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Consultoria em Investimentos

NOSSA VISÃO -10/08/2020

Retrospectiva

Os ativos de risco fecharam a semana influenciados por uma agenda recheada, com a divulgação de indicadores de atividade em diversos países que proporcionaram uma forte volatilidade entre as sessões. Junto a tudo isso, a expansão de novos casos do “coronavírus”, especialmente nos EUA e na ALEMANHA, segue fazendo vítimas e ameaçando a economia global.

As autoridades da Alemanha, que tinham decidido reabrir suas escolas esta semana, tiveram que fechar novamente dois estabelecimentos no norte do país. A medida foi tomada após a confirmação de casos de contágio por Covid-19 entre alunos e professores.

A decisão sobre o fechamento das escolas na Alemanha, foi apresentada como medida de precaução. A Alemanha foi apontada no começo do surto na Europa como o país da região que melhor administrou a crise. Os alemães adotaram uma política de testes em massa da população, evitando a saturação de seu sistema hospitalar, como aconteceu na França ou na Itália. A volta às aulas nesse momento é vista como mais um sinal da gestão eficaz da crise sanitária no país.

A esperança está no desenvolvimento de uma vacina que seja segura e eficaz. Há mais de 150 vacinas em desenvolvimento, sendo que 24 delas estão em fase de testes clínicos. No Brasil está sendo testada aquela considerada pela Organização Mundial da Saúde – OMS como a mais avançada, desenvolvida pela Universidade Oxford, no Reino Unido.

Nos Estados Unidos, o destaque ficou com o Payroll. O total de empregos não-agrícolas medido pela folha de pagamento “Payroll” subiu em 1.763 milhão em julho, acima da estimativa de 1.530 milhão, e a taxa de desemprego caiu para 10,2%, informou hoje o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

A queda na taxa oficial de desemprego ocorre pelo terceiro mês consecutivo de 11,2% para 11,1% e agora em 10,2%. Os resultados de acordo com as declarações feitas por Donald Trump, que já vinha anunciando que o número seria “grande”. Porém, não sendo o suficiente para mexer com a expectativa do mercado.

“Os resultados melhores no mercado de trabalho refletiram a continuação da retomada da atividade econômica, que havia sido reduzida ante a pandemia de coronavírus e os esforços para conter a propagação”, mostrou o relatório do Departamento do Trabalho.

As bolsas de ações da Europa fecharam com resultados positivos nessa segunda-feira. Os ganhos ocorreram, mas o sentimento de cautela prevaleceu. Primeiro, o bom humor foi puxado pelas ordens executivas que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou beneficiando os americanos que estão desempregados. Depois, sobre a cautela, os ânimos entre os governos da China e dos Estados Unidos voltaram a ficar alterados.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,30% aos 364.65 pontos em Londres; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,31% aos 6.050 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,10% aos 12.687 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em alta 0,41% a 4.909 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,69% aos 19.651 pontos; o Ibex 35 (Madri) subiu 1,49% a 7.053 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,67% a 4.396 pontos.

No Brasil, a inflação de julho ficou em 0,36%, puxadas, principalmente, pelos preços da gasolina e da energia elétrica, os dois itens de maior impacto no mês, e que passaram por reajustes no período. A taxa é a maior para um mês de julho desde 2016, quando registrou 0,52%. Em comparação com o mês anterior, o aumento foi de 0,10 ponto percentual.

De acordo com dados divulgados na terça-feira (04/08) pelo IBGE, a produção industrial registrou um crescimento de 8,9% em junho, se comparado com o mês anterior.

O resultado implica dois meses seguidos do crescimento da produção industrial, dado que, em maio, o avanço havia sido de 8,2%. Considerando os meses de maio e junho, o ganho acumulado foi de 17,9%, o que indica uma tendência de recuperação após as perdas com as paralisações devido à pandemia.

Apesar do bom resultado, ele ainda não foi suficiente para reverter a queda de 26,6% acumulada em março e abril desse ano.

Relatório Focus

De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (10), após os fortes impactos da pandemia de coronavírus em 2020, a economia brasileira deverá crescer 3,50% em 2021, sem alterações em relação ao levantamento anterior.

Os economistas ouvidos pela autoridade monetária continuam projetando que a taxa básica de juros encerre o ano no atual patamar, de 2,00% ao ano, subindo para 3,00%, em dezembro de 2021. Para 2022, contudo, a projeção para a Selic foi reduzida de 5,00% para 4,90% ao ano.

Com a relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa é de alta de 1,63% este ano e de 3,00%, no próximo.

Já no câmbio, o dólar deve ficar em R$ 5,20 em dezembro, e conforme a projeção para 2021, em R$ 5,00.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas “Top 5″, a mediana das projeções para 2020 passou de 1,51% para 1,58%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 2,78% para 2,89%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,80% e 2,80%, respectivamente.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no “Top 5″ passou de 3,50% para 3,48%, ante 3,50% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,25%, mesmo patamar de quatro semanas antes. Na semana passada, ao cortar a Selic, considerada a taxa básica de juros na nossa economia, de 2,25% para 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central atualizou suas projeções para a inflação

No cenário híbrido que utiliza câmbio fixo e juros do mercado financeiro, conforme o Relatório de Mercado Focus, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2020 de 2,0% para 1,9%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,2% para 3,0%. O BC ainda ampliou o horizonte de projeções para 2022, com a estimativa para a inflação em 3,4%. De acordo com a autoridade monetária, esse cenário híbrido considera que a Selic encerra este ano em 2,00% ao ano, sobe para 3,00% a.a. ao fim de 2021 e chega a 5,00% no fim de 2022.

Perspectiva

Na semana passada, o Ibovespa não acompanhou valorização dos mercados americanos e registrou leve queda de 0,13%, fechando em 102.775 pontos, enquanto o Dow Jones teve valorização de 3,80% e o Nasdaq com +2,46%. Dólar obteve uma alta de 3,83% sendo cotada em R$ 5,42.

A nova semana começando com agenda intensa e capacidade de mexer com os mercados. Hoje, Bolsas asiáticas fecharam com comportamento misto e destaque positivo para o mercado de Seul com alta de 1,48% e Xangai com +0,75%. Europa começando o dia com comportamento positivo e futuros do mercado americano tentando manter valorização.

A decisão do presidente Trump de criar estímulos fiscais por decreto executivo durante o final de semana ajuda os mercados na abertura de hoje, apesar das críticas de governadores como o democrata Andrew M. Cuomo de NY. Mercados também reverberam indicadores divulgados na China durante a madrugada com a deflação pelo PPI (atacado) reduzindo para -2,4%, vindo de -3% anualizada para julho. A inflação medida pelo CPI (consumidor) ficou em 2,7% anualizada para julho, dentro do que estava sendo previsto.

O tema dominante entre as políticas macroeconômicas é de que os governos continuarão a fazer tudo o que for preciso para estimular a atividade econômica e garantir a solidez do sistema financeiro global. Em relação à política fiscal, a União Europeia finalmente aprovou um grande programa de estímulo fiscal e a possibilidade de que países-membros emitam dívida pública sob a guarda da União Europeia.

Nos EUA, enquanto que o governo já gastou uma parcela considerável de seu programa de estímulo de US$ 3 trilhões, o Congresso já está trabalhando em um novo pacote adicional que pode chegar a US$ 1 trilhão, para renovar o apoio financeiro aos desempregados e introduzir novos programas. Em relação à política monetária, o Banco Central Europeu (BCE) implementou ativamente seus programas de compra de ativos. Embora o Fed tenha mais espaço para expandir seu balanço do que o BCE, o seu ritmo de compra de ativos diminuiu desde junho. Isso é positivo, porque mostra que as empresas conseguem levantar quantidades expressivas de capital diretamente através dos mercados de capitais ou bancos.

Além disso, significa que o Fed ainda possui uma enorme capacidade de empréstimo para intervir nos mercados financeiros, caso seja necessário. No geral, o principal fator positivo para os mercados financeiros continuará sendo os enormes e oportunos programas de apoio fiscal e monetário de governos e bancos centrais nas economias desenvolvidas.

Por aqui, semana complicada no ambiente político, com o Congresso podendo decidir sobre os vetos do presidente Bolsonaro na desoneração da folha de pagamento e também sobre auxílio emergencial. Pode ser um teste da base de apoio do presidente que parece ter se fragmentado mais. Ruídos políticos também com denúncias e vazamentos de investigações que estão em sigilo sobre as tais rachadinhas que envolvem a família do presidente e a primeira dama.

No ambiente econômico, a FGV anunciou a primeira prévia do IGP-M de agosto em alta para 1,46%, vindo de 1,18% e acumulando inflação em 2020 de 8,27% e em 12 meses de 11,61%. Já o IPC-S da primeira quadrissemana de agosto mostrou alta para 0,54%, de anterior em 0,49%. Segundo estudos, a nova CPMF que o governo deseja emplacar seria a quarta maior fonte de arrecadação.

Na agenda do dia ainda teremos a nova pesquisa semanal Focus do Bacen e o saldo da balança comercial da semana anterior e nos EUA, o índice Jolts de criação de empregos. Expectativa que a Bovespa possa recuperar perdas, dólar ainda forte e juros operando com altas.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-nos em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários – 07/08/2020

Índices de Referência – Julho/2020

NOSSA VISÃO – 03/08/2020

Retrospectiva

Os ativos de risco fecharam a semana influenciados por uma agenda recheada, com a divulgação de indicadores de atividade em diversos países que proporcionaram uma forte volatilidade entre as sessões. Junto a tudo isso, a expansão de novos casos do “coronavírus”, especialmente nos EUA, segue fazendo vítimas e ameaçando a economia global. A esperança está no desenvolvimento de uma vacina que seja segura e eficaz. Há mais de 150 vacinas em desenvolvimento, sendo que 24 delas estão em fase de testes clínicos. No Brasil está sendo testada aquela considerada pela Organização Mundial da Saúde – OMS como a mais avançada, desenvolvida pela Universidade Oxford, no Reino Unido.

Nos EUA, ocorreu a reunião do comitê de política monetária do FED, o banco central americano. Em decisão unânime, seus membros decidiram pela manutenção das taxas de juros próximas de zero até 0,25%. No comunicado pós-reunião, o colegiado manifestou desejo de manter o juro nessa faixa até entender que a economia resistiu aos eventos recentes e de que está no caminho de cumprir seus objetivos de emprego pleno e estabilidade nos preços.

Em termos de emprego, dados recentes indicam que o mercado de trabalho norte-americano deu uma estagnada. O número de pedidos do auxílio-desemprego aumentou inesperadamente pela segunda semana consecutiva, após quatro semanas de queda. Foram 1,4 milhão de novos pedidos, elevando o total desde o início dos reflexos da pandemia a 54,1 milhões de pedidos.

Ainda por lá, foi divulgado pelo Departamento do Trabalho que o PIB sofreu uma contração recorde de -32,9% anualizados no segundo trimestre. Apenas como referência, no primeiro trimestre, o tombo havia ficado em -5,0%.

Na região do euro, também houve a divulgação do PIB em diversos países. Na Alemanha, o PIB do segundo trimestre encolheu -10,1%, aprofundando o processo recessivo do país. Na França, a queda foi de -13,8%, na Espanha contração de -18,5%, enquanto na Itália a queda foi de -12,4%. Na zona do euro como um todo, o encolhimento foi de -12,1%.

Por outro lado, dados da China indicam que a economia se recupera do tombo provocado pela paralisação das atividades por lá. O PMI industrial chinês de julho subiu para 51,1 pontos, mostrando expansão da atividade, enquanto o lucro das grandes indústrias cresceu 11,5% anualizado em junho, no ritmo mais forte em mais de um ano.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de movimentos mistos. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou -4,69%, e o FTSE-100, da bolsa inglesa, desvalorizou -3,59%, o índice SP 500, da bolsa norte-americana, subiu 1,73% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, caiu -4,58%.

Por aqui, destaque para a divulgação da pesquisa semanal da Pnad contínua Covid (Pnad Covid), divulgada pelo IBGE, da semana entre 05 e 11 de julho. A taxa de desocupação ficou em 13,1%, acima tanto dos 12,3% registrados na semana anterior quanto dos 10,5% da primeira semana de maio – primeira semana de referência da nova pesquisa do IBGE, realizada por telefone devido à dificuldade dos pesquisadores irem a campo em razão do distanciamento social. Eram 12,2 milhões de desempregados, indicando que 2,4 milhões de trabalhadores passaram ao desemprego desde a primeira semana de maio. A população ocupada ficou em 81,1 milhões de pessoas, confirmando as quedas registradas nas duas últimas semanas. Na semana anterior, a população ocupada era de 81,8 milhões de trabalhadores. A comparação com a população ocupada na primeira semana de maio sinaliza para o fechamento de 2,8 milhão de vagas nesse período.

No campo político, destaque para os debates em torno da reforma tributária proposta pelo planalto. O plano do Ministério da Economia inclui a criação de uma “nova CPMF”, porém os discursos desencontrados dificultam o trâmite no Congresso. Pelo discurso das lideranças na Câmara e Senado, a reação promete ser intensa.

Para a bolsa brasileira a semana foi de leve alta, apesar da intensa volatilidade. O Ibovespa encerrou a semana com avanço de 0,52%, aos 102.912 pontos, acumulando valorização de 8,27% no mês, e desvalorização de -11,01% no ano. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 5,219 para a venda. Na semana, a moeda avançou 0,22% frente ao real, enquanto no ano acumula alta de 30,04%. Já o IMA-B Total encerrou a semana avançando 1,16%, enquanto no mês acumula alta de 4,39% e no ano valorização de 2,65%. Em 12 meses a valorização é de 8,10%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, os economistas que militam no mercado financeiro ajustaram as estimativas para a inflação deste ano, ainda em meio à economia doméstica fragilizada. O documento revela que a expectativa, na mediana das projeções, para o IPCA deste ano foi reduzida pela segunda semana seguida, para 1,63%, ante projeção de 1,67% uma semana atrás. Um mês atrás a previsão para o IPCA deste ano era de 1,63%. O resultado continua distante da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,00%. Para 2021, o mercado financeiro manteve pela sétima semana seguida a expectativa de que a inflação encerre o ano em 3,00%. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Para a Selic, o mercado manteve pela quinta semana consecutiva a estimativa de que a taxa encerre o ano em 2,00% ao ano. O número projeta um novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, o que implicaria em uma redução de 0,25 ponto percentual frente ao atual patamar. Para o encerramento de 2021, a previsão para a taxa Selic foi mantida em 3,00% pela sétima semana consecutiva.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos no chamado “top 5″, as estimativas para a taxa Selic ao final do ano foram mantidas em 1,88% na mediana das coletas. Para 2021 as apostas são de que a taxa Selic encerre o ano em 2,25% na mediana das coletas.

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a expectativa de contração da economia brasileira medida pelo PIB. O mercado estima que o PIB brasileiro encolha -5,66% neste ano, ante expectativa de -5,77% uma semana atrás. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de -6,50%. Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de expansão do PIB pela décima semana consecutiva em 3,50%. Em junho, o Bacen atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de variação zero para retração de -6,4%.

O documento mostrou que a projeção dos economistas para o câmbio ao final de 2020 foi mantida em R$ 5,20 pela sétima semana seguida. Para 2021, a projeção para o câmbio foi mantida novamente em R$ 5,00. Um mês atrás a projeção para o câmbio era de R$ 5,00.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, o mercado manteve a projeção de queda no ingresso de recursos de fora do país neste ano. A mediana das previsões para 2020 é de um ingresso de US$ 53,75 bilhões, ante previsão de US$ 53,95 na semana anterior, enquanto que para 2021 a expectativa foi elevada para US$ 65,96, ante previsão de US$ 64,10 bilhões na semana anterior. Há quatro semanas, a estimativa era de ingressos da ordem de US$ 55,00 bilhões e US$ 70,00 bilhões, respectivamente.

Perspectiva

Os mercados de risco iniciam a semana no azul, com a divulgação de uma série de indicadores de atividade positivos na região do euro e na China. Ainda no “front” externo, a expectativa é de que a nova expansão da pandemia no Hemisfério Norte será suavizada diante das medidas que vem sendo adotadas pelos países e, portanto, não será tão drástica quanto no primeiro movimento de contágios, levando a economia global a uma recuperação gradativa. China e EUA lideram essa recuperação da produção, e o Brasil, como celeiro de produtos primários, tende a se aproveitar desse momento exportando matéria prima, com o dólar valorizado frente ao real ajudando.

Enquanto isso, o Congresso dos EUA permanece discutindo a extensão de um pacote de ajuda econômica, que incluiria a retomada ou substituição do auxilio extra de US$ 600 no seguro desemprego, que expirou no fim de julho.

Na agenda da semana, destaque para a divulgação do relatório de emprego norte-americano de julho, conhecido como “payroll”. A estimativa é para a divulgação da criação de 1,5 milhão de postos de trabalho, indicando que a recuperação americana continua, apesar do ritmo lento.

Por aqui, destaque para a decisão do Copom sobre política monetária, e a aposta majoritária é de que o colegiado irá cortar a Selic possivelmente em 0,25%, levando a taxa para o patamar de 2,00%, e uma parada para sentir os efeitos da política monetária sobre a recuperação da economia.

Ainda no calendário, os investidores estarão atentos para a divulgação da produção industrial de junho, que deve seguir mostrando recuperação após a alta de 7% em maio, além da divulgação do IPCA, medida oficial de inflação do País.

No campo da política, o planalto deu aval para que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, discuta com o Congresso sobre a criação de um novo imposto, nos moldes da antiga “CPMF”, alertando que não se trata de mais imposto, mas sim de substituição tributária.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Os demais recursos mantenham-os em “quarentena” esperando um melhor momento para realocar. Tomar decisões precipitadas enseja realizar uma perda decorrente da desvalorização dos investimentos sem possibilidades de recuperação na retomada dos mercados. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.