PRÉVIA DA INFLAÇÃO, IPCA-15 ACELERA A 0,89% EM AGOSTO

Alavancado principalmente pelos aumentos da gasolina e da energia elétrica, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), prévia da inflação oficial brasileira, teve alta de 0,89% no mês de agosto.


Divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, este é o maior resultados para um mês de agosto desde 2002, quando atingiu 1%.



Inflação medida pelo IPCA acelera para alta de 0,96% em julho

Com reajustes dos preços da energia elétrica, a inflação oficial no País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,96% em julho de 2021 na comparação com junho, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (10), representando uma aceleração frente à alta de 0,53% em junho.


Com isso, o indicador acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses, acima do acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,35%). Em julho de 2020, a taxa mensal foi de 0,36%.

A expectativa, de acordo com o consenso Refinitiv, era de alta de 0,93% frente junho de 2021 e de 8,97% na comparação com julho de 2020.


Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em julho. A maior variação (3,10%) e o maior impacto (0,48 p.p.) vieram da habitação com a alta da energia elétrica (7,88%), que acelerou em relação ao mês anterior (1,95%) e registrou o maior impacto individual no índice (0,35 p.p.). O resultado é consequência dos reajustes tarifários de 11,38% em São Paulo, de 8,97% em Curitiba (11,34%), e de 9,08% em uma das concessionárias de Porto Alegre (8,02%).


“Além dos reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice, a gente teve o reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o país. Antes o acréscimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acréscimo passou a ser de cerca de R$ 9,49”, explica o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.


A segunda maior contribuição (0,32 p.p.) do mês veio dos transportes (1,52%), puxados pelas passagens aéreas, cujos preços subiram 35,22% depois da queda 5,57% em junho.


Os preços dos combustíveis (1,24%) também aceleraram em relação a junho (0,87%). Em particular, a gasolina teve alta de 1,55%, enquanto havia subido 0,69% no mês anterior, contribuindo com o terceiro impacto individual (0,09 p.p.) no índice do mês, após as passagens aéreas.


O resultado de alimentos e bebidas (0,60% e 0,13 p.p.) também ficou acima do registrado em junho (0,43%). A alimentação no domicílio passou de 0,33% para 0,78% em julho, principalmente por conta das altas do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-13,51%) batata-inglesa (-12,03%), e o arroz (-2,35%).



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Fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/inflacao-medida-pelo-ipca-acelera-para-alta-de-096-em-julho-maior-para-o-mes-desde-2002/

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