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‘Risco nos Investimentos’

Antes de investir…

Para que sua estratégia de investimento seja bem sucedida, ela deve pensada bem antes de se decidir investir.  Só será iniciada no instante em que o potencial investidor se familiarizar com algumas considerações fundamentais do planejamento financeiro. O candidato a investidor só estará preparado para investir, quando estiver habituado com esses conceitos e assumir o domínio de sua condição financeira.

Pensar em investimentos, uma vez que ainda tem dívidas em curso, não faz sentido. Pois, o rendimento obtido em uma aplicação financeira seguramente será menor que o custo de sua divida. Deste modo, para quem ainda está no vermelho, deve-se dar preferência por quitar o mais rápido possível a sua dívida e não em investir.

Sendo assim, que este objetivo for alcançado é momento de reavaliar seus hábitos financeiros e preparar um planejamento financeiro de maneira a conseguir poupar regularmente. Se o candidato a investidor conseguir ir além desta etapa, aí sim estará preparado para investir.

Gerentes “empurram” investimentos aos clientes em busca de metas

SÃO PAULO – Quem nunca passou pela situação certamente já ouviu falar de alguém que recebeu a ligação do banco em que tem conta oferecendo produtos de investimento. Poupança, CDB, fundos de investimento, previdência privada, ações. Não importa qual a modalidade, sempre há alguém tentando vendê-la. O problema é que nem sempre o produto é indicado para o perfil do cliente, o que coloca em dúvida se é possível confiar neste tipo de serviço.

O advogado Paulo Henrique Tavares trabalhou durante seis anos em um banco na posição de gerente. Largou o emprego em busca de qualidade de vida: “Se for contabilizar, hoje, trabalho duas vezes mais, mas trabalho mais feliz. A condição a qual o banco submete seus trabalhadores é humilhante, é difícil trabalhar no ambiente financeiro”, afirmou.

A crítica que ele faz é referente às metas que são impostas aos profissionais, arrojadas demais, mesmo quando o cenário não está favorável. “Por isso, a pressão maior nesta área, o desgaste emocional, as doenças psicossomáticas. Antes da criação dos setores de Wealth Management, os bancos com certeza direcionavam seus investimentos, lembrando inclusive que em muitos deles os papéis são do próprio banco”, contou.

Problemas éticos
Diante das metas arrojadas, surgem os problemas éticos dos gerentes bancários: cumprir as metas e se manter empregado ou oferecer os produtos de acordo com o perfil do cliente. “O gerente fica em uma situação muito complicada, acaba se transformando em um ‘vendedor de luxo’ da área financeira, mas tem de manter seu emprego, tem contas a pagar”.

O gerente Renê Almeida Sampaio, que ainda atua no setor, concorda: “O problema é que a gente que trabalha em banco tem uma linha tênue de ética”. Ele explica que o banco tem de captar dinheiro com determinados produtos para emprestar para terceiros, por isso, a agressividade na hora de oferecer algumas modalidades, para poder garantir a outra ponta do negócio.

No ano passado, ele conta que a instituição em que trabalha estava atuando fortemente no segmento de previdência privada, modalidade que considera muito positiva aos clientes, desde que mantenham o dinheiro por um bom tempo, para ter benefício fiscal. “Mas tem de estar claro que o benefício chega no longo prazo. Às vezes, o gerente não deixa claro isso para o cliente”, afirmou Sampaio.

Oferecimento de produtos
A oferta de investimentos aos clientes muda de acordo com as classes de clientes. De acordo com Tavares, existem aqueles que são “acostumados” a aplicar, para os quais há uma área de wealth management disponível, com um portfólio muito bom de fundos e taxas diferenciadas de CDB (Certificados de Depósitos Bancários), por exemplo.

Sampaio explica que nunca trabalhou nesta área private de uma instituição financeira, mas que, “pela importância do cliente e o volume movimentado, ele tem uma assessoria mais assertiva. O erro é menor, mas pode acontecer”.

Já os aplicadores “esporádicos” – aqueles que ganharam uma grande quantia de uma vez e resolveram aplicar, como com a venda de um imóvel ou o recebimento de uma herança – lidam diretamente com o gerente de banco, que, antes da exigência de uma certificação, às vezes davam orientações sem conhecimento de causa.

“E temos os clientes menos “instruídos”, que ficam com os gerentes, que trabalham com a visão de bater a meta”, afirmou o advogado.

Sampaio disse que sente que isso acontece não por culpa do banco. “A diretoria não quer que o funcionário faça isso, quer que ele venda para o cliente certo, mas no dia a dia, pela pressão, acaba acontecendo. Trabalhei para duas instituições diferentes e sei que o que atrapalha é o imediatismo. O banco tem de divulgar resultados trimestrais, ele tem de ter uma estratégia rápida”, contou.

Regulamentação
O Banco Central fiscaliza as instituições financeiras, que devem fiscalizar seus funcionários. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais) exige que os profissionais que lidam com investimentos sejam certificados, para poder dar orientação sobre o tema.

De acordo com Tavares, depois da exigência da certificação, o direcionamento dos gerentes mudou muito, mas com certeza ainda acontece de eles “empurrarem” produtos aos clientes. “Até uma regulamentação da atividade não seria eficaz, e sim os bancos pararem com essas metas tão agressivas e arrojadas, mas essa cultura não muda porque é o lucro do banco que teria de mudar. Mudar isso seria falar que teria de arrancar alguns milhões do bolso do banco”, disse o advogado.

A Anbima disse acreditar que “profissionais bem preparados estão mais aptos a atender as necessidades dos clientes”. Por isso, elaborou o Programa de Certificação Continuada, que tem por finalidade promover o aumento da capacitação dos profissionais do mercado de capitais que têm contato, presencial ou a distância, com os investidores na comercialização de produtos.

“Acredita-se que o esforço adicional de modernização do mercado de capitais, através da maior disponibilidade de informações de melhor qualidade sobre os produtos de investimento – em especial sobre os principais fatores de risco – e a decorrente melhoria do atendimento ao investidor resultam em estímulos complementares à concorrência leal, à padronização de procedimentos e à adoção das melhores práticas operacionais, que aproximarão o mercado de capitais nacional dos mercados das economias mais avançadas”, diz a associação em nota.

Segundo a Anbima, os programas de certificação de profissionais das séries 10 e 20 (CPA-10 e CPA-20), desenvolvidos em 2002, já provaram serem importantes para elevar o nível de conhecimento dos profissionais. Desde o início do processo, 230 mil pessoas foram certificadas.

Como se prevenir?
Sampaio diz que o cliente pode confiar na instituição em que tem conta, se for um banco de primeira linha, já que o problema é do profissional. “Ele tem de confiar no gerente dele. Vim de outro banco e trouxe uma carteira de clientes comigo. Muitos vieram porque confiam em mim, mesmo dizendo que as taxas eram maiores”, contou.

Questionado se agora do outro lado, como cliente bancário, Tavares contrataria uma modalidade de investimento baseado na dica do gerente, ele disse que essa com certeza não seria sua única fonte de informação para tomada de decisão. “O gerente não pode ser sempre o único a determinar isso, você tem hoje todos os canais possíveis e imaginários para fazer consulta”.

Ele completou: “O investidor deve tomar todas as cautelas necessárias no momento de investir seu dinheiro e seu patrimônio, deve ter duas – se possível três – opiniões de diferentes especialistas. Claro que o gerente é uma boa referência, mas não deve ser a única”.

Fonte: Infomoney

http://www.infomoney.com.br/investimentos/noticia/2113322-gerentes+empurram+investimentos+aos+clientes+busca+metas

Fundo de investimento – Como escolher

Analisar adequadamente o fundo de investimento  é essencial para que o retorno das suas aplicações financeiras fique, no mínimo, perto do esperado. Por isso, antes de optar por este ou aquele fundo, é aconselhável que o investidor observe alguns pontos relevantes e compare com outros produtos a disposição no mercado.

Antes de se decidir por qualquer modalidade de investimento, seja ela fundo ou não, o investidor deve avaliar três pontos importantes: o valor que irá investir, o horizonte de tempo (prazo) para o investimento e o objetivo de investimento.

Esta avaliação é fundamental antes de se optar por qualquer modalidade de aplicação financeira, especialmente em se tratando de fundos de investimento.

Após enfatizar estes três pontos, é aconselhável que o investidor examine detalhadamente um os fundos e leia atentamente o regulamento e se for o caso o prospecto verificar se os produtos  disponíveis se adéquam aos seus objetivos.

É importante destacar que não é aconselhável pedir orientação para o gerente sem ter qualquer informação sobre os fundos. Pode acontecer de ele indicar um fundo em que tenha alguma meta e ofereça por este motivo.

Fundos aderentes aos seus objetivos de investimentos
Primeiramente, o investidor deve procurar o tipo de fundo que adequado aos seus objetivos e perfil de aversão a riscos.

Após escolher qual o tipo ideal de fundo, o investidor deve ficar atendo a alguns pontos importantes antes optar por determinado fundo, entre eles o histórico de rentabilidade.

Mesmo sabendo que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, é importante lembrar que é importante conferir o histórico de retorno do fundo.

Uma vez verificado o histórico de rentabilidade, é importante considerar relação risco/retorno, em outras palavras, qual o retorno em relação ao seu benchmark – parâmetro de referência, com o qual comparamos a rentabilidade do fundo (o CDI, por exemplo), e o risco corrido para se conseguir o retorno ( índice Sharpe).

Taxa de administração
Outra variável a ser avaliada antes da seleção de qualquer fundo de investimento é o valor da taxa de administração.

Nos fundos de Renda Fixa e nos fundos de renda variável de gestão passivos, ou seja, que buscam retornos aderentes ao seu indicador de desempenho, o valor máximo de taxa de administração deve ser de no máximo 1% sobre o valor do patrimônio liquido.

Em relação aos fundos ativos, que buscam rentabilidade superior ao seu benchmark, uma taxa máxima de 3% é admissível. É importante destacar que mesmo nos casos de fundos de gestão ativa,a taxa de administração não deve ser muito elevada. Isso porque, nestes casos, pode haver a cobrança da taxa de performance.

No caso de o investidor ter duas opções de fundos, um com taxa de administração mais alta e sem taxa de performance e outro que cobra a taxa de performance, com taxa de administração mais baixa, ele deve dar preferência ao fundo que cobra a taxa de performance.

Analise do administrador

Antes de optar por um fundo de investimento, o investidor também deve avaliar a instituição que faz a administração e gestão do fundo e buscar informações sobre a empresa.

Os fundos de gestores independentes habitualmente apresentam uma boa perfomance, já que o alinhamento de interesses é maior. Normalmente, o gestor é o sócio da empresa, ele tem o recurso dele investido no fundo, então talvez ele esteja mais alinhado com o cotista do que um grande banco, por exemplo.

No entanto, nestas situações é importante compreender a estrutura do fundo.  O investidor precisa conhecer previamente quem é o administrador, o gestor, o custodiante e o auditor independente. Por ser uma instituição autônoma, é fundamental que o fundo tenha um administrador, gestor e um custodiante conhecidos pelo mercado.

Regulamento e prospecto

O regulamento é um documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização de um fundo de investimento, segundo legislação vigente. O regulamento dos fundos é único e deve obrigatoriamente ser registrado em cartório.

Já o prospecto é um documento que contém as informações relevantes para o investidor relativas à política de investimento do fundo e os riscos envolvidos.

Ler o regulamento e prospecto do fundo, também é importante. Esta ação poucos praticam, entretanto a leitura destes documentos é essencial porque no regulamento são apresentadas as regras de funcionamento do fundo, bem como deveres e direitos do cotista bem como da instituição administradora. Se ele é de renda fixa, variável, se é ativo ou passivo ou se utiliza derivativos para hedge ou para alavancagem, por exemplo.

Ler o regulamento é importante, mas é fundamental buscar compreender os parâmetros de risco da gestão do fundo, como por exemplo, os tipos de ativos autorizados na política de investimentos do fundo e que podem ser adquiridos pelo gestor.

Incertezas e juros altos, investidores se voltam para a renda fixa

Taxas de juros em alta e bolsa em baixa formam a combinação perfeita para a migração de recursos para o segmento de renda fixa.

Da captação liquida de R$ 39 bilhões, que representa a diferença entre resgates e aplicações, em todas as categorias de fundos de investimento no primeiro semestre de 2010, R$ 27,4 bilhões foram destinados aos fundos de renda fixa, conforme levantamento da Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). No segundo posto seguem os fundos de previdencia, com captação líquida R$ 7,3 bilhões.

A grande preocupação dos investidores é em relação ao rumo das taxas de juros. Neste cenário, o investidor para garantir a rentabilidade está migrando para a renda fixa.

Outros fatores pesam na decisão, como por exemplo, a volatilidade do mercado acionário e a incerteza sobre os desdobramentos da crise fiscal na Zona do Euro, são fatores incentivadores do sentimento de aversão a investimentos mais arriscados.

Na média os fundos de renda fixa apresentaram rentabilidade em torno de 0,9% no mês de junho. Outro pronto que deve estar sendo considerado pelo investidor é que o mercado hoje favorece a montagem de uma carteira composta por títulos públicos com rendimento, em média, de 12,5% ao ano. È uma rentabilidade bastante atrativa, entretanto é preciso estar atento, pois, a alta da taxa básica de juros pode trazer oscilação também para uma carteira de títulos pré fixados.

Estratégia

A forte entrada de recursos que migraram para os fundos de renda fixa neste primeiro semestre demonstra um alinhamento de estratégia, tanto dos investidores conservadores quanto dos agressivos. Com juro real no patamar atual, só renda fixa trás o retorno desejado.

A mudança de estratégia por parte dos investidores com perfil mais agressivo, tem por objetivo aproveitar o bom momento do segmento de renda fixa, para em um segundo momento, voltar a suas atenções para o mercado acionário e aproveitar as oportunidades que com certeza surgirãor.

É assim que a roda gira.

Cuidado ao escolher o fundo

A rentabilidade é um dos fatores que devem ser analisados ao escolher um fundo de investimentos, entretanto, só a rentabilidade não deve pesar na escolha, preciso pesquisar antes de optar por este ou aquele fundo.

Observar  patrimônio líquido do fundo é a primeira ação. Patrimônio líquido alto não é bom, caso seja necessário uma mudança de estratégia da carteira, é mais complexo caso o volume investido seja expressivo.

A taxa de administração cobrada é um outro ponto de atenção, pois, quanto  maior a taxa de administração menor tende ser a rentabilidade, analogamente quanto maior for a aplicação mínima exigida, menor será a taxa de administração .

Existem no mercado várias modalidades de fundo em cada uma das instituições. Para encontrar boas possibilidades de investimento é preciso pesquisar.

O gerenciamento de risco e a diversificação

A diversificação, no universo das aplicações no mercado financeiro, é a maneira como o investidor raciona sua poupança nos diferentes ativos financeiros e reais, como por exemplo: alocar 65% dos seus recursos em fundos de renda fixa, 15% em FIDC, 15% em fundos de ações, 5% em fundos multimercado.

A diversificação contribui para a redução dos riscos de rentabilidade insatisfatória ou mesmo de perdas. É o bom e velho ditado: “não coloque todos os ovos numa única cesta”. Desta maneira, quando a rentabilidade de uma modalidade de investimento não estiver apresentando rentabilidade satisfatória, os outros podem compensar, de forma que na média não tenha perdas mais expressivas.

Vamos imaginar que um determinado investidor coloque todo seu recurso em fundos de renda fixa e que deste total 90% em apenas um fundo! Caso este fundo apresente rentabilidade negativa este investidor poderá amargar uma perda substancial caso necessite resgatar todo ou parte deste investimento. O mais sensato então seria repartir o bolo em vários pedaços, investimentos. A forma como o investidor diversifica seus investimentos depende de seu perfil como investidor, principalmente do nível de risco que aceita, do prazo, horizonte de tempo, que espera obter o resultado, de suas metas e objetivos de vida, e do volume de dinheiro que pode investir.

Um investidor com poucos recursos tem uma menor capacidade de diversificação que outro investidor com mais recursos. Quem tem mil reais não tem condições de direcionar parte de suas aplicações para o segmento de imóveis, por exemplo. O que já é admissível para quem tem em caixa um milhão de reais. Além disso, é necessário ressaltar que existem valores mínimos exigidos para cada modalidade aplicação. Deste modo, se um fundo de ações estabelece um mínimo de dez mil reais, um investidor com menos recursos do que este patamar não tem capacidade para diversificar suas aplicações com a inclusão este fundo.

É imprescindível nas estratégias de diversificação a inclusão de fundos mais ou menos líquidos, com maior ou menor nível de risco e rentabilidade, de vários segmentos do mercado, de forma a diminuir o risco geral da carteira de perdas geradas por uma rentabilidade baixa ou negativa de um único fundo. E dentro de um mesmo mercado, como o de ações, o mais indicado é diversificar a carteira em vários papéis (também de diferentes setores da economia), novamente com o objetivo de reduzir os riscos.

Caro gestor, já que definimos o que é diversificação, cabe uma pergunta.

A carteira de investimentos que você administra está satisfatoriamente diversificada?