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NOSSA VISÃO – 20/01/2020

Retrospectiva

Os mercados de risco se beneficiaram do noticiário positivo, com destaque para a assinatura do acordo comercial em primeira fase entre EUA e China e início das negociações para novo acordo que abordará questões pendentes, ficando em segundo plano as tensões entre EUA e Irã, que deram sinais de arrefecimento.

Em relação ao acordo comercial, a China se comprometeu a importar US$ 200 bilhões em produtos norte americanos, incluindo produtos agrícolas, para reduzir o déficit comercial entre as duas nações. Em contrapartida, os EUA suspendem parcialmente as taxas alfandegárias sobre bens importados da China.

Nos EUA, as leituras da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro vieram abaixo do esperado em todos os setores, não mostrando nenhuma pressão real sobre os preços.  O índice subiu 0,2% em dezembro, após subir 0,3% em novembro, conforme divulgou o Departamento de Trabalho. O núcleo do CPI avançou apenas 0,1%, elevando as chances do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) a no mínimo não elevar o juro em um futuro próximo.

Ainda por lá, foi revelado o Livro Bege, que mostrou uma atividade econômica se expandindo moderadamente e que os gastos do consumidor crescendo a um ritmo modesto. Quanto ao mercado de trabalho, o documento revelou uma escassez generalizada de mão de obra especializada, especialmente no setor bancário e de TI. O Livro Bege é publicado duas semanas antes de cada reunião de política monetária do FED, e é visto como um instrumento que influencia os membros do colegiado.

Na China, foi divulgado que o PIB cresceu a um ritmo de 6,1% em 2019, o menor avanço em 29 anos.  No entanto, os números revelados mostram que a economia chinesa terminou o ano em um ritmo mais firme, depois de perder o fôlego nos três primeiros trimestres do ano. O resultado sugere que uma série de medidas de estímulo ao crescimento tomadas nos últimos meses pode estar começando a surtir efeitos.

Na zona do euro, conforme divulgou a agência Eurostat, a inflação da região medida pelo CPI fechou 2019 em 1,3%, ganhando força em relação ao aumento de 1,0% observado em novembro. Apesar do avanço, a inflação anual do bloco permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,32% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,14%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,97% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,80%.

Por aqui, destaque para a divulgação pelo Banco Central do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, que avançou 0,18% em novembro ante outubro, acima das expectativas de alta de 0,10%, corroborando a mensagem de recuperação gradual da atividade econômica brasileira. Foi a quarta elevação mensal consecutiva. Com o avanço, o IBC-Br acumulou alta de 0,95% em 2019 até novembro, e alta de 1,10% em doze meses.

O IBGE revelou que as vendas no varejo cresceram 0,6% em novembro, ante expectativa de avanço de 1,1% em pesquisa da agência Reuters. No ano o comercio varejista acumula avanço de 1,7% e de 2,9% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação dos preços. O Ibovespa avançou 2,58% na semana, aos 118.478 pontos, acumulando valorização no ano de 2,45%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,165. Na semana, a moeda norte-americana avançou 1,73%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,22%, acumulando valorização de 0,07% no ano e valorização 19,45% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela terceira semana consecutiva, para 3,56% ante os 3,58% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela oitava semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, mesma projeção da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, passou a 2,31%, ante 2,30% da semana anterior. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,28%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,04 para R$ 4,05. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela nona semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi reduzida para US$ 84,50 bilhões, ante US$ 84,75 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Semana importante para a economia mundial, com o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Brasil estará representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que participará de apresentações em painéis e falará sobre a redução do déficit fiscal e o aprofundamento das reformas estruturais no país.

Na agenda local, será divulgado o IPCA-15 de janeiro pelo IBGE. O índice é considerado uma prévia da inflação oficial do país, e mostrará se os efeitos do aumento de preços de alimentos sobre a inflação ficaram para trás.

Na zona do euro, destaque para a reunião de política monetária do BCE que decidirá sobre o rumo do juro da região.

Também serão revelados uma série de indicadores de atividades em vários países, com destaque para os PMIs compostos e industrial na zona do euro e nos EUA.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –17/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 13/01/2020

Retrospectiva

O destaque da semana foi o desenrolar do conflito entre EUA e Irã, com ataques de lado a lado, com o mercado financeiro reagindo às notícias de sanções econômicas pelos EUA, e com as exigência por parte do Iraque da retirada imediata das tropas norte americanas instaladas naquele país.

A boa notícia é que está tudo pronto para que o acordo comercial entre EUA e China possa ser assinado, após um longo processo de tradução. A cerimônia de assinatura do acordo está prevista para acontecer em 15 de janeiro, na Casa Branca, momento em que serão revelados detalhes de seus termos.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho divulgou os dados relativos a emprego e renda. O relatório informou que foram criados 145 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo da mediana das expectativas levantadas pela agência Broadcast, que era de 195,5 mil vagas. Apesar da frustração com o número, os dados indicam que o mercado de trabalho continua a fornecer uma boa base para os gastos com consumo na região. A taxa de desemprego permaneceu em 3,5%, com o número de pessoas desempregadas inalterado em 5,8 milhões.

Em relação à atividade econômica, foi divulgado pela IHS Markit que o setor de serviços apresentou ligeira recuperação em dezembro. O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor avançou a 52,8 pontos no mês, ante leitura de 51,6 pontos de novembro. Números acima de 50 indicam expansão da atividade.

Na zona do Euro, foram revelados dados relativos a inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,3% na comparação anual de dezembro, ganhando força em relação ao aumento de 1% observado em novembro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência Eurostat. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados. Apesar do avanço em dezembro, a inflação anual da zona do euro permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2% O núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, também registrou alta anual de 1,3% em dezembro.

No Reino Unido, o Parlamento britânico aprovou o acordo para a saída da União Europeia, constituindo-se no passo mais importante para que os britânicos deixem o bloco. O prazo imposto pelo bloco se expira em 31 de janeiro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 2,00% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,45%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,94% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,82%.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA, que avançou 1,15% em dezembro, ante 0,51% em novembro. Com isso, o índice acumulou variação de 4,31% no fechamento do ano, ligeiramente acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25%. Em 2018, o IPCA registrou avanço de 3,75%. O maior impacto veio do grupo de alimentação e bebidas (0,83%) seguido pelo grupo de transportes (0,28%). O preço das carnes teve o maior impacto individual sobre o índice (0,52%), que tiveram alta de 18,06% na base mensal.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de realização de lucros após as altas recentes. O Ibovespa recuou -1,87% na semana, aos 115.503 pontos, acumulando desvalorização no ano de -0,12%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,094. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,95%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,16%, acumulando desvalorização de -0,15% no ano e valorização 19,87% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano para 3,58%, ante os 3,60% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela sétima semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, ante 6,50% da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020 seguiu em 2,30%, medido pelo PIB. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,25%. Para 2021, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela oitava semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi elevada para US$ 84,75 bilhões, ante US$ 84,40 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Em meio às tensões no Oriente Médio, que de alguma forma causam impactos nos mercados de risco, a agenda da semana reserva uma série de eventos que devem ser monitorados de perto.

Destaque para a divulgação do PIB da China, a ser revelado na quinta-feira. As previsões são de que a segunda maior economia do mundo mostre crescimento de 6% anualizado. Ainda por lá saem os números da produção industrial e vendas no varejo.

Nos EUA, estão previstas as divulgações da inflação ao consumidor e o Livro Bege, documento que contém informações sobre a situação da economia norte americana e que de certa forma norteia os membros do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) em suas decisões de política monetária.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, na pauta para ser assinado ainda esta semana, na Casa Branca.

Por aqui, serão revelados dados sobre vendas no varejo, além da divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB nacional. Do lado da inflação, o mercado ficará atento aos números prévios que deverão indicar se as pressões inflacionárias decorrentes do aumento da carne e combustíveis se dissiparam.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –10/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 06/01/2020

Retrospectiva

A volatilidade esteve presente nos primeiros pregões do ano, com a tensão entre os EUA e o Oriente Médio no foco das atenções depois do ataque aéreo a Bagdá.

A tensão geopolítica instalada no Oriente Médio fez preço sobre os ativos, na medida em que se confirmava a morte do general Qasem Soleimani, comandante militar mais poderoso do Irã, em razão de ataque aéreo arquitetado pelos EUA.

Com isso, o preço do petróleo disparou. O contrato futuro do petróleo tipo Brent avançou mais de 4%, diante do temor de um revide por parte do Irã.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, cuja assinatura dos termos está prevista para meados de janeiro, e respondeu por boa parte dos ganhos vindos dos mercados acionários nos últimos pregões do ano passado.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial mostrou que a atividade manufatureira continuou a se recuperar em dezembro. O índice ficou em 52,4 pontos, acima das expectativas de consenso.

Na China, atividade industrial também medida pelo PMI expandiu a um ritmo mais lento em dezembro para 51,5 pontos, ante 51,8 pontos do mês anterior.

Na região do euro, as indústrias encerraram o ano com fraqueza, após o PMI indicar que a atividade industrial contraiu pelo 11º mês seguido. O índice permaneceu abaixo dos 50 pontos que separa crescimento de contração, caindo a 46,3 pontos em dezembro, ante 46,9 pontos em novembro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda generalizada em razão das tensões entre EUA e Irã. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -0,29%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,76%.

Por aqui, em agenda esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação do PMI do setor industrial, que muito embora tenha continuado a se expandir no final de 2019, as taxas de crescimento de novos pedidos e da produção diminuíram nitidamente, ao passo que se observou também um retorno aos cortes de empregos e à queda mais acentuada nas exportações em mais de uma década. O índice encerrou dezembro em 50,2 pontos, um recuo em relação aos 52,9 pontos registrados em novembro.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de novos recordes. O Ibovespa avançou 1,01% na semana, aos 117.706 pontos, acumulando valorização no ano de 1,78%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,056. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,14%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,32%, enquanto no mês acumula desvalorização de -0,31%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,13%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 4,04%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,61% para 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,50%, ante 6,38% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 desta vez se manteve, com os analistas prevendo que a economia crescerá 1,17% este ano. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 1,10%. Para 2020, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,24%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,09. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela sétima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

No topo da agenda desta semana, as questões geopolíticas devem nortear os próximos pregões, e a volatilidade estará presente nas cotações dos ativos mais sensíveis ao ambiente atual, como moeda, petróleo e ouro. Neste ambiente, os investidores tendem a buscar proteção no ouro, dólar e títulos do tesouro, considerados “porto seguro”.

No campo da economia, destaque para a divulgação do PMI de serviços de várias regiões da Europa e também dos EUA. Serão revelados também o relatório de empregos nos EUA e zona do euro, além de dados da inflação na região do euro e China.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA relativo ao mês de dezembro, além de dados oficiais da produção industrial.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –03/01/20

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 30/12/2019

Retrospectiva

O rali de final de ano deu as caras, e os ganhos nos mercados de riscos se intensificaram nos principais mercados mundo afora. A falta de notícias e uma agenda fraca de indicadores devido aos feriados mantiveram os mercados no rumo da valorização.

Nos EUA, destaque para a divulgação do número de pedidos de bens duráveis feitos à indústria, que registrou uma queda de 2,0% em novembro, abaixo das estimativas que apontavam ganhos de 1,0% com o fim da greve na General Motors que durou quase dois meses. O resultado foi frustrado pela queda nas encomendas de equipamentos de transportes, especialmente em aeronaves de defesa, combinada com uma queda nas encomendas da Boeing.

Na pauta das boas notícias, a China anunciou que cortará tarifas de importação para todos os parceiros comerciais sobre mais de 859 tipos de produtos, num momento em que os chineses buscam ampliar seus estoques de carne de porco, produtos farmacêuticos e componentes de tecnologia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana manteve o viés positivo. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,14% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,82%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,58% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,09%.

Por aqui, destaque para a divulgação do Índice de confiança da Indústria (ICI), divulgado pela FGV. O índice avançou 3,2 pontos em dezembro para 99,5 pontos. No acumulado do quarto trimestre, o índice acumula alta de 3,9 pontos. O aumento é reflexo da melhora da percepção dos empresários em relação à situação atual e do aumento do otimismo em relação aos próximos meses.

A FGV divulgou que o IGP-M, também conhecido como a inflação do aluguel, avançou 2,09% em dezembro, frente aos 0,30% de alta verificada em novembro. No ano, o índice acumulou alta de 7,30%. Entre os três componentes do IGP-M, a maior alta no ano foi registrada no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de 9,08%. Considerando a origem, os produtos agropecuários subiram 16,8%, puxado pelo aumento no preço da carne bovina, enquanto os industriais tiveram alta de 6,57%.

Em relação ao emprego, conforme divulgou o IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desocupação o país fechou o trimestre encerrado em novembro em 11,2%, com a população desocupada atingindo 11,9 milhões de pessoas. A taxa caiu tanto na comparação com o trimestra anterior (11,8%), quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,6%). As vagas temporárias abertas no comércio relacionadas às datas comemorativas do final do ano contribuíram para a queda do índice. A ocupação no setor cresceu 1,8%, o que corresponde a 338 mil postos de trabalho gerados.

Para a bolsa brasileira, novos recordes foram superados e assim a semana fechou com ganhos. O Ibovespa avançou 1,23% na semana, aos 116.533 pontos, acumulando valorização no ano de 32,60%, mesmo número em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,050. Na semana, a moeda norte-americana recuou 1,1%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,95%, acumulando ganhos no mês de 1,37% e de 22,18% no ano.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,04%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,98%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,60% para 3,61%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,38%, ante 6,25% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu novamente, pela quarta semana consecutiva. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,17%, ante 1,16% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,99%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,30% ante 2,28% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,22%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi reduzida para R$ 4,08, ante R$ 4,10 da projeção anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em mais uma semana esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos EUA, China e na região do Euro, além da inflação na Alemanha.

Por aqui não haverá divulgação de indicadores importantes na semana. Assim, nossos mercados ficarão sensíveis às questões políticas e ao mercado externo.

Os mercados de ações serão ajustados pelo noticiário do final de semana, em que a China divulgou importante decisão de política monetária. O Banco Popular da China (BPoC, na sigla em inglês), utilizará a taxa básica de empréstimo como nova referência para precificar os contratos de empréstimos a taxas flutuantes existentes, o que ajudará a reduzir o custo de crédito, especialmente as empresas de pequeno/médio porte, em mais uma medida de estímulo a economia local.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –27/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 23/12/2019

Retrospectiva

A semana foi de ganhos para os mercados de risco, com o abrandamento das tensões geopolíticas (impeachment nos EUA, Brexit, Argentina) e o noticiário positivo da economia nas principais regiões, além de ausência de notícias ruins que pudessem surpreender.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços, avançou a 52,2 pontos, o maior em cinco meses, e reforça que a economia norte americana avança com vigor.

Já na região do euro, o PMI composto ficou estável em 50,6 pontos, indicando que a expansão do bloco continua modesta, com destaque para o PMI industrial, que recuou para 45,9 pontos, apontando contração do setor.

O banco central da Inglaterra decidiu, por maioria de votos, manter a taxa básica de juros inalterada em 0,75% ao ano, bem como a manutenção do programa de compra de ativos. O colegiado declarou que espera ver apenas um crescimento econômico marginal no quarto trimestre, depois que o PIB aumentou 0,3% no terceiro trimestre, acrescentando que a economia global está mostrando sinais de estabilização.

No Japão, o banco central local decidiu manter a taxa de depósito de curto prazo inalterada em -0,10% ao ano, e a meta do juro do título do governo japonês de 10 anos em torno de 0,0%, além de manter o compromisso de comprar 80 trilhões de ienes em títulos soberanos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 3,11%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,65% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,86%.

Por aqui, destaque para a divulgação da ata do COPOM. O documento informou que os membros do comitê veem que o ritmo de crescimento da economia será gradual, porém revelaram que a economia local se encontra num caminho pavimentado. Entretanto, a ata não trouxe indicações sobre os próximos passos na definição do juro básico da economia, ao afirmar que o atual estágio do ciclo impõe cautela.

O Bacen divulgou o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), com a projeção para o IPCA mantida em 4% em 2019. No último relatório divulgado, em setembro deste ano, a projeção do Bacen era de 3,3% para o IPCA. A previsão para 2020 é de 3,5%, ante 3,6% projetado no documento de setembro.

O IBGE divulgou que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 1,05% em dezembro, o maior resultado mensal desde junho de 2018. Destaque para a alta do grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou a maior variação (2,59%), e o maior impacto, de 0,63 ponto percentual. A alta do grupo é explicada pelo aumento no preço das carnes.

Para a bolsa brasileira a semana manteve o ritmo de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 2,27% na semana, aos 115.121 pontos, acumulando valorização no ano de 30,99% e 34,34% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,095. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,33%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -1,67%, acumulando ganhos no ano de 21,03%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,98%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,86%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%, a mesma de oito semanas atrás. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, ante 6,13% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu novamente nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,16%, ante 1,12% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,99%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,28% ante 2,25% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,20%. Em dezembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi alterada para R$ 4,10, ante R$ 4,15 da semana anterior. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 76,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 77,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em semana esvaziada devido aos feriados, destaque por aqui para o último dia da semana, que concentrará a divulgação de três indicadores relevantes: o IGP-M, a ser revelado pela FGV, os números da Pnad Contínua, a ser divulgada pelo IBGE, com o índice de desemprego e números relacionados ao mercado de trabalho, além do resultado primário do governo central referente a novembro, que reúne as contas do Tesouro, Previdência Social e Bacen.

Nos EUA, destaque para os números de encomendas de bens duráveis e estoque de petróleo, a serem revelados na terça-feira.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –20/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 16/12/2019

Retrospectiva

A semana foi de ganhos para os mercados de risco, após as decisões dos principais bancos centrais da América e Europa sobre as políticas monetárias das regiões, além de notícias sobre um acordo comercial entre EUA e China.

Destaque para a reunião do Federal Reserve (FED, o banco central norte-americano), que na quarta-feira decidiu por manter a taxa de juros local inalterada no intervalo entre 1,50% a 1,75%, em decisão unânime. A expectativa agora é que o FED mantenha o juro parado por um tempo prolongado, afirmando no comunicado pós-reunião que a postura atual é apropriada para dar suporte ao avanço do PIB e manter a inflação próxima ao centro da meta, fixada em 2% ao ano.

Na zona do euro também ocorreu a reunião do banco central da região, que decidiu pela manutenção das taxas de juros inalteradas na primeira reunião conduzida pela nova presidente do banco, Christine Lagarde. A taxa de depósitos ficou mantida em -0,50%, e a taxa de refinanciamento em zero. Já a taxa de empréstimo foi mantida em 0,25%. Além disso, o colegiado manteve o programa de recompra em 20 bilhões de euros por mês.

Ainda na região do euro, foi decidido em eleição que o Reino Unido será governado pelo premiê britânico Boris Johnson. Foi uma vitória esmagadora dos ”conservadores” sobre os “trabalhistas”, o candidato vitorioso garantiu que a saída do Reino Unido da União Europeia será concretizada até a data prevista, 31 de janeiro.

No final da semana foi noticiado que um acordo comercial entre EUA e China está próximo de ser concluído, após o presidente Donald Trump comunicar que as tarifas adicionais sobre US$ 156 bilhões, que valeriam a partir de 15 de dezembro, estavam suspensas, em contrapartida com a concordância pelos chineses de mudanças estruturais e com compras de produtos agrícolas dos EUA.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de altas significativas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,57%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,73% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,86%.

Por aqui, destaque para a reunião do comitê de política monetária do BACEN (COPOM), que decidiu pelo corte de mais 0,50 pontos percentuais na taxa de juros parâmetro, levando a taxa Selic ao patamar de 4,50% e renovando o piso histórico da taxa. No comunicado pós reunião, os integrantes do comitê deixaram em aberto os próximos passos ao informar que “o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária” e que o rumo dos juros “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Ao final da semana, a agência de classificação de riscos internacional Standard & Poor’s informou que alterou a perspectiva da nota de crédito soberana para o Brasil, de “estável” para “positiva”, indicando que num futuro próximo poderá melhorar a nota de crédito retornando para grau de investimento. Como justificativa para o movimento, a agência informou que foram avaliados os avanços em medidas para uma melhora do quadro fiscal que tem ajudado para reduzir o alto déficit do país.

Para a bolsa brasileira a semana manteve o ritmo de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 1,30% na semana, aos 112.564 pontos, acumulando valorização no ano de 28,08% e 28,72% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,109. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,89%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,05%, acumulando ganhos no ano de 23,08%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,86%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,84%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%, a mesma de sete semanas atrás. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,13%, ante 6,25% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,12%, ante 1,10% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,25% ante 2,24% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,17%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,15. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 75,55 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Após o Ibovespa renovar a máxima histórica no fechamento do pregão da semana, após as decisões dos bancos centrais em estímulos adicionais em suas políticas monetárias, e com uma solução para a guerra tarifária entre EUA e China, os investidores se voltam para o calendário de indicadores a serem conhecidos nesta semana.

Destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, além do relatório trimestral de inflação a ser apresentado pelo presidente da instituição, Roberto Campos.

Entre os indicadores domésticos a serem conhecidos, destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação. Conforme especialistas do mercado, o indicador pode superar o número de novembro, que foi de 0,51%, ainda pressionado pela alta nos preços de alimentos. Será também revelado o déficit em conta corrente do mês novembro, após a apreensão com o dado de outubro que registrou déficit de US$ 7,5 bilhões, o maior para o mês desde 2014.

O mercado também estará voltado aos detalhes do acordo comercial entre EUA e China, na medida em que informações vão sendo reveladas.

Nos EUA, serão conhecidos os números do PIB americano, além de dados dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) que darão um quadro mais atual sobre o crescimento da economia da região.

Enquanto no continente asiático, ocorrerá a reunião de política monetária do banco central japonês (BoJ, na sigla em inglês), além da divulgação de dados da produção industrial e vendas no varejo da China.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 09/12/2019

Retrospectiva

Após dias de forte volatilidade nas bolsas mundiais, devido às idas e vindas ao avanço do acordo comercial entre EUA e China, a maioria dos mercados encerrou a semana no azul.

No início da semana o presidente Donald Trump manifestou desprezo ao acordo comercial, ao declarar que não seria de todo ruim esperar até depois das eleições americanas em 2020 para firmar o pacto, num gesto claramente populista em meio ao processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. Trump também disparou sua artilharia contra o Brasil e Argentina, ao ameaçar taxar o aço e o alumínio em represália à desvalorização das moedas locais frente ao dólar. A França também não foi poupada, após Donald Trump ameaçar com imposição de tarifas de 100% sobre importações francesas em retaliação por impostos sobre empresas de tecnologia norte-americanas. São ações claramente eleitoreiras, visando angariar simpatia dos americanos em meio às pressões pré-eleitorais.

Em novembro, a atividade norte-americana deu sinais de moderação, conforme divulgou o Instituto para a Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês). O índice calculado para o setor de serviços recuou a 53,9 pontos, ante 54,7 pontos em outubro, indicando desaceleração no ritmo de expansão do segmento. Já a consultoria IHS Markit revelou uma recuperação marginal da atividade do setor, com os números indicando uma retomada de novas encomendas. O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) avançou a 51,6 pontos em novembro, ante 50,6 pontos da leitura anterior.

Conforme divulgou o Departamento de Trabalho dos EUA, a geração de empregos no setor privado em novembro ficou em 266 mil novos postos, a máxima desde janeiro, e a taxa de desemprego oscilou para 3,5%, o menor patamar em 50 anos. Os números foram impulsionados pela retomada do trabalho após uma greve de trabalhadores da General Motors (GM).

Na China, foi divulgado pela agência Caixin/Markit que o PMI de serviços avançou para 53,5 pontos em novembro, ante 51,5 em outubro. Já o PMI composto da indústria e serviços subiu de 52,0 pontos em outubro, para 53,2 pontos em novembro, o maior nível em 21 meses.

Na zona do euro, destaque para as manifestações populares na França contra a reforma da previdência. Antes mesmo de serem conhecidas alterações a serem propostas, alguns serviços essenciais foram paralisados devido a greves.

A agência IHS Markit divulgou que o PMI para a zona do euro continuou a sinalizar crescimento marginal do setor privado. O índice permaneceu em 50,6 pontos no mês de novembro, repetindo a leitura de outubro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,52 e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -1,45%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, avançou 0,26%.

Por aqui, foi divulgado pelo IBGE que o PIB do terceiro trimestre avançou 0,6%, uma leve recuperação diante do crescimento do segundo trimestre, que teve o número revisado para 0,5%. O número foi puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento privado. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,2%. Embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava, o número deve ser comemorado.

Do lado dos preços, o IBGE divulgou que o IPCA, índice que mede a inflação oficial do Brasil, cresceu 0,51% em novembro, ante 0,10% n o mês anterior. O número foi o maior para o mês de novembro desde 2015. O acumulado do ano foi para 3,12% e o dos últimos doze meses, para 3,27%. A dispersão do índice foi generalizada, com sete dos nove grupos pesquisados em alta. Destaque para o grupo de Despesas Pessoais, com alta de 1,21%, e Alimentação e Bebida, com alta de 0,72% e peso relevante no índice.

Para a bolsa brasileira a semana foi de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 2,67% na semana, aos 111.125 pontos, acumulando valorização no ano de 26,44% e 26,11% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,146 na venda, o menor nível desde 11 de novembro. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,25%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de -1,05%, acumulando ganhos no ano de 21,80%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,84%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,52%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão também foi mantida em 4,50%. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,10%, ante 0,99% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,24% ante 2,22% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,08%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi alterada para R$ 4,15, ante R$ 4,10 da semana anterior. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi ajustada de R$ 4,01 para R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 75,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Entre os principais destaques da agenda desta semana estão as reuniões dos bancos centrais dos EUA, Europa e do Brasil, que decidirão sobre as taxas de juros locais. Nos EUA, os dados relativos ao mercado de trabalho, divulgados na sexta-feira, devem nortear os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) sobre o futuro do juro norte-americano. A expectativa é de que os dados confirmem o cenário de reaquecimento da economia local, e a manutenção do juro é o cenário mais provável.

Já o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) também se reunirá nesta semana, e o consenso do mercado é pela redução de 0,50 pontos bases, trazendo a Selic a 4,50% ao ano, apesar das recentes pressões de preços sobre a inflação corrente, sendo o mais provável que o comunicado pós-reunião deixe em aberto os movimentos futuros do comitê.

Na zona do euro, o banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) deverá manter uma política de expansão monetária, após sinais recentes de que a economia da região está atingindo seu nível mínimo.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –06/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 02/12/2019

Retrospectiva

Em semana encurtada devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, as atenções se voltaram para a batalha comercial travada entre a China e os Estados Unidos, com sinais controversos entre avanços e recuos.

Na quarta-feira o presidente Donald Trump, que vem declarando intenção de assinar o acordo comercial em primeira fase, sancionou projeto de lei em apoio aos direitos humanos em Hong Kong, estado semiautônomo no território chinês. O Ministério de Relações Exteriores da China criticou a ação, afirmando em comunicado que esse movimento interferiu seriamente nos assuntos internos da China.

Nos EUA, foi divulgado pelo Departamento de Comércio em segunda estimativa que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre, número acima da primeira prévia divulgada no mês passado, que estimava aumento de 1,9%, enquanto no segundo trimestre a economia norte-americana avançou 2,0%.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de cidadãos que solicitaram auxílio desemprego caiu para 213 mil na semana encerrada em 23 de novembro, 15 mil a menos do que na semana anterior. Os pedidos haviam registrado máximas de cinco meses nas duas semanas anteriores, apontando para alguma fraqueza no mercado de trabalho.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 49,3 em outubro para 50,2 em novembro, conforme divulgou o Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado veio acima das expectativas que projetavam alta para 49,5. Também foi a primeira vez em sete meses que o indicador ficou acima de 50, o que indica expansão da atividade. Por sua vez, o PMI de serviços avançou para 54,4 em novembro, ante 52,8 registrados em outubro.

No Japão, foi divulgado que as vendas no varejo caíram 7,1% em outubro, na comparação com o ano anterior, acima das previsões que apontavam queda de 4,4%.  A queda foi reflexo do aumento da alíquota de imposto sobre as vendas, que saltou de 8% para 10% afetando, sobretudo os itens mais caros, como carros e eletrodomésticos, além de roupas.

Na zona do euro, foi divulgado pela agência Eurostat que o desemprego registrou queda em outubro, passando de 7,6% em setembro para 7,5%, o menor nível desde julho de 2008. Entre os 19 países que compõem o bloco, a Alemanha registrou desemprego de 3,1% e teve o menor índice. A maior taxa foi registrada na Grécia, de 16,2% conforme dados de agosto.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,55% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,27%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,39% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,78%.

Por aqui, foi divulgado que o Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela FGV, subiu 1,4 ponto em novembro, para 95,0 pontos, maior nível desde fevereiro deste ano, influenciada pela melhora do otimismo do empresário. Em médias móveis trimestrais, o índice cresceu 0,9 ponto no mês.

Conforme divulgou o IBGE, a taxa de desemprego no país fechou em 11,6% no trimestre encerrado em outubro, ante 11,8% do trimestre anterior, e 11,7% em relação ao mesmo trimestre em 2018, e registrou 12,4 milhões de pessoas desocupadas. Já a população que trabalha sem carteira assinada continua batendo recorde, chegando a 11,9 milhões de pessoas.  Assim, a recuperação do mercado de trabalho no país continua lenta e marcada pela informalidade.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ajustes. O Ibovespa recuou -0,42% na semana, acumulando valorização no ano de 23,15% e 20,93% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,241 na venda. Na semana, a moeda norte-americana valorizou 1,14%, em meio a declarações do ministro da economia, Paulo Guedes, de que o dólar tende a um patamar mais alto diante da redução estrutural da taxa Selic. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,91%, acumulando ganhos no ano de 20,53%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quarta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,52%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,46%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão também foi mantida em 4,50%. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 se manteve nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano é de 0,99%. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,22% ante 2,20% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi ajustada de R$ 4,00 para R$ 4,01.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 75,00 bilhões, ante US$ 77,00 da semana anterior. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Entre os principais destaques da agenda externa estará a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA (Payroll, na sigla em inglês), que deverá confirmar a solidez da economia norte-americana, reduzindo espaço para cortes adicionais do juro pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês). As previsões apontam para a criação de 190 mil novas vagas em novembro.

Por aqui, destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre pelo IBGE. As estimativas apontam para um avanço de 0,1% em relação ao trimestre anterior.

Destaque também para a divulgação do IPCA de novembro, a ser revelado pelo IBGE na sexta-feira. As estimativas apontam para alta de 0,50%, com pressão vinda dos itens de energia, devido à bandeira tarifária, e combustível devido à alta nos preços dos derivados do petróleo.

As atenções permanecerão voltadas ao acordo comercial entre EUA e China, em meio às incertezas em relação à capacidade dos dois lados chegarem a bom termo. A China elege como prioridade para assinatura do acordo a retirada de tarifas existentes sobre produtos chineses, enquanto os EUA programaram para meados de dezembro nova rodada de tarifas adicionais de 15% para mais de US$ 150 bilhões em produtos da China.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –29/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 25/11/2019

Retrospectiva

No início da semana, foi divulgado que o Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou inesperadamente uma importante taxa de financiamento do mercado monetário, evidenciando a preocupação das autoridades chinesas com o crescimento da economia local, à medida que o crescimento oscila perto da mínima de três décadas. Historicamente, as autoridades chinesas prescrevem maiores gastos em infraestrutura, cortes de impostos e injeções de liquidez, em detrimento da redução de custos financeiros, para atenuar a desaceleração da economia.

No Japão, o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto avançou para 49,9 pontos na leitura preliminar de novembro, conforme divulgou a agência IHS Markit. O PMI da indústria teve alta de 48,4 em outubro para 48,6 na prévia de novembro. Já o PMI de serviços subiu de 49,7 no mês passado para 50,4 na preliminar deste mês, o que indica expansão da atividade nesse setor da economia japonesa.

Na zona do Euro, destaque para a divulgação do PMI da vários países e também do bloco. O PMI composto do bloco, que inclui indústria e serviços, caiu de 50,6 em outubro para 50,3 na prévia de novembro, conforme divulgou a agência IHS Markit, revelando estagnação da economia da região. Na Alemanha, o PMI composto avançou para 49,2 na prévia de novembro, após ter registrado 48,9 em outubro.

Nos EUA, a leitura preliminar do PMI veio melhor do que o esperado. O índice de gerente de compras da indústria americana subiu para 52,2 neste mês, ante 51,3 em outubro. No setor de serviços, o indicador subiu para 51,6, de 50,6, batendo o consenso de 51,0. O índice composto, que reúne indústria e serviços, veio dentro do esperado, a 51,9, acima dos 50,9 de outubro. Leituras acima de 50,0 indicam expansão da atividade.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi queda na maioria das praças. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -0,59 e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 0,33%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou -0,33% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,82%.

Do lado doméstico, foi divulgado pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Fazenda os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED de outubro. A geração de empregos formais no país subiu pelo sétimo mês consecutivo, com o saldo positivo de 70.852 novas vagas, ante previsão de 65 mil, resultado de 1.365.054 admissões e 1.294.202 desligamentos no período. A pesquisa apresentou um estoque total de empregos em 39,2 milhões, superior aos 38,7 milhões registrados em outubro de 2018.

O IPCA-15, prévia do indicador oficial de inflação, registrou alta de 0,14% em novembro, após ter avançado 0,09% em outubro, conforme informou o IBGE. Esse é o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa foi de -0,11%. Os grupos Vestuário (0,68%) e Despesas Pessoais (0,40%) foram os que apresentaram as maiores altas do índice. Já o principal impacto positivo partiu do segmento de Habitação, que teve variação de -0,22% e influência de -0,04 ponto porcentual no índice.

Para a bolsa brasileira a semana foi de alta. O Ibovespa recuou 2,00% na semana, acumulando valorização no ano de 23,67% e 26,05% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,1929 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,01%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,25%, acumulando ganhos no ano de 21,64%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram a mediana para o IPCA deste ano para 3,46%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,33%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi ajustada para 4,50%, ante 4,25% da semana anterior. Para 2020, o Top 5, grupo formado pelas instituições financeiras que mais acertam as previsões, projeta a Selic em 4,00% ao ano.

A projeção do mercado para o PIB voltou a crescer nesta semana. A expectativa de crescimento da economia em 2019 subiu de 0,92% para 0,99%, após estabilidade nas duas pesquisas anteriores. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,91%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,20 ante 2,17% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 passou de R$ 4,00 para R$ 4,01. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00 pela quinta semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 77,00 bilhões, ante US$ 80,00 da semana anterior. Há um mês, estava em US$ 80,35 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em semana que será encurtada devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA, ainda assim os negócios serão movimentados por uma agenda que deverá adicionar volatilidade aos mercados.

As lideranças das duas maiores potências econômicas do planeta manifestaram o desejo de fechar um acordo comercial preliminar, interrompendo uma batalha tarifária que já dura 16 meses, com reflexos na economia global. Houve uma convergência maior no final da semana, com o governo chinês divulgando compromisso para estabelecer penas maiores em casos de violações de direitos de propriedade intelectual, buscando atender um dos principais pontos da discórdia entre os países. Os próximos dias serão decisivos, e deverão trazer sinais mais fortes sobre o desfecho.

Nos EUA, serão conhecidos os dados dos PMIs industriais regionais, que trará perspectivas sobre o ritmo do setor fabril, bem como dados de confiança do consumidor americano, que junto da Black Friday darão importantes sinais sobre o consumo por lá. Destaque para a divulgação do PIB americano a ser conhecido na quarta-feira, que certamente balizará a decisão sobre juros que o FED, o banco central, vai tomar na última reunião do ano em dezembro.

Na zona do Euro, serão revelados dados sobre a inflação da região, em meio ao início do mandato da nova chefe do BCE, Christine Lagarde, bem como a taxa de desemprego de outubro.

Na agenda doméstica, destaque para a publicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD Contínua de outubro, que irá revelar a evolução do mercado de trabalho brasileiro, além de dados da confiança do consumidor.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –22/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019

NOSSA VISÃO – 18/11/2019

Retrospectiva

Nos EUA, foi divulgado que o índice de produção industrial do FED, o banco central norte-americano, desacelerou em outubro, em grande parte devido à queda de 7,1% na fabricação de automóveis em razão da grave de funcionários da General Motors. A queda do índice foi de 0,8%, a maior desde maio de 2018.

Ainda por lá, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que o índice de preços ao consumidor ficou em 0,4% em outubro, após leitura estável em setembro, com as famílias pagando mais por alimentos, saúde e energia. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 1,8%, ficando acima da expectativa do mercado, de 1,7%.

As vendas do varejo norte-americano cresceram 0,3% em outubro, após uma queda de 0,3% no mês anterior, e acima das expectativas do mercado, conforme divulgou o Departamento de Comércio.

Na China, a produção industrial teve alta de 4,7% em outubro, conforme divulgou o Instituto Nacional de Estatística, ante previsão de 5,4%. Em setembro, o índice havia crescido 5,8%. Já as vendas no varejo, que refletem o consumo da população, aumentaram 7,2%, embora seja o ritmo mais lento em seis meses. Já o crescimento do investimento em capital fixo foi de 5,2% em outubro.

No Japão, foi divulgado que a economia expandiu a um ritmo de 0,2% anualizado no terceiro trimestre, registrando o quarto trimestre consecutivo de crescimento. Em base trimestral, o PIB aumentou 0,1%, menos que a taxa de 0,2% prevista. O consumo privado, que representa cerca de 60% da economia, cresceu 0,4%, e os gastos de capital aumentaram 0,9%, enquanto as exportações caíram 0,7%.

Na zona do euro, foi divulgado que o PIB expandiu 0,2% no terceiro trimestre, ante o segundo, conforme informou a agência Eurostat. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,2%. O crescimento foi puxado pelo PIB da Alemanha que avançou 0,1% no trimestre, ante expectativa de contração.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,10% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,77%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,88% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,38%.

Do lado doméstico, foi divulgado pelo IBGE que as vendas do comércio varejista nacional cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto, acumulando crescimento de 2,4% no ano. As maiores altas em setembro ocorreram nos segmentos de Móveis e eletrodomésticos (5,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (1,2%).

O índice de confiança do consumidor recuou 0,3% em outubro, conforme divulgou a Fundação Getúlio Vargas – FGV, após alta nos últimos dois meses. Por outro lado, há sinais de aumento moderado na confiança. Comparativamente, de janeiro a junho o índice de confiança recuou, em média, 0,75% ao mês, enquanto de julho a outubro o índice registrou alta média de 0,23% ao mês, considerando a série dessazonalizada.

Já o índice de atividade do banco central – IBC-Br, considerado a prévia do PIB, avançou 0,44% em setembro, acima do esperado pelo mercado. No terceiro trimestre o avanço foi de 0,91%, na comparação com o trimestre anterior.

Para a bolsa brasileira a semana foi de baixa. O Ibovespa recuou -0,99% na semana, acumulando valorização no ano de 21,24% e 23,94% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,193 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,64%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,36%, acumulando ganhos no ano de 21,95%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro alteraram a mediana para o IPCA deste ano para 3,33%, registrando uma alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,31%. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2019 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2020, a previsão foi ajustada para 4,25%, ante 4,50% da semana anterior.

A expectativa de crescimento da economia medido pelo PIB em 2019 manteve-se em 0,92% pela segunda semana consecutiva, revelou o documento. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,88%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,17%, ante 2,08% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,00%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

O relatório mostrou manutenção no cenário para o dólar em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, mesma cotação de quatro semanas antes. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa também foi mantida em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Após uma semana mais curta devido ao feriado da Proclamação da República, a agenda reserva uma série eventos que deverão ser acompanhados de perto.

O noticiário político ganha destaque, com os riscos geopolíticos na região da América do Sul seguindo na pauta e afetando o humor dos investidores. Enquanto no Chile, que enfrenta uma onda de protestos, o banco central local anunciou intervenção no câmbio, na Bolívia a senadora Jeanine Añez, presidente interina do país, apressou-se em anunciar que serão convocadas eleições presidenciais.

Nos EUA, destaque para a divulgação da ata da última reunião do FOMC, o comitê de política monetária do FED, que deverá indicar os próximos movimentos do juro americano, além da divulgação  do índice  de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês).

Na zona do euro, serão revelados dados preliminares do PMI de novembro da Alemanha e também do bloco.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA-15 de novembro, com pressão da energia elétrica sobre o indicador. Também serão revelados os dados do CAGED de outubro, com previsão de criação de 65 mil vagas de trabalho.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/11/19

Índices de Referência –Outubro/2019