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NOSSA VISÃO – 17/02/2020

Retrospectiva

O noticiário envolvendo a disseminação do “coronavírus” seguiu preocupando os investidores, e assim os mercados de riscos seguiram voláteis. Até agora, são mais de 70 mil pessoas contaminadas e cerca de 1.800 mortes registradas somente na China. Várias autoridades monetárias, dirigentes de bancos centrais, declarando não ser possível estimar os efeitos do vírus na economia global, mas todos afirmando que a China sofrerá um impacto no primeiro semestre, por conta da paralisação e demora dos trabalhadores chineses em retornarem ao trabalho.

As boas notícias nos primeiros dias da semana, que animavam os mercados, davam conta que a contaminação perdia força na China, e que o vírus estaria supostamente sob controle. Mais tarde, na medida em que a OMS dizia ser cedo para prever o fim da epidemia, o número de vitimas seguiu crescendo na China enquanto o Japão registrava a primeira vitima fatal.

Em semana de agenda fraca, ganhou importância a divulgação de dados relativos ao consumo norte-americano. Foi revelado que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou para 0,1% em janeiro, ante avanço de 0,2% em dezembro. O mercado estimava número igual ao de dezembro. O recuo no preço da gasolina respondeu pelo número fraco. Em 12 meses, a inflação registrou taxa de 2,5%. Excluindo-se os itens voláteis (alimentos e energia), a taxa foi de 2,3%.

Ainda por lá, foi divulgado pelo Departamento do Comércio que as vendas no varejo registraram alta de 0,3% em janeiro frente a dezembro, em linha com as expectativas. Excluindo-se o peso de automóveis, o aumento foi idêntico.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 1,70%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,77%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,58% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,59%.

Por aqui, destaque para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE. Os dados indicaram que o setor de serviços cresceu 1% no ano passado, interrompendo uma sequencia de 4 anos de resultados negativos. O número foi puxado pelo crescimento do setor de informação e comunicação, que registrou alta de 3,3% no ano, com destaque para as atividades de portais, provedores de conteúdos e outros serviços de informação na internet. O destaque negativo ficou para o setor de transportes e afins, com recuo de -2,5%, influenciado pela queda do volume de receitas do transporte rodoviário e ferroviário de cargas.

Foi divulgado pelo Bacen que o IBC-Br, considerado a prévia do PIB brasileiro, avançou 0,89% em 2019. Caso o número do PIB confirme o resultado, será o terceiro ano seguido de expansão da economia, porém representará desaceleração frente a 2018, quando o PIB registrou crescimento de 1,3%, número já revisado.

Por último, foi divulgado o teor da ata da última reunião do COPOM que reduziu o juro para 4,25% ao ano. A ata repetiu o comunicado e não trouxe novidades extras, mantendo o discurso de que é necessário observar a evolução dos indicadores, com peso importante para o cenário de 2021, e que o atual cenário prescreve uma política monetária estimulativa, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

Para a bolsa brasileira a semana fechou em alta, com o clima de aversão a risco predominando em parte dos pregões. O Ibovespa avançou 0,54% na semana, aos 114.381 pontos, acumulando desvalorização no ano de -1,09%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,301 para a venda, após várias intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, a moeda recuou 0,46% frente ao real, enquanto no ano acumula valorização de 7,18%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,44%, acumulando valorização de 2,19% no ano e 19,55% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sétima semana consecutiva, para 3,22% ante os 3,25% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, depois da sinalização do COPOM de que o ciclo de reduções chegou ao fim, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi reduzida para 2,23%, ante projeção de 2,30% da semana anterior. Um mês atrás, a estimativa era de crescimento de 2,31%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,05. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,11 ante R$ 4,10 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi alterada para US$ 80,20, ante US$ 80,00 bilhões projetados semana passada. Para 2021, a expectativa também subiu para US$ 84,75, enquanto na semana anterior era de US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

Após leve recuperação no mercado, com o Ibovespa subindo e o dólar caindo, os próximos dias estarão concentrados na oscilação da moeda frente ao real, em semana de agenda fraca aqui e lá fora. O Banco Central interviu no câmbio realizando operações de swap cambial, sinalizando certo desconforto com a cotação da moeda, após a autoridade monetária afirmar não se preocupar com o aumento recente do dólar.

Em semana de agenda fraca, destaque para a divulgação da ata do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que poderá indicar qual o rumo da política monetária norte-americana diante dos desdobramentos do “coronavírus”, além da divulgação de PMIs preliminares nos EUA zona do euro.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA-15 que deverá indicar se a inflação mantém ou não a trajetória de convergência ao centro da meta do BACEN, de 4%.

Os investidores continuarão atentos à evolução e disseminação do “coronavírus”, após uma mudança na metodologia elevar rapidamente o numero de infectados e levantar questionamentos sobre a transparência com que o governo chinês reporta os dados.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 10/02/2020

Retrospectiva

Em semana marcada pela volatilidade, os principais mercados acionários recuperaram parte das perdas recentes e fecharam majoritariamente no azul após as autoridades chinesas atuarem forte nos mercados locais. A disseminação do “coronavírus” seguiu na pauta dos investidores após as comemorações do feriado do Ano Novo Lunar chinês.

O banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 240 bilhões em liquidez no sistema financeiro local, visando acalmar os mercados, trazer segurança aos investidores e aliviar a pressão financeira sobre as micro e pequenas empresas. A epidemia, que já atingiu mais de 40 mil pessoas infectadas e matou mais de 900 pessoas, paralisa a China e sua economia.

Com os estoques mundiais de petróleo em alta, devido à demanda reprimida pelos efeitos do “coronavírus” na economia global, os países produtores de petróleo avaliam cortes na produção mundial em meio à queda no preço do óleo. Somente nesta semana, o petróleo tipo Brent recuou 3,8% fechando a US$ 54,47 o barril.

Nos EUA, destaque para a decisão do Senado em absolver o presidente Donald Trump das acusações que deram origem ao processo de impeachment, e segue na presidência em meio ao processo eleitoral que escolherá o próximo governante em que é candidato a reeleição. Ainda por lá, foi divulgado o relatório de emprego de janeiro, também conhecido pelo nome de payroll. Conforme o relatório foram criados 225 mil postos de trabalho, acima da expectativa coletadas pela Bloomberg, que estimava criação de 165 mil vagas. Por outro lado, a taxa de desemprego teve um leve ajuste de 3,5% em dezembro para 3,6% em janeiro.

Na zona do euro, destaque negativo para a divulgação de dados sobre a produção industrial na Alemanha. Conforme divulgou o Destatis, escritório de estatísticas alemão, a produção industrial local registrou queda de 3,5% em dezembro, na comparação com novembro, a maior queda em dez anos. Na comparação com dezembro de 2018, a queda foi de 6,8%.

Para os mercados de ações internacionais a semana foi de recuperação frente às perdas recentes, após o alívio vindo do PBoC e o noticiário positivo vindo do mercado de trabalho dos EUA. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 4,10%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, valorizou 2,48%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, subiu 3,17% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,68%.

Por aqui, destaque para a primeira reunião anual do Comitê de Política Monetária do Bacen – o COPOM – que decidiu, por unanimidade, reduzir o juro básico da economia em 0,25 pontos base, trazendo a taxa Selic para 4,25% ao ano.  No comunicado pós-reunião, o colegiado fechou a porta para novos ajustes, ao mencionar que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”. Por outro lado, ao enfatizar que “seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”, deixa em aberto qualquer movimento mais à frente.

No campo da inflação, foi divulgado o IPCA de janeiro, que variou 0,21% enquanto, em dezembro, havia subido 1,15%. Em doze meses, o índice acumula alta de 4,19%. O maior impacto veio do grupo Habitação (0,08%), puxado por condomínio e aluguel, seguido por Alimentação e Bebidas (0,07%).

Para a bolsa brasileira a semana foi neutra, com o clima de aversão a risco predominando nos pregões. O Ibovespa avançou 0,01% na semana, aos 113.770 pontos, acumulando desvalorização no ano de 1,62%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,321 para a venda. No ano, a moeda acumula valorização de 7,67% frente ao real. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,48%, acumulando valorização de 0,74% no ano e 19,99% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela sexta semana consecutiva, para 3,25% ante os 3,40% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi mantida em 6,00%. Há quatro semanas a estimativa era de 6,25%. Na última semana, o COPOM decidiu por cortar a taxa de juros novamente, deixando-a em 4,25%. Esse é o menor patamar da Selic em sua série histórica.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi mantida em 2,30%, mesma projeção de um mês atrás. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,04. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,10 ante R$ 4,05 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

No noticiário da semana, destaque para a evolução no número de contaminados pelo “coronavírus”. Na China, as empresas mantém paralisação que se estende desde 24 de janeiro por conta da disseminação do vírus, que já supera o número de infectados da “SARS” entre os anos de 2002 e 2003 e que vitimou menos de 800 pessoas. De acordo com especialistas, a propagação do “coronavírus” resultará em cortes no crescimento global.

Na agenda econômica, destaque para a divulgação de dados relativos aos preços de consumidores nos EUA, o que deve dar sinais mais claros sobre o ritmo da inflação americana. Ainda por lá, serão conhecidos os dados relativos as vendas no varejo de janeiro. Considerando que os gastos do consumidor são responsáveis por 70% do PIB, o número ganha importância relevante.

Por aqui teremos a divulgação da ata do COPOM, que ganha relevância diante da sinalização do comunicado pós-reunião, que indicou o fim do ciclo de queda do juro, mas por outro lado revelou que há fatores de riscos em ambas as direções, deixando a porta entreaberta.

Entre os indicadores, destaque para a divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, além dos números de vendas no varejo e dados do setor de serviços.

Em relação à temporada de balanços, serão conhecidos os resultados do último trimestre de 2019 de 17 empresas negociadas da B3 (ex-Bovespa), que deverão proporcionar algum impacto no Ibovespa.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, em razão da capacidade do gestor em alterar de maneira dinâmica a composição da carteira do fundo, adequando-a ao cenário à frente.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos exposição de 15%, em razão da baixa volatilidade devido à taxa básica de juros se situar na mínima histórica, e do potencial de prêmio que poderá ser capturado com o avanço das reformas estruturais em benefício do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida é de 5%. Ambas as estratégias estão relacionadas à taxa de juros doméstica, situadas na mínima histórica, onde o prêmio de risco encontra-se em patamar reduzido.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico que já se refle em um melhor comportamento nos lucros das empresas e, consequentemente, nos mercados de ações, e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado, a nossa sugestão é para uma exposição de 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de uma exposição de 20% dos recursos, tendo em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura favorável ao mercado acionário, num ambiente de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Para o segmento de investimentos no exterior, recomendamos um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –07/02/20

Índices de Referência –Janeiro/2020

NOSSA VISÃO – 03/02/2020

Retrospectiva

Os mercados de risco sofreram fortes perdas na semana por conta da disseminação do vírus “coronavírus”, que já atingiu mais de 17.000 pessoas e matou mais de 360, a maior parte delas na província de Hubei, localizada no centro da China. No retorno dos mercados financeiros da China após as comemorações pelo feriado do Ano Novo Lunar, os investidores em pânico venderam posições e a bolsa de Xangai recuou 7,72%, ainda que o governo chinês tenha injetado US$ 174 bilhões para garantir a liquidez dos mercados.

As medidas de contenção anunciada pelos governos das principais economias mundiais acalmaram um pouco os mercados, especialmente as barreiras de entradas de asiáticos pelas fronteiras de seus países, com atenção especial aos aeroportos. A Organização Mundial da Saúde – OMS decretou “estado de emergência sanitária global”, com objetivo de gerar uma mobilização global para impedir a disseminação fora de controle.

No campo da economia, destaque para a reunião do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), que manteve inalterada a taxa básica de juro norte-americana no intervalo entre 1,50% a 1,75%, a segunda reunião seguida sem mudança. No comunicado pós-reunião, o comitê informou considerar que “o patamar atual da política monetária é apropriado para apoiar a expansão sustentada da atividade econômica, fortes condições do mercado de trabalho, e inflação retornando ao objetivo simétrico de 2%”. Sem mencionar qualquer mudança, o FED manterá o programa de compra de US$ 60 bilhões mensais em títulos do Tesouro para garantir liquidez de curto prazo adequada.

Ainda nos EUA, foi revelado que o PIB do 4º trimestre cresceu a taxa anualizada de 2,1%, conforme divulgou o Departamento de Comércio em primeira prévia do número. Com isso, o avanço no acumulado do ano foi de 2,3%. Em 2018, a economia americana cresceu 2,9% enquanto em 2017 a alta foi de 2,4%.

No campo da inflação, foi divulgado que os gastos com consumo pessoal nos EUA (PCE, na sigla em inglês) avançaram 0,3% em dezembro, em linha com as expectativas, porém menor que o avanço registrado em novembro, de 0,4%. No quarto trimestre, o índice subiu 1,6% anualizado, acelerando em relação à leitura do terceiro trimestre, de 1,5%. O núcleo do PCE, que exclui os elementos voláteis como energia e alimentos, indicou uma desaceleração ao registrar 1,3% no período, ante 2,1% da leitura anterior. O dado fraco eleva mais uma vez a perspectiva de novos cortes de juros pelo FED ao longo de 2020.

Para os mercados de ações internacionais a semana foi de fortes desvalorizações, na medida em que a disseminação do “coronavírus” avançava. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -4,38%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, desvalorizou 3,95%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu -2,12% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, retrocedeu -2,61%.

Por aqui, foi divulgado que o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, avançou 0,48% em janeiro, desacelerando em relação a dezembro quando o indicador registrou avanço de 2,09%, em queda puxada pelo recuo nos preços da carne.

Conforme divulgou o IBGE, a taxa de desemprego recuou no trimestre encerrado em dezembro para 11,0%. A média anual de desemprego ficou em 11,9%, um recuo comparado ao ano anterior, quando ficou em 12,3%. O número da população desempregada recuou para 11,6 milhões de pessoas. No ano, foram 12,6 milhões de desempregados em média. O trabalho informal atingiu seu maior número, com 41,1% da população ocupada.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, acompanhando os mercados internacionais. O Ibovespa recuou -3,90% na semana, aos 113.760 pontos, acumulando desvalorização no ano de 1,63%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,286 para a venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 2,39%, a quinta semana consecutiva em alta.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela quinta semana consecutiva, para 3,40% ante os 3,47% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve nesta semana suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%. Um mês atrás a previsão era de 4,50%. Para 2021, a previsão para a Selic foi ajustada em 6,00%, uma queda em relação à projeção anterior que era de 6,25%. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen se reúne para decidir sobre o rumo do juro no país.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, foi ajustada para 2,30%, enquanto na semana anterior a expectativa era de 2,31%. Há um mês, a estimativa era a mesma. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,09. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio foi levemente alterada para R$ 4,05, ante R$ 4,00 da estimativa anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

A semana inicia um pouco mais calma, após os fortes ajustes do mercado acionário chinês na volta do feriado do Ano Novo Lunar. Os investidores permanecerão atentos à evolução do quadro de disseminação do “coronavírus” e seus impactos na economia mundial, fazendo as contas do quanto à paralisação das atividades chinesas afetarão os negócios.

Nos EUA, destaque para a divulgação do relatório de emprego (payroll) referente ao mês de janeiro. No campo da política, terão inicio as primárias do partido dos democratas para a disputa as eleições presidenciais de novembro, em meio ao processo de impeachment do presidente Donald Trump que corre no Senado.

Ainda lá fora, serão conhecidos dados da atividade econômica medidos pelo PMI dos EUA, Japão, zona do euro e China.

Por aqui, destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária – COPOM que decidirá sobre o rumo do juro doméstico. As apostas atuais são para um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa Selic para o patamar de 4,25% ao ano. O recuo do juro futuro negociado nesta segunda-feira já reflete a expectativa do mercado para uma Selic menor.

Além da decisão sobre o juro, será conhecido o IPCA de janeiro, que deve confirmar os sinais de desaceleração após a forte alta no final do ano, já antecipados pelo IPCA-15.

Para os mercados de ações, além do noticiário recheado, continua a temporada de divulgação de resultados corporativos das empresas listadas relativos ao 4º trimestre, tanto aqui quanto lá fora. Espera-se que, até o final da semana, mais de dois terços das empresas listadas no S&P 500 divulguem seus números.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –31/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 27/01/2020

Retrospectiva

Em semana de forte volatilidade nos preços dos ativos de risco, a bola da vez foi a disseminação do vírus “coronavírus” que atingiu mais de 2.700 pessoas e matou pelo menos 80 nos arredores de Wuhan, na China, em meio as comemorações do feriado do Ano Novo Lunar, e se espalhou por diferentes países e regiões. Os investidores mostram preocupação em dimensionar quais impactos isso traria para a economia global em termos de redução dos negócios, e consequentemente do crescimento das economias, em um ambiente que já reagia, ainda que lentamente, aos estímulos monetários dos bancos centrais.

Esse evento acabou ofuscando o Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos, na Suíça. Destaque para as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que falou de acordos comerciais firmados com o México, Canadá, além de anunciar que pretende fazer um corte significativo de impostos na ponta do consumo das famílias norte americanas, além de ameaçar com tarifas sobre automóveis originários da união europeia, em retaliação as ameaças europeias sobre tarifação do setor de tecnologia norte americano.

Em reunião ordinária, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu manter inalteradas as taxas de empréstimo de curto prazo (4,15%) e de longo prazo (4,80%) pelo segundo mês consecutivo.

No Japão, o banco central local (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter a política monetária inalterada, o que significa juros negativos em -0,10% e taxas de juros dos bonds japoneses próxima de zero, além de manter o programa de compra de ativos no montante de 80 trilhões de ienes. O BoJ vê riscos geopolíticos significativos e comunicou que afrouxará ainda mais a política monetária, se necessário.

Na região do euro, ocorreu a primeira reunião do banco central europeu (BCE, na sigla em inglês) neste ano, que também decidiu pela manutenção da política monetária por lá. A taxa de refinanciamento foi mantida em zero, enquanto a taxa de liquidez em 0,25% e a taxa de depósitos em -0,50%. O colegiado ainda vê riscos para as perspectivas da região, embora menos pronunciados, diante da dificuldade em colocar a inflação dentro da meta.

Em relação à atividade, foram divulgadas prévias do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de diversas regiões. Na zona do euro, o índice composto, que engloba os setores industrial e de serviços, ficou estável em janeiro aos 50,9 pontos. Nos EUA, o índice composto teve alta em janeiro e registrou 53,1 pontos, ante 52,7 pontos em dezembro, com o setor de serviços puxando a alta.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de desvalorizações na maioria das bolsas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,37%, o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -1,15%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -1,03% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,89%.

Por aqui, destaque para a divulgação de importantes indicadores de inflação. A FGV divulgou que a segunda prévia do IGP-M, conhecido como a inflação do aluguel, registrou inflação de 0,57% em janeiro, acumulando alta de 7,91% em doze meses. A queda da taxa em relação a dezembro, de 2,09%, foi puxada pelos preços no atacado e varejo.

O IBGE divulgou o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, que registrou variação de 0,71% em janeiro, 0,34 ponto percentual abaixo da taxa de 1,05% registrada em dezembro. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,34%. A maior desaceleração veio do grupo Alimentação e Bebidas.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, acompanhando os mercados internacionais. O Ibovespa recuou -0,09% na semana, aos 118.376 pontos, acumulando valorização no ano de 2,36%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,185 para a venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,45%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,19%, acumulando valorização de 0,25% no ano e valorização 19,40% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela quarta semana consecutiva, para 3,47% ante os 3,56% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro ajustou suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,25%, ante previsões de 4,50% na semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, mesma projeção da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, seguiu em 2,31%, mesma estimativa da semana anterior. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,30%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,08. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela décima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa também foi mantida em US$ 84,50 bilhões.

Perspectiva

A semana promete forte volatilidade nos preços dos ativos, com os investidores acompanhando a evolução e disseminação do “coronavírus”, e as orientações das autoridades sanitárias. Na China, o governo isolou cidades e restringiu viagens de pessoas no país, enquanto vários países estão em alerta em razão da circulação de pessoas.

Depois da China, Japão e Europa, nesta semana ocorre a reunião de política monetária nos EUA, com o Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) decidindo sobre o rumo do juro. Apesar da expectativa com a manutenção do juro, os investidores ficam atentos ao comunicado pós-reunião que poderá indicar os próximos passos da instituição sobre o tema. Além disso, será divulgado o PIB dos EUA e números da inflação, renda e despesas pessoais dos americanos.

Por aqui, serão revelados dados sobre atividade e inflação, que ganham importância diante da proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen, agendado para a primeira semana de fevereiro.

Para os mercados de ações, além do noticiário recheado, tem início a temporada de divulgação de resultados corporativos das empresas listadas relativos ao 4º trimestre.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso

Indicadores Diários –24/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 20/01/2020

Retrospectiva

Os mercados de risco se beneficiaram do noticiário positivo, com destaque para a assinatura do acordo comercial em primeira fase entre EUA e China e início das negociações para novo acordo que abordará questões pendentes, ficando em segundo plano as tensões entre EUA e Irã, que deram sinais de arrefecimento.

Em relação ao acordo comercial, a China se comprometeu a importar US$ 200 bilhões em produtos norte americanos, incluindo produtos agrícolas, para reduzir o déficit comercial entre as duas nações. Em contrapartida, os EUA suspendem parcialmente as taxas alfandegárias sobre bens importados da China.

Nos EUA, as leituras da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro vieram abaixo do esperado em todos os setores, não mostrando nenhuma pressão real sobre os preços.  O índice subiu 0,2% em dezembro, após subir 0,3% em novembro, conforme divulgou o Departamento de Trabalho. O núcleo do CPI avançou apenas 0,1%, elevando as chances do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) a no mínimo não elevar o juro em um futuro próximo.

Ainda por lá, foi revelado o Livro Bege, que mostrou uma atividade econômica se expandindo moderadamente e que os gastos do consumidor crescendo a um ritmo modesto. Quanto ao mercado de trabalho, o documento revelou uma escassez generalizada de mão de obra especializada, especialmente no setor bancário e de TI. O Livro Bege é publicado duas semanas antes de cada reunião de política monetária do FED, e é visto como um instrumento que influencia os membros do colegiado.

Na China, foi divulgado que o PIB cresceu a um ritmo de 6,1% em 2019, o menor avanço em 29 anos.  No entanto, os números revelados mostram que a economia chinesa terminou o ano em um ritmo mais firme, depois de perder o fôlego nos três primeiros trimestres do ano. O resultado sugere que uma série de medidas de estímulo ao crescimento tomadas nos últimos meses pode estar começando a surtir efeitos.

Na zona do euro, conforme divulgou a agência Eurostat, a inflação da região medida pelo CPI fechou 2019 em 1,3%, ganhando força em relação ao aumento de 1,0% observado em novembro. Apesar do avanço, a inflação anual do bloco permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 0,32% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,14%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,97% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,80%.

Por aqui, destaque para a divulgação pelo Banco Central do IBC-Br, considerado a prévia do PIB, que avançou 0,18% em novembro ante outubro, acima das expectativas de alta de 0,10%, corroborando a mensagem de recuperação gradual da atividade econômica brasileira. Foi a quarta elevação mensal consecutiva. Com o avanço, o IBC-Br acumulou alta de 0,95% em 2019 até novembro, e alta de 1,10% em doze meses.

O IBGE revelou que as vendas no varejo cresceram 0,6% em novembro, ante expectativa de avanço de 1,1% em pesquisa da agência Reuters. No ano o comercio varejista acumula avanço de 1,7% e de 2,9% em doze meses.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de recuperação dos preços. O Ibovespa avançou 2,58% na semana, aos 118.478 pontos, acumulando valorização no ano de 2,45%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,165. Na semana, a moeda norte-americana avançou 1,73%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,22%, acumulando valorização de 0,07% no ano e valorização 19,45% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano pela terceira semana consecutiva, para 3,56% ante os 3,58% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela oitava semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, mesma projeção da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020, medida pelo PIB, passou a 2,31%, ante 2,30% da semana anterior. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,28%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,04 para R$ 4,05. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela nona semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi reduzida para US$ 84,50 bilhões, ante US$ 84,75 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Semana importante para a economia mundial, com o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Brasil estará representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que participará de apresentações em painéis e falará sobre a redução do déficit fiscal e o aprofundamento das reformas estruturais no país.

Na agenda local, será divulgado o IPCA-15 de janeiro pelo IBGE. O índice é considerado uma prévia da inflação oficial do país, e mostrará se os efeitos do aumento de preços de alimentos sobre a inflação ficaram para trás.

Na zona do euro, destaque para a reunião de política monetária do BCE que decidirá sobre o rumo do juro da região.

Também serão revelados uma série de indicadores de atividades em vários países, com destaque para os PMIs compostos e industrial na zona do euro e nos EUA.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –17/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 13/01/2020

Retrospectiva

O destaque da semana foi o desenrolar do conflito entre EUA e Irã, com ataques de lado a lado, com o mercado financeiro reagindo às notícias de sanções econômicas pelos EUA, e com as exigência por parte do Iraque da retirada imediata das tropas norte americanas instaladas naquele país.

A boa notícia é que está tudo pronto para que o acordo comercial entre EUA e China possa ser assinado, após um longo processo de tradução. A cerimônia de assinatura do acordo está prevista para acontecer em 15 de janeiro, na Casa Branca, momento em que serão revelados detalhes de seus termos.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho divulgou os dados relativos a emprego e renda. O relatório informou que foram criados 145 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo da mediana das expectativas levantadas pela agência Broadcast, que era de 195,5 mil vagas. Apesar da frustração com o número, os dados indicam que o mercado de trabalho continua a fornecer uma boa base para os gastos com consumo na região. A taxa de desemprego permaneceu em 3,5%, com o número de pessoas desempregadas inalterado em 5,8 milhões.

Em relação à atividade econômica, foi divulgado pela IHS Markit que o setor de serviços apresentou ligeira recuperação em dezembro. O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor avançou a 52,8 pontos no mês, ante leitura de 51,6 pontos de novembro. Números acima de 50 indicam expansão da atividade.

Na zona do Euro, foram revelados dados relativos a inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,3% na comparação anual de dezembro, ganhando força em relação ao aumento de 1% observado em novembro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência Eurostat. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas consultados. Apesar do avanço em dezembro, a inflação anual da zona do euro permanece bem abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE, na sigla em inglês), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2% O núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, também registrou alta anual de 1,3% em dezembro.

No Reino Unido, o Parlamento britânico aprovou o acordo para a saída da União Europeia, constituindo-se no passo mais importante para que os britânicos deixem o bloco. O prazo imposto pelo bloco se expira em 31 de janeiro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, avançou 2,00% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,45%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,94% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,82%.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA, que avançou 1,15% em dezembro, ante 0,51% em novembro. Com isso, o índice acumulou variação de 4,31% no fechamento do ano, ligeiramente acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25%. Em 2018, o IPCA registrou avanço de 3,75%. O maior impacto veio do grupo de alimentação e bebidas (0,83%) seguido pelo grupo de transportes (0,28%). O preço das carnes teve o maior impacto individual sobre o índice (0,52%), que tiveram alta de 18,06% na base mensal.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de realização de lucros após as altas recentes. O Ibovespa recuou -1,87% na semana, aos 115.503 pontos, acumulando desvalorização no ano de -0,12%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,094. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,95%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,16%, acumulando desvalorização de -0,15% no ano e valorização 19,87% em 12 meses.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA deste ano para 3,58%, ante os 3,60% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado financeiro manteve pela sétima semana consecutiva suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, ante 6,50% da pesquisa anterior. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o Bacen não se comprometeu com novos cortes no início deste ano.

A expectativa de crescimento da economia em 2020 seguiu em 2,30%, medido pelo PIB. Há um mês, a estimativa estava fixada em 2,25%. Para 2021, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava nos mesmos 2,50%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela oitava semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2020 foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes. Para 2021, a expectativa foi elevada para US$ 84,75 bilhões, ante US$ 84,40 bilhões de uma semana antes.

Perspectiva

Em meio às tensões no Oriente Médio, que de alguma forma causam impactos nos mercados de risco, a agenda da semana reserva uma série de eventos que devem ser monitorados de perto.

Destaque para a divulgação do PIB da China, a ser revelado na quinta-feira. As previsões são de que a segunda maior economia do mundo mostre crescimento de 6% anualizado. Ainda por lá saem os números da produção industrial e vendas no varejo.

Nos EUA, estão previstas as divulgações da inflação ao consumidor e o Livro Bege, documento que contém informações sobre a situação da economia norte americana e que de certa forma norteia os membros do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) em suas decisões de política monetária.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, na pauta para ser assinado ainda esta semana, na Casa Branca.

Por aqui, serão revelados dados sobre vendas no varejo, além da divulgação do IBC-Br, considerado a prévia do PIB nacional. Do lado da inflação, o mercado ficará atento aos números prévios que deverão indicar se as pressões inflacionárias decorrentes do aumento da carne e combustíveis se dissiparam.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –10/01/20

Índices de Referência –Dezembro/2019

NOSSA VISÃO – 06/01/2020

Retrospectiva

A volatilidade esteve presente nos primeiros pregões do ano, com a tensão entre os EUA e o Oriente Médio no foco das atenções depois do ataque aéreo a Bagdá.

A tensão geopolítica instalada no Oriente Médio fez preço sobre os ativos, na medida em que se confirmava a morte do general Qasem Soleimani, comandante militar mais poderoso do Irã, em razão de ataque aéreo arquitetado pelos EUA.

Com isso, o preço do petróleo disparou. O contrato futuro do petróleo tipo Brent avançou mais de 4%, diante do temor de um revide por parte do Irã.

Destaque também para o acordo comercial entre EUA e China, cuja assinatura dos termos está prevista para meados de janeiro, e respondeu por boa parte dos ganhos vindos dos mercados acionários nos últimos pregões do ano passado.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial mostrou que a atividade manufatureira continuou a se recuperar em dezembro. O índice ficou em 52,4 pontos, acima das expectativas de consenso.

Na China, atividade industrial também medida pelo PMI expandiu a um ritmo mais lento em dezembro para 51,5 pontos, ante 51,8 pontos do mês anterior.

Na região do euro, as indústrias encerraram o ano com fraqueza, após o PMI indicar que a atividade industrial contraiu pelo 11º mês seguido. O índice permaneceu abaixo dos 50 pontos que separa crescimento de contração, caindo a 46,3 pontos em dezembro, ante 46,9 pontos em novembro.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda generalizada em razão das tensões entre EUA e Irã. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, caiu -0,29%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, desvalorizou -0,16% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu -0,76%.

Por aqui, em agenda esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação do PMI do setor industrial, que muito embora tenha continuado a se expandir no final de 2019, as taxas de crescimento de novos pedidos e da produção diminuíram nitidamente, ao passo que se observou também um retorno aos cortes de empregos e à queda mais acentuada nas exportações em mais de uma década. O índice encerrou dezembro em 50,2 pontos, um recuo em relação aos 52,9 pontos registrados em novembro.

Para a bolsa brasileira, a semana foi de novos recordes. O Ibovespa avançou 1,01% na semana, aos 117.706 pontos, acumulando valorização no ano de 1,78%. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,056. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,14%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,32%, enquanto no mês acumula desvalorização de -0,31%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,13%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 4,04%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,61% para 3,60%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,50%, ante 6,38% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 desta vez se manteve, com os analistas prevendo que a economia crescerá 1,17% este ano. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 1,10%. Para 2020, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do PIB em 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,24%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2020 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,09. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o ano de 2021, a projeção para o câmbio se manteve em R$ 4,00 pela sétima semana consecutiva.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi mantida em US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

No topo da agenda desta semana, as questões geopolíticas devem nortear os próximos pregões, e a volatilidade estará presente nas cotações dos ativos mais sensíveis ao ambiente atual, como moeda, petróleo e ouro. Neste ambiente, os investidores tendem a buscar proteção no ouro, dólar e títulos do tesouro, considerados “porto seguro”.

No campo da economia, destaque para a divulgação do PMI de serviços de várias regiões da Europa e também dos EUA. Serão revelados também o relatório de empregos nos EUA e zona do euro, além de dados da inflação na região do euro e China.

Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA relativo ao mês de dezembro, além de dados oficiais da produção industrial.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –03/01/20

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 30/12/2019

Retrospectiva

O rali de final de ano deu as caras, e os ganhos nos mercados de riscos se intensificaram nos principais mercados mundo afora. A falta de notícias e uma agenda fraca de indicadores devido aos feriados mantiveram os mercados no rumo da valorização.

Nos EUA, destaque para a divulgação do número de pedidos de bens duráveis feitos à indústria, que registrou uma queda de 2,0% em novembro, abaixo das estimativas que apontavam ganhos de 1,0% com o fim da greve na General Motors que durou quase dois meses. O resultado foi frustrado pela queda nas encomendas de equipamentos de transportes, especialmente em aeronaves de defesa, combinada com uma queda nas encomendas da Boeing.

Na pauta das boas notícias, a China anunciou que cortará tarifas de importação para todos os parceiros comerciais sobre mais de 859 tipos de produtos, num momento em que os chineses buscam ampliar seus estoques de carne de porco, produtos farmacêuticos e componentes de tecnologia.

Para os mercados de ações internacionais, a semana manteve o viés positivo. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,14% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 0,82%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,58% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,09%.

Por aqui, destaque para a divulgação do Índice de confiança da Indústria (ICI), divulgado pela FGV. O índice avançou 3,2 pontos em dezembro para 99,5 pontos. No acumulado do quarto trimestre, o índice acumula alta de 3,9 pontos. O aumento é reflexo da melhora da percepção dos empresários em relação à situação atual e do aumento do otimismo em relação aos próximos meses.

A FGV divulgou que o IGP-M, também conhecido como a inflação do aluguel, avançou 2,09% em dezembro, frente aos 0,30% de alta verificada em novembro. No ano, o índice acumulou alta de 7,30%. Entre os três componentes do IGP-M, a maior alta no ano foi registrada no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de 9,08%. Considerando a origem, os produtos agropecuários subiram 16,8%, puxado pelo aumento no preço da carne bovina, enquanto os industriais tiveram alta de 6,57%.

Em relação ao emprego, conforme divulgou o IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desocupação o país fechou o trimestre encerrado em novembro em 11,2%, com a população desocupada atingindo 11,9 milhões de pessoas. A taxa caiu tanto na comparação com o trimestra anterior (11,8%), quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,6%). As vagas temporárias abertas no comércio relacionadas às datas comemorativas do final do ano contribuíram para a queda do índice. A ocupação no setor cresceu 1,8%, o que corresponde a 338 mil postos de trabalho gerados.

Para a bolsa brasileira, novos recordes foram superados e assim a semana fechou com ganhos. O Ibovespa avançou 1,23% na semana, aos 116.533 pontos, acumulando valorização no ano de 32,60%, mesmo número em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,050. Na semana, a moeda norte-americana recuou 1,1%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,95%, acumulando ganhos no mês de 1,37% e de 22,18% no ano.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram mais uma vez a estimativa para o IPCA deste ano para 4,04%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,98%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa passou de 3,60% para 3,61%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,38%, ante 6,25% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu novamente, pela quarta semana consecutiva. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,17%, ante 1,16% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,99%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,30% ante 2,28% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,22%. Em dezembro o BACEN atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção do BACEN passou de 1,8% para 2,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,10. Um mês atrás a estimativa também era de R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi reduzida para R$ 4,08, ante R$ 4,10 da projeção anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 76,12 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em mais uma semana esvaziada devido aos feriados, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos EUA, China e na região do Euro, além da inflação na Alemanha.

Por aqui não haverá divulgação de indicadores importantes na semana. Assim, nossos mercados ficarão sensíveis às questões políticas e ao mercado externo.

Os mercados de ações serão ajustados pelo noticiário do final de semana, em que a China divulgou importante decisão de política monetária. O Banco Popular da China (BPoC, na sigla em inglês), utilizará a taxa básica de empréstimo como nova referência para precificar os contratos de empréstimos a taxas flutuantes existentes, o que ajudará a reduzir o custo de crédito, especialmente as empresas de pequeno/médio porte, em mais uma medida de estímulo a economia local.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –27/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 23/12/2019

Retrospectiva

A semana foi de ganhos para os mercados de risco, com o abrandamento das tensões geopolíticas (impeachment nos EUA, Brexit, Argentina) e o noticiário positivo da economia nas principais regiões, além de ausência de notícias ruins que pudessem surpreender.

Nos EUA, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores industrial e de serviços, avançou a 52,2 pontos, o maior em cinco meses, e reforça que a economia norte americana avança com vigor.

Já na região do euro, o PMI composto ficou estável em 50,6 pontos, indicando que a expansão do bloco continua modesta, com destaque para o PMI industrial, que recuou para 45,9 pontos, apontando contração do setor.

O banco central da Inglaterra decidiu, por maioria de votos, manter a taxa básica de juros inalterada em 0,75% ao ano, bem como a manutenção do programa de compra de ativos. O colegiado declarou que espera ver apenas um crescimento econômico marginal no quarto trimestre, depois que o PIB aumentou 0,3% no terceiro trimestre, acrescentando que a economia global está mostrando sinais de estabilização.

No Japão, o banco central local decidiu manter a taxa de depósito de curto prazo inalterada em -0,10% ao ano, e a meta do juro do título do governo japonês de 10 anos em torno de 0,0%, além de manter o compromisso de comprar 80 trilhões de ienes em títulos soberanos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de valorizações. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 3,11%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,65% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -0,86%.

Por aqui, destaque para a divulgação da ata do COPOM. O documento informou que os membros do comitê veem que o ritmo de crescimento da economia será gradual, porém revelaram que a economia local se encontra num caminho pavimentado. Entretanto, a ata não trouxe indicações sobre os próximos passos na definição do juro básico da economia, ao afirmar que o atual estágio do ciclo impõe cautela.

O Bacen divulgou o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), com a projeção para o IPCA mantida em 4% em 2019. No último relatório divulgado, em setembro deste ano, a projeção do Bacen era de 3,3% para o IPCA. A previsão para 2020 é de 3,5%, ante 3,6% projetado no documento de setembro.

O IBGE divulgou que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 1,05% em dezembro, o maior resultado mensal desde junho de 2018. Destaque para a alta do grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou a maior variação (2,59%), e o maior impacto, de 0,63 ponto percentual. A alta do grupo é explicada pelo aumento no preço das carnes.

Para a bolsa brasileira a semana manteve o ritmo de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 2,27% na semana, aos 115.121 pontos, acumulando valorização no ano de 30,99% e 34,34% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,095. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,33%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com desvalorização de -1,67%, acumulando ganhos no ano de 21,03%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,98%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,86%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%, a mesma de oito semanas atrás. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,25%, ante 6,13% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu novamente nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,16%, ante 1,12% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,99%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,28% ante 2,25% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,20%. Em dezembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi alterada para R$ 4,10, ante R$ 4,15 da semana anterior. Um mês atrás a estimativa era de R$ 4,10. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio foi mantida em R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 76,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 77,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Em semana esvaziada devido aos feriados, destaque por aqui para o último dia da semana, que concentrará a divulgação de três indicadores relevantes: o IGP-M, a ser revelado pela FGV, os números da Pnad Contínua, a ser divulgada pelo IBGE, com o índice de desemprego e números relacionados ao mercado de trabalho, além do resultado primário do governo central referente a novembro, que reúne as contas do Tesouro, Previdência Social e Bacen.

Nos EUA, destaque para os números de encomendas de bens duráveis e estoque de petróleo, a serem revelados na terça-feira.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –20/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019

NOSSA VISÃO – 16/12/2019

Retrospectiva

A semana foi de ganhos para os mercados de risco, após as decisões dos principais bancos centrais da América e Europa sobre as políticas monetárias das regiões, além de notícias sobre um acordo comercial entre EUA e China.

Destaque para a reunião do Federal Reserve (FED, o banco central norte-americano), que na quarta-feira decidiu por manter a taxa de juros local inalterada no intervalo entre 1,50% a 1,75%, em decisão unânime. A expectativa agora é que o FED mantenha o juro parado por um tempo prolongado, afirmando no comunicado pós-reunião que a postura atual é apropriada para dar suporte ao avanço do PIB e manter a inflação próxima ao centro da meta, fixada em 2% ao ano.

Na zona do euro também ocorreu a reunião do banco central da região, que decidiu pela manutenção das taxas de juros inalteradas na primeira reunião conduzida pela nova presidente do banco, Christine Lagarde. A taxa de depósitos ficou mantida em -0,50%, e a taxa de refinanciamento em zero. Já a taxa de empréstimo foi mantida em 0,25%. Além disso, o colegiado manteve o programa de recompra em 20 bilhões de euros por mês.

Ainda na região do euro, foi decidido em eleição que o Reino Unido será governado pelo premiê britânico Boris Johnson. Foi uma vitória esmagadora dos ”conservadores” sobre os “trabalhistas”, o candidato vitorioso garantiu que a saída do Reino Unido da União Europeia será concretizada até a data prevista, 31 de janeiro.

No final da semana foi noticiado que um acordo comercial entre EUA e China está próximo de ser concluído, após o presidente Donald Trump comunicar que as tarifas adicionais sobre US$ 156 bilhões, que valeriam a partir de 15 de dezembro, estavam suspensas, em contrapartida com a concordância pelos chineses de mudanças estruturais e com compras de produtos agrícolas dos EUA.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de altas significativas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,88% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,57%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,73% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,86%.

Por aqui, destaque para a reunião do comitê de política monetária do BACEN (COPOM), que decidiu pelo corte de mais 0,50 pontos percentuais na taxa de juros parâmetro, levando a taxa Selic ao patamar de 4,50% e renovando o piso histórico da taxa. No comunicado pós reunião, os integrantes do comitê deixaram em aberto os próximos passos ao informar que “o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária” e que o rumo dos juros “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Ao final da semana, a agência de classificação de riscos internacional Standard & Poor’s informou que alterou a perspectiva da nota de crédito soberana para o Brasil, de “estável” para “positiva”, indicando que num futuro próximo poderá melhorar a nota de crédito retornando para grau de investimento. Como justificativa para o movimento, a agência informou que foram avaliados os avanços em medidas para uma melhora do quadro fiscal que tem ajudado para reduzir o alto déficit do país.

Para a bolsa brasileira a semana manteve o ritmo de recuperação e recordes. O Ibovespa avançou 1,30% na semana, aos 112.564 pontos, acumulando valorização no ano de 28,08% e 28,72% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,109. Na semana, a moeda norte-americana recuou 0,89%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,05%, acumulando ganhos no ano de 23,08%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro aumentaram, pela quinta semana consecutiva, a estimativa para o IPCA deste ano para 3,86%, registrando uma nova alta em relação às previsões da semana passada, que estava em 3,84%. A projeção reflete uma maior preocupação sobre a pressão do aumento de custos sobre os preços de produtos e serviços. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,60%, a mesma de sete semanas atrás. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%, e do ano que vem de 4,00%.

Com a Selic definida em 4,50% para este ano, o mercado financeiro manteve suas apostas em relação à taxa de juros, informando que ao final de 2020 a taxa estará em 4,50%, mesma taxa da semana anterior. Para 2021, a previsão é de que a Selic encerre o ano em 6,13%, ante 6,25% da pesquisa anterior.

A projeção do mercado para o PIB de 2019 subiu nesta semana. A expectativa de crescimento da economia este ano passou a ser de 1,12%, ante 1,10% da semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,92%. Para 2020, o mercado financeiro revisou a previsão de expansão do PIB para 2,25% ante 2,24% da semana anterior. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,17%. Em setembro, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%.

A projeção para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 4,15. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também foi mantida em R$ 4,10.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, a mediana das previsões para 2019 foi alterada para US$ 75,55 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80,00 bilhões. Para 2020, a expectativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões, os mesmos US$ 80,00 bilhões de um mês antes.

Perspectiva

Após o Ibovespa renovar a máxima histórica no fechamento do pregão da semana, após as decisões dos bancos centrais em estímulos adicionais em suas políticas monetárias, e com uma solução para a guerra tarifária entre EUA e China, os investidores se voltam para o calendário de indicadores a serem conhecidos nesta semana.

Destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, além do relatório trimestral de inflação a ser apresentado pelo presidente da instituição, Roberto Campos.

Entre os indicadores domésticos a serem conhecidos, destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação. Conforme especialistas do mercado, o indicador pode superar o número de novembro, que foi de 0,51%, ainda pressionado pela alta nos preços de alimentos. Será também revelado o déficit em conta corrente do mês novembro, após a apreensão com o dado de outubro que registrou déficit de US$ 7,5 bilhões, o maior para o mês desde 2014.

O mercado também estará voltado aos detalhes do acordo comercial entre EUA e China, na medida em que informações vão sendo reveladas.

Nos EUA, serão conhecidos os números do PIB americano, além de dados dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) que darão um quadro mais atual sobre o crescimento da economia da região.

Enquanto no continente asiático, ocorrerá a reunião de política monetária do banco central japonês (BoJ, na sigla em inglês), além da divulgação de dados da produção industrial e vendas no varejo da China.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos um aumento da exposição para 15%, em razão do prêmio que ainda poderá ser capturado devido à taxa básica de juros na mínima histórica, além da pauta de reformas que deverão refletir na melhora do quadro fiscal do país.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma redução na exposição para 20%, e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs, a alocação sugerida passa a ser de 5%. Ambas as reduções estão relacionadas à taxa de juros doméstica na mínima histórica, com objetivo de redirecionar os recursos para os mercados com maiores possibilidades de ganhos.

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfólio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é uma redução para 5% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de aumento da exposição para 20% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, o ajuste das recomendações se dará através da redução no teto dos investimentos em ações.

Adicionamos na estratégia a recomendação de investimentos no segmento de investimentos no exterior, com um percentual máximo de 5%, devido à necessária diversificação da carteira na busca por investimentos descorrelacionados da taxa de juros doméstica, além do recente surgimento de produtos direcionados a este segmento.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/12/19

Índices de Referência –Novembro/2019