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NOSSA VISÃO – 16/09/2019

Retrospectiva

A semana manteve o movimento de valorização nos principais mercados acionários, na medida em que o noticiário animava os investidores.

Em meio à disputa comercial entre EUA e China, o país asiático anunciou isenções tarifárias para 16 itens da pauta de produtos importados dos EUA. A medida ocorreu às vésperas de uma reunião planejada entre negociadores comerciais dos dois países para conter o aumento tarifário que ocorre desde o ano passado. Na sequencia, os EUA anunciaram que o governo americano concordou em adiar de 01 para 15 de outubro o aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões de importações chinesas, como um “gesto de boa vontade”, atendendo a um pedido do vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

Nos EUA, destaque para os dados de vendas no varejo, que saltaram 0,4% em agosto frente a julho, conforme divulgado pelo Departamento do Comércio, e acima das expectativas que previam aumento de 0,2% nas vendas, indicando que os gastos dos consumidores devem continuar apoiando um ritmo moderado no crescimento econômico local.

Na zona do Euro ocorreu a reunião do banco central europeu (BCE, na sigla em inglês), que tomou importante decisão monetária para apoiar a economia da região em meio às incertezas com o conflito comercial entre EUA e China. O BCE anunciou um corte na taxa de depósitos de -0,4% para -0,5%, além de reativar o programa de compra de ativos que havia encerrado em dezembro passado. O plano contempla a compra de € 20 bilhões por mês em títulos do governo e bônus corporativos a partir de 01 de novembro. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que o BCE agiu em resposta a inflação muito abaixo da meta de 2,0% ao ano, além de um abrandamento maior do crescimento da economia local.

No Japão, foi divulgado que o PIB local do segundo trimestre cresceu 0,3% na comparação com o trimestre de janeiro a março, abaixo da leitura preliminar que indicava ganho de 0,4%. A fraqueza da economia global e o agravamento do protecionismo comercial adicionam certa pressão sobre o banco central japonês (BOJ, na sigla em inglês) para que tome medidas expansionistas na próxima reunião, marcada para esta semana.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,17%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,968% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 3,72%.

Em relação à economia brasileira, destaque para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, que apresentou retração de 0,16% em julho, em relação ao mês anterior. O índice passou de 138,33 pontos para 138,11 pontos, atingindo o menor patamar para o indicador desde maio deste ano, quando a pontuação foi de 137,86.

Na contra mão da desaceleração da economia divulgada pelo Bacen, foi noticiado pelo IBGE que o volume do setor de serviços cresceu 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, e a melhor taxa mensal desde dezembro/2018. Ainda assim, o nível de atividade do setor de serviços permanece no patamar de fevereiro de 2011, distante do registrado antes da recessão.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0,55% na semana, acumulando valorização no ano de 17,77% e 37,22% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0925 na compra R$ 4,0938 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 0,19%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,05%, acumulando ganhos no ano de 16,86%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2019, uma redução ante os 3,54% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,80%, ante 3,82% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%. Para 2020, a previsão foi cortada para 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao logo do ano que vem.

O mercado financeiro cortou ainda a estimativa para a taxa de crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 2,00% em 2020, ante 2,07% previstos na semana anterior. Para 2019 a previsão de expansão foi mantida em 0,87%.

Os profissionais consultados pelo Bacen elevaram as previsões para o dólar a R$ 3,90, tanto para este ano quanto para o final de 2020. Na semana passada, os mesmos profissionais esperavam o dólar cotado em R$ 3,87 ao final de 2019 e R$ 3,85 em 2020.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85,20 bilhões em 2019 e de US$ 85,30 bilhões em 2020, ambos acima das previsões da semana passada.

Perspectiva

A semana inicia com o petróleo subindo forte após o ataque a instalações petrolíferas sauditas, em princípio atribuídas a rebeldes do Iêmen, constituindo uma nova ameaça ao abastecimento mundial de energia.

A tensão no Golfo pode constituir mais um vetor negativo a atividade global, em uma semana que os olhos dos investidores se voltam para as decisões de política monetária do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), com o mercado firmando aposta de queda das taxas de juros por lá.

Por aqui destaque para a reunião do Copom, a sexta do ano, que definirá a taxa básica de juros da economia. A Selic foi cortada para o patamar recorde de 6,00% ao ano em julho, e o Bacen preparou o terreno para cortes adicionais. Com a inflação sob controle, a economia doméstica patinando, e o receio de menor crescimento na economia global, o mercado espera novo corte esta semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/09/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 09/09/2019

Retrospectiva

Semana de recuperação para os mercados acionários mundo afora, diante da divulgação de importantes indicadores que influenciaram os negócios.

Destaque para o anúncio de um acerto entre Pequim e Washington para a realização de negociações interministeriais de comércio no início de outubro, com vistas a avançar na questão das tarifas sobre o comércio de produtos entre as potências.

Na China, foi divulgado que o índice de gerentes de compra industrial (PMI, na sigla em inglês) da Caixin/Markit subiu para 52,1 pontos no mês passado, o maior nível desde maio, na comparação aos 51,6 pontos do mês de julho, mostrando sinais claros de recuperação em agosto.

Na zona do Euro, destaque para a aprovação de um projeto de lei pelo parlamento britânico que impede a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, sem um acordo amigável com o bloco. Com isso, a data limite que era 31 de outubro pode ser estendida para mais três meses.

Nos EUA, foi divulgado que a atividade manufatureira medida pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 49,1 no mês passado, ante 51,2 em julho. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade fabril, que é responsável por 12% da economia norte-americana. O ISM informou que houve uma queda perceptível na confiança dos empresários, denotada pela forte contração de novas encomendas de exportação.

Ainda por lá, foi divulgada a criação de 130 mil novos postos de trabalho não agrícola em agosto, mantendo o número de pessoas desempregadas em 6,0 milhões. Com isso, a taxa de desemprego se manteve em 3,7%, mesmo número dos últimos três meses. Os dados ficaram baixo das expectativas do mercado, mas foram suficientes para a manutenção das apostas em novo corte de juro pelo Federal Reserve (FED). Outro momento aguardado foi o discurso do presidente do FED, Jerome Powell, porém suas declarações em tom comedido não trouxeram novos sinais.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,11% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,78% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,38%.

Em relação à economia brasileira, destaque para o IPCA divulgado pelo IBGE relativo a agosto. O índice variou 0,11% ficando 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de julho, de 0,19%. Com isso, a variação acumulada no ano ficou em 3,34%, e nos últimos doze meses em 3,34%. O principal impacto negativo no índice foi no grupo de habitação, que oscilou 1,19% no mês. O destaque positivo  foi nos grupos de alimentos e bebidas (-0,09%) e transportes (-0,07%).

Ainda por aqui, foi divulgado que a produção industrial recuou 0,3% em julho, terceiro resultado negativo consecutivo, enquanto a expectativa apontava para expansão de 0,50%.

De positivo, a fala do presidente do BACEN, Roberto Campos Neto, indicando uma possível redução estrutural nos depósitos compulsórios dos bancos junto ao Banco Central. A notícia é positiva, pois permite uma maior oferta de crédito e redução do spread bancário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,78% na semana, acumulando valorização no ano de 17,12% e 34,70% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0797 na compra R$ 4,0804 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 1,49%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,50%, acumulando ganhos no ano de 16,80%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,54% em 2019, uma redução ante os 3,59% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,82%, ante 3,85% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro manteve a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB fixada em 0,87% neste ano, mesmo número da projeção anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 2,07%, ante 2,10% da semana passada.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,87 no final do ano, ante R$ 3,85 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,85, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,82.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, igual um mês atrás, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com informações sobre o saldo da balança comercial da China, cujo resultado de agosto foi superávit de US$ 34,8 bilhões, isso em meio aos primeiros sinais mais concretos dos efeitos da guerra comercial entre China e EUA. Os analistas esperavam um resultado superior, ao redor de US$ 44,2 bilhões. O número é inferior ao registrado no mês de julho, de US$ 45,2 bilhões.

Os investidores aguardam a reunião do Banco Central Europeu nesta semana, na qual novos estímulos à economia da zona do euro são esperados, em meio a preocupante inflação fraca e crescimento econômico pífio, após a divulgação de que o PIB por lá cresceu 0,2% no segundo trimestre, após expansão de 0,4% nos primeiros três meses do ano.

A cautela deve prevalecer no radar dos investidores. Sem um direcional definido, esperamos alguma volatilidade nos mercados no decorrer da semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -06/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 02/09/2019

Retrospectiva

Com uma agenda de divulgação de indicadores vazia, as atenções dos mercados se sustentaram do noticiário externo.

As idas e vindas na guerra comercial entre os EUA e China mantiveram elevados os níveis de volatilidade nos mercados globais, ainda que equipes de negociadores dos dois Países estejam mantendo uma comunicação eficaz, conforme declaração do Ministério das Relações Exteriores chinês. Enquanto isso, uma nova inversão na curva dos Treasuries alimentou as preocupações com o crescimento econômico norte-americano, dado que historicamente é um indicador antecedente de recessão da economia.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou dado sobre os gastos do consumidor, que corresponde a mais de dois terços da atividade econômica local. Houve um aumento de 0,6% no mês de julho, após elevação de 0,3% em junho, ante previsão de 0,5%, conforme economistas consultados pela Reuters. Entretanto, com os EUA impondo tarifas adicionais sobre produtos chineses, há preocupações de que os gastos com consumidor sofram um impacto no futuro.

Neste contexto, foi divulgado o crescimento do PIB norte-americano. Conforme o Departamento de Comércio dos EUA, o País cresceu à taxa anualizada de 2% no segundo trimestre deste ano, um décimo abaixo do previsto pelo governo. Embora mantenha um ritmo saudável de crescimento, a taxa é inferior a do primeiro trimestre, quando a economia americana tinha registrado um crescimento anualizado de 3,1%.

Na zona do Euro, o índice que mede a confiança dos setores corporativos e dos consumidores avançou de 102,7 em julho para 103,1 em agosto, conforme divulgou a Comissão Europeia. O resultado surpreendeu, na medida em que as expectativas indicavam queda no índice para 102,3.

Na vizinha Argentina, a agência classificadora de riscos S&P Global Ratings rebaixou a nota soberana local de “B-“ para “SD” (default seletivo), o que levou os poupadores a uma onda de resgates. Imediatamente, o Banco Central argentino divulgou medidas para dar liquidez aos investidores, através de recompras de títulos por meio de leilões. Para conter a depreciação da moeda local, o presidente argentino, Mauricio Macri, editou medidas para que as empresas exportadoras peçam permissão para comprar dólares e limitou sua aquisição por pessoas físicas.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,82% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,58%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 2,79% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu  -0,03%.Em relação à economia brasileira, foi divulgado pelo IBGE que o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2019. O resultado foi 1% acima do registrado no mesmo período de 2018 e o dobro das expectativas do mercado, mas não é suficiente para descrever uma retomada da economia dado que o crescimento tem bases fracas de comparação.

A FGV divulgou que o IGP-M, também conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou queda de 0,67% em agosto, ante alta de 0,40% em julho, acumulando alta de 4,95% em 12 meses.  O resultado não surpreendeu e veio em linha com as expectativas, conforme informou a Broadcast.

No campo político, destaque para o parecer favorável à aprovação da reforma da previdência pelo relator da reforma no Senado, o senador Tasso Jereissati. Agora, o projeto deverá passar pela CCJ e posteriormente pelo plenário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de recuperação das perdas recentes. O Ibovespa avançou 3,55% na semana. A alta, porém, foi insuficiente para reverter totalmente as perdas e o Ibovespa fechou o mês com queda de 0,67%, acumulando valorização no ano de 15,07% e 31,90% em doze meses. O dólar comercial encerrou o mês com valorização de 8,5%, a maior alta mensal em quatro anos, cotado a R$ 4,142 na venda. A alta fez o Banco Central atuar no câmbio vendendo dólares à vista. Já o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de -0,94%, acumulando perda de -0,40% no mês e reduzindo a alta para 16,22% no ano.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,59% em 2019, uma redução ante os 3,65% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,85%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro reviu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,87% neste ano, ante 0,80% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa ficou mantida em 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,85 no final do ano, ante R$ 3,80 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,82, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,81.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, também mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A agenda da semana vem recheada de indicadores para ficar de olho. Destaque para a divulgação dos dados do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria e serviços nos EUA e Europa. Enquanto que nos EUA diferentes membros do Banco Central americano (FED, na sigla em inglês) irão discursar, o que sempre cria expectativas em relação ao comportamento dos juros.

Ainda nos EUA, serão divulgados os dados do mercado de trabalho dos EUA (payroll) de agosto, enquanto na zona do Euro será conhecido o resultado do PIB do segundo trimestre, além da divulgação das vendas do varejo de julho.

Por aqui, serão divulgados indicadores de inflação (IPCA e IGP-DI) do mês de agosto, que deverá apontar inflação baixa para o IPCA e deflação para o IGP-DI.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –30/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 26/08/2019

Retrospectiva

Os mercados de risco tiveram seus preços influenciados pelo noticiário externo, concentrado nas preocupações com os sinais que mostram uma economia global menos expansiva. Ainda assim, alguns presidentes regionais do FED (Federal Reserve, o banco central americano, na sigla em inglês) não mostram disposição em reduzir ainda mais a taxa dos Fed Funds, sob o argumento de que as condições econômicas dos EUA ainda são muito boas, e que uma política de estímulos monetários poderia estimular um endividamento preocupante das pessoas. Por outro lado, o presidente Donald Trump segue pressionando para que o FED corte ainda mais o juro americano, afirmando que o juro alto dificulta o crescimento dos EUA.

Na zona do Euro, foi divulgado que o PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu inesperadamente de 51,5 em julho para 51,8 em agosto, que indica um avanço na atividade do bloco neste mês, ainda puxado pelo setor de serviços.

Porém, o dado mais importante foi a divulgação do CPI (inflação ao consumidor, na sigla em inglês), que recuou 1% em julho conforme divulgou a Agência Eurostat. A fraca inflação junta-se a outros sinais de abrandamento como os divulgados na semana passada que dão conta de um crescimento de 0,2% na zona euro e de uma contração da Alemanha de 0,1% no segundo trimestre do ano. O banco central alemão já avisou que a maior economia da zona euro pode entrar num ciclo de recessão.

O embate comercial entre EUA e China também segue adicionando volatilidade aos mercados. A política de “morde – assopra” do presidente dos EUA, Donald Trump, foi de um discurso que trouxe otimismo ao afirmar, no início da semana, que vem travando conversas construtivas, ainda que não esteja pronto para um acordo, até o ponto de anunciar, na sexta-feira, um aumento de tarifas de 25% para 30% sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses. Isso após a China anunciar aumento de tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos e automóveis americanos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de baixa. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,42% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,28%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,43% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,46%.

Em relação à economia brasileira, na falta de indicadores expressivos as atenções voltaram-se as questões políticas. A semana foi produtiva no Congresso, com discussões sobre a reforma tributária e a aprovação da MP da liberdade econômica, que fechou sem liberar o trabalho aos domingos. Sobre a reforma da previdência, o relatório preliminar do senador Tasso Jereissati será entregue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 2,14% na semana, reduzindo a variação acumulada positiva no ano para 11,13% e a de doze meses para 28,07%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 3,01% na semana, cotado a R$ 4,122 na compra e a R$ 4,124 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,27%, acumulando alta de 0,54% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,65% em 2019, ante 3,71% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,85%, ante 3,90% da semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,25%, ante 5,50% da pesquisa anterior.

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,80% neste ano, ante 0,83% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também recuou, passando de 2,20% para 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, ante R$ 3,78 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, mesma projeção da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,36 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com tendência de mais volatilidade nos mercados globais, ao mesmo tempo em que dados econômicos voltaram amostrar o efeito da guerra comercial, com a desaceleração das atividades nos países da OCDE, organização internacional formada por 36 países que aceitam os princípios da economia de mercado, e com a confiança dos negócios na Alemanha se deteriorando mais do que o esperado em agosto, atingindo o menor nível em quase sete anos, após a divulgação do índice de sentimento das empresas alemãs cair de 95,8 pontos em julho para 94,3 pontos em agosto.

Do lado doméstico, destaque para a divulgação do IGP-M de agosto, n o fim da semana, e a tramitação da PEC da previdência no Senado, ao mesmo tempo em que foi divulgada pesquisa realizada pela CNT/MDA que mostrou uma queda acentuada na avaliação do governo Jair Bolsonaro, de 19% em fevereiro para 39,5% este mês, enquanto a avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –23/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 19/08/2019

Retrospectiva

Os mercados repercutiram as preocupações com um provável cenário de piora da economia global, com a divulgação de dados ruins na zona do Euro e na China.

A Alemanha divulgou que o PIB local recuou 0,1% no segundo trimestre, após a produção industrial dos países da zona do Euro encolher 1,6% em junho, na comparação com o mês de maio, acentuando os sinais de fraqueza na economia da região.

Na China, foi divulgado que a produção industrial cresceu a uma taxa de 4,8% em julho. Apesar da expressividade do indicador, a expectativa dos especialistas era de uma atividade industrial na casa dos 5,9%, número bem maior que o divulgado.

Ainda no front externo, novos focos de preocupação com a economia global vieram dos EUA. A inversão atípica entre as taxas curtas e longas dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) se acentuou na semana. Os títulos de 10 (dez) anos estão com taxa menor que os de curto prazo, indicando uma corrida dos investidores para a proteção, o que pode ser um indício de recessão no curto prazo. Imediatamente, o mercado de ações reagiu e levou a uma queda forte no S&P 500, um dos principais indicadores do mercado de ações nos EUA.

A sinalização dada pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) na última reunião, ao reduzir o juro básico da economia americana, reforçou a tese do mercado financeiro de que o crescimento da economia dos EUA poderia perder fôlego no curto prazo.

Ainda nos EUA, foi divulgado que a confiança dos consumidores americanos deteriorou-se acentuadamente em agosto, conforme pesquisa conduzida pela Universidade de Michigan. O índice situou-se em 92,1 pontos, mais de seis pontos abaixo de seu nível anterior e seu menor nível desde o início do ano. Os analistas esperavam uma queda muito mais moderada, de 97,7 pontos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou 1,12% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, despencou 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,02% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,28%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que o desemprego no Brasil recuou para 12% no segundo trimestre, conforme a Pesquisa Nacional por amostra de domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. No primeiro trimestre a taxa era de 12,7%, atingindo 12,8 milhões de desempregados no país. A pesquisa indica que um contingente de 3,3 milhões de desempregados procuram empregos há no mínimo dois anos.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, em meio às notícias negativas vindas da Argentina após a vitória da oposição nas eleições prévias, que levaram o Merval (índice do mercado acionário local) a derreter mais de 30% na semana. Os dados fracos da China e Alemanha, além do movimento da curva de juros nos EUA, também contagiaram nossos mercados. O Ibovespa recuou 4,03% na semana, reduzindo a variação acumulada no ano para 13,56% e a de doze meses para 31,27%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,54% na semana, cotado a R$ 4,0029 na compra e R$ 4,0037 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,15%, acumulando alta de 0,82% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2019, ante 3,76% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,50%, também como na pesquisa anterior.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,83% neste ano, ante 0,81% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também subiu, passando de 2,10% para 2,20%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,78 no final do ano, ante R$ 3,75 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, uma alta em relação aos R$ 3,80 da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com perspectivas mais positivas. Notícias de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) divulgou um plano de reformas nas taxas de juros com objetivo de reduzir os custos de financiamentos dos empresários, em meio à desaceleração da economia chinesa, animam os mercados.

Ainda no front externo, a Alemanha dá sinais ao mercado de que o Banco Central local está preparado para liberar recursos da ordem de US$ 55 bilhões para estimular a economia e enfrentar uma possível recessão à frente.

Na vizinha Argentina, a troca no comando da economia após a renúncia do ministro da fazenda argentino, Nicolás Dujvone, vem como uma medida de contenção dos mercados locais, que sofrem com a desvalorização da moeda local, que perdeu 19,9% em cinco dias.

Com agenda de indicadores esvaziada aqui e lá fora, o mercado estará de olho nos dados da segunda prévia do IGP-M de agosto.

No campo da política, destaque para a Lei de Abuso de Autoridade. O noticiário destaca que o ministro Sérgio Moro deverá sugerir ao Presidente Bolsonaro o veto a diversos itens da norma aprovada pelo Congresso na semana passada. Dentre eles, a condenação de magistrado que decretar prisão sem amparo legal.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –16/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 12/08/2019

Retrospectiva

Permanecem as tensões provocadas pela batalha comercial travada entre os EUA e a China. As preocupações globais se acentuaram com as notícias de que os Estados Unidos estão segurando licenças à Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes e telecomunicações, à medida que os chineses suspendem a compra de grãos americanos.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que o Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) recuou para 51,5% em julho, na comparação com junho que ficou em 52,2%, e aproximando-se da marca dos 50 – que separa crescimento de contração. Apesar do BCE ter mantido o juro estável na última reunião, não é descartada uma queda na próxima.

Nos EUA, o crescimento do setor de serviços desacelerou em julho para o nível mais fraco desde agosto de 2016. O Instituto de Gestão em Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade não manufatureira caiu de 55,1 em junho para 53,7 em julho.  Ainda no setor de serviços, o Índice de Gerente de Compras aumentou para 53,0 em julho, ante 51,5 em junho.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,50% e o FTSE-100, da bolsa inglesa tombou 2,07%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,45% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 1,95%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE relativo ao mês de junho. A pesquisa apontou recuo de 1% ante maio, e recuo de 2,3% no acumulado do ano. Dado que o setor de serviços representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem, portanto, grande influência na atividade econômica, é esperada uma desaceleração na economia doméstica.

O IPCA encerrou julho com alta de 0,19% em julho, índice bem acima dos 0,01% vistos em junho. Conforme informou o IBGE, foi a taxa mais baixa para o mês de julho desde 2014. Assim, o índice acumula alta de 2,42% no ano, e 3,22% em 12 meses. O que pesou mais no indicador foi o item energia elétrica: as contas de luz ficaram 4,48% mais caras, em média.

Ainda por aqui, o prêmio de risco do Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), alcançou os 129 pontos na quinta-feira, mesma média dos países classificados como BBB- (grau de investimentos) pelas agências de risco. Entretanto, analistas avaliam que uma elevação da nota de crédito brasileira só deve ocorrer com a volta do crescimento econômico.

Para a bolsa brasileira, apesar do noticiário negativo, a semana foi de alta. Destaque para a divulgação de resultados corporativos que sustentaram o mercado bursátil em meio à safra de resultados do segundo trimestre das empresas listadas na B3. O Ibovespa subiu, 1,29% na semana, com volume médio diário superior a R$ 15 bilhões, aumentando a variação acumulada no ano para 18,33% e a de doze meses para 35,92%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,26% na semana, cotado a R$ 3,9395 na compra e R$ 3,942 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana valorizando 0,90%, acumulando alta de 0,96% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,76% em 2019, ante 3,80% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro continua reduzindo suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, frente a 5,25% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

A expectativa de alta para o PIB em 2019 teve ligeira queda, de 0,82% para 0,81%. Há quatro semanas a expectativa de crescimento era a mesma. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, mesmo valor projetado quatro semanas atrás.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

No Brasil, o Banco Central publica o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica, referente ao mês de julho.

Ainda por aqui, a FGV informará a primeira prévia do IGP-M de agosto.

Na agenda desta segunda-feira, serão conhecidos os números semanais da balança comercial.

No campo da política, a reforma da previdência começa a ser discutida no Senado Federal, passando primeiro pela CCJ para só depois chegar ao plenário da Casa. Os próximos dias devem mostrar o nível de dificuldade que o governo encontrará nesta etapa.

Nesta semana, no exterior, os mercados permanecem acompanhando atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China.

Os investidores também estarão atentos à vizinha Argentina, por conta das eleições primárias que mostrou forte vitória da oposição e gera receio de que a derrota de Maurício Macri em outubro seja inevitável, o que deve levar a um sell-off de ativos argentinos com o temor da volta das políticas populistas de Cristina Kirchner. A esquerda venceu a eleição primária na Argentina com a candidatura do peronista Alberto Fernández, com 47% dos votos. Ele bateu o presidente Mauricio Macri, que obteve 32% dos votos.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –09/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 05/08/2019

Retrospectiva

No segundo dia de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump acentuou a “guerra” com a China ao anunciar nova tarifa de 10% sobre importações desse país, no valor de US$ 300 bilhões, que ainda não foram taxados anteriormente. Segundo ele, os EUA irão taxar a China até que um acordo comercial seja fechado.

Em represália, conforme o anúncio divulgado hoje e que está mexendo com os mercados globais, a China permitiu que a moeda local fosse negociada abaixo de 7 por dólar, pela primeira vez em 11 anos. O Banco central culpou a queda na taxa cambial ao protecionismo comercial dos EUA.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que as vendas no varejo mudaram o rumo em junho e subiram 1,1% comparado a maio. Frente a um ano antes as vendas varejistas aumentaram 2,6%.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram 0,6% em junho, impulsionadas pela demanda por maquinário e equipamentos de transporte. Já a taxa de desemprego se estabilizou em 3,7% nesse mês e foram criadas 164 mil vagas de trabalho não rural, quando 171 eram esperadas.

Em sua reunião ordinária de política monetária, o FED decidiu reduzir a taxa de juros da faixa entre 2,50% e 2,25% ao ano, para 2% e 2,25% ao ano. No comunicado sinalizou que pode não necessitar promover mais cortes.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 4,41% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 3,10% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 2,64%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S encerrou julho com alta de 0,31%, depois de ter registrado deflação de 0,02% no mês anterior. Já o IGP-M desacelerou a alta para 0,40% em julho, depois de subir 0,80% em junho.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em junho, com 11,5 milhões de pessoas desempregadas. Um ano antes a taxa de desemprego era de 12,4%. Quanto á produção industrial nesse mês, a queda foi de 0,6% ante maio.

O Copom, em nova reunião realizada na semana que passou decidiu reduzir a taxa Selic de 6,50% para 6% ao ano, o menor nível histórico. Foi o primeiro corte após dez reuniões. No comunicado afirmou que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo.

Para a bolsa brasileira, a semana foi uma semana de ligeira baixa. O Ibovespa recuou 0,14%, reduzindo a variação acumulada no ano para 16,83% e a de doze meses para 26,08%. O dólar, por sua vez, avançou 2,64% na semana e o IMA-B Total caiu 0,13%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 02 de agosto, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,25%, frente a 5,50% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,56 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI composto de julho.

Nos EUA, também teremos a divulgação do PMI composto de julho, ou seja, o índice de atividade industrial e o de serviços.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, o IPCA de julho, as vendas no varejo em junho e a ata da última reunião do Copom.

Nesta semana, no exterior, os mercados irão acompanhar atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China. No Brasil, a atenção do mercado estará voltada para a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, que deverão ter foco na economia, com a conclusão da votação da reforma previdenciária.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -02/08/19

Índices de Referência -Junho/2019

NOSSA VISÃO – 29/07/2019

Retrospectiva

O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 12,7 bilhões em junho, totalmente em linha com as expectativas. No acumulado do primeiro semestre de 2019, o déficit foi de R$ 5,7 bilhões, comparado ao rombo de R$ 14,4 bilhões em igual período de 2018. A melhoria foi fruto do melhor resultado apresentado até então, por estados e municípios.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, o Banco Central Europeu – BCE manteve inalterados os juros em sua reunião ordinária. A taxa básica, a de refinanciamento e a de depósito foram mantidas em 0% e -0,4%, respectivamente. No comunicado pós reunião, o seu presidente afirmou que a perspectiva econômica está piorando mais e mais na região.

Nos EUA, foi divulgada a primeira estimativa do PIB do segundo trimestre de 2019. Houve uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre e a alta foi 2,1% em taxa anualizada. Os impactos negativos dos investimentos e das exportações foram em parte compensados por aceleração nos gastos dos consumidores e do governo.

Foram também divulgadas as encomendas de bens duráveis em junho, que subiram 2% em relação ao mês anterior, depois de dois meses consecutivos de quedas. Os novos pedidos de aeronaves tiveram alta expressiva.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de recuperação. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,30% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,54%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana avançou 1,65% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,89%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,18% na terceira quadrissemana de em julho, depois de ter registrado avanço de 0,14% na segunda. Já o IPCA-15 subiu apenas 0,09% em junho, depois de ter avançado 0,06% em junho. O resultado ficou abaixo das expectativas.

Para a bolsa brasileira, a semana foi também de baixa novamente. O Ibovespa recuou 0,61%, reduzindo a variação acumulada no ano para 16,99% e a de doze meses para 28,74%. O dólar, por sua vez, avançou 0,89% na semana e o IMA-B Total subiu 0,59%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 26 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,80% em 2019, frente a 3,78% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, comparado a 5,75% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, como na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, também como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 84,20 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da primeira estimativa do PIB do segundo trimestre de 2019, as vendas no varejo em junho e a inflação do consumidor em julho.

Nos EUA, teremos a divulgação da taxa de desemprego em julho, as encomendas à indústria em junho e nova reunião do FED para deliberar sobre a taxa de juros.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, a produção industrial e a taxa de desemprego em junho e teremos nova reunião do Copom para deliberar sobre a taxa de juros.

No exterior, nos EUA e no Brasil, os principais eventos na semana serão as reuniões dos comitês de política monetária dos respectivos bancos centrais. Tanto no Brasil, quanto lá, o mercado estima que haverá redução da taxa básica de juros. As chances são realmente boas.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –26/07/19

Índices de Referência –Junho/2019

NOSSA VISÃO – 22/07/2019

Retrospectiva

Com o Legislativo em recesso no Brasil, as atenções dos mercados locais e também dos internacionais se voltam para a divulgação dos diversos indicadores macroeconômicos, principalmente aqueles indicativos da atividade. Neste momento os principais bancos centrais estão preparados para reduzir as suas taxas de juros, se for necessário.

Em relação à economia internacional, a zona do euro, o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em junho contra maio e teve variação de 1,3% no ano, depois de ter subido 1,2% na base anual, no mês anterior.

Nos EUA, as vendas no varejo aumentaram acima da previsão em junho, ao registrar avanço de 0,4%, o quarto aumento mensal consecutivo. Já a produção industrial nesse mês ficou estável, apesar de que uma alta era esperada.

Foi também divulgado o Livro Bege pelo FED, que reportou que a economia norte-americana tem crescido em ritmo modesto nos últimos meses e que a inflação segue fraca, mas indicando perspectivas positivas em geral.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 0,51% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana caiu 1,23% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 1,01%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,14% na segunda quadrissemana de em julho, depois de ter registrado avanço de 0,05% na primeira. Já o IGP-M subiu 0,53% na segunda prévia, depois de ter subido 0,75% na segunda prévia do mês anterior.

Conforme o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 0,54% em maio, frente a Abril e foi a primeira elevação do índice no atual governo.

Para a bolsa brasileira, a semana foi também de baixa. O Ibovespa caiu 0,44%, reduzindo a variação acumulada no ano para 17,71% e a de doze meses para 31,67%. O dólar, por sua vez, caiu 0,12% na semana e o IMA-B Total caiu 0,03%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 19 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,78% em 2019, frente a 3,82% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 5,75%, comparado a 6% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,82%, frente a 0,81% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, frente a R$ 3,80 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 84,20 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos reunião do BCE, sobre taxa de juros e a divulgação da confiança do consumidor em julho.

Nos EUA, teremos a divulgação do PIB do segundo trimestre de 2019 e dos pedidos de bens duráveis em junho.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação, inclusive do IPCA-15 .

No exterior, a reunião do BCE em que novos estímulos à economia poderão ser discutidos, é o principal evento e no Brasil a divulgação do IPCA-15..

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -19/07/19

Índices de Referência -Junho/2019

NOSSA VISÃO – 15/07/2019

Retrospectiva

Com um placar muito acima do esperado (setenta e um votos acima do necessário) foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, o texto base da reforma da Previdência. A votação em segundo turno irá ocorrer no retorno do recesso parlamentar.

Cinco dos destaques foram aprovados, sendo que o texto voltou à comissão especial da casa, quando foi consolidado e também aprovado. Estima-se ao redor de 850 bilhões a economia que a reforma deverá produzir nas contas públicas nos próximos dez anos.

Em relação à economia internacional, a zona do euro, de acordo com o FMI, deverá ter crescimento econômico fraco neste ano, por conta dos crescentes riscos devido às tensões comerciais, ao Brexit e à vulnerabilidade da Itália.

Nos EUA, a inflação do consumidor foi de apenas 0,1% em junho, mas o núcleo teve variação de 0,3%, contra 0,1% que era esperado. O preço dos aluguéis, vestuário e veículos usados se fortaleceram no mês, ajudando a compensar a fraqueza nos preços dos alimentos e da energia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi mais de quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã recuou 1,95% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 0,62%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana subiu 0,78%, mas o Nikkey 225, da bolsa japonesa caiu 0,28%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S acelerou para 0,05% na primeira quadrissemana de em julho, depois de ter caído 0,02% no mês anterior. Já o IGP-M subiu 0,40% na primeira prévia, depois de ter subido 0,73% no mês anterior.

Quanto ao IPCA, a queda nos preços dos alimentos e combustíveis fez a inflação de junho ser a menor do ano. A alta foi de apenas 0,01%, abaixo ainda do 0,12% registrado em maio. No primeiro semestre a inflação brasileira foi de 2,23% e de 3,37% em doze meses. Já o INPC também subiu 0,01% em junho, 2,45% no ano e 3,31% em doze meses.

Conforme o IBGE, as vendas do comércio varejista caíram 0,1% em maio, frente a abril, mas na comparação com 2018 tiveram alta de 1%.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de ligeira baixa. O Ibovespa caiu 0,18%, reduzindo a variação acumulada no ano para 18,23% e a de doze meses para 35,66%. O dólar, por sua vez, caiu 1,97% na semana e o IMA-B Total subiu 0,67%.

Relatório Focus

No Relatório Focus de 12 de julho, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,82% em 2019, frente a 3,80% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, contra 3,91% na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,50%, como na pesquisa anterior e em 2020 em 6,00%, também como na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 0,81%, frente a 0,82% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, frente a 2,20% na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,56 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação da inflação do consumidor em junho.

Nos EUA, teremos a divulgação das vendas no varejo e da produção industrial em junho, bem como do Livro Bege.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação e IBC-Br de maio.

No exterior, o Livro Bege nos dará uma ideia sobre o andamento da economia norte americana em maio-junho e no Brasil, com o recesso parlamentar o foco do mercado estará em novas medidas que o governo prepara.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) passamos agora a recomendar uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a recomendação para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –12/07/19

Índices de Referência –Junho/2019