Cena politica deteriora indicadores

A deterioração da relação entre o congresso e o executivo, levou o mercado a incorporar o risco de um impeachment da presidente Dilma Rousseff. Este fato estimulou a alta das taxas de juros futuros, que atingiram o patamar máximo de cinco anos atrás. Em função da piora do cenário doméstico, o Banco Central destacou na ata da última reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária que os riscos remanescentes demandam “vigilância” e registrou que em casos de desvios expressivos da expectativa de inflação, a autoridade monetária pode voltar a agir.

Com isso os analistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para a inflação de 2015 e após a queda registrada há duas semanas elevaram as projeções para 2016. As expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira continuam pressionadas.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a majorar as suas projeções para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo em 2015 de 9,25% para 9,32%. Para o próximo ano, a estimativa para o índice de inflação oficial foi elevada de 5,40% para 5,43%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os analistas das instituições financeiras projetam redução 5,67% para 5,59%. O mercado ainda acredita em uma tendência de queda para a inflação dos próximos 12 meses.

Meta atuarial

A escalada dos índices de inflação para 2015 a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a encerrar o ano em nível elevado. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,88%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,32%. Para o próximo ano há uma expectativa de melhora em relação aos indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial estimada, medida pelo IPCA, é de 11,65% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,52%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas  projeções para a inflação de agosto de 0,27% para 0,28%. Para julho a estimativa foi mantida em 0,62%.  Para a inflação de setembro os agentes do mercado financeiro estimam que a inflação suba de 0,37% para 0,39%.

Crescimento da Economia

As estimativas para o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 foram revisadas mais uma vez para baixo. A estimativa para a retração da economia brasileira foi elevada de -1,80% foi substituída por uma queda de -1,97% agora. Para 2016 a projeção também foi alterada para baixo caindo de 0,20% para 0,00%.

As estimativas para a produção industrial brasileira foram reduzidas ainda mais pelos economistas do mercado financeiro de -5,00% para -5,21. Para 2016, a projeção foi igualmente reduzida, só que de 1,30% para 1,15%.

Taxa de juros

A ata do COPOM divulgada na última quinta-feira, 06/08, sugere que a autoridade monetária deva encerrar o ciclo de aperto monetário, pelo menos por hora. Desta forma a estimativa para a taxa de juros básica da economia em 2015 foi mantida em 14,25% ao ano. Para de 2016, a projeção foi também mantida em 12,00% ao ano.

Câmbio

O documento divulgado hoje pelo Banco Central trouxe uma elevação nas estimativas para a taxa de câmbio pela terceira semana seguida. O Relatório Focus revela que a mediana das estimativas para o câmbio em 2015 passou de R$ 3,35 para R$ 3,40. Com isso, a cotação média no decorrer do ano sofreu alteração, passando de R$ 3,18 para R$ 3,20. Para 2016, a mediana para o câmbio ao final do período subiu pela segunda semana seguida, passando de R$ 3,49 para R$ 3,50 – há quatro edições do Focus a taxa era de R$ 3,40. No caso da cotação média de 2016, também houve mudanças, passando de R$ 3,38 para R$ 3,44.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o saldo do balanço de pagamentos em 2015. Na conta Balança Comercial foi a projeção foi elevada de US$ 6,40 para US$ 7,70 bilhões. Para 2016, estimativas foram também elevadas de um superávit US$ 14,79 bilhões para US$ 15,00 bilhões.

Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,00 bilhões para US$ 65,00 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Perspectiva

A cena política permanece no radar dos investidores nesta semana. Está prevista a votação em segundo turno da PEC 443, que vincula o reajuste dos advogados públicos e delegados de polícia aos salários do STF.

No campo da economia, a China divulgará seus dados de vendas no varejo, assim como os dados da produção industrial. Na zona do euro, será conhecido o PIB do segundo trimestre. Nos EUA, são aguardados os dados de vendas no varejo, com expectativa de avanço de 0,4%, contra queda de 0,3% em junho.

Por aqui, destaque para a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, que mais uma vez deve mostrar recuo revelando uma desaceleração das quedas do indicador.

Sem maiores surpresas, a semana tende a ser menos tensa na comparação com a anterior.

Mantemos a recomendação de, por hora, expor a carteira para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Expectativa de inflação se mantém pressionada em 2015

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para a inflação medida pelo o IPCA – Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo para este ano, as informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje (03/08) pelo Banco Central do Brasil.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar as suas estimativas para o índice oficial de inflação utilizado pelo governo para as metas de inflação. A expectativa é que IPCA encerre 2015 em 9,25% ante 9,23% da semana passada. Para 2016, a inflação oficial deverá encerrar o ano em 5,40%, mantendo a projeção da semana passada.

A inflação para os próximos 12 meses vem na contra mão da inflação projeta para 2015, os agentes dos bancos esperam que a inflação para os próximos 12 meses recue de 5,76% para 5,67%. O mercado já trabalha com uma tendência de queda para a inflação dos próximos 12 meses  há  6 semanas seguidas.

Meta atuarial

Com a evolução dos índices inflacionários para este ano a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a ser elevada. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,81%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,22%. Para 2016 o cenário tende a melhorar para os indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial projetada, medida pelo IPCA, é de 11,72% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,52%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi mantida em 0,62%.  Para a inflação de agosto os analistas projetam que se mantenha em 0,27%.

Crescimento da Economia

Em mais uma semana de pessimismo, os economistas dos bancos voltaram a trabalhar com a possibilidade de um desempenho mais fraco da economia brasileira, que deve recuar de -1,76% para -1,80 em 2015. Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em 0,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

As projeções para a produção industrial brasileira forma mantidas pelos analistas dos bancos em -5,00%. Para 2016, a estimativa foi mantida em 1,30%.

Taxa de juros

A projeção para a taxa de juros básica da economia em 2015 foi mantida em 14,25% ao ano. Para de 2016, a estimativa foi também mantida só que em 12,00% ao ano.

Câmbio

Os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2015 de R$3,25 para R$3,35 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, as projeções para a taxa de câmbio foram também elevadas só que de R$ 3,40 para R$3,49 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram inalteradas as estimativas para o saldo do balanço de pagamentos em 2015. Na conta Balança Comercial foi mantida a estimativa em US$ 6,40 bilhões. Para 2016, projeções foram reduzidas de um superávit US$ 14,89 bilhões para US$ 14,79 bilhões.

Os agentes do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 65,70 bilhões para US$ 66,00 bilhões. Para o próximo ano as projeções foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Perspectiva

Depois de pregões agitados por conta das recentes notícias que envolvem economia e política, os próximos dias tendem a ser mais tranquilos em relação à divulgação de indicadores. Dados do mercado de trabalho dos EUA prometem mexer com os mercados, dado a sua importância por conta da indefinição da política monetária americana. O relatório de emprego reúne dados de remuneração do trabalhador, horas trabalhadas, empregos gerados e taxa de desemprego.

No âmbito doméstico, além do cenário político que não deixa o noticiário, está prevista a divulgação da Ata do Copom, que trará elementos importantes para uma análise mais aprofundada sobre a política monetária.

No plano político, a volta das atividades no Congresso Nacional após duas semanas de recesso mostrará se a resistência aos projetos encaminhados pelo Executivo será mantida ou abrandada.

Mantemos a recomendação de, por hora, expor a carteira para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

O mercado também conhecerá o PIB dos EUA do segundo trimestre, a ser divulgado na quinta-feira (30). As expectativas são para a divulgação de um crescimento de 2,5%, e deve mostrar que a retração do primeiro trimestre foi resultado de fatores conjunturais.

O quadro revela uma mudança do cenário que requer cautela na movimentação dos recursos, priorizando aplicações nos vértices mais curtos da curva de juros, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida.

Focus desta semana ainda não reflete alteração da meta de superávit primário

Devido o expressivo recuou da receita ante a desaceleração da atividade econômica, e da dificuldade na aprovação de medidas de ajuste fiscal, a equipe econômica do governo anunciou, na quarta-feira da semana passada, redução na meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB). Aproveitando, o governo resolveu encaminhar ao Congresso um projeto de lei que flexibiliza novamente a política fiscal e permite fechar o ano com déficit primário de até R$ 17,7 bilhões, se algumas receitas extraordinárias não se concretizarem, tais como medidas para recuperação de débitos tributários e repatriação de recursos.

A semana se inicia com a expectativa sobre o resultado da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúne amanhã e quarta-feira. A maior parte dos analistas do mercado financeiro aposta que os nove diretores do órgão colegiado optem por elevar a taxa básica de juros pela sétima vez seguida, mas não é consenso, pois uma ala do mercado espera que em um ajuste maior na taxa básica da economia (Selic), atualmente em 13,75% ao ano.

Os agentes das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para a inflação medida pelo o IPCA – Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo para 2015, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje (27/07) pelo Banco Central do Brasil. A projeção para o elevação do indicador de inflação avançou pela 14ª semana consecutiva, porém para o próximo ano as projeções recuaram pela terceira semana.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro dos bancos elevaram, pela 15ª semana seguida, as suas estimativas para o IPCA em 2015. A aposta é que IPCA deverá encerrar este ano em 9,23% ante 9,15% da semana anterior. Entretanto, a projeção para o próximo ano recuou pela terceira semana, assim a inflação projetada para 2016, na visão do mercado, deverá fechar em 5,40%, mesma estimativa da semana passada.

Em relação à inflação para os próximos 12 meses os analistas dos bancos estão mais otimistas e apostando que o índice para os próximos 12 meses recue de 5,80% para 5,76%. O mercado passou a trabalhar com uma  tendência de queda da inflação para os próximos 12 meses.

Meta atuarial

Com a evolução dos índices inflacionários para este ano a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a ser elevada. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,75%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,20%. Para 2016 o cenário tende a melhorar para os indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial projetada, medida pelo IPCA, é de 11,72% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,50%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi elevada de 0,55% para 0,62%.  A inflação para de agosto foi mantida em 0,27%.

Crescimento da Economia

Os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o desempenho da economia brasileira de -1,70% para -1,76 em 2015. Para 2016, os agentes do mercado financeiro reduziram a sua projeção de 0,33% para 0,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

As estimativas para a produção industrial brasileira continuam nada animadoras. Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em um recuo -5,00%. Para o próximo ano, a projeção dos agentes dos bancos apresentou queda de 1,50% para 1,30%, com esta é a segunda semana seguida de melhora deste indicador.

Taxa de juros

As apostas de que a autoridade monetária seja obrigada a ser mais duro e fazer uma nova elevação de 0,50 ponto percentual, para compensar o afrouxamento da área fiscal, estavam em alta na última sexta-feira. No entanto, havia uma perspectiva maior de essa próxima elevação ser de 0,25 ponto percentual, porque a economia está muito fraca e os analistas creem que um aperto maior nos juros encolheria ainda mais o PIB Produto Interno Bruto, que já não tem perspectivas animadoras.

A projeção para a taxa de juros básica da economia para este ano recuou de 14,50% para 14,25% ao ano. Para de 2016, a estimativa foi mantida em 12,00% ao ano.

Desta forma o mercado projeta uma redução maior para os juros básicos da economia, fato que pode fazer com que o retorno dos fundos atrelados ao IMA B apresentem retorno atraem no médio e longo prazos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para a taxa de câmbio ao final de 2015 de R$3,23 para R$3,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, as estimativas dos economistas dos bancos para a taxa de câmbio foram mantidas em R$ 3,40.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro voltaram a elevar as suas projeções para o saldo do balanço de pagamentos deste ano. Na conta Balança Comercial foi mantida a projeção em US$ 6,40 bilhões. Para 2016, estimativas foram elevadas de um superávit US$ 14,00 bilhões para US$ 14,69 bilhões.

Os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,25 bilhões para US$ 65,70 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevados de 15,00% para 15,10%.  Para 2016 as estimativas foram reduzidas de 5,96% para 5,92%.

Perspectiva

O resultado da pesquisa Focus tem sua importância diminuída nesta semana, pois a coleta dos prognósticos pelos economistas do mercado não levou em conta o anúncio do corte no ajuste fiscal.

Diante deste novo cenário, parece claro que o governo perdeu a capacidade de promover o equilíbrio das contas públicas.

Com isso, a próxima reunião do Copom, marcada para esta semana, ganha extrema importância, visto que a política monetária passou a ser a única ferramenta para ancorar as expectativas da inflação.

Na quarta-feira (29/07) será anunciada a nova Selic. O mercado espera novo aumento de 50 pontos-base, elevando a taxa dos atuais 13,75% para 14,25% ao ano.

A reunião do Fomc é outro grande evento da semana, com o resultado a ser anunciado também na quarta-feira (29). Espera-se pela manutenção das taxas de juros americana entre 0% e 0,25% ao ano. As atenções estarão voltadas para o comunicado pós reunião, que deve mostrar uma confiança da autoridade monetária na recuperação da economia norte-americana. Com isso, crescerão as apostas num aumento do juro ainda este ano.

O mercado também conhecerá o PIB dos EUA do segundo trimestre, a ser divulgado na quinta-feira (30). As expectativas são para a divulgação de um crescimento de 2,5%, e deve mostrar que a retração do primeiro trimestre foi resultado de fatores conjunturais.

O quadro revela uma mudança do cenário que requer cautela na movimentação dos recursos, priorizando aplicações nos vértices mais curtos da curva de juros, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida.

Qualquer dúvida nossos consultores estão à disposição.

Mercado eleva projeção de IPCA para 2015 e melhora indicadores para o próximo ano

A projeção dos analistas do mercado financeiro para a inflação de 2015 ultrapassou a casa de 9,00%, as informações constam do Relatório de Mercado Focus. Com esta é a 13ª semana seguida de alta do indicador da inflação oficial. Em contrapartida, a estimativa para 2016 foi reduzida pela segunda semana seguida.

As informações constam do Boletim Focus – que reúne a consulta a mais de cem instituições financeiras, divulgado nesta segunda-feira, 13/07 pelo Banco Central.

Instituições financeiras que participam da pesquisa semanal promovida pelo Banco Central do Brasil apostam que o índice oficial de inflação utilizado pelo Governo Federal, este ano, encerre em 9,12%. A estimativa divulgada na semana anterior era 9,04%.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras elevaram, mais uma vez, as suas projeções para o IPCA em 2015. Na avaliação destes economistas o índice oficial de inflação do governo deverá terminar 2015 em 9,12% ante 9,04% da semana anterior. Para 2016 os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA de 5,45% para 5,44%.

Os agentes dos bancos reduziram ainda as suas projeções para a inflação para os próximos 12 meses, de 5,92% para 5,85%. O mercado passou a apostar que a inflação apresente tendência de recuo para os próximos 12 meses.

A meta de inflação, que deve ser buscada pelo Banco Central, tem como centro 4,5% e limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. A autoridade monetária já abandonou a ideia de entregar a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, na meta, este ano. O Banco Central tem assegurado que deva buscar a meta somente no próximo ano. Mas como as expectativas para a inflação em 2016 ainda estão acima do centro da meta, o Banco Central tem sinalizado que deve elevar novamente a taxa básica de juros, a Selic, que já passou por seis altas seguidas. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi elevada de 0,45% para 0,47%.  Entretanto, a inflação de agosto foi reduzida de 0,27% para 0,25%.

Crescimento da Economia

Para o comportamento do PIB – Produto Interno Bruto de 2015, os agentes dos bancos mantiveram as suas  projeções , para uma retração economia em -1,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção de alta do PIB em 0,50%.

Para o desempenho da produção industrial brasileira, as estimativas também não são nada animadoras. Os analistas das instituições financeiras estão projetando que a economia brasileira recue -5,00%, há quatro semanas a estimativa era de -3,20%. Para 2016, a projeção dos analistas foi elevada de 1,35% para 1,40%.

Taxa de juros

A estimativa para os juros ao final deste ano foi mantida em passando em 14,50% ao ano. Isso significa que os economistas das instituições financeiras estão projetando ainda uma elevação de 0,75 pb para a taxa básica de juros no decorrer de 2015. Para de 2016, a projeção foi elevada de 12,06% para 12,25% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento da autoridade monetária para tentar conter a pressão inflacionária. Pelo sistema de metas de inflação utilizado no Brasil, o Banco Central deve calibrar os juros para manter a inflação no centro da meta. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras elevaram as suas estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2015 de R$ 3,20 para R$3,23 por unidade da moeda norte-americana. Para 2-16, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 3,30.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para o saldo do balanço de pagamentos para 2015. Na conta Balança Comercial foi registrada elevação das projeções de US$ 5,00 bilhões para US$ 5,50 bilhões. Para 2016, projeções foram elevadas de um superávit US$ 12,40 bilhões para US$ 13,00 bilhões.

Os analistas do mercado financeiro reduziram as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 67,00 bilhões para US$ 66,00 bilhões. Para 2016 as projeções foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as estimativas dos agentes dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 14,90%.  Para o próximo ano as projeções foram também mantidas, só que em 5,96%.

Perspectiva

Os mercados amanhecem sob os auspícios do noticiário externo. Na zona do euro, terminou nesta madrugada a reunião que durou 17 horas e pôs fim as negociações do resgate grego. Em decisão unânime, os líderes europeus chegaram a um acordo que permite negociar um terceiro programa de resgate à Grécia. O pacote inclui um fundo de 50 bi de euros, gerido pelos gregos, que servirá para recapitalizar bancos e fazer investimentos de estímulo ao crescimento. Em contrapartida, os gregos se comprometem a reformar a previdência, aumentar impostos e privatizar companhias dentre outros compromissos. Agora, o acordo deverá passar pelo parlamento grego e ser transformado em leis que garantam o seu cumprimento.

No ambiente doméstico, está prevista a divulgação do IBC-Br, considerada por muitos uma prévia do PIB brasileiro. Não há uma estimativa base para o índice, podendo vir desde um crescimento de 0,5%, como uma queda devido aos dados desanimadores para a economia que tem sido divulgado nos últimos tempos, como a queda de 13,7% da produção industrial de São Paulo em maio, na comparação anual.

Reafirmamos nossa recomendação de, por hora, manter uma carteira posicionada para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral). O reposicionamento deverá ser gradativo, visando formar um preço médio para a carteira.

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

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