Destaque da semana
A semana de 03 a 07/08 foi marcada por dois eventos centrais: o quarto corte consecutivo da Selic pelo Copom, para 14,00% a.a., e a divulgação do payroll americano de julho, que surpreendeu negativamente e reduziu a pressão por um aperto monetário do Fed. No pano de fundo, o mercado de petróleo seguiu volátil, com o Brent recuando mais de 7% na semana em meio a expectativas de um acordo entre Irã e Omã para reabertura de rotas no Estreito de Hormuz, ainda que sem confirmação definitiva.
Estados Unidos — Federal Reserve
O relatório de emprego de julho, divulgado em 07/08, mostrou fechamento líquido de 23 mil vagas — primeira queda mensal desde fevereiro —, com revisão baixista combinada de 103 mil vagas para maio e junho. A taxa de desemprego recuou a 4,1%, refletindo também menor participação da força de trabalho, e o crescimento salarial desacelerou para 3,2% a.a. O resultado reduziu a probabilidade de alta de juros na reunião de setembro do FOMC, após a decisão de 29/07 ter mantido a taxa em 3,50%–3,75% por votação dividida (9×3), com três dirigentes regionais defendendo elevação — a maior dissidência hawkish desde 2016, já sob a nova gestão do presidente Kevin Warsh.
Brasil — Banco Central / Copom
O Copom cortou a Selic em 0,25 p.p., para 14,00% a.a., em decisão unânime anunciada em 05/08 — quarto corte seguido no ciclo iniciado em março. O comunicado manteve cautela, reafirmando que a magnitude total da calibração dependerá de novos dados. O Boletim Focus de 03/08 trouxe a primeira revisão baixista da Selic para o fim de 2026 desde o início da guerra no Oriente Médio, projetando a taxa em 13,75% a.a. O IPCA-15 acumulado em 12 meses desacelerou para 4,52%, e o dólar seguiu estável, próximo de R$ 5,11. O Ibovespa teve a pior semana desde maio, pressionado por Petrobras e pelo setor bancário.

Zona do Euro — Banco Central Europeu
A inflação preliminar da Zona do Euro acelerou para 2,9% em julho (de 2,8% em junho), impulsionada pela alta dos preços de energia (10,0% a.a.) em meio à retomada das tensões entre EUA e Irã; o núcleo subiu a 2,5%. O BCE manteve a taxa em 2,40% na decisão de 23/07 e publicou seu Relatório Mensal em 06/08, sem sinalizar mudança iminente de rumo, mas a reaceleração da inflação reabre o debate sobre uma possível retomada do ciclo de altas em setembro.
China — PBoC
Os PMIs de julho voltaram a indicar contração: o industrial recuou a 49,2 pontos, com os PMIs de serviços e construção também em queda, enquanto o IPC permaneceu próximo de estabilidade (0,5%). O PBoC mantém-se em fase de monitoramento, sem sinalizar novos cortes de juros ou de compulsório no curto prazo, mas o enfraquecimento da atividade elevou as apostas do mercado em estímulos adicionais no segundo semestre.
Panorama comparativo
• Estados Unidos: Fed mantém 3,50–3,75% (9×3); payroll de julho negativo (-23 mil); desemprego em 4,1%.
• Brasil: Selic em 14,00% a.a. após quarto corte seguido; Focus projeta 13,75% para o fim de 2026.
• Zona do Euro: BCE mantém 2,40%; inflação de julho acelera para 2,9% a.a., pressionada por energia.
• China: PMIs de julho em contração (49,2 na indústria); PBoC em compasso de espera, estímulo em debate.
Implicações para RPPS
A continuidade do ciclo de corte da Selic reforça a tendência de queda gradual do carrego em pós-fixados, reforçando a necessidade de reavaliar a alocação em títulos de maior duração e em fundos multimercado dentro dos limites da Resolução CMN nº 5.272/2025. A dissidência hawkish no Fed e a reaceleração da inflação na Zona do Euro recomendam cautela na exposição internacional dos RPPS, sobretudo em ativos sensíveis a câmbio e a petróleo, dado o quadro geopolítico ainda em aberto no Oriente Médio.

RETROSPECTIVA
O Ibovespa encerrou a semana com alta de 1,04%, fechando a sexta-feira aos 128.967 pontos. Na contramão, o dólar se desvalorizou 0,33% na semana, encerrando a semana aos R$ 4,91. As ações da Vale subiram quase 2% após a desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em emplacar o ex-ministro Guido Mantega na presidência da companhia. Já no cenário internacional, investidores repercutem a divulgação do índice PCE, o indicador de inflação favorito do Fed. O PCE subiu 0,2% em dezembro, em linha com as expectativas.
O IPCA-15 de janeiro veio abaixo do esperado para o mês, apresentando alta de 0,31% ante 0,5% no esperado no mês. No geral, janeiro veio abaixo do esperado em itens que não compõem o núcleo de inflação, principalmente passagem aérea. Apesar dos produtos industrializados permanecerem em queda, em linha com o resto do mundo, a inflação de serviços apresentou uma surpreendente alta e segue relativamente elevada.
Foi divulgado pelo governo federal o projeto “Nova Indústria Brasil”, cujo objetivo é estimular a produtividade e a competitividade nacional ao longo da próxima década, com a finalidade de reposicionar o país no cenário do comércio internacional. O programa prevê a disponibilização de R$ 300 bilhões em financiamentos destinados à nova política industrial até 2026, sobretudo por meio do BNDES.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) optou por manter três taxas de referência inalteradas: a taxa de referência foi mantida em 4%, a taxa de refinanciamento ficou em 4,5% e a taxa de empréstimos em 4,75%. A manutenção das taxas já era esperada pelo mercado, enquanto que a comunicação veio com sinais mistos. A presidente do BCE, Christine Lagarde afirmou que ainda é cedo para discutir uma possível flexibilização, mas admite que inflação da região em arrefecido e que a atividade econômica já desacelerou consideravelmente, com o PMI Composto da Zona do Euro ficando abaixo dos 50 pontos em dezembro, com o oitavo mês no nível de contração.
Nos Estados Unidos, o destaque veio com o resultado do PIB no quarto trimestre, com um surpreendente avanço de 3,3%, bem acima do esperado pelo mercado (2,0%). Com esse forte avanço, a economia norte-americana a registrou 2,5% de expansão comparando o agregado de 2023 contra 2022.
Outro ponto importante na semana foi a inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que foi em linha com as expectativas de mercado. O núcleo de inflação (Core PCE) variou 0,17% em dezembro e 2,9% em 2023, que já aproxima gradualmente à meta de 2,0%. A expectativa é que a inflação continua convergindo a meta em 2024 e que a economia norte-americana desacelere de maneira significativa, o que corrobora com o cenário de corte de juros previsto pelo Fed ainda no primeiro semestre do ano.
A semana será marcada pela super quarta, com decisão de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Como já antecipado pelo Banco Central na última reunião, a decisão deve ser de mais um corte de 0,5 p.p., em 11,25%. Além disso, os dados de emprego serão publicados durante a semana, na terça-feira com o CAGED e na quarta-feira com o PNAD.
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda uma manutenção da taxa de juros no intervalo de referência entre 5,25% e 5,5%. Também serão divulgados os dados de mercado de trabalho, com o JOLTS na terça feira e o Payroll. Esses dados serão de suma importância para avaliar os próximos passos do Fed, além de verificar se a atividade econômica continua resiliente.
Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.
Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.
Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.
Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.
Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.
Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.
Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.
Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.
Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.
RETROSPECTIVA
Em uma semana marcada por fortes emoções, alta dos juros e perdas do Ibovespa, o principal índice da bolsa fechou o último dia em leve queda, acompanhando os mercados globais. A aversão a riscos e os balanços do primeiro trimestre ditaram as regras do dia e o Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 0,16%, aos 105.135 pontos. Na semana, as perdas foram de 2,54%. Assim, no ano, o índice apresenta uma alta tímida, de 0,3%.
O dólar engatou a terceira semana de ganhos, mais longa série do tipo desde outubro do ano passado. O real teve nesta semana o pior desempenho entre alguns de seus principais pares emergentes. E especuladores que operam na Bolsa de Chicago realizaram nos sete dias findos em 3 de maio a maior venda líquida de contratos de real desde meados de março, demonstrando menor otimismo com a moeda brasileira.
A moeda norte-americana era negociada a R$ 5,0733 para venda – maior valor desde 16 de março, quando valia R$ 5,0917.
Com o resultado, passou a acumular alta de 2,69% na semana e no mês.
A Selic passou de 11,75% para 12,75% ao ano, e o Brasil voltou à liderança do ranking de maiores juros reais dentre as maiores economias do mundo, com a taxa básica do país.
O Federal Reserve, o banco central americano, anunciou na quarta-feira a elevação da taxa de juros em 0,50 pontos percentuais e o início da redução do seu balanço patrimonial. A declaração do presidente do Fed, Jerome Powell, de que uma alta de 0,75 p.p não está sendo estudada empolgou os mercados na quarta-feira, mas a reação nos dias subsequentes mostra que os investidores ainda enxergam um cenário de dificuldades.
Vale lembrar que o Brasil registrou 19.725 novos casos de Covid-19 na última sexta-feira, o que leva o total de infectados pela doença no país a 30.543.908, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, números voltam a assustar com uma possível volta das restrições.
RELATÓRIO FOCUS:
O Banco Central (BC) anunciou, na última quarta-feira (4), que vai voltar a suspender a divulgação de análises e indicadores econômicos devido à greve dos servidores da entidade.
Segundo o BC, as novas datas para as divulgações serão informadas à imprensa com 24 horas de antecedência. Durante a primeira paralisação, os indicadores que incluem o boletim Focus, o Relatório de Poupança e o IBC-Br foram afetados e tiveram que ter as divulgações adiadas.
PERSPECTIVA
Os mercados de capitais foram abalados na semana passada, depois que o Federal Reserve entregou a alta dos juros de meio ponto percentual amplamente antecipada e sinalizou movimentações semelhantes nas próximas reuniões enquanto combate à inflação em escalada, e pode haver mais volatilidade em estoque se os dados de inflação de quarta-feira forem mais altos do que o esperado
Após uma semana de alta na taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, em 1 p. p. conforme esperado pelo mercado, com objetivo de frear a inflação, os brasileiros voltam o foco nos próximos dias para os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente ao mês de abril, que será divulgado na quarta (11). O IPCA de março atingiu 11,30% em 12 meses, enquanto a projeção para abril é de 12,04%.
Com a retomada da greve dos servidores do BC, não está prevista publicação do Boletim nesta segunda, e não se sabe se a ata do Copom, prevista para terça-feira, pode atrasar.
Os dados do IPC para abril, agendados para saírem na quarta-feira, irão mostrar se a maior escalada da inflação em mais de 40 anos atingiu o seu pico. A taxa anual de inflação atingiu 8,5% em março, enquanto os preços da gasolina atingem valores recordes.
A China vai publicar dados sobre o comércio e a inflação na segunda-feira, revelando o impacto dos lockdowns contra a Covid-19 na segunda maior economia do mundo.
A União Europeia está prestes a chegar a acordo sobre uma nova rodada de sanções contra Moscou pela invasão da Ucrânia, incluindo um embargo gradual ao petróleo russo, que constitui mais de um quarto das importações da UE.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma maior porcentagem de exposição em fundos de curto prazo (CDI), que agora passa a ser 15%, enquanto os fundos de médio prazo, passam a representar 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.
Estratégia de Alocação dos Recursos no Longo Prazo – Renda Fixa e Variável
Renda Fixa 60%
Longuíssimo Prazo (IMA-B 5+ e IDKA 20A) 0%
Longo Prazo (IMA-B Total e FIDC/ Crédito Privado/ Fundo Debênture) 5%
Gestão do Duration 30%
Médio Prazo (IRF-M Total, IMA-B 5 e IDKA 2) 10%
Curto Prazo (CDI, IRF-M 1 e CDB) 15%
Renda Variável 30%
Fundos de Ações 20%
Multimercados 5%
Fundos de Participações * 2,5%
Fundos Imobiliários * 2,5%
Investimento no Exterior
Fundos de Investimentos no Exterior (Hedge)
Fundos de Investimentos no Exterior 10%
5%
5%
* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.
RETROSPECTIVA
Tivemos uma semana que apresentou resultados negativos tanto para a bolsa de valores, quanto para o câmbio.
O Ibovespa encerrou a semana com queda de -2,9% aos 108 mil pontos. Em abril, o índice acumulou queda de -10,1%, sendo o primeiro mês do ano negativo. Além disso, os mercados globais também enfrentaram resultados negativos, sendo que a Nasdaq teve o pior mês desde outubro de 2008 e o S&P 500 teve o pior mês desde março de 2020.
Já o real se desvalorizou e o dólar encerrou a semana com alta de 3,1%, com cotação de R$4,98/US$.
Na semana também teve a divulgação do IPCA-15 para o mês de abril, o qual apresentou alta de 1,73%, sendo o maior valor desde 1995, entretanto, está abaixo das expectativas.
A Câmara aprovou a medida que torna o “Auxílio Brasil” no valor de R$ 400,00 permanente.
O PIB dos EUA recuou -1,4% no primeiro trimestre de 2022, estando abaixo do consenso, que esperava crescimento de 1,1%.
O índice de preços de gastos com consumo norte americano (medida de inflação do Fed) apresentou alta de 5,2%, estando em linha com o esperado.
A política de zero-Covid da China prejudica as perspectivas de recuperação econômica global e intensifica os problemas nas cadeias produtivas globais. O rumor de um possível novo lockdown se intensificou com a expansão dos testes em massa em Pequim. Por outro lado, o governo chinês reafirmou que implementará políticas para estimular a economia.
O porto de Xangai não está descarregando mercadorias dos inúmeros navios que aguardam a liberação para o descarregamento, inclusive de alimentos. Como resultado, pressionará o aumento da inflação mundial.
O preço do barril de petróleo e no minério de ferro tiveram uma leve queda, ocasionado pela possível desaceleração econômica chinesa.
A Rússia anunciou corte de fornecimento de gás à Polônia e à Bulgária. Além disso, o governo russo fez ameaças de conflito nuclear à Ucrânia.
RELATÓRIO FOCUS 29/04/2022

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 7,65% para 7,89% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA subiu de 4,00% para 4,10%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,20%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se aumentou de 0,65% para 0,70% em 2022. Para 2023, a estimativa se manteve em 1,00%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.
Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,00. Para 2023, a projeção aumentou de R$ 5,00 para R$5,04. Para o ano de 2024, a projeção caiu de R$ 5,05 para R$ 5,00, e para 2025 a projeção diminuiu de R$5,10 para R$5,02.
Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 13,25%. No ano seguinte, a projeção subiu de 9,00% para 9,25%. Em 2024 a projeção permaneceu em 7,50% e para 2025, as projeções se mantiveram em 7,00%.
EXPECTATIVAS
No Brasil, o destaque será o Copom, que irá definir a taxa básica de juro, o qual possui expectativas de alta de 1%, elevando a Selic para 12,75% a.a. Além disso, serão divulgados o IBC-Br de fevereiro e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a março, estatísticas fiscais de fevereiro e o IGP-DI de abril.
Já nos EUA, teremos a definição da taxa de juros americana pelo FOMC, Comitê de Política Monetária do Fed. O mercado espera uma elevação de 0,5 p.p. Além disso, será divulgado os dados de emprego de abril.
Teremos a divulgação da inflação ao produtor e a taxa de desemprego na Europa para março e a divulgação dos índices de gerentes de compras de países desenvolvidos.
Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.
Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.
Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.
Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).
Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.
Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.
Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.
Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.