Cena politica deteriora indicadores

A deterioração da relação entre o congresso e o executivo, levou o mercado a incorporar o risco de um impeachment da presidente Dilma Rousseff. Este fato estimulou a alta das taxas de juros futuros, que atingiram o patamar máximo de cinco anos atrás. Em função da piora do cenário doméstico, o Banco Central destacou na ata da última reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária que os riscos remanescentes demandam “vigilância” e registrou que em casos de desvios expressivos da expectativa de inflação, a autoridade monetária pode voltar a agir.

Com isso os analistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para a inflação de 2015 e após a queda registrada há duas semanas elevaram as projeções para 2016. As expectativas em relação ao desempenho da economia brasileira continuam pressionadas.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a majorar as suas projeções para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo em 2015 de 9,25% para 9,32%. Para o próximo ano, a estimativa para o índice de inflação oficial foi elevada de 5,40% para 5,43%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os analistas das instituições financeiras projetam redução 5,67% para 5,59%. O mercado ainda acredita em uma tendência de queda para a inflação dos próximos 12 meses.

Meta atuarial

A escalada dos índices de inflação para 2015 a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a encerrar o ano em nível elevado. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,88%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,32%. Para o próximo ano há uma expectativa de melhora em relação aos indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial estimada, medida pelo IPCA, é de 11,65% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,52%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas  projeções para a inflação de agosto de 0,27% para 0,28%. Para julho a estimativa foi mantida em 0,62%.  Para a inflação de setembro os agentes do mercado financeiro estimam que a inflação suba de 0,37% para 0,39%.

Crescimento da Economia

As estimativas para o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 foram revisadas mais uma vez para baixo. A estimativa para a retração da economia brasileira foi elevada de -1,80% foi substituída por uma queda de -1,97% agora. Para 2016 a projeção também foi alterada para baixo caindo de 0,20% para 0,00%.

As estimativas para a produção industrial brasileira foram reduzidas ainda mais pelos economistas do mercado financeiro de -5,00% para -5,21. Para 2016, a projeção foi igualmente reduzida, só que de 1,30% para 1,15%.

Taxa de juros

A ata do COPOM divulgada na última quinta-feira, 06/08, sugere que a autoridade monetária deva encerrar o ciclo de aperto monetário, pelo menos por hora. Desta forma a estimativa para a taxa de juros básica da economia em 2015 foi mantida em 14,25% ao ano. Para de 2016, a projeção foi também mantida em 12,00% ao ano.

Câmbio

O documento divulgado hoje pelo Banco Central trouxe uma elevação nas estimativas para a taxa de câmbio pela terceira semana seguida. O Relatório Focus revela que a mediana das estimativas para o câmbio em 2015 passou de R$ 3,35 para R$ 3,40. Com isso, a cotação média no decorrer do ano sofreu alteração, passando de R$ 3,18 para R$ 3,20. Para 2016, a mediana para o câmbio ao final do período subiu pela segunda semana seguida, passando de R$ 3,49 para R$ 3,50 – há quatro edições do Focus a taxa era de R$ 3,40. No caso da cotação média de 2016, também houve mudanças, passando de R$ 3,38 para R$ 3,44.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro elevaram as projeções para o saldo do balanço de pagamentos em 2015. Na conta Balança Comercial foi a projeção foi elevada de US$ 6,40 para US$ 7,70 bilhões. Para 2016, estimativas foram também elevadas de um superávit US$ 14,79 bilhões para US$ 15,00 bilhões.

Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 66,00 bilhões para US$ 65,00 bilhões. Para 2016 as estimativas foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Perspectiva

A cena política permanece no radar dos investidores nesta semana. Está prevista a votação em segundo turno da PEC 443, que vincula o reajuste dos advogados públicos e delegados de polícia aos salários do STF.

No campo da economia, a China divulgará seus dados de vendas no varejo, assim como os dados da produção industrial. Na zona do euro, será conhecido o PIB do segundo trimestre. Nos EUA, são aguardados os dados de vendas no varejo, com expectativa de avanço de 0,4%, contra queda de 0,3% em junho.

Por aqui, destaque para a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, que mais uma vez deve mostrar recuo revelando uma desaceleração das quedas do indicador.

Sem maiores surpresas, a semana tende a ser menos tensa na comparação com a anterior.

Mantemos a recomendação de, por hora, expor a carteira para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

Expectativa de inflação se mantém pressionada em 2015

Os economistas dos bancos voltaram a elevar as suas projeções para a inflação medida pelo o IPCA – Índice Nacional de Preços a Consumidor Amplo para este ano, as informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado, hoje (03/08) pelo Banco Central do Brasil.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras voltaram a elevar as suas estimativas para o índice oficial de inflação utilizado pelo governo para as metas de inflação. A expectativa é que IPCA encerre 2015 em 9,25% ante 9,23% da semana passada. Para 2016, a inflação oficial deverá encerrar o ano em 5,40%, mantendo a projeção da semana passada.

A inflação para os próximos 12 meses vem na contra mão da inflação projeta para 2015, os agentes dos bancos esperam que a inflação para os próximos 12 meses recue de 5,76% para 5,67%. O mercado já trabalha com uma tendência de queda para a inflação dos próximos 12 meses  há  6 semanas seguidas.

Meta atuarial

Com a evolução dos índices inflacionários para este ano a meta atuarial dos regimes próprios de previdência tende também a ser elevada. A projeção para a meta atuarial medida pela variação do IPCA para este ano é de 15,81%, por sua vez a estimativa para a meta atuarial medida pela variação do INPC é de 16,22%. Para 2016 o cenário tende a melhorar para os indicadores de inflação. Com isso a meta atuarial projetada, medida pelo IPCA, é de 11,72% já a meta estimada com base na variação do INPC deverá ser de 11,52%.

Meta atuarial é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade mínima necessária das aplicações financeiras dos investimentos de um plano de previdência, para o cumprimento dos seus compromissos futuros. Funciona como uma taxa de desconto, onde os compromissos futuros são trazidos a “valor presente”.

Inflação de curto prazo

Os analistas do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para a inflação de curto prazo. Para julho a estimativa foi mantida em 0,62%.  Para a inflação de agosto os analistas projetam que se mantenha em 0,27%.

Crescimento da Economia

Em mais uma semana de pessimismo, os economistas dos bancos voltaram a trabalhar com a possibilidade de um desempenho mais fraco da economia brasileira, que deve recuar de -1,76% para -1,80 em 2015. Para o próximo ano, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa em 0,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

As projeções para a produção industrial brasileira forma mantidas pelos analistas dos bancos em -5,00%. Para 2016, a estimativa foi mantida em 1,30%.

Taxa de juros

A projeção para a taxa de juros básica da economia em 2015 foi mantida em 14,25% ao ano. Para de 2016, a estimativa foi também mantida só que em 12,00% ao ano.

Câmbio

Os economistas dos bancos elevaram as suas estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2015 de R$3,25 para R$3,35 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, as projeções para a taxa de câmbio foram também elevadas só que de R$ 3,40 para R$3,49 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram inalteradas as estimativas para o saldo do balanço de pagamentos em 2015. Na conta Balança Comercial foi mantida a estimativa em US$ 6,40 bilhões. Para 2016, projeções foram reduzidas de um superávit US$ 14,89 bilhões para US$ 14,79 bilhões.

Os agentes do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto em 2015 de US$ 65,70 bilhões para US$ 66,00 bilhões. Para o próximo ano as projeções foram mantidas em U$ 65,00 bilhões.

Perspectiva

Depois de pregões agitados por conta das recentes notícias que envolvem economia e política, os próximos dias tendem a ser mais tranquilos em relação à divulgação de indicadores. Dados do mercado de trabalho dos EUA prometem mexer com os mercados, dado a sua importância por conta da indefinição da política monetária americana. O relatório de emprego reúne dados de remuneração do trabalhador, horas trabalhadas, empregos gerados e taxa de desemprego.

No âmbito doméstico, além do cenário político que não deixa o noticiário, está prevista a divulgação da Ata do Copom, que trará elementos importantes para uma análise mais aprofundada sobre a política monetária.

No plano político, a volta das atividades no Congresso Nacional após duas semanas de recesso mostrará se a resistência aos projetos encaminhados pelo Executivo será mantida ou abrandada.

Mantemos a recomendação de, por hora, expor a carteira para os vértices mais longos em no máximo 60% (no máximo 10% em IMA-B 5+ ou IDKA IPCA 20A, o restante no IMA-B e IMA-Geral).

Os demais recursos devem ser direcionados para os vértices mais curtos, para ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida, pois não há percepção de melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos. Investimentos neste segmento devem estar direcionados para ativos que utilizam estratégias de gerar valor ao acionista, através de análises fundamentalistas.

O mercado também conhecerá o PIB dos EUA do segundo trimestre, a ser divulgado na quinta-feira (30). As expectativas são para a divulgação de um crescimento de 2,5%, e deve mostrar que a retração do primeiro trimestre foi resultado de fatores conjunturais.

O quadro revela uma mudança do cenário que requer cautela na movimentação dos recursos, priorizando aplicações nos vértices mais curtos da curva de juros, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1, IMA-B 5 ou IDKA IPCA 2A.

Na renda variável, mantemos nossa recomendação de uma exposição reduzida.

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