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NOSSA VISÃO – 11/01/2021

RETROSPECTIVA

Na primeira semana cheia de 2021, os principais acontecimentos vieram do exterior, com a distribuição em massa da vacina imunizante contraponto o avanço da disseminação do vírus em diversas regiões, principalmente na Europa e Estados Unidos.

Outros pontos importantes durante a semana foram os dizeres do presidente Jair Bolsonaro, com a impactante frase “O Brasil está quebrado” e defendendo o voto impresso em 2022, causando alguns ruídos políticos. E o com o Presidente Donald Trump, incitando a desordem através de um discurso, que supostamente ocasionou o a invasão ao capitólio.

Porém o saldo da semana se mostrou positivo, com os principais mercados registrando alta, o Dow Jones acumulou alta de 1,60% na semana, Nasdaq 2,42% de alta e Bovespa 5,09% de alta, registrando máxima histórica nos índices.

Aprofundando no assunto Covid-19, a ampliação do contágio e a descoberta de novas variantes com maior potencial de infecção, estão acelerando os países infectados a desenvolver, produzir e imunizar a população.

Porém, mesmo com alguns países saindo na frente no quesito imunização em massa, os números de contágios não param de crescer e mediadas restritivas estão sendo adotadas para contar o avanço, países europeus estão sendo os mais rigorosos nesse aspecto, decretando “lockdown” parcial e endurecendo as regras e distanciamento social.

No Brasil, a infecção alcançou números recordes de contágios e de com quase 200 mil óbitos e quase 8,0 milhões de infectados. Por aqui, Pazuello declarou e apresentou o plano de imunização a população, com os contratos já estipulados junto as farmacêuticas e agora com um plano mais bem definido, principalmente em relação as doses disponíveis para os prazos determinados.

Nos Estados Unidos, o desenrolar das eleições americanas teve mais um ápice, a reunião em capitólio que provavelmente colocaria Biden com o vencedor, dado os votos dos delegados dos estados em contagem, foi interrompida, após apoiadores de Donald Trump invadirem a sede da democracia e vandalizar o ambiente, tudo isso após declarações extremistas do ainda Presidente dos EUA.

No que tange aos indicadores americanos, houve a divulgação de PMI e Payroll, os indicadores de atividade industrial e serviços para diferentes países em dezembro vieram acima dos 50 pontos, indicando avanço e expansão de atividade. Já no Payroll de dezembro, se esperava uma evolução de 71000 posições em relação as vagas no setor público e privado, e o resultado foi de contração em 140000. A taxa de desemprego se manteve estável no período.

Na Europa, a maioria dos países integrantes da UE celebraram a virada para 2021 confinada pela Covid-19, como já citado antes, as medidas restritivas por lá, deram o tom dessa passagem de ano. Na Itália, Alemanha e França, foi adotado o toque de recolher para evitar o avanço da contaminação. A segunda onda por lá vem alcançando números equiparáveis com a primeira onda.

Pelo lado positivo, o Brexit e o processo de imunização da população contra a Covid-19, com mais uma farmacêutica disponibilizando vacinas, e os índices da produção industrial acima da expectativa, foram os determinantes para a semana positivas nos mercados.

Os mercados acionários da Ásia fecharam as primeiras negociações do ano com ganhos. O otimismo se deu devido ao panorama econômico global, depois das vacinas, do acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido e com as expectativas para o governo de Joe Biden.

RELÁTORIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções saíram de 4,38% e ficaram em 4,37%. Para 2021, a previsão para o IPCA saiu de 3,32% para 3,34%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50% e 3,25% para 2023.

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) saiu de -4,36% e ficou em -4,37%. Para 2021, a estimativa ficou em alta de 3,41% e com avanço em 2,50% para 2022 e 2023.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar em 2021, ficou em R$5,00 e R$4,90 em 2022. Para o ano seguinte, a estimativa permaneceu em R$4,85.

Para 2021, a estimativa saiu de 3,00% para 3,25%. As projeções para 2022 saíram de 4,50% para 4,75% em 2022 e 6,0% para 2023.

PERSPECTIVA

O cenário externo segue favorável, com inflação e juros baixos, aliado ao constante aumento de liquidez promovido pelos principais bancos centrais do mundo.

Juntamente a isso, a imunização da população diminui as ondas da pandemia e pode finalmente desencadear a recuperação econômica, possivelmente podendo ser vista após o primeiro trimestre de 2021.

No brasil, muitos pontos precisam ser definidos para que 2021 não seja um desgaste político a maneira de 2020. Resta saber como se definirá o congresso, e qual será a base de apoio de Bolsonaro para acelerar as reformas.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, restando apenas esperar que o acordado seja respeitado, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que começou acelerar e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Mesmo com o Relatório Focus indicando uma desaceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.

Os sinais de abertura na curva de juros, demonstrada pelo aumento da taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo, aliada ao fato que acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, com as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas, indica a pressão sobre a Selic.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 10%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento. Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diário – 08/01/2021

Índices de Referencia – Dezembro/2020

NOSSA VISÃO – 04/01/2021

RETROSPECTIVA

Na última semana do ano mais atípico dos últimos tempos, tivemos um cenário controlado e desacelerado no que tange a agenda política, houveram discussões pontuais, mas o foco ainda se mantem na batalha contra os efeitos da pandemia do Covid-19 e suas possíveis mutações.

Os mercados acionários buscaram finalizar 2020 no azul, como é o caso do Brasil, que conseguiu superar as perdas durante o ano e até bater a máxima histórica no intra-day, que mesmo não sendo sustentada, impôs um certo ar de otimismo.

No dia 28/12 ao início da semana, todas as bolsas acionárias finalizaram o dia com ganhos, devido ao otimismo promovido pelas vacinas imunizantes, novos testes estão sendo realizados e mais de 40 países estão no processo de imunização.

Nos Estados Unidos, o contraste entre infecções, vacinas e o pacote de estímulos fiscais, se mantem. O país é o número um em número de infectados, porém já iniciou a vacinação em parte da população.

Já o tão esperado auxílio de US$900 bilhões para amparar cidadãos e pequenas empresas americanas prometem dar um alívio para os negócios. O ponto mais volátil da semana se deu acerca das discussões sobre o valor do cheque que cada americano deverá receber, que envolveu algumas citações de Donald Trump sobre o assunto.

Na Europa, a União Europeia e o Reino Unido entraram em acordo e o Brexit deve acorrer em definitivo em primeiro de janeiro de 2021. Ainda por lá, as medidas restritivas estão cada vez mais austeras para tentar conter o avanço da nova cepa de coronavírus. Entretanto, a UE está no processo de imunização em cerca de 27 países.

Na Ásia a semana seguiu também como o foco nas vacinas, sem ter agenda política para o fim e para o início do ano, as bolsas renovaram ganhos no consolidado da semana, tendo apenas a China apresentando realização. O cenário segue positivo por lá devido a uma sinalização de estímulos por parte dos governos, em principal o Japonês.

Por aqui, o Ibovespa seguiu o otimismo do resto do mundo e até chegou a bater os 120 mil pontos, marco que seria muito importante após um ano de muita volatilidade e aversão ao risco.

Mesmo com o conturbado cenário político e as constantes discussões sobre as vacinas, os investidores aumentaram as suas posições e enxergam um cenário mais positivo para 2021. A vacinação em São Paulo está marcada para dia 25 de janeiro, que vem carregada de expectativas.

Sobre as medidas de contenção do Covid-19 para o final do ano e início de 2021, de acordo com Marco Vinholi – Secretário estadual de Desenvolvimento Regional, das 645 cidades paulistas, a Secretaria de Desenvolvimento Regional notificou apenas duas dezenas por descumprimento das novas regras.

As medidas mais restritivas estão fundamentadas em critérios técnicos e de saúde, como estabelecidas pelo Centro de Contingência. O integral cumprimento das normas é fundamental para contenção das taxas de contaminação da Covid-19 em todo o estado de São Paulo.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções saíram de 4,39% e ficaram em 4,38%. Para 2021, a previsão para o IPCA saiu de 3,34% para 3,32%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50% e 3,25% para 2023.

A projeção para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) saiu de -4,40% e ficou em -4,36% para o fechamento de 31 de dezembro. Para 2021, a estimativa ficou em alta de 3,34% e com avanço em 2,50% para 2022 e 2023.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar ficou em R$5,14 ao final de 2020. Para 2021, a projeção ficou em R$5,00 e saiu de R$4,95 para R$4,90 em 2022. Para o ano seguinte, a estimativa saiu de R$4,87 para R$4,85.

Ao final de 2020, a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00%. Já para esse ano, a estimativa saiu de 3,13% para 3,00%. As projeções ficaram em 4,50% em 2022 e 6,0% para 2023.



PERSPECTIVA

Para 2021, a expectativa é de recuperação econômica, após o ano conturbado de 2020, o novo ano já se inicia com grandes pontos pressionados, como a imunização da população contra o Corona Vírus e a agenda ativa de reformas.

2021 colocará em prova as políticas econômicas adotadas no ano passado, enxergaremos os reflexos das políticas exercidas e já se espera as novas ações do Banco Central para o ano que entra, o BC deve continuar presente na economia trilhando um caminho em busca do progresso econômico.

A preocupação com o quadro fiscal, endividamento, rolagem de dívidas e teto de gastos, ainda segue em pauta, tendo que ser definida e finalizada ainda nesse mês, caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento na taxa de juros e no risco Brasil e isso não seria bom para o estado da economia atual, que já segue prejudicada.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Segue no radar, o aumento dos índices de preço da economia, uma inflação que começou acelerar e que tem impactos significativos já no curto prazo, podendo já ser vista no IPCA. Mesmo com o Relatório Focus indicando uma desaceleração do índice para os próximos períodos.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas do mercado seguem as mesmas, não enxergando espaço para uma queda brusca e esperando algum gatilho advindo das medidas do governo para um posicionamento mais forte nos ativos de risco.

Os dados indicam uma pressão no curto prazo nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas. É provável que a qualquer sinal de melhora constante na economia, devemos ter uma elevação da SELIC, mesmo que antes do projetado.

Ainda segue no radar os sinais de abertura na curva de juros, o que nos preocupa quanto ao aumento de taxa de juros e a alta volatilidade nos títulos federais de longo prazo. Fato que não acontecia desde 2002 e que aconteceu em setembro e outubro de 2020, são as LFTs (Tesouro Selic) sendo negociada a taxas negativas.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 10%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 10%, recomendamos a não movimentação no segmento. Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.