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NOSSA VISÃO – 14/10/2019

Retrospectiva

A semana foi de recuperação para os ativos de riscos, com o alívio vindo do noticiário externo após a trégua na guerra comercial que envolve os EUA e a China, anunciada antes do fechamento dos mercados na sexta-feira.

Ainda que parcial, o acordo firmado entre as duas maiores potências econômicas traz certa estabilidade para o comércio mundial. O acordo abrange questões sobre agricultura, moeda e proteção da propriedade intelectual, e representa o maior avanço para a resolução da batalha comercial que já dura 15 meses.

Em virtude do pacto, os EUA decidiram suspender o aumento de 25% para 30% as tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses, que deveriam entrar em vigor na próxima semana. Por sua vez, o país asiático se comprometeu a adquirir de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americano.

Nos EUA, foi revelado que a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) referente ao mês de setembro apresentou deflação de 0,3%, aumentando ainda mais as chances de novo corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês).

Ainda por lá, foi conhecida a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do FED, que decidiu pela redução do juro norte-americano. O documento mostra um banco central mais preocupado com o ritmo de crescimento da economia local, na medida em que foram discutidos alguns modelos de projeções que mostraram um aumento na probabilidade de recessão nos próximos meses.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de expressivas valorizações nas bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 4,15% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,28%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,62% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, ganhou 1,81%.

Do lado doméstico, destaque para o noticiário político. O plenário da Câmara aprovou o projeto de Lei que define o rateio de parte dos reursos captados na cessão onerosa do leilão de petróleo do pré-sal entre os estados e municípios. Pelo acordo, 15% do excedente ficarão com os estados, 15% com os municípios e 3% com os estados confrontantes à plataforma continental. Agora, o projeto de Lei passará pelo Senado.

O IBGE divulgou que as vendas no varejo cresceram 0,1% em agosto, na comparação com o mês anterior. As projeções indicavam crescimento de 0,3%, segundo a Reuters. Na comparação com agosto de 2018, o avanço foi de 1,3%. O crescimento foi sustentado pelos supermercados, indicando um perfil de consumo mais básico, destinado às compras de primeira necessidade.

Quanto à inflação, o IBGE divulgou que o IPCA de setembro variou -0,04%, o menor resultado para o mês de setembro deste 1998. O resultado veio no piso das estimativas da agência Broadcast. No acumulado do ano de 2019, o IPCA registra inflação em 2,49% e, no acumulado dos últimos 12 meses, em 2,89%. O índice segue abaixo da meta oficial para o ano, que é de 4,25% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A queda no índice foi puxada principalmente pelo grupo “alimentação e bebidas”, que variou -0,43%.

Para a bolsa brasileira a semana foi de ganhos nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,98% na semana, acumulando valorização no ano de 18,14% e 25,22% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,095 na venda. Na semana, a moeda norte-americana avançou 0,95%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 1,02%, acumulando ganhos no mês de 1,20% e no ano de 20,99%.

Relatório Focus

No Relatório Focus revelado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,28% em 2019, uma redução ante os 3,42% da semana anterior, sendo a décima revisão consecutiva para baixo. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,73%, ante 3,78% da pesquisa anterior. O resultado se distancia ainda mais da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve as expectativas com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Há um mês estava em 5,00%. Para 2020, a previsão foi reduzida para 4,75%, ante 5,00% das últimas pesquisas. Destaque para as estimativas do Top-5, grupo que mais acerta as previsões, que passou a ver a Selic deste ano em 4,50%.

O levantamento semanal manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN mantiveram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano. Para o encerramento de 2020, a estimativa também foi mantida em R$ 3,95.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 81,85 bilhões em 2019 e de US$ 83,2 bilhões em 2020.

Perspectiva

A semana vem recheada de eventos que certamente exercerão influência sobre os preços dos ativos negociados nos mercados financeiros.

Após o anúncio do acordo comercial parcial entre EUA e China, a partir de agora serão conhecidos os detalhes das negociações, que serão colocadas no papel para assinatura pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. Porém, os chineses já adiantaram que pretendem incluir outras questões no acordo antes da assinatura, elevando o grau de incerteza sobre o tema.

No Brasil, o destaque para a votação, pelo Senado, do projeto aprovado na Câmara definindo as regras de rateio entre estados e municípios de verba originária da cessão onerosa do pré-sal. A aprovação é dada como certa e a finalização do debate é essencial para garantir a votação da reforma da Previdência, prevista para acontecer neste mês.

Na agenda de indicadores a serem revelados, destaque para o número do PIB chinês e dados da indústria, varejo e balança comercial chinesa.

Nos EUA, serão conhecidos os dados de varejo e construção, enquanto na região do Euro serão conhecidos os dados da produção industrial.

Por aqui, o banco central divulgará o IBC-Br de agosto, considerado a prévia do PIB nacional e utilizado como parâmetro avaliativo do ritmo de crescimento da economia brasileira.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –14/10/19

Índices de Referência –Setembro/2019

NOSSA VISÃO – 07/10/2019

Retrospectiva

O noticiário externo deu o tom em semana de aversão a risco para os mercados, diante da divulgação de importantes indicadores da economia americana.

Nos EUA, o índice de atividade industrial divulgado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) recuou de 49,1 em agosto para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009, e abaixo das projeções dos analistas de alta em 50,1. A queda reflete uma diminuição da confiança nos negócios, com o comércio global no cerne da questão em razão da guerra tarifária.

O setor de serviços também recuou ao menor nível em três anos, conforme divulgou o ISM. O índice caiu para 52,6 em setembro, ante 56,4 no mês anterior. A leitura ficou abaixo das expectativas de 55,0 de uma pesquisa da Reuters com 67 economistas, e foi a mais baixa desde agosto de 2016.

O relatório de emprego não agrícola americano revelou que foram criados 136 mil postos de trabalho em setembro, ante previsão de 150 mil. A taxa de desemprego norte-americana caiu para 3,5%, a menor em 50 anos.

Outro dado que reflete a preocupação de um cenário macroeconômico recessivo é a queda do petróleo. O mercado parecia equilibrado, com o preço variando em US$ 60 para o tipo WTI e de US$ 70 para o Brent após o ataque de 14 de setembro às instalações de petróleo da Arábia Saudita, está agora de volta aos mínimos pré-ataque. Hoje, o petróleo WTI é negociado na casa dos US$ 53, enquanto o Brent a US$ 58.

Em meio à escalada das tensões comerciais e a perspectiva de desaceleração global, a Organização Mundial do Comércio (OMC, na sigla em inglês) divulgou a projeção para o crescimento das transações globais em 2019. Conforme o relatório, a expansão será de 1,2% este ano, bem abaixo da projeção apresentada apenas seis meses atrás, de 2,6%. Para 2020, a previsão é de crescimento de 2,7%, ante previsão de 3% feita em abril.

Os mercados chineses permaneceram fechados durante a semana, em razão dos festejos pelos 70 anos de aniversário da fundação da República Popular da China, não sem antes serem revelados números sobre a economia local. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria da China subiu a 49,8 em setembro, um pouco melhor do que o esperado e ante 49,5 em agosto, porém abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração. A pesquisa do instituto Caixin/Markit mostrou também que a atividade industrial acelerou inesperadamente para a máxima de 51,4 em setembro, devido principalmente ao aumento nas encomendas domésticas conforme fazem efeito as medidas de suporte do governo.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -2,97% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -3,65%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, perdeu -0,33% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cedeu -2,14%.

Do lado doméstico, foi revelado que a produção industrial medida pelo IBGE teve uma alta de 0,8% em agosto ante julho, interrompendo três meses consecutivos de queda. No acumulado do ano, o índice tem queda de 1,7%.

Conforme divulgou o Ministério da Economia, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,25 bilhões, o pior resultado para o mês de setembro em cinco anos e uma queda de 55% em comparação a setembro do ano passado. As exportações somaram US$ 18,74 bilhões, uma queda de 11,63% em relação um ano atrás, enquanto as importações somaram US$ 16,49 bilhões.

Para a bolsa brasileira a semana foi de desvalorização nos preços das ações. O Ibovespa recuou 2,40% na semana, acumulando valorização no ano de 16,69% e 24,57% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,057 na venda. Na semana, a moeda norte-americana recuou 2,39%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,18%, acumulando ganhos no mês de 0,18% e no ano de 19,76%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,42% em 2019, uma redução ante os 3,43% da semana anterior, sendo a nona revisão consecutiva para baixo. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,78%, ante 3,79% da pesquisa anterior. O resultado se distancia ainda mais da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve as expectativas com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Há um mês estava em 5,00%. Para 2020, a previsão foi mantida em 5,00%.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN mantiveram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano. Para o encerramento de 2020, a estimativa foi aumentada para R$ 3,95, ante R$ 3,91 da projeção anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 83,00 bilhões em 2019 e de US$ 84,00 bilhões em 2020.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, com muitos dados econômicos e importantes eventos políticos aqui e no exterior.

No Brasil, o governo vai continuar negociando com os senadores para garantir a aprovação em segundo turno da reforma da previdência, que emperrou em meio à pressão dos parlamentares por verbas do leilão de cessão onerosa do pré-sal. Na agenda econômica destaque para os dados de inflação, com IBGE divulgando o IPCA de setembro. Serão divulgados, também pelo IBGE, os dados de varejo e do setor de serviços de agosto.

Na agenda internacional, o destaque será a ata da mais recente reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), que reduziu a taxa de juro americana em 0,25 pontos-base. Está previsto discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, que pode dar pistas sobre a condução da política monetária na próxima reunião do Fomc, prevista para o dia 30 deste mês. Destaque para o encontro nos dias 10 e 11 na capital Washington, entre altos funcionários dos EUA e China para discutir o conflito tarifário e buscar negociações que ponham um ponto nas questões, e que ocorre em meio ao pedido de impeachment contra o presidente norte-americano Donald Trump. O processo ganhou mais força no fim de semana com a informação de que outro agente do serviço de inteligência teria confirmado as acusações de que o presidente tentou negociar com o governo da Ucrânia investigações contra o filho do possível candidato democrata Joe Biden.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –07/20/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 30/09/2019

Retrospectiva

Apesar da volatilidade, a semana encerrou no azul para os ativos de riscos com o cenário político se sobrepondo ao econômico.

Na zona do euro, foi divulgado que o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que abrange os setores industrial e de serviços, caiu para 50,4 em setembro, ante 51,9 em agosto, conforme divulgou a IHS Markit, atingindo o menor nível desde junho de 2013. As expectativas eram de estabilidade no número. Apesar da queda, leituras acima de 50 mostram que a atividade do bloco continua em expansão. Já o PMI industrial indica contração mais acentuada da manufatura, ao diminuir para 45,6 em setembro ante 47 em agosto.

Nos EUA, foi divulgado que o PIB do segundo trimestre apresentou crescimento de 2%, conforme dados oficiais. Apesar de o número vir alinhado às projeções, mostrou desaceleração frente ao ritmo de crescimento do primeiro trimestre, quando a economia avançou 3,1% anualizado. Consumo e gastos do governo compensaram a fraqueza do investimento privado no índice.

Ainda por lá, foi divulgado que a deputada democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA, anunciou a abertura de processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. O pedido é baseado em denúncia de que ele teria pressionado o presidente da Ucrânia a investigar o filho do pré-candidato democrata Joe Biden. A gravidade do ato de abuso de poder é contundente, porque o presidente praticamente chantageou o governante ucraniano, retendo recursos de ajuda militar para a defesa do país sob ameaça da Rússia, ferindo princípios básicos da segurança nacional dos EUA.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, caiu -0,70% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, subiu 1,11%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, recuou -1,01% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cedeu -0,91%.

Do lado doméstico foi divulgado que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou leve alta de 0,09% em setembro, ante leitura de 0,08% registrada em agosto. Conforme noticiou o IBGE, o grupo de Alimentação e Bebidas contribuiu positivamente ao recuar -0,34%. Por outro lado, o grupo Habitação avançou 0,76%.

Conforme divulgou a FGV, o Índice de Confiança da Indústria – ICI ficou estável em setembro, na comparação com agosto, em 95,6 pontos, indicando que o setor continuou andando de lado no terceiro trimestre e não haverá contribuição da indústria na recuperação da economia, que segue lenta.

Também foi divulgado que o IGP-M recuou -0,01% em setembro, uma alta em relação à queda de -0,67% verificada em agosto. No ano, o IGP-M acumula alta de 4,09%, e em 12 meses a alta é de 3,37%.

Outro dado que mostra a fraqueza da economia veio na divulgação dos dados de emprego. Conforme divulgou o IBGE, através da Pnad Contínua, a pesquisa mostrou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, uma queda em relação ao trimestre anterior, de 12,3%. O resultado foi puxado pela criação de vagas informais, sem carteira assinada, que bateu recorde no período. Ainda assim, há 12,6 milhões de desempregados no país.

Durante a semana, foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central – Copom, quando os juros básicos da economia recuaram para 5,50% ao ano. O documento mostra que o comitê estimou que o PIB deve apresentar ligeiro crescimento no terceiro trimestre do ano, reforçado pelos estímulos decorrentes da liberação dos recursos do FGTS e PIS-PASEP, além de projetar inflação abaixo da meta em 2019 e 2020. Neste cenário benigno para a inflação prospectiva, o Copom indica novo corte no juro ainda este ano.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0.25% na semana, acumulando valorização no ano de 19,56% e 32,44% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,155 na compra R$ 4,156 na venda. Na semana, a moeda norte-americana permaneceu estável. Já o IMA-B Total encerrou a semana com valorização de 0,24%, acumulando ganhos no mês de 2,86% e no ano de 19,54%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,43% em 2019, uma redução ante os 3,44% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,79%, ante 3,80% da pesquisa anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro alterou as expectativas e reduziu a projeção para abaixo dos 5,00%, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 4,75%. Para 2020, a previsão foi mantida em 5,00%.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN elevaram as previsões para o dólar a R$ 4,00 neste ano, ante R$ 3,95 da projeção anterior. Para o encerramento de 2020, a estimativa foi aumentada para R$ 3,91.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 83,40 bilhões em 2019 e de US$ 83,20 bilhões em 2020, ambos abaixo das projeções anteriores.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, diante do noticiário político e econômico, apesar dos mercados chineses permanecerem fechados ao longo da semana em razão do feriado prolongado local.

Destaque para a agenda marcada para os dias 10 e 11 na capital Washington, entre altos funcionários dos EUA e China para discutir o conflito tarifário e buscar negociações que ponham um ponto nas questões. Entretanto, o governo Donald Trump estaria considerando novas e radicais táticas de pressão financeira sobre Pequim, incluindo a possibilidade de excluir empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. É possível que esses movimentos tenham como objetivo tirar o foco da abertura do processo de impeachment, ainda que seu andamento seja considerado improvável diante da dificuldade em se obter apoio do Senado, de maioria republicana.

Por aqui, destaque para a votação da reforma da previdência no Senado, com previsão de que tanto o parecer do relator Tasso Jereissati na CCJ, quanto o texto enviado pelo governo sejam apreciados pela Casa ainda esta semana.

Na pauta de indicadores a serem divulgados, destaque para os números de emprego na zona do Euro e do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial também na zona do Euro e Alemanha, que podem confirmar se a economia da região caminha ou não para a recessão.  Nos EUA, destaque para a divulgação dos dados de emprego (payroll) a serem divulgados pelo Departamento do Trabalho, que podem influenciar as decisões sobre o rumo dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, destaque para a divulgação da Produção Industrial de agosto e Balança Comercial de setembro.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –30/09/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 23/09/2019

Retrospectiva

A semana manteve o movimento de valorização dos ativos de risco, na esteira dos noticiários domésticos e externos.

A semana iniciou sob o impacto dos ataques de rebeldes do Iêmen em instalações petroleiras na Arábia Saudita, que provocaram incêndios na maior refinaria de petróleo do mundo, e causaram uma disparada do preço do óleo no mercado internacional, afetando bolsas de valores no mundo inteiro. O barril do tipo Brent, no Reino Unido, que é uma referência internacional, encerrou a segunda-feira com uma alta de quase 15%. Nos dias que se seguiram, parte da produção de petróleo foi retomada e as previsões indicam que até o final do mês a produção será normalizada. Com isso, o preço do barril que chegou a bater quase US$ 70, recuou em parte e passou a ser negociado na casa dos US$ 64.

Mas o destaque da semana foi o movimento coordenado de autoridades monetárias mundo afora, com objetivo de incentivar a economia global que dá alguns sinais de recuo.

O Banco Central Japonês (BOJ, na sigla em inglês), decidiu manter sua política monetária inalterada e reiterou que os juros vão permanecer baixos por um período prolongado. A taxa de depósito foi mantida em -0,10%, e a meta de juros para os títulos de 10 anos permaneceram em zero. No comunicado, o BOJ sinalizou que poderá adotar medidas de estímulo adicionais na próxima reunião.

A reunião mais aguardada foi a do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), o banco central norte-americano. Em decisão dividida, o FED resolveu reduzir o juro básico em 0,25 pontos percentuais para a faixa de 1,75% a 2%, mas não deu indicações claras sobre possíveis novos cortes este ano, uma vez que dirigentes da instituição mostraram divergências sobre o que fazer no futuro.

Na zona do Euro ocorreu a reunião do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O colegiado decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros inalterada em 0,75% ao ano e a manutenção do estoque de compras de bônus corporativos não financeiros em 10 bilhões de libras e o de bônus do governo, os Gilts, em 435 bilhões de libras.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de queda na maior parte das bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, ficou no zero e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou -0,41%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu -0,51% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 0,41%.

Em relação à economia brasileira, destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM). Por unanimidade, o colegiado decidiu pela redução da taxa básica de juros da economia de 6,00% para 5,50% ao ano. O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986. No comunicado pós-reunião, o COPOM deixou a porta aberta para nova redução ainda este ano, porém ressalvou que eventual frustração com as reformas em andamento podem comprometer os esforços para consolidação do cenário benigno para a inflação futura.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,27% na semana, acumulando valorização no ano de 19,26% e 31,94% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,152 na compra R$ 4,153 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 1,60%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 2,05%, acumulando ganhos no ano de 19,25%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,44% em 2019, uma redução ante os 3,45% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,80%. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%. Para 2020, a previsão também foi mantida em 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao logo do ano que vem.

O mercado financeiro manteve a estimativa para a taxa de crescimento da economia este ano em 0,87%. Para 2020 a expansão do PIB também foi mantida em 2,00%.

Os profissionais consultados pelo BACEN elevaram as previsões para o dólar a R$ 3,95 neste ano, ante R$ 3,90 da projeção anterior. Para o encerramento de 2020, a estimativa ficou inalterada em R$ 3,90.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85,00 bilhões em 2019 e de US$ 85,00 bilhões em 2020, ambos abaixo das previsões da semana passada.

Perspectiva

A volatilidade nos preços dos ativos tende a permanecer durante esta semana, especialmente na área de juros, com a leitura da ata da última reunião do Copom da semana passada que deverá ser divulgada na terça-feira. Já há agentes financeiros trabalhando com juros de 4,25% ao ano no começo do ano que vem, o que deve trazer mais impactos no mercado de juros. As taxas caíram também nos mercados futuros, chegando a menos de 5,00% ao ano no contrato DI para janeiro de 2021.

Outro elemento que pode influenciar os juros é a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BACEN), que na quinta-feira trará a visão da autoridade sobre a tendência dos preços no próximo ano e pode mostrar o quanto de espaço há para novos cortes na Selic. Na terça-feira será conhecido o IPCA-15 de setembro, prévia da inflação oficial, e na sexta-feira será revelado o IGP-M, índice que é usado na correção dos aluguéis, referente este mês.

Os olhos também estarão voltados para a votação da reforma da previdência no Senado Federal. O projeto de emenda constitucional acabou dividido em dois e a primeira parte, menos polêmica, pode ser aprovada esta semana.

As atenções estarão divididas com o noticiário internacional, refletindo as preocupações com as negociações em torno da guerra comercial entre EUA e China. Na semana passada, equipes das duas potências mantiveram discussões em torno do assunto. No entanto, o cancelamento da ida de uma delegação chinesa a fazendas nos EUA e seu retorno antecipado foram interpretados de maneira negativa pelos investidores, que viram no ato um retrocesso das negociações.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -23/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 16/09/2019

Retrospectiva

A semana manteve o movimento de valorização nos principais mercados acionários, na medida em que o noticiário animava os investidores.

Em meio à disputa comercial entre EUA e China, o país asiático anunciou isenções tarifárias para 16 itens da pauta de produtos importados dos EUA. A medida ocorreu às vésperas de uma reunião planejada entre negociadores comerciais dos dois países para conter o aumento tarifário que ocorre desde o ano passado. Na sequencia, os EUA anunciaram que o governo americano concordou em adiar de 01 para 15 de outubro o aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões de importações chinesas, como um “gesto de boa vontade”, atendendo a um pedido do vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

Nos EUA, destaque para os dados de vendas no varejo, que saltaram 0,4% em agosto frente a julho, conforme divulgado pelo Departamento do Comércio, e acima das expectativas que previam aumento de 0,2% nas vendas, indicando que os gastos dos consumidores devem continuar apoiando um ritmo moderado no crescimento econômico local.

Na zona do Euro ocorreu a reunião do banco central europeu (BCE, na sigla em inglês), que tomou importante decisão monetária para apoiar a economia da região em meio às incertezas com o conflito comercial entre EUA e China. O BCE anunciou um corte na taxa de depósitos de -0,4% para -0,5%, além de reativar o programa de compra de ativos que havia encerrado em dezembro passado. O plano contempla a compra de € 20 bilhões por mês em títulos do governo e bônus corporativos a partir de 01 de novembro. O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que o BCE agiu em resposta a inflação muito abaixo da meta de 2,0% ao ano, além de um abrandamento maior do crescimento da economia local.

No Japão, foi divulgado que o PIB local do segundo trimestre cresceu 0,3% na comparação com o trimestre de janeiro a março, abaixo da leitura preliminar que indicava ganho de 0,4%. A fraqueza da economia global e o agravamento do protecionismo comercial adicionam certa pressão sobre o banco central japonês (BOJ, na sigla em inglês) para que tome medidas expansionistas na próxima reunião, marcada para esta semana.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,27% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,17%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 0,968% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 3,72%.

Em relação à economia brasileira, destaque para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, que apresentou retração de 0,16% em julho, em relação ao mês anterior. O índice passou de 138,33 pontos para 138,11 pontos, atingindo o menor patamar para o indicador desde maio deste ano, quando a pontuação foi de 137,86.

Na contra mão da desaceleração da economia divulgada pelo Bacen, foi noticiado pelo IBGE que o volume do setor de serviços cresceu 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, e a melhor taxa mensal desde dezembro/2018. Ainda assim, o nível de atividade do setor de serviços permanece no patamar de fevereiro de 2011, distante do registrado antes da recessão.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 0,55% na semana, acumulando valorização no ano de 17,77% e 37,22% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0925 na compra R$ 4,0938 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 0,19%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,05%, acumulando ganhos no ano de 16,86%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,45% em 2019, uma redução ante os 3,54% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,80%, ante 3,82% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%. Para 2020, a previsão foi cortada para 5,00%, o que indica expectativa de estabilidade da taxa básica de juros ao logo do ano que vem.

O mercado financeiro cortou ainda a estimativa para a taxa de crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 2,00% em 2020, ante 2,07% previstos na semana anterior. Para 2019 a previsão de expansão foi mantida em 0,87%.

Os profissionais consultados pelo Bacen elevaram as previsões para o dólar a R$ 3,90, tanto para este ano quanto para o final de 2020. Na semana passada, os mesmos profissionais esperavam o dólar cotado em R$ 3,87 ao final de 2019 e R$ 3,85 em 2020.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85,20 bilhões em 2019 e de US$ 85,30 bilhões em 2020, ambos acima das previsões da semana passada.

Perspectiva

A semana inicia com o petróleo subindo forte após o ataque a instalações petrolíferas sauditas, em princípio atribuídas a rebeldes do Iêmen, constituindo uma nova ameaça ao abastecimento mundial de energia.

A tensão no Golfo pode constituir mais um vetor negativo a atividade global, em uma semana que os olhos dos investidores se voltam para as decisões de política monetária do Federal Reserve (FED, na sigla em inglês), com o mercado firmando aposta de queda das taxas de juros por lá.

Por aqui destaque para a reunião do Copom, a sexta do ano, que definirá a taxa básica de juros da economia. A Selic foi cortada para o patamar recorde de 6,00% ao ano em julho, e o Bacen preparou o terreno para cortes adicionais. Com a inflação sob controle, a economia doméstica patinando, e o receio de menor crescimento na economia global, o mercado espera novo corte esta semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –13/09/19

Índices de Referência –Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 09/09/2019

Retrospectiva

Semana de recuperação para os mercados acionários mundo afora, diante da divulgação de importantes indicadores que influenciaram os negócios.

Destaque para o anúncio de um acerto entre Pequim e Washington para a realização de negociações interministeriais de comércio no início de outubro, com vistas a avançar na questão das tarifas sobre o comércio de produtos entre as potências.

Na China, foi divulgado que o índice de gerentes de compra industrial (PMI, na sigla em inglês) da Caixin/Markit subiu para 52,1 pontos no mês passado, o maior nível desde maio, na comparação aos 51,6 pontos do mês de julho, mostrando sinais claros de recuperação em agosto.

Na zona do Euro, destaque para a aprovação de um projeto de lei pelo parlamento britânico que impede a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, sem um acordo amigável com o bloco. Com isso, a data limite que era 31 de outubro pode ser estendida para mais três meses.

Nos EUA, foi divulgado que a atividade manufatureira medida pelo Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) caiu para 49,1 no mês passado, ante 51,2 em julho. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade fabril, que é responsável por 12% da economia norte-americana. O ISM informou que houve uma queda perceptível na confiança dos empresários, denotada pela forte contração de novas encomendas de exportação.

Ainda por lá, foi divulgada a criação de 130 mil novos postos de trabalho não agrícola em agosto, mantendo o número de pessoas desempregadas em 6,0 milhões. Com isso, a taxa de desemprego se manteve em 3,7%, mesmo número dos últimos três meses. Os dados ficaram baixo das expectativas do mercado, mas foram suficientes para a manutenção das apostas em novo corte de juro pelo Federal Reserve (FED). Outro momento aguardado foi o discurso do presidente do FED, Jerome Powell, porém suas declarações em tom comedido não trouxeram novos sinais.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta nas principais bolsas de valores. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,11% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,04%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 1,78% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, cresceu 2,38%.

Em relação à economia brasileira, destaque para o IPCA divulgado pelo IBGE relativo a agosto. O índice variou 0,11% ficando 0,08 ponto percentual abaixo da taxa de julho, de 0,19%. Com isso, a variação acumulada no ano ficou em 3,34%, e nos últimos doze meses em 3,34%. O principal impacto negativo no índice foi no grupo de habitação, que oscilou 1,19% no mês. O destaque positivo  foi nos grupos de alimentos e bebidas (-0,09%) e transportes (-0,07%).

Ainda por aqui, foi divulgado que a produção industrial recuou 0,3% em julho, terceiro resultado negativo consecutivo, enquanto a expectativa apontava para expansão de 0,50%.

De positivo, a fala do presidente do BACEN, Roberto Campos Neto, indicando uma possível redução estrutural nos depósitos compulsórios dos bancos junto ao Banco Central. A notícia é positiva, pois permite uma maior oferta de crédito e redução do spread bancário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de valorização nos preços das ações. O Ibovespa avançou 1,78% na semana, acumulando valorização no ano de 17,12% e 34,70% em doze meses. O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira cotado a R$ 4,0797 na compra R$ 4,0804 na venda. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 1,49%. Já o IMA-B Total encerrou a semana com crescimento de 0,50%, acumulando ganhos no ano de 16,80%.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,54% em 2019, uma redução ante os 3,59% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 3,82%, ante 3,85% da semana anterior. O resultado continua abaixo da meta de inflação fixada pelo CMN para este ano, de 4,25%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, com o relatório informando que, ao final de 2019, a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro manteve a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB fixada em 0,87% neste ano, mesmo número da projeção anterior. Para 2020 a estimativa foi reduzida para 2,07%, ante 2,10% da semana passada.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,87 no final do ano, ante R$ 3,85 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,85, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,82.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, igual um mês atrás, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com informações sobre o saldo da balança comercial da China, cujo resultado de agosto foi superávit de US$ 34,8 bilhões, isso em meio aos primeiros sinais mais concretos dos efeitos da guerra comercial entre China e EUA. Os analistas esperavam um resultado superior, ao redor de US$ 44,2 bilhões. O número é inferior ao registrado no mês de julho, de US$ 45,2 bilhões.

Os investidores aguardam a reunião do Banco Central Europeu nesta semana, na qual novos estímulos à economia da zona do euro são esperados, em meio a preocupante inflação fraca e crescimento econômico pífio, após a divulgação de que o PIB por lá cresceu 0,2% no segundo trimestre, após expansão de 0,4% nos primeiros três meses do ano.

A cautela deve prevalecer no radar dos investidores. Sem um direcional definido, esperamos alguma volatilidade nos mercados no decorrer da semana.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários -06/09/19

Índices de Referência -Agosto/2019

NOSSA VISÃO – 02/09/2019

Retrospectiva

Com uma agenda de divulgação de indicadores vazia, as atenções dos mercados se sustentaram do noticiário externo.

As idas e vindas na guerra comercial entre os EUA e China mantiveram elevados os níveis de volatilidade nos mercados globais, ainda que equipes de negociadores dos dois Países estejam mantendo uma comunicação eficaz, conforme declaração do Ministério das Relações Exteriores chinês. Enquanto isso, uma nova inversão na curva dos Treasuries alimentou as preocupações com o crescimento econômico norte-americano, dado que historicamente é um indicador antecedente de recessão da economia.

O Departamento de Comércio dos EUA divulgou dado sobre os gastos do consumidor, que corresponde a mais de dois terços da atividade econômica local. Houve um aumento de 0,6% no mês de julho, após elevação de 0,3% em junho, ante previsão de 0,5%, conforme economistas consultados pela Reuters. Entretanto, com os EUA impondo tarifas adicionais sobre produtos chineses, há preocupações de que os gastos com consumidor sofram um impacto no futuro.

Neste contexto, foi divulgado o crescimento do PIB norte-americano. Conforme o Departamento de Comércio dos EUA, o País cresceu à taxa anualizada de 2% no segundo trimestre deste ano, um décimo abaixo do previsto pelo governo. Embora mantenha um ritmo saudável de crescimento, a taxa é inferior a do primeiro trimestre, quando a economia americana tinha registrado um crescimento anualizado de 3,1%.

Na zona do Euro, o índice que mede a confiança dos setores corporativos e dos consumidores avançou de 102,7 em julho para 103,1 em agosto, conforme divulgou a Comissão Europeia. O resultado surpreendeu, na medida em que as expectativas indicavam queda no índice para 102,3.

Na vizinha Argentina, a agência classificadora de riscos S&P Global Ratings rebaixou a nota soberana local de “B-“ para “SD” (default seletivo), o que levou os poupadores a uma onda de resgates. Imediatamente, o Banco Central argentino divulgou medidas para dar liquidez aos investidores, através de recompras de títulos por meio de leilões. Para conter a depreciação da moeda local, o presidente argentino, Mauricio Macri, editou medidas para que as empresas exportadoras peçam permissão para comprar dólares e limitou sua aquisição por pessoas físicas.

Para os mercados de ações internacionais, a semana foi majoritariamente de alta. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 2,82% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, avançou 1,58%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, valorizou 2,79% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu  -0,03%.Em relação à economia brasileira, foi divulgado pelo IBGE que o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre de 2019. O resultado foi 1% acima do registrado no mesmo período de 2018 e o dobro das expectativas do mercado, mas não é suficiente para descrever uma retomada da economia dado que o crescimento tem bases fracas de comparação.

A FGV divulgou que o IGP-M, também conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou queda de 0,67% em agosto, ante alta de 0,40% em julho, acumulando alta de 4,95% em 12 meses.  O resultado não surpreendeu e veio em linha com as expectativas, conforme informou a Broadcast.

No campo político, destaque para o parecer favorável à aprovação da reforma da previdência pelo relator da reforma no Senado, o senador Tasso Jereissati. Agora, o projeto deverá passar pela CCJ e posteriormente pelo plenário.

Para a bolsa brasileira a semana foi de recuperação das perdas recentes. O Ibovespa avançou 3,55% na semana. A alta, porém, foi insuficiente para reverter totalmente as perdas e o Ibovespa fechou o mês com queda de 0,67%, acumulando valorização no ano de 15,07% e 31,90% em doze meses. O dólar comercial encerrou o mês com valorização de 8,5%, a maior alta mensal em quatro anos, cotado a R$ 4,142 na venda. A alta fez o Banco Central atuar no câmbio vendendo dólares à vista. Já o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de -0,94%, acumulando perda de -0,40% no mês e reduzindo a alta para 16,22% no ano.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,59% em 2019, uma redução ante os 3,65% da semana anterior. Para 2020 a estimativa foi mantida em 3,85%.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, e em 2020 em 5,25%, mesma projeção da semana anterior.

O mercado financeiro reviu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,87% neste ano, ante 0,80% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa ficou mantida em 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,85 no final do ano, ante R$ 3,80 do último relatório. Para 2020 a estimativa é que o dólar encerre o ano cotado a R$ 3,82, enquanto na semana anterior a projeção era de R$ 3,81.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, também mesmo número da pesquisa anterior.

Perspectiva

A agenda da semana vem recheada de indicadores para ficar de olho. Destaque para a divulgação dos dados do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria e serviços nos EUA e Europa. Enquanto que nos EUA diferentes membros do Banco Central americano (FED, na sigla em inglês) irão discursar, o que sempre cria expectativas em relação ao comportamento dos juros.

Ainda nos EUA, serão divulgados os dados do mercado de trabalho dos EUA (payroll) de agosto, enquanto na zona do Euro será conhecido o resultado do PIB do segundo trimestre, além da divulgação das vendas do varejo de julho.

Por aqui, serão divulgados indicadores de inflação (IPCA e IGP-DI) do mês de agosto, que deverá apontar inflação baixa para o IPCA e deflação para o IGP-DI.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da resolução CMN nº 3.922/2010 conforme alterada, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –30/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 26/08/2019

Retrospectiva

Os mercados de risco tiveram seus preços influenciados pelo noticiário externo, concentrado nas preocupações com os sinais que mostram uma economia global menos expansiva. Ainda assim, alguns presidentes regionais do FED (Federal Reserve, o banco central americano, na sigla em inglês) não mostram disposição em reduzir ainda mais a taxa dos Fed Funds, sob o argumento de que as condições econômicas dos EUA ainda são muito boas, e que uma política de estímulos monetários poderia estimular um endividamento preocupante das pessoas. Por outro lado, o presidente Donald Trump segue pressionando para que o FED corte ainda mais o juro americano, afirmando que o juro alto dificulta o crescimento dos EUA.

Na zona do Euro, foi divulgado que o PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) composto, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu inesperadamente de 51,5 em julho para 51,8 em agosto, que indica um avanço na atividade do bloco neste mês, ainda puxado pelo setor de serviços.

Porém, o dado mais importante foi a divulgação do CPI (inflação ao consumidor, na sigla em inglês), que recuou 1% em julho conforme divulgou a Agência Eurostat. A fraca inflação junta-se a outros sinais de abrandamento como os divulgados na semana passada que dão conta de um crescimento de 0,2% na zona euro e de uma contração da Alemanha de 0,1% no segundo trimestre do ano. O banco central alemão já avisou que a maior economia da zona euro pode entrar num ciclo de recessão.

O embate comercial entre EUA e China também segue adicionando volatilidade aos mercados. A política de “morde – assopra” do presidente dos EUA, Donald Trump, foi de um discurso que trouxe otimismo ao afirmar, no início da semana, que vem travando conversas construtivas, ainda que não esteja pronto para um acordo, até o ponto de anunciar, na sexta-feira, um aumento de tarifas de 25% para 30% sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses. Isso após a China anunciar aumento de tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos e automóveis americanos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de baixa. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, subiu 0,42% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, recuou 0,28%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,43% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,46%.

Em relação à economia brasileira, na falta de indicadores expressivos as atenções voltaram-se as questões políticas. A semana foi produtiva no Congresso, com discussões sobre a reforma tributária e a aprovação da MP da liberdade econômica, que fechou sem liberar o trabalho aos domingos. Sobre a reforma da previdência, o relatório preliminar do senador Tasso Jereissati será entregue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda. O Ibovespa recuou 2,14% na semana, reduzindo a variação acumulada positiva no ano para 11,13% e a de doze meses para 28,07%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 3,01% na semana, cotado a R$ 4,122 na compra e a R$ 4,124 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,27%, acumulando alta de 0,54% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,65% em 2019, ante 3,71% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,85%, ante 3,90% da semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,25%, ante 5,50% da pesquisa anterior.

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,80% neste ano, ante 0,83% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também recuou, passando de 2,20% para 2,10%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, ante R$ 3,78 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, mesma projeção da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,36 bilhões em 2020, frente a US$ 84,68 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com tendência de mais volatilidade nos mercados globais, ao mesmo tempo em que dados econômicos voltaram amostrar o efeito da guerra comercial, com a desaceleração das atividades nos países da OCDE, organização internacional formada por 36 países que aceitam os princípios da economia de mercado, e com a confiança dos negócios na Alemanha se deteriorando mais do que o esperado em agosto, atingindo o menor nível em quase sete anos, após a divulgação do índice de sentimento das empresas alemãs cair de 95,8 pontos em julho para 94,3 pontos em agosto.

Do lado doméstico, destaque para a divulgação do IGP-M de agosto, n o fim da semana, e a tramitação da PEC da previdência no Senado, ao mesmo tempo em que foi divulgada pesquisa realizada pela CNT/MDA que mostrou uma queda acentuada na avaliação do governo Jair Bolsonaro, de 19% em fevereiro para 39,5% este mês, enquanto a avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –23/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 19/08/2019

Retrospectiva

Os mercados repercutiram as preocupações com um provável cenário de piora da economia global, com a divulgação de dados ruins na zona do Euro e na China.

A Alemanha divulgou que o PIB local recuou 0,1% no segundo trimestre, após a produção industrial dos países da zona do Euro encolher 1,6% em junho, na comparação com o mês de maio, acentuando os sinais de fraqueza na economia da região.

Na China, foi divulgado que a produção industrial cresceu a uma taxa de 4,8% em julho. Apesar da expressividade do indicador, a expectativa dos especialistas era de uma atividade industrial na casa dos 5,9%, número bem maior que o divulgado.

Ainda no front externo, novos focos de preocupação com a economia global vieram dos EUA. A inversão atípica entre as taxas curtas e longas dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) se acentuou na semana. Os títulos de 10 (dez) anos estão com taxa menor que os de curto prazo, indicando uma corrida dos investidores para a proteção, o que pode ser um indício de recessão no curto prazo. Imediatamente, o mercado de ações reagiu e levou a uma queda forte no S&P 500, um dos principais indicadores do mercado de ações nos EUA.

A sinalização dada pelo Federal Reserve (FED, na sigla em inglês) na última reunião, ao reduzir o juro básico da economia americana, reforçou a tese do mercado financeiro de que o crescimento da economia dos EUA poderia perder fôlego no curto prazo.

Ainda nos EUA, foi divulgado que a confiança dos consumidores americanos deteriorou-se acentuadamente em agosto, conforme pesquisa conduzida pela Universidade de Michigan. O índice situou-se em 92,1 pontos, mais de seis pontos abaixo de seu nível anterior e seu menor nível desde o início do ano. Os analistas esperavam uma queda muito mais moderada, de 97,7 pontos.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã, recuou 1,12% e o FTSE-100, da bolsa inglesa, despencou 1,88%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana, caiu 1,02% e o Nikkei 225, da bolsa japonesa, perdeu 1,28%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgado que o desemprego no Brasil recuou para 12% no segundo trimestre, conforme a Pesquisa Nacional por amostra de domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. No primeiro trimestre a taxa era de 12,7%, atingindo 12,8 milhões de desempregados no país. A pesquisa indica que um contingente de 3,3 milhões de desempregados procuram empregos há no mínimo dois anos.

Para a bolsa brasileira a semana foi de queda, em meio às notícias negativas vindas da Argentina após a vitória da oposição nas eleições prévias, que levaram o Merval (índice do mercado acionário local) a derreter mais de 30% na semana. Os dados fracos da China e Alemanha, além do movimento da curva de juros nos EUA, também contagiaram nossos mercados. O Ibovespa recuou 4,03% na semana, reduzindo a variação acumulada no ano para 13,56% e a de doze meses para 31,27%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,54% na semana, cotado a R$ 4,0029 na compra e R$ 4,0037 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana com recuo de 0,15%, acumulando alta de 0,82% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,71% em 2019, ante 3,76% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, mesmo número da pesquisa anterior, e em 2020 em 5,50%, também como na pesquisa anterior.

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia, com a expansão do PIB ajustada para 0,83% neste ano, ante 0,81% na projeção anterior. Para 2020 a estimativa também subiu, passando de 2,10% para 2,20%.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,78 no final do ano, ante R$ 3,75 do último relatório, e em R$ 3,81 no final de 2020, uma alta em relação aos R$ 3,80 da semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa, e de US$ 84,68 bilhões em 2020, frente a US$ 85,28 bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

A semana inicia com perspectivas mais positivas. Notícias de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) divulgou um plano de reformas nas taxas de juros com objetivo de reduzir os custos de financiamentos dos empresários, em meio à desaceleração da economia chinesa, animam os mercados.

Ainda no front externo, a Alemanha dá sinais ao mercado de que o Banco Central local está preparado para liberar recursos da ordem de US$ 55 bilhões para estimular a economia e enfrentar uma possível recessão à frente.

Na vizinha Argentina, a troca no comando da economia após a renúncia do ministro da fazenda argentino, Nicolás Dujvone, vem como uma medida de contenção dos mercados locais, que sofrem com a desvalorização da moeda local, que perdeu 19,9% em cinco dias.

Com agenda de indicadores esvaziada aqui e lá fora, o mercado estará de olho nos dados da segunda prévia do IGP-M de agosto.

No campo da política, destaque para a Lei de Abuso de Autoridade. O noticiário destaca que o ministro Sérgio Moro deverá sugerir ao Presidente Bolsonaro o veto a diversos itens da norma aprovada pelo Congresso na semana passada. Dentre eles, a condenação de magistrado que decretar prisão sem amparo legal.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –16/08/19

Índices de Referência –Julho/2019

NOSSA VISÃO – 12/08/2019

Retrospectiva

Permanecem as tensões provocadas pela batalha comercial travada entre os EUA e a China. As preocupações globais se acentuaram com as notícias de que os Estados Unidos estão segurando licenças à Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes e telecomunicações, à medida que os chineses suspendem a compra de grãos americanos.

Em relação à economia internacional, na zona do euro, foi divulgado que o Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) recuou para 51,5% em julho, na comparação com junho que ficou em 52,2%, e aproximando-se da marca dos 50 – que separa crescimento de contração. Apesar do BCE ter mantido o juro estável na última reunião, não é descartada uma queda na próxima.

Nos EUA, o crescimento do setor de serviços desacelerou em julho para o nível mais fraco desde agosto de 2016. O Instituto de Gestão em Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade não manufatureira caiu de 55,1 em junho para 53,7 em julho.  Ainda no setor de serviços, o Índice de Gerente de Compras aumentou para 53,0 em julho, ante 51,5 em junho.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou manteve o movimento de queda generalizada, com o recrudescimento da disputa comercial EUA x China. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã caiu 1,50% e o FTSE-100, da bolsa inglesa tombou 2,07%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,45% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa perdeu 1,95%.

Em relação à economia brasileira, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE relativo ao mês de junho. A pesquisa apontou recuo de 1% ante maio, e recuo de 2,3% no acumulado do ano. Dado que o setor de serviços representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem, portanto, grande influência na atividade econômica, é esperada uma desaceleração na economia doméstica.

O IPCA encerrou julho com alta de 0,19% em julho, índice bem acima dos 0,01% vistos em junho. Conforme informou o IBGE, foi a taxa mais baixa para o mês de julho desde 2014. Assim, o índice acumula alta de 2,42% no ano, e 3,22% em 12 meses. O que pesou mais no indicador foi o item energia elétrica: as contas de luz ficaram 4,48% mais caras, em média.

Ainda por aqui, o prêmio de risco do Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), alcançou os 129 pontos na quinta-feira, mesma média dos países classificados como BBB- (grau de investimentos) pelas agências de risco. Entretanto, analistas avaliam que uma elevação da nota de crédito brasileira só deve ocorrer com a volta do crescimento econômico.

Para a bolsa brasileira, apesar do noticiário negativo, a semana foi de alta. Destaque para a divulgação de resultados corporativos que sustentaram o mercado bursátil em meio à safra de resultados do segundo trimestre das empresas listadas na B3. O Ibovespa subiu, 1,29% na semana, com volume médio diário superior a R$ 15 bilhões, aumentando a variação acumulada no ano para 18,33% e a de doze meses para 35,92%. O dólar comercial, por sua vez, avançou 1,26% na semana, cotado a R$ 3,9395 na compra e R$ 3,942 na venda, e o IMA-B Total encerrou a semana valorizando 0,90%, acumulando alta de 0,96% no mês.

Relatório Focus

No Relatório Focus divulgado hoje, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 3,76% em 2019, ante 3,80% da semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 3,90%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o mercado financeiro continua reduzindo suas projeções, Nesta semana, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 5,00%, frente a 5,25% na pesquisa anterior e em 2020 em 5,50%, como na pesquisa anterior.

A expectativa de alta para o PIB em 2019 teve ligeira queda, de 0,82% para 0,81%. Há quatro semanas a expectativa de crescimento era a mesma. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,10%, mesmo valor projetado quatro semanas atrás.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,75 no final do ano, como no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, também como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 85 bilhões em 2019, como na última pesquisa e de US$ 85,28 bilhões em 2020, frente a US$ 85,56. bilhões na pesquisa anterior.

Perspectiva

No Brasil, o Banco Central publica o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica, referente ao mês de julho.

Ainda por aqui, a FGV informará a primeira prévia do IGP-M de agosto.

Na agenda desta segunda-feira, serão conhecidos os números semanais da balança comercial.

No campo da política, a reforma da previdência começa a ser discutida no Senado Federal, passando primeiro pela CCJ para só depois chegar ao plenário da Casa. Os próximos dias devem mostrar o nível de dificuldade que o governo encontrará nesta etapa.

Nesta semana, no exterior, os mercados permanecem acompanhando atentamente o desenrolar da “guerra” comercial EUA x China.

Os investidores também estarão atentos à vizinha Argentina, por conta das eleições primárias que mostrou forte vitória da oposição e gera receio de que a derrota de Maurício Macri em outubro seja inevitável, o que deve levar a um sell-off de ativos argentinos com o temor da volta das políticas populistas de Cristina Kirchner. A esquerda venceu a eleição primária na Argentina com a candidatura do peronista Alberto Fernández, com 47% dos votos. Ele bateu o presidente Mauricio Macri, que obteve 32% dos votos.

Em relação às aplicações dos RPPS aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices de longo prazo (especificamente o IMA-B Total) recomendamos uma exposição de 10%.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total), a recomendação é para uma exposição de 25% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação sugerida é de 10%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora do ambiente econômico neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

Indicadores Diários –09/08/19

Índices de Referência –Julho/2019