,05% que havia subido no mês anterior. O IPC-S, que subiu 0,52% em maio, desacelerou para 0,39% na primeira leitura de junho. Já o IGP-M, caiu 0,51% na primeira prévia de junho, depois de ter caído 0,89% na primeira prévia de maio.

Por sua vez, o IPCA de maio subiu 0,31%, a menor taxa para o mês desde 2007. Neste ano a inflação acumulou 1,42% e em doze meses 3,60%. A maior alta foi nas contas de luz, com significativa participação nas despesas familiares. Já o INPC subiu 0,36% em maio, frente a alta de 0,08% em abril. No ano acumulou elevação de 1,43% e em doze meses 3,35%.

Na ata do Copom publicada na última terça-feira, ficou evidente que a crise política dificulta a queda mais rápida da taxa Selic e a próxima redução tende a ser mais moderada, embora ainda não se descarte num cenário político mais tranquilo uma redução de 1% novamente.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de queda com o Ibovespa caindo 0,48%. O dólar, por sua vez subiu 1,05%e o IMA-B Total, 0,25%.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2017, frente a expectativa de 3,90% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,37%, frente a 4,40% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,41%, frente a 0,50% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,30%, frente a 2,40% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, também como no último relatório.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 80 bilhões em 2017 e US$ 80 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em abril e da inflação do consumidor em maio.

Nos EUA, serão divulgadas a produção industrial, a inflação do consumidor e as vendas no varejo em maio, além da reunião do FOMC que deliberará sobre as taxas de juros no país.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, o IBC-Br de abril.

No que diz respeito à economia internacional, a reunião do FOMC e a continuidade da política monetária nos EUA é o principal evento.

No Brasil, em outra semana com feriado o foco estará na decisão do PSDB sobre a continuidade no governo Temer.

Seguimos coma nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 12/06/2017

Índices de Referência – Maio / 2017

Nossa Visão – 05/06/2017

Retrospectiva

Mais uma semana se passou sem que seja minimamente possível antever qualquer desfecho para a atual crise política. A prisão do ex-assessor do presidente Temer, Rodrigo Rocha Loures, poderá trazer fatos novos à tona, que permitam alguma definição, além do julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, a se iniciar nesta semana.

Por sua vez, a reforma trabalhista encontra-se agora na Comissão de assuntos Econômicos do Senado, onde o texto deve ser votado na próxima terça-feira. Em seguida deve ser avaliado pelas Comissões de Assuntos Sociais e pela de Constituição e Justiça, para então ir a plenário. Segundo o seu relator, a expectativa é que a matéria seja votada antes do recesso parlamentar que se inicia em 17 de julho.

Já a reforma da previdência, outro tema em que também se concentram as atenções do mercado financeiro, deve ser votada na Câmara dos Deputados também antes do recesso, conforme o seu relator, que pedirá ao deputado Rodrigo Maia, a quem cabe pautar a matéria, que marque o início da votação entre os dias 25 e 26 de junho. Agora é esperar e ver.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgada na semana passada a inflação do consumidor, que depois de registrar 1,9% na base anual, em abril, recuou para 1,4% em maio, por conta de menores aumentos nos gastos com energia e alimentação.

Quanto à indústria da região, o crescimento em maio foi o mais rápido dos últimos seis anos, conforme o PMI do setor. Sinal de que a economia do bloco continua se recuperando de forma estável e ampla.

Nos EUA, a criação de emprego em maio ficou abaixo das expectativas, embora a taxa de desemprego tenha recuado. Foram criadas 138 mil novas vagas de trabalho não-rural, quando a expectativa era de 185 mil. A taxa de desemprego recuou de 4,4% em abril, para 4,3% em maio.

Quanto ao Livro Bege, divulgado na quarta-feira, a revelação foi de que a maioria das regiões dos EUA continua com um crescimento econômico entre lento e moderado, mas o otimismo vem diminuindo um pouco por conta das incertezas sobre as medidas econômicas a serem aplicadas pelo presidente Trump.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 1,75%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, ficou estável. Já o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,96% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,49%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou para 0,05% na última quadrissemana de maio, frente a 0,11% que havia subido na anterior. O IPC-S, que subiu 0,35% na terceira quadrissemana deste mês, acelerou para 0,52% na quarta leitura, por conta do aumento da conta de luz. Já o IGP-M, com a queda de preços no atacado recuou 0,93% em maio, depois de ter recuado 1,10% em abril.

Depois de cair por oito trimestres consecutivos, o PIB do Brasil avançou 1% no primeiro trimestre de 2017, em relação ao último de 2016, de acordo com o IBGE. A alta de 13,4% da produção agropecuária foi a maior desde o quarto trimestre de 1996. A alta da indústria foi de 0,9% e o setor de serviços ficou estável.

Já em abril, o IBGE informou que a produção industrial teve alta de 0,6% frente a março, embora em um ano a variação tenha sido de 4,5% negativa. Por sua vez, a taxa de desemprego no trimestre encerrado nesse mês, foi de 13,6%, enquanto um ano antes era de 11,2%. Cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas.

Na quarta-feira, em meio às dúvidas sobre a evolução do cenário político, o Copom, por unanimidade decidiu reduzir a taxa Selic de 11,25% para 10,25%. No comunicado destacou a preocupação com as incertezas e por isso indicou a possibilidade de um corte menor na próxima reunião.

Outro fato positivo, além do corte dos juros, foi o saldo de US$ 7,67 bilhões da Balança Comercial em maio, que foi recorde para qualquer mês na série iniciada em 1989.

No Brasil, depois de os mercados terem mostrado certa recuperação em relação ao dia da crise, a semana foi de novas quedas por conta das indefinições. O Ibovespa caiu 2,46%, embora ainda acumule uma alta de 3,79% no ano. O dólar caiu 0,65% na semana e agora acumula uma leve baixa de 0,58% no ano. Por sua vez, o IMA-B Total, apresentou queda de 0,97% na semana, mas acumula alta de 4,21% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,90% em 2017, frente a expectativa de 3,95% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,40%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como nas semanas anteriores.  E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como nas pesquisas anteriores.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, frente a 0,49% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,40%, frente a 2,48% do último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,30, no fim de 2017, frente a R$ 3,25 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,37 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhões em 2017 e US$ 78,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em abril e de nova revisão do PIB do primeiro trimestre, bem como a realização de reunião do BCE que deliberará sobre a evolução da taxa de juros.

Nos EUA, serão divulgadas as encomendas de bens duráveis em abril e o PMI composto de maio.

No Brasil, será divulgado, além dos indicadores parciais de inflação, o IPCA de maio e a ata da última reunião do Copom.

No que diz respeito à economia internacional, a reunião do Banco Central Europeu – BCE, em que poderá ser debatida a continuidade do programa de estímulos é o evento mais importante.

No Brasil, o foco estará no inicio do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, na divulgação do IPCA de maio, que poderá ser um pouco mais elevado por conta da bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica de maio, que retornam à bandeira verde em junho e na divulgação da ata do Copom, depois da possibilidade de que nova redução da taxa Selic, na próxima reunião seja feita em um ritmo menor.

A esse respeito, o Copom trouxe em seu comunicado após a última reunião, sua preocupação com as indefinições causadas pelo atual cenário político, mesmo reconhecendo os bons fundamentos da economia, principalmente o processo de desinflação.

Com as expectativas inflacionárias muito bem ancoradas, entendemos que os maiores riscos econômicos que corremos na atualidade dizem respeito à continuidade da melhoria da atividade econômica, que se abortada exigiria uma política monetária ainda menos rigorosa. Assim, cremos ser factível, na pior das hipóteses o cenário trazido pelo Relatório Focus de uma taxa Selic de 8,50% no final de 2017.

Nesse contexto, após a última reunião do Copom, o mercado financeiro ajustou as taxas dos títulos com vértices mais curtos, não mais incorporando estimativas para a taxa Selic no final do ano, ainda mais baixas, como acontecia antes do dia 18 de maio.

Portanto, passamos a entender que os títulos públicos com vencimentos mais curtos, em que são referenciados os sub-índices Anbima, não mais apresentam uma relação de custo x benefício vantajosa em relação ao CDI, taxa livre de risco, ao contrário do que acontece com os títulos com vértices de longo e longuíssimo prazo, que embutem um prêmio relevante.

Dessa forma, permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas em consequência acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 02/06/2017

Índices de Referência – Abril / 2017

Nossa Visão – 29/05/2017

Retrospectiva

Decorrida mais uma semana, continua impossível prever com segurança um desfecho para a atual crise política no Brasil. Ao presidente Temer restou, após o seu envolvimento em um escândalo de corrupção de enorme dimensão, manobrar na tentativa de reagrupar a sua reduzida base política em busca de uma agenda parlamentar.

De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a política econômica vai continuar a mesma, já que há um consenso no país de que medidas como a disciplina fiscal, controle da inflação e solvência futura são indispensáveis para a retomada sadia do crescimento econômico. Ele também acredita que as reformas podem ter a sua tramitação atrasada em algumas semanas, mas os esforços pela aprovação irão prosseguir.

Mesmo antes do senador Ricardo Ferraço ter dado com lido o seu parecer sobre a reforma trabalhista, na sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e ter acenado com a possibilidade de votação em plenário nesta semana, os investidores estrangeiros aproveitaram a alta do dólar para comprar ativos brasileiros. Nos dois dias seguintes ao estouro da crise, o país recebeu do exterior, segundo o Banco Central, um total líquido de US$ 3,46 bilhões, que foram destinados à compra de ações e títulos do governo.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, foi divulgado na semana passada o PMI Composto, que revelou que as empresas da região tiveram em maio forte taxa de crescimento. Foi também divulgada a segunda revisão do PIB da Alemanha no primeiro trimestre deste ano, que confirmou o crescimento de 0,6 em relação ao trimestre anterior e de 1,7% na comparação anual.

Nos EUA, a segunda revisão do PIB do primeiro trimestre mostrou um avanço de 1,2% anualizado, graças aos gastos dos consumidores mais fortes do que se supunha, sendo que a estimativa anterior era de uma evolução de 0,7%. Já o PMI composto subiu para 53,9 pontos em maio, o maior nível em três meses.

Quanto a ata da última reunião do FED, também divulgada durante a semana que passou, ficou claro que os membros do comitê do banco central americano concordaram que deveriam suspender o aumento da taxa de juros até novas evidencias de que a recente desaceleração do PIB foi transitória.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de novas máximas nos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu0,29% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,03%. O índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,43% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,49%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou para 0,11% na terceira quadrissemana de maio, frente a 0,30% que havia subido na anterior. O IPC-S, que subiu 0.30% na segunda quadrissemana deste mês, acelerou para 0,35% na terceira leitura. Já o IPCA-15, embora tenha subido de 0,21% em abril, para 0,24% em maio, foi o menor índice para o mês em 17 anos.

Embora a sazonalidade tenha sido favorável, por conta do grande recolhimento de impostos, o superávit primário do setor público consolidado, de R$ 12,9 bilhões superou as expectativas que iam de um déficit de R$ 3,6 bilhões a um superávit de R$ 8,4 bilhões. No entanto, em doze meses, o déficit acumulado foi de R$ 154,3 bilhões.

Segundo o Banco Central, ainda em abril, o Brasil teve superávit em transações correntes de US$ 1,15 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2007. Em 12 meses o déficit externo foi de US$ 3,5 bilhões, enquanto o Investimento Estrangeiro Direto, que usualmente financia esse déficit, atingiu US$ 84,7 bilhões ou 4,5 vezes o déficit, revelando uma situação de conforto pouco vista nas contas externas do país. A má notícia foi que a agencia de rating Standar&Poor’s colocou em revisão a nota de crédito do país, para um possível rebaixamento.

Na semana que passou, como esperávamos, os mercados mostraram recuperação em relação ao dia seguinte da crise. O Ibovespa subiu 2,31%, embora acumule uma baixa de 2,02% no mês. Mas ainda acumula uma alta de 6,41% em 2017. Já o dólar caiu 0,80% na semana e agora acumula uma leve alta de 0,07% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 1,61% na semana, embora acumule uma queda de 1,24% no mês. Mas acumula alta de 5,23% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,95% em 2017, frente a expectativa de 3,92% na semana anterior. Uma previsão maior que na semana anterior, depois de onze semanas consecutivas de previsões em queda. Para 2018 a estimativa é que suba 4,40%, frente a4,34% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,49%, frente a 0,50% na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,50%, como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,23na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,37, frente a R$ 3,36 na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 79 bilhões em 2017 e US$ 78,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação do consumidor e da taxa de desemprego em maio.

Nos EUA, serão divulgados o Livro Bege, o PMI industrial e a taxa de desemprego em maio.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores parciais de inflação, o IGP-M de maio, a taxa de desemprego e a produção industrial em abril e o PIB do primeiro trimestre deste ano. Na quarta-feira teremos a reunião do Copom onde uma nova redução da taxa Selic é esperada.

No que diz respeito à economia internacional, a divulgação da criação de novas vagas de trabalho não rural e a taxa de desemprego em maio é o evento mais importante.

No Brasil, sem dúvida o foco continuará no andamento da crise, que não pode se alongar sob pena de retornarmos para um quadro recessivo, apesar de o mercado ter demonstrado certa tranquilidade, mesmo com todas as incertezas.

Entretanto, o evento de maior atenção será a reunião do Copom, em que é esperada uma redução de 1% da taxa Selic. Mesmo que isso não ocorra nessa proporção, na medida em que os fundamentos macroeconômicos continuarem favoráveis como estão, a tendência é de queda continuada dos juros.

Portanto, permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5,IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante lembrarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas na semana retrasada acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 26/05/2017

Índices de Referência – Abril / 2017

Nossa Visão – 22/05/2017

Retrospectiva

Dezoito de maio de 2017 foi o dia em que o mercado financeiro brasileiro viveu os seus piores momentos desde a crise financeira de 2008. Quando terminou, a bolsa tinha caído 8,8%, a maior baixa em quase nove anos. O dólar, apesar de o Banco Central ter vendido US$ 4,4 bilhões para deter o avanço das cotações, tinha subido 8,07%, a terceira maior alta em um dia desde o início do Plano Real. E no mercado de renda fixa, as aplicações em títulos atrelados à inflação, por exemplo, tinham amargado as maiores desvalorizações dos últimos anos. O caos tomou contados mercados.

Nesse mesmo dia dezoito, publicamos um Nossa Visão Especial narrando o início desta crise e recomendando aos clientes agir com cautela na movimentação de seus recursos financeiros. De lá para cá, a evolução dos fatos tem sido amplamente divulgada pela imprensa e apesar do final de semana ter permitido uma trégua para o mercado financeiro respirar, o seu comportamento futuro é incerto, na medida em que o desfecho da crise ainda é imprevisível.

Nessas situações, a experiência adquirida em outros momentos de crise, acaba por facilitar o trabalho do nosso Comitê de Investimento, no sentido de levar aos clientes as nossas ponderações. Assim, mais adiante, quando falarmos das perspectivas, voltaremos ao assunto.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a agência Eurostat confirmou que o PIB da região cresceu 0,5% no primeiro trimestre, em relação ao anterior e 1,7% na base anual. Já em abril, a inflação do consumidor foi efetivamente de 1,9% anualizada e em maio a confiança do consumidor permanece estável, em relação ao mês anterior.

Nos EUA, em abril, a produção industrial surpreendeu favoravelmente, ao subir 1% frente a março, quando a expectativa era de um aumento de 0,4%. Já os indicadores antecedentes, que revelam a força da economia como um todo, permaneceram sólidos ao subir 0,3% em abril, frente ao mês anterior, dentro das expectativas.

Nos mercados de ações internacionais a semana foi de quedas. O Dax, índice da bolsa alemã, caiu 1,41%, enquanto o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,01%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,05% e o Nikkey 225, da bolsa japonesacaiu1,66%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe desacelerou para 0,30% na segunda quadrissemana de maio, frente a 0,58% que havia subido na primeira. O IPC-S, que subiu 0.26% na primeira semana deste mês, acelerou para 0,30% na segunda leitura. Já o IGP-M, que caiu 0,99% na segunda prévia de abril, registrou 0,89% de queda na segunda prévia de maio.

Por seu turno, a atividade econômica apresentou resultado positivo no primeiro trimestre deste ano, depois de um longo período recessivo, com a alta de 1,12% em relação ao último trimestre de 2015, do IBC-Br, espécie de sinalizador do PIB calculado pelo Banco Central.  Outra boa notícia foi a geração de 59.856 empregos no país em abril, de acordo com o Caged.

Na semana anterior, com o vendaval que se abateu sobre o mercado financeiro na quinta-feira e com alguma recuperação na sexta, o Ibovespa caiu 9,72%, mas ainda acumula uma alta de 2,27% em 2017. Já o dólar subiu 8,04% na semana e agora acumula uma alta de 3,73% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou queda de 6,43% na semana, mas ainda acumula alta de 1,36% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou, apesar da crise, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,92% em 2017, frente a expectativa de 3,93% na semana anterior. Para 2018 a estimativa é que suba 4,34%, frente a 4,36% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório continuou informando que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. E para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, como na pesquisa anterior e para 2018 um avanço de 2,50%, também como no último relatório.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, frente a R$ 3,25na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,36, como na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 79,50 bilhões em 2017 e US$ 78,75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana está prevista a divulgação, na zona do euro, do PMI composto de maio e a evolução do PIB da Alemanha no primeiro trimestre de 2017.

Nos EUA, será divulgada a ata da última reunião do FED, as vendas de novas moradias e moradias usadas em abril, a segunda revisão do PIB do primeiro trimestre e a confiança do consumidor em maio.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores parciais de inflação, os resultados das contas externas e da política fiscal em abril.

No que diz respeito à economia internacional, a ata da última reunião do FED é que merece o maior acompanhamento. Mas há de se ressaltar que também se esboça uma crise política nos EUA, por conta de Donald Trump ainda não ter entendido o que é ser presidente, que pode influenciar os mercados, e assim também deve ser monitorada.

No entanto, nada se compara a atenção que o cenário local vai demandar. Antes de sabermos como serão afetados os andamentos das reformas e mesmo se o atual presidente tem condições de governar, a manutenção da atual equipe econômica é indispensável para que os mercados financeiros possam se tranquilizar.

No auge do turbilhão, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles declarou sua disposição de permanecer no cargo e negociações políticas foram iniciadas com o intuito de blindar a equipe econômica.

Para o Banco Central, o quadro de incerteza é muito recente e ainda não é possível avaliar os possíveis impactos na inflação, na atividade econômica e na evolução das taxas de juros. Entretanto, conforme declaração do seu presidente, Ilan Goldfajn, na sexta-feira, o Brasil tem “amortecedores robustos” e por isso é menos vulnerável a choques internos ou externos.

Disse ainda que a política monetária a ser seguida não tem relação direta e mecânica com o momento. Ela é uma decisão que sempre será tomada nas reuniões ordinárias do Copom baseada em seus objetivos tradicionais.

O Relatório Focus publicado hoje, que ilustra a média das opiniões dos economistas que militam no mercado financeiro, nos trouxe, apesar da crise, a expectativa de que o IPCA esteja ainda menor no final deste ano, do que no relatório anterior e que a taxa Selic e a evolução do PIB serão as mesmas da última pesquisa.

Também para o FMI, o Brasil tem colchões de proteção importantes para enfrentar momentos voláteis, além de um sistema financeiro sólido e empresas saudáveis. Já o banco Morgan Stanley, por exemplo, afirmou continuar construtivo em relação ao país devido à melhoria continuada das suas contas externas e á capacidade do Banco central de minimizar movimentos desordenados.

Ao sugerir um modelo de alocação de recursos financeiros, aos nossos clientes, a Consultoria sempre se apoiou em aspectos fundamentais. Embora a crise atual seja grave e ainda imprevisível, os indicadores macroeconômicos mais relevantes, que permitiram a nossa visão otimista, continuam presentes. Na terça-feira, por exemplo, será divulgado o IPCA-15 de maio, em que a inflação em doze meses deverá atingir patamar abaixo de 4%, pela primeira vez desde agosto de 2007.

Assim, acreditamos que a reação dos mercados financeiros neste momento de crise, possa ter sido precipitada e exagerada, mesmo que os preços dos ativos não retornem por enquanto ao patamar anterior. Há oportunidades de investimentos que se apresentaram ainda com mais força tanto no segmento de renda fixa, quanto variável. O cenário econômico efetivamente não mudou, ainda que as reformas devam atrasar.

Portanto, permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5,IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

É importante reiterarmos que a crise é de ordem política e não econômica. As quedas ocorridas na semana passada acabaram por criar oportunidades de investimento que não merecem ser desprezadas.

Para os clientes que seguem integralmente a nossa carteira sugerida, recomendamos permanecer nas posições atuais. Para os clientes que seguem as alocações sugeridas apenas em renda fixa, lembramos a oportunidade criada na renda variável, principalmente em ações. E para os clientes que não estão seguindo em qualquer aspecto a nossa sugestão de carteira, acreditamos que este é um bom momento para fazê-lo.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 19/05/2017

Índices de Referência – Abril / 2017

Nossa Visão ESPECIAL – 18/05/2017

Caiu como uma “bomba” a notícia veiculada ontem à noite na mídia, dando conta que o Presidente Michel Temer teria dado aval ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, para comprar o silêncio de Eduardo Cunha. Na conversa entre ambos, que teria sido gravada por Joesley, Temer teria se manifestado favoravelmente a manutenção de uma mesada a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, presos na operação Lava-Jato, para que ambos, tidos como conhecedores de segredos de dezenas de casos escabrosos, ficassem calados.

Em nota, o Presidente Michel Temer disse que “jamais” solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado “qualquer movimento” para evitar delação do correligionário.

Não bastasse, Joesley teria afirmado que gravou conversa com o senador Aécio Neves que teria pedido R$ 2 milhões para custear despesas com advogados nos processos da Lava-Jato. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal, que teria rastreado o caminho dos reais e descoberto que eles foram depositados numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). Todos negam.

As notícias repercutiram imediatamente nos mercados financeiros. Embora aqui os mercados já estivessem fechados, lá fora os papéis de empresas brasileiras, negociados no exterior apresentavam quedas expressivas.

Hoje na abertura dos mercados locais, a tensão foi a marca registrada, de forma jamais vista em outras crises. O Ibovespa despencava mais de 10%, acionando o dispositivo “circuit-breaker”, que interrompe automaticamente os negócios, neste nível de queda. No mercado de juros futuros, as taxas subiam entre 100 e 180 pontos-base, dependendo do prazo de vencimento do contrato. Já os contratos de dólar futuro com vencimento em junho subiam forte, atingindo cotação superior a R$ 3,40.

O reflexo imediato desse evento inédito é do aumento da aversão ao risco para níveis altíssimos, e o que se espera é um período de intensa volatilidade, mas com viés de baixa.

A tomada de qualquer decisão de investimento neste momento crítico deve ser pautada pela razão, sob o risco de materializar perdas irreversíveis ao patrimônio do RPPS. Em outras palavras, vender ativos em um momento de pânico generalizado tende a ser desastroso.

Todas as nossas recomendações sempre foram realizadas com base nos fundamentos macroeconômicos, sendo que a sugestão de alocação vigente se apoiou integralmente na continuada melhora que esses fundamentos vêm apresentando.

A crise que agora vivemos é essencialmente política e a forma que os seus desdobramentos possam afetar a economia e o andamento das reformas estruturais ainda é incerta e duvidosa.

Aos nossos clientes, recomendamos agir com cautela na movimentação dos recursos financeiros. Se por um lado a incerteza da crise implica em aguardarmos um melhor momento para se efetivar movimentações nas posições mais arriscadas, por outro, lembramos que toda crise abre ao mesmo tempo a oportunidade de compra de ativos a preços bem convidativos. Ou seja, toda crise também representa uma oportunidade.

O nosso Comitê de Investimentos está de prontidão, acompanhando os fatos, e disseminará através dos contatos usuais qualquer mudança de posicionamento.

Nossa Visão – 15/05/2017

Retrospectiva

Dos onze destaques apresentados ao texto da reforma da Previdência, apreciados pela comissão especial da Câmara, na última terça-feira, apenas o que mantém a Justiça estadual como fórum para acidentes de trabalho foi mantido. O texto seguiu então para o plenário da casa, cuja votação deve acontecer após a apreciação da reforma trabalhista passar no Senado.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a produção industrial recuou em março pelo segundo mês consecutivo, contrariando as expectativas do mercado. A queda foi de 0,1% em relação a fevereiro, embora o avanço na comparação anual tenha sido de 1,9%.

Nos EUA, em abril, as vendas no varejo subiram 0,4% frente a março, quando a expectativa era de um avanço de 0,6%. Na comparação anual, o avanço foi de 4,5%.

Já o índice de preços ao consumidor, que havia recuado 0,3% em março, subiu 0,2% em abril. Em doze meses a inflação do consumidor foi de 2,2%.

Nos mercados de ações europeus, a semana foi novamente de altas e os principais índices atingiram a máxima de 21 meses, com os bons resultados corporativos. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,42% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,89%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 0,35% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa subiu 2,25%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-S, que subiu 0.12% na última semana de abril, acelerou para 0,26% na primeira leitura de maio. Já o IGP-M caiu 0,89% na primeira prévia de maio e registrou a maior queda no período desde 1989. A baixa foi influenciada principalmente pela queda dos itens industriais no atacado e pela desaceleração da inflação no varejo.

Por seu turno, a inflação medida pelo IPCA registrou, em abril, a menor taxa para o mês desde 1994 ao subir 0,14%. No ano a alta acumulada foi de 1,10% e em doze meses de 4,08%. Quanto ao INPC a alta no mês de abril foi de 0,08% e acumulou no ano uma variação de 1,06% e de 3,99% em doze meses.

Foi também divulgado pelo IBGE, o resultado das vendas no varejo em março, cuja queda de 1,9% em relação a fevereiro foi a maior em 14 anos, acentuada pelo mau resultado nas vendas dos supermercados.

Na semana anterior, o Ibovespa subiu 3,82% e passou a acumular uma alta de 13,27% em 2017. Já o dólar caiu 1,49% na semana e acumula uma queda de 3,99% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 1,43% na semana e acumula alta de 8,33% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,93% em 2017, frente a expectativa de 4,01% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,36%, frente a 4,39% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,50%, frente a 0,47% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,25, no fim de 2017, frente a R$ 3,23 na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,36, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78,50 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da inflação e da confiança do consumidor em maio, bem como uma nova prévia da variação do PIB no primeiro trimestre.

Nos EUA, serão divulgadas a produção industrial e os indicadores antecedentes de abril.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IBC-Br de março e a taxa de desemprego em abril.

Do lado da economia internacional, não há grandes eventos previstos para a semana. No Brasil, a divulgação do IBC-Br traz uma prévia da variação do PIB no mês.

Permanece a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 15/05/2017

Índices de Referência – Abril / 2017

Nossa Visão – 08/05/2017

Retrospectiva

E a comissão especial da Câmara aprovou, na quarta-feira, por 23 votos a 14, o texto da reforma da Previdência que será agora submetido à apreciação no plenário. Embora a votação dos destaques tenha sido adiada para esta semana, o presidente da comissão, o deputado Carlos Marun, declarou que a ideia é votar os cerca de 11 destaques em uma única sessão.

O texto da PEC 287/2016, que muda regras da Previdência, inclusive quanto a idade para a aposentadoria, 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, por exemplo, antes de seguir para o Senado precisa ser aprovado em dois turnos pela Câmara, com pelo menos 308 votos a favor (3/5 dos deputados).

Por enquanto o governo ainda não tem esses votos, mas já definiu que a estratégia será a de intensificar a articulação política e melhorar a comunicação sobre os pontos da reforma.  Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não há mais espaços para mexer em pontos da proposta que resulte em perda financeira para os cofres públicos. As negociações serão só políticas.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, as vendas no varejo subiram 0,3% em março, após aumento de 0,5% um mês antes. Nesse mesmo mês, a taxa de desemprego na região foi de 9,5%, estável em relação a fevereiro, quando o número de desempregados era de um pouco mais de 15,5 milhões.

Para a economia como um todo, segundo a agência Eurostat, o crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano foi de 0,5% sobre o trimestre anterior e de 1,7% na base anual. Já no início do segundo trimestre, o PMI industrial atingiu a melhor pontuação em 6 anos, o que sugere que a recuperação econômica do bloco é generalizada e sustentável.

Nos EUA, em março, os gastos dos consumidores ficaram inalterados pelo segundo mês consecutivo e a taxa de inflação mensal medida através do PCE caiu pela primeira vez em um ano, confirmando a fraca demanda doméstica no primeiro trimestre deste ano.

Em abril, 211 mil novos postos de trabalho não rural foram criados, quando se esperava que seriam 190 mil. A taxa de desemprego recuou de 4,5% em março, para a 4,4%, o menor nível em 10 anos. O movimento reflete sinais de um mercado de trabalho apertado que pode pavimentar o caminho para uma alta dos juros em junho.

Em sua reunião ordinária na semana anterior o FED decidiu manter inalterada a taxa básica de juros entre 0,75% e 1% aa, o que reforçou a visão do mercado que apenas dois novos aumentos ainda ocorrerão neste ano.

Nos mercados de ações internacionais, a semana foi novamente de altas. O Dax, índice da bolsa alemã, subiu2,24% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,30%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 0,63% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,30% também.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,56% na terceira medição de abril, para 0,61% na quarta, ainda influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na terceira prévia de abril subiu 0,31%, desacelerou a alta para 0,12% na última, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação, para o índice do mês.

Conforme o IBGE, a produção industrial brasileira voltou a crescer e avançou 1,1% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a fevereiro a alta foi de 1,8%.

Na primeira semana de maio, o Ibovespa subiu 0,47% e passou a acumular uma alta de 9,10% em 2017. Já o dólar caiu 0,69% na semana e acumula uma queda de 2,54% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,31% na semana e acumula alta de 6,80% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado ontem, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,01% em 2017, frente a expectativa de 4,03% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,39%, frente a 4,30% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,47%, frente a 0,46% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,40, frente a R$ 3,38na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 76 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da produção industrial em março e da confiança do consumidor em maio.

Nos EUA, serão divulgadas a inflação do consumidor e as vendas no varejo em abril, bem como a previa da confiança do consumidor em maio.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, o IPCA e o INPC de abril.

Do lado da economia internacional, definida a eleição presidencial na França a favor de Macron, não há grandes eventos previstos para a semana. No Brasil,a divulgação do IPCA de abril poderá reforçar a visão de que o próximo corte da taxa Selic pode ser de 1,25 pp, embora o BC tenha reforçado a ideia de que o corte de 1% parece ser o mais adequado. E o mercado financeiro também estará focado no esforço do governo em acelerar a tramitação da reforma trabalhista no Senado.

Permanece, apesar da queda normal no mês de abril, a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 08/05/2017

Índices de Referência – Março / 2017

Nossa Visão – 02/05/2017

Retrospectiva

E a semana anterior, assim como esta, foi mais curta por conta de feriado, porém não menos intensa. Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou uma ampla reforma trabalhista, que altera mais de cem pontos da CLT, por 296 votos a 177. O texto aprovado, bem mais amplo do que a proposta originalmente encaminhada pelo governo, em dezembro, segue agora para a apreciação do Senado.

Por outro lado, por conta da falta de quórum, a apreciação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara foi adiada para o próximo dia três de maio. Conforme o presidente da casa, Rodrigo Maia, a votação da reforma no plenário deverá começar no dia oito.

Como forma de protesto das duas reformas foi convocada e realizada greve geral para o último dia vinte e oito, cuja mobilização ficou abaixo das expectativas. Especialistas consultados pela agência Reuters reconheceram que as manifestações trouxeram incomodo para a gestão Temer, mas não devem afetar o andamento das reformas e nem a retomada da atividade econômica.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor em abril subiu 1,9% na base anual e quase atingiu a meta de 2% do Banco Central Europeu. Mesmo assim, a autoridade monetária, decidiu, na quinta-feira, deixar a taxa básica de juros em 0% e a taxa de depósito em -0,40%.

Nos EUA, em março, a venda de casas novas superou as expectativas e atingiu 621 mil unidades, quando o esperado era 588 mil. Já a confiança dos consumidores em abril, caiu em relação a março mais do que o previsto.

Foi também divulgada a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano, que apontou uma evolução na base anual, de apenas 0,7%, a taxa mais fraca em três anos, afetada pelos gastos dos consumidores. Os analistas previam uma expansão de 1,1%.

Nos mercados de ações internacionais, a semana foi de altas. ODax, índice da bolsa alemã, subiu3,41% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 1,20%. Por sua vez, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,20%eo Nikkey 225, da bolsa japonesa4,16%.

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,43% na segunda medição de abril, para 0,56% na terceira, ainda influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na terceira prévia de abril subiu 0,31%, desacelerou a alta para 0,12% na última, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação, para o índice do mês. Quanto ao IGP-M, que registrou queda de 1,10% no mês de abril, alcançou a menor taxa desde junho de 1989.

Conforme o IBGE, a taxa de desemprego no país atingiu 13,7% no fim de março, em comparação com os 10,9% registrado um ano antes e representou o recorde de 14,2 milhões de pessoas sem emprego.

O Banco Central, na semana divulgou o resultado do setor público consolidado, em que um déficit primário de R$ 11 bilhões foi verificado, o maior rombo para o mês em 21 anos e também o resultado das transações correntes, que em março apresentou superávit de US$ 1,4 bilhões, o melhor para um mês de março desde 2005.

Na últimasemana de abril, o Ibovespa subiu2,58% e passou aacumular umaalta de 8,59% em 2017. Já odólarsubiu1,69% na semana, mas aindaacumula uma queda de 1,86% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentouqueda de 0,26% na semana e de 0,32% no mês, por conta da inquietação do mercado com o andamento das reformas, mas acumula alta de 6,55% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na terça-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,03% em 2017, frente a expectativa de 4,04% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,30%, frente a 4,32% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou quepara o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em8,50%, comona semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também comona pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,46%, frente a 0,43% da última pesquisae para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anteriore para o final do próximo ano em R$ 3,38, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 78 bilhõesem 2017 e US$ 80 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, das vendas no varejo em março, do PMI industrial e do desemprego em abril e da evolução do PIB no primeiro trimestre de 2017.

Nos EUA, serão divulgadosos gastos pessoais em março, o PMI industrial e a taxa de desemprego em abril, bem como haverá reunião do FED para a decisão da política monetária.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, a produção industrial em março.

Do lado da economia internacional,a reunião do FED é o fato mais importante. No Brasil,o andamento das reformas trabalhista e da Previdência é que continuarão ocupando as maiores atenções do mercado financeiro.

É importante mencionarmos que permanece, apesar da queda normal no mês de abril, a nossa recomendaçãode uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários -  02/05/2017

Índices de Referência – Março / 2017

Diretor da Crédito & Mercado participa de Debate com Ministro do TCU

Hoje nosso Diretor Executivo Felipe Affonso, participou do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, realizado pela Frente Nacional dos Prefeitos – FNP, sendo debatedor na mesa sobre “Os impactos da Reforma da Previdência nos Regimes Próprios”. Na mesa estavam presentes o Ministro do TCU Sr. Augusto Nardes, o secretário de controle externo da Previdência, do Trabalho e da Assistência Social do TCU, Sr. Fábio Granja, Celso Sterenberg, presidente da ACINPREV e representantes do Banco do Brasil.

“É um momento único poder representar a Crédito & Mercado em um debate altamente qualificado, onde o censo comum é que boa gestão e governança são essenciais para sustentabilidade nos Regimes Próprios. Pude, dando voz a questões vividas por nossos mais de 400 clientes, levar a reflexão da importância da gestão dos investimentos. A reforma trata questões de impacto direto no passivo, mas caso não seja feita uma boa gestão dos ativos previdenciários, problemas irão voltar a aparecer. Precisamos sair da fase dos discursos e ir para prática” ressalta Felipe Affonso.

Nossa Visão – 25/04/2017

Retrospectiva

Na Câmara dos Deputados, a base aliada ao governo fez acordo com a oposição e adiou, para a primeira semana de maio, a votação da reforma da Previdência na comissão especial dessa casa. A decisão representou mais um recuo do governo na tentativa de aprovar a reforma e indica que esse processo não deverá ser rápido. Até o final da última semana, a proposta original do governo já sofreu alterações em cerca de 20% de seu conteúdo.

Em relação à economia internacional, na zona do Euro, a inflação do consumidor em março foi confirmada em 1,5% na base anual, depois de ter registrado 2% em fevereiro, a máxima de quatro anos.

Já a economia da região iniciou o segundo trimestre com um crescimento forte e sustentável, conforme revelou o PMI, que subiu para 56,7 pontos em abril, depois de ter registrado 56,4 em março.

Importante também mencionar o resultado das eleições presidenciais na França, em que Emmanuel Macron, candidato de centro, com maior chance e Marie Le Pen, candidata de direita irão disputar o segundo turno, conforme previam as pesquisas eleitorais.

Nos EUA, em março, a produção industrial subiu 0,1% em relação a fevereiro, acima do que previam os analistas. Por sua vez, o PMI composto recuou de 53,2 para 52,7 pontos na prévia de abril, indicando perda de força da atividade.

No relatório conhecido como Livro Bege, os doze distritos do FED relataram que suas economias cresceram desde março em um ritmo moderado e que foi verificado um pequeno aumento de preços. No entanto, as empresas se queixaram da falta de mão-de-obra, inclusive da não especializada.

Nos mercados de ações internacionais, as ações européias atingiram a mínima de três semanas, após a premiê britânica pedir eleição antecipada. ODax, índice da bolsa alemã, caiu na semana0,67% eo FTSE-100, da bolsa inglesa, 2,85%. Por outro lado, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,15% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,02%

Em relação à economia brasileira, dos indicadores parciais de inflação, o IPC-Fipe acelerou de 0,31% na primeira medição de abril, para 0,43% na segunda, influenciado pelo grupo alimentação. O IPC-S, por sua vez, que na segunda prévia de abril subiu 0,44%, desacelerou a alta para 0,31% na terceira, sendo que a maior contribuição veio do grupo Habitação. Quanto ao IGP-M, registrou queda de 0,99% na segunda prévia de abril, a menor taxa desde meados de 1989.

Já o IPCA-15, prévia da inflação oficial, encerrou o mês de abril com uma variação de 0,21%, e em doze meses acumulou alta de 4,41%, abaixo do centro da meta perseguida pelo Bacen. Foi a menor taxa para o mês desde 2006.

Na semana, foi também divulgado pelo Banco Central o IBC-Br de fevereiro, que registrou uma alta de 1,31% na comparação com janeiro, mas uma queda de 0,73% em um ano.

Na terceira semana de abril, o Ibovespa subiu 1,49% e passou a acumular uma alta de 5,87% em 2017. Já o dólar subiu 0,59% na semana, mas ainda acumula uma queda de 3,49% no ano. Por sua vez, o IMB-B Total, apresentou alta de 0,22% na semana e acumula alta de 7,26% no ano.

Comentário Focus

No Relatório Focus publicado na segunda-feira, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,04% em 2017, frente a expectativa de 4,06% na semana anterior. Para 2018 a expectativa é que suba 4,32%, frente a 4,39% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que para o fim de 2017, a média das expectativas situou-se em 8,50%, como na semana anterior. Para o final de 2018 a estimativa é de que esteja em 8,50%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estima a evolução do PIB em 0,43%, frente a 0,40% da última pesquisa e para 2018 um avanço de 2,50%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, o relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23, no fim de 2017, como na pesquisa anterior e para o final do próximo ano em R$ 3,38, frente a R$ 3,40na última apuração.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 75 bilhões em 2017 e US$ 75 bilhões em 2018.

Perspectiva

Na agenda internacional desta semana, está prevista a divulgação, na zona do euro, da confiança do consumidor e da indústria, além da inflação do consumidor em abril e a realização da reunião do Banco Central Europeu, que discutirá a evolução da política monetária.

Nos EUA, serão divulgadas as vendas de casas novas e os pedidos de bens duráveis, em março, a confiança do consumidor em abril e a primeira prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano.

No Brasil, serão divulgados, além dos indicadores semanais de inflação, as contas externas e a taxa de desemprego em março.

Do lado da economia internacional, a divulgação do PIB americano no primeiro trimestre é o fato mais importante. No Brasil,o andamento das reformas trabalhista e da Previdência é que ocuparão as maiores atenções do mercado financeiro, em um momento em que a inflação extremamente bem-comportada, tem permitido pronunciamentos do Banco Central no sentido da continuidade do corte da taxa Selic, até em maior percentual.

É importante mencionarmos aos clientes que realizamos a última reunião de nosso Comitê de Investimentos, na última quarta-feira, em que foram avaliados os cenários econômicos externo e interno, além do cenário político atual no nosso país. De forma unânime, à luz dos últimos acontecimentos e considerando-se as perspectivas dos cenários mencionados, decidimos manter a sugestão de alocação vigente, dos recursos financeiros dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos.Permanece então, a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, em face de constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras.

Permanece também a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais.

Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Indicadores Diários – 24/04/2017

Índices de Referência – Março / 2017