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NOSSA VISÃO – 23/03/2020

Retrospectiva

Nem mesmo os estímulos monetários proporcionados pelos governantes globais foram suficientes para conter o pânico que se instalou nos mercados de riscos. Uma nova rodada de quedas acentuadas nos preços dos ativos foi observada, e diante disso mais programas de estímulos monetários estão sendo anunciados para abastecer a economia de recursos.

Na China, a primeira região a enfrentar a disseminação do “coronavírus”, as empresas já estão retornando suas atividades aos poucos, e agora o país contabiliza os estragos na economia. A produção industrial por lá caiu 13,5% nos dois primeiros meses do ano. As vendas no varejo caíram 20,5% no mesmo período. Ambos os números vieram bem piores do que o previsto por especialistas. Pelo andar da carruagem, e pela importância da China na economia global, o golpe será sentido por todos e por muito tempo.

Na Europa, o vírus se alastra com velocidade espantosa, fazendo com que muitos países (Itália, Espanha e França, por exemplo) tomem medidas drásticas para tentar limitar o contágio. Foi decretada quarentena em muitas regiões da Europa, com restrições de locomoção (fechamento de estradas, fronteiras, aeroportos, transporte público), obrigando a população ao isolamento social.

Nos EUA, a situação é igualmente tensa, com o país registrando diariamente um número significativo de contaminação e óbitos. Enquanto isso, o Senado rejeitou o pacote de ajuda de US$ 1,3 trilhão anunciado pelo governo Donald Trump. Os Democratas alegam que os termos do pacote favorecem as empresas em detrimento das pessoas, que enfrentam desemprego e perda de renda.

Para os mercados de ações internacionais, a semana manteve a sequencia de fortes quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -3,28%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -3,27%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -14,98% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -5,04%.

Por aqui, o avanço da contaminação pelo “coronavírus” segue crescente. Vários Estados e Prefeituras decretaram Estado de Calamidade Pública. O governo federal fez o mesmo, cujo texto foi aprovado pelo Congresso, que na prática permite o rompimento do teto de gastos para direcionar recursos para a saúde.

Adicionalmente, o governo federal vem anunciando uma série de medidas que visam preservar minimamente o emprego, diante do fechamento por prazo determinado de varias atividades que empregam um número considerável de cidadãos, como bares, restaurantes e eventos que costumam concentrar muitas pessoas.

No âmbito econômico, destaque para a reunião do COPOM que decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa Selic de 4,25% para 3,75%, novo piso histórico, uma redução de 0,5 ponto percentual. No comunicado, seus membros destacaram a preocupação com a trajetória da inflação, ao ressaltar que no cenário base permanecem fatores de riscos em ambas as direções.

Para a bolsa brasileira, o clima de aversão a risco seguiu os mercados internacionais. O Ibovespa encerrou a semana com queda de -18,88%, aos 67.069 pontos, acumulando desvalorização no ano de -42,00%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,027 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 4,46% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 25,28%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -4,31%, enquanto no ano é de -8,82%. No acumulando de 12 meses a valorização é de 5,22%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram novamente pra baixo a estimativa para o IPCA deste ano. A projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 3,04%, ante 3,10% da semana passada. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 4,20%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para 3,60%, ante 3,65% da semana anterior. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, após o Bacen reduzir o juro para 3,75% na reunião do COPOM da semana passada, um ajuste de 0,50 ponto percentual, o mercado manteve as projeções para a taxa encerrando o ano em 3,75%. Para o encerramento de 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 5,25%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 foram mantidas em 3,38%. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 5,00%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mais uma vez reduzida, agora para 1,48%, ante projeção de 1,68% da semana anterior, sendo a sexta semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,20%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

Após sucessivas altas da cotação do dólar nos últimos dias, o relatório mostrou que a projeção para o dólar no fim de 2020 foi ajustada para R$ 4,50, ante R$ 4,35 da semana passada. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,15. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi aumentada para R$ 4,29, ante R$ 4,20 da estimativa anterior. Um mês atrás era de R$ 4,15.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 pela quarta semana seguida. Para 2021, a expectativa foi reduzida para R$ 80,00, enquanto na semana anterior a previsão era de US$ 83,75 bilhões.

Perspectiva

A luz no fim do túnel está cada dia menos visível.  A bola da vez é o contágio nos EUA, que já atingiu mais de 35 mil infectados e quase 500 óbitos. Por lá, um terço da população está obrigada ao isolamento. Somente New York, epicentro da disseminação, concentra mais da metade dos casos no país e 5% do total de contágios no planeta. Conhecida como “a capital do mundo”, as perspectivas para a cidade são sombrias. A cidade está a ponto de conviver com a falta de suprimentos básicos chaves.

Enquanto isso, as autoridades monetárias continuam oferecendo estímulos à economia. O banco central norte-americano anunciou a pouco que comprará uma quantidade ilimitada de títulos do Tesouro dos EUA e títulos respaldados por hipotecas, em volume necessário para manter o funcionamento normal dos mercados, em substituição ao compromisso de comprar até US$ 700 bilhões que havia feito na semana passada.

Enquanto isso, os mercados de riscos mergulham em quedas fortes. Alguns ativos brasileiros atingiram preços de 3 anos atrás, tornando-se um atrativo para quem é investidor de longo prazo e necessita acumular reservas, não se importando com resultados imediatos.

Por outro lado, isso a que chamamos de “janela de oportunidade”, e que está aberta, pode demorar um tempo maior para se fechar, a depender dos rumos da disseminação e mortalidade do “coronavírus”. Isso representa dizer que os preços dos ativos estão baratos, entretanto amanhã, ou na semana que vem, ou daqui a quinze dias, podem ficar mais baratos ainda.

Assim sendo, recomendamos cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Sugerimos que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização recente dos investimentos sem possibilidades de recuperar na retomada do mercado. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

Indicadores Diários -20/03/20

Índices de Referência -Fevereiro/2020

COMUNICADO – EDUCAÇÃO EXECUTIVA

Prezado Cliente,

Sabemos que estamos diante de um momento delicado e de crise, e continuamos acompanhando de forma constante a evolução e as rápidas mudanças em nosso país. Como sempre, nós, da Crédito e Mercado, estaremos juntos com vocês.

A partir da próxima segunda-feira (dia 23/03), iremos liberar dez acessos gratuitos ao curso de CPA-10 à distância. Os cadastros poderão ser feitos até 23/04 e o curso ficará disponível por noventa dias para cada um desses acessos. Essa cortesia é válida somente para os clientes da Crédito e Mercado, e para garantir este benefício, será necessária comprovação de vínculo da pessoa cadastrada com o RPPS (servidor, conselheiro, membro do comitê, etc). Além disso, o curso CPA-20 estará com 50% de desconto para todos os nossos clientes.

O momento em que vivemos pede que todos, na medida do possível, permaneçam em suas residências protegendo-se uns aos outros de acordo com as recomendações da OMS e de outros órgãos de saúde. Faz parte dos princípios da Crédito e Mercado prezar pelo desenvolvimento dos RPPS e de suas atividades, e é por isso que, mesmo estando em casa, encontramos uma maneira de continuar fomentando o conhecimento e incentivando os estudos e as boas práticas. Assim, quando tudo voltar ao normal, o que esperamos que seja em breve, você sairá na frente, estando mais bem preparado para a avaliação de certificação e também mais atualizado sobre os temas e conteúdos.

Acesse agora nossa plataforma e realize os cadastros para começar a usufruir dos acessos gratuitos ao curso CPA-10. Bons estudos!

Para maiores informações, escreva para educação@creditoemercado.com.br ou ligue para (13)3878-8400.

Atenciosamente,

Equipe Crédito e Mercado

NOSSA VISÃO – 16/03/2020

Retrospectiva

Em mais uma semana de pânico global por conta da disseminação do “coronavírus”, coube a Organização Mundial da Saúde – OMS decretar situação de pandemia para a doença, ainda que com certo atraso. No comunicado, a OMS justificou sua decisão ao dizer que “nas duas últimas semanas, o número de casos de “Covid-19” fora da China aumentou 13 vezes e a quantidade de países triplicou. Agora são mais de 118 mil infectados em 114 nações, sendo que 4.291 pessoas vieram a óbito”. (Os números atualizados informam quase 160 mil infectados e mais de 6 mil óbitos).

No mercado financeiro, os investidores perderam o rumo. A cada notícia e informação as bolsas reagiam, ora pra cima ora pra baixo. Empresas estão fechadas; eventos e conferências de peso foram suspensos. No campo esportivo e cultural também houve interrupção das atividades. Tudo isso para evitar a aglomeração de pessoas, fato que facilita a transmissão do vírus.

Com vários países declarando estado de emergência, os bancos centrais têm mostrado seus arsenais monetários para conter uma recessão global que se anuncia. No Japão, o banco central local (BoJ, na sigla em inglês) anunciou injeção de liquidez de 1,7 trilhões de ienes, através de compra de títulos soberanos de cinco e dez anos, no valor de 200 bilhões de ienes, além de uma injeção de 1,5 trilhões de ienes em empréstimo de duas semanas.

O banco central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), cortou o juro extraordinariamente pela primeira vez desde 2008, de 0,75% para 0,25%, uma redução de 0,50 pontos percentuais, além de anunciar estímulos a empréstimos às pequenas e médias empresas e às famílias. O banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) aprovou medidas de estímulo temporárias para ajudar a economia da zona do euro, porém manteve a taxa de juros inalterada, atualmente em -0,50% para depósitos e 0,0% para financiamentos.

Já o Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), o banco central norte americano, ousou mais uma vez. Na semana passada, em decisão extraordinária, já havia cortado a taxa de juros para o intervalo entre 1,00% e 1,25%. Agora anunciou novo corte, mais agressivo, levando o juro para o intervalo entre 0,00% e 0,25%, um corte de 1 ponto percentual. A autoridade monetária também aprovou um programa de estímulos de US$ 700 bilhões, além de reduzir a taxa dos depósitos compulsórios para zero.

Para os mercados de ações internacionais, a semana registrou fortes quedas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -20,01%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -16,97%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -8,79% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -15,99%.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro que apresentou em fevereiro uma variação de 0,25%, menor resultado para o mês em 20 anos, enquanto em janeiro havia subido 0,21%. No ano, a inflação acumula alta de 0,46%, enquanto em doze meses acumula 4,01%. O maior impacto positivo veio do grupo Alimentação e Bebidas, que desacelerou para 0,11%, afetado novamente pelo recuo no preço das carnes, que acumula retração de 7,58% este ano.

Para a bolsa brasileira, o clima de aversão a risco seguiu os mercados internacionais. O Ibovespa acionou o mecanismo de “circuit breaker” quatro vezes e encerrou a semana com queda de -15,63%, aos 82.678 pontos, acumulando desvalorização no ano de -28,51%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,813 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 3,85% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 19,93%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -5,65%, enquanto no ano é de -4,72%. No acumulando de 12 meses a valorização é de 10,36%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram pra baixo a estimativa para o IPCA deste ano. A projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 3,10%, ante 3,20% da semana passada. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para 3,65%, quebrando a barreira dos 3,75% que já durava 65 semanas. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro reviu a estimativa após o FED reduzir o juro norte americano em reunião extraordinária, na semana passada. As apostas agora são de que a taxa Selic encerre o ano em 3,75%, ante 4,25% da projeção anterior. Um mês atrás a previsão era os mesmos 4,25%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada novamente pra baixo, para 5,25%, uma redução de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 foram novamente reduzidas, agora para 3,38%. Para 2021 as apostas agora são de que a taxa Selic encerre o ano em 5,00%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mais uma vez reduzida, agora para 1,68%, ante projeção de 1,99% da semana anterior, sendo a quinta semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,23%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi ajustada para R$ 4,35, ante R$ 4,20 da semana passada. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,20. Um mês atrás era de R$ 4,11.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00, mesmo número de um mês atrás. Para 2021, a expectativa foi reduzida para R$ 83,75, enquanto na semana anterior era de US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

Os mercados financeiros passam por momentos de turbulência por conta da disseminação do “coronavírus” mundo afora, a ponto da Organização Mundial da Saúde – OMS decretar situação de pandemia para a doença.

Os governos têm adotado medidas para proteger a população e evitar um colapso no sistema de saúde, decretando estado de emergência, situação que deflagra uma série de medidas que limitam a circulação das pessoas, como fechamento de fronteiras, proibição de eventos, suspensão de aulas escolares, dentre outros.

As principais economias mundiais têm agido no sentido de estimular suas economias e conter uma recessão mundial. Os bancos centrais têm respondido com medidas contundentes, seja reduzindo o juro ou injetando liquidez no sistema financeiro.

Por aqui, a expectativa é por medidas semelhantes. O COPOM se reúne na terça e quarta-feira para decidir sobre o juro no Brasil. A recente decisão do FED, que levou o juro a zero, coloca muita pressão no Bacen para cortar o juro além do já esperado corte de 25 pontos, que levaria a taxa Selic a 4,00% ao ano.

Mantemos nossa opinião de que os mercados deverão continuar oscilando forte nos próximos dias, diante da situação atual e perspectivas com a evolução da doença no curto prazo e suas consequências sobre a economia global.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/03/20

Índices de Referência –Fevereiro/2020

CRÉDITO E MERCADO MARCA PRESENÇA NO 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE INVESTIMENTOS DOS RPPS

O Diretor Felipe Affonso participa do 2º Congresso Brasileiro de Investimentos dos RPPS, realizado pela ABIPEM entre os dias 11 e 13 de março, em Florianópolis.

“É um ambiente interessante para se ouvir as visões dos participantes de mercado, reguladores e fiscalizadores” – comenta Felipe. “Na manhã de hoje (12/03), foi possível assistir à palestra de um gestor de RPPS com uma visão muito prática, mas ao mesmo tempo também técnica, trazendo reflexões como: “Pecar por ação ou omissão?” e “Até que ponto as gestões conservadoras continuam protegendo o futuro dos recursos previdenciários no cenário atual?”. Foram mencionadas também possíveis alterações na Resolução 3.922, outro ponto fundamental para quem trabalha com RPPS”.

O evento se estende até a sexta-feira, cobrindo temas atuais e indispensáveis para quem trabalha com RPPS. “Fundos de ações e sua importância no cenário de juros atuais” e “Há necessidade de novos ativos para os RPPS no cenário dos juros atuais?” são alguns dos assuntos a serem abordados.

A Crédito e Mercado e sua equipe continuam atentas aos temas mais próximos, relevantes e atuais pertinentes aos Regimes Próprios da Previdência, sempre com o intuito de fornecer o melhor serviço possível.

ABIPEM LANÇA PRÊMIO DESTAQUE BRASIL DE INVESTIMENTOS

A ABIPEM – Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais realizará, em 2020, a primeira edição do Prêmio Destaque Brasil de Investimentos.

A premiação tem como objetivo enaltecer os Regimes Próprios de Previdência Social que alcançaram os melhores resultados nas práticas de gestão de suas carteiras de investimentos, tornando-se, assim, referências no segmento.

Metodologias, ferramentas e processos serão alguns dos pontos analisados pela comissão julgadora, composta por membros da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, da Secretária da Previdência e dos RPPS.

Trata-se, a primeira edição do Prêmio Destaque Brasil de Investimentos, de iniciativa inédita por parte da ABIPEM, seguindo a bem-sucedida realização do Prêmio Destaque Brasil de Responsabilidade Previdenciária, que teve sua estreia em dois mil e dezenove. Os prêmios da ABIPEM somam-se às iniciativas praticadas desde 2010 pela ANEPREM, como o Prêmio ANEPREM de Boas Práticas de Gestão Previdenciária, que terá neste ano sua décima edição, comprovando, assim, a importância e o reconhecimento das gestões de qualidade.

As inscrições para o primeiro Prêmio Destaque Brasil de Investimentos já estão abertas, e podem ser realizadas neste link até o dia 22 de Abril. O prêmio é aberto a todas as instituições associadas à ABIPEM que estejam com o Certificado de Regularidade Previdenciária em vigor na data de inscrição.

Os pré-requisitos para participação e os critérios de avaliação podem ser conferidos em maiores detalhes no edital da premiação, disponível neste endereço.

A Crédito e Mercado apoia essa iniciativa que, em linha aos nossos princípios, incentiva a gestão eficiente e boa governança. Essa é sim uma das grandes formas de buscar a sustentabilidade do segmento.

Nossos clientes encontram através de nossos serviços uma série de recursos que podem auxiliar em grande parte o atendimento dos quarenta e cinco critérios que compõem a avaliação e que serão determinantes na escolha dos vencedores do prêmio.

Participe!

NOVIDADES PARA NOSSOS CLIENTES

Ao longo dos mais de 10 anos de nossa atuação junto aos Regimes Próprios, pudemos acompanhar e contribuir de forma ativa para seu crescimento e amadurecimento na matéria sobre o mercado financeiro.

Cada vez mais é possível identificar conselhos, comitês e demais colegiados, com um comportamento e visão muito mais técnica e seletiva.

O caminho da busca de qualificação pessoal, seguiu junto com o caminho das mudanças de cenário econômico. Não existe mais espaço para se debater conceitos de diversificação de carteira, já é senso comum sua importância para solvência das carteiras.

Alinhado a todo esse contexto efetuamos uma alteração em nossa página de comparativos de fundos.

Tal modelo foi embasado no modelo de classificação de Fundos desenvolvido pela ANBIMA, contando com algumas adaptações a fim de adequar-se de forma mais eficiente à realidade da carteira de investimentos do RPPS.

Isso irá permitir uma melhor comparação e qualificação dos investimentos e suas estratégias, obviamente sem tirar a total necessidade de um processo de análise mais profundo.

Durante as próximas semanas, iremos publicar aqui no Blog, maiores informações sobre cada classe. Fique atento e acompanhe!

Conheça mais sobre fundos Multimercado

FI Multimercado

Alocação: Trata-se dos fundos multimercados que buscam retorno de longo prazo por meio de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.), podendo ser subdivididos em balanceados ou dinâmicos. Fundos de alocação balanceados possuem estratégia de alocação pré-determinada, devendo especificar o mix de investimentos nas diversas classes de ativos, incluindo deslocamentos táticos e/ou políticas de balanceamento explícitas, enquanto que os Fundos de alocação dinâmicos não possuem essa obrigação de pré-determinar uma exposição por classe de ativos. Para RPPS todos os Fundos Multimercados Alocação serão classificados juntos, desconsiderando a subdivisão exposta acima.

Macro: Trata-se de uma subdivisão feita dentro dos Fundos Multimercados Estratégia. Os FIM’s definidos como Macro deverão realizar operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc), com estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.

Long and Short: Trata-se da união das subdivisões Long and Short Direcional e Long and Short Neutro, feita dentro dos Fundos Multimercados Estratégia. Os FIM’s definidos como Long and Short fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas, o resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições.

Conservador: Trata-se de uma parcela dos Fundos Multimercados considerados como Estratégia Livre. São FIM’s sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica cujo o desvio-padrão anualizado de sua rentabilidade diária dos últimos 36 meses não tenha ultrapassado os 3,0%.

Moderado: Trata-se de uma parcela dos Fundos Multimercados considerados como Estratégia Livre. São FIM’s sem compromisso de concentração em alguma estratégia específica cujo o desvio-padrão anualizado de sua rentabilidade diária dos últimos 36 meses esteja acima de 3,0%.

Outras Estratégias: Trata-se da unificação das subdivisões dos Fundos Multimercados Estratégias menos utilizadas pelos RPPS, listadas abaixo.

Capital Protegido: São fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger, parcial ou totalmente, o principal investido.

Juros e Moeda: São fundos que buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira.

Trading: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.

Crédito Privado: Trata-se dos Fundos Multimercados que possuam definidas em regulamento uma exposição majoritária em ativos de crédito privado.

Exterior: Trata-se de fundos que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido. Foi adicionado a essa classificação todos os FIM’s definidos como Estratégias Específicas, dado que os FIM’s com essa classificação utilizados pelos RPPS possuem estratégias relacionadas a investimentos no exterior.

FI Ações

Indexado: Trata-se de Fundos que tem como objetivo replicar as variações de indicadores de referência do mercado de renda variável. Incluem-se a essa classe todos os Fundos de Índice de Renda Variável

Índice Ativo: Trata-se de Fundos que tem como objetivo superar o índice de referência do mercado acionário. Estes fundos se utilizam de deslocamentos táticos em relação à carteira de referência para atingir seu objetivo.

Dividendos: Trata-se de Fundos que investem em ações de empresas com histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos) consistente ou que, na visão do gestor, apresentem essas perspectivas.

Small / Mid Caps: Trata-se de Fundos cuja carteira é composta por, no mínimo, 85% em ações de empresas que não estejam incluídas entre as 10 maiores participações do IBrX – Índice Brasil, ou seja, ações de empresas com relativamente baixa e média capitalização de mercado.

Livre: Trata-se de Fundos sem o compromisso de concentração em uma estratégia específica.

Valor: Trata-se de Fundos que buscam retorno por meio da seleção de empresas cujo valor das ações negociadas esteja abaixo do “preço justo” estimado (estratégia valor) e/ou aquelas com histórico e/ou perspectiva de continuar com forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em relação ao mercado (estratégia de crescimento). Incluem-se nessa estratégia todos os Fundos que expressem em sua nomenclatura a estratégia Valor.

Setoriais: Trata-se de Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor ou conjunto de setores afins da economia. Incluem-se nessa classe os FIA’s que adquiram ações de apenas uma única empresa (Mono Ação) e os Fundos que investem em empresas que apresentam bons níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade empresarial no longo prazo (Sustentabilidade / Governança)

Exterior: Trata-se de Fundos que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido. Incluem-se os FIA’s que adquiram de forma majoritária BDR’s ou que possuam o índice BDRX como referência.

NOSSA VISÃO – 09/03/2020

Retrospectiva

O pânico tomou conta dos mercados, com os investidores buscando proteção em ativos chamados de “porto seguro”, como o dólar e ouro, que encerraram a semana testando seus limites. Tudo isso é efeito da disseminação do “coronavírus”, que já registrou casos em quase 100 países e infectou mais de 100 mil pessoas mundo afora.

Nem mesmo as ações desenvolvidas pelos governos têm tranquilizado os mercados. Nos EUA, o Congresso aprovou uma medida emergencial que destina US$ 8,3 bilhões em recursos para combate à epidemia. O governo italiano também anunciou uma ajuda de 3,6 bilhões de euros em medidas para ajudar os setores mais afetados na Itália.

Além da ajuda em recursos monetários pelos orçamentos dos governos, os bancos centrais têm atuado no sentido de prover estímulos as economias.

Em reunião extraordinária, o Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) decidiu por cortar a taxa de juros para o intervalo entre 1,00% e 1,25% – antes o intervalo ia de 1,00% a 1,75% – em resposta aos riscos econômicos que a epidemia representa para o país. Conforme declarou o presidente do FED, Jerome Powell, a epidemia mudou o cenário para a economia dos EUA este ano, que era de crescimento moderado. Para a autoridade monetária, que não via necessidade de atuação até semana passada, o cenário mudou com a disseminação da doença por lá, que já soma mais de 500 casos e 20 mortes. A paralisação de centenas de fábricas na China tem afetado a cadeia produtiva norte-americana, que já dá sinais de enfraquecimento. Nem mesmo a divulgação do “payroll” animou os investidores. O relatório apontou para a criação de 273 mil postos de trabalho em fevereiro, acima das estimativas preliminares.

Na esteira do FED, anunciaram corte de juros os bancos centrais do Canadá, Austrália, Argentina, Malásia e Arábia Saudita. Além disso, teremos em março a decisão das reuniões ordinárias do FED, BOE, BoJ e BCE, só para citar os maiores.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional – FMI anunciou a liberação de US$ 50 bilhões em linha de crédito emergencial para países atingidos pela epidemia. O anúncio veio um dia após o FMI antecipar que cortará a projeção de crescimento mundial para 2020, de 3,3% previstos em janeiro para menos do que foi o crescimento em 2019, de 2,9%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana seguiu em queda. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -2,93%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -1,79%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, avançou 0,61% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -1,86%.

Em semana de agenda fraca por aqui, destaque para a divulgação do PIB pelo IBGE, que fechou com crescimento de 1,1% em 2019, totalizando R$ 7,3 trilhões, engatando a terceira alta anual consecutiva após as quedas verificadas em 2015 e 2016. A maior contribuição para o avanço do PIB veio do consumo das famílias, que cresceu 1,8%. Pelo lado da oferta, destaque para o setor de serviços que cresceu 1,3% e responde por 2/3 da economia.

Em relação à epidemia do “coronavírus” no Brasil, o número de casos vem aumentando, porém segue sem registrar óbitos.

Para a bolsa brasileira a semana fechou em forte queda, com o clima de aversão a risco seguindo os mercados internacionais. O Ibovespa recuou -5,93% na semana, aos 97.997 pontos, acumulando desvalorização no ano de -15,26%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,634 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 3,42% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 15,49%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,27%, acumulando valorização de 0,98% no ano e 18,38% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram pra cima a estimativa para o IPCA deste ano. Após nove reduções consecutivas, a projeção agora é de que o IPCA encerre o ano em 3,20%, ante 3,19% da semana passada. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era os mesmos 4,25%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada pra baixo, para 5,50%, uma redução de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5”, as estimativas para a taxa Selic em 2020 já foram reduzidas de 4,75% para 3,50%, isso após parte do mercado embutir um novo corte no juro já na próxima reunião do COPOM, em 18 de março.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi reduzida para 1,99%, ante projeção de 2,17% da semana anterior, sendo a quarta semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,30%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,20 nesta semana. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi elevada para R$ 4,20, ante projeção de R$ 4,15 no relatório anterior. Um mês atrás era de R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00, mesmo número de um mês atrás. Para 2021, a expectativa foi elevada para R$ 84,50, enquanto na semana anterior era de US$ 84,05 bilhões.

Perspectiva

Os investidores permanecem em alerta após novos levantamentos indicarem a propagação do contágio pelo “coronavírus” na população mundial, atingindo novas regiões e países. As principais economias mundiais têm agido no sentido de estimular suas economias e conter um provável movimento de letargia que certamente afetará a economia global. As empresas do segmento de transporte e turismo são as mais afetadas neste momento.

Os efeitos do “coronavírus” sobre a demanda tem feito o preço do barril do petróleo recuar aos níveis de 2016. Na abertura dos mercados asiáticos hoje, o petróleo tipo Brent chegou a atingir US$ 31,02, um recuo de 31% sobre o fechamento de sexta-feira, após a Arábia Saudita surpreender ao anunciar um corte no preço do óleo, além de prometer elevar a produção para ganhar participação no mercado. Isso tudo após a Rússia se recusar a aderir ao corte na produção proposto pela OPEP na semana passada. A ruptura significa a desintegração da OPEP+, formada pela OPEP, Rússia e outros países produtores, que mantinham um estado de cooperação que durava três anos.

Mantemos nossa opinião de que os mercados deverão continuar oscilando nos próximos dias, devido à continuidade dos motivos que levaram os mercados às quedas recentes, assim como as incertezas em relação à evolução do contágio mundo afora e suas consequências sobre a economia global.

Por outro lado, Lembramos que o movimento de materializar perdas em momentos de “stress” não é o comportamento que se espera de gestores de recursos previdenciários, que devem se orientar no horizonte de longo prazo. É fato que os efeitos da diminuição da atividade causarão, em alguma medida, impactos nos resultados das empresas por algum tempo, porém quando imaginamos que essas mesmas empresas são precificadas pelos longos ciclos de vida, não é razoável compactuar da premissa de que perderam mais de 20% do seu valor em duas semanas.

Além disso, os formuladores de política monetária dos bancos centrais, em um movimento quase que coordenado, têm atuado no sentido de mostrar ao mercado seu arsenal monetário para ajudar a impulsionar a atividade e normalizar os mercados.

Com isso, continuamos vislumbrando uma janela de oportunidade diante da aversão que tomou conta dos mercados, se analisarmos a questão com a amplitude necessária e de maneira racional.

Na agenda da semana, destaque para a reunião do BCE, o banco central europeu, que definirá a política monetária do bloco. A expectativa é por mais injeção de recursos no sistema via corte no juro. Enquanto nos EUA, o destaque fica para a divulgação da inflação medida pelo CPI, o índice de preços ao consumidor.

Por aqui, destaque também para a divulgação de dados inflacionários. O IBGE divulga o IPCA de fevereiro, que deverá mostrar uma inflação comportada, na casa dos 0,15%.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –06/03/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 02/03/2020

Retrospectiva

Em semana encurtada devido aos feriados do Carnaval, a bolsa de valores retomou seu funcionamento na quarta-feira à tarde. Em meio período o Ibovespa caiu 7,00%, ajustando-se as perdas dos mercados internacionais enquanto o mercado aqui não funcionava. As ações que mais caíram foram aquelas que tinham alguma relação com a disseminação do “coronavirus” pelo mundo, que atingiu fortemente o velho continente esta semana com a explosão de casos confirmados no norte da Itália: as ações das empresas aéreas Gol e Azul caíram mais de 13%, enquanto as ações da empresa de turismo CVC recuaram 11,33%. Já as ações das empresas exportadoras de produtos siderúrgicos Gerdau e CSN, perderam mais de 10%.

A contaminação atingiu a economia, na medida em que empresas têm paralisado seus negócios, sugerindo que a economia como um todo deverá se contrair.

Esse temor levou os ativos considerados “porto seguro” a expressivas valorizações. O ouro encerrou o mês de fevereiro com uma valorização de 5,53%, seguido pelo dólar PTax, que avançou 5,37%.

Em semana de agenda fraca, destaque para os bancos centrais que tem se mobilizado para flexibilizar ainda mais suas políticas monetárias, ajustando-as ao cenário atual. Foi divulgada a ata do último encontro do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que manteve a taxa de juros norte-americana entre 1,50% e 1,75% ao ano. Na avaliação dos membros, a política monetária está alinhada ao atual estágio de fortalecimento da economia dos EUA, com a inflação convergindo para o centro da meta, força de trabalho robusta e crescimento da economia sustentado. Entretanto, não se descarta novo corte no juro devido ao efeito do “coronavirus” na economia.

Na China, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) baixou a taxa de empréstimo de cinco anos, de 4,80% para 4,75%, em medida complementar ao corte da taxa de empréstimo de um ano anunciada mês atrás.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de fortes quedas devido à disseminação do “coronavirus” de maneira mais acentuada pra fora da China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -12,43%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -11,12%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, perdeu 11,49% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, despencou -9,59%.

Por aqui, além dos temores com o “coronavirus” após a confirmação de 2 infectados e elevação do número de casos suspeitos para 252, além de 89 suspeitas descartadas desde o início do monitoramento, o cenário político também influenciou no humor dos mercados.

A disputa por dinheiro deflagrou nova crise entre executivo e legislativo. Ao vetar parcialmente um projeto de lei aprovado pelo Congresso, que inclui o chamado orçamento impositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, o governo cortou a verba destinada na lei a emendas parlamentares, da ordem de R$ 30 bilhões para este ano. Este veto, dentre outros, será analisado pelo Congresso que poderá mantê-lo ou derrubá-lo. Com isso, ganhou força a convocação para o dia 15 de março de ato público contra o Congresso.

Para a bolsa brasileira a semana fechou em forte queda, com o clima de aversão a risco seguindo os mercados internacionais. O Ibovespa despencou -8,36% na semana, aos 104.171 pontos, acumulando desvalorização no ano de -9,92%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,481 para a venda, mesmo após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda avançou 2,00% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 11,67%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -0,81%, acumulando valorização de 0,45% no fechamento de fevereiro, 0,71% no ano e 18,03% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela nona semana consecutiva, para 3,19% ante os 3,20% da pesquisa anterior, sendo que há um mês estava em 3,40%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, depois da sinalização do COPOM de que o ciclo de reduções chegou ao fim, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era os mesmos 4,25%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada pra baixo, para 5,75%, uma redução de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior. Há quatro semanas a estimativa era de 6,00%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi reduzida para 2,17%, ante projeção de 2,20% da semana anterior, sendo a terceira semana consecutiva de previsão pra baixo. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,30%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi novamente elevada. Agora, o mercado vê o dólar encerrando o ano em R$ 4,20. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,15. Um mês atrás era de R$ 4,05.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00, mesmo número de um mês atrás. Para 2021, a expectativa também recuou para R$ 84,05, enquanto na semana anterior era de US$ 84,75 bilhões.

Perspectiva

Os mercados de risco começaram a semana mais calmos, entretanto não é possível afirmar que os preços irão se recuperar nos próximos dias. Afinal, os motivos que levaram os mercados a quedas fortes permanecem, assim como as incertezas em relação à evolução do contágio mundo afora e suas consequências sobre a economia global.

Entretanto, o movimento de materializar perdas em momentos de “stress” não é o comportamento que se espera de gestores de recursos previdenciários, que devem se orientar no horizonte de longo prazo. É fato que os efeitos da diminuição da atividade causarão, em alguma medida, impactos nos resultados das empresas por algum tempo, porém quando imaginamos que essas mesmas empresas são precificadas pelos longos ciclos de vida, não é razoável compactuar da premissa de que perderam mais de 10% do seu valor em poucos dias.

Além disso, os formuladores de política monetária vêm sinalizando que irão incrementar seus programas de flexibilização monetária na medida em que o cenário assim exija, para impulsionar a atividade e normalizar os mercados.

Com isso, vislumbramos uma janela de oportunidade diante da aversão que tomou conta dos mercados, se analisarmos a questão com a amplitude necessária e de maneira racional.

Na agenda da semana, destaque para o relatório de emprego dos EUA (payroll) e declarações dos dirigentes do FED, após a fala do presidente da instituição, Jerome Power, dando sinais de que poderá haver corte no juro na reunião de março, caso os riscos em evolução persistam. Na mesma linha os presidentes do BOJ (Japão) e do BOE (Inglaterra) se manifestaram. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP deve se reunir para tratar de um possível corte na produção do petróleo, após o preço do produto enfrentar perda de aproximadamente 25% este ano.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –28/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 17/02/2020

Retrospectiva

O noticiário envolvendo a disseminação do “coronavírus” seguiu preocupando os investidores, e assim os mercados de riscos seguiram voláteis. Até agora, são mais de 70 mil pessoas contaminadas e cerca de 1.800 mortes registradas somente na China. Várias autoridades monetárias, dirigentes de bancos centrais, declarando não ser possível estimar os efeitos do vírus na economia global, mas todos afirmando que a China sofrerá um impacto no primeiro semestre, por conta da paralisação e demora dos trabalhadores chineses em retornarem ao trabalho.

As boas notícias nos primeiros dias da semana, que animavam os mercados, davam conta que a contaminação perdia força na China, e que o vírus estaria supostamente sob controle. Mais tarde, na medida em que a OMS dizia ser cedo para prever o fim da epidemia, o número de vitimas seguiu crescendo na China enquanto o Japão registrava a primeira vitima fatal.

Em semana de agenda fraca, ganhou importância a divulgação de dados relativos ao consumo norte-americano. Foi revelado que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou para 0,1% em janeiro, ante avanço de 0,2% em dezembro. O mercado estimava número igual ao de dezembro. O recuo no preço da gasolina respondeu pelo número fraco. Em 12 meses, a inflação registrou taxa de 2,5%. Excluindo-se os itens voláteis (alimentos e energia), a taxa foi de 2,3%.

Ainda por lá, foi divulgado pelo Departamento do Comércio que as vendas no varejo registraram alta de 0,3% em janeiro frente a dezembro, em linha com as expectativas. Excluindo-se o peso de automóveis, o aumento foi idêntico.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 1,70%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,77%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,58% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,59%.

Por aqui, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE. Os dados indicaram que o setor de serviços cresceu 1% no ano passado, interrompendo uma sequencia de 4 anos de resultados negativos. O número foi puxado pelo crescimento do setor de informação e comunicação, que registrou alta de 3,3% no ano, com destaque para as atividades de portais, provedores de conteúdos e outros serviços de informação na internet. O destaque negativo ficou para o setor de transportes e afins, com recuo de -2,5%, influenciado pela queda do volume de receitas do transporte rodoviário e ferroviário de cargas.

Foi divulgado pelo Bacen que o IBC-Br, considerado a prévia do PIB brasileiro, avançou 0,89% em 2019. Caso o número do PIB confirme o resultado, será o terceiro ano seguido de expansão da economia, porém representará desaceleração frente a 2018, quando o PIB registrou crescimento de 1,3%, número já revisado.

Por último, foi divulgado o teor da ata da última reunião do COPOM que reduziu o juro para 4,25% ao ano. A ata repetiu o comunicado e não trouxe novidades extras, mantendo o discurso de que é necessário observar a evolução dos indicadores, com peso importante para o cenário de 2021, e que o atual cenário prescreve uma política monetária estimulativa, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

Para a bolsa brasileira a semana fechou em alta, com o clima de aversão a risco predominando em parte dos pregões. O Ibovespa avançou 0,54% na semana, aos 114.381 pontos, acumulando desvalorização no ano de -1,09%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,301 para a venda, após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda recuou 0,46% frente ao real, enquanto no ano acumula valorização de 7,18%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,44%, acumulando valorização de 2,19% no ano e 19,55% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sétima semana consecutiva, para 3,22% ante os 3,25% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, depois da sinalização do COPOM de que o ciclo de reduções chegou ao fim, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi reduzida para 2,23%, ante projeção de 2,30% da semana anterior. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,31%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,05. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,11 ante R$ 4,10 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi alterada para US$ 80,20, ante US$ 80,00 bilhões projetados semana passada. Para 2021, a expectativa também subiu para US$ 84,75, enquanto na semana anterior era de US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

Após leve recuperação no mercado, com o Ibovespa subindo e o dólar caindo, os próximos dias estarão concentrados na oscilação da moeda frente ao real, em semana de agenda fraca aqui e lá fora. O Banco Central interviu no câmbio realizando operações de swap cambial, sinalizando certo desconforto com a cotação da moeda, após a autoridade monetária afirmar não se preocupar com o aumento recente do dólar.

Em semana de agenda fraca, destaque para a divulgação da ata do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que poderá indicar qual o rumo da política monetária norte-americana diante dos desdobramentos do “coronavírus”, além da divulgação de PMIs preliminares nos EUA zona do euro.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA-15 que deverá indicar se a inflação mantém ou não a trajetória de convergência ao centro da meta do BACEN, de 4%.

Os investidores continuarão atentos à evolução e disseminação do “coronavírus”, após uma mudança na metodologia elevar rapidamente o numero de infectados e levantar questionamentos sobre a transparência com que o governo chinês reporta os dados.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 10/02/2020

Retrospectiva

Em semana marcada pela volatilidade, os principais mercados acionários recuperaram parte das perdas recentes e fecharam majoritariamente no azul após as autoridades chinesas atuarem forte nos mercados locais. A disseminação do “coronavírus” seguiu na pauta dos investidores após as comemorações do feriado do Ano Novo Lunar chinês.

O banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 240 bilhões em liquidez no sistema financeiro local, visando acalmar os mercados, trazer segurança aos investidores e aliviar a pressão financeira sobre as micro e pequenas empresas. A epidemia, que já atingiu mais de 40 mil pessoas infectadas e matou mais de 900 pessoas, paralisa a China e sua economia.

Com os estoques mundiais de petróleo em alta, devido à demanda reprimida pelos efeitos do “coronavírus” na economia global, os países produtores de petróleo avaliam cortes na produção mundial em meio à queda no preço do óleo. Somente nesta semana, o petróleo tipo Brent recuou 3,8% fechando a US$ 54,47 o barril.

Nos EUA, destaque para a decisão do Senado em absolver o presidente Donald Trump das acusações que deram origem ao processo de impeachment, e segue na presidência em meio ao processo eleitoral que escolherá o próximo governante em que é candidato a reeleição. Ainda por lá, foi divulgado o relatório de emprego de janeiro, também conhecido pelo nome de payroll. Conforme o relatório foram criados 225 mil postos de trabalho, acima da expectativa coletadas pela Bloomberg, que estimava criação de 165 mil vagas. Por outro lado, a taxa de desemprego teve um leve ajuste de 3,5% em dezembro para 3,6% em janeiro.

Na zona do euro, destaque negativo para a divulgação de dados sobre a produção industrial na Alemanha. Conforme divulgou o Destatis, escritório de estatísticas alemão, a produção industrial local registrou queda de 3,5% em dezembro, na comparação com novembro, a maior queda em dez anos. Na comparação com dezembro de 2018, a queda foi de 6,8%.

Para os mercados de ações internacionais a semana foi de recuperação frente às perdas recentes, após o alívio vindo do PBoC e o noticiário positivo vindo do mercado de trabalho dos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 4,10%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, valorizou 2,48%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 3,17% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,68%.

Por aqui, destaque para a primeira reunião anual do Comitê de Política Monetária do Bacen – o COPOM – que decidiu, por unanimidade, reduzir o juro básico da economia em 0,25 pontos base, trazendo a taxa Selic para 4,25% ao ano.  No comunicado pós-reunião, o colegiado fechou a porta para novos ajustes, ao mencionar que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”. Por outro lado, ao enfatizar que “seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, deixa em aberto qualquer movimento mais à frente.

No campo da inflação, foi divulgado o IPCA de janeiro, que variou 0,21% enquanto, em dezembro, havia subido 1,15%. Em doze meses, o índice acumula alta de 4,19%. O maior impacto veio do grupo Habitação (0,08%), puxado por condomínio e aluguel, seguido por Alimentação e Bebidas (0,07%).

Para a bolsa brasileira a semana foi neutra, com o clima de aversão a risco predominando nos pregões. O Ibovespa avançou 0,01% na semana, aos 113.770 pontos, acumulando desvalorização no ano de 1,62%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,321 para a venda. No ano, a moeda acumula valorização de 7,67% frente ao real. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,48%, acumulando valorização de 0,74% no ano e 19,99% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sexta semana consecutiva, para 3,25% ante os 3,40% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%. Na última semana, o COPOM decidiu por cortar a taxa de juros novamente, deixando-a em 4,25%. Esse é o menor patamar da Selic em sua série histórica.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mantida em 2,30%, mesma projeção de um mês atrás. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,04. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,10 ante R$ 4,05 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

No noticiário da semana, destaque para a evolução no número de contaminados pelo “coronavírus”. Na China, as empresas mantém paralisação que se estende desde 24 de janeiro por conta da disseminação do vírus, que já supera o número de infectados da “SARS” entre os anos de 2002 e 2003 e que vitimou menos de 800 pessoas. De acordo com especialistas, a propagação do “coronavírus” resultará em cortes no crescimento global.

Na agenda econômica, destaque para a divulgação de dados relativos aos preços de consumidores nos EUA, o que deve dar sinais mais claros sobre o ritmo da inflação americana. Ainda por lá, serão conhecidos os dados relativos as vendas no varejo de janeiro. Considerando que os gastos do consumidor são responsáveis por 70% do PIB, o número ganha importância relevante.

Por aqui teremos a divulgação da ata do COPOM, que ganha relevância diante da sinalização do comunicado pós-reunião, que indicou o fim do ciclo de queda do juro, mas por outro lado revelou que há fatores de riscos em ambas as direções, deixando a porta entreaberta.

Entre os indicadores, destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, além dos números de vendas no varejo e dados do setor de serviços.

Em relação à temporada de balanços, serão conhecidos os resultados do último trimestre de 2019 de 17 empresas negociadas da B3 (ex-Bovespa), que deverão proporcionar algum impacto no Ibovespa.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –07/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020